quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Fernando Haddad

 🇧🇷 Pronunciamento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em 27/11/24

 

Queridos brasileiros, queridas brasileiras, boa noite! 

Nos últimos meses, trabalhamos intensamente para elaborar um conjunto de propostas que 

reafirmam nosso compromisso com um Brasil mais justo e eficiente. Este não é um esforço 

isolado do governo do presidente Lula, mas uma construção conjunta, que busca garantir 

avanços econômicos e sociais duradouros. 

Hoje, temos sinais claros de que estamos no caminho certo. O Brasil não apenas recuperou 

o tempo e o espaço perdidos, mas voltou a ocupar seu lugar de destaque no mundo, entre 

as dez maiores economias. Agora, crescemos de forma consistente, com um PIB superior a 

3% ao ano. O desemprego, que castigava nossa gente no período anterior, colocando 

milhões de famílias abaixo da linha de pobreza, hoje está entre os mais baixos da nossa 

história. 

Mais famílias estão voltando a ter renda e trabalho dignos. Garantimos reajustes reais para 

o salário mínimo e aumentamos a faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha 

até dois salários. Programas como o Minha Casa, Minha Vida e Farmácia Popular ganharam 

um novo impulso. E novos programas como o Pé-de-Meia, o Desenrola e o Acredita 

chegaram para combater a evasão escolar, ajudar as pessoas a recuperarem o crédito e 

apoiar quem quer empreender. 

O combate a privilégios e sonegação nos permitiu melhorar as contas públicas. Se no 

passado recente, a falta de justiça tributária manteve privilégios para os mais ricos, sem 

avanços na redistribuição de renda, agora arrecadamos de forma mais justa e eficiente. 

Cumprimos a lei e corrigimos distorções. Foi assim com a tributação de fundos em paraísos 

fiscais e fundos exclusivos dos super-ricos. 

Mas sabemos que persistem grandes desafios. Diante do cenário externo, com conflitos 

armados e guerras comerciais, precisamos cuidar ainda mais da nossa casa. É por isso que 

estamos adotando as medidas necessárias para proteger a nossa economia. Com isso, 

garantiremos estabilidade e eficiência e asseguraremos que os avanços conquistados sejam 

protegidos e ampliados. 

Já devolvemos ao trabalhador e à trabalhadora o ganho real no salário mínimo. Esse direito, 

esquecido pelo governo anterior, retornou com o presidente Lula. E com as novas regras 

propostas, o salário mínimo continuará subindo acima da inflação, de forma sustentável e 

dentro da nova regra fiscal. 

Para garantir que as políticas públicas cheguem a quem realmente necessita, vamos 

aperfeiçoar os mecanismos de controle, que foram desmontados no período anterior. 

Fraudes e distorções atrasam o atendimento a quem mais precisa. Para as aposentadorias 

militares, nós vamos promover mais igualdade, com a instituição de uma idade mínima para 

a reserva e a limitação de transferência de pensões, além de outros ajustes. São mudanças 

justas e necessárias.


Para atender às famílias que mais precisam, o abono salarial será assegurado a quem 

ganha até R$ 2.640. Esse valor será corrigido pela inflação nos próximos anos e se tornará 

permanente quando corresponder a um salário mínimo e meio. As medidas também 

combatem privilégios incompatíveis com o princípio da igualdade. Vamos corrigir excessos e 

garantir que todos os agentes públicos estejam sujeitos ao teto constitucional. 

Juntos com o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional, aprimoramos as regras do orçamento. O montante global das emendas parlamentares crescerá abaixo do limite das regras fiscais. Além disso, 50% das emendas das comissões do Congresso passarão a ir obrigatoriamente para a saúde pública, reforçando o SUS. 

Essas medidas que mencionei vão gerar uma economia de R$ 70 bilhões nos próximos dois anos e consolidam o compromisso deste governo com a sustentabilidade fiscal do país.

 Para garantir os resultados que esperamos, em caso de déficit primário, ficará proibida a criação, ampliação ou prorrogação de benefícios tributários. 

Combater a inflação, reduzir o custo da dívida pública e ter juros mais baixos é parte central de nosso olhar humanista sobre a economia. O Brasil de hoje não é mais o Brasil que fechava os olhos para as desigualdades e para as dificuldades da nossa gente. Quem 

ganha mais deve contribuir mais, permitindo que possamos investir em áreas que  transformam a vida das pessoas. 

Reafirmamos, portanto, nosso compromisso com as famílias brasileiras: proteger o 

emprego, aumentar o poder de compra e assegurar o crescimento sustentável da economia. 

Exatamente por isso, anunciamos, hoje, também a maior reforma da renda de nossa 

história. Honrando os compromissos assumidos pelo presidente Lula, com a aprovação da 

reforma da renda, uma parte importante da classe média, que ganha até R$ 5 mil por mês, 

não pagará mais Imposto de Renda. 

É o Brasil justo, com menos imposto e mais dinheiro no bolso para investir no seu pequeno 

negócio, impulsionar o comércio no seu bairro e ajudar a sua cidade a crescer. A nova 

medida não trará impacto fiscal, ou seja, não aumentará os gastos do governo. Porque 

quem tem renda superior a R$ 50 mil por mês pagará um pouco mais. Tudo sem excessos e 

respeitando padrões internacionais consagrados. 

Você sabe: essa medida, combinada à histórica Reforma Tributária, fará com que grande 

parte do povo brasileiro não pague nem Imposto de Renda e nem imposto sobre produtos 

da cesta básica, inclusive a carne. Corrigindo grande parte da inaceitável injustiça tributária, 

que aprofundava a desigualdade social em nosso país. 

Queridos brasileiros e brasileiras, as decisões que tomamos, a partir de hoje, exigem 

coragem, mas sabemos que são as escolhas certas porque garantirão um Brasil mais forte, 

mais justo e equilibrado amanhã. Tenham fé de que seguiremos construindo um país onde 

todos possam prosperar pela força de seu empenho e trabalho. Saibam que o governo do 

presidente Lula é parceiro de cada família brasileira nessa caminhada. 

Com um governo eficiente, estamos construindo um Brasil mais forte e mais justo. Muito 

obrigado e boa noite.

Fernando Schüler

 "O que o País precisa é um corte estrutural do gasto, e distribuído entre os poderes. Fim de privilégios, teto para o funcionalismo, reformas na previdência e administrativa, revisão de incentivos,  vinculações constitucionais, orgãos inúteis, cargos comissionados. Do contrário.."


https://x.com/fernandoschuler/status/1861778595166691475

JP Morgan

 https://valor.globo.com/financas/noticia/2024/11/27/jp-morgan-diz-que-brasil-vive-eterno-dia-da-marmota-e-rebaixa-recomendacao-para-acoes-do-pais.ghtml?s=08

Isenção de IR

 A central de boatos segue à toda. A última pode ser uma bomba. Toda contenção de despesas em estudo será para compensar a isenção de IR para quem ganha mais de R$ 5 mil.

Hoje Haddad deve fazer um pronunciamento de 7 minutos  sobre pacote fiscal; isenção de IR até R$ 5 mil pode ser anunciada

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fará um pronunciamento hoje à noite de 7 minutos e 18 segundos para explicar o pacote de corte de gastos que será enviado ao Congresso, para garantir a sustentabilidade do novo arcabouço fiscal. O pronunciamento será transmitido em rede nacional de rádio e televisão, às 20h30, apurou o *Valor*. Segundo a reportagem, o governo avalia a possibilidade de anunciar também isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil. A informação circula no Congresso e foi confirmada pelo *Valor* com três fontes do governo. Uma delas, porém, disse não saber se a medida ficará na versão final do anúncio.

Rogério Xavier, do BTG

 *Resumo da Palestra de Rogério Xavier no BTG: Brasil e o Cenário Global 🌍💰*


Críticas ao cenário brasileiro:

"Com 14% de juros, bolsa no Brasil é uma dureza. Fiscal não vai trazer nada novo, e o desafio para as empresas é gigante." 

"Estamos enxugando gelo com o BC. Não vai dar certo, já vimos esse filme."


Câmbio e contas externas:

"O câmbio não está muito depreciado no Brasil."

"Contas externas piorando, vamos necessitar do diferencial de juros o maior possível."


Inflação como ajuste:

"Não vamos discutir calote de dívida interna, vamos discutir mais inflação. Quando a minha mesa não quer vender uma inflação implícita de 6%, tem muita informação nisso."


Timing no Brasil:

"Timing às vezes é igual a câncer: descobre e em 3 meses já é tarde demais."

"O Brasil não tem senso de prioridade... Já são 30 dias das eleições e nada está definido."


A moeda como variável de ajuste:

"Não adianta vender reservas. Pode reduzir a velocidade, mas o câmbio vai onde tiver que ir."


Emerging Markets X EUA:

"Pra que investir em Emerging Market se você tem alto retorno nos EUA?"

"US está em um momento único. Decoupling do mundo, USD forte, e eu não vejo vantagem em estar em reais."


Reflexões sobre investimentos:

"NTNB/IPCA isento e mandar dinheiro para fora são as opções mais claras hoje."

"Ações de mercados emergentes perderam força enquanto alternativos cresceram."


Política:

"Lula é um presidente frágil. Se vencer em 2026, será por pouco."

"Trump é pró-negócios. CEOs estão otimistas para 2025 nos EUA."

Arko Advice 2

 *ARKO ALERTA | Bolsonaro aparece com 37,6% e Lula tem 33,6%; Sem Bolsonaro, Lula lidera cenários, aponta o instituto Paraná*


A pesquisa divulgada hoje (27) pelo instituto Paraná sobre a sucessão de 2026 aponta um cenário polarizado entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente Lula (PT).


No primeiro cenário, Bolsonaro aparece com 37,6% das intenções de voto. Lula registra 33,6%. Como a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, Bolsonaro e Lula estão tecnicamente empatados. O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) registra 7,9%. A ministra Simone Tebet (MDB) contabiliza 7,7%. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), aparece com 3,7%. Brancos, nulos e indecisos atingem 9,6%.


No segundo cenário, Lula lidera com 34,2%. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) tem 27,5%. Ciro tem 10,2%. Simone aparece com 8,2%. Caiado registra 6,4%. Brancos, nulos e indecisos somam 13,5%.


No terceiro, Lula lidera com 34,7%. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), soma 24,1%. Na sequência aparecem Ciro (11,5%), Simone (8,4%) e Caiado (5,3%). Brancos, nulos e indecisos atingem 16,1%.


No quarto, Lula lidera com 34,4%. O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), registra 15,3%. Na sequência aparecem Ciro (12,8%), Caiado (8,9%) e Simone (8,7%). Brancos, nulos e indecisos contabilizam 19,9%.


No quinto, Lula lidera com 34,7%. Ciro Gomes aparece com 13,4%. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), aparece com 12,2%. Simone tem 9,5%. Caiado aparece com 8%. Brancos, nulos e indecisos atingem 22,2%.


No sexto cenário, sem Lula e com Jair Bolsonaro aparecendo como candidato, o ex-presidente lidera com 38,3%. O ministro Fernando Haddad (PT) aparece com 14,5%. Na sequência aparecem Ciro (14,2%), Simone (13%) e Caiado (4,4%). Brancos, nulos e indecisos somam 15,6%.


Na última simulação, sem Lula e Jair Bolsonaro, Michelle lidera com 27,6%. Na sequência aparecem Ciro (17%), Haddad (14,9%), Simone (13,5%) e Caiado (7,1%). Brancos, nulos e indecisos somam 19,9%.


Em um eventual segundo turno, Jair Bolsonaro e Lula aparecem tecnicamente empatados. Bolsonaro registra 43,7%. Lula contabiliza 41,9%. Lula também empataria com Michelle (42,7% a 40,8%) e Tarcísio (43% a 39,2%).


De acordo com o instituto Paraná, a avaliação negativa (ruim/péssimo) do governo Lula registra 42,3%. A avaliação positiva (ótimo/bom), por outro lado, atinge 32,6%. O índice regular é de 24,2%.


Apesar de ser alvo de uma série de denúncias e investigações, Jair Bolsonaro, mesmo estando inelegível, é um nome competitivo. Mantendo este capital político, Bolsonaro será um cabo eleitoral importante para 2026.


Sem o ex-presidente na disputa, Lula fica em vantagem. No entanto, os potenciais presidenciáveis da direita – Michelle, Tarcísio, Caiado, Zema e Ratinho – mostram índices positivos se considerarmos que eles não possuem o mesmo grau de conhecimento do presidente.


Outro aspecto a ser observado é a dependência do PT em relação a Lula. Caso o presidente não seja candidato, o plano B mais provável – Fernando Haddad – encontraria dificuldades. Mas essas dificuldades podem ser superadas com o envolvimento do presidente na campanha. Em 2018, Haddad foi para o 2º turno e teve quase 45% dos votos válidos.


Conforme podemos observar, apesar da vantagem de Lula, já que hoje Jair Bolsonaro não pode ser candidato, o cenário de 2026 está em aberto.

Buffett

 https://braziljournal.com/a-carta-emocionante-de-buffett-sobre-heranca-e-oportunidades/

Arko Advice

 ARKO ALERTA | Governo pode adiar novamente anúncio do pacote de revisão de gastos


O anúncio do pacote de revisão de gastos pode ser adiado para a próxima semana, mais uma vez. Segundo apuração da Arko, o anúncio segue suspenso enquanto o Planalto tenta sanar divergências com os próprios ministros a respeito das medidas a serem apresentadas. Enquanto isso, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), tenta ganhar tempo e articular o pacote de gastos junto aos presidentes do Congresso Nacional, agendas que ainda não têm previsão de acontecer. Sem um sinal de tratativas entre as autoridades, o anúncio oficial fica, novamente, distante. 


Interlocutores afirmam que há possibilidade de que Haddad se reúna com o colégio de líderes do Senado na quinta-feira (28), agenda ainda pendente de confirmação. A reunião com lideranças da Câmara segue sem previsão.

BDM Matinal Riscala 2711

 *HADDAD APRESENTA HOJE PACOTE FISCAL À CÂMARA*

*Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato**

Quarta-feira, 27 de Novembro de 2024.


… A segunda leitura do PIB/3Tri nos Estados Unidos (10h30) e o PCE de outubro (12h) são destaques na agenda internacional, enquanto o mercado absorve as ameaças de Trump de sobretaxar as importações do México, Canadá e China, na investida protecionista que pode pressionar a inflação e manter os juros americanos em níveis elevados. As expectativas de manutenção da taxa no Fed de dezembro estão acima de 40%, contra 60% de um corte de 25pbs. A aposta no gradualismo sustenta o dólar em escala global, sendo que, aqui, a novela do pacote fiscal ajuda a manter o câmbio na faixa de R$ 5,80. Haddad deve se reunir hoje com Arthur Lira e líderes da Câmara, e apenas amanhã, com Rodrigo Pacheco e líderes do Senado. Com sorte, as medidas de contenção de gastos podem ser anunciadas na 5ªF ou 6ªF.


… O encontro para discutir a proposta de cortes das despesas públicas foi confirmado no início da noite pelo senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso. Segundo ele, é possível que Lula tenha antes uma conversa com Lira.


… Randolfe disse que “o governo tentará votar o pacote de corte de gastos ainda neste ano”, mas reconheceu que as prioridades são as emendas parlamentares, a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a regulamentação da reforma tributária.


… O Congresso aguarda uma definição do ministro Flávio Dino (STF) para resolver o impasse das emendas, só depois do desbloqueio é que a LDO e a LOA poderão ser analisadas. O Orçamento até pode ser votado no início de 2025, mas LDO precisa ser aprovada neste ano.


… Um cronograma foi divulgado para a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025, com a votação do relatório final prevista para a semana entre 6 e 10 de dezembro na Comissão Mista de Orçamento, que deve encaminhar para o plenário no dia 11 de dezembro.


… De acordo com o calendário, a votação do relatório preliminar e suas emendas ocorrerá hoje na CMO.


… Ao Broadcast Político, Randolfe disse que o aumento no porcentual do repasse ao Fundeb contabilizado no piso da educação “está em aberto e dependerá da reação dos líderes” às medidas que serão apresentadas pelo ministro Fernando Haddad.


… Hoje, essa fatia que entra na conta do piso constitucional é de 30%. O governo quer elevar para até 60%.


… O governo discute como será a comunicação do pacote fiscal e avalia fazer por meio de um pronunciamento em rede nacional de TV do ministro da Fazenda, o que repassaria a Haddad o ônus político das medidas impopulares.


… O pacote deve incluir uma limitação no aumento do salário mínimo de 2,5% ao ano e um teto de 1,5 salário mínimo no abono salarial, uma pauta que vai de encontro a tudo o que o presidente Lula e o PT defenderam desde sempre.


… O problema é que não fazer o ajuste pode causar ainda mais danos políticos no longo prazo, com alta dos juros, do dólar e da inflação.


… Já para o mercado financeiro, o pacote é tudo o que se espera, se forem confirmadas as medidas que vazaram, sem desidratação. Resta saber se a reação ainda será positiva, após tanto tempo de discussões, se terá o efeito de um choque de credibilidade.


… Nesta 3ªF, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, disse no Encontro Nacional da Indústria da Construção que “nesta semana haverá boa notícia com as medidas de redução de despesas de curto e médio prazo”, que serão anunciadas pelo governo.


… “Vamos cumprir o arcabouço fiscal e perseguir o déficit zero para depois perseguir superávit, isso faz cair os juros e a economia crescer mais forte”, afirmou Alckmin, defendendo que é preciso ter rigor na questão fiscal para um custo de capital mais barato no País.


MAIS AGENDA – Fatores sazonais devem desacelerar a geração de emprego com carteira assinada no Caged (14h30) para 200 mil vagas em outubro (mediana de pesquisa Broadcast), contra 247.818 em setembro.


… No mesmo horário, o BC divulga o fluxo cambial semanal. Galípolo e Campos Neto (por teleconferência de Miami) participam do encerramento de fórum sobre o Drex, às 17h30. Picchetti estará na abertura do mesmo evento, às 9h.


LÁ FORA – A segunda leitura do PIB do 3Tri dos EUA (10h30) deve mostrar desaceleração a 2,8% anualizados, mesmo percentual da primeira leitura, ante crescimento de 3% no 2Tri.


… Às 12h, sai o PCE, índice de inflação preferido do Fed, que deve subir 0,2% em outubro, igual a setembro. Na comparação anual, deve acelerar de 2,1% para 2,3%.


… O núcleo do indicador também deve repetir em outubro a mesma leitura de setembro (0,3%), mas acelerar de 2,7% para 2,8% no ano.


… Ainda às 10h30, saem as encomendas de bens duráveis em outubro, que devem crescer 0,5%, após a queda de 0,8% em setembro. No mesmo horário, o auxílio-desemprego deve mostrar alta de 2 mil pedidos, para 215 mil.


… Vendas pendentes de imóveis em outubro (12h) devem cair 2,1% na comparação mensal, após alta de 7,4% em setembro.


… Ontem à noite, Trump escolheu Kevin Hassett para liderar o Conselho Econômico Nacional, função que o coloca no centro das discussões de formulação de políticas da administração, do comércio aos impostos e desregulamentação.


… Também indicou Jamieson Greer como representante comercial dos EUA, escolha que destaca o papel central que as tarifas vão desempenhar na agenda econômica do republicano.


CHINA HOJE – O lucro das indústrias caiu 10% em outubro, ante o mesmo período do ano passado. O resultado veio melhor do que a queda de 27,1% registrada em setembro. No ano, o lucro industrial acumula queda de 4,3%.


SATURADO – Pela lógica, a demora do pacote fiscal e o IPCA-15 perto do teto teriam tudo para botar maior pressão no DI. Mas, na prática, a avaliação é de que não tem mais espaço para acomodar tanto prêmio de risco.


… A curva já estaria justa, precificando três altas de 0,75pp na Selic nas próximas reuniões, com juro terminal de 14%. Só isso explica por que o DI também não reproduziu ontem a alta das taxas dos Treasuries mais longos.


… Apesar da ameaça reiterada de Trump de impor tarifas protecionistas, os juros futuros domésticos, em sinal de esgotamento, operaram acomodados, assim como o câmbio, que também parece estar no limite.


… Se o DI e o dólar não sobem mais, comenta-se, é porque já subiram demais. O IPCA-15 de novembro em 0,62%, perto do teto de 0,64% das estimativas do mercado, reforçou a percepção na curva de um Copom mais agressivo.


… Após a surpresa com a prévia da inflação, o Barclays elevou a aposta do IPCA deste ano de 4,6% para 4,8%, o UBS BB revisou a projeção de 4,3% para 4,6% e também a Warren passou a esperar estouro da meta, de 4,2% para 4,9%.


… O Citi passou a prever elevação de 0,75pp no juro em dezembro, passando a contemplar Selic terminal de 13,25%.


… Havia a expectativa de que o chamado “bônus de Itaipu” pudesse ser liberado em dezembro para gerar alívio nas contas de energia ainda este ano. Mas a Aneel decidiu ontem que o bônus será aplicado apenas em janeiro. 


… Na última hora de negócios, as taxas do DI deram um repique com a informação do líder interino do governo no Senado, Otto Alencar, de que o pacote fiscal provavelmente só será votado pelo Congresso no ano que vem.


… Mas os contratos futuros dos juros ainda fecharam comportados, porque não têm muito mais para onde subir. 


… No fechamento, o DI para janeiro de 2026 marcava 13,270% (de 13,280% no fechamento anterior); Jan/27,  13,325% (de 13,350%); Jan/29, 13,085% (de 13,125%); Jan/31, 12,910% (de 12,970%); e Jan/33, 12,790% (12,850%).


… O câmbio parece estar vivenciando a mesma realidade do DI: esticou tanto a corda, que agora o dólar anda travado em R$ 5,80, como aconteceu ontem, quando resistiu até mesmo à ofensiva protecionista de Trump.


… Enquanto o peso mexicano afundou quase 2%, o real fechou estável contra o dólar (+0,04%, a R$ 5,8081).


… Às vésperas da definição da ptax (6ªF), o investidor pode continuar antecipando hoje a rolagem de contratos cambiais, diante da liquidez reduzida esperada para amanhã por conta do feriado de Ação de Graças nos EUA.


DIA DO CAÇADOR – Mesmo ainda sem o pacote fiscal e apesar da alta do IPCA-15 acima do esperado, o Ibovespa flertou com os 130 mil pontos, em sessão beneficiada pela boa performance de papéis ligados ao sistema financeiro.


… Só não foi melhor por causa das ações das commodities. No jogo de forças opostas contra o rali dos bancos, as promessas de protecionismo de Trump derrubaram a Vale, enquanto Petrobras caiu com o cessar-fogo.


… Após semanas de negociações mediadas pelos EUA e pela França, o presidente Biden confirmou que Israel e o Líbano acertaram uma trégua na guerra com o Hezbollah, que já está valendo e tem o objetivo de ser permanente.


… Os israelenses se comprometeram a retirar gradualmente as forças militares do Líbano pelos próximos 60 dias.


… Petrobras ON caiu 0,51% (R$ 42,60) e PN, -0,13% (R$ 39,13), de carona no Brent/jan (-0,22%), a US$ 72,32/barril.


… Vale perdeu 1,27% (R$ 57,43), apesar da alta do minério de ferro em Dalian (+0,32%). Pesou a promessa de Trump de impor tarifas sobre produtos da China.


… Entre os bancos, Itaú avançou 1,91% (R$ 34,75), Banco do Brasil ganhou 1,30% (R$ 25,67), Bradesco ON teve elevação de 0,75% (R$ 12,05), Bradesco PN valorizou 0,66% (R$ 13,69) e Santander subiu 0,49% (R$ 26,57).


… Brava Energia liderou o ranking positivo, com +9,33%, a R$ 20,86, após anúncio de investimento milionário em novos campos de petróleo. Magazine Luiza subiu 6,29% (R$ 10,64).


… Copel avançou 5,27% (R$ 10,18), num sinal positivo do mercado ao primeiro programa de recompra de ações em circulação e o pagamento de R$ 600 milhões em JCP.


… Com a retratação do CEO global, depois de críticas à carne brasileira, Carrefour subiu 3,28%, a R$ 6,93.


… As maiores perdas foram de BRF (-2,31%; R$ 24,38), Braskem (-2,14%; R$ 15,10) e Cosan (-2,05%; R$ 11,01).


CÃO QUE LADRA NÃO MORDE? – Depois da reação inicial negativa à ameaça tarifária de Trump contra a China, México e Canadá, as bolsas em NY cravaram novos recordes de fechamento, num dia majoritariamente positivo.


… De qualquer maneira, a retórica protecionista de Trump, seja ela para valer ou não, pode mexer com as expectativas inflacionárias e reforçar a postura cautelosa e gradualista do Fed evidenciada ontem na ata.


… O impacto maior da eventual política tarifária do presidente eleito dos EUA ficou com o câmbio. O índice dólar (DXY) subiu 0,18%, a 107,013 pontos.


… O ING disse que a Europa não deve respirar aliviada por não ter sido citada na postagem de Trump. Pode ser apenas questão de tempo até que o republicano volte a sua atenção para o setor automotivo europeu.


… “A ameaça de novas tarifas sobre a China mostra a direção do comércio mundial, que é pessimista para o euro”, segundo o banco. Luis de Guindos, vice do BCE, afirmou que uma guerra comercial seria má notícia para todos.


… No fim do dia em NY, o euro recuou 0,21%, a US$ 1,0478, a libra cedeu 0,14%, a US$ 1,2554, e o peso mexicano caiu 1,85%, a 20,7/US$. Já o iene subiu 0,67%, a 153,084/US$.


… O Dow Jones chegou a cair quase 1% com Trump, mas fechou com alta de 0,28% (44.860,31 pontos). O S&P 500 (+0,57%) subiu pela sétima sessão seguida, a 6.021,63 pontos, e o Nasdaq avançou 0,63% (19.174,30 pontos).


… Na Bloomberg, analistas consideraram as mensagens de Trump mais uma tática de negociação que uma medida de fato.


… “Ainda vemos a questão das tarifas mais como estratégia. Achamos que o latido será pior do que a mordida”, disse Andrew Brenner (NatAlliance Securities).


… Para Dennis DeBusschere (22V Research), o fato de Trump ter relacionado as tarifas às questões das drogas e imigração, em vez de política comercial, sinaliza um movimento tático.


… Na CNBC, Jamie Cox (Harris Financial) teve análise parecida. “Muita gente acha que a retórica vai ser bem mais forte do que as tarifas de fato”.


… Seja como for, pelo menos ontem, alguns setores sentiram o baque: Ford (-2,6%) e General Mortos (-9%), que  têm produção no México, e a Constellation Brands, dona da marca de cerveja mexicana Corona, que recuou 3%.


… Entre os indicadores do dia, os resultados foram díspares. A confiança dos consumidores americanos medida pela Conference Board subiu de 109,6 em outubro para 111,7 em novembro.


… Embora abaixo dos 112,7 esperados, o indicador alcançou o maior nível em 16 meses. Por outro lado, as vendas de moradias novas nos EUA caíram 17,3% em outubro ante setembro, maior tombo em 11 anos.


… Entre os Treasuries, o juro da note de 10 anos avançou a 4,296%, de 4,275%. O retorno do T-bond de 30 anos subiu a 4,461%, de 4,467%. Já o de 2 anos caiu a 4,253%, de 4,281% na sessão anterior.


EM TEMPO… CARREFOUR fará a 8ª emissão de debêntures, no valor de R$ 1,5 bilhão.


MOVIDA aprovou a 16ª emissão de debêntures simples no valor de R$ 1 bilhão. A emissão será realizada em duas séries, com R$ 500 milhões para cada uma.


VAMOS LOCAÇÃO aprovou a distribuição de R$ 290 milhões em JCP, o equivalente a R$ 0,2682 por ação, com pagamento em 2/5/25; ex em 2/12/24.


RAÍZEN. Em resposta a questionamento da CVM, empresa disse analisar oportunidades de reciclagem de portfólio e que existe uma operação em vias de ser assinada…


… Na 6ªF passada, a ação da companhia subiu 7%. Naquele dia, a Petrobras havia divulgado seus planos de retornar ao mercado de etanol, em parceria com alguma empresa do setor.


BANRISUL pagará R$ 100 milhões, a R$ 0,20783693 líquido por ação ON, PNA e PNB, em forma de juros sobre o capital próprio (JCP), referente ao quarto trimestre de 2024. Ex em 02/12.


BRAZIL POTASH, que detém 100% da Brasil Potássio, fechou oferta de ações para abrir o capital em NY, captando US$ 30 milhões. As ações saíram a US$ 15,00, no piso da faixa prevista, que ia até US$ 18,00.

XP Villa

 Fim da Villa XP: corretora revende terreno em São Roque para JHSF


Empresa planejava construir um grande campus no interior de São Paulo, à exemplo de Apple e Google no Vale do Silício


Rikardy Tooge25 de novembro de 2024


Anunciado em julho de 2020 como um sonho grande grande para agrupar as empresas do grupo, a Villa XP em São Roque (SP) parece ter ficado para depois. Segundo documento enviado ao Cade, ao qual o InvestNews teve acesso, a empresa financeira fundada por Guilherme Benchimol acertou a revenda do terreno de 500 mil metros quadrados para a JHSF, empresa que estava responsável pela construção do projeto. Estima-se que o projeto da Villa teria custado R$ 400 milhões para a XP Inc.


Ao Cade, a XP se limitou a dizer que a venda do terreno “está em linha com sua decisão comercial de não dar segmento ao projeto de construção de nova sede no imóvel em questão”.


A ideia da Villa XP surgiu no auge da pandemia de covid-19, quando o modelo full home office parecia um caminho sem volta. O plano da empresa era a construção de um campus, à semelhança do que Apple e Google têm no Vale do Silício. A Villa se instalaria em um grande complexo tocado pela JHSF, que reúne a Catarina Outlet e um aeroporto de mesmo nome destinado a voos executivos, localizado a 70 km da capital paulista. A XP pagou R$ 98,6 milhões somente pelo terreno.


À época do negócio, Guilherme Benchimol disse ao Brazil Journal que aquela região iria “explodir”. “Havia opções no Brasil inteiro, mas quando visitamos a área, tivemos certeza de que era ali”, acrescentou o executivo. Quase três anos depois, em fevereiro de 2023, em entrevista ao InfoMoney, Benchimol afirmou que o projeto estava sendo reestruturado. “Algumas coisas mudaram nesses últimos tempos e precisamos nos adaptar.”


A decisão de implementar a Villa XP fez a gestora devolver andares no condomínio São Paulo Corporate Towers, localizado na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Com o projeto dando sinais de que não iria para frente, a empresa precisou reaver andares no mesmo prédio em 2022.


Desde o começo deste ano havia especulações de que a XP desistiria do projeto. Ao portal Metrópoles, um executivo definiu o projeto como “delírio da pandemia”.


Procurada pelo InvestNews, a XP ainda não comentou.



https://investnews.com.br/negocios/fim-da-villa-xp-corretora-revende-terreno-em-sao-roque-para-jhsf/amp/

Agenda

 *Agenda: PIB e PCE nos EUA e Caged, aqui, são destaques do dia* 


*Indicadores*

▪️08h00 – Brasil/FGV: Confiança da indústria em novembro

▪️10h30 – EUA/Deptº do Comércio: Encomendas de bens duráveis de outubro

▪️10h30 – EUA/Deptº do Comércio: Segunda leitura do PIB, do PCE e do Núcleo do PCE do 3TRI

▪️10h30 – EUA/Deptº do Trabalho: Pedidos de auxílio-desemprego da semana até 23/11

▪️11h45 – EUA/ISM/Chicago: PMI de novembro

▪️12h00 – EUA/Deptº do Comércio: PCE e Núcleo do PCE de outubro

▪️12h00 – EUA/NAR: Vendas pendentes de imóveis de outubro

▪️12h30 – EUA/DoE: Estoques de petróleo da semana até 22/11

▪️14h30 – Brasil/MTE: Caged de outubro

▪️14h30 – Brasil/BC: Fluxo cambial semanal

▪️15h00 – EUA/Baker Hughes: Poços de petróleo em operação


*Eventos*

▪️09h00 – Brasil: Diretor do BC Paulo Picchetti abre o G20 TechSprint, em Brasília

▪️09h30 – Brasil: Lula abre o Encontro Nacional da Indústria  

▪️14h00 – Brasil: Secretário Guilherme Melo abre cerimônia de 32 anos da SPE/Fazenda 

▪️17h30 – Brasil: Campos Neto e Galípolo encerram o G20 TechSprint

▪️22h00 – Coreia do Sul: BC divulga decisão de política monetária

Call Matinal ConfianceTec 2711

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

27/11/2024 

Julio Hegedus Netto,  economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE TERÇA-FEIRA (26)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa encerrou o pregão na terça-feira (26) em alta de 0,69%, a 129.932 pontos. Já o dólar encerrou em alta de 0,04%, a R$ 5,808. 


MERCADOS HOJE

 (05h40):


Os índices futuros de NY registram queda nesta quarta-feira (27). As atenções estão voltadas para o indicador de inflação preferido do Fed, o deflator PCE, cuja previsão aponta para uma alta de 2,70% no núcleo.


A bolsa americana ficará fechada na quinta-feira e encerrará as negociações mais cedo na sexta-feira.


🇺🇸EUA:

Dow Jones Futuro, -0,04%

S&P 500 Futuro, -0,11%

Nasdaq Futuro, -0,25%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), +1,53%

Nikkei (Japão🇯🇵), -0,80%

Hang Seng Index (Hong Kong), +2,32%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), -0,69%

ASX 200 (Austrália🇦🇺), +0,57%


Europa: 🇪🇺

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,03%

DAX (Alemanha🇩🇪), -0,35%

CAC 40 (França🇫🇷), -1,04%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), -0,47%

STOXX 600, -0,36%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,47%, a US$ 69,09 o barril

Petróleo Brent, +0,43%, a US$ 73,12 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,08%, a 792 iuanes (US$ 109,21).


NO DIA (2611)


Continuamos com o mercado doméstico "de lado", na espera do pacote fiscal que pode ser adiado para o início de dezembro. Todos os principais pontos já foram "aprovados", como as intervenções sobre os benefícios sociais dos civis e dos militares. Engraçado. O Judiciário não está nesta lista de ajustes. Estranho...


Nos EUA, hoje é dia da segunda leitura do PIB/3Tri e PCE de outubro. Em paralelo, o mercado absorve as ameaças de Trump de sobretaxar as importações do México e Canadá (25%) e China (10%). Isso pode pressionar a inflação e manter os juros americanos em níveis elevados.


As expectativas de manutenção da taxa de juros, na reunião do Fed de dezembro, estão acima de 40%, contra 60% de um corte de 0,25 pp.


AGENDA (27/11):


Indicadores:

08h00. Brasil/FGV: Confiança da indústria em novembro

10h30. EUA/Deptº do Comércio: Encomendas de bens duráveis de outubro

10h30. EUA/Deptº do Comércio: Segunda leitura do PIB, do PCE e do Núcleo do PCE do 3TRI

10h30. EUA/Deptº do Trabalho: Pedidos de auxílio-desemprego da semana até 23/11

11h45. EUA/ISM/Chicago: PMI de novembro

12h00. EUA/Deptº do Comércio: PCE e Núcleo do PCE de outubro

12h00. EUA/NAR: Vendas pendentes de imóveis de outubro

12h30. EUA/DoE: Estoques de petróleo da semana até 22/11

14h30. Brasil/MTE: Caged de outubro

14h30. Brasil/BC: Fluxo cambial semanal

15h00. EUA/Baker Hughes: Poços de petróleo em operação.


Eventos:

09h00. Brasil: Diretor do BC Paulo Picchetti abre o G20 TechSprint, em Brasília

09h30. Brasil: Lula abre o Encontro Nacional da Indústria  

14h00. Brasil: Secretário Guilherme Melo abre cerimônia de 32 anos da SPE/Fazenda 

17h30. Brasil: Campos Neto e Galípolo encerram o G20 TechSprint

22h00. Coreia do Sul: BC divulga decisão de política monetária.

     

Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa quarta-feira e bons negócios!


PS. Em breve, um novo Call Matinal.

Bankinter Portugal Matinal 2711

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Ontem, a ameaça de novos impostos alfandegários por parte de Trump, de momento, ao México, Canadá e China abriu a brecha entre os EUA e a Europa. Wall Street subiu +0,6% e o S&P marcou novos máximos históricos, enquanto a Europa caiu -0,8%, prejudicada principalmente por automóveis e industriais, numa sessão quase sem referências. 

 

Hoje a atenção está na inflação, nomeadamente no IPC do EUA, referência em que a Fed mais se fixa e da qual espera um aumento, não só na taxa geral (até +2,3% em outubro desde +2,1% anterior), mas também na subjacente (+2,8% vs +2,7% anterior). Isto, junto à força da economia (hoje confirmaremos PIB +2,8% do 3T 2024), revela a menor necessidade de descidas de taxas de juros da Fed. Desta forma, o mais provável é que as bolsas e obrigações corrijam um pouco hoje. Esta deverá ser a tendência geral nesta secção final do ano, após as subidas acumuladas (+26% nos EUA), num contexto de maior rentabilidade das obrigações e com prémios de risco em alta por maiores tensões geopolíticas. Uma pausa seria bom, para encarar 2025, no qual os protagonistas voltarão a ser os resultados empresariais (EPS +13% estimado). 

 

S&P500 +0,6%. Nq-100 +0,7% SOX -1,0% ES-50 -0,8% IBEX -0,8% VIX 14,1% Bund 2,20% T-Note 4,29% Spread 2A-10A USA=+5pb B10A: ESP 2,94% PT 2,69% FRA 3,04% ITA 3,46% Euribor 12m 2,39% USD 1,049 JPY 160,6 Ouro 2.632$ Brent 72,9$ WTI 69,0$ Bitcoin -2,2% (91.660$) Ether -3,4% (3.323$). 

 

FIM

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...