quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Sergio Garschagem

 Fiquei impressionado - sério! - com a repercussão das minhas experiências nos EUA, entre os anos de 1973/74. Motivou comentários mil. 

Observo que há muitos amigos que viveram nos EUA, no Canadá ou em países europeus, e que foram para lá como adeptos do socialismo, parece que nada apreenderam destas suas experiências. Alguns destes amigos e conhecidos fizeram mestrados e doutorados em países democráticos mas retornaram ainda com as velhas ideias socialistas mofadas.

Tenho um amigo de longa data com três doutorados em diferentes países democráticos e de economias abertas mas que, em recente depoimento na  internet declarou voto ao Lisinácio. Este presidente engana quando afirma ter criado 15 universidades. Aqui em Curitiba ele mudou para Universidade o nome do Instituto Tecnológico, que funcionava há décadas. Fácil criar universidades mudando nomes.

Em meu mestrado em Ciência Política, na Unieuro em Brasília, apenas um dos professores era adepto da economia de mercado, com doutorado na Universidade de Chicago. Li todos os livros indicados por eles e os que mais me fizeram a cabeça eram os aconselhados pelo mestre formado em Chicago, famosa pela formação de profissionais com ideias liberalizantes.

Um dos professores ficou muito chocado quando descobriu que eu não era socialista, Ele não conseguia entender o que lhe parecia ser uma incongruência. Respondia a ele que incongruente era trabalhar em um jornal econômico, mantido por empresários, sendo um verdadeiro socialista. 

O próprio Roberto Marinho empregava repórteres socialistas. "Deixe os meus comunistas em paz", disse ao ex-presidente Médici. O dono de O Globo explicava que se abrisse o jornal para jornalistas de direita corria o risco de perder o poder. 

No Brasil os governos se intrometem em tudo. O Estado é mastodôntico. Basta lembrar que 75% das notícias publicadas diariamente na nossa imprensa têm origem nos Três Poderes, em Brasília. O percentual indica a dependência do país ao governo, quando deveria ser ao contrário. O governo atendendo os interesses de quem trabalha e gera impostos.

É comum lermos os depoimentos de criadores tecnológicos norte-americanos, como Steve Jobs e outros, de que começaram as suas empresas milionárias nas garagens de suas casas. 

Isso seria impossível  no Brasil. Digo por experiência própria. Anos atrás fui convidado para trabalhar como assessor de imprensa de uma Associação federal. Salário muito bom para a época, mas sem carteira de trabalho assinada. Teria de me tornar um MEI (Micro Empresário Individual) para ter nota fiscal ao receber os meus proventos mensais. 

Enfrentei sozinho a enorme burocracia, o que me levou a contratar um contador especializado, que me cobrou R$ 800,00 para providenciar a papelada. Uma boa grana na época.

Coloquei como endereço comercial, a nossa casa em um condomínio rural. Afinal, apesar de micro empreendedor em assessoria de imprensa, só tinha mesmo um chefe e empregador, com quem deveria trabalhar diariamente, em sala a mim destinada.

Tudo correu bem no primeiro mês. Recebi meus proventos, entreguei a NF ao empregador e... recebi uma multa de R$ 800 porque não poderia cadastrar a minha microempresa em um endereço residencial, mesmo que rural. A MEI deveria ter, obrigatoriamente, um endereço comercial, para não incomodar os vizinhos. 

Aleguei ao fiscal que trabalhava redigindo textos em computador, que era - e ainda é - um equipamento silencioso. Aleguei ainda que os meus vizinhos também usavam computadores e trabalhavam em suas casas. 

- Então, por que não posso ter em minha casa, ou em minha garagem, como os americanos, o meu endereço comercial?.

Repetiu o tal fiscal, no mesmo tom professoral, que eu deveria alugar uma sala  em área comercial, e que, como ele bem sabia, ficaria vazia. Aleguei também que ele iria lá e, como a sala estava sempre vazia, deixaria ouras multas por baixo da porta. Sem contar que teria de pagar, além do aluguel, as taxas de condomínio, de água e luz. Nem assim o homem amoleceu a sua alma dura, burocrática e fiscalizadora.

Mas, como todos nós sabemos, a burocracia brasileira se apega a detalhes de somenos importância. Como esta de que não se pode abrir uma empresa na garagem de casa, se não morarmos em uma área comercial.

Ah! Uma boa amiga, arquiteta, solidária com estes meus perrengues fiscais, me emprestou o endereço de sua sala e estúdio, em área comercial. Mas se esqueceu de informar o empréstimo do endereço à recepcionista. O fiscal, claro, foi lá bisbilhotar. A pobre recepcioonista, claro, disse ao fiscal do trabalho que eu não trabalhava naquele endereço. Outra multa de R$ 800. 

Bem, ainda bem que os tais fiscais do trabalho pararam de me perseguir e pude trabalhar em paz pelo prazo de um ano de vigência do tal contrato, sem qualquer endereço registrado. 

Bem, o tal contrato foi suspenso na data aprazada, coincidentemente quando alguém alegou ao presidente da tal Associação que pegaria mal e teria manchetes negativas caso a imprensa descobrisse que, em um dos Três Poderes, havia funcionários que trabalhavam sem a carteira de trabalho assinada. Nem eu, talvez por ser parte interessada, tinha pensado nesta hipótese.

Bem, como o presidente não assinou a minha carteira, corri e contratei o mesmo contador para dar baixa na tal microempresa individual, o que me custou outros mil reais (inflação!) e uma promessa: jurei a mim mesmo que nunca mais abriria outra MEI.

Lulo-petismo e o banco Master

 *Áudios de advogado a Vorcaro mostram insistência para que Mantega defendesse Master a Lula; ouça*

​

Banqueiro buscou presidente para defender interesses do Master, citou que era necessário acionar ‘Alexandre’ e disse que Hugo Motta repassou informações de Galípolo. Planalto afirmou que Lula só se encontrou uma vez com Vorcaro e negou favorecimento; outros citados negam irregularidades


BRASÍLIA E SÃO PAULO- Mensagens de áudio do celular de Daniel Vorcaro, obtidas pelo Estadão, mostram que o banqueiro e seu então advogado Walfrido Warde insistiram em 2025 com o ex-ministro Guido Mantega para que se encontrasse pessoalmente com o presidente Lula. O objetivo do encontro seria defender o Banco Master em relação aos questionamentos que o banco já enfrentava no Banco Central.


Lula e Vorcaro se encontraram em dezembro de 2024. Os diálogos mostram que o banqueiro tentou com insistência fazer seus intermediários chegarem a Lula no ano seguinte. O BC vetou a venda do Master ao BRB em setembro de 2025 e, posteriormente, decretou a liquidação do banco de Vorcaro em novembro,


Guido Mantega foi contratado por Vorcaro como consultor por R$ 14 milhões para tratar de assuntos ligados ao governo federal. Segundo apurou o Estadão, o ponto de honra do banqueiro seria tentar fazer chegar a Lula e a outros integrantes do governo que o banco estava sendo injustiçado pelo BC e que as carteiras de crédito repassadas ao Banco Regional de Brasília (BRB) tinham o valor declarado pelo Master. Vorcaro acabaria preso no mesmo ano sob suspeita de fraude nesses ativos.


Procurado, o Planalto afirmou em nota que o presidente se reuniu apenas uma vez com Vorcaro, mas não respondeu se houve conversas com Mantega ou Warde sobre o Banco Master 


Nas conversas, Vorcaro também mencionou que considerava ter o apoio do Supremo Tribunal Federal (STF), do presidente Lula, da Câmara dos Deputados e do Senado para conseguir aprovar no Banco Central a venda do Banco Master ao BRB. Por isso, ele afirmou que um diretor do BC contrário ao negócio estava “indo contra” essas quatro instituições.


As conversas mostram como Vorcaro tentou mobilizar integrantes dos Três Poderes para pressionar o BC a aprovar a operação envolvendo o Banco Master.


Nos diálogos, Vorcaro e Warde tratam de viabilizar encontros de Guido Mantega com o presidente Lula para defender os interesses do Banco Master.


Em 23 de julho de 2025, Warde tentou telefonar para Vorcaro e menciona ao banqueiro que estava com o então chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro. “Preciso falar. Atende. To com Marcola”, escreveu. Após um desencontro, Warde enviou um áudio a Vorcaro dizendo que Mantega estava em viagem ao exterior mas que seria importante o banqueiro enviar um avião para buscá-lo para conversar com Lula.


“Irmão, deixa te falar, o Guido está em Londres. Só daqui dez dias, mas eu acho que seria o caso de você mandar teu avião lá buscar ele e trazer ele pra encontrar o presidente, veja aí o que você consegue fazer, conversa com ele”, afirmou Warde. Ouça o áudio:


Pouco depois, Warde encaminha ao banqueiro duas outras mensagens, sem identificar o autor. “Descobri o seguinte aqui: o pr falou com guido ontem por telefone, guido informou que esta em londres”, afirma a primeira. “Pr disse que vai chamar assim que retornar”, completa. Trechos dessas mensagens foram divulgados pelo jornal O Globo.


Dois dias depois, Warde enviou outro áudio para Vorcaro dizendo que precisa fazer uma videoconferência deles dois com Guido Mantega para orientar o ex-ministro sobre o Banco Master. Sem mencionar nominalmente Lula, Warde disse: “É urgente, ele vai falar com você sabe quem no domingo”. Ouça o áudio:


*Às 14h18, ele insiste: “Vc pode em 10 minutos falar comigo e Guido?”.*


*Uma hora depois, eles fazem uma conversa telefônica de 23 minutos de duração. “Parabéns. Importante call. Vai dar certo”, escreveu Warde após a ligação. “Muito obrigado”, respondeu Vorcaro.*


Além de acionarem Guido Mantega, Vorcaro também insistiu para que o próprio Walfrido tentasse falar pessoalmente com Lula. No dia 31 de julho, escreveu ao advogado. “Você precisa conversar com o chefe. Única chance nossa”, afirmou.


*Warde mencionou que estava tentando falar com Marcola, o então chefe de gabinete de Lula. “To indo. Marcola em reunião. Já lhe dou notícias”, escreveu. “Ele precisa escutar da sua boca. Que não tem problema nenhum e que o dano que estão causando é irreversível”, disse Vorcaro. “Vou resolver. Vamos desarmar tudo isso”, respondeu Warde.*


*Vorcaro sugere acionar ‘Alexandre’ e cita informações recebidas de Hugo Motta*



Nas conversas durante o período de análise do negócio no BC, Vorcaro mencionou ao advogado Walfrido Warde por diversas vezes a necessidade de obter a interferência de Lula em seu favor. No diálogo de 23 de julho de 2025, diante da dificuldade em viabilizar um encontro do ex-ministro Guido Mantega com Lula para tratar do assunto, Vorcaro sugeriu acionar uma outra pessoa para entrar em campo. “Alexandre”, escreveu a Warde, sem deixar claro se era uma referência ao ministro do STF Alexandre de Moraes. Trechos dessas conversas foram divulgados anteriormente pelo jornal O Globo.


Vorcaro também relatou ter recebido informações do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre uma conversa com o presidente do BC, Gabriel Galípolo. No diálogo de Vorcaro com Motta, o presidente da Câmara afirma que Galípolo iria à casa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após uma reunião que tratava do Master no dia 17 de julho de 2025. O diálogo não deixa claro se Motta também participou dessa conversa. “Galípolo ficou de ir lá pra casa de Davi quando encerrasse a reunião”, escreveu Motta a Vorcaro, às 20h56. Às 21h55, Motta telefona a Vorcaro e conversa com ele por dois minutos.


Às 22h14, Vorcaro repassou a Warde as informações recebidas. “Galípolo acabou reunião agora. Inventou nova desculpa. Que agora tem erros contábeis. Falou pro Hugo. Não dá mais. Eles não vão fazer”, disse o banqueiro, em uma sequência de mensagens. Depois disso, Vorcaro disse a Warde que deveriam ir para o embate com o BC e pede que o advogado avise Lula. “Avise presidente amanhã e vamos pra guerra”, escreveu Vorcaro. “Vou levar a conhecimento do presidente”, respondeu Warde.


Mais tarde nesse mesmo dia, às 23h16, Vorcaro passou a criticar a atuação do então diretor do BC Renato Gomes, que se posicionou contra a venda do Master ao BRB. Ele sugeriu a Warde que solicitassem a “suspeição” de Renato Gomes. Foi nesse momento que o banqueiro disse que o representante da autoridade monetária estava “*indo contra*” o apoio que ele tinha no STF, no Congresso Nacional e na Presidência da República.


Em 23 de julho de 2025, *Warde conversou com Vorcaro sobre a necessidade de mobilizar Guido Mantega para conversar com Lula, mas passou a discutir um plano alternativo após saber que o ex-ministro estava no exterior. “*Vamos dar um jeito*”, escreveu às 15h49. Vorcaro responde às 15h51 com um nome: “*Alexandre*”. O banqueiro não deixa claro se era uma referência ao ministro Alexandre de Moraes. Warde apenas respondeu: “*Sim. Vou pavimentar*”.


Procurado, Hugo Motta afirmou por meio de sua assessoria, que sua atuação no caso foi dentro da atividade parlamentar. “O contato com o empresariado e representantes da sociedade brasileira é inerente ao exercício da atividade de qualquer parlamentar. Os diálogos publicados não exteriorizam, portanto, qualquer tipo de mácula à minha atuação parlamentar, sendo certo que todos os meus contatos mantidos com integrantes do setor privado sempre foram pautados pela institucionalidade e pela probidade. Confio nos órgãos responsáveis pelas investigações, a quem cabe responder pelas apurações.” A assessoria de Alcolumbre não se manifestou. Moraes também foi procurado por meio da assessoria do STF, mas não se manifestou.


*Posicionamento do Palácio do Planalto*


Conforme já amplamente noticiado, o presidente Lula encontrou-se uma única vez com Daniel Vorcaro, em 4 de dezembro de 2024. Vorcaro havia ido ao Palácio do Planalto acompanhado do ex-ministro Guido Mantega e o encontro com o presidente não estava previamente agendado. Da conversa também participaram o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e Gabriel Galípolo, então diretor de Política Monetária e atual presidente do Banco Central. Na ocasião, Vorcaro afirmou sentir-se alvo de perseguições, e o presidente respondeu que eventuais denúncias deveriam ser analisadas tecnicamente pelo Banco Central. Não houve nenhum outro contato entre o presidente e Daniel Vorcaro. Cabe lembrar ainda que foi durante o atual governo que o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master e Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal no âmbito das investigações sobre a instituição.


https://www.estadao.com.br/politica/audios-de-advogado-a-vorcaro-mostram-insistencia-para-que-mantega-defendesse-master-a-lula-ouca/

Sergio Garschagem

 Fiquei impressionado - sério! - com a repercussão das minhas experiências nos EUA, entre os anos de 1973/74. Motivou comentários mil.  Obse...