sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Ética em ambiente corporativo

Considero a ética, algo basilar para qualquer ambiente corporativo. É essencial que as pessoas se respeitem e se complementem nas suas tarefas e finalidades.

Importante que cada parceiro de atividade realize suas atividades com afinco e dedicação.

Sim, motivação é importante num ambiente corporativo, sendo o desafio de cada tarefa, mais uma barreira a ser superada. 

Um fato valioso neste debate é haver transparência e sinceridade entre o time de profissionais envolvidos. Se um, ou outro, enfrentar dificuldades, não é nada demais o amigo do lado socorrê-lo, ajudá-lo.

Já trabalhei em variados ambientes, mais em consultoria, também em instituições financeiras, e nem sempre a ética no ambiente corporativo foi um bom balizador. Paciência. 

As piores experiências acabaram ocorrendo em duas corretoras. Na primeira, a Interbolsa, eu, como economista-chefe, acabei encontrando um ambiente muito tóxico, em que as equipes das mesas de traders se degladiavam e, quanto mais potente o trader, com uma grande carteira de clientes, mais arrogante se tornava. 

Foram várias as situações em que rebeliões entre os traders e as diretorias aconteciam. 

Na segunda, na Mirae Investimentos, uma corretora coreana, algo negativo aconteceu na equipe de research, com um vice líder querendo tirar o cargo do outro, o head da área. Eu, como economista, na minha visão, não deveria estar no research, mas sim numa área ligada ao head operacional, de mesa, no atacado e no varejo. Acabou que esta relação “tempestuosa” explodiu e os coreanos acabaram com a área. 

Foram dois exemplos citados em que a ética não foi um bom balizador.  Num mercado muito concorrencial, muito disputado, acaba havendo muito stress nas relações. As cobranças, às vezes, irracionais, acabam prejudicando os desempenhos. O mercado financeiro brasileiro é muito concentrado, com grandes players, em sua maioria, sustentados por bancos, algumas vezes, internacionais. Para uma corretora independente entrar é preciso mais do que esforço e dedicação. 

Em suma, é importante, sempre, haver honestidade e conduta apropriada para se obter os resultados. É preciso foco, perseverança e positividade. 

Nos principais aspectos a serem salientados para que a ética sempre se imponha, devemos destacar: 

(a) respeito mútuo (tratar os amigos com respeito e igualdade, independente da posição); (b) honestidade e transparência (ser honesto e transparente em todas as situações, incluindo no fluxo de relatórios ou informações); (c) justiça (tratar todos, de forma igual e justa); (d) responsabilidade (ter coragem de assumir a responsabilidade pelas próprias ações e decisões); (d) confidencialidade (manter a confidencialidade das informações); (e) integridade (atuação sempre com integridade e coerência). 

Poderíamos citar também comunicação eficaz, respeito à diversidade, prevenção aos conflitos de interesses e desenvolvimento e renovação contínua.

Concluindo, para que a ética predomine, tudo dito tem relevância, mas é importante que vença a honestidade de propósitos, a harmonia nas relações, a coragem de enfrentar desafios e a leveza nas relações pessoais.

Pela minha experiência pessoal, sempre me pautei por estes predicados e considero essencial a honestidade intellectual e o “bem tratar” aos meus amigos de trabalho.

 Se todos se guiarem por estes ensinamentos, tudo se torna mais fácil.  


Julio Hegedus Netto

Lula e 2026

 É extremamente cansativo acompanhar as mídias militantes, as lideranças de esquerda, etc. Ninguém, eu digo, ninguém, se atreve à criticar o Lula. Ao longo dos anos, esta mesma esquerda resolveu entronizar este cidadão. É uma sucessão de bobagens ditas em eventos. A cada um, ele perde mais apoio. E o tal Sidônio resolveu intensificar isso. Aonde eles não veem q isso só piora as coisas? "Fala Lula, fala!" E seguem as varias "bolas fora", e os mercados "volatilizando". Quem está acabando com o Lula é o próprio, nas suas declarações desastrosas. Até onde isso vai? 2026 é logo ali...E vamos torcendo.

News 2802

 Coluna do Estadão: Lula impopular: 'tripé da rejeição' explica derretimento da aprovação


A popularidade do governo Lula derrete em todo o País e a reprovação da gestão petista já passa de 60% em pelo menos seis Estados, de acordo com pesquisa Quaest divulgada esta semana. E, por mais que o presidente Lula e seus asseclas tentem apontar culpados ou eventos isolados, fato é que o chefe do Executivo estabeleceu um “tripé de rejeição”, ao longo dos últimos dois anos, até amargar esse resultado. Os três fatores que empurram o governo ladeira abaixo são apontados por integrantes da própria base aliada a Lula: erros na economia, apatia política e desconexão com a vida real do brasileiro. A Coluna ouviu líderes governistas, ministros e ex-ministros, magistrados e presidentes de partidos políticos. Os termos compilam decisões e declarações de Lula.


ERROS NA ECONOMIA. Lula desautorizou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em relação ao ajuste fiscal. Obrigou a idas e vindas em temas como taxa das blusinhas, reoneração da folha de pagamento, atualização da faixa de isenção do Imposto de Renda e portaria do Pix.


APATIA POLÍTICA. Duas frases são repetidas à exaustão entre antigos aliados do petista. “Lula não é mais o mesmo” e “Lula perdeu a paciência para fazer política”. A queixa é que ele não conversa mais com a base, não recebe parlamentares, nem tem diálogo com governadores e prefeitos. Com isso, políticos aliados começam a se distanciar e não fazem esforço nos Estados para melhorar a avaliação de Lula.


DESCONEXÃO. Com o lema “O Brasil voltou”, Lula focou a agenda exterior por dois anos e esqueceu que a preocupação do brasileiro na vida real é com segurança e saúde.


CONTRA-ATAQUE. O PT acionou ontem o Conselho de Ética da Câmara contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), como antecipou a Coluna. A sigla acusa o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro de tentar, por meio de articulações nos Estados Unidos, constranger o STF e “criar embaraço” às investigações conduzidas pelo ministro Alexandre de Moraes sobre suposta tentativa de golpe.


ARGUMENTO. Os petistas dizem que, desde a posse de Donald Trump, Eduardo esteve três vezes nos EUA para articular com deputados republicanos um projeto de lei para impedir Moraes de entrar naquele país.


EXTENSÃO. Autora do requerimento, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, diz que a ação configura uma tentativa de constranger, além de um integrante, o próprio Supremo Tribunal Federal, que vai julgar as ações penais sobre os atos do 8 de Janeiro.


ESTRATÉGIA. Os líderes do PL no Congresso, o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ) e o senador Carlos Portinho (RJ), têm feito reuniões para unificar a comunicação da sigla nas duas casas. O objetivo é alinhar o discurso dos parlamentares e adotar uma ação conjunta para aumentar a pressão a favor da anistia aos condenados do 8 de Janeiro.


INTEGRAÇÃO. A ofensiva inicial é para que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), paute a anistia, mas os bolsonaristas do Senado também devem acompanhar as discussões de perto.


PRONTO, FALEI!


Angelo Guerra Netto

Sócio-fundador da EXM Partners


“O ciclo de alta da Selic, podendo chegar a 15% no decorrer deste ano, é um catalisador para que empresas já fragilizadas entrem em colapso financeiro.”


CLICK


Geraldo Alckmin

Vice-presidente da República


Com o presidente Lula e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em evento de lançamento do edital para a construção do túnel Santos-Guarujá.


(Roseann Kennedy, com Eduardo Barretto e Iander Porcella)


Broadcast+

BDM Matinal Riscala 2802

 *Rosa Riscala: Feriado do carnaval pede cautela*


… Na véspera dos feriados, os investidores devem optar pela cautela, porque NY não para, nem Trump, que confirmou ontem as tarifas de 25% sobre o México e o Canadá a partir do dia 4 de março, em plena 3ªF de Carnaval no Brasil. Além disso, ele dobrou a tarifa para os produtos importados da China (“serão 10% + 10%”), em represália à falta de proposta do país para conter a oferta de fentanil, que entram em vigor na mesma data. É provável que Pequim responda com retaliação. Também os líderes europeus, ameaçados pelas tarifas recíprocas, previstas para o dia 2 de abril, prometem retaliar. Ainda lá fora, destaque para a visita de Zelensky a Washington hoje e, entre os indicadores, para o PCE de janeiro, medida preferida do Fed para a inflação, e o PMI/Chicago de atividade. Aqui, a agenda é vazia.


… Os dados nos Estados Unidos são importantes e podem ajustar as expectativas para os juros, em meio aos números fracos da economia que vêm assustando, enquanto a inflação dá sinais de resiliência. O PCE é o primeiro a sair, às 10h30.


… A previsão para o índice cheio de preços de gastos com consumo é de 0,3%, mesma variação de dezembro. Já para o núcleo, o PCE pode subir para 0,3% na margem, após registrar 0,2% em dezembro, com variação anualizada de 2,8%.


… Na sequência, o ISM/Chicago (11h45) tem estimativa de alta para 41,0 em fevereiro, de 39,5 em janeiro.


… Se a inflação não surpreender, é possível que sejam reforçadas as apostas em retomada dos cortes do juro americano ainda neste ano.


… Nesta 5ªF, a segunda leitura do PIB/4Tri (+2,3%) e o PCE do período vieram em linha com as expectativas, mas o aumento do consumo pessoal acima do esperado e o deflator do núcleo alto do PCE não dão muita margem para novas quedas, segundo a TD Securities.


… Os investidores também consideram o impacto das tarifas comerciais, que ainda são uma grande incerteza.


… Após as declarações de Trump, o ministro do Comércio Exterior da França, Laurent Saint-Martin, disse que a UE retaliará com “rapidez e firmeza”. Também o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, prometeu uma resposta “extremamente forte e imediata”.


… “Trump causou mais uma tempestade proclamando que as tarifas sobre o Canadá e o México entrarão em vigor, conforme planejado, na próxima semana”, escreveu em nota Matthew Ryan, head de estratégia de mercado da Ebury.


… Para ele, os mercados foram pegos de surpresa (abaixo), porque acreditavam que as tarifas seriam novamente adiadas ou, pelo menos, atenuadas, usadas como moeda de troca do governo Trump para conseguir concessões de parceiros comerciais.


ZELENSKY – Na véspera da visita do líder ucraniano a Trump, diplomatas americanos e russos se reuniram em Istambul para discutir a normalização das relações de suas respectivas embaixadas, depois de anos expulsando os diplomatas uns dos outros.


… O Kremlin disse que as conversas seguiram um entendimento alcançado em telefonema do presidente dos EUA com Vladimir Putin.


… Em evento nesta 5ªF, Putin elogiou o “pragmatismo e a visão realista” do governo Trump, em comparação com o que ele descreveu como “estereótipos e clichês ideológicos messiânicos” de seus antecessores.


… Trump não deixa dúvidas de que lado está nesta guerra.


… Em entrevista ao lado do premiê do Reino Unido, Keir Starmer, o presidente americano disse que respeita os ucranianos, que eles lutaram bravamente e que ajudará na reconstrução do país. Mas não se desculpou por ter chamado Zelensky de ditador.


… Starmer foi a Whashington pedir a Trump que apoie a Ucrânia, porque “não se pode ficar ao lado do agressor”, mas não parece ter tido muito sucesso. O presidente dos EUA disse que confiava em Putin para não reiniciar a guerra.


… Zelensky está indo a Washington para pôr fim à guerra, porque não tem outra saída.


O TOMBO –Após divulgar um prejuízo de R$ 17 bilhões no 4Tri, em comparação com um lucro de R$ 31 bilhões no mesmo período de 23, a Petrobras perdeu R$ 24,7 bilhões em valor de mercado no pregão desta 5ªF.


… As ações da companhia, que chegaram a registrar uma perda de 9%, ainda fecharam o dia em quedas fortes (abaixo).


… Além do fraco desempenho trimestral, pesou o anúncio de um valor de dividendos aquém do esperado, de R$ 9,1 bilhões, a R$ 0,70 por ação – o mercado projetava pelo menos R$ 17 bilhões.


… A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, justificou o resultado em teleconferência com investidores, afirmando que o prejuízo do fim do ano passado decorreu de investimentos maiores da companhia e da forte valorização do dólar no ano passado.


… A chefe da estatal, que assumiu o cargo em junho de 2024, classificou o resultado ruim como um revés “puramente contábil”.


… Sobre investimentos, afirmou que os recursos destinados ao aumento da produção no campo de Búzios, no Rio, vão antecipar o retorno financeiro, que ela chamou de “óleo no bolso”.


… “Entendemos a frustração do mercado com os dividendos de curto prazo. Mas afirmamos que antecipar investimentos em Búzios é tudo que qualquer investidor poderia querer. O que estamos oferecendo para vocês (investidores) é óleo no bolso mais rapidamente.”


… Quanto ao câmbio, Magda disse que “se o câmbio ficar entre R$ 5,70 e R$ 5,80 trará, de graça, um resultado positivo de US$ 2 bilhões (R$ 11,6 bilhões) no resultado do primeiro trimestre de 2025”.


… Questionada por jornalistas sobre a informação veiculada pelo jornal O Globo de que técnicos do Ibama sugeriram negar autorização para a Petrobras explorar a Margem Equatorial, Magda disse que “nem o Ibama sabe” sobre o parecer.


LULA IMPOPULAR – O novo recorte da pesquisa Quaest, mostrando que a reprovação do governo já passa de 60% em pelo menos seis Estados aumentou as preocupações com a impopularidade do presidente no Planalto.


… Na Coluna do Estadão, três fatores que empurram o governo ladeira abaixo são apontados por integrantes da própria base aliada: erros na economia, apatia política e desconexão com a vida real do brasileiro.


… Sobre os erros na economia, Lula desautorizou o ministro Fernando Haddad em relação ao ajuste fiscal, em temas como a taxa das blusinhas, reoneração da folha de pagamento, atualização da faixa de isenção do Imposto de Renda e portaria do Pix.


… Já a apatia política é do próprio presidente, confirmada por duas frases repetidas à exaustão entre antigos aliados: “Lula não é mais o mesmo” e “Lula perdeu a paciência para fazer política”, não conversa mais com parlamentares, governadores e prefeitos.


CRISE DOS ALIMENTOS – O governo cogita reduzir o imposto de importação de produtos agropecuários (milho, trigo, óleo de soja e etanol) para frear a alta dos preços e recuperar o capital político do presidente Lula.


… O martelo ainda não foi batido, porém, porque há alas que não acreditam em um efeito prático da iniciativa, enquanto outras correntes em Brasília defendem que o Planalto tem que dar um sinal de que está se mexendo.


… A redução imediata dos preços foi discutida ontem entre os ministros Carlos Fávaro (Agricultura), Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) e o secretário Bruno Moretti (Casa Civil).


… Também esteve presente o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto.


MAIS AGENDA – O dia amanhece com os dados de vendas no varejo na Alemanha e o PIB/4Tri na Turquia, França e Portugal.


… Ainda na Alemanha, sai a preliminar do CPI de fevereiro (10h), com expectativa de alta de 0,4%, após deflação de -0,2% em janeiro.


… Na China, no final da noite (22h30), saem os índices PMI industrial e de serviços de fevereiro.


… Único balanço previsto para hoje é de Casino (França), antes da abertura dos mercados.


CAUTELA EM DOSE DUPLA – A onda de ameaças protecionistas de Trump, combinada aos rumores de medidas heterodoxas do governo Lula para segurar a inflação de alimentos, não deixou o investidor relaxar a guarda.


… Não houve pânico, nem nada, mas o mercado doméstico está esperto com o horizonte de incertezas.


… Embora não tenha ido tão mal quanto no pregão anterior, quando perdeu para todas as moedas, o dólar encostou em R$ 5,83, o DI passou a especular com Selic maior e o Ibov falhou em recobrar os 125 mil pontos.


… Com todo o jeito de que acabou a lua de mel no câmbio, que vinha tão comportado recentemente, a moeda americana subiu 1,71% nos dois últimos dias e vai terminando fevereiro com queda acumulada de só 0,14%.


… Hoje tem ptax. Ontem, o dólar subiu 0,43%, cotado a R$ 5,8287. Lá fora, índice DXY (termômetro da força da moeda americana contra as principais rivais) escalou 0,78%, rompendo a linha dos 107,000 pontos (107,244).


… No fundo, os mercados ainda tinham esperanças de que Trump pudesse estar blefando, em alguma medida, sobre a intenção de aplicar tarifas e de que tudo pudesse fazer parte de uma tática de negociação do presidente.


… Mas foram pegos de surpresa pela percepção de que podem ser para valer os 25% sobre o Canadá e México a partir de 3ªF e, pior, de que Washington vai aplicar os 10% + 10% sobre a China, na guerra comercial declarada.


… Foram mal o peso mexicano (20,503/US$), o dólar canadense (1,4447/US$), o euro (-0,80%, a US$ 1,0405), com a UE ameaçada de tarifas recíprocas no domingo, a libra (-0,56%, a US$ 1,2611) e até o iene (149,76/US$).


… A pressão global do dólar foi só um dos fatores a despertar na curva do DI a volta da precificação entre os traders de que a taxa Selic possa bater mais do que 15,00% no final do ciclo de aperto monetário: 15,25%.


… No day after do Caged forte, a Pnad confirmou um mercado de trabalho aquecido, apesar do juro restritivo. A taxa de desemprego ficou em 6,5% no trimestre encerrado em janeiro, pouco abaixo da mediana (6,6%).


… A mão de obra apertada no Brasil é consistente com as preocupações de que a inflação siga elevada.


… Também o IGP-M de fevereiro (+1,06%) levemente acima do esperado (+1,01%) levantou a lebre da inflação, acentuada pelo risco de que o populismo fiscal do governo cresça na mesma medida da impopularidade de Lula.


… Nos bastidores, as propostas de controle das exportações de produtos do agro e redução de impostos de importação para aliviar a inflação de alimentos também foram vistas com desconfiança pelo mercado.


… Além disso, a piora do clima no exterior ajudou a trazer volatilidade aos juros futuros. Na ponta longa, os prêmios de risco só não subiram tanto, porque o Tesouro evitou colocou super lotes nos leilões de prefixados.


… No fechamento, o DI Jan/26 avançou para 14,810% (de 14,760% no pregão anterior); Jan/27, a 14,825% (de 14,795%); Jan/29, a 14,810% (de 14,690%); Jan/31, a 14,920% (de 14,900%); e Jan/33, a 14,910% (de 14,880%).


… As taxas dos Treasuries tomaram rumos diferentes, em dia de dados mistos nos EUA. O retorno da Note-2 anos caiu pelo sétimo dia seguido, a 4,060% (de 4,073%). Já o yield de 10 anos subiu a 4,272%, de 4,259%.


… Sem conseguir segurar os ganhos da abertura, as bolsas em NY foram piorando à tarde, no movimento catalisado pela renovada retórica protecionista de Trump e pelo tombo da Nvidia (-8,48%) depois do balanço.


… Na afundada de 2,78%, o Nasdaq fechou a 18.544,42 pontos. O S&P 500 (-1,59%, a 5.861,57 pontos) também não escondeu o estresse, enquanto o Dow Jones teve queda mais moderada (-0,45%, aos 43.239,50 pontos).


… Apesar da espiral de queda da Petrobras (ON, -5,56%, a R$ 39,24; PN, -3,53%, a R$ 36,61), depois do prejuízo do 4Tri e sem pagamento de dividendos extraordinários, o Ibovespa deu uma demonstração de resistência.


… Fechou estável (+0,02%), aos 124.798,96 pontos, com volume financeiro de R$ 28,7 bilhões, driblando também as quedas da Vale (ON, -0,74%, a R$ 56,30) com o minério de ferro (-0,80%) e do setor financeiro.


… Santander unit registrou -1,02% (R$ 26,27); Bradesco ON perdeu 0,66% (R$ 10,58); Bradesco PN, -0,61% (R$ 11,47); Banco do Brasil ON, -0,39% (R$ 27,96); e Itaú, -0,09% (R$ 32,74, fechando na mínima do dia).


… Quem salvou a bolsa foi Embraer (+12,12%; R$ 68,90), com apoio do lucro ajustado de R$ 1,093 bilhão no 4Tri/24, mais do que o triplo do que um ano antes. Marfrig saltou 8,90% (R$ 15,17) e IRB, +7,80% (R$ 48,40).


… O petróleo subiu com a batalha tarifária contra o México e Canadá, dois dos grandes fornecedores da commodity aos EUA, e reagiu à decisão de Trump de revogar a licença da Chevron para explorar na Venezuela.


… À tarde, o barril acelerou a alta com rumores de que a Opep+ estuda adiar a ampliação da produção do bloco, prevista para ter início em abril, por causa das incertezas sobre os impactos do protecionismo americano. 


… O contrato do Brent com vencimento em maio avançou 2,08%, negociado a US$ 73,57 na Ice londrina.


EM TEMPO… FLEURY teve lucro líquido de R$ 84 milhões no 4TRI24, alta de 3,3% s/ 4TRI23; Ebitda subiu 7,9%, para R$ 405,5 milhões; receita líquida cresceu 7,9%, para R$ 1,8 bi…


… A companhia pagará R$ 254,053 milhões em dividendos, a R$ 0,46 por ação; ex dia 7.


LOCALIZA registrou lucro líquido de R$ 837 milhões no 4Tri/24, alta de 18,7% contra um ano antes; Ebitda subiu 15,5%, para R$ 3,3 bilhões, e receita líquida atingiu R$ 9,8 bilhões, crescimento de 24,6%.


COPEL. O lucro líquido diminuiu 39% no 4Tri/24, para R$ 575,2 milhões, o Ebitda ajustado caiu 12,9%, para R$ 1,3 bilhão, e a receita líquida somou R$ 6,019 bilhões, alta de 8,1%.


RAÍZEN concluiu processo de recompra parcial das notes com vencimento em 2027 e juro anual de 5,3%, tendo sido exercido um total de US$ 154.253.000,00…


… Montante equivale a 45,10% do bond 2027 em circulação, que passou ao valor de US$ 187.753.000,00.


TOTVS informou que se retirou do processo para compra da Linx, controlada pela Stone.

Bankinter Portugal Matinal 2802

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Chegou o reajuste. O REAJUSTE. Ou uma parte do mesmo. O específico que ontem danificou foi o golpe de realidade proporcionado por Trump: a partir de 4 de março, os EUA aplicarão impostos alfandegários de 25% ao Canadá e México, e 10% adicional (até 70%) à China. Coincidiu com a pós-publicação de resultados de Nvidia, empresa que o mercado sempre castiga, independentemente do que publicar, embora a avaliação recupere de seguida depois e além de onde estava antes de publicar. Desta vez, Nvidia caía -3% a meio da sessão americana, o que estava dentro do aceitável. Mas a situação piorou até -8,5% e com o SOX/semis até -6,1% enquanto Trump concretizava a data de aplicação dos impostos alfandegários. Isso prolongou o receio de entrada em recessão económica do Canadá, México, China… e, potencialmente, de seguida sobre a Europa, enquanto define impostos alfandegários sobre ela. Algo que acontecerá a qualquer momento. Isto é, medo geral de uma mudança de ciclo, mesmo umas horas depois de algum conselheiro da Fed aludir a possíveis subidas de taxas de juros, não descidas. A Rússia e os EUA estiveram 6 horas reunidos em Istambul a negociar sobre a sua relação mútua, embora pareça que ainda não sobre Ucrânia, mas isso não só não foi suficiente para melhorar um pouco o mercado, como passou completamente despercebido no medo geral.  


HOJE temos inflação alemã a repetir em +2,3% e Deflator Consumo PCE americano a suavizar-se um pouco (+2,5% vs. +2,6%; Subjacente +2,6% vs. +2,8%). Esses dados poderão permitir que o mercado se estabilize durante as próximas horas, mas sem aspirações. Lateralizar seria bastante depois da situação de ontem, que implica o início de uma fase de reajuste para uma realidade não tão benigna como se veio a descontar. Devemos ter a noção clara de que os excessos do início do ano, nomeadamente na Europa, começaram a corrigir-se e que não se trata de um processo pontual. O bom nesta situação é que as obrigações não iniciaram um processo de pânico, embora as suas yields se tenham reduzido um pouco mais, isso sim. Como é lógico, USD a apreciar-se (1,039), e como não! As criptos em queda livre, porque são o indicador de risco mais sensível. Os investidores nesta classe de ativos ficarão atónitos e perguntarão o que se passa, mas não deveriam, porque também não compreenderam porque investiram na altura em algo cujo valor não pode ser estimado. Nunca se deve investir em algo que não se compreende.


CONCLUSÃO TELEGRÁFICA: O mercado entrou em fase de reajuste após ter mantido, até agora, uma atitude excessivamente confiante e complacente. Hoje, Europa ca.-1%/-2%, com Nova Iorque provavelmente a lateralizar. Em circunstâncias normais, as previsivelmente inflações suaves (13 h) alemã e (13:30 h) americana (PCE) deveriam animar um pouco as bolsas, mas nestas circunstâncias influenciarão pouco. O mercado fica abalado e a refletir sobre o quão importante é isto e o quanto deverá reajustar-se, portanto será uma sessão para observar e comprovar em que níveis ocorre a aterragem. Mas trata-se de um reajuste, não de uma mudança repentina de ciclo.


S&P500 -1,6% Nq-100 -2,8% SOX -6,1% ES-50 -1% IBEX -0,5% VIX 21,1 Bund 2,41% T-Note 4,23% Spread 2A-10A USA=+20pb B10A: ESP 3,08% PT 2,92% FRA 3,14% ITA 3,48% Euribor 12m 2,409% (fut.2,107%) USD 1,0388 JPY 155,9 Ouro 2.863$ Brent 73,6$ WTI 69,9$ Bitcoin -7,6% (79.813$) Ether -9,8% (2.125$).


FIM

Mercado com menor margem

 https://valor.globo.com/financas/intraday/post/2026/01/mercado-entra-em-2026-com-margem-menor-para-erro.ghtml *Mercado entra em 2026 com ma...