"As notícias que se sucedem diariamente _ sobre a relação de um número impressionante de autoridades no topo de nossas mais importantes instituições do Estado com a corrupção e negócios escusos _ deveriam deixar claro para toda a população brasileira que a vitória de uma das facções mafiosas em um ciclo eleitoral (seja por ser a nossa preferida, a menos odiada, ou uma combinação dessas duas coisas), além de não representar a "vitória definitiva do bem sobre o mal", também não significará um avanço institucional na direção da conformidade com o bem comum e o interesse público.
A conclusão de quem observa a sucessão de notícias é a de que a "moeda em circulação" no país, com a qual disputamos o cara ou coroa eleitoral, é falsa.
Infelizmente, a "galera militante" (que se orgulha de não ser omissa ou isenta) não está nem aí para esse "detalhe"... e está preocupada unicamente se "vai dar cara", ou se "vai dar coroa".
A verdade é que a face do populista, estampada no lado da moeda que cairá para cima na eleição, não irá mudar nem o fato de que usamos uma moeda falsa... nem o fato de que o processo político em nosso país se tornou uma farsa, um jogo de cartas marcadas completamente dissociado de qualquer um dos princípios e causas nobres usados no discurso dos oportunistas que lideram as máfias político-partidárias.
A briga entre populistas irresponsáveis é a distração na qual o povo brasileiro está viciado.
"Todos" estamos única e exclusivamente preocupados em apostar no vencedor da próxima eleição, enquanto tudo ao nosso redor se torna cada vez mais arbitrário e injusto.
Solução?
Imediata?
Não existe.
Porém, o caminho mais razoável é claro:
Precisamos parar de achar que a nossa repulsa, convicção, ou sensação de superioridade moral, poderia substituir a necessidade de debatermos políticas, criticarmos a falta de resultados, reconhecermos os retrocessos, exigirmos mudanças de curso.
É preciso reconhecer o fato básico da política:
O poder corrompe e só a vigilância constante _ com a troca da "fralda do bebê" sempre que os sinais olfativos assim o sugerirem _ "salva".
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
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