segunda-feira, 15 de junho de 2026

Call Matinal 1506

Call Matinal

15/06/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (1106)

MERCADOS

Na sexta-feira (12), o Ibovespa fechou em queda de 0,21%, a 171.132 pts. No mercado cambial, o dólar à vista fechou em baixa de 0,77%, a R$ 5,06.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os índices futuros de Nova York operavam em alta nesta segunda-feira (15), enquanto o petróleo recuava para a mínima em três meses, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que um acordo foi alcançado para encerrar a guerra entre os EUA e o Irã.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,84%

S&P 500 Futuro: +1,19%

Nasdaq Futuro: +2,04%

Bolsas operando em alta com o acordo de Paz.  

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +1,61%

Nikkei (Japão): +4,99%

Hang Seng Index (Hong Kong): +0,50%

Nifty 50 (Índia): +1,18%

ASX 200 (Austrália): +1,25%

Bolsas asiáticas em forte recuperação, diante da definição da guerra do Oriente Médio.

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,81%

DAX (Alemanha): +1,42%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,30%

CAC 40 (França): +1,12%

FTSE MIB (Itália): +0,84%

Bolsas europeias em alta diante das definições de acordo de Paz entre EUA e Irã.  

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -4,88%, a US$ 80,74 o barril Petróleo Brent, -4,39%, a US$ 83,50 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,72%, a 771,50 iuanes (US$ 113,93)

Bitcoin, +2,99%, a US$ 65.659,70

Petróleo em queda forte, diante do acordo de Paz e a reabertura do Estreito de Ormuz.

 

NO DIA, 1506

EUA e Irã fecharam acordo de paz com encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano. Trump autorizou a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio naval americano. A cerimônia de assinatura será na sexta-feira, dia 19, na Suíça. Petróleo despenca mais de 5%. Bolsas disparam. Ormuz será reaberto na sexta-feira, 19 de junho, na Suíça. Numa frase lapidar de um observador destes conflitos no Oriente Médio, joga-se uma pá de cal, “o Irã nunca ganhou uma guerra, mas nunca perdeu uma negociação.” Em verdade, segundo amigos, “não foi um acordo,  foi um memorando de entendimentos. Segundo os vazamentos,  o estreito vai abrir imediatamente,  mas depois dos 60 dias vão estruturar a "autoridade de Ormuz", que vai cobrar pedágios. Boa parte do dinheiro do Irã descongelada. 20 bi pra começar.  O resto em 60 dias. E mais 300 bi pra reconstruir o que a guerra destruiu. Urânio enriquecido fica no Irã,  pelo menos por enquanto. Israel, teoricamente,  sai do Líbano. Daqui a pouco, novas estocadas, novos atentados e vamos em frente. Se não tirar os aiatolás do poder nada muda. Não adianta destruir infra, se o poder segue preservado. Trump já disse que não tem nada com isso. Belo desfecho. Tudo teatro. Nesta semana temos a “super quarta”, com reuniões do FOMC e do Copom. Nos EUA, é a primeira reunião do novo presidente do Fed. Mercados de ativos devem receber com alívio as novas discussões sobre inflação, juros e crescimento global – até aqui, influenciadas pela guerra. A semana também será marcada pela cúpula do G7, na França, com a participação dos presidentes Trump e Lula, e pelos primeiros testes para a implementação da paz entre Washington e Teerã.

 

 

 

Agenda macro 15 a 19 de junho

Segunda-feira, 15 de junho

08h25 – Brasil: BC – Boletim Focus

09h30 EUA: Empire State (junho)

10h15 EUA: Produção industrial (maio)

França Cúpula do G7: participação de Lula

Terça-feira, 16 de junho

00h00 – Japão: BoJ – Decisão de juros

09h00 IBGE: Vendas no varejo (abril)

09h15 EUA: ADP (junho)

Quarta-feira, 17 de junho

09h00 BC: IBC-Br (abril)

09h30 EUA: Vendas no varejo (maio)

11h30 EUA: Estoques de petróleo

15h00 EUA: Fed Decisão de juros

15h30 EUA: Coletiva de Kevin Warsh

18h30 Brasil: Copom Decisão da Selic

Quinta-feira, 18 de junho

08h00 – Reino Unido: BoE – Decisão de juros

Sexta-feira, 19 de junho

Suíça: Assinatura formal do acordo EUA-Irã

 

 

Boa semana para todos!


BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Superquarta ganha alívio com acordo EUA-Irã*


… O acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã, neste domingo, confirmou as expectativas de investidores e afastou os temores de uma interrupção prolongada do Estreito de Ormuz. Já na abertura dos negócios, derrubou o petróleo, animou as bolsas e devolveu protagonismo aos bancos centrais justamente às vésperas da Superquarta. Fed, Copom e investidores devem receber com alívio as novas discussões sobre inflação, juros e crescimento global – até aqui, influenciadas pela guerra. A semana também será marcada pela cúpula do G7, na França, com a participação dos presidentes Trump e Lula, e pelos primeiros testes para a implementação da paz entre Washington e Teerã.


O ACORDO – O mercado inicia a semana diante do avanço diplomático mais importante desde o início da guerra.


… Estados Unidos e Irã confirmaram neste domingo um acordo para encerrar as hostilidades, abrir caminho para a reabertura do Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, que ainda será formalmente assinado na próxima sexta-feira, na Suíça.


… O anúncio foi feito inicialmente pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, país que atuou como principal mediador das negociações, e posteriormente confirmado por Donald Trump e pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi.


… A convergência das declarações encerrou as dúvidas e levou os investidores a tratarem o entendimento como efetivamente concluído. A queda de 5% do WTI e de 4% do Brent na abertura dos negócios desta segunda-feira foi a prova definitiva.


… O desfecho ocorreu após um fim de semana marcado por avanços diplomáticos, divergências públicas e momentos de forte tensão.


… Na manhã de domingo, Israel voltou a atacar subúrbios de Beirute, no Líbano, colocando em risco uma das principais exigências de Teerã para a assinatura do memorando: a inclusão do território libanês no cessar-fogo.


… O ataque levou o Irã a interromper temporariamente as negociações e ameaçar uma resposta militar, enquanto, em uma rara crítica pública ao governo de Benjamin Netanyahu, Trump afirmou que o ataque “não deveria ter acontecido”.


… Pediu que nenhuma das partes comprometesse um entendimento que, segundo ele, poderia inaugurar uma “longa e bela paz” na região.


… Segundo relatos divulgados pela imprensa iraniana, concessões de última hora feitas por Washington ajudaram a destravar as negociações e evitar o colapso do acordo minutos antes do anúncio oficial.


… Embora o texto definitivo ainda não tenha sido divulgado, as versões mais recentes do memorando apontam para uma ampla reestruturação das relações entre Washington e Teerã.


… O acordo prevê o fim das operações militares, a normalização da navegação por Ormuz, a suspensão dos bloqueios marítimos, a retomada do fluxo comercial de petróleo, alívio de sanções econômicas e abertura de negociações sobre o futuro do programa nuclear iraniano.


… Em troca, o Irã reafirma o compromisso de não desenvolver armas nucleares e aceita discutir limites para o enriquecimento de urânio e seus estoques de material nuclear. As questões mais sensíveis ficam para a próxima etapa das negociações, que deve durar ao menos 60 dias.


… Teerã afirma que as conversas só começarão após verificar o cumprimento dos compromissos assumidos por Washington.


… Além da queda do petróleo, recuaram o gás natural europeu e o dólar, enquanto as techs puxavam os futuros das bolsas em Nova York.


… Para analistas da Bloomberg, a reação dos mercados representa uma rápida reversão das operações que dominaram desde o início da guerra, com queda dos ativos ligados ao choque energético e recuperação dos ativos de risco.


… Restam dúvidas sobre a implementação prática do acordo, mas o principal foco de atenção agora passa a ser Israel, que ficou à margem das negociações e continua sendo visto como a principal fonte potencial de instabilidade para a consolidação da trégua.


… Mas Donald Trump parece estar muito disposto a encerrar a guerra e deve trabalhar forte para impedir uma reação indesejada de Netanyahu.


… O presidente festeja o acordo concluído no dia de seu aniversário de 80 anos, declarando vitória dos Estados Unidos, como quando disse: “navios do mundo, liguem seus motores, deixem o petróleo fluir”.


… Trump afirmou mais tarde que a reabertura plena de Ormuz ocorrerá apenas na sexta-feira, 19, após a assinatura formal do acordo e a conclusão das operações de remoção de minas na região.


ALÍVIO PARA O FED E O COPOM – Se tudo der certo, o acordo altera de forma relevante o pano de fundo da agenda dos bancos centrais.


… Nas últimas semanas, o risco de interrupção prolongada de Ormuz e de uma nova disparada do petróleo havia ampliado os temores de inflação global e aumentado a pressão sobre Fed e Copom, influenciando inclusive uma reprecificação mais conservadora das apostas.


… A perspectiva de reabertura da principal rota energética do Oriente Médio ajuda a reduzir esse risco justamente às vésperas da Superquarta, quando o Federal Reserve e o Banco Central brasileiro voltam a decidir juros.


… Embora o acordo não deva alterar decisões, remove um importante fator de incerteza para os próximos meses.


… Nos Estados Unidos, a expectativa continua sendo de manutenção dos juros, mas investidores acompanharão com atenção o tom que será adotado pelo Fed em sua primeira reunião sob o comando de Kevin Warsh.


… Com a inflação mostrando sinais de acomodação e o petróleo devolvendo parte do prêmio de guerra acumulado desde abril, o mercado passa a enxergar um cenário menos ameaçador para a trajetória dos preços de energia no segundo semestre.


… Já no Brasil, o alívio externo chega em um momento mais delicado. O IPCA de maio desacelerou para 0,58%, mas ficou acima da mediana das projeções e reforçou a percepção de que a inflação segue desconfortável.


… Analistas destacam que os núcleos continuam pressionados, as expectativas permanecem deterioradas e a atividade ainda mostra resiliência. Apesar disso, a perspectiva de um acordo entre Estados Unidos e Irã já vinha ajudando a reduzir prêmios na curva de juros.


… Na sexta-feira, os contratos mais longos devolveram parte da alta acumulada ao longo da semana e a probabilidade implícita de um corte de 0,25 ponto da Selic voltou a superar a de manutenção, segundo cálculos do mercado.


… Para gestores, a normalização do conflito devolve algum grau de racionalidade à curva, embora o BC continue com menos espaço para afrouxar a política monetária no curto prazo.


… Mesmo entre as casas que ainda projetam um corte nesta semana, cresce a percepção de que o ponto terminal do ciclo será mais elevado do que se imaginava há poucas semanas.


… Em suma, o acordo é muito bom, mas não resolve os problemas inflacionários do Copom.


… Se a curva ainda carrega prêmio de risco da guerra, há espaço para devolução. Isso, porém, não descarta uma mensagem mais cautelosa do comunicado, diante de expectativas deterioradas, inflação resistente e dúvidas persistentes sobre o cenário doméstico.


SUPERQUARTA NO RADAR – Superada a tensão em torno do Oriente Médio, o mercado volta suas atenções para a agenda de política monetária, em uma semana dominada pelas decisões do Federal Reserve e do Copom.


… O acordo anunciado entre Estados Unidos e Irã ajuda a reduzir parte dos temores relacionados à inflação de energia e devolve protagonismo aos bancos centrais, justamente quando investidores tentam calibrar as apostas para os próximos meses.


… Nos Estados Unidos, a expectativa é de manutenção dos juros na reunião de quarta-feira, primeira sob o comando de Kevin Warsh.


… Mais importante do que a decisão em si, o foco estará nas projeções econômicas e no tom adotado pelo Fed diante de uma economia que segue resiliente, mas com inflação mostrando sinais de acomodação.


… Ao longo da semana, indicadores de atividade, como produção industrial, vendas no varejo e imóveis, ajudarão a compor o cenário.


… No Brasil, embora o acordo entre Washington e Teerã reduza um importante risco inflacionário ao aliviar as pressões sobre o petróleo, o Copom continua diante de um quadro doméstico desafiador, marcado por expectativas deterioradas, inflação resistente e atividade ainda forte.


… O mercado segue dividido entre manutenção da Selic em 14,50% e um corte adicional de 0,25 ponto percentual, enquanto buscará pistas sobre os próximos passos da política monetária no comunicado da autoridade monetária.


… Antes das decisões, investidores acompanharão ainda o Boletim Focus (hoje, 8h25), as vendas no varejo de abril (terça-feira) e o IBC-Br (quarta-feira), além das decisões de juros do Banco do Japão (terça-feira) e do Banco da Inglaterra (quinta-feira).


… Na sexta-feira, com os mercados americanos fechados pelo feriado de Juneteenth, as atenções podem se voltar para a assinatura formal do acordo entre Estados Unidos e Irã e para o cronograma de reabertura do Estreito de Ormuz, que ocorrerá na Suíça.


G7 NA FRANÇA – Em paralelo à Superquarta dos bancos centrais, a atenção também se volta para a cúpula do G7, que começa nesta segunda-feira na França em um ambiente transformado pelo acordo entre Estados Unidos e Irã.


… Com a perspectiva de reabertura de Ormuz e redução das tensões no Oriente Médio, presidentes das principais economias avançadas voltam a discutir temas como crescimento global, comércio, inteligência artificial e os desequilíbrios econômicos que alimentam disputas geopolíticas.


… Logo após o anúncio do acordo, vários líderes internacionais se manifestaram. ONU, França, Reino Unido, Alemanha e Itália elogiaram o entendimento e passaram a defender sua rápida implementação, com atenção especial à reabertura do Estreito de Ormuz.


… Lula participa do encontro como convidado e já viajou neste domingo, mantendo aberta a possibilidade de uma conversa com o presidente Donald Trump, em meio às tensões provocadas pelas novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros.


… Em paralelo, Lula deve tratar do tema da carne brasileira com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante a cúpula do G7. O impasse envolve exigências adicionais da UE relacionadas ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal.


EM BRASÍLIA – O foco se divide entre o avanço de pautas prioritárias para o governo e a repercussão das denúncias envolvendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que nega as acusações de ter recebido pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.


… No Congresso, há expectativa pelo início da tramitação de propostas consideradas estratégicas pelo governo, como a PEC da Segurança, o projeto dos minerais críticos e a PEC que propõe o fim da escala 6×1.


… Na Câmara, o presidente da Casa, Hugo Motta, pretende levar ao plenário na terça-feira o projeto relacionado à escala 6×1, em uma tentativa de destravar a pauta. No Senado, a tramitação da PEC dependerá do avanço das negociações políticas entre o governo e Alcolumbre.


… Já no Judiciário, o destaque continua sendo o Supremo Tribunal Federal, que retoma o julgamento sobre a responsabilização das plataformas digitais e a definição da tese final para aplicação das novas regras sobre redes sociais.


GALÍPOLO – Presidente do BC reúne-se hoje (16h) com o presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, e o secretário-geral da Presidência do TST, Mauro Barata de Alencar Osório, na sede do BC, em Brasília.


DURIGAN – Já o ministro da Fazenda recebe o presidente do Coaf, Ricardo Andrade Saadi (16h).


… Em entrevista ao Estadão no fim de semana, Durigan afirmou que o Brasil não pretende ceder às pressões tarifárias dos Estados Unidos e defendeu a diplomacia e os mecanismos multilaterais como caminho para resolver o impasse comercial com Washington.


… O ministro também voltou a criticar propostas com potencial de impacto sobre as contas públicas, afirmando que o governo continuará reagindo às chamadas “pautas-bomba” do Congresso e cobrando estimativas de custo e medidas de compensação.


… Sobre a PEC que amplia a autonomia financeira do Banco Central, Durigan disse que o governo apoia o fortalecimento institucional da autoridade monetária, mas defende ajustes no texto para preservar regras da contabilidade pública.


SUBIU IGUAL FOGUETE – SpaceX fez bonito na sua estreia na Nasdaq. Depois de sair a US$ 135 no IPO, a ação abriu a sessão valendo US$ 150, em alta de 11%. Chegou a US$ 176,52 (+30,7%) na máxima e fechou a US$ 160,95 (+19,2%).


… Com essa valorização, a companhia superou os US$ 2 trilhões em valor de mercado e transformou Elon Musk no primeiro trilionário do mundo.


SEM MEDO DE MÍSSIL – A euforia com o maior IPO da história ajudou Wall Street a superar o clima de incerteza que se instalou ao longo do dia em relação ao acordo entre Estados Unidos e Irã.


… Versões desencontradas dos dois lados da guerra sobre os termos do acordo ampliaram o clima de suspense para o fim de semana. Trump disse que a versão do documento divulgada pelo Irã na manhã de sexta-feira era fake news.


… Já o Irã aproveitou para colocar Israel na roda e cobrar o fim dos ataques contra o Hezbollah no sul do Líbano como parte dos termos firmados com os americanos.


… No fim das contas, investidores preferiram manter o otimismo, mesmo sem garantia de assinatura do acordo até domingo. Dow Jones fechou em alta de 0,70%, aos 51.202,26 pontos. O S&P 500 subiu 0,50%, aos 7.431,46 pontos. E o Nasdaq ganhou 0,31%, aos 25.888,84 pontos.


… No acumulado da semana, os índices tiveram ganhos de 0,66%, 0,65% e 0,70%, respectivamente.


… As ações de tecnologia tiveram uma sessão mista com Intel (+6,51%), Sandisk (+5,24%) e AMD (+4,73%) em alta, enquanto Super Micro Computer (-4,72%) e Apple (-1,52%) recuaram. Nvidia (-0,16%) e Microsoft (-0,10%) ficaram de lado.


… Já o setor financeiro teve dia positivo: Goldman Sachs (+2,6%), JP Morgan (+2,3%), American Express (+2,1%), Citi (+1,2%) e Visa (+1,0%).


QUEDA LIVRE – Depois de Trump enfatizar, na quinta-feira, que um memorando com o Irã seria assinado no fim de semana, o petróleo voltou a cair forte na sexta-feira, com o Irã sinalizando disposição em fechar o acordo.


… O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que o país estava na fase final das negociações internas, embora tenha evitado confirmar data e local para assinatura do documento.


… O Brent para agosto caiu 3,37%, a US$ 87,33 por barril na ICE, enquanto o WTI para julho recuou 2,83%, a US$ 84,88 por barril na Nymex. Na semana, os contratos acumularam baixas de 6,60% e 6,25%, respectivamente.


EM RECUPERAÇÃO – Após dois meses no vermelho, a bolsa brasileira conseguiu fechar sua primeira semana no azul, embora o desempenho na sexta-feira tenha sido negativo, por causa de Petrobras e da concorrência da SpaceX.


… Com o investidor global entusiasmado com IPO da empresa de Elon Musk, faltou interesse nos papéis brasileiros. O Ibovespa caiu 0,21%, aos 171.132,66 pontos, com giro de apenas R$ 23,5 bilhões. Mas, avançou 1,25% na semana.


… O tombo do petróleo dessa vez afetou Petrobras (PN -1,39%, a R$ 41,18; e ON -1,30%, a R$ 46,19), que acabou pesando no índice. Já Vale ignorou o minério de ferro (-0,33%) e subiu 0,47% (R$ 79,17).


… Entre os bancos, o dia foi de ganhos modestos: Bradesco PN (+0,68%, a R$ 17,80), BB (+0,26%, a R$ 19,46) e Itaú PN (+0,25%, a R$ 40,60). Também houve perdas: BTG unit (-0,18%, a R$ 50,39) e Santander unit (-0,15%, R$ 27,13).


… Braskem PNA (-6,67%, a R$ 9,10) foi a maior baixa do Ibovespa, seguida de Cogna (-4,49%, a R$ 2,34) e SLC Agrícola (-2,93%, a R$ 14,25). Na ponta positiva ficaram Vamos (+3,06%, a R$ 3,03), Embraer (+2,32%, a R$ 72,85) e Porto Seguro (+1,98%, a R$ 50,49).


… O BDR da SpaceX, listado na B3 sob o código SPCX34, disparou 18,15% na estreia, para R$ 54,74.


SENSAÇÃO DE ALÍVIO – O dólar voltou a cair diante do real (-0,79%, a R$ 5,0615) e acumulou baixa de 1,86% na semana, com a expectativa de fim da guerra levando ao desmonte das posições defensivas no câmbio.


… “Vimos um movimento de valorização de divisas emergentes, com algum otimismo do mercado na possibilidade de um acordo para encerrar o conflito no Oriente Médio”, disse Patrícia Krause, economista da Coface, ao Broadcast.


… Lá fora, o dólar ficou quase estável, com o mercado de olho em uma alta de juros pelo Fed ainda neste ano. O índice DXY caiu 0,09%, aos 99,770 pontos. O euro recuou 0,07%, a US$ 1,1569. E a libra perdeu 0,10%, a US$ 1,3408.


APOSTA NO CORTE – A chance de uma redução de 0,25 pp na Selic nesta semana voltou a crescer na curva de juros na sexta-feira, revertendo quadro observado no meio da semana passada, quando a manutenção da taxa era favorita.


… O IPCA de maio (+0,58%) um pouco acima do esperado (+0,55%) limitou os vencimentos curtos, que fecharam perto da estabilidade, enquanto as taxas médias e longas voltaram a cair, refletindo o otimismo no exterior.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 14,360% (de 14,331% no ajuste anterior); Jan/28 a 14,535% (14,556%); Jan/29 a 14,455% (14,559%); Jan/31 a 14,330% (14,462%); e Jan/33 a 14,290% (14,434%).


CIAS ABERTAS NO AFTER – FITCH rebaixa perspectiva para o setor bancário brasileiro de “neutra” para “em deterioração”. Agência cita o enfraquecimento da qualidade dos ativos e a incerteza política.


AXIA. Conselho aprovou o resgate de 576.923 ações PNC, equivalente a R$ 30 milhões ou 0,0951% do capital desta classe, ao valor de R$ 52,00 por ação. O pagamento será feito no dia 7 de julho.


… Os detentores de ações PNCs poderão manifestar até 29 de junho pela opção de converter os papéis em ações ON, na proporção de um para um. O resgate será automático para acionista que não se manifestar.


IOCHPE-MAXION vai emitir R$ 400 milhões em debêntures, com vencimento em quatro anos e remuneração de CDI + 1,6%.


C&A: Norges Bank reduz participação de 5,14% para 4,99% do capital.


C6 BANK afirmou que foi promovido pelo Banco Central da categoria S3 para a S2.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,5% US tech +0,6% US Semis +1,5% UEM +2,2% España +2,6% VIX 17,7% Bund 2,96%. T-Note 4,44%. Spread 2A-10A USA=+40pb B10A: ESP 3,39% PT 3,34% ITA 3,67% FRA 3,60% Euribor 12m 2,874% (fut.12m 2,919%) USD 1,161 JPY 185,9/€ 160,1/$. Ouro 4.309$. Brent 83,9$. WTI 81,1$. Bitcoin +3,9% (65.835$). Ether +3% (1.720$). 


:: SESSÃO. As ilusões ganham às preocupações: acordo EUA/Irão e petróleo a 83 $. Além disso, SpaceX +20%. Agora, 6 bancos centrais. Dos quais provavelmente apenas o Japão irá subir taxas de juros (+25 p.b. até 1,00%), enquanto o Brasil irá baixar (-25 p.b., até 14,25%) e os restantes, estimamos, repetirão, sendo os mais relevantes o Banco de Inglaterra (3,75%) e, principalmente, a Fed (3,50/3,75%; quarta-feira). Mas, embora não mova taxas de juros, a Fed será o mais importante, porque Kevin Warsh dirigirá pela primeira vez a reunião, e Trump quer mais descidas de taxas de juros. Pode ser que pressione mais a partir de agora, que a guerra no Irão parece resolvida. Mas baixar taxas de juros é difícil com a inflação a aumentar (+4,2% nos EUA)… embora, após o acordo de paz (ainda pendente de assinatura, portanto, cuidado), o petróleo se torne mais barato (83 $/b esta manhã) e os bancos centrais começarão a aceitar que os riscos sobre a inflação se reduzem e atuam de forma mais neutra ou até, no caso da Fed, contemplar a possibilidade de alguma descida. Warsh está preso entre as pressões de Trump e uma realidade que não lhe permite baixar taxas de juros, mas que irá melhorar a partir de agora. Por isso, estimamos que o desenvolvimento da reunião da Fed será uma espécie de “esperar e ver”, sem orientações claras e com uma atualização de estimativas macro semelhante à do BCE, na quinta-feira passada: um pouco menos de PIB e um pouco mais de inflação.


Além disso, temos resultados corporativos que não só são excelentes na publicação (empresas americanas 1T’26 +29,5% vs. +14,4% esperado e europeias +12,8% vs. +4,2%), mas que continuamente são revistas em alta as expetativas para 2026 (americanas +25,2% vs. +19,0% em abril e europeias +19,7% vs. +12,5% ídem). E, insistimos, “a médio e longo prazo, independentemente dos resultados empresariais” (exceto anomalias em outros fatores). Portanto, com esse apoio e essas notícias, tudo parece pró-mercado. 


:: CONCLUSÃO. Será uma semana intensa e com abundância de macro, mas com 3 referências importantes que decidirão tudo: a materialização do acordo EUA/Irão, a “digestão” da saída à bolsa de SpaceX (sobre a qual não emitimos opinião), a reunião da Fed na quarta-feira à noite. Tudo bom. Após subirem ca.+5%, esta madrugada, o Japão e a Coreia, parece razoável esperar para hoje ca.+1%/+2%, pelo menos, tanto nas bolsas europeias como em Wall St. Demonstra-se que valeu a pena comprar na debilidade, nos momentos mais incertos, como repetidamente recomendámos.


FIM

Call Matinal 1506

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