quinta-feira, 10 de abril de 2025

Fitch

 *Para pensar em upgrade do Brasil, precisamos ver um choque fiscal positivo, diz Fitch*


O diretor sênior da Fitch Ratings, Todd Martinez, disse hoje que a crescente dívida pública do Brasil representa uma restrição a elevações na nota de risco de crédito, ainda que não coloque por hora pressão para downgrades do País. Durante webinar da agência de classificação de risco sobre as economias da América Latina, Martinez mostrou que a dívida do Brasil projetada pela Fitch é a maior entre as grandes economias emergentes. Ao contrário da maioria dos vizinhos da região, para os quais a agência vê uma relativa estabilidade nos resultados das contas públicas, os déficits fiscais devem subir no Brasil em 2025, em razão, principalmente, dos juros mais altos. Em sua apresentação, Martinez ressaltou que o Brasil precisa de um “choque fiscal” para melhorar a nota de crédito. “Não acho que isso [dívida alta] signifique qualquer pressão significativa para baixo na classificação do Brasil por enquanto. Mas, de certa forma, limita o potencial de elevação”, comentou o diretor da Fitch, que é corresponsável pelos ratings soberanos na região. “Para pensar em upgrade, realmente precisamos ver um choque fiscal positivo, melhores números fiscais, assim como um plano que melhore a confiança de todos em torno da consolidação fiscal a médio prazo”, acrescentou.

JP Morgan 2

 🇧🇷 *J.P. Morgan aposta no Brasil | Onde investir?*


O J.P. Morgan recomenda que, com a diminuição da volatilidade, os investidores comecem a adicionar risco de forma gradual aos portfólios no Brasil, priorizando empresas ligadas à queda dos juros e ao ciclo eleitoral. O banco vê um cenário macroeconômico doméstico mais favorável em relação ao externo. Apesar de incertezas sobre a atividade econômica, há sinais de recuperação em diversas empresas. O interesse dos investidores está dividido:


▪ Locais: continuam focados em utilities, com interesse em Cyrela, Assaí e XP Inc.


▪ Estrangeiros: preferem o setor financeiro — ITUB4 e BPAC11 (— e buscam beta em B3 . Também começam a retomar posição em Localiza


No setor de proteínas, JBS segue bem avaliada, enquanto BRF é vista como uma oportunidade de valorização com a expansão das exportações.


A Rumo aparece como alternativa para exposição ao agronegócio, mas ainda enfrenta receio por seu alto capex. Já na área de commodities, o banco destaca a Suzano , apoiada por estímulos esperados na China, um ciclo de celulose mais favorável e sua capacidade de proteger contra a volatilidade cambial.

Michael Spence

 🇺🇸 *Michael Spence: ‘Tempestade Trump’ terá maior impacto nos EUA*


Independentemente do que se pense do diagnóstico e do tratamento prescrito pelo governo, seu objetivo é claro: mudar a estrutura do comércio global, disse o Nobel de economia


O segundo governo de Donald Trump, coincide com um período de rápidas mudanças estruturais e tecnológicas, impulsionadas por três tendências principais: choques da pandemia, novas guerras, alterações climáticas e tensões geopolíticas; tendências seculares que inibem o crescimento e criam novas pressões inflacionistas; e avanços científicos e tecnológicos que transformam diversos setores.


As respostas a essas tendências mudaram radicalmente o ambiente empresarial e político mundial, com a resiliência e a segurança nacional se tornando prioridades máximas. As redes de abastecimento estão evoluindo rapidamente, e a inflação se tornou uma questão importante pela primeira vez em três décadas.


O governo pode estar seguindo uma estratégia mais ampla para diluir e enfraquecer a oposição potencial, argumentando que os déficits comerciais bilaterais são sinais de que algo está errado. Entre os principais parceiros comerciais dos EUA com os maiores excedentes bilaterais estão a China, União Europeia, México, Vietnã, Japão e Canadá4.


As tarifas de 2 de abril vão além de visar parceiros comerciais com grandes déficits, aplicando uma taxa de 10% a todos os países, incluindo aqueles com excedente comercial. A reação dos mercados financeiros foi imediata, com o S&P 500 caindo US$ 5 bilhões nos dois dias de negociação após o Dia da Libertação.


Os impactos são maiores nos EUA e nos parceiros comerciais com maior exposição à procura americana. Consumidores e empresas norte-americanas enfrentarão direitos aduaneiros de entrada sobre tudo o que vem de outros países.


Embora os danos sejam generalizados, é provável que o maior impacto se faça sentir na economia dos EUA devido ao seu crescente isolamento do resto da economia global. O objetivo do governo é mudar a estrutura do comércio global e do investimento direto estrangeiro a favor do investimento interno e do emprego nos EUA.


A China pode suportar choques tarifários e verá o desinvestimento do governo Trump em pesquisa básica como uma vantagem inesperada. A tecnologia é uma variável importante, com a adoção da IA na economia podendo ter efeitos tão grandes ou maiores do que os associados aos novos padrões globais de comércio e investimento.


Se o governo Trump tem uma estratégia para administrar este desafio, ainda não revelou qual é.


*Texto com IA*


Matéria completa: https://www.infomoney.com.br/colunistas/convidados/para-ganhador-do-nobel-maior-impacto-da-tempestade-trump-sera-na-economia-dos-eua/

JP Morgan

 🇧🇷 *J.P. Morgan aposta no Brasil: rotação global e fatores locais impulsionam otimismo*


Diante da volatilidade recente dos mercados, o J.P. Morgan avalia que ainda é difícil determinar um posicionamento claro. No entanto, a instituição acredita que, à medida que os mercados comecem a se estabilizar, a principal razão que motivou a revisão positiva do Brasil — a rotação global de ativos — deve permanecer relevante, com um impulso adicional vindo de fatores locais.


Na visão do banco, quando o cenário global estiver mais claro, os investidores tendem a adicionar risco gradualmente aos seus portfólios no Brasil, buscando ativos que possam se beneficiar da queda dos juros e do aquecimento do debate eleitoral. A atenção se volta, portanto, para os ativos domésticos, em um ambiente macroeconômico que se mostra mais favorável internamente do que no exterior.


O J.P. Morgan também destaca um ponto interessante: apesar das discussões sobre desaceleração econômica, agentes locais relatam que muitas empresas sinalizam uma recuperação sólida após um período mais fraco em novembro e dezembro. No momento, observa-se uma diferença de preferência entre os investidores: enquanto os locais concentram suas posições em utilities, os estrangeiros têm favorecido o setor financeiro.

Josue Leonel

 *Futuros NY voltam a cair após Trump recuar; China: Mercado Hoje*


Por Josue Leonel

(Bloomberg) -- Futuros das ações em Nova York retomam a

queda um dia após a disparada das bolsas com o recuo parcial do

presidente Trump, que adiou por 90 dias as tarifas de países que

não retaliaram os EUA, embora tenha elevado a taxação sobre a

China. Bolsas europeias e metais sobem, mas petróleo volta a

cair, em meio à persistência da incerteza com a economia global.

Moedas pares do real recuam. Reunião na China deve discutir

estímulos. Agenda nos EUA traz CPI, seguro-desemprego, falas de

dirigentes do Fed e leilão do Tesouro.

No Brasil, Lula volta a dizer que haverá reciprocidade em

relação às medidas de Trump. Tesouro oferta prefixados, em meio

à volatilidade dos juros futuros e do câmbio, e IBGE divulga

indicador de serviços. Diretor do BC tem reuniões periódicas com

dealers do mercado. 

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*T

Às 7:31, este era o desempenho dos principais índices:

S&P 500 Futuro -1,4%

STOXX 600 +5,6%

FTSE 100 +4,5%

Nikkei 225 +9,1%

Shanghai SE Comp. +1,2%

MSCI EM +4%

Dollar Index -0,8%

Yield 10 anos -4,3bps a 4,2889%

Petróleo WTI -2,3% a US$ 60,9 barril

Futuro do minério em Singapura +2,7% a US$ 97,3

Bitcoin -1,7% a US$ 81761,88

*T

 

 

Internacional

Futuros de NY caem; bolsas europeias disparam com recuo de

Trump

* Futuros de ações dos EUA recuam e indicam que pode estar se

dissipando a euforia de quarta-feira, quando as bolsas

americanas dispararam com o adiamento de parte das tarifas de

Donald Trump

** Stoxx 600 europeu avançou 7% na abertura, o maior ganho

intradiário desde 2020, e ações asiáticas subiram em ajuste à

forte recuperação de Wall Street na véspera

* Rendimento dos treasuries cai e índice dólar estende a queda,

mas moedas emergentes pares do real, como rand e peso mexicano,

têm desempenho negativo

* Mudança de rumo de Trump ocorreu quando a escala da liquidação

dos títulos do Tesouro e o crescente estresse financeiro

abalaram os investidores, o que levou Jamie Dimon, presidente do

JPMorgan, a alertar sobre risco de recessão


“Achamos que Trump piscou e a probabilidade de um cenário

de ‘danos contidos’ está aumentando”, disse Homin Lee,

estrategista macro sênior da Lombard Odier em Singapura

* EUA divulgam às 9:30 CPI e pedidos de seguro-desemprego;

dirigentes do Fed Lorie Logan, Jeff Schmid, Austan Goolsbee e

Patrick Harker falam durante o dia; Tesouro americano oferta

títulos

* Embora o presidente tenha anunciado uma pausa no aumento de

tarifas sobre dezenas de parceiros comerciais, ele aumentou

ainda mais as taxações sobre a China para 125% após Pequim impor

medidas retaliatórias

* “O gênio ainda não saiu da lâmpada em termos de

imprevisibilidade política”, escreveram estrategistas do

Deutsche Bank, observando que o atual aumento de 10% na tarifa

universal ainda é o maior em décadas

* Líderes chineses devem se reunir nesta quinta-feira para

discutir medidas econômicas adicionais, em meio às expectativas

de estímulos

** Um jornal estatal chinês sugeriu que é hora de afrouxar a

política monetária para compensar o impacto das taxações

americanas

* Goldman Sachs cortou previsões de crescimento para a China

deste ano e 2026

* Cobre, minério de ferro e commodities agrícolas avançam com

recuo de Trump, mas petróleo retoma queda, depois de acompanhar

salto das bolsas ontem


Para acompanhar

Tesouro e serviços após reviravolta no mercado; David com

dealers

* Tesouro deve anunciar por volta das 10:30 volume da oferta

prefixados; na semana passada, ofereceu 21,5 mi LTN, 3 mi NTN-F

* Volume de serviços de fevereiro, que IBGE divulga às 9:00,

deve se manter estável na comparação mensal, após queda de 0,2%

em janeiro, segundo economistas

* Diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, tem

reunião com dealers de câmbio, às 10:00, e de Mercado Aberto,

às 14:30

* Galípolo tem reuniões fechadas com embaixador dos Emirados

Árabes Unidos, executivos do DZ Bank, presidente da CNI e

representantes da Abranet

* Conab divulga levantamento da safra de grãos

* BC oferta 20.000 contratos de swap para rolagem


Outros destaques

Lula diz que haverá reciprocidade com EUA

* “Nossa medida é tudo que fizer conosco haverá reciprocidade,

ou vamos para a OMC brigar”, disse presidente Lula ontem

** Estamos preocupados com decisões unilaterais do presidente

dos EUA

** Trump parece ter briga pessoal com a China

** Corremos risco de uma nova divisão global entre duas

potências, afirmou Lula

* Gleisi adota estilo Centrão e agrada Congresso: Estado

* Motta quer Lula e STF em acordo para reduzir penas do 8 de

janeiro: Estado

* Haddad participa às 9:00 de reunião do Conselho de

Administração da Itaipu


Empresas

Vale, Sabesp, Zamp, Agrogalaxy, Warren

* Vale acerta venda de US$ 346 mi em níquel para Mitsui

* Bofa eleva ADR da Vale de neutra para compra

* Sabesp deve receber R$ 1,48 bi em acordo de precatórios

* Zamp encerrará negociação de ADRs

* Agrogalaxy: Credores aprovam plano de recuperação judicial

* Cury: Lançamentos 1T R$ 2,78 bi

* JBS iniciada como compra por William O’Neil

* Hypera rebaixada para BB por S&P

* Warren Investimentos demite cerca de 40 pessoas

* Veja mais informações na Agenda do Dia

* Veja aqui como fechou o Mercado



Para entrar em contato com o repórter:

Josue Leonel em Sao Paulo, jleonel@bloomberg.net

Para entrar em contato com os editores responsáveis:

Daniela Milanese, dmilanese@bloomberg.net

Patricia Xavier

BDM Matinal Riscala 1004

 *Rosa Riscala: Recuo forçado*


…. Foram cinco pregões de quedas históricas nos mercados em NY – e em todo o mundo – antes que Trump jogasse a toalha para não ir a nocaute em sua luta obsessiva pelas tarifas. Nesta 4ªF, após mais uma retaliação da China, que revidou os 104%, elevando sua taxa aos produtos americanos para 84%, veio finalmente a trégua na guerra comercial. Ao mesmo tempo em que voltou a aumentar as tarifas para os chineses, agora em 125%, Trump derrubou as tarifas recíprocas aos demais países para 10%, por um período de 90 dias, causando euforia nos investidores globais. No fim da tarde, em entrevista no Salão Oval, mandou vários recados de conciliação a Xi Jinping, dizendo que espera dele um telefonema e que tem “certeza de que chegarão a um acordo muito bom para os dois países.


… Derramando-se em elogios, Trump disse que Xi é “uma das pessoas mais inteligentes do mundo”, que tem com ele “excelente relação”, que “não o culpa” pelo déficit dos EUA, e sim aos seus antecessores na Casa Branca, e que o acordo do TikTok “ainda está na mesa”.


… Mas não vai ser tão fácil dobrar Xi, que nesta 4ªF anunciou que China e UE discutirão cooperação no setor automotivo, em especial, de veículos elétricos. O anúncio foi feito pelo Ministério do Comércio chinês. Resta saber se ainda será confirmado pelos europeus.


… O resumo da ópera: Trump acreditou que conseguiria implementar ao seu modo sua política tarifária, não conseguiu e teve que recuar, pressionado por uma crise que o deixou isolado e começava a ameaçar o próprio império americano sob sua liderança.


… No X, Mohamed El-Erian (Allianz) escreveu que foi o mercado de títulos do Tesouro dos Estados Unidos que convenceu Trump a recuar no tarifaço, e “quão perto ele chegou da linha que separa a volatilidade selvagem dos preços do mau funcionamento”.


… Os Treasuries estavam sob pressão desde o Liberation Day e economistas vinham alertando para a falta de liquidez do mercado, o que parecia sinalizar falta de confiança no governo dos EUA e nos ativos que são considerados os mais seguros do mundo.


… Especulações de que a China estaria vendendo seus títulos americanos, em retaliação às tarifas de Trump, aumentavam a tensão.


… É verdade que as incertezas ainda devem permanecer, mas têm uma chance de se acomodarem à medida que os EUA negociem agora acordos mais razoáveis e que a China volte ao cenário econômico mundial. A pausa de 90 dias dirá o que vem pela frente.


… Entre as primeiras reações, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, elogiou a decisão de Trump de pausar as tarifas e disse que iniciará, imediatamente, negociações sobre uma nova relação econômica e de segurança com os Estados Unidos.


… “A pausa nas tarifas recíprocas anunciada pelo presidente Trump é um alívio bem-vindo para a economia global”, disse ele, que havia anunciado uma taxa de 25% para todos os carros americanos que entrassem no Canadá.


… O membro do Conselho do BCE Francois Villeroy de Galhau disse que a trégua é “o início de um retorno à razão econômica e um pouco de realismo, após um período de grande imprevisibilidade que joga contra a confiança nos EUA”.


… Já o presidente do Fed/Minneapolis, Neel Kashkari, primeiro Fed boy a falar após a decisão de Trump de suspender as tarifas, disse que, “se a pausa continuar, o impacto sobre a inflação será reduzido”. No entanto, alertou que a barra para cortes de juro continua alta.


… Hoje, mais quatro dirigentes do Fed têm falas públicas que serão acompanhadas com atenção pelo mercado: Lorie Logan/Dallas (10h30), Jeffrey Schmid/Kansas (11h), Michelle Bowman no Senado (11h), Austan Goolsbee/NY (13h) e Patrick Harker/Filadélfia (13h30).   


… As novas medidas, ou o recuo forçado, desencadearam um movimento de forte procura por ativos de risco nos mercados que estavam abertos, reproduzido na abertura dos pregões asiáticos e da Europa. A trégua reduziu os temores de recessão global (abaixo).


ALÍVIO E PÉ ATRÁS – Em NY, o Goldman Sachs disse que não vê mais os EUA em recessão como o seu cenário base. Para o Santander, a pausa torna o cenário para empresas e consumidores americanos “apenas dramático”. Antes era “calamitoso”.


… Analistas do ING estão mais céticos. Acreditam que, entre anúncios e pausas, Trump deve reintroduzir as tarifas recíprocas em breve. O banco holandês diz que “seria uma surpresa se o anúncio desta 4ªF fosse realmente o retorno do bom senso”.


… A incógnita ainda continua sendo a China, que ficou de fora da trégua de Washington.


… Para a Wedbush, especializada em tecnologia, “danos reais já foram causados à economia, mas a China continua o principal obstáculo a ser resolvido, e isso afetará significativamente a indústria de tecnologia e os consumidores americanos no dia a dia”.


… A Capital Economics destacou que, se os últimos aumentos nas tarifas à China (125%) não forem revertidos, podem reduzir à metade as exportações do país para os EUA, com corte entre 1% e 1,5% do seu PIB. O que seria muito negativo para os emergentes (e o Brasil).


… Já para a consultoria Pantheon, a tarifa de 125% dos Estados Unidos sobre a China “é tão gigantesca e desalinhada com a taxa de 10% aplicada a outros países que o comércio bilateral parece destinado a cair vertiginosamente”.


CPI – De volta à rotina dos indicadores, NY acompanha hoje a inflação ao consumidor nos EUA (CPI), que deve subir 0,10% em março, ante 0,20% em fevereiro, e desacelerar a alta em 12 meses para 2,6% (de 2,8% de fevereiro). O dado será divulgado às 9h30.


… Já o núcleo do CPI, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, deve subir 0,27% no mês, na mediana de 25 projeções coletadas pela Broadcast. A projeção para a taxa anualizada é de 3%, ante avanço de 3,1% na base anual de fevereiro.


… Analistas acreditam que algum efeito das tarifas (ou da expectativa) já deve aparecer no núcleo de preços de bens não relacionados a transporte. Os preços da gasolina e das commodities energéticas devem recuar, com a queda recente do petróleo.


… No mesmo horário, saem os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA, que devem subir em 223 mil (219 mil na semana passada).


CHINA HOJE – Divulgados nesta 3ªF os dados de inflação em março: CPI recuou 0,1% na base anual, em linha com as estimativas, e o PPI caiu 2,5% na comparação com março de 2024, mais que a previsão (-2,3%).


… Em nota divulgada pelo ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, a China prometeu hoje acelerar as negociações com a UE sobre várias questões, enquanto busca laços com parceiros comerciais diante da escalada das tensões com os EUA.


… Na véspera, 3ªF (8), Wentao fez uma videoconferência com o Comissário Europeu para Comércio, Maros Sefcovic, quando concordaram em conduzir negociações sobre preços de veículos elétricos e cooperação em investimentos na indústria automotiva.


… O governo chinês informa que o diálogo ocorreu em paralelo à conversa do premiê Li Qiang com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que levou a preocupação de excesso de oferta de produtos chineses baratos para o bloco europeu.


SERVIÇOS – Após três quedas consecutivas, o volume de serviços prestados (9h) deve registrar estabilidade em fevereiro. A perspectiva de recuo ou estabilidade no período é o cenário base da maioria das casas (12 de 22) consultadas pelo Projeções Broadcast.


HADDAD – Ministro participa nesta 5ªF (9h) da Reunião Extraordinária do Conselho de Administração de Itaipu. Por videoconferência.


LULA – Bem no dia da trégua, o presidente resolveu endurecer a mensagem contra as tarifas de Trump, dizendo aos jornalistas que cobrem sua visita a Honduras que “ou nós vamos para a OMC brigar, onde é o direito da gente brigar, ou a gente vai dar reciprocidade”.


… Segundo Lula, “é o mínimo que se espera de um país, que tenha dignidade e soberania”. Explicou, porém, que antes o Brasil vai “utilizar todas as palavras de negociação que o dicionário permitir”. Mas criticou Trump: “Cada dia ele fala uma coisa.”


… Com a decisão de Trump de adotar tarifa mínima de 10% a todos os países (à exceção da China), o Brasil perde a vantagem comparativa que teria para ganhar novos mercados na exportação de commodities agrícolas.


#FAIL – O passo atrás do presidente Trump gerou uma euforia poucas vezes vista na história dos mercados. A alta do S&P 500 foi a terceira maior do período pós-Segunda Guerra nos Estados Unidos, como anotou a CNBC.


… Em forte queda desde o início da 4ªF, os mercados em Wall Street reagiram de forma imediata à anunciada pausa de 90 dias nas tarifas, com o S&P 500 disparando 9,52% (5.456,90 pontos), enquanto o Nasdaq saltou 12,16% (17.124,97 pontos).


… Foi o melhor dia do S&P 500 desde 2008, um rali que adicionou US$ 4,3 trilhões ao valor de mercado do índice, segundo o Financial Times. E foi o maior ganho do Nasdaq desde 2001. O Dow Jones subiu 7,87% (40.608,45 pontos).


… O chamado Dia da Libertação de Trump durou apenas uma semana. Exatos sete dias após o anúncio das tarifas recíprocas, o presidente americano voltou atrás e deu uma pausa de 90 dias na cobrança das alíquotas dos países que não retaliaram os EUA.


… Nos últimos dias, o presidente americano enfrentou fogo amigo de apoiadores de primeira hora como o megainvestidor Bill Ackman e Elon Musk, que criticaram duramente a política tarifária desenhada pelo conselheiro Peter Navarro.


… Quanto à China, além de ter ficado de fora da pausa, Trump aumentou as taxas sobre seus produtos para 125%, o que ainda prejudica empresas como a Apple e a Tesla, que têm fortes relações com o mercado e a cadeia de suprimentos chinesa.


… A despeito disso, as ações das big techs dispararam, puxadas pela Tesla (+22,69%), Nvidia (+18,72%), Apple (+15,19%), Meta (+15,76%), Amazon (+11,98%), Microsoft (+10,13%) e Alphabet (+9,68%).


… Apesar de Trump ter mudado de ideia temporariamente quanto às tarifas, analistas dizem que as incertezas vão persistir, ainda mais porque não se sabe como vai se desenrolar a relação entre os Estados Unidos e a China.


… O espectro da perda de confiança em ativos americanos ainda ronda o mercado, o que pode ser visto na alta dos juros dos Treasuries, que se manteve mesmo com o alívio nos ativos de risco, com investidores vendendo títulos americanos em busca de liquidez.


… Outros mercados considerados refúgios seguros alternativos aos EUA ganharam força, como os títulos da Alemanha.


… O juro do T-bond de 30 anos chegou a marcar 5%, enquanto o da note de 10 anos subiu a 4,5% nos picos de estresse. Ontem, o yield de 10 anos avançou a 4,333% (de 4,301%) e de 30 anos, a 4,8913% (de 4,774%). O juro da note de 2 anos subiu a 3,891% (de 3,729%).


… Na ata do Fed divulgada ontem, uma fotografia do cenário de 20 dias atrás, os dirigentes mostraram preocupação com o impacto das tarifas. Eles mencionaram a política comercial de Trump 18 vezes no documento, contra uma vez na ata de janeiro.


… Vários dos dirigentes do Fed observaram que os aumentos de tarifas anunciados ou planejados até ali eram maiores e mais abrangentes do que o esperado. E muita coisa aconteceu desde então, incluindo o tal Dia da Libertação.


… No câmbio, o índice dólar DXY ficou estável (-0,05%), a 102,900 pontos, depois de muita volatilidade. Primeiro, a moeda caiu forte com investidores saindo de ativos americanos. Depois da pausa de Trump, houve uma corrida para o dólar.


… O iene caiu 0,75%, a 147,411/US$; o franco suíço cedeu 1,17%, a 0,8583 franco por dólar; o euro ficou praticamente estável (-0,07%), a US$ 1,0948; e a libra subiu 0,33%, a US$ 1,2813. Aqui, o dólar chegou a R$ 6,09 na máxima do dia.


… Desabou 2,87% com a pausa das tarifas, para R$, 5,8473 no fechamento.


… Em abril, a moeda americana ainda ganha 2,49% contra o real, o que dá a medida da cautela que ainda existe quanto a ativos de risco. O Banco Central informou ontem que o Brasil registrou em março uma saída líquida de US$ 8,3 bilhões.


… O valor superou a sangria do período da pandemia e marcou o pior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1982.


… O fluxo cambial negativo foi puxado pela fuga de US$ 12,8 bilhões pela via financeira. Pelo canal comercial, foram registradas entradas de US$ 4,5 bilhões. No ano, o saldo é negativo em US$ 15,8 bilhões.


… Na B3, os juros subiram, mas como os Treasuries, ficaram longe das máximas quando o nervosismo baixou. As vendas do varejo (+0,5%) mais fracas que o esperado (+0,8%) em fevereiro ficaram em segundo plano. Trump era a manchete do dia, mais uma vez.


… No fechamento, o juro do contrato de DI para Jan/26 subia a 14,805% (de 14,765%); o Jan/27 avançava a 14,475% (14,390%); Jan29, a 14,350% (de 14,325%); Jan/31, a 14,600% (de 14,590%); e Jan/33, a 14,700% (de 14,710%).


… Acompanhando NY, o Ibovespa subiu 3,12%, aos 127.795,93 pontos, e de novo com um giro fora do comum, de R$ 40,6 bilhões.


… Todas as ações do índice subiram. Os chamados papéis cíclicos foram os mais beneficiados, como o Grupo Pão de Açúcar, que subiu 18,89% (R$ 3,65). Cogna avançou 11,94% (R$ 2,25) e Magazine Luiza, +11,28% (R$ 9,77).


… Blue chips de commodities se recuperaram de parte do tombo da véspera. Petrobras seguiu a recuperação do petróleo, com o Brent para junho a US$ 65,48 (+4,23%). Petrobras ON, +3,13% (R$ 35,57) e PN, +4,06% (R$ 33,30).


… Vale subiu 5,39%, a R$ 51,85, apesar de o minério ter recuado 3,48% em Dalian.


… Bradesco PN, com +3,74%, a R$ 12,47, puxou as altas entre os principais bancos. Bradesco ON subiu 3,26% (R$ 11,10), Santander valorizou 2,49% (R$ 26,75), Itaú ganhou 1,83% (R$ 31,78) e Banco do Brasil teve elevação de 0,43% (R$ 27,75).


EM TEMPO… SABESP informou que a Câmara de Conciliação de Precatórios da Procuradoria Geral do Município de São Paulo aprovou as duas últimas propostas de acordos para liquidação dos créditos de precatórios, que totalizam R$ 2,48 bilhões.


AZUL. Foram subscritas 1.200.000.063 de novas ações ordinárias e 152.924 novas preferenciais, totalizando R$ 72.688.161,78, no âmbito do seu aumento de capital, aprovado em fevereiro, ao preço de R$ 0,06 (ON) e de R$ 4,50 (PN) por nova ação…


… O início da negociação das novas ações na B3 se dará a partir de hoje 10.


ELETROBRAS esclareceu ontem que dois dos candidatos recomendados pela administração para eleição ao Conselho de Administração pela AGO, no próximo dia 29, Carlos Marcio Ferreira e Pedro Batista de Lima Filho, foram igualmente indicados por acionistas da companhia.


CCR informou que o tráfego total de veículos nas concessões rodoviárias que administra subiu 2,1% em março de 2025 ante o mesmo mês de 2024. No acumulado do ano, houve alta de 1%…


… Nas concessões de mobilidade urbana, houve queda de 0,8% no movimento de março ante igual mês em 2024, com destaque para VLT Carioca (+27,7%) e ViaQuatro (+1,8%). Nos aeroportos, o fluxo foi 4,9% maior na base de comparação anual.


CURY ampliou lançamentos e vendas, refletindo as condições favoráveis para os negócios dentro do programa Minha Casa Minha Vida. A companhia lançou 14 empreendimentos no 1Tri25: 9 em São Paulo e 5 no Rio de Janeiro, totalizando 9,1 mil apartamentos…


… Juntos, representam um valor geral de vendas (VGV) de R$ 2,666 bilhões, aumento de 77,8% sobre o mesmo intervalo de 2024.


ZAMP. Conselho de administração aprovou o encerramento do programa de American Depositary Receipts (ADRs) da companhia. A data efetiva do encerramento do Contrato de Depósito será 12 de maio de 2025.

Dan Kawa

 *Dan Kawa: Trump Piscou*


A quarta-feira foi de forte recuperação do mercado, após Trump pausar parte relevante das tarifas anunciadas na semana passada.


Comentei, há poucos dias, que este seria um vetor importante de estabilização ou reversão da dinâmica do mercado: x.com/DanKawa2/statu….


O roteiro dos ciclos econômicos que comentei no final de semana continua sendo respeitado: x.com/DanKawa2/statu….


Nos últimos dias, vimos uma melhora no balanceamento técnico e de valuation do mercado (comentei aqui: x.com/DanKawa2/statu…) que, adicionados a pausa nas tarifas, levou a uma das altas mais relevantes em um dia já vista nos mercados americanos.


Os EUA pausaram a tarifas por 90 dias para todos os países, menos para a China. Agora, contudo, parece haver um caminho desenhando para a solução deste embate.


Além disso, fica claro que o governo americano é sim sensível a movimentos de mercado e que existe uma pressão do empresariado que apoiou Trump contra medidas vistas como excessivamente agressivas e deletérias a economia.


Ainda me parece cedo para acreditar que o cenário tenha "limpado" completamente. Ainda estamos no meio de um período que será marcado por alta volatilidade e incerteza. A parcimônia e disciplina das alocações precisa ser mantida.


Algum estrago ao crescimento, na forma de aperto das condições financeiras e incerteza de sentimento, parece já ter sido feito. Assim, deveremos ver impactos negativos ao crescimento nos próximos meses, que podem ser vistos como baixistas para o mercado de juros.


Movimentos de queda de mercado são normais ao longos dos ciclos econômicos, assim como as recuperações de mercado. Abaixo, temos alguns exemplos de casos como o que estamos vivenciando nos últimos dias.


A história do "Basis Trade" continua no radar dos investidores, mas ainda sem contágio ou um acidente relevante. O tamanho das alavancagens, contudo, precisa ser monitorada.


No mercado de crédito privado americano, o "delta" de piora foi acentuado, mas o patamar ainda é historicamente baixo. Quanto mais tempo durar a incerteza, maior será o aperto das condições financeiras e mais esse spread poderá abrir.


No mercado de ações, como escrevi ontem, já foram perdidos cerca de $10B de capitalização. Isso gera um efeito riqueza negativo, que aperta as condições financeiras e acarreta em pressão baixista ao crescimento e a inflação.


No Brasil, as vendas no varejo ficaram praticamente dentro das expectativas, mostrando um cenário ainda saudável de crescimento, e sem uma rodada adicional de deterioração do crescimento.


https://x.com/DanKawa2/status/1910246585457373549

Não existe almoço grátis

 O mundo está em choque, porque o dono da festa e os garçons resolveram não mais servir de graça. 

Por décadas, a América comprou de todos, sustentou déficits monstruosos, enquanto os demais países surfavam a onda da exportação fácil e da vantagem injusta. 

Aliás, a ditadura comunista chinesa e sua projeção econômica é resultado da ação americana.

Agora que Trump propõe reciprocidade nas tarifas — uma medida que visa reindustrializar os Estados Unidos e devolver empregos — o capital especulativo grita, as bolsas derretem e os parasitas geoeconômicos se desesperam. 

Mas no fundo, o pânico não é pelo “caos econômico”. É pelo fim da mamata.


A melhor forma de explicar isso? Uma caricatura:


“Imagine uma festa luxuosa num grande salão. Os convidados? Os países do mundo. O dono da festa, com seus garçons ? Claro, os Estados Unidos. 

Durante décadas, esses garçons serviram champanhe, caviar e quitutes importados, tudo fiado ou até de graça. 

Os convidados brindavam, dançavam, aplaudiam a generosidade americana — e ainda reclamavam da temperatura do vinho.


Até que, um dia, o dono da festa cansou e orientou os garçons a cobrar o preço justo. Trocou o fraque por uma jaqueta jeans, pegou o microfone da banda e disse: ‘A partir de agora, cada um paga o que consome — e se quiser vender aqui, vai ter que comprar também.’


O salão silenciou. Os especuladores derrubaram as taças, os burocratas cuspiram o “foie gras”. 

A orquestra do mercado financeiro desafinou. 

O dono da festa e seus garçons viraram “os vilões”. Mas no fundo, todos sabiam: a festa estava cara demais — só que ninguém queria ser o primeiro a ir embora.”


A justiça, quando chega, costuma incomodar quem sempre viveu da vantagem e às custas dos outros. Mas talvez tenha chegado a hora do mundo aprender a pagar a própria conta.

E olha que Trump foi tão honesto que desde a campanha dizia que essa farra às custas dos EUA 🇺🇸 iria acabar.

Mas o surreal e até soa como um deboche é ver esquerdopatas alardeando que vão retaliar, ou seja, parece a estória do mendigo que reclama porque o doador diminuiu a oferta (dinheiro), porque a família aumentou e as despesas também, e ainda diz: “você vai fazer economia com meu dinheiro? (Diz o mendigo)”

O mundo está vivendo esse tipo de cinismo. (Autor desconhecido)

Bankinter Portugal Matinal 1004

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: Nem 24 horas passaram desde a entrada em vigor dos impostos alfandegários mais restritivos (China, UE…) para que Trump voltasse a recuar, pelo menos parcialmente. Anunciou uma pausa de 90 dias aos impostos alfandegários recíprocos, exceto no caso de China (que os aumenta até 125%), do mínimo global de 10% e sobre aço, alumínio e automóveis anunciados anteriormente. Isto levou a uma forte reação em alta na bolsa americana (+10% S&P 500, +12% Nasdaq 100, +19% SOX), que a Europa não recebeu, visto que o anúncio aconteceu com o mercado fechado. Tampouco teve muito impacto na renda fixa, com o T-Note a continuar a sua escalada na yield (4,32% +3 p.b.), nem no dólar nem no ouro, voltando a superar os 3000 $.


Após esta notícia, poderíamos pensar, erradamente, que as tensões alfandegárias alcançaram o fundo. Contudo, não parece esse o cenário, já que a maior parte destes impostos não estão incluídos na pausa de 90 dias, não é descartável que a China volte a atacar com mais impostos alfandegários como resposta. Agora resta ver como evoluem as negociações entre os países. Além disso, tanto a confiança como a economia global ficaram abaladas a curto prazo e isto começará a ser notável nas guias das empresas nos resultados 1T 2025 (como aconteceu ontem com Delta). Amanhã será a vez dos primeiros bancos: Wells Fargo, JP Morgan e Morgan Stanley.


E depois está o impacto atrasado em preços. Hoje teremos um IPC americano que irá moderar-se (+2,5% esp. desde +2,8% ant. geral e +3,0% esp. desde +3,1% ant. subjacente), mas não receberá os primeiros efeitos da política alfandegária de Trump. Portanto, a atenção focar-se-á mais nos indicadores adiantados de confiança e nas componentes de preços, como é o caso da Confiança do Consumidor da Universidade de Michigan de amanhã. 


CONCLUSÃO: Hoje, a Europa deverá receber na bolsa a notícia da pausa alfandegária. E se o previsto for cumprido na inflação, poderemos ver alguma pausa nos EUA. Contudo, a confiança está abalada, a visibilidade sobre o desenvolvimento alfandegário é limitada e os riscos geoestratégicos elevados. Portanto, mantém-se a pressão sobre as obrigações americanas a longo prazo e, após uma pausa temporária, sobre as bolsas. Os guidance da temporada de resultados irão clarificar mais sobre a confiança investidora a curto prazo.


S&P500 +9,5% Nq-100 +12,0% SOX +18,7% ES-50 -3,2% IBEX -2,2% VIX 33,6 Bund 2,69% T-Note 4,32% Spread 2A-10A USA=+43pb B10A: ESP 3,37% PT 3,25% FRA 3,41% ITA 3,86% Euribor 12m 2,16% (fut. 2,05%) USD 1,097 JPY 161,2 Ouro 3.122$ Brent 65,1$ WTI 62,0$ Bitcoin -1,5% (81.933$) Ether -3,8% (1.673$).


FIM

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: O ano eleitoral que começou mais cedo* Lá fora, Trump promete anunciar sucessor de Powell este mês … A agenda doméstica é ir...