quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Ninguém aguenta mais

 🇧🇷 *‘O Brasil não aguenta mais o Lula’, afirma Tarcísio - Estadão.* 


O governador de São Paulo criticou Lula da Silva, durante fórum promovido pelo BTG Pactual. Para Tarcísio, a “crise moral” é pior do que a “crise fiscal” enfrentada pelo País. O governador disse ainda que, para o Brasil melhorar, “é só trocar o piloto, porque o carro é bom pra caramba”.


_“Nós estamos há 40 anos discutindo a mesma pessoa. O Brasil não aguenta mais excesso de gasto. O Brasil não aguenta mais aumento de imposto. O Brasil não aguenta mais corrupção. O Brasil não aguenta mais o PT. O Brasil não aguenta mais o Lula”_


_“Nós não precisamos mais da mentalidade atrasada, da mentalidade de 20 anos atrás”_.


- https://tinyurl.com/2czhtjcs

Bco Master

 *Coluna do Estadão: Justiça do DF volta a barrar compra do Master pelo BRB*


Por Eduardo Barretto, do Estadão


Brasília, 13/08/2025 - O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) voltou a barrar nesta quarta-feira, 13, a assinatura do contrato definitivo de compra pelo Banco de Brasília (BRB), órgão estatal, do Banco Master, negócio estimado em R$ 2 bilhões. A Justiça cobrou autorização da Câmara Legislativa do DF e da Assembleia de Acionistas do BRB, em linha com o processo movido pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).


A 7ª Turma Cível do TJDFT restabeleceu uma ordem judicial de maio que havia vetado a negociação, a pedido do Ministério Público. Nesse período, o BRB havia derrubado a decisão. Agora, o banco foi derrotado.


O MPDFT apresentou o processo em abril, como mostrou a Coluna do Estadão. Os procuradores afirmaram que o processo de compra não poderia continuar sem o aval legislativo e dos acionistas do banco estatal. Segundo o MP, a Diretoria e o Conselho de Administração do BRB “incorreram em ilegalidade ostensiva”. O MP afirmou que o banco violou trechos da Constituição, Lei Orgânica do Distrito Federal e do próprio estatuto.


O negócio entre BRB e Master está em análise no Banco Central (BC). Anunciada em março, a intenção de compra chamou a atenção do mercado pelo rápido crescimento do Master, além de alertas de operações do banco privado fora do padrão levados ao BC.


Como mostrou o Estadão na terça-feira, 12, prestadores de serviços do Master denunciaram ao BC o que consideram ser uma gestão temerária do banco. O grupo alega falta de pagamento por serviços desempenhados à empresa, pede a suspensão da venda ao BRB e que os administradores do Master sejam banidos do mercado. O Master negou irregularidades.


O Banco Master multiplicou por dez seu patrimônio e quintuplicou sua carteira de crédito desde 2021. Esse crescimento foi tracionado pela oferta de Certificados de Depósito Bancário (CDB) que pagam ao investidor taxas bem agressivas, muito acima dos concorrentes, de até 140% do CDI. No mercado financeiro, a instituição também é alvo de comentários por ter comprado participações de companhias em dificuldades financeiras.


Em entrevista ao Estadão, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, afirmou que a operação foi técnica, sem ingerência política, e com a análise de carteiras e produtos do Master que representavam sinergia com os interesses do banco público.


O BRB impôs sigilo a todos os documentos internos relacionados à operação. Em resposta a um pedido da Coluna com base na Lei de Acesso à Informação, o banco estatal alegou que a divulgação dos dados comprometeria sua competitividade no mercado financeiro.

Flávio Dino

 *Flávio Dino assusta mais o Congresso do que Alexandre de Moraes*


Carolina Brígido


Embora reclamem dos processos sobre a trama golpista, parlamentares querem dificultar investigações sobre desvios de emendas.


Os deputados bolsonaristas que organizaram um motim na Câmara na semana passada protestavam contra Alexandre de Moraes, mas estão preocupados mesmo é com Flávio Dino.


Diante da plateia, os parlamentares se dizem indignados com Moraes na condução dos processos sobre a trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF). Chamam de absurda a prisão de Jair Bolsonaro e lutam pela anistia a quem arquitetou um golpe de Estado.


Além da anistia e do impeachment de Moraes, o grupo abraçou uma terceira causa: o fim do foro privilegiado. A pauta não guarda qualquer relação com os julgamentos sobre o golpe, ou com a conduta de Moraes. Eventual alteração na regra do foro não mudaria a vida de quem já foi sentenciado nem de quem está prestes a ser julgado.


Na lógica da farinha pouca, meu pirão primeiro, os deputados estão mais aflitos com o próprio destino penal. Paralelamente aos processos sobre a trama golpista, tramitam no Supremo dezenas de apurações contra parlamentares por desvios de verbas destinadas a emendas.


Ou seja: os deputados acorrentados pegaram carona na crise entre Judiciário e Legislativo para tentar retirar do Supremo os processos que atingem a si mesmos.


O cerco ao orçamento secreto é capitaneado por Flávio Dino. Além de exigir transparência e rastreabilidade nos gastos com emendas, o ministro determinou que a Controladoria Geral da União (CGU) realizasse auditorias nessas rubricas. Foram mapeadas suspeitas de corrupção e mau uso do dinheiro público. Dino também conduz boa parte das investigações com parlamentares no alvo.


Depois do motim, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), declarou que não há clima favorável para pautar a anistia. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), garantiu que o pedido de impeachment de Moraes continuará na gaveta, mesmo com a assinatura da maioria dos senadores.


Resta o foro privilegiado, o que de fato importa aos parlamentares. Um grupo quer transferir as investigações para juízes da primeira instância - de preferência, perto de suas bases eleitorais. Outro defende que os inquéritos sejam remetidos a tribunais federais. Hoje, os investigados ainda não chegaram a um consenso sobre em qual foro eles preferem ser julgados.


A ideia caminharia como Proposta de Emenda Constitucional. Mas até mesmo as PECs estão sujeitas ao controle de constitucionalidade. Logo, o próprio Supremo poderia derrubar a medida - se é que ela receberá votos suficientes no Congresso.


No tribunal, ministros já entenderam a jogada. E não aparentam disposição para negociar com o Congresso a mudança da regra do foro privilegiado agora.

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Ajuda fora da meta incomoda mercado*


Na agenda dos indicadores, vêm serviços aqui e mais um dado de inflação (PPI) nos EUA


… Mais um dado de inflação, PPI de julho, sai hoje nos Estados Unidos, em meio às novas expectativas de cortes do juro a partir de setembro. Ainda lá fora, saem resultados do PIB no Reino Unido, Zona do Euro e Japão à noite, junto com dados do varejo e da indústria na China. Aqui, depois que as vendas do comércio trouxeram inesperada queda, reforçando apostas em redução da Selic neste ano, o IBGE divulga os dados de serviços em junho. No calendário corporativo, é grande a expectativa para o balanço do BB, após o fechamento. Já o pacote contra o tarifaço de Trump rende análises contrariadas no mercado sobre a decisão do governo de manter os gastos fora da meta.


SEMPRE O FISCAL – O programa de ajuda às empresas mais atingidas pela alíquota de 50% dos Estados Unidos aos produtos brasileiros foi bem recebido no geral, sem grandes reações, mas incomodou o fato de excluir R$ 9,5 bilhões do arcabouço.


… Embora seja um custo relativamente baixo para o tamanho da urgência, não foi o que Haddad havia prometido.


… Ao explicar o pacote, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo vai propor ao Congresso a retirada da meta desse valor, que contempla R$ 4,5 bilhões dos fundos garantidores para financiamento das exportações e R$ 5 bilhões do Reintegra.


… A linha de crédito de R$ 30 bilhões a juros mais baixos, confirmada no plano de contingência, exigirá aportes adicionais, enquanto a ampliação do Reintegra atenderá não só a micro e pequenas, mas a todas as empresas que vendem aos Estados Unidos.


… Especialista em política fiscal, Ítalo Franca (Santander) avalia que o plano governamental não tem efeito relevante sobre as contas públicas, o que ainda possibilita o cumprimento da meta fiscal de 2025. Mas vários economistas não gostaram do precedente.


… Felipe Salto (Warren) foi um dos que condenou a tentativa de excluir essa despesa de R$ 9,5 bilhões da meta. “Contornar a regra fiscal é péssimo caminho. O governo tem a banda de 0,25% do PIB na meta justamente para acomodar imprevistos”.


… Para João Leme (Tendências), o efeito fiscal mais preocupante do anúncio não é cifra final, mas recorrer a alternativas contábeis.


… Andrea Damico (Buysidebrazil) concorda, dizendo que o impacto previsto para os dois anos deve ter efeito limitado na trajetória da dívida. No entanto, alerta que, mesmo sem alterar significativamente as contas públicas, resulta numa piora da percepção fiscal.


… Já Sergio Vale (MB) acha importante que a ajuda seja realmente temporária e não se torne perene.


… O especialista em contas públicas Raul Velloso, ouvido pelo Valor, foi a voz mais pessimista, afirmando que, “agora, serão duas bombas que o governo terá que administrar: a bomba da Previdência e das consequências do pacote de socorro”.


… Velloso ressaltou a gravidade da situação fiscal, pressionada pelas contas crescentes da Previdência, que, incluindo o Benefício de Prestação Continuada (BPC) no gasto não financeiro primário, é de quase 60% hoje, contra cerca de 20% em 1987.


VEM PORTARIA – Uma portaria interministerial ainda vai detalhar quais gêneros alimentícios entrarão no rol de compras governamentais para absorver parte dos produtos afetados pelo tarifaço de Trump, apurou a Agência Estado.


… Essas informações não constam da MP e não estão decididas pelo governo, mas já é certo que não incluirão a carne bovina e o café, devendo ficar restritas a mel, pescados, açaí e frutas, cujas vendas externas estão potencialmente afetadas pelo tarifaço.


… Outros detalhes do plano de contingência, como as taxas subsidiadas dos empréstimos, também não foram ainda esclarecidos.


NO CONGRESSO – Após participar da solenidade do anúncio no Planalto, o presidente da Câmara, Hugo Motta, considerou o plano “bom para o País”, dizendo que vai trabalhar para dar celeridade à tramitação da Medida Provisória assinada ontem por Lula.


… Em sua fala, o presidente repetiu mais de uma vez que estava “passando a bola para o Congresso”.


… É difícil um deputado ter coragem de ir contra essa ajuda, o clima é de aprovação da Medida Provisória, mas nos bastidores eles já estão vendendo dificuldades e cobrando a liberação de emendas, segundo apurou o Estadão.


… Alguns apontam a demora do governo para responder aos Estados Unidos, outros relataram falta de diálogo prévio com os parlamentares para discutir as medidas antes de serem anunciadas, já que “o Planalto não tem uma base fiel”.


… Há ainda críticas à retórica de Lula, que continua “cutucando a onça com a vara curta”, defendendo uma moeda alternativa para os Brics e a regulamentação das big techs e as redes sociais. O presidente promete enviar o projeto ao Congresso na semana que vem.


… Governistas admitem que o atraso na execução das emendas parlamentares pode influenciar a tramitação da MP. Parlamentares reclamam, em especial, da demora nos desembolsos de emendas de comissão e de bancadas.


… A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, já está em campo para destravar a pauta e abrir os caminhos (e os cofres).


AS AMEAÇAS NÃO CESSAM – Enquanto Lula diz que mandou uma carta convidando Trump para vir à COP30, um gesto considerado por alguns como de ironia mais do que de boa vontade, o governo norte-americano segue nos ataques ao Brasil.


… Nesta quarta-feira, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, foi ao X para dizer que a Casa Branca vai revogar vistos e impor restrições de visto a autoridades brasileiras por causa da participação de cubanos no programa Mais Médicos.


… Rubio afirmou em sua postagem que o Departamento de Estado agirá contra “vários funcionários do governo brasileiro” e ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde, “cúmplices do esquema de exportação de trabalho forçado do regime cubano”.


… Já foram revogados os vistos de Mozart Júlio Tabosa Sales e Alberto Kleiman, por terem planejado a implementação do programa no Brasil, que “enriquece o corrupto regime cubano e priva o povo cubano de cuidados médicos essenciais”.


… À jornalista Bela Megale (Globo), Eduardo Bolsonaro disse que a sanção é um “recado inequívoco” a ministros e burocratas.


… Em outro evento no Planalto, também Lula se manifestou sobre a cassação de vistos dos ministros do Supremo Tribunal Federal, citando o comportamento “inexplicável e totalmente inaceitável” de Trump, afirmando que é um “mau exemplo” para o mundo.


… No mesmo discurso, disse que Trump não respeitou o limite de taxação de 35% que um País pode aplicar, segundo a OMC.


AGENDA – O Índice de Preços ao Produtor americano em julho (9h30) deve marcar alta de 0,2% (0% em junho), com a inflação em 12 meses elevada de 2,3% para 2,4%. Também o núcleo do PPI deve subir de 0% para 0,2%, com a inflação anual passando de 2,6% para 2,9%.


… No mesmo horário (9h30), saem nos Estados Unidos os pedidos de auxílio-desemprego na semana até 9/8.


… Às 15h, o presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin, discute política monetária em evento da Nabe.


… Mais cedo, saem a produção industrial e o PIB no Reino Unido e na Zona do Euro (6h). No Japão, o PIB sai às 20h50.


… O Banco Central do Peru divulga decisão de política monetária às 20h e a China informa os dados de julho da produção industrial e vendas no varejo no final da noite (23h).


BRASIL – Pesquisa mensal de serviços (9h) deve ter variação zero em junho, segundo pesquisa Broadcast, após subir 0,1% em maio. As estimativas variam de recuo de 0,6% a expansão de 0,4%. A acomodação está em linha com a perda de dinamismo da atividade como um todo.


… Às 9h, o IBGE divulga o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola em julho e, às 10h, a Fazenda divulga o Prisma Fiscal.


… Às 14h30, sai a pesquisa Trimestral de Condições de Crédito do segundo trimestre do Banco Central.


BALANÇOS – Cercado de expectativas, o BB divulga hoje, após o fechamento, o resultado do segundo trimestre, encerrando a temporada do setor. Segundo prévia do Broadcast, a estimativa é de retração anual de 48% no lucro de abril a junho.


… O papel foi afetado por notícia recente do Brazil Journal apontando lucro de apenas R$ 500 milhões em maio, contra R$ 1,7 bilhão em abril.


… Também após o fechamento, saem os balanços de Nubank, Marfrig e Oi.


CPMI DO INSS – Alcolumbre fechou acordo com Hugo Motta para instalar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito na semana que vem, que investigará os descontos indevidos nas aposentadorias dos beneficiários.


… Ainda na semana que vem, o presidente do Senado quer pautar a votação em segundo turno da PEC que altera as regras para o pagamento de precatórios de Estados e municípios, aprovada em primeiro turno antes do recesso, em julho.


… Já na Câmara, o presidente Hugo Motta levará hoje à reunião de líderes proposta para votar na próxima semana o projeto de lei que protege crianças e adolescentes no ambiente digital.


BC EM CORNER? – Absorvido sem susto pelo mercado, apesar da maior percepção de risco fiscal, o plano contra o tarifaço atuou apenas no pano de fundo nos negócios. A maior novidade do dia foram as novas apostas para a Selic.


… Desde o pregão anterior, traders lançavam apostas de corte antecipado da Selic e consolidaram a atuação ontem, diante da surpresa com as vendas fracas no varejo em junho, que podem encurralar o BC para ajustar a comunicação.


… O Copom não tem deixado espaço para o mercado sonhar com juro abaixo de 15% tão cedo. Mas os indicadores vão colocando em xeque o conservadorismo e aumentam a pressão para o comitê de Galípolo amolecer o tom.


… Um dia depois do IPCA de julho inferior ao piso das estimativas, as vendas no varejo ampliado, que incluem automóveis e material de construção, tiveram retração de 2,5%, muito pior do que a previsão de alta de 0,1%.


… Se hoje também os dados de serviços frustrarem, crescerá a cobrança para o BC mudar a linguagem e incorporar a chance de a Selic cair antes de o ano acabar. A curva do DI já vem puxando a precificação de corte para mais cedo.


… As apostas sobre o início do ciclo de queda do juro, antes concentradas em março, migraram para janeiro e agora se deslocam para dezembro, já com 50% de chance, segundo calculou Nicolas Borsoi (Nova Futura) ao Broadcast.


… Em evento ontem, André Esteves (BTG Pactual) avaliou que os juros altos estão produzindo efeitos na convergência da inflação, o que pode dar espaço para o BC começar a cortar a Selic a partir de dezembro ou janeiro.


… Segundo ele, não precisa ser um grande economista para entender que há exagero de juros no Brasil, diante do  descompasso entre as políticas fiscal e monetária, porque “somos muito expansionistas e precisamos de muito juro”.


… Com o mercado cada vez mais livre e à vontade para apressar o Copom, na ponta curta do DI, o contrato para Jan/27 caiu para 13,920% (13,961%). O Jan/2026 (14,890%) ficou muito próximo do ajuste da véspera (14,892%).


… Já os vencimentos de mais longo prazo embutiram alguma cautela com os gastos fora do teto do plano de socorro ao tarifaço. Jan/31 subiu para 13,390% (contra 13,339% no pregão anterior) e Jan/33 foi a 13,530% (de 13,479%).


… O desconforto fiscal com as medidas de contingência lançadas pelo governo caiu como uma luva para o câmbio precipitar uma correção, um dia depois de o dólar ter caído à mínima em mais de um ano e furado R$ 5,40.


… Os compradores se apresentaram no mercado e a moeda americana recuperou este piso, fechando em leve alta de 0,27%, cotada a R$ 5,4018. Disposto a se ajustar, o dólar operou descolado da queda em escala global.


… Lá fora, o índice DXY perdeu a linha dos 98 pontos, com o Fed enquadrado pelas pressões de viés dovish.


FORÇANDO A BARRA – É praticamente nula (0,1%) a chance na ferramenta de apostas do CME de o juro nos EUA já cair 50 pontos-base logo de largada em setembro. Mas Trump e sua turma não desistem nunca de constranger o Fed.  


… Pelo segundo dia seguido, o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, indicou uma “boa possibilidade” de corte de 50pb e tomou as dores do chefe, reclamando que o BC está atrasado no processo de flexibilização.


… Segundo ele, se os dados do Escritório de Estatísticas do Trabalho fossem de maior qualidade, reduções nos juros já poderiam ter acontecido nas reuniões de junho e julho. “Deveríamos estar 150-175 pb abaixo da taxa atual.”


… Apesar de ter criticado a credibilidade dos indicadores, ele descartou a suspensão temporária da divulgação mensal do payroll, como havia sugerido na véspera o indicado de Trump para chefiar as Estatísticas do Trabalho.


… Assessores da Casa Branca também disseram que o anúncio do relatório de emprego não será interrompido.


… Na rotina de ataques a Powell, Trump disse ontem que a taxa de juros deveria estar três ou quatro pontos mais baixa e revelou que a lista de candidatos ao comando do Fed agora se limita a apenas três ou quatro nomes.


… Fontes da CNBC, no entanto, apontam que 11 cotados estão no páreo para a vaga de Powell, dois deles do setor privado: o estrategista-chefe da Jefferies, David Zervos, e o diretor de investimentos da BlackRock, Rick Rieder.


… Também aparecem dirigentes e ex-integrantes do Fed: Larry Lindsey, Kevin Warsh, Michelle Bowman, Christopher Waller, Lorie Logan, Philip Jefferson e James Bullard; além de Marc Summerlin (assessor de Bush) e Kevin Hassett.


… O presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou ontem que continua vendo como apropriado apenas um corte na taxa de juros este ano. Mas o mercado em Nova York está cada vez mais desapegado das apostas hawkish.


… No menor nível em duas semanas, o índice DXY do dólar furou os 98,000 pontos e fechou em baixa de 0,26%, a 97,840 pontos, com alta do euro (+0,23%, a US$ 1,1702), da libra (+0,54%, a US$ 1,3571) e do iene (147,46/US$).


… Entre os Treasuries, caíram as taxas da Note-2 anos (3,677%, de 3,731% na terça) e 10 anos (4,235%, de 4,287%).


… Animados pela perspectiva de corte do Fed, os índices S&P 500 e Nasdaq ampliaram o fôlego e renovaram os recordes históricos de fechamento, ainda que as bolsas em NY tenham registrado ritmo mais contido de alta.


… O S&P 500 avançou 0,32%, aos 6.466,58 pontos; enquanto o índice Nasdaq teve ganhos de 0,14%, aos 21.713,14 pontos, e o Dow Jones subiu 1,04%, aos 44.922,27 pontos, beneficiado pelo bom desempenho do setor de saúde.


ESTAVA NO JEITO – Pelo menos três argumentos puderam ser atribuídos ontem ao fato de o Ibovespa ter devolvido os ganhos da véspera: ritmo fraco do varejo, ruído fiscal do plano contra o tarifaço e game especulativo na bolsa.


… Ontem foi dia de vencimento de opções sobre o índice, fortalecendo o giro para R$ 38,1 bilhões. Amanhã tem exercício de opções sobre ações. O Ibovespa caiu 0,89%, aos 136.687,32 pontos, descolado da alta em Nova York.


… As blue chips caíram praticamente em bloco, com destaque para os bancos. Bradesco ON recuou 1,07%, para R$ 13,82; Bradesco PN registrou desvalorização de 0,86%, a R$ 16,13, e Itaú PN perdeu 0,95%, cotado a R$ 37,67.


… Exceção no setor, BB ON subiu 0,21%, para R$ 19,28, apesar do suspense com o balanço que vem aí.


… Vale teve queda moderada de 0,39%, a R$ 54,09, e Petrobras acompanhou a baixa do petróleo, que mantém no radar a esperança de que seja estabelecido um cessar-fogo na Ucrânia na reunião de amanhã entre Trump e Putin.


… Além disso, a AIE elevou as estimativas de crescimento da oferta da commodity. O Brent caiu 0,74%, a US$ 65,63.


… Petrobras PN recuou 0,75%, a R$ 30,57, e ON perdeu 0,48%, a R$ 32,94. No noticiário corporativo, o Ibama deu sinal verde para a simulação de atividades da companhia na Foz do Amazonas no próximo dia 24.


… A fase de avaliação pré-operacional (APO) é a última etapa do processo de licenciamento ambiental para possível perfuração de poço na Margem Equatorial e avaliará a capacidade de resposta a eventual vazamento de óleo.


… Pior queda do Ibovespa ontem, CVC derreteu 10,78%, a R$ 2,07, com o prejuízo trimestral que mais que dobrou. Pão de Açúcar levou um tombo de 10,56% e Petz afundou 5,91%, na decepção com as vendas do varejo pelo IBGE.


CIAS ABERTAS – JBS teve lucro líquido de US$ 528 milhões no segundo trimestre, alta de 60,6% na comparação anual; Ebitda ajustado foi de US$ 1,753 bilhão, queda de 7,4%; receita líquida somou US$ 20,997 bilhões (+8,9%)…


… Conselho de Administração aprovou plano de recompra de BDRs; a intenção é adquirir até 19.340.441 de BDRs, correspondentes a 10% do total em circulação.


… Empresa anunciou investimento de US$ 100 milhões para a compra de uma fábrica em Ankeny, Iowa (EUA), para produção de bacon e linguiças da empresa no país…


… Após a conclusão dos investimentos iniciais e das obras, unidade deverá iniciar operações em meados de 2026.


MASTER. Justiça do DF voltou a barrar a compra do banco pelo BRB até aval de acionistas e Câmara Legislativa do Distrito Federal. Na prática, o tribunal restabeleceu decisão judicial de maio que já havia vetado a negociação…


… Recurso do BRB contra a decisão foi rejeitado por dois dos três desembargadores da turma que analisou o caso.


PAGBANK teve lucro líquido recorrente de R$ 565 milhões no segundo trimestre, alta de 4% na comparação anual; receita líquida cresceu 11%, para R$ 5,058 bilhões; ROE passou de 14% para 14,5%.


CASAS BAHIA reverte lucrou e registrou prejuízo de R$ 555 mi no segundo trimestre. Ebitda ajustado cresceu 26,5% contra um ano antes, para R$ 572 milhões, e receita líquida somou R$ 6,867 bilhões, alta anual de 6%.


ALLOS registrou lucro de R$ 186,7 milhões no segundo trimestre, queda de 39,3% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 475,7 milhões, crescimento de 10,8% em relação ao mesmo período de 2024.


ALPARGATAS convocou para 10 de setembro assembleia geral extraordinária para discutir aprovação da redução do capital social da companhia em R$ 850 milhões.


POSITIVO registrou prejuízo atribuído aos sócios da empresa controladora de R$ 57 milhões no 2TRI, revertendo resultado positivo de R$ 3,64 milhões reportado um ano antes; Ebitda somou R$ 73,7 milhões, queda de 12,5%.


EMBRAER. Pedro Luís Farcic renunciou à vaga no conselho de administração, com efeito a partir do próximo dia 1º. O posto será ocupado interinamente pelo conselheiro suplente, Maurício Silveira de Medeiros, até a próxima AGO.


AZUL recebeu aprovação em tribunal dos Estados Unidos para seu acordo com a AerCap e, também, para a rejeição de múltiplos contratos de arrendamento.


HAPVIDA registrou lucro líquido de R$ 148,9 milhões no segundo trimestre deste ano, queda de 64,2% em relação ao mesmo período do ano passado. A receita líquida ajustada alcançou R$ 7,674 bilhões, alta de 7,3%…


… O Ebitda foi de R$ 703 milhões, queda de 26,6% contra igual intervalo do ano passado.


RAÍZEN registrou prejuízo líquido de R$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre da safra 2025/26, enquanto a companhia teve lucro de R$ 1,1 bilhão um ano antes; Ebitda do negócio EAB somou 862 milhões, recuo anual de 23,7%.


ULTRAPAR registrou lucro atribuído aos sócios de R$ 1,08 bilhão no segundo trimestre, salto anual de 148%; Ebitda ajustado somou R$ 2,07 bilhões, crescimento de 55% em relação ao mesmo período de 2024…


… Empresa aprovou a distribuição de R$ 326 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,30 por ação ON, com pagamento a partir de 29 de agosto; ex em 22 de agosto.   


SLC AGRÍCOLA registrou lucro líquido de R$ 139,8 milhões no segundo trimestre, queda de 56,5% na comparação anual; Ebitda somou R$ 556,6 milhões, alta de 115,6% em relação ao mesmo período de 2024.


EQUATORIAL registrou lucro líquido de R$ 614 milhões no segundo trimestre, salto de 100,8% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 3,21 bilhões, aumento de 32,4% em relação ao mesmo período de 2024.


ENEVA registrou lucro líquido de R$ 364,5 milhões no segundo trimestre, queda de 65,8% na comparação anual; Ebitda ajustado somou R$ 1,66 bilhão, aumento de 55,9% em relação ao mesmo período de 2024.


TAESA. Lucro líquido regulatório somou R$ 299,4 milhões no 2Tri, alta anual de 1,8%. O lucro líquido IFRS cresceu 26,5%, para R$ 510 milhões, e o Ebitda regulatório ficou em R$ 521,7 mi, aumento de 7,5% na base anualizada…


… O conselho de administração da empresa aprovou a distribuição de proventos, no valor total de R$ 299,4 milhões, a R$ 0,8691 por unit. Ex no próximo dia 19.


KLABIN fechou memorando de entendimentos com um investidor institucional, cujo nome não foi revelado, para investimentos na exploração de atividade imobiliária…


… Companhia fará aporte de 30 mil hectares de terras produtivas e o investidor institucional fará aporte de R$ 600 milhões em caixa, na data do fechamento da operação.


TUPY registrou lucro líquido atribuído aos sócios da empresa controladora de R$ 22,3 milhões no segundo trimestre, alta anual de 32,5%; Ebitda ajustado somou R$ 209,7 milhões, queda de 47% em relação ao mesmo período de 2024.

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


Reina o bom tom nas bolsas. Os catalisadores? A nova trégua comercial de 90 dias entre a China e os EUA e uma inflação americana que, de momento, não transmite tensões relevantes derivadas dos impostos alfandegários. Isso leva o mercado a duplicar as suas apostas (probabilidade > 95%) para uma descida de taxas de juros da Fed em setembro (-25 p.b. até 4,00%/4,25%). Bessent (Secretário do Tesouro EUA) insiste que a taxa diretora deveria estar já 150 p.b. abaixo do seu nível atual enquanto o Banco do Japão pressiona para subir taxas de juros e provoca que o yen se aprecie +0,6% vs. dólar (até 146,5).


Hoje será uma nova sessão de trâmite à espera da reunião entre Trump e Putin (amanhã). Um acordo que leve a paz à Ucrânia parece um cenário pouco provável. Se for o caso, as empresas de defesa sofreriam, mas não há que deixar-se levar em excesso pela geopolítica. Os últimos meses demonstraram que o seu impacto no mercado é menor do que o racionalmente esperável. É melhor focar-se nos fundamentos e no setor defesa, que continuam a ser construtivos. Apenas há que recordar que os objetivos de investimentos na Europa (despesa sobre PIB de 5% vs. 2% anterior).


O risco a curto prazo para as bolsas está em Jackson Hole caso Powell parecer mais duro do que o esperado ou no próprio esgotamento de um mercado que possa ficar sem grandes catalisadores após bater máximos históricos reiteradamente. A curto prazo, os futuros apontam hoje para descidas e o mais provável é uma sessão de transição sem grandes movimentos (-0,2%/+0,2% na bolsa).


S&P500 +0,3% NQ100 +0,04% SOX +0,9% ES-50 +1,0% VIX 14,5% BUND 2,68%. T-NOTE 4,24%. SPREAD 2A-10A USA=+56 p.b. B10A ESP 3,23% ITA 3,45%. EURIBOR 12M 2,14% (FUT. EURIBOR 12M 2,10%). USD 1,170. JPY 171,4. OURO 3.358$. BRENT 66,0$. WTI 63,0$. BITCOIN -0,9% (121.809$). ETHER +0,1% (4.723$).


FIM

Paulo Cursino

  Não, eu não gostaria de ver a América de Trump tirando o presidente da Venezuela do poder. Eu gostaria de ver o Brasil fazendo isso. O paí...