domingo, 5 de janeiro de 2025

Alexandre de Moraes

 Quem está por trás de Alexandre de Moraes?

Ludmila Lins Grilo

Quem está por trás de Alexandre de Moraes?

“Quem está por trás de Alexandre de Moraes?” Essa é a pergunta de um milhão de dólares, que muitos no Brasil já formularam, mas nunca obtiveram resposta direta. Até agora.


Muitos de nós desconfiávamos, havia inúmeras evidências, jornalistas como Shellemberger já haviam ventilado a hipótese. Só que, agora, o que era uma hipótese (muito plausível, diga-se de passagem), tornou-se uma certeza. E isso aconteceu no maior podcast do mundo, o de Joe Rogan.


Mike Benz, ex-funcionário do Departamento de Estado americano e diretor de uma ONG pró-liberdade de expressão (Foundation for Freedom Online), decidiu jogar no ventilador o que muita gente desconfiava, mas poucos ousavam afirmar: o sistema judicial brasileiro sofreu infiltração e foi instrumentalizado para servir aos interesses da CIA.


Sim, caros leitores, não é mais “teoria da conspiração”. É a realidade. E foi dita por ninguém menos que um ex-funcionário do alto escalão do Departamento de Estado dos EUA.


Mike Benz detalhou como o Brasil se tornou alvo de uma operação minuciosa de interferência, na qual instituições e pessoas foram cooptadas para servir a um objetivo claro: minar qualquer possibilidade de reeleição de Jair Bolsonaro e consolidar um sistema controlado e alinhado com os interesses de uma elite globalista. E quem estava no comando, em solo brasileiro? Alexandre de Moraes, o ditador de toga.


Segundo Mike Benz, a interferência americana no Brasil começou em 2018, duas semanas depois da eleição de Bolsonaro. A CIA, por meio de seus braços internos, o Center for Effective Public Policy Studies (CEPS), desembarcou no Brasil para estudar o fenômeno Bolsonaro. Eles se perguntavam como era possível um candidato sem qualquer estrutura institucional ou financeira ter ganhado uma eleição apenas com o carisma e o domínio das redes sociais.


O resultado dessa investigação foi um plano estratégico: “nunca mais permitiremos que algo assim aconteça”. E assim começou uma operação de guerra híbrida. Durante os quatro anos do governo Bolsonaro, o CEPS, com financiamento e coordenação da CIA, teria trabalhado incansavelmente para criar uma estrutura de censura e manipulação que garantisse a derrota do presidente em 2022. E conseguiu.


É aqui que entra Alexandre de Moraes. Benz foi claro: Moraes foi o principal operador local do esquema. Sob o pretexto de “combate à desinformação”, ele transformou o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral em verdadeiras ferramentas de censura. Mas a censura não foi só local; ela foi importada, financiada, organizada.


Lembremos das incontáveis ações do ministro, calando opositores, mandando prender jornalistas, bloqueando redes sociais e decretando sigilo eterno em processos que deveriam ser públicos. Agora sabemos por quê. Segundo Benz, essa estrutura foi diretamente influenciada pela CIA e operada em parceria com instituições brasileiras, como a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e até mesmo a Rede Globo. Sim, a Globo, citada nominalmente por Benz, como parte da engrenagem que ajudou a “gerenciar” o resultado eleitoral no Brasil.


Outro ponto levantado por Mike Benz é o papel das universidades, especialmente a FGV, na promoção de “leis de combate à desinformação” – ou, para utilizar uma expressão mais precisa, leis de censura. Benz explicou que o CEPS e outras entidades americanas financiam essas instituições para moldar o debate público, influenciar o Congresso Nacional e forçar a aprovação de legislações que restringem a liberdade de expressão.


Não é coincidência que, até hoje, o “PL da Censura” seja pauta recorrente no Brasil. É uma obsessão que vem de fora; interesses estrangeiros insistem em implementar no Brasil um controle narrativo disfarçado de “proteção contra fake news”. Eles nos tratam como crianças que não sabem pensar por conta própria. Um insulto à nossa inteligência.


O que Benz descreveu é assustador, mas não surpreendente. Aqui no Brasil, o que chamamos de “sistema”, nos Estados Unidos, se chama “Deep State”. É essa máquina invisível que age nas sombras, financiada por dinheiro público americano, para moldar governos e sociedades ao redor do mundo.


O objetivo? Garantir que países estratégicos, como o Brasil, permaneçam sob controle. É por isso que vemos o avanço da censura, da perseguição política e do controle total das narrativas. E é por isso que nomes como Alexandre de Moraes se tornam indispensáveis. Eles são os rostos locais de um sistema sem rosto.


Estamos em um momento crucial. As denúncias de Mike Benz não são apenas mais uma história. Elas mostram como o Brasil está inserido em uma guerra geopolítica na qual a soberania nacional é tratada como moeda de troca. Nossa democracia, já fragilizada, foi violada por interesses estrangeiros que enxergam o Brasil apenas como um tabuleiro de xadrez.


A revelação de Benz é um divisor de águas. Agora sabemos quem está por trás de Alexandre de Moraes. E sabemos que a luta pela liberdade de expressão e pela democracia vai além de nossas fronteiras. Alexandre de Moraes e os gringos manipuladores certamente não esperavam que isso viesse à tona. Isso é o tipo de coisa que, para eles, nunca poderia ser de conhecimento do mundo, porque eles sabem que, quando o mundo vê, ele responde.


Leia mais: https://revistatimeline.com/o-protetor-que-quer-matar/

Amilton Aquino 0501

 Dois assuntos bem delicados começam a entrar em pauta sobre o Brasil: dominância fiscal e a necessidade de uma nova constituição. Ou seja, a simples discussão desses assuntos é sintomática das incertezas sobre os dois pilares de uma nação democrática: a institucionalidade e a sustentabilidade da economia.


Vamos começar pela dominância fiscal, uma situação onde o principal instrumento de controle da inflação, o aumento dos juros, perde cada vez mais seu efeito deflacionário. Por outro lado, o crescimento descontrolado da dívida pública leva a um processo gradativo de aumento da inflação, que ganha uma inércia própria, difícil de ser parado sem um grande corte de gastos seguido de um longo período de recessão. Algo que experimentamos na década de 1980 e início dos anos 1990 e, por pouco, não repetimos na Crise Dilma, caso não tivéssemos mergulhado em dois anos de profunda recessão.


E por que isso pode ocorrer no Brasil? Porque o controle inflacionário é feito baseado em dois pilares: o primeiro, o monetário, o óbvio aumento dos juros, que diminui a moeda em circulação na economia ao tornar a poupança mais atrativa que o consumo. O segundo pilar é o fiscal, na verdade o principal, o mais importante indicador econômico que revela a saúde de uma economia. É a partir do equilíbrio das contas públicas que um país, mesmo altamente endividado, consegue a credibilidade necessária para continua rolando sua dívida. Na melhor das hipóteses, caso mantenha um superávit primário ao longo de anos, o país reduz o montante principal de sua dívida.


Para quem não sabe, o PT herdou um país com um superávit primário de 3% do PIB. De fato, mesmo com os artifícios mil inventados pelo PT para gastar mais sem que isso implicasse diretamente na contabilidade oficial, durante todo o mandato de Lula e início de Dilma, nossa dívida líquida diminuiu até a casa dos 41% do PIB, hoje na casa dos 62%.


Aliás, o superávit primário, que é um dos três pilares do Plano Real, sempre foi criticado pelo PT. Durante o mandato de Palocci como ministro da Fazenda, este pilar funcionou muito bem, nos garantindo um fluxo de investimentos nunca visto na nossa história, um dos responsáveis pelas imensas reservas cambiais acumuladas. Infelizmente, a partir do segundo mandato de Lula, no momento em que Mantega substituiu Palocci, tal tripé entrou em decadência, até ser substituído, em meados do governo Dilma, pela famigerada Nova Matriz Econômica (posteriormente substituída novamente pelo tripe macroeconomico herdado de FHC em 2015). O que se viu neste processo gradativo de redução progressiva do superávit primário até se tornar um déficit primário de -2,47% do PIB em 2016.


Ou seja, saímos de um superávit primário que, em 2004, chegou a 4% do PIB para um déficit de -2,47%, uma diferença de 6,4%, número aliás lembrado pelo jornalista William Waack ao então candidato Lula em uma de suas entrevistas na última eleição, deixando-o em estado de confusão mental que acabou virando meme. O resumo da ópera é que, se o PT não tivesse quebrado este pilar do Plano Real, nossa dívida hoje não seria um problema a comprimir cada vez mais nosso engessado orçamento.


E aqui entramos no segundo tema deste texto: a ingovernabilidade que está nos conduzindo a uma grave crise institucional que, talvez, só tenha uma saída: a convocação de uma nova Assembleia Constituinte.


Ora, desde que foi instituída, a Constituição de 1988, muitos nomes proeminentes, como Roberto Campos, por exemplo, alertaram para sua tendência de inviabilizar o Estado brasileiro. O fato é que, ao longo de três décadas, os excessivos direitos incluídos na nossa “Constituição Cidadã” foram nos levando ao atual estado de engessamento, onde apenas 5% do nosso orçamento é discricionário. Ou seja, qualquer que seja o governante, restam-lhe apenas 5% de controle, pois tudo está amarrado na Constituição. E pior, a tendência é de que continue comprimindo ainda mais.


Para piorar, a covardia de Bolsonaro em governar de fato o levou a entregar o orçamento nas mãos do Congresso, que acabou criando o Orçamento Secreto, o qual hoje o STF tenta corretamente colocar algum freio.


Estranhamente, apesar do claro beco sem saída fiscal em que vivemos, nem o STF nem o Executivo, parceiros na empreitada, querem dar qualquer contribuição para a redução dos gastos. “Farinha pouca, meu pirão primeiro”. O presidente do STF, Barroso, já veio a público se pronunciar contra a limitação dos salários ao teto constitucional. Enquanto isso, o governo não faz qualquer aceno de corte na própria carne, nem mesmo para dar exemplo. Pelo contrário, esbanja cada vez mais. Ou seja, não será do Congresso que virá a iniciativa de controlar as contas públicas, apesar de alguns poucos deputados, capitaneados por Kim Kataguiri, tentarem, sem sucesso, pagar o ônus de aprovar um salgado pacote de corte de gastos.


Paralelamente ao descontrole das contas públicas, cada vez mais nosso poder Judiciário mergulha no descrédito, assumindo uma postura cada vez mais autoritária “em defesa da democracia”, ao ponto de descredibilizar totalmente nossa já problemática Constituição, que frequentemente é “reinterpretada” ao bel-prazer de uma casta de “iluminados” que invade a prerrogativa do Congresso de legislar.


Portanto, chegamos a uma situação surreal onde os poderes não chegam nem mesmo a um consenso sobre a necessidade óbvia de controle dos gastos, com um sistema de leis cada vez mais instável e incerto. Isso tem levado figuras proeminentes a cada vez mais falar sobre a necessidade de repactuação, de rediscutir o Estado brasileiro, talvez mesmo até através da convocação de notáveis para formar uma nova Assembleia Constituinte.


Claro que apenas mudar a Constituição não resolve nossos problemas. Sua modificação seria mais para desengessar os dogmas que precisamos rediscutir, especialmente os privilégios adquiridos. Mas sim, corremos o risco de fazer algo ainda pior, como já ocorreu em 1988. Pelo menos agora muita gente já está vendo, na prática, o que Roberto Campos previu lá atrás. Seria uma lição em cima de um grande erro, se de fato tivéssemos o hábito de aprender pelo menos com nossos próprios erros. Mas nem isso podemos esperar do Brasil atualmente.

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...