quarta-feira, 29 de julho de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Quarta Feira, 29 de Julho de 2026.


*PETRÓLEO VOLTA AO RADAR NO DIA DO FED*


… Depois de o IPCA-15 surpreender positivamente e consolidar as apostas de corte da Selic na próxima semana, os mercados chegam à decisão do Fed em busca de sinais sobre os próximos passos dos juros americanos. A retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã, porém, devolveu parte do prêmio de risco ao petróleo durante a madrugada e reforçou o ambiente de incerteza, justamente no dia em que Kevin Warsh deverá explicar como pretende conduzir a política monetária em um cenário ainda marcado por riscos inflacionários. Enquanto isso, a temporada de balanços acelera com Santander, Microsoft e Meta. O mercado também repercute o relatório de produção e vendas de Petrobras.


FIM DA PAUSA – Depois de três pregões de forte queda do petróleo, os mercados voltaram a acordar sob o impacto da guerra.


… Durante a noite, os Estados Unidos afirmaram ter interceptado um ataque surpresa do Irã contra bases americanas na região e anunciaram, em conjunto com a Arábia Saudita, ataques contra grupos apoiados por Teerã no Iraque.


… Ao mesmo tempo, milícias pró-Irã voltaram a lançar drones contra instalações petrolíferas sauditas pelo segundo dia consecutivo, enquanto os houthis mantêm a pressão sobre o Mar Vermelho e o bloqueio marítimo à Arábia Saudita.


… A sucessão de ataques reacendeu os temores sobre a oferta global de energia e levou o Brent de volta para cima de US$ 87 por barril no mercado eletrônico, recuperando parte das perdas acumuladas nas últimas três sessões.


… A mudança de humor acontece, apesar dos sinais diplomáticos emitidos nos últimos dias.


… O Irã apresentou a Omã uma proposta para a reabertura parcial do Estreito de Ormuz, embora tenha negado negociações com Washington, confirmando apenas uma mensagem americana indicando que os Estados Unidos não pretendiam realizar novas ações militares.


… Trump também voltou a defender uma solução negociada e afirmou que este é “um bom momento” para um acordo nuclear com o Irã.


… O mercado, porém, passou a demonstrar maior ceticismo em relação a um avanço diplomático no curto prazo, diante da rápida retomada dos confrontos e da persistente instabilidade nas duas principais rotas de exportação de petróleo da região.


… O Estreito de Bab el-Mandeb continua operando sob forte pressão, com o tráfego reduzido desde os ataques dos houthis a embarcações sauditas. Em Ormuz, a navegação também segue limitada, enquanto forças americanas mantêm uma ampla presença militar na região.


… A retomada dos confrontos ocorre justamente no dia da decisão de política monetária do Fed.


… Depois de a queda de quase 16% do Brent em apenas três pregões aliviar parte do prêmio de risco geopolítico e das preocupações com a inflação, investidores voltam a avaliar até que ponto a guerra poderá influenciar novamente as expectativas para juros.


FED VEM COM DISSENSO – A expectativa do mercado não está na decisão de juros, que devem ser mantidos, como amplamente esperado, mas no número de votos por um aumento da taxa, depois de Kevin Warsh abandonar o forward guidance da política monetária.


… A ferramenta FedWatch, do CME Group, atribuía ontem cerca de 70% de probabilidade de estabilidade dos juros na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. A expectativa é de que a reunião tenha pelo menos dois votos dissidentes defendendo uma alta dos juros já.


… BofA e Citi esperam que Beth Hammack (Fed/Cleveland) e Lorie Logan (Fed/Dallas) votem pelo aumento dos juros, refletindo a preocupação de parte do Fomc com a persistência das pressões inflacionárias, reforçadas nas últimas semanas pela alta do petróleo.


… Sem o guidance para orientar as expectativas, os votos de dissenso passam a ser a principal sinalização sobre os próximos passos do Fed. Quanto maior o número de dissidentes, maior tende a ser a percepção de que o juro poderá ser elevado na reunião de setembro.


… Para parte dos analistas, porém, a precificação de novas altas ao longo dos próximos meses continua excessivamente agressiva.


… Monte Bravo e UBS avaliam que a desaceleração da inflação subjacente e do crescimento da economia americana deve abrir espaço para juros mais baixos em 2027, embora reconheçam que o Fed deverá permanecer cauteloso enquanto persistirem as incertezas sobre a inflação.


… A rápida retomada das tensões geopolíticas durante a noite reforça a expectativa de uma mensagem mais conservadora na reunião de hoje.


OTIMISMO COM INFLAÇÃO – O IPCA-15 muito abaixo do esperado desencadeou uma onda de revisões nas projeções para inflação e juros.


… Mais do que a alta de apenas 0,06% em julho, abaixo do piso das estimativas, analistas destacaram a melhora disseminada da composição do índice, com desaceleração dos núcleos, dos serviços subjacentes e de praticamente todas as principais medidas acompanhadas pelo BC.


… O Barclays reduziu sua projeção para o IPCA de 2026 de 5,2% para 4,9%, enquanto o ASA cortou a estimativa de 5,5% para 5,0%. A Terra passou a projetar inflação de 5,04%, e o HSBC reduziu sua previsão para o IPCA de julho, admitindo viés de baixa também para o fim de ano.


… O Itaú também passou a trabalhar com viés de baixa para sua projeção de 5,4% em 2026, destacando o qualitativo benigno da inflação.


… XP, BNP Paribas, SulAmérica, MAG Investimentos, BV, Terra, BGC Liquidez e Inter ressaltaram que a desaceleração foi disseminada, reforçando a percepção de que o processo de desinflação ganhou consistência, abrindo espaço para o Copom seguir com a calibração da Selic.


… A partir dos dados, o mercado consolidou a expectativa de um corte de 0,25 ponto porcentual na próxima semana, avaliando que o IPCA-15 fortaleceu os argumentos para uma nova redução dos juros. A principal novidade, porém, foi o início da discussão sobre setembro.


… O Daycoval acredita que, mantidas as condições atuais, o resultado do IPCA-15 aumenta a probabilidade de um novo corte de 0,25 ponto também na reunião seguinte, embora mantenha como cenário-base a interrupção do ciclo após agosto.


… Na direção oposta, o Citi manteve a expectativa de Selic estável, avaliando que a persistente desancoragem das expectativas de inflação ainda justifica cautela por parte do BC. A curva de juros, porém, projetava ontem 90% de corte para agosto e 40% para setembro (leia abaixo).


SANTANDER ABRE TEMPORADA DOS BANCOS – Santander divulga balanço do 2TRI antes da abertura, dando início aos resultados dos grandes bancos, que devem mostrar instituições divididas entre rentabilidade elevada e pressionadas pelas provisões para perdas com crédito.


… Segundo as estimativas compiladas pelo Prévias Broadcast, os quatro maiores bancos de capital aberto devem registrar lucro combinado de R$ 26,48 bilhões no segundo trimestre, alta de 5,8% em relação ao mesmo período do ano passado.


… O Itaú deve continuar liderando em rentabilidade, enquanto o Bradesco deve manter a trajetória gradual de recuperação. Já Santander e, principalmente, BB devem seguir pressionados pelo aumento das provisões, especialmente nas carteiras de agronegócio e de pessoa física.


… Apesar da expectativa de crescimento dos lucros, analistas continuam atentos à qualidade dos ativos em um ambiente de juros ainda restritivos.


… Citi e Goldman Sachs projetam resultados moderados, com desaceleração da expansão do crédito e maior preocupação com a inadimplência.


… Já para a XP, o Bradesco deve ser o principal destaque positivo da temporada, apoiado pela recuperação da rentabilidade e pela estabilidade da qualidade da carteira. Bradesco divulga balanço no dia 5/8. Itaú, no dia 4/8, e Banco do Brasil, no dia 12/8.


MOTIVA – Ainda no calendário da B3, a Motiva divulga balanço hoje, após o fechamento do mercado.


… Segundo as estimativas compiladas pelo Prévias Broadcast, a companhia deve apresentar um segundo trimestre sólido, com expansão das margens impulsionada pelo crescimento do tráfego, pelos reajustes tarifários e pela consolidação da concessão Fernão Dias.


… A expectativa é de receita líquida de R$ 3,68 bilhões, Ebitda ajustado de R$ 2,43 bilhões e lucro líquido de R$ 632 milhões.


PETROBRAS – A companhia divulgou ontem à noite o seu relatório de produção e vendas do segundo trimestre dentro das expectativas do mercado, reforçando a perspectiva de um resultado financeiro robusto no balanço que será publicado em 6 de agosto.


… A produção média alcançou 3,308 milhões de barris de óleo equivalente por dia, alta de 14,4% em um ano, enquanto as vendas de derivados no mercado interno cresceram 1,6%.


… O trimestre foi o primeiro a refletir integralmente os efeitos da guerra entre Estados Unidos e Irã, combinando produção mais elevada, maior exportação de petróleo, vendas aquecidas de combustíveis e redução das importações de diesel.


… No after hours de Nova York, os ADRs da Petrobras reagiram de forma moderadamente positiva aos números operacionais, com alta de 0,66% para as ações ON e de 0,12% para as PN. No pregão da Bovespa, Petrobras subiu apesar da queda do petróleo (abaixo).


FORD E VISA – Ainda no pós mercado, a Ford subiu 5,41% após elevar seu guidance para 2026, enquanto a Visa recuou 1,15%, apesar do aumento do lucro, depois de divulgar resultado por ação abaixo das estimativas.


MICROSOFT E META – Duas das Sete Magníficas concentram as atenções dos mercados em Nova York nesta quarta-feira, com divulgação dos resultados após o fechamento das bolsas e devem testar o otimismo dos investidores com a inteligência artificial.


… Antes da abertura dos mercados, também divulgam resultados Procter & Gamble, Airbus, Deutsche Bank, Telefónica e Intesa Sanpaolo.


MAIS AGENDA – O principal evento do dia será a decisão de política monetária do Fed, às 15h, seguida da entrevista coletiva de Kevin Warsh, às 15h30, quando investidores buscarão pistas sobre os próximos passos dos juros nos Estados Unidos.


… Antes disso, às 11h30, o Departamento de Energia (DoE) divulga os estoques semanais de petróleo e derivados.


… No Brasil, a FGV publica, às 8h, o Índice de Confiança da Indústria de julho.


… Às 14h30, saem o fluxo cambial semanal do Banco Central e o Relatório Mensal da Dívida Pública de junho, seguido de coletiva do Tesouro.


CURTAS DA POLÍTICA – O presidente Donald Trump prorrogou por mais um ano a declaração de emergência nacional sobre o Brasil de 2025, que cita “perseguição a Bolsonaro” e embasou as sanções comerciais contra o País.


… A renovação não cria novas medidas nem restabelece as tarifas que haviam sido derrubadas pela Suprema Corte.


… Durigan disse à RedeTV!, ontem à noite, que “está cada vez mais difícil” de resolver o tarifaço imposto pelos Estados Unidos antes das eleições e que a medida é uma tentativa de interferência no processo eleitoral brasileiro.


CAPITAL ECONOMICS. Consultoria avalia que o tarifaço dos Estados Unidos terá impacto econômico modesto, mas pode fortalecer Lula politicamente ao reforçar o discurso de defesa da soberania nacional.


ARGENTINA. Casa Rosada minimiza a crise diplomática com o Brasil e afirma que as divergências políticas não devem afetar relações comerciais.


DESENROLA. Governo prorrogou o programa até 31 de agosto, sem custo fiscal adicional, com expectativa de beneficiar 10 milhões de pessoas.


ALCKMIN. Lula participa hoje da convenção do PSB que oficializa Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente na chapa governista.


… Em discurso na abertura da reunião anual da SBPC, ontem à noite, o presidente afirmou que não pretende desrespeitar o arcabouço fiscal, mas defendeu a busca de novas fontes de recursos para ampliar os investimentos em ciência e tecnologia.


QUE TRIPLA – Três fatores combinados (tombo do petróleo, IPCA-15 perto de zero e leitura qualitativa positiva da inflação) despertaram ontem a esperança de que o corte da Selic contratado pra semana que vem não seja o último.


… A Buyside Brazil observou que a surpresa baixista no IPCA-15 foi relativamente disseminada e reforçou o bom momento da inflação corrente, com desaceleração da média dos núcleos e composição amplamente benigna.


… Para a BGC Liquidez, a prévia da inflação oficial reflete a perda de fôlego da atividade econômica doméstica.


… Demorou para a política monetária restritiva fazer efeito. Mas os sinais começam a se consolidar. O IPCA-15 teve em julho a menor variação para o mês em três anos, de +0,06%, bem abaixo do esperado pelo mercado (+0,21%).


… A surpresa com os preços controlados, num ambiente de desaceleração da economia e de acomodação temporária do petróleo, depois do repique recente, reprecificou parte das apostas para o Copom de setembro.


… Nas últimas 24 horas, subiu de 30% para 40% a chance de corte da Selic em setembro, segundo cálculos de Flávio Serrano, economista-chefe do banco BMG, ao Broadcast. A projeção de uma pausa se esvaziou neste contexto.


… Mas o petróleo é perigoso e ainda pode botar tudo a perder para uma nova flexibilização do juro em setembro.


… Para a reunião da semana que vem, a aposta certa (90%) é de que o juro vai cair 0,25 ponto, mesmo se o Fed assumir hoje uma linguagem mais hawkish para a próxima decisão de política monetária, também em setembro.


… Entre os traders, o alívio do IPCA-15 acendeu a fagulha de continuidade da flexibilização para além de agosto e precipitou queda firme dos contratos futuros dos juros, que embutiram ainda o efeito desinflacionário do petróleo.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 caía a 13,865% (de 13,908% no ajuste anterior); Jan/28 recuava a 13,995% (de 14,042%); Jan/29, 14,250% (contra 14,346%); Jan/31, 14,465% (14,585%); e Jan/33, 14,595% (14,686%).


… Em termos de carry trade, se o Copom cortar o juro em setembro e o Fed subir, o diferencial pode ficar menos atrativo para o real. De qualquer maneira, o câmbio reagiu muito mais ontem à nova rodada de vendas do petróleo.


… Segundo o Valor, a fraqueza da commodity tirou suporte da moeda brasileira, que figurou na lista das divisas com pior desempenho entre as 33 mais líquidas, só perdendo para o rublo russo. O dólar subiu 0,20%, cotado a R$ 5,1223.


 FOI NO EMBALO – Em meio ao clima positivo gerado pela variação quase nula do IPCA-15 de julho, o Ibovespa retomou a faixa dos 176 mil pontos. Subiu 0,70%, aos 176.564,75 pontos, com giro melhor, de R$ 22 bilhões.


… Entre as blue chips, Petrobras contrariou a forte queda do petróleo e avançou (ON +0,80%, a R$ 46,42; e PN +0,49%, a R$ 41,21), com os investidores na expectativa do relatório trimestral de produção e vendas.


… Lá fora, o barril do Brent com vencimento em setembro derreteu mais 4,83% e foi parar em US$ 84,09.


… Os papéis da Vale terminaram estáveis, em R$ 75,69, em dia de leve baixa de 0,20% do minério de ferro.


… Os principais bancos atraíram compras. Bradesco PN subiu 0,32% (R$ 18,77), Itaú PN avançou 0,40% (R$ 42,86) e BB ON, +1,61% (R$ 20,83). Na véspera de seu balanço, Santander registrou valorização de 1,13%, a R$ 27,67.


… Vamos liderou os ganhos do Ibovespa, com +5,05% (R$ 3,33), diante de expectativa positiva de analistas sobre o setor de locação de veículos. Na outra ponta, a Telefônica Brasil foi a que mais caiu (-5,98%; R$ 33,83), após balanço.


… Na Nyse, JBS ampliou a alta (+2,8%), de volta às melhores marcas desde maio (US$ 13,93), com a reabertura em fases da fronteira de gado entre México e Estados Unidos. JPMorgan elevou para compra a recomendação da cia.


… Já o Santander reiterou a recomendação neutra e avaliou que a recuperação da oferta de bovinos nos Estados Unidos ainda deve levar ao menos dois anos, mantendo as margens dos frigoríficos pressionadas.


NÃO ADIANTA APOSTAR CONTRA – Lá fora, ganham atenção as apostas na tendência de alta da moeda norte-americana contra as rivais europeias, independente de o Fed confirmar hoje a aposta ampla de juro estável.


… O TD Securities admite que o dólar pode até esboçar alguma fraqueza, mas o movimento deve ser de curto prazo, já que o placar do Fed deve vir rachado e já que nada abalou até aqui a aposta do mercado de aperto em setembro.


… O BofA acrescenta que os indicadores americanos também sugerem que há força para uma nova trajetória de alta do dólar e que uma comunicação mais agressiva do Fed pode facilmente levar a moeda a atingir máximas no ano.


… Para a Capital Economics, as pressões persistentes sobre a inflação subjacente, que guardam uma relação tênue com o mercado de trabalho, serão suficientes, por si só, para levar o Fed a elevar as taxas de juros em setembro.


… Caso as condições do mercado de trabalho norte-americano também comecem a se apertar ao longo do próximo ano, o argumento a favor de um maior aperto monetário ganhará força, acredita a consultoria.


… Seja como for, na véspera da decisão de juro, o DXY resolveu pegar carona no alívio do petróleo. Caiu 0,12%, a 101,417 pontos. O euro subiu 0,13%, a US$ 1,1393, e a libra avançou a US$ 1,3295. O iene recuou a 163,84/US$.


… A perspectiva ontem de uma saída diplomática para a guerra no Irã derrubou as taxas dos Treasuries pela terceira sessão consecutiva. Mas este movimento promete ser interrompido pelo petróleo, que quer escalar de novo.


… Ontem, o juro da Note-2 anos caiu a 4,275% (contra 4,320% na véspera) e o de 10 anos foi a 4,600% (de 4,647%).


… O quarto dia sem ataques militares e os balanços da Boeing (+4,76%) e da Coca-Cola (+5,0%) deram impulso ao Dow Jones, que subiu 1,03%, aos 52.747,32 pontos, e ao S&P 500, que ganhou 0,21%, aos 7.428,78 pontos.


… Já o Nasdaq caiu 0,22%, a 24.876,91 pontos, com o tombo das techs (Micron -8,87%; Intel -5,81%; AMD -8,15%; e Dell -8,15%) provocado pela incerteza sobre os gastos em IA e notícias de concorrência da China no setor de chips.


CIAS ABERTAS NO AFTER – BRASKEM informou que as negociações com credores para uma possível reestruturação de capital seguem sem definição. Entre as alternativas em análise estão capitalização e uso de ativos como garantia.


MOTIVA. Grupo Mover acertou a venda de toda a participação de 14,86% no capital da companhia ao Bradesco BBI. A conclusão da operação depende do cumprimento de condições precedentes.


SANTOS BRASIL afirmou que a entrada da Stonepeak na joint venture United Ports, controlada pela CMA CGM, não altera o controle direto nem tem impacto imediato sobre as operações da companhia.


RAÍZEN aprovou adesão ao Refis de Goiás para liquidar débitos e litígios tributários relacionados ao ICMS.


MRV concluiu a venda dos empreendimentos Ten Oaks e Rayzor Ranch, no Texas, por US$ 139 milhões. A operação reduziu em US$ 87 milhões o endividamento líquido consolidado.


ALLOS. Moody’s prevê que a alavancagem bruta ajustada permaneça próxima de 2,5 vezes em 2026 e 2027, sustentada pela geração de caixa e venda de ativos não estratégicos.


MAGAZINE LUIZA. Citi reduziu o preço-alvo de R$ 6,50 para R$ 6 e manteve recomendação neutra, diante da pressão competitiva sobre o comércio eletrônico.


PAGUE MENOS cancelou a AGE prevista para 31/07, que deliberaria sobre a eleição de um novo conselheiro e seu suplente, para avaliar sugestões de acionistas minoritários.

Homeschooling

 


Em entrevista ao jornal O Globo, James Heckman, economista da Universidade de Chicago e vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2000, e Aloisio Araujo, pesquisador e vice-diretor da FGV EPGE, discutem os limites do homeschooling. Na matéria, os dois pesquisadores analisam evidências sobre os efeitos do ensino domiciliar e o papel da escola no desenvolvimento de habilidades cognitivas e socioemocionais ao longo da infância.

Call Matinal

29/07/2026

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO (2807)

MERCADOS

Na terça-feira (28), o Ibovespa subiu 0,70%, a 176.564 pontos, após o IPCA-15 vir abaixo das expectativas. O dado reforçou as apostas de um novo corte da Selic no início de agosto. Já o dólar fechou em alta de 0,20%, a R$ 5,122, pressionado pela forte queda do petróleo e pela perda de atratividade do carry trade, já que uma inflação mais baixa aumenta a possibilidade de redução dos juros no Brasil.


PRINCIPAIS MERCADOS

Os mercados, nesta quarta-feira (29), aguardam a decisao do FOMC Fed e tambem os resultados das gigantes da tecnologia Microsoft e Meta Platforms, previstos para após o fechamento dos mercados.

MERCADOS 5h30

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,01%

S&P 500 Futuro: +0,08%

Nasdaq Futuro: -0,22%

Os índices futuros dos EUA operam perto da estabilidade nesta quarta-feira (29), com investidores aguardando a decisão sobre a taxa de juros do Federal Reserve (Fed) e a coletiva de imprensa do presidente da instituição, Kevin Warsh.

Ásia-Pacífico

Shanghai SE (China), +0,40%

Nikkei (Japão): -1,49%

Hang Seng Index (Hong Kong): +1,96%

Nifty 50 (Índia): +1,14%

ASX 200 (Austrália): +1,01%

Mercados sem rumo, pela má situação das empresas de semicondutores e o acirramento no conflito do Oriente Medio.

Europa

STOXX 600: -0,13%

DAX (Alemanha): -0,16%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,33%

CAC 40 (França): -0,41%

FTSE MIB (Itália): -0,09%

Commodities

Petróleo WTI, +3,85%, a US$ 82,31 o barril

Petróleo Brent, +3,98%, a US$ 87,44 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -0,27%, a 739 iuanes (US$ 109,14)

Bitcoin, +0,84%, a US$ 64.241,99

Petróleo Brent avançando 3,9% (87,44) como consequência de ataques EUA/Arábia Saudita sobre proxys de Irã no Iraque, a redução de estoques de petróleo (-3,3M b.) na semana passada.


Dia 2907

Depois de o IPCA-15 surpreender na baixa (0,06%) e consolidar as apostas de corte da Selic na próxima semana, os mercados chegam à decisão do Fed em busca de sinais sobre os próximos passos dos juros americanos. A retomada das tensões entre EUA e Irã, porém, devolveu parte do prêmio de risco ao petróleo durante a madrugada e reforçou o ambiente de incerteza, justamente no dia em que Kevin Warsh deverá explicar como pretende conduzir a política monetária em um cenário ainda marcado por riscos inflacionários. Enquanto isso, a temporada de balanços acelera com Santander, Microsoft e Meta. O mercado também repercute o relatório de produção e vendas de Petrobras.


Agenda

Quarta-feira, 29/07

11h30 – EUA: DoE – Estoques de petróleo

14h30 – Brasil: BC – Fluxo cambial semanal

14h30 – Brasil: Tesouro – Relatório Mensal da Dívida Pública (jun)

15h00 – EUA: Fed decide juros

Resumo Riscala

 🛢💵📊 Petróleo volta ao radar no dia do Fed


[29/07/26] Depois de o IPCA-15 surpreender positivamente e consolidar as apostas de corte da Selic na próxima semana, os mercados chegam à decisão do Fed em busca de sinais sobre os próximos passos dos juros americanos. A retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã, porém, devolveu parte do prêmio de risco ao petróleo durante a madrugada e reforçou o ambiente de incerteza, justamente no dia em que Kevin Warsh deverá explicar como pretende conduzir a política monetária em um cenário ainda marcado por riscos inflacionários. Enquanto isso, a temporada de balanços acelera com Santander, Microsoft e Meta. O mercado também repercute o relatório de produção e vendas de Petrobras. (Rosa Riscala)


👉 Confira abaixo a agenda de hoje


Indicadores


▪️ 11h30 – EUA: DoE – Estoques de petróleo

▪️ 14h30 – Brasil: BC – Fluxo cambial semanal

▪️ 14h30 – Brasil: Tesouro – Relatório Mensal da Dívida Pública (jun)

▪️ 15h00 – EUA: Fed decide juros


Eventos


▪️ 08h00 – Brasil: Dario Durigan concede entrevista à rádio Capital FM

▪️ 10h00 – Brasil: Santander realiza teleconferência de resultados

▪️ 15h30 – EUA: Kevin Warsh (Fed) concede entrevista coletiva após a decisão de política monetária

▪️ 18h30 – Brasil: Lula participa da convenção nacional do PSB, que oficializará Geraldo Alckmin como candidato a vice-presidente


Balanços


▪️ Brasil/antes da abertura – Santander

▪️ Europa/antes da abertura – Deutsche Bank, Telefónica, Intesa Sanpaolo e Airbus

▪️ EUA/antes da abertura – Procter & Gamble

▪️ EUA/após o fechamento – Meta, Microsoft e Qualcomm

▪️ Brasil/após o fechamento – Motiva

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


Nova Iorque +0,2% EUA tech -1% EUA Semis -4,5% UE +0,1% Espanha -0,1% VIX 18,2% Bund 3,10%. T-Note 4,61%. Spread 2A-10A USA=+32pb B10A: ESP 3,55% PT 3,45% ITA 3,90% FRA 3,86% Euribor 12m 2,943% (futuro 12m 3,129%) USD 1,140 JPY 186,3/€ 163,4/$. Ouro 4.036$. Brent 87,2$. WTI 82,0$. Bitcoin +0,8% (63.975$). Ether +1,7% (1.911$).



:: SESSÃO. Favorece-se a liquidez para reduzir riscos. É transitório, mas duro. Provavelmente, oportunidade para comprar semis menos caros. A tecnologia, especialmente semis, continua em fase de realizações de lucros (não é nenhum sell-off), a geoestratégia (EUA/Irão) continua errática (hoje está má e o petróleo aumenta) e, às 19 h, temos a segunda reunião da Fed com Kevin Warsh na liderança (progressivamente mais sucinto, ambíguo e enigmático).


Assuntos mais importantes:


Petróleo Brent c.+3,5% (87,2 $) como consequência de ataques EUA/Arábia Saudita sobre proxys de Irão no Iraque, a redução de stocks petróleo (-3,3M b.) na semana passada e a proposta de Omã ao Irão (que este rejeitou) para pagar portagens “voluntárias” em Ormuz.


A realização de lucros sobre tecnologia – e, principalmente, semicondutores – continua, originada pela desorientação sobre a magnitude e extensão dos investimentos em IA (receio que continuem a ser revistos em alta e se prolonguem), mas também provavelmente por um simples favorecimento da liquidez no verão para reduzir riscos, após ter superado máximos – talvez excessivos, por rapidez e velocidade – no início de junho, tanto a tecnologia (c.+20%), como, ainda mais, os semis (c.+100%).


Os resultados 2T continuam a ser excelentes. Os publicados nas últimas horas geralmente batem expetativas (Ford, RWE, Porsche, Endesa, etc.), MAS a pressão do mercado sobre tech/semis é enorme, com se demonstra com ASMI, que publica resultados e guias melhores do que o esperado, mas o seu ADR -8%, ou com SK Hynix (vendas e EBIT fracos, mas BNA bom), que cai -9% na Coreia.


Aspeto para hoje: 


Fraco (bolsas 0%/-0,5%?), pelo menos até superarmos a Fed e conhecer a mensagem de Kevin Warsh (obviamente repetirá taxas de juros em 3,50/3,75%), que provavelmente não será nem expressivo, nem claro, portanto, a única parte positiva é que a última reunião de verão da Fed já passou. O tom pode melhorar um pouco no final da sessão americana, porque a realização de lucros sobre tecnologia/semis parece um pouco excessiva e é provável que estes níveis sejam já uma oportunidade se colocarmos a atenção em setembro/outubro. Amanhã, reunião do BoE, que repetirá em 3,75% e provavelmente não terá pensado em nenhum movimento no futuro manejável, e na sexta-feira, BoJ, que repetirá em 1,00%, mas poderá subir taxas de juros em dezembro. 


:: CONCLUSÃO. Sessão de espera e um pouco tensa, com bolsas muito débeis e provavelmente sem aprofundar as realizações de lucros em tech/semis. Uma vez superadas as reuniões de verão dos principais bancos centrais (BCE na semana passada e Fed + BoE + BOJ esta semana), é provável que o mercado se estabilize, sem chegar a melhorar realmente, sempre que a geoestratégia não complicar mais as coisas. Embora devemos estar preparados para a sua evolução errática, estilo on/off periódico.


FIM

BDM Matinal Riscala

 Bom dia Quinta-feira, 30 de Julho de 2026. *SUPERQUINTA PARA OS MERCADOS* Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato* … Uma Superquinta espera você...