sexta-feira, 10 de julho de 2026

A GRANDE FUGA: O Brasil está expulsando quem produz!

 A GRANDE FUGA: O Brasil está expulsando quem produz! 

Você já se perguntou por que tantos talentos estão arrumando as malas?


 

Os números oficiais da Receita Federal acabam de escancarar uma realidade assustadora: estamos vivendo uma verdadeira fuga de empreendedores e profissionais altamente qualificados.

 

Os dados não mentem e o cenário é de alerta máximo:

 

Em 2025, o Brasil registrou a marca histórica de 48.306 declarações de "Saída Definitiva do País" no Imposto de Renda.

 

Isso representa um salto expressivo de 64% apenas em relação a 2024, que já havia registrado quase 30 mil saídas.

 

A escalada é contínua e assustadora: desde 2020, quando tivemos 14.360 declarações, esse número mais que triplicou.


 

Mas o que isso significa na prática?

 

Não estamos falando apenas de números em um gráfico. Estamos falando de cérebros, inovadores, investidores e mão de obra qualificada que simplesmente cansaram de lutar contra a maré.


 

Eles estão levando seu capital, suas ideias e sua capacidade de gerar empregos para países que oferecem o que falta por aqui: um ambiente de negócios saudável, segurança jurídica, respeito a quem produz e impostos que retornem em serviços de qualidade.

 


Como já discutimos antes, o "Custo Brasil" não está apenas destruindo nossa competitividade no exterior e sufocando a nossa indústria local. Ele agora está exportando o nosso maior ativo: as pessoas.


 

Quando o sistema burocrático e tributário pune o sucesso e o trabalho duro, a alternativa mais viável acaba sendo o aeroporto.


 

Até quando o Brasil vai aceitar perder sua inteligência, seus empreendedores e seu futuro sem atacar a raiz do problema?


 

Precisamos voltar a ser um país onde vale a pena ficar, investir e construir.


Call Matinal 1007

 Call Matinal

10/07/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (0807)

MERCADOS

Na quarta-feira (08), o Ibovespa interrompeu três pregões de queda e avançou 1,22%, aos 172.742,12 pontos, com volume de R$ 20 bilhões. Já o dólar à vista caiu 0,50%, para R$ 5,1227, refletindo o maior apetite ao risco.

 

PRINCIPAIS MERCADOS

Os futuros das bolsas de Nova York operam sem direção definida nesta sexta-feira (10), em meio ao arrefecimento do rali das empresas de tecnologia após os fortes ganhos da véspera e uma trégua frágil no Oriente Médio mantendo os riscos geopolíticos no radar dos investidores.

 

 

MERCADOS 5h30

 

 

Índices

Comentários

EUA

Dow Jones Futuro: +0,09%

S&P 500 Futuro: -0,20%

Nasdaq Futuro: -0,57%

Mercados sem rumo, em função das estocadas no Oriente Médio.  

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), -1,00%

Nikkei (Japão): +1,20%

Hang Seng Index (Hong Kong): +0,60%

Nifty 50 (Índia): +0,91%

ASX 200 (Austrália): +0,50%

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta 6ªF, com destaque positivo para os mercados do Japão e da Coreia do Sul, impulsionados pelo desempenho das ações de empresas de tecnologia.

Europa

 

 

 

STOXX 600: -0,04%

DAX (Alemanha): -0,04%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,02%

CAC 40 (França): -0,03%

FTSE MIB (Itália): +0,39%

 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -0,21%, a US$ 71,93 o barril

Petróleo Brent, -0,18%, a US$ 76,16 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,87%, a 751,50 iuanes (US$ 110,63)

Bitcoin, +1,54%, a US$ 64.180,00

 

 

Dia 1007

Abrimos o último dia da semana de olho no IPCA, mas também atentos ao comportamento do conflito do Oriente Médio, com os EUA tendo voltado a atacar regiões do Irã. Com isso, os mercados de ativos voltaram a volatilizar, com bolsas sem rumo, petróleo em elevação, o que coloca os futuros de juro pressionados. Em decorrência, fechamos a semana na expectativa. No Brasil, o governo manteve a cautela em relação aos combustíveis, enquanto acompanha os desdobramentos do conflito e seus possíveis efeitos sobre a inflação. Na sexta-feira, espremida entre o feriado em São Paulo e o fim de semana, a liquidez deve se manter reduzida.Mas vamos falar do mundo da bola. A Copa do Mundo vai se definindo, com a França tendo derrotado o Marrocos ontem, num jogo que só um lado jogou. Para mim, está pintando o campeão. A França, realmente, nos parece em ampla vantagem. É uma seleção estrelada, numa superioridade tanta que nem se discute. Hoje, temos mais dois jogos, da Argentina contra a Suiça, ao fim da noite, e da Belgica com a Espanha.

 

Agenda

 Sexta-feira, 10/07

03h00 – Alemanha: Inflação ao consumidor (jun)

05h00– Brasil: Fipe – Primeira prévia de julho do IPC

05h00– França: AIE – Relatório mensal de petróleo

09h00 – Brasil: IBGE – IPCA (jun)

09h00 – Brasil: IBGE – Produção industrial regional (mai)

14h00 – EUA: Baker Hughes – Poços e plataformas em operação▪️

BDM Matinal Riscala

 Sexta-feira, 10 de Julho de 2026.


*IPCA FECHA A SEMANA*

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


… Depois de dois dias dominados pela escalada militar entre Estados Unidos e Irã, o mercado voltou a apostar que a diplomacia prevalecerá sobre a guerra, reduzindo parte do prêmio de risco acumulado no petróleo. Com a geopolítica ainda no radar, mas sem impedir a recuperação do apetite por risco, a atenção dos investidores se desloca hoje para o IPCA de junho, principal teste das expectativas de novo corte da Selic em agosto. No Brasil, o governo manteve a cautela em relação aos combustíveis, enquanto acompanha os desdobramentos do conflito e seus possíveis efeitos sobre a inflação. Na sexta-feira espremida entre o feriado em São Paulo e o fim de semana, a liquidez deve se manter reduzida.


APOSTA NA PAZ – O mercado passou a quinta-feira desmontando parte do prêmio de guerra acumulado nos últimos dias, apesar de um noticiário que continuou mostrando deterioração da situação no Oriente Médio.


… A percepção predominante foi a de que a nova escalada entre Estados Unidos e Irã tende a ser temporária e não deve impedir a retomada das negociações, depois de Donald Trump afirmar que Teerã voltou a procurar Washington para um acordo.


… Também ajudaram bastante relatos da CNN de que Catar e Paquistão trabalham para recolocar os dois países à mesa.


… A reação ficou evidente no petróleo, que devolveu boa parte dos ganhos após dois pregões de forte alta, refletindo a avaliação de que um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz continua sendo o cenário menos provável.


… O movimento prevaleceu mesmo diante de uma sequência de notícias que justificaria uma postura muito mais defensiva dos investidores.


… Pela manhã, a Guarda Revolucionária voltou a ameaçar uma resposta contundente caso os Estados Unidos interfiram nas rotas de navegação em Ormuz, enquanto o Catar reduziu operações em sua principal instalação de GNL por questões de segurança.


… No início da tarde, levantamentos da Reuters e da Bloomberg mostraram que o tráfego marítimo pelo estreito caiu drasticamente, com a navegação praticamente estagnada e operadores reduzindo a circulação de embarcações diante dos riscos na região.


… A mudança de humor começou justamente com as informações de que mediadores voltaram a trabalhar pela retomada do diálogo entre Washington e Teerã. A partir daí, o mercado passou a interpretar a piora operacional em Ormuz como transitória.


… A aposta é clara: os custos econômicos de uma interrupção prolongada do fluxo de petróleo são elevados demais para permitir uma escalada duradoura do conflito. Nem os Estados Unidos, nem o Irã estão em condições de bancar o preço dessa aventura.


… As novas explosões registradas em diferentes províncias iranianas, as ameaças de Teerã contra países da região ou a declaração do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de que “a guerra ainda não terminou”, foram insuficientes para reverter essa leitura.


… A reação dos ativos deixou nítida essa mudança de percepção.


… Enquanto o Brent recuou 2,20%, para US$ 76,30, após ter batido US$ 80 na véspera, os rendimentos dos Treasuries perderam força, o dólar enfraqueceu diante das moedas emergentes e as bolsas recuperaram parte das perdas recentes (leia mais abaixo).


… Os investidores adotaram como mantra a convicção de que a diplomacia deve prevalecer sobre a guerra.


… Ainda assim, se é fato que o mercado reduziu o prêmio de uma guerra prolongada, também é verdade que voltou a incorporar um risco que havia praticamente desaparecido desde o acordo de junho — o da volatilidade geopolítica.


NO BRASIL – A piora do cenário no Oriente Médio levou o governo a assumir uma postura de cautela em relação à política de preços, como admitiu o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ao comentar os planos de retirada dos subsídios aos combustíveis.


… Nesta quinta, ele admitiu que a retomada dos ataques entre Estados Unidos e Irã “acendeu um sinal de alerta”, mas reafirmou que a estratégia permanece a mesma: retirar gradualmente as medidas emergenciais assim que o mercado de petróleo apresentar condições mais favoráveis.


… “A guerra diminuindo de proporção, o objetivo do Ministério da Fazenda é retirar o subsídio”, afirmou.


… Na prática, a cautela se traduziu na decisão da Camex de manter por mais 60 dias a alíquota de 12% do Imposto de Exportação sobre o petróleo, criada para compensar a redução de tributos federais sobre os combustíveis. A medida será reavaliada em 30 dias.


… Mas o governo deixou claro que fará um acompanhamento diário da evolução do conflito antes de decidir sobre qualquer mudança.


… Durigan ressaltou que tanto a subvenção à gasolina quanto ao diesel continuam em vigor e defendeu que o governo mantenha “prontidão” para ampliar ou retirar medidas de acordo com o comportamento dos preços internacionais.


… Ao mesmo tempo, Brasília tenta acelerar alternativas estruturais para reduzir a dependência da gasolina.


… Depois de sucessivos adiamentos provocados pela volatilidade do petróleo, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deverá se reunir na próxima terça-feira para deliberar sobre o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32%.


… A medida é articulada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, com representantes do setor sucroenergético e integrantes do governo, e reduz a necessidade de gasolina fóssil, ajudando a amortecer parte dos impactos de eventuais choques externos sobre os preços dos combustíveis.


IPCA NO RADAR – Em meio às renovadas incertezas sobre a guerra no Oriente Médio e seus impactos sobre os preços, a divulgação do IPCA de junho, às 9h, é esperada como mais um teste decisivo para as apostas de novo corte da Selic em agosto.


… A mediana do Projeções Broadcast aponta desaceleração da inflação de 0,58% para 0,31%, refletindo principalmente o alívio dos preços dos alimentos e do etanol. Em 12 meses, porém, o índice deve subir de 4,72% para 4,79%, permanecendo acima do teto da meta.


… Mais importante do que o resultado cheio será a qualidade da inflação. A expectativa é de desaceleração da média dos núcleos, de 0,45% para 0,31%, acompanhada por uma melhora disseminada entre alimentos, bens industriais e preços administrados.


… Ainda assim, os serviços devem continuar pressionados, e economistas alertam que boa parte da descompressão esperada decorre de fatores pontuais, sem alterar de forma significativa o diagnóstico de inflação ainda resistente.


… O IPCA chega depois de uma sequência de indicadores que reforçou a percepção de perda de fôlego da economia brasileira, com PIB, produção industrial, vendas no varejo e mercado de trabalho apontando desaceleração da atividade.


… Esse conjunto de dados fortaleceu a leitura de que a inflação tende a perder tração nos próximos meses e ajudou a consolidar as expectativas de que o Copom deve manter a queda de 25 pontos-base da Selic na sua próxima reunião.


… Mas se esses são fatores baixistas, o mercado continua monitorando e reagindo aos riscos fiscais e ao ambiente político-eleitoral, que ainda limitam uma revisão mais ampla das expectativas para a política monetária.


MAIS AGENDA – O relatório mensal de petróleo da Agência Internacional de Energia (AIE) abre o dia (5h) e será acompanhado com atenção depois da retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Antes, a Alemanha terá divulgado a inflação final de junho.


… No Brasil, além do IPCA, o BC realiza às 11h30 leilão de swap cambial para rolagem e, ao meio-dia, oferta operações compromissadas.


CURTAS DA POLÍTICA – O representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, afirmou que o resultado da investigação sobre as práticas comerciais brasileiras deverá ser divulgado até 15 de julho.


… Segundo ele, a decisão sobre uma eventual imposição de tarifas ao Brasil será anunciada “muito em breve”.


CARNE. Governo e exportadores brasileiros não veem espaço para uma reversão imediata da exclusão do País da lista de fornecedores de carnes e produtos de origem animal à União Europeia.


… Para a carne de aves, a expectativa é de solução mais rápida, mas, para a bovina, o Brasil pode permanecer fora desse mercado até 2027.


CAMINHONEIROS. Representantes da categoria ameaçaram uma greve nacional caso o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não paute a votação da MP que reforça a política de pisos mínimos do frete rodoviário antes de sua perda de validade, em 16 de julho.


BETS. O governo publica nesta sexta-feira novas regras para a publicidade das plataformas de apostas, proibindo propagandas que induzam ao jogo ou apresentem apostas como investimento.


… As normas entram em vigor no dia 17 e obrigam a inclusão de alertas sobre os riscos de dependência e perdas financeiras.


… Segundo a Fazenda, 56 mil sites, aplicativos e plataformas ilegais já foram derrubados.


AGRO. Entidades do agronegócio entregaram a Geraldo Alckmin proposta de criação de um fundo garantidor para o crédito rural, com o objetivo de destravar os financiamentos do Plano Safra, reduzir a exigência de garantias dos produtores e ampliar a oferta de recursos ao setor.


ACORDO TÁCITO? – De concreto sobre uma trégua na guerra, não houve nada, mas cresceu, como se viu, a percepção de que Irã e Trump podem ter forte interesse em evitar a retomada de um conflito em grande escala.


… O investidor supõe que estratégias de saída do clima de maior hostilidade seriam mais vantajosas a ambos os lados e que a diplomacia pode prevalecer, em meio aos relatos de que os mediadores Paquistão e Catar estão trabalhando.


… Analistas de commodities do Citi acreditam que as negociações devem ser reiniciadas entre uma e duas semanas.


… Neste contexto, apesar de esta quinta-feira ter sido marcada por uma nova onda de ataques no Oriente Médio e interrupções importantes no tráfego marítimo do Estreito de Ormuz, os negócios baixaram o nível de estresse.


… Em véspera de IPCA, os juros futuros descontaram a dose de ansiedade com o indicador de inflação e queimaram prêmio de risco junto com o petróleo, com as taxas dos Treasuries e com o dólar, que voltou para a faixa de R$ 5,12.


… A maioria dos contratos do DI fechou nas mínimas do dia e, entre os vencimentos mais curtos, o Janeiro de 2027 furou os 14% e fechou a 13,990% (de 14,041% no ajuste anterior). Jan/28 recuou para 14,020% (contra 14,171%).


… Jan/29 marcou 14,205% (de 14,358% na véspera); Jan/31, 14,340% (de 14,453%); e Jan/33, 14,385% (de 14,467%).


… A curva seguiu à risca a oscilação dos rendimentos dos Treasuries, na esperança de que Trump e o Irã baixem as armas. O retorno da Note-2 anos caiu a 4,171% (contra 4,205% na véspera) e o de 10 anos foi a 4,547% (de 4,571%).


… Se o câmbio já tinha dado sinais de sangue-frio nos últimos dias, mesmo com a escalada das tensões geopolíticas, possivelmente não seria ontem que pararia de exibir alívio. O dólar à vista anotou baixa de 0,50%, a R$ 5,1228.


… Num jogo de ganha-ganha, o real já vinha tirando proveito do petróleo mais caro, com efeito positivo na balança comercial doméstica. E, mesmo com o barril caindo, continuou faturando, desta vez o ambiente menos defensivo.


… O mercado cambial também segue de olho no diferencial de juros, especialmente entre o Fed e o Copom.


NOVO FOCO – Para o presidente do Fed de Nova York, John Williams, o novo choque nos preços de energia deve ser curto e, atualmente, a principal preocupação para a inflação, segundo ele, é a demanda por inteligência artificial.


… “A política monetária pode ter que reagir se o impacto da IA for sustentado”, disse. “Vamos trazer a inflação de volta a 2%”, afirmou, observando que o mercado de trabalho “muito estável” hoje oferece menor risco aos juros.


… Na Europa, predomina o tom hawkish. Divulgada ontem, a ata do BCE revelou que os dirigentes acreditam que a inflação seguirá acima da meta até o ano que vem, o que eventualmente exigiria maior conservadorismo.


… Na avaliação do ING, o documento reforça o cenário-base de mais uma elevação dos juros em setembro.


… Também o BC inglês enfrenta pressão. Em entrevista a um podcast da BBC, o economista-chefe do BoE, Huw Pill, disse que as taxas vão precisar subir na reunião deste mês (dia 30) para manter a inflação sob controle.


… Ele foi voto vencido no último encontro de política monetária, em junho, quando votou por alta contra a pausa.


… Ontem, a libra subiu 0,12%, para US$ 1,3408, o euro registrou leve alta de 0,09%, a US$ 1,1428, e o iene avançou para 162,41 por dólar. A força das três moedas derrubou o índice DXY do dólar em 0,1%, para 100,904 pontos.


… O Fed informou que Armínio Fraga foi escolhido para integrar a força-tarefa das reformas no BC dos EUA. Ele fará parte da revisão de comunicação, neste momento em que Kevin Warsh reitera política de não dar forward guidance.


BAIXOU A GUARDA – A aposta de que Trump e o Irã vão acabar caindo em si de que não vale a pena o custo de prolongar a guerra pautou também a recuperação das bolsas e induziu o Ibovespa a recobrar os 172 mil pontos.


… Após três pregões consecutivos de perdas, o índice à vista subiu mostrou ganho de 1,22%, aos 172.742,12 pontos. O volume de negócios seguiu enfraquecido, em R$ 20 bilhões, no clima de meio-feriado de 9 de Julho em São Paulo.


… Com o apetite maior ao risco, os bancos foram destaque na sessão: Bradesco PN, +1,75% (R$ 18,00); Itaú PN,  +1,67% (R$ 42,59); BB ON, +2,41% (R$ 20,00); Santander unit subiu 2,70% (R$ 26,29); e BTG unit, +3,21%, a R$ 55,68.


… Vale registrou recuperação parcial das perdas recentes e subiu 0,62%, a R$ 73,15. Petrobras foi no sentido contrário e devolveu os ganhos com o petróleo: ON perdeu 1,43%, a R$ 43,53; e PN caiu 1,11%, a R$ 39,21.


… Também pesou a decisão do governo Lula de prorrogar o imposto de exportação sobre o petróleo.


… Magazine Luiza liderou as altas e saltou 7,76% (R$ 4,86), com a queda dos juros futuros beneficiando o varejo.


… Deixando de lado o estresse do Oriente Médio, as bolsas em Nova York foram embaladas pelo boom da IA.


… Micron disparou 4,52% após anunciar US$ 3 bilhões em investimentos para cadeia de suprimentos de chips. Meta engatou um rali 4,70% após a Reuters noticiar que a empresa planeja fabricar chips de IA a partir de setembro.


… O Nasdaq subiu 1,30%, a 26.206,89 pontos; S&P 500, +0,81% (7.543,61 pontos); e Dow Jones, +0,27% (52.487,41).


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS concluiu a aquisição e assumiu a operação do bloco exploratório 3, em São Tomé e Príncipe, passando a deter 75% de participação no ativo.


RUMO. S&P rebaixou o rating nacional de brAA+ para brAA-, com perspectiva negativa, citando o enfraquecimento do perfil de crédito da Cosan e potenciais efeitos de contágio…


… O BNP Paribas informou que passou a deter 5,09% das ações ordinárias da Rumo.


MULTIPLAN vendeu três terrenos adjacentes aos shoppings Jacarepaguá e Campo Grande, no Rio de Janeiro, e em Canoas, no Rio Grande do Sul, para desenvolvimento de projetos multiuso…


… Companhia receberá permuta financeira entre 11% e 16,5% do VGV. Citi avaliou que a operação deve gerar valor, ao fortalecer o entorno dos empreendimentos, e manteve recomendação de compra para a companhia.


MRV&CO registrou geração de caixa consolidada de R$ 77,2 milhões no segundo trimestre…


… Lançamentos somaram VGV de R$ 2,95 bilhões, queda de 14,4% na comparação anual, enquanto as vendas líquidas cresceram 3,5%, para R$ 2,75 bilhões.


OI informou que o caixa caiu para R$ 19,6 milhões e alertou que poderá ficar sem recursos para manter as operações a partir de agosto caso não haja novos aportes ou mudança no cenário.


ENERGISA MATO GROSSO fará a 29ª emissão de debêntures, no valor de R$ 350 milhões, para financiar investimentos em infraestrutura de distribuição de energia elétrica.


ECONOMATICA rescindiu o acordo com a Ibirá para venda da participação na TC AI e assinou memorando vinculante para negociar a venda da plataforma TC e da carteira da TC AI para a EQI por R$ 3 milhões.

Nos ouvidos do Rei, by Simon Schwartzman

Com a aproximação das eleições de outubro, é curioso observar dois movimentos que parecem contraditórios. Por um lado, um sentimento generalizado de fatalismo. A polarização política, confirmada e reforçada pelas pesquisas de voto, indicam que estamos fadados a ter que escolher entre os candidatos menos ruins, responsáveis, cada qual à sua maneira, pela situação em que a maior parte do país se encontra, com a economia se arrastando, as contas pública fora de controle, a má qualidade das políticas sociais e as instituições em frangalhos. Por outro, uma grande mobilização de associações, organizações sociais, institutos de pesquisa e think tanks para formular projetos e propostas a serem levadas aos ouvidos do futuros governantes, na esperança de que ele se dignem a ouvir e quem sabe executar o que propõem seus futuros súditos. Será que eles estarão dispostos a prestar atenção e agir conforme as evidências e propostas desenvolvidas com bons métodos e racionalidade, ou continuarão a agir, simplesmente, conforme suas ideias preconcebidas e interesses de curto prazo?


Depende, em parte, de que tipo de propostas e que nível de governo. Duas pesquisas recentes ajudam a entender o que ocorre. A primeira, feita com quase dois mil prefeitos brasileiros[1], mostra que eles valorizam evidência, pagam para conhecer resultados de avaliações de impacto e ajustam suas crenças de forma bastante racional. Mas só fazem o que está sendo sugerido quando forem propostas baratas, sem custo político, sem exigir orçamento, aprovação legislativa ou reorganização da máquina pública. A outra pesquisa, feita na Espanha com quase seis mil municípios, mostra que a ideologia do mensageiro importa mais do que o conteúdo da mensagem. A proposta, no caso, era como atrair mais turistas para os municípios melhorando as informações disponíveis sobre eles na Internet, feita por organizações alinhadas ou de oposição aos governos locais.[2] Quando o mensageiro era do mesmo lado, muitos prefeitos faziam o que era proposto; quando vinha da oposição, era como se não existisse. Propostas vindas de instituições com boa reputação mas não alinhadas tinham efeitos intermediários.Não basta estar certo: é preciso ser ouvido por quem já concorda, ou ter reputação suficiente para atravessar a desconfiança ideológica. Mas, como no estudo brasileiro, não basta que a proposta seja bem feita e ideologicamente alinhada, ela precisa ser barata e simples de implementar. Na maioria dos casos, falta orçamento, quadros técnicos, continuidade administrativa e, com frequência, disposição para arcar com o desgaste político de uma mudança.

Se esta dificuldade existe para propostas simples a nível das prefeituras, elas são maiores ainda para propostas complexas para governos estaduais ou para o governo federal.Isto não torna o trabalho de diagnóstico e elaboração de propostas um exercício inútil, mas permite entender melhor o seu alcance. Só em casos excepcionais propostas bem fundamentadas, mas caras e complexas, são adotadas diretamente pelos governantes. Mas elas podem ter um efeito de longo prazo, de formação das agendas de política pública. Propostas bem construídas circulam pela imprensa, alimentam colunas de opinião, aparecem em debates eleitorais e aos poucos tornam-se parte do vocabulário comum, inclusive de adversários ideológicos, que raramente citam a fonte original mas acabam absorvendo os argumentos. Para isto, além de tecnicamente bem elaboradas, elas precisam ser claramente inteligíveis e comunicáveis em suas ideias centrais, sem se perder em detalhes. Não basta elaborar um bom projeto e esperar que ele que ele se imponha pela força dos dados e dos argumentos. A comunicação não é um canal secundário, mas, quando bem feita, é tão ou mais eficaz do que o próprio projeto ou proposta que lhe deu origem.

O que traz um dilema que quem trabalha com políticas públicas conhece bem: que grau de detalhe, ou especificidade, as boas propostas precisam ter? Propostas amplas — melhorar o ensino médio, profissionalizar a gestão municipal — são fáceis de comunicar e não assustam ninguém, mas são vazias demais para orientar qualquer decisão. Propostas detalhadas, com desenho de implementação, cronograma, fontes de financiamento e identificação de quem ganha e quem perde são as únicas capazes de gerar mudança real, mas criam mais pontos de atrito: quanto mais específica, maior a chance de que algum detalhe desagrade mesmo a quem, por afinidade política, estaria disposto a adotá-la.

Não há solução fácil, mas os dois estudos sugerem um caminho: apostar menos na crença de que a evidência e lógica falam por si e mais em uma estratégia de comunicação. Pensar quem leva a mensagem e para quem, aceitando que o mesmo conteúdo pode precisar de portadores diferentes conforme o interlocutor. Formular propostas certas é a parte fácil. Fazê-las atravessar a desconfiança política e a real capacidade de execução é o verdadeiro trabalho, e é nisso que os formuladores de propostas para o próximo governo deveriam pensar, tanto quanto no conteúdo técnico de suas recomendações.


[1] Hjort, Jonas, Diana Moreira, Gautam Rao, and Juan Francisco Santini. 2021. “How research affects policy: Experimental evidence from 2,150 Brazilian municipalities.” American Economic Review 111(5):1442-80.

[2] Garcia-Hombrados, Jorge, Marcel Jansen, Ángel Martínez, Berkay Özcan, Pedro Rey-Biel, and Antonio Roldán-Monés. 2024. Ideological Alignment and Evidence-Based Policy Adoption. Institute of Labor Economics (IZA).

Resumo AJAX

 09/07/2026 – AJAX ASSET

Resumo: Na Europa, EuroStoxx sobe 0,6%; enquanto, nos EUA, S&P 500 avança 0,1% e Nasdaq ganha 0,5%. Na Ásia, Nikkei encerrou a sessão em alta de 1,6%; e Shanghai subiu 1,7%. Nas moedas, DXY estável, aos 101,0 pontos, e MXN aprecia 0,1%. Já nas commodities, brent sobe 0,8%, aos USD 78,9/barril; e as taxas das treasuries sobem até 02 bps ao longo da curva_


CENÁRIO EXTERNO


• EUA – Ata do Fomc: O Comitê continua vendo riscos altistas para a inflação. Embora parte da pressão recente seja do choque de energia com o conflito no Oriente Médio, o acordo provisório entre EUA e Irã contribuiu para reduzir a curva futura do petróleo e as medidas de inflação implícita de curto prazo. Ainda assim, esse alívio não altera o balanço de riscos para a inflação, que segue desfavorável. Enquanto isso, o forte ciclo de investimentos em IA continua sustentando um crescimento acima do potencial e pressionando preços de tecnologia, eletricidade e outros insumos, enquanto os ganhos de produtividade devem aparecer apenas de forma gradual. Sobre a política monetária, alguns dirigentes já enxergam justificativa para novas altas de juros, enquanto grande parte avalia que o nível atual da taxa não é suficientemente restritivo e, em cenários de inflação mais persistente, algum aperto adicional poderá ser necessário. Em suma, a ata mostra que o Comitê permanece mais preocupado com a persistência da inflação do que com os riscos para a atividade e o mercado de trabalho. 


• Macro: (1) China - CPI e núcleos subiram 1,0% em junho (vs consenso de 1,1%), enquanto o PPI avançou 4,1%, em linha com consenso.


• Agenda – EUA: (i) 9h30 tem pedidos semanais de seguro-desemprego; e (ii) 11h tem vendas de casas usadas em junho.


BRASIL


• Mercados: Lá fora, as bolsas se recuperam após escalada das tensões no Oriente Médio. O petróleo e dólar se mantém “de lado”, enquanto as taxas das treasuries tem leve alta. Por aqui, ativos locais deverão acompanhar melhora de humor aos mercados emergentes, recuperando parte das perdas recentes. 


• Política: Ontem, o Senado aprovou a Medida Provisória que libera crédito de R$ 15 bilhões para o Plano Brasil Soberano, como parte dos esforços do governo para auxiliar empresas e exportadores afetados pelas tarifas implementadas pelos EUA e pela guerra no Oriente Médio. A MP, que segue para sanção presidencial, estabelece que o Fundo Garantidor de Crédito ao Comércio Exterior (FGCE), de natureza privada, seja o responsável por cobrir possíveis perdas dos exportadores. Caso os recursos sejam insuficientes, seria acionado o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), administrado pela União. Vale ainda notar: a nova escalada dos conflitos no Oriente Médio também pode provocar a prorrogação da vigência do imposto de exportação do petróleo e adiar a revisão parcial da subvenção aos combustíveis. Vamos acompanhar. 


• Sobre as Tarifas: Márcio Elias Rosa, ministro do MDIC, deve ter até a próxima 2ª (13) uma reunião direta com Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA. Espera-se, ao menos, um aumento do número de exceções na lista dos produtos que ficariam de fora da nova sobretaxa. Já a CNN comenta que Lula descarta atuar diretamente junto a Trump antes da confirmação do tarifaço sobre produtos brasileiros. A ordem seria esgotar todos os canais, tanto técnicos como diplomáticos. 


• Fluxo Cambial Contratado (jun/26): saldo positivo de USD 3,9 bilhões, reflexo de um fluxo positivo de USD 9,7 bilhões no segmento comercial, parcialmente compensado por um fluxo negativo de USD 5,8 bilhões no segmento financeiro. Sobre o fluxo financeiro, que seguiu negativo ao longo do mês, fruto das saídas líquidas de recursos. Ainda assim, o déficit foi menor vs meses recente. No fluxo comercial, o superávit seguiu robusto, sustentado pelo bom desempenho das exportações líquidas, compensando a fraqueza observada na conta financeira. Com esse resultado, o fluxo cambial no ano seguiu positivo em USD 18,1 bilhões.


• Agenda: (i) 11h30 tem leilão de pré-fixados.


EQUITIES


• POMO4: dados mensais da Fabus de jun/26. Destaques: (i) produção total de 2.634 unidades (2.371 excluindo a Volare), sendo +6% M/M e +23% A/A. Vale notar: produção por dia útil foi de 125 unidades (+1% M/M e +18% A/A). E, no 2º tri, produção foi de 7.634 unidades (6.859 excluindo a Volare), sendo +5% A/A. Sobre a Marcopolo, (ii) produção mensal de 1.266 unidades (+5% M/M e +26% A/A), sendo a produção por dia útil de 60 unidades (+0% M/M e +20% A/A). No 2º tri, a produção totalizou 3.687 unidades (+37% T/T e +13% A/A). Em suma, Marcopolo foi beneficiada pelo aumento nas entregas para o Ministério da Saúde e CDE, o que compensou o desempenho mais fraco nos demais segmentos. No 2º tri, os volumes foram impulsionados por micro-ônibus (+120% A/A), compensando desempenho mais fraco de ônibus rodoviários (-30,5% A/A), ônibus urbanos (-34% A/A) e exportações (-29,5% A/A). Mais: houve uma piora no mix de produtos, o que deverá pressionar margens nesse balanço do 2T26, com exportações tendo margens de 10% (vs 16% no 2T25), ônibus rodoviários (21% vs 34% no 2T25), ônibus urbanos (11% vs 19% no 2T25). 


Ajax Asset Management

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


Nova Iorque +0,8% EUA tech +1,6% EUA Semis +3,1% UE +1,3% Espanha +1,1% VIX 15,8% Bund 3,05%. T-Note 4,53%. Spread 2A-10A USA=+37pb B10A: ESP 3,53% PT 3,42% ITA 3,84% FRA 3,85% Euribor 12m 2,813% (futuro 12m 3,000%) USD 1,144 JPY 185,9/€ 161,6/$. Ouro 4.113$. Brent 76,5$. WTI 72,3$. Bitcoin +2,5% (64.072$). Ether +1,8% (1.778$).



:: SESSÃO. Após as generosas subidas de ontem, deverá aplanar… mas provavelmente evolui para melhor, após a Europa abrir tíbia (pode ser que a abertura americana mostre intenção de subir um pouco) por 2 motivos: Japão e as suas pensões e os ADRs de SK Hynix. 


1.- No Japõa, bolsa +1,3% está a ponderar a possibilidade de as pensões dos seus cidadãos (enormes, por aprox. 3,3Bn$ = aprox. 2 x PIB Espanha) receberem incentivos para investir em ativos nacionais. Por isso, yen e obrigações japoneas em alta nas últimas horas. 


2.- SK Hynix (semis tipo DRAM, NAND…) angariou ca. 26.500 M$ no seu listing em ADRs (mediante uma ampliação de capital por +2,4%, com cerca de 7 vezes mais subscrições do que o previsto) a 149 $/ação, o que significa que o mercado digeriu essa diluição teórica de 2,4% atribuindo-lhe custo zero e é muito provável que esta tarde suba em Nova Iorque. 


Essas 2 referências são o importante, visto que hoje não sairá nada que realmente possa mover o mercado, uma vez que TSMC adiou para segunda-feira a publicação das suas vendas em junho (esperado +35%) devido a um furacão em Taiwan. 


E na próxima semana começa a publicação de resultados 2T’26, principalmente empresas americanas. Será outro trimestre bom, o que continuará a proporcionar apoio às avaliações das bolsas. Como referência, espera-se EPS +24,4% nos EUA e +15,3% na Europa.


Geoestratégia: os EUA e o Irão continuam a atacar-se mutuamente, sem que o mercado se altere quase nada, enquanto o petróleo não encarecer a sério. Insistimos em considerar altamente improvável a assinatura de algum acordo e que se transformará num conflito de fricção e de longo prazo, com presença semipermanente da armada americana na zona (1 ou 2 frotas) e reativação periódica das ações militares, com o objetivo (americano) de que a China perceba que os EUA decidem se o petróleo lhes chega ou não, e em que quantidade. Devemos continuar a interpretar este conflito, igual ao da Ucrânia, como o desenvolvimento ao abrigo do modelo da Armadilha de Tucídides.


:: CONCLUSÃO. Melhor aspeto do que o que aparenta. Irá arrancar fraco, mas provavelmente melhora na tarde americana (ou antes), principalmente quando os ADRs de SK Hynix começarem a marcar preço. Além disso, a atenção mudará imediatamente para a publicação dos resultados 2T, que voltarão a ser bons e melhores do que o esperado. Nestas circunstâncias, não parece ser uma boa ideia passar o fim de semana a liquidar ou a reduzir posições.


FIM

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