quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Os preços não são medidas de valor

 Os preços não são medidas de valor

Michael Njoku

Com algumas exceções, vários procedimentos epistemológicos na ciência da economia são fortemente influenciados pela força do empirismo ou positivismo lógico. Consequentemente, encontramos cada vez mais a ciência da economia compartimentada em várias escolas metodológicas que, em vários graus, estão interessadas em importar os métodos das ciências naturais em detrimento da tarefa real da economia.

Dentro da economia, existem quadros metodológicos arraigados que favorecem fortemente as medições com o objetivo de fazer as chamadas previsões empíricas "falsificáveis". Esta alteração do positivismo no estudo da ação humana levou a uma tendência generalizada para interpretar erroneamente os preços como medidas de valor, dada a estreita ligação entre os dois. É tarefa deste artigo refutar essa falácia generalizada e restabelecer a clara distinção entre as categorias praxeológicas de "valor" e "preço".

O que torna a medição possível?

A medição pressupõe um padrão imutável sobre o qual se faz o cálculo em relação às entidades em mudança. Nas ciências naturais, existem padrões que são relativamente fixos, e que são subsequentemente empregados como meios de estabelecer magnitudes e vários graus de relações quantitativas entre entidades (por exemplo, espaço, volume, comprimento, largura, tempo, etc.). A condição de fixidez em certos fenómenos naturais torna propício para os físicos e teóricos das várias ciências naturais realizar experiências em escala e fazer previsões testáveis.

No entanto, a situação é diferente no campo da ação humana, objeto das ciências sociais e da economia. Aqui, não estão presentes todas as condições que justificam a medição. Os fenómenos no domínio da ação humana são resultados de uma interação complexa de fatores cujas relações quantitativas específicas não são facilmente acessíveis ao inquiridor. Simplificando, não somos capazes de discernir as relações constantes que tornariam a medição viável no domínio da ação humana. E, mesmo que as relações constantes sejam aparentes sob certas condições, elas são meramente históricas e não teóricas.

Além disso, a ciência da economia não está carente de métodos científicos de medição, mas sim devido à natureza do objeto de seu estudo – a ação humana – é privada de condições sob as quais as técnicas de medição são aplicáveis. Mises observa o seguinte em Human Action:

A impraticabilidade da medição não se deve à falta de métodos técnicos para o estabelecimento da medida. Deve-se à ausência de relações constantes. Se fosse causada apenas por ineficiência técnica, pelo menos uma estimativa aproximada seria possível em alguns casos. A economia não é, como os positivistas ignorantes repetem repetidamente, retrógrada porque não é "quantitativa". Não é quantitativo e não mede porque não há constantes.

O cientista social recorre a outros métodos de estabelecimento do conhecimento para além dos das ciências naturais. Mises, ao destacar os procedimentos epistemológicos das ciências sociais, coloca da  seguinte forma: 

A tarefa das ciências da ação humana é a compreensão do significado e da relevância da ação humana. Aplicam-se para isso dois procedimentos epistemológicos diferentes: conceção e compreensão. A conceção é a ferramenta mental da praxeologia; A compreensão é a ferramenta mental específica da história.

Valor e Preços

O trampolim final do processo de mercado é a avaliação subjetiva do consumidor. Toda ação dentro do contexto do mercado é direcionada para servir à obtenção de fins valorizados – mais particularmente, os mais urgentes nas escalas de valor dos indivíduos.

Ao contrário da errada teoria do valor do trabalho avançada pelos economistas clássicos – que tenta quantificar o valor aludindo à quantidade de trabalho despendido – o valor de um bem não é determinado pela quantidade de trabalho empregado na produção do bem. O valor é antes a estimativa subjetiva da importância que a satisfação de uma necessidade tem para o indivíduo. O valor é uma grandeza qualitativa intensiva, graduada de acordo com uma escala ordinal. Formalmente definido por Carl Menger em seus clássicos Princípios de Economia como "a importância que bens individuais ou quantidades de bens alcançam para nós porque estamos conscientes de ser dependentes do comando deles para a satisfação de nossas necessidades". O valor não está, portanto, aberto às estimativas de um árbitro externo. Isto impede, por conseguinte, qualquer forma de medição objetiva do valor.

Um preço, por outro lado, é um conceito praxeológico derivado da categoria de ação conhecida como troca. Os preços são simplesmente relações de troca – quantidades definidas de uma mercadoria menos valorizada que são abandonadas para obter quantidades definidas de outra mercadoria que é muito mais valorizada.

Com o dinheiro como meio de troca, isso traduz os preços em um número calculável. O homem atuante, tendo tomado conhecimento do papel desempenhado pelos meios de troca na facilitação da satisfação de seus desejos mais urgentes através do comércio, substitui a troca indireta pelo câmbio. Assim, o dinheiro torna-se um meio mais satisfatório para alcançar fins. Os preços monetários são, então, os resultados do aspeto da ação envolvendo um meio de troca comumente usado.

Os preços não são medidas de valor. Esse valor é imputado às unidades de um bem pelo qual são pagos preços não implica que esses preços meçam o valor. A incapacidade de compreender adequadamente essa distinção praxeológica entre as categorias de valor e preços, respectivamente – apesar da estreita ligação entre as duas – levaria à suposição errado de que o valor é medido pelos preços. Os vários preços pagos pelos bens resultam do facto de determinadas quantidades desses bens serem valorizadas em resultado do seu potencial emprego para satisfação das necessidades.

Além disso, os preços têm propriedade informacional na medida em que podem ser usados para capturar ou sinalizar o valor que determinadas quantidades de uma mercadoria possuem para um determinado consumidor – isto é, o grau de importância da satisfação do desejo que depende do emprego do bem – mas não medem esse valor. O facto de os preços sinalizarem valores subjetivos em tempo real de muitos indivíduos não constitui  um valor de medição. A medição é estritamente a determinação de magnitudes em números cardeais. O valor, por outro lado, é classificado e representado em números ordinais.

BTG Pactual 0512

 🌎INTERNACIONAL


Os índices futuros em NY operam de lado, enquanto Bolsas na Europa, principalmente a de Paris, têm viés mais positivo. O dia é de agenda esvaziada de indicadores econômicos, com destaque para os dados de seguro-desemprego nos EUA, que saem hoje, às 10h30, na véspera do payroll. Na França, o parlamento derrubou o primeiro-ministro Michel Barnier. 


O S&P 500 futuro opera estável, o Stoxx Europe sobe 0,3%, o Nikkei fechou em alta de 0,3% e o Shanghai +0,1%. O Bitcoin passou o nível dos US$ 100 mil. 


•  S&P 500 Futuro estável

•  STOXX 600 +0,3%

•  FTSE 100 estável

•  Nikkei 225 +0,3%

•  Shanghai SE Comp. +0,1%

•  MSCI EM estável

•  Dollar Index -0,1%

•  Yield 10 anos +2,7bps a 4,2071%

•  Petróleo WTI +0,3% a US$ 68,77 barril

•  Futuro do minério em Singapura -1,6% a US$ 103,7

•  Bitcoin +4,9% a US$ 102665,19


Com a queda de Barnier, o presidente francês Emmanuel Macron indicará um novo primeiro-ministro, que precisa aprovar o orçamento de 2025. Na Zona do Euro, as vendas no varejo caíram 0,5% em outubro na comparação mensal. 


O petróleo tem leve alta, com o WTI a US$ 68,8 o barril e o brent a US$ 72,4 barril, em dia de reunião da Opep, no qual a expectativa é de novo adiamento de medidas para retomar a oferta de petróleo. O futuro do minério de ferro cai 1,6% em Singapura, a US$ 103,7 a tonelada, com piora das vendas da construtora chinesa Country Garden, o que sinaliza que a continua a crise imobiliária do país. 


O Bitcoin atingiu o patamar dos US$ 100 mil, ainda impulsionado pela expectativa de que o governo de Donald Trump será mais favorável ao mercado de criptoativos. Agora pela manhã, a alta era de 4,9%, a US$ 102,7 mil. Trump nomeou Paul Atkins, um defensor do mercado cripto, para a presidência da SEC, a CVM americana. 


🇧🇷BRASIL


O dia é de agenda mais tranquila de indicadores econômicos, com destaque apenas para a balança comercial de novembro, que será divulgada às 15h e deve mostrar superávit de US$ 7,3 bilhões, segundo projeção do BTG Pactual. O Tesouro faz leilão de LTNs e NTN -Fs. 

  

Em Brasília, a Câmara aprovou os requerimentos de urgência para os dois projetos de lei do ajuste fiscal. Assim, os textos poderão ser votados direto no plenário. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou ontem que as medidas de ajuste fiscal que ficaram de fora do pacote não estão descartadas.


O presidente Lula participa hoje, às 9h30, de inauguração de fábrica da Suzano e depois embarca para o Uruguai, onde ocorrerá a reunião da cúpula do Mercosul. Há expectativa de que seja anunciada durante a cúpula o acordo do Mercosul com a União Europeia. 


O dólar recuou 0,1% ontem, a R$ 6,048, e o Ibovespa caiu 0,04%, aos 126.087 pontos. 


🏢EMPRESAS


A Petrobras confirmou que o presidente do conselho de administração, Pietro Mendes, foi indicado para a diretoria da ANP, mas que permanecerá no cargo até a eventual nomeação na ANP. A Braskem reestruturou a diretoria, com manutenção de 4 dos 12 executivos atuais. O tribunal de falências nos EUA aprovou compra dos ativos da Avon fora do país pela Natura no processo de recuperação judicial. 


A Suzano pagará R$ 2,5 bilhões em juros sobre capital próprio. A BRF pagará R$ 200 milhões em juros sobre capital próprio (R$ 0,123 por ação). A Fitch rebaixou o rating da Aeris para “BBB(bra)”. A Santos Brasil teve alta de 20,5% na movimentação de contêineres em novembro, em base anual. 



 BTG Pactual

Matinal Josué Leonel

 Plano avança na Câmara; Tesouro, Petrobras no foco: Mercado Hoje

2024-12-05 10:29:01.25 GMT



Por Josue Leonel

(Bloomberg) -- Câmara aprovaurgência para duas propostas do

pacote fiscal, o que pode amenizar os receios sobre obstáculos

ao plano que ajudaram a pressionar os ativos brasileiros na

sessão anterior. Resistências a cortes de gastos, contudo,

persistem entre militares, dizem fontes. Juros futuros podem

ganhar alívio com avanço do pacote, mas enfrentam fator de

pressão com leilão do Tesouro. A menos de uma semana do Copom,

mercado precifica alta de 1pp da Selic. No corporativo,

Petrobras confirma indicação de chairman para ANP e Suzano

aprova R$ 2,5 bi em JCP.

No exterior, bolsa francesa sobe apesar da crise política

no país, enquanto bitcoin supera US$ 100.000 com nomeação de

defensor das criptos para dirigir SEC. Rendimento dos treasuries

sobe, mas índice dólar recua, com mercado à espera de dado de

seguro-desemprego na véspera do payroll nos EUA. Petróleo tem

variação discreta antes de Opep+ e minério de ferro cai com

persistência dos problemas imobiliários da China. 

*T

Às 7:28, este era o desempenho dos principais índices:

S&P 500 Futuro estável

STOXX 600 +0,3%

FTSE 100 estável

Nikkei 225 +0,3%

Shanghai SE Comp. +0,1%

MSCI EM estável

Dollar Index -0,1%

Yield 10 anos +2,7bps a 4,2071%

Petróleo WTI +0,3% a US$ 68,77 barril

Futuro do minério em Singapura -1,6% a US$ 103,7

Bitcoin +4,9% a US$ 102665,19

*T

Internacional

Ativos franceses resistem à crise política; bitcoin supera

US$ 100.000

* Bolsa sobe em Paris e supera desempenho do índice europeu

Stoxx 600, enquanto o spread dos rendimentos entre a França e a

Alemanha permanece estável depois da queda do governo de Michel

Barnier na quarta-feira

* Presidente Emmanuel Macron agora precisa indicar outro

primeiro-ministro, que precisa aprovar orçamento para 2025 em

parlamento dividido

* Futuros de Nova York oscilam pouco após o S&P 500 avançar

ontem para seu 56º recorde de fechamento de 2024, com fala do

presidente do Fed, Jerome Powell, de que economia dos EUA está

em “forma notavelmente boa”

* Atenção se volta para números de pedidos de auxílio-desemprego

dos EUA, antes do payroll amanhã

* Rendimento dos treasuries sobe e índice dólar recua, com

maioria das moedas emergentes em alta

* Bitcoin estendeu ganho de quarta-feira e superou os US$

100.000 pela primeira vez, depois que o presidente eleito Donald

Trump escolheu um defensor das criptomoedas para comandar a SEC

* Petróleo tem leve alta, depois de cair perto de 2% na véspera,

antes de reunião da Opep+ nesta quinta-feira, que deve ver o

cartel adiar novamente uma medida para reativar a produção em um

mercado já bem abastecido

* Minério de ferro recua e interrompe recuperação de quatro dias

devido à piora da queda nas vendas da construtora chinesa

Country Garden, indicando que a crise imobiliária do país está

longe de acabar


Para acompanhar

Tesouro em meio a aposta em 1pp; balança comercial

* Tesouro oferta LTN e NTN-F

* Juros futuros de curto e médio prazo subiram ontem com aposta

em alta de 1pp da Selic, enquanto dólar fechou de lado, depois

de se afastar das mínimas simultaneamente à piora no Ibovespa

com notícia do Globo de que governo irá trocar presidente do

conselho da Petrobras

* Deutsche Bank vê Brasil mais arriscado e cita pessimismo com

real

* Balança comercial, que será divulgada às 15:00, deve registrar

superávit de US$ 7,5 bilhões em novembro

* BC oferta 15.000 contratos de swap cambial para rolagem

* Equatorial, Fleury, Klabin, Santos Brasil e Stone participam

de conferência do JPMorgan

* Embraer participa de conferência do Goldman Sachs

* Indústria eletroeletrônica anuncia investimentos de R$ 5 bi

até 2027: Agência Brasil


Outros destaques

Câmara aprova regime de urgência, militares resistem;

Mercosul

* Câmara aprovou regime de urgência para duas propostas que

fazem parte do pacote fiscal, segundo Agência Câmara

** Um dos projetos autoriza governo a limitar o uso de crédito

tributários em caso de déficit fiscal e o outro ajusta as

despesas relacionadas ao salário mínimo aos limites do arcabouço

* Lira entra em campo e articula pelo governo: Poder360

* Já a proposta de reforma da previdência dos militares enfrenta

impasse, diante da oposição de parte das forças armadas, segundo

fontes

** Fazenda e comandantes militares estão tentando encontrar

maneira de retomar negociações

** Líder do governo na Câmara disse que resolverá questão das

emendas

* Fazenda rejeita contraproposta levada por militares: Uol

* Judiciário fala de aposentadoria em massa depois de fazer

críticas à PEC: Folha

* CCJ da Câmara aprova PEC do BNDES em derrota para o Planalto:

Poder360

* Câmara aprova regras para portabilidade salarial e pensão

vitalícia às pessoas com deficiência por vírus Zika: Agência

Câmara

* Lula vai à inauguração de fábrica da Suzano às 9:30 e depois

parte para Montevidéu, onde participa de cúpula do Mercosul

* Mercosul se reúne sob expectativa de acordo com UE: Folha


Empresas

Petrobras, Suzano, BRF, Braskem, Minerva

* Petrobras confirma indicação do presidente do Conselho de

Administração, Pietro Mendes, à diretoria da ANP

* Suzano aprova pagamento de R$ 2,5 bi em JCP

* BRF aprova R$ 200 mi em JCP complementar

* Braskem indica Jens como CFO e reformula diretoria

* Planta da Minerva é habilitada a exportar para EUA

BDM Matinal Riscala 0512

 Rosa Riscala: Fiscal começa a vencer resistências no Congresso


Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato


… Com a economia da China patinando no consumo das commodities, a expectativa é de que a Opep+ decida hoje adiar os cortes de produção de petróleo pelo menos até março. Aqui, em dia de agenda esvaziada, Brasília começa a desarmar a pressão nos negócios, com o desafio de derrubar o dólar abaixo de R$ 6 e aliviar as apostas para a Selic na curva do DI, que ainda rodam em torno de 15%. Na corrida do governo contra o tempo, a Câmara aprovou ontem à noite os primeiros requerimentos de urgência para dois dos projetos do pacote fiscal, embora ainda não haja garantia de que tudo será aprovado até o fim do ano, como deseja a equipe econômica. Mas é importante que o “trator” de Lira esteja funcionando a favor do governo, com a promessa de agilizar a tramitação dos cortes de gastos.


… Um apelo do governo e do presidente da Câmara, ontem, foi importante para destravar os primeiros passos das matérias de contenção de gastos, apesar da insatisfação dos deputados com as exigências do STF às emendas.


… A Câmara aprovou, por margem estreita na noite desta 4ªF, a urgência do projeto de lei com gatilhos para o arcabouço fiscal e bloqueio para emendas e do texto que limita o crescimento real do salário mínimo a 2,5% ao ano.


… Com isso, as propostas poderão ser votadas diretamente no plenário. Mas o placar apertado nas votações da urgência acende o sinal de alerta e revela que o governo vai ter que usar de habilidade política para negociar.


… O requerimento de urgência para o projeto de lei complementar (PLP) que traz novos gatilhos do arcabouço fiscal foi aprovado por 260 votos a favor e 98 contra, ou seja, por apenas três votos a mais do que o necessário (257).


… A urgência do texto do salário mínimo também passou apertada, por só dez votos acima do mínimo exigido.


… Segundo líderes ouvidos nos bastidores pela reportagem da Folha, contribuíram para a aprovação os acenos do governo, como o encaminhamento da liberação de emendas e articulação para reverter a decisão do STF.


… Mesmo assim, um influente aliado de Lira disse que não foi firmado compromisso sobre a aprovação do conteúdo das matérias, que ainda deve sofrer intenso debate e modificações, sem certeza de aprovação até o recesso.


… O presidente da Câmara reconheceu que, neste momento, o governo federal ainda não tem todos os votos necessários para aprovar o pacote de contenção de gastos, mas “que o Congresso não vai faltar”.


… Ele também animou os mercados domésticos (abaixo), ao sinalizar que pode agilizar a votação do pacote fiscal. Lira informou não ter dúvidas de que as medidas de corte de gastos serão votadas “se não essa semana, na outra”.


… O ganho dos dividendos entra agora na mira da Fazenda, segundo informação antecipada pelo jornal O Globo.


… Hoje, a distribuição de lucros e dividendos é isenta, mas o governo quer tributar na fonte estes rendimentos, com a criação de um imposto mínimo para os contribuintes com renda mensal acima de R$ 50 mil por mês.


… A alíquota da tributação deve ser de 7,5%, embora o martelo ainda não esteja batido, podendo chegar a 10%. A medida deve ser discutida no Congresso no ano que vem e, se aprovada, passaria a valer em 2026.


TRIBUTÁRIA – O relator do texto no Senado, Eduardo Braga, marcou para a manhã da próxima 2ªF a divulgação do relatório da reforma. No fim da tarde do mesmo dia, o texto será lido na CCJ, que votará o parecer na 4ªF.


… Se houver tempo, a votação no plenário pode ser iniciada logo depois. Caso contrário, ficará para o dia seguinte.


O NOVO BC – A CAE do Senado deve sabatinar os três indicados de Lula à diretoria do BC na próxima 3ªF. Os nomes devem ser votados no mesmo dia pelo plenário da Casa. Se aprovados, assumirão os cargos no início de 2025.


AGENDA FRACA – Único destaque aqui é a balança comercial de novembro (15h), que deve registrar superávit de US$ 7,8 bilhões, após saldo de US$ 4,34 bilhões em outubro.


… Se confirmada a mediana, o superávit da balança será 11% menor que o saldo de outubro de 2023, de US$ 8,79 bilhões, por causa do aumento das importações.


LÁ FORA – NY confere mais dados de mercado de trabalho hoje, com os pedidos semanais de auxílio-desemprego (10h30). A expectativa é de alta de 2 mil, para 215 mil pedidos.


… No mesmo horário, sai a balança comercial dos EUA em outubro, que deve registrar déficit de US$ 74,8 bilhões, ante resultado negativo de US$ 84,4 bilhões em setembro.


NÃO LARGA O OSSO – Foi tão insignificante a queda acumulada pelo dólar nos últimos dois pregões (não chegou a 0,35%), que parece ser mais certo dizer que nem caiu, só parou de subir. Segue firme, forte e invicto acima de R$ 6. 


… A vantagem é que a moeda americana já está tão cara, que deve precipitar uma correção inevitável.


… Ouvido pelo Broadcast, o head da Tesouraria do Travelex Bank, Marcos Weigt, acredita que a taxa de câmbio já embute todo o pessimismo do investidor com a situação fiscal e pode experimentar recuo gradual até o fim do ano.


… “Se não aparecer nenhuma novidade ruim, a tendência é o dólar ir escorregando aos poucos para R$ 5,90”.


… Com o dólar estável no exterior (abaixo), o mercado se fiou na boa vontade de Lira em acelerar a tramitação dos projetos que tratam do corte de gastos, apesar da insatisfação dos parlamentares com a questão das emendas.


… Contra o real, a moeda americana fechou em leve baixa de 0,18%, cotado a R$ 6,0477.


… O recado de Lira também ajudou a suavizar os juros futuros a partir dos vencimentos médios. A curva ainda teve ajuda dos retornos dos Treasuries, que recuaram com dados da ADP e PMI mais fracos nos EUA.


… Na contramão, os vencimentos curtos voltaram a subir, na expectativa de que o Copom aumente a dose de alta da Selic na próxima semana.


… O DI jan/26 subiu a 14,090% (de 13,995% no fechamento anterior); e o jan/27 a 14,315% (14,260%). Já o Jan/29 caiu a 14,070% (de 14,105%); Jan/31, a 13,890% (de 13,920%); e Jan/33, a 13,730% (de 13,770%).


… Um tranco de +100pb na Selic na próxima semana não é o ideal, na visão de Fernanda Guardado, ex-diretora do BC e hoje chefe de pesquisa para AL no BNP Paribas.


… Para ela, o BC vai precisar de munição para enfrentar meses de más notícias à frente, mas dobrar o ritmo de alta da Selic, de 50pb para 100pb, geraria muita volatilidade na economia.


… “Muita gente diz para [o BC] dar [uma alta] mais forte agora e começar a cortar logo depois. Isso não faz sentido. É difícil para as empresas se programarem nesse tipo de ambiente”, disse.


… Já na XP, o economista-chefe, Caio Megale, vê espaço para duas altas de 100pb e outras duas de 50pb, com a Selic terminal em 14,25% em maio de 2025. A taxa cairia a 13,25% no fim do ano, de 12,25% estimados antes.


… As novas projeções acompanham um aumento na previsão da XP para o IPCA 2024, de 4,9% para 5%. Para 2025, a expectativa é de 5,2% e para 2026, de 4,5%. O PIB deste ano foi revisado de 3,1% para 3,5%.


… Para o câmbio, a expectativa para o final de 2024 passou de R$ 5,70 para R$ 6,00. Para 2025 e 2026, as projeções são de R$ 5,85 e R$ 6,00 respectivamente.


… Já o Citi vê o Copom subindo o juro em 75pb na próxima 4ªF e acredita que o BC vai elevar a projeção do IPCA no horizonte relevante (2Tri26) de 3,6% para 3,8%.


SEIS POR MEIA DÚVIDA – Foi negativa para a Petrobras a repercussão à matéria do Globo de que o governo planeja transferir o presidente de conselho da estatal, Pietro Mendes (ligado ao ministro Alexandre Silveira), para a ANP.


… Depois do fechamento dos negócios, a Petrobras confirmou que Mendes foi indicado pelo MME para ocupar uma diretoria da ANP, mas que, durante o processo de análise, ainda segue como presidente do conselho da companhia.


… A mudança abre espaço para o economista Bruno Moretti, ligado ao ministro Rui Costa, assumir a cadeira do CA.


… O investidor, que já viu muitas vezes o filme de ingerência política, sempre costuma reagir mal em um primeiro momento, como aconteceu ontem, quando derrubou Petrobras ON (-0,96%, a R$ 42,37) e PN (-0,63%, a R$ 39,25).


… A troca não altera, porém, o jogo de forças dentro do colegiado da empresa, com seis dos 11 conselheiros diretamente indicados pelo governo. “Significa mudar para manter como está”, resumiu uma fonte ao Broadcast.


… “Silveira e Costa são a mesma pessoa dentro da Petrobras”, disse outro interlocutor. O mais importante para o investidor é que a mudança não tenha impacto no pagamento de dividendos e nas condições de geração de caixa.


… “A Petrobras tem passado por diversas mudanças internas, que não alteraram os principais pilares: manutenção da política de preços, investimentos e boa distribuição de dividendos”, aponta o analista João Daronco (da Suno).


… Se tudo continuar na mesma, como tudo indica que continuará, a cautela do investidor não deve perdurar.


… A queda de Petrobras ontem neutralizou os ganhos do Ibovespa, que fechou estável (-0,04%), aos 126.087,02 pontos), com giro de R$ 22 bilhões. Vale (ON, -1,95%, a R$ 57,33) também anulou as forças da bolsa.


… Descolada a alta do minério (+0,43%), a companhia ainda reflete os desafios apresentados no Investor Day. Existe a percepção entre parte do mercado de chances mais reduzidas de a Vale distribuir dividendos extraordinários.


… Apesar da falta de apetite pelas blue chips das commodities, os bancos compensaram. Bradesco ON (+1,28%; R$ 11,12), PN (+1,14%; R$ 12,44), BB (+1,21%; R$ 25,17), Itaú (+0,62%; R$ 32,68) e Santander (+0,04%; R$ 25,30).


… O maior ganho da sessão foi de BRF, com +5,58%, a R$ 27,80, beneficiada pela queda no preço do milho e pelo dólar valorizado. Em seguida na lista, LWSA avançou 4,58% (R$ 3,65) e Rumo subiu 2,77% (R$ 19,28).


… As piores perdas do dia ficaram com Azzas (-4,49%; R$ 35,09), MRV (-4,19%; R$ 5,03) e Hapvida (-3,32%; R$ 2,62).


SO FAR, SO GOOD – Dados que mostram a economia dos EUA resiliente, mas num ritmo menor, reforçaram ontem a percepção de que o Fed ainda vai voltar a cortar o juro em dezembro, nem que seja pela última vez neste ciclo.


… Às vésperas do payroll, o setor privado dos EUA criou 146 mil empregos em novembro, abaixo da previsão de 165 mil. Ainda o número de outubro foi revisado bem para baixo, de 233 mil para 184 mil vagas.


… Outro indicador econômico exibiu enfraquecimento. O PMI do setor de serviços medido pelo ISM caiu de 56,0 em outubro para 52,1 em novembro, bem abaixo da expectativa de 55,6.


… Depois dos dados, as apostas em corte de 25pb nos juros pelo Fed este mês avançaram de 72,9% para 75,7%.


… O mercado não migrou para a precificação de juro estável em dezembro, apesar dos comentários otimistas de Powell. Para ele, a economia está mais forte do que parecia em setembro, quando o Fed começou a baixar os juros.


… Segundo Powell, o BC pode se dar ao luxo de ser cauteloso ao reduzir as taxas para um nível neutro.


… “Powell estava muito otimista com a economia e disse que estamos fazendo progresso na inflação. São boas notícias para as ações em geral”, comentou Peter Cardillo (Spartan Capital Securities) na Reuters.


… Outros dirigentes do Fed seguiram a cartilha da cautela em seus pronunciamentos.


… Alberto Musalem disse ver novos cortes de juros como necessários, mas que as incertezas podem interferir no processo. “O caminho para o juro neutro pode ser acelerado, pausado ou desacelerado, a depender do ambiente.”


… Thomas Barkin (Richmond) disse estar encorajado pela desaceleração dos preços, mas que a inflação segue acima da meta.


… Enquanto isso, o Livro Bege indicou que a atividade econômica aumentou na maioria dos distritos do Fed.


… As bolsas de NY emplacaram mais um recorde de fechamento. Os bons balanços de Salesforce (+11%) e Marvell Technology (+23,2%), ambos no embalo da IA, deram gás ao segmento tech, que liderou os ganhos.


… O Nasdaq saltou 1,30%, aos 19.735,12 pontos, e o S&P 500 ganhou 0,60% (6.086,47 pontos). Pela primeira vez acima dos 45 mil pontos, o Dow Jones subiu 0,69% (45.014,04 pontos).


… Os juros dos Treasuries reagiram aos dados mais amenos da economia americana e à indicação de Paul Atkins para a SEC. O retorno da note de 2 anos caiu a 4,127%, de 4,178% na sessão anterior.


… O da note de 10 anos recuou a 4,187% (de 4,224%) e o do T-bond de 30 anos foi a 4,353% (de 4,407%).


… Mais uma vez, o índice dólar (DXY) fechou perto da estabilidade (-0,04%), em 106,321 pontos.


… O euro ficou praticamente no zero a zero (+0,06%), a US$ 1,0518, segurando a pressão da crise política na França, onde o Parlamento derrubou o primeiro-ministro, Michel Barnier.


 … No início da sessão, o euro chegou a cair com o fraco PMI de serviços da zoa do euro em novembro, o menor em dez meses, a 49,5 (de 51,6 em outubro). O PPI caiu 3,2% na comparação anual, de -3% esperados.


… Em discurso ontem, Christine Lagarde (BCE) afirmou que “a batalha contra a inflação está perto de ser vencida”, embora tenha evitado se comprometer com qualquer trajetória para os juros.


… A libra esterlina subiu 0,24%, a US$ 1,2704, a despeito de Andrew Bailey (BoE) ter dito ao FT que espera quatro cortes de juros no ano que vem, se a economia evoluir conforme esperado. O iene recuou 0,61%, a 150,528/US$.


… Mesmo sem pressão do dólar e na véspera da reunião da Opep+, que pode estender os cortes de produção até o 1Tri25, a cotação do petróleo Brent/fev caiu forte (-1,81%), a US$ 72,31 o barril, na ICE.


EM TEMPO… BRF distribuirá JCP no valor total de R$ 200 milhões, o que corresponde a R$ 0,123 bruto por ação, com pagamento em 30 de dezembro deste ano. Ex em 17/12.


MINERVA informou que a unidade de Rolim de Moura (RO) foi habilitada para exportar carne bovina in natura aos EUA. A empresa passa a ter 14 plantas no Brasil habilitadas ao mercado americano.


BRASKEM. Novo CEO, Roberto Prisco Paraiso Ramos, veterano da Novonor, deu início à reformulação da diretoria executiva. Felipe Montoro Jens substituirá Pedro Freitas na diretoria financeira e de RI…


… Stefan Lepecki entrará no lugar de Edison Terra Filho, responsável pela Unidade Olefinas & Poliolefinas América do Sul, e de Marcelo de Oliveira Cerqueira, responsável por Manufatura Brasil e Operações Industriais Globais…


… A petroquímica reduziu o número de vice-presidências ou diretorias de 12 para 9 na nova estrutura de comando e informou que apenas quatro executivos do quadro atual seguirão na companhia.


NATURA & CO. Tribunal que supervisiona o processo de Chapter 11 da Avon Products Inc (IPA) aprovou o acordo de transação global com o comitê de devedores quirografários da Avon…


… Também foi aprovada a venda das operações da Avon fora dos EUA para a Natura por meio de uma oferta de crédito no valor de US$ 125 milhões.


SUZANO pagará R$ 2,5 bilhões em JCP, a R$ 2,017 por ação; ex em 17/12. Pagamento será em 10 de janeiro de 2025.


LOCALIZA aprova a 40ª emissão de debêntures simples, no valor de R$ 600 milhões, com vencimento em 10 de dezembro de 2030.


SANTOS BRASIL. O número de contêineres movimentados cresceu 20,5% em novembro de 2024 ante mesmo mês de 2023, para 125.730 unidades. Nos 11 primeiros meses do ano, houve avanço de 23,6%.


HBR REALTY- empresa de propriedades comerciais da família Borenstein, dona da incorporadora Helbor – colocou em andamento um plano de venda de ativos com potencial para movimentar R$ 1,3 bilhão, segundo o Broadcast…


… Pela estimativa de mercado, o valor é mais que o triplo do seu valor de mercado na bolsa (R$ 390 mi). O dinheiro será usado como combustível para novos projetos de prédios corporativos, shopping e centros de conveniência.


NEOENERGIA PERNAMBUCO fará a 15ª emissão de debêntures simples, no valor total de R$ 700 milhões, com prazo de seis anos a contar da data da emissão.


EQUATORIAL GOIÁSfará o resgate antecipado facultativo das debêntures da segunda emissão, no valor total aproximado de R$ 836,8 milhões, em10 de dezembro deste ano.

Neofeed

 https://neofeed.com.br/economia/brasil-em-crise-fiscal-argentina-em-alta-e-eua-mais-fortes-sob-trump-segundo-o-andbank/

E vamos em frente. O PT tem pressa!

Governo vai trocar presidente de conselho da Petrobras e aumenta poder do PT na empresa; Bruno Moretti assumirá cargo


O presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Pietro Mendes, vai deixar a companhia. Ele será indicado pelo Planalto para ocupar uma diretoria da ANP, informa *Malu Gaspar/O Globo*. De acordo com a indicação enviada nesta terça-feira para a Casa Civil já com a autorização de Lula, o novo presidente do colegiado da petroleira será o conselheiro Bruno Moretti, que é secretário de Análise Governamental do ministro Rui Costa. Para a vaga que será aberta no conselho, o governo vai indicar o advogado Benjamin Alves Rabello, marido de uma prima distante do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Call Matinal ConfianceTec 0512

 CALL MATINAL CONFIANCE TEC

05/12/2024 

Julio Hegedus Netto, economista


MERCADOS EM GERAL


FECHAMENTO DE QUARTA-FEIRA (04)

MERCADO BRASILEIRO


O Ibovespa encerrou o pregão na quarta-feira (04) em leve baixa de 0,04%, a 126.087 pontos. Volume negociado ficou em R$ 22 bi. Já o dólar à vista fechou em queda de 0,09%, a R$ 6,005.


PRINCIPAIS MERCADOS (05h40)


Os futuros de NY operam mistos nesta quinta-feira (05). 


Ontem, Powell disse que "a recente força da economia dos EUA significa que o Fed pode ser um pouco mais cauteloso”.


EUA 🇺🇸:

Dow Jones Futuro, +0,06%

S&P 500 Futuro, -0,05%

Nasdaq Futuro, -0,19%


Ásia-Pacífico:

Shanghai SE (China🇨🇳), +0,12%

Nikkei (Japão🇯🇵), +0,30%

Hang Seng Index (Hong Kong), -0,92%

Kospi (Coreia do Sul🇰🇷), -0,90%

ASX 200 (Austrália🇦🇺): +0,5%


Europa:

FTSE 100 (Reino Unido🇬🇧), +0,10%

DAX (Alemanha🇩🇪), +0,24%

CAC 40 (França🇫🇷), +0,54%

FTSE MIB (Itália🇮🇹), +0,59%

STOXX 600🇪🇺, +0,30%


Commodities:

Petróleo WTI, +0,29%, a US$ 68,74 o barril

Petróleo Brent, +0,26%, a US$ 72,50 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -1,17%, a 800,50 iuanes (US$ 110,21).


NO DIA 05/12


Na expectativa do payroll nesta sexta-feira, saem hoje os pedidos de seguro desemprego nos EUA. 


Dúvida continua sendo saber em que intensidade, e "por quanto tempo", o Fed deve continuar a cortar juros. No Fomc da semana que vem, corte deve ficar em 0,25 pp, mas e depois?


Na China, com a economia "de lado", pouco demandando commodities, a expectativa é de que a Opep+ decida hoje adiar os cortes de produção de petróleo até março. 


No Brasil, em dia de agenda vazia, o Congresso corre para aprovar as principais pautas, no desafio de "esvaziar" o dólar, hoje acima de R$ 6, e aliviar a curva de juros, em torno de 15%.


Nesta corrida contra o tempo, a Câmara aprovou ontem à noite os primeiros requerimentos de urgência para dois dos projetos do pacote fiscal, embora ainda não garantindo a aprovação até o fim do ano. 


Foi aprovada a urgência do PL que limita crescimento real do salário mínimo a 2,5% ao ano; e o PLP com gatilhos para o arcabouço fiscal e bloqueio para emendas.


Vamos monitorando.


AGENDA 05/12


Indicadores:

04h00. Alemanha/Destatis: Encomendas à indústria - out

07h00. Zona do euro/Eurostat: Vendas no varejo - out

10h30. EUA/Deptº do Comércio: Balança comercial - out  

10h30. EUA/Deptº do Trabalho: Pedidos de auxílio-desemprego

15h00. Brasil/Mdic: Balança comercial - nov


Eventos:

Reunião ministerial da Opep+.

Cúpula do Mercosul em Montividéo, com a presença de Lula.


Julio Hegedus Netto, economista da ConfianceTec 

 

Boa quinta-feira e bons negócios!

Vamos em frente

Eu não posso falar isso, eles podem. Risco de imagem é o cacete. É a falsa passação de pano. Covardes.

Lula 3 é Dilma 2 – o retorno, diz Deutsche Bank

Banco alemão prevê que a economia brasileira deve crescer menos que 2% em 2025, inflação ficará perto de 5% e a taxa Selic pode chegar a 14,5%

https://www.cnnbrasil.com.br/blogs/fernando-nakagawa/economia/macroeconomia/lula-3-e-dilma-2-o-retorno-diz-deutsche-bank/

Fonte: Macro Trader

Obras públicas paradas = corrupção

 https://www.poder360.com.br/poder-infra/mais-da-metade-das-obras-publicas-no-brasil-estao-paralisadas-diz-tcu/

Matinal MZ 0512

 🌎🇧🇷🇺🇸 Auxílio-desemprego nos EUA, Opep e balança aqui são destaques


Com a economia da China patinando no consumo das commodities, a expectativa é de que a Opep+ decida hoje adiar os cortes de produção de petróleo pelo menos até março. Aqui, em dia de agenda esvaziada, Brasília começa a desarmar a pressão nos negócios, com o desafio de derrubar o dólar abaixo de R$ 6 e aliviar as apostas para a Selic na curva do DI, que ainda rodam em torno de 15%. Na corrida do governo contra o tempo, a Câmara aprovou ontem à noite os primeiros requerimentos de urgência para dois dos projetos do pacote fiscal, embora ainda não haja garantia de que tudo será aprovado até o fim do ano, como deseja a equipe econômica. Mas é importante que o “trator” de Lira esteja funcionando a favor do governo, com a promessa de agilizar a tramitação dos cortes de gastos. (Rosa Riscala)


👉 Confira abaixo a agenda de hoje


Indicadores

▪️04h00 – Alemanha/Destatis: Encomendas à indústria - out

▪️07h00 – Zona do euro/Eurostat: Vendas no varejo - out

▪️10h30 – EUA/Deptº do Comércio: Balança comercial - out  

▪️10h30 – EUA/Deptº do Trabalho: Pedidos de auxílio-desemprego

▪️15h00 – Brasil/Mdic: Balança comercial - nov


Eventos

▪️Reunião ministerial da Opep+

▪️65ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, com a presença do presidente Lula, em Montevidéu


🔎 Veja os principais indicadores às 5h44 (horário de Brasília):


🌏 EUA

* Dow Jones Futuro: +0,06%

* S&P 500 Futuro: -0,05%

* Nasdaq Futuro: -0,19%

🌏 Ásia-Pacífico

* Shanghai SE (China), +0,12%

* Nikkei (Japão): +0,30%

* Hang Seng Index (Hong Kong): -0,92%

* Kospi (Coreia do Sul): -0,90%

* ASX 200 (Austrália): +0,5%

🌍 Europa

* FTSE 100 (Reino Unido): +0,10%

* DAX (Alemanha): +0,24%

* CAC 40 (França): +0,54%

* FTSE MIB (Itália): +0,59%

* STOXX 600: +0,30%

🌍 Commodities

* Petróleo WTI, +0,29%, a US$ 68,74 o barril

* Petróleo Brent, +0,26%, a US$ 72,50 o barril

* Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, -1,17%, a 800,50 iuanes (US$ 110,21)

🪙 Criptos

* Bitcoin, +3,94% a US$ 102.751,00


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Bankinter Portugal Matinal 0512

 Análise Bankinter Portugal


SESSÃO: O mais importante das últimas 24h é que Powell se expressou hawkish/duro num evento no NYT ao afirmar que a economia americana é mais sólida agora do que quando a Fed iniciou as descidas de taxas de juros (setembro), mas a inflação um pouco mais elevada… portanto a “boa notícia é que podemos ser um pouco mais cautelosos (ao baixar taxas de juros) na procura do ponto neutro (nas taxas de juros)”. Claramente hawkish. Também que o bitcoin supera pela primeira vez os 100.000$ perante a crypto-euforia após a vitória de Trump. A vantagem que isto tem é que não é necessário ir ao casino para apostar às cegas. A dimensão das cryptos é já de 3,8Bn$ (biliões espanhóis), que é mais ou menos, para nos situarmos, a capitalização da Apple ou quase 3 vezes o PIB Espanha. Portanto representa um fator de risco nada desprezível para o mercado, na medida que se tratam de ativos que não se podem avaliar e que, portanto, a sua avaliação corresponde exclusivamente a fatores especulativos, e servem de instrumento de pagamento para atividades mais abjetas devido ao anonimato que proporcionam. 

 

O mercado está disposto a apoiar tudo sem preocupações. Mesmo após um autogolpe falhado na Coreia do Sul, o miserável PIB 2025 da Alemanha (IW estima +0,1% vs. +1,1% governo), a queda do governo francês ou o assassinato a sangue-frio do CEO da principal divisão de UnitedHealth. Estes dias têm sido assim, para o posicionamento ou reposicionamento para 2025. Mas isto tem o risco de deixar 2025 sem nada adicional. De momento funciona, mas convém ser-se cada vez mais cauteloso porque estas fases de generosidade nos preços dos ativos costumam cobrar. Por isso, quando se pensa que a sessão será fraca, em baixa, engana-se. 

 

HOJE os futuros vêm a cair ca. -0,2%. Temos, às 10h, Vendas a Retalho na UE (+1,7% vs. +2,9%) e decisão da OPEP+ (provavelmente incumprirão no seu compromisso de aumentar 0,18Mb/d para reter o preço do petróleo, mas todos desejam produzir mais, por necessidade de receitas). Amanhã, emprego americano, sendo feriado em Espanha. Bolsas e obrigações estão a aguentar estoicamente, mas hoje deverão ceder um pouco (-0,2%?), embora seja apenas porque é uma sessão de trâmite e porque seria prudente um descanso transitório. O problema principal deste vigor não é tanto as potenciais sobreavaliações, mas deixar 2025 sem nada adicional e que arranque fraco. 

 

S&P500 +0,6% Nq-100 +1,2% SOX +1,7% ES-50 +0,8% IBEX +0,5% VIX 13,5% Bund 2,05% T-Note 4,19% Spread 2A-10A USA=+5pb B10A: ESP 2,74% PT 2,50% FRA 2,89% ITA 3,21% Euribor 12m 2,348% (fut.1,940%) USD 1,052 JPY 158,0 Ouro 2.647$ Brent 72,2$ WTI 68,5$ Bitcoin +5,5% (101.944$) Ether +3,8% (3.852$). 

 

FIM

Ailton Braga

  Hoje, 02/02/2026, saiu no Blog do IBRE da FGV, artigo meu em que faço análise da interação entre política fiscal e política monetária, a p...