segunda-feira, 14 de julho de 2025

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


SESSÃO: Aspeto de deslizamento (-0,5%?) após Trump anunciar unilateralmente um imposto alfandegário de 30% sobre a UE e o México, porque considera que as negociações “estão muito lentas”. Mas esta semana arranca a temporada de publicação de resultados do 2T, que poderá converter-se num fator bastante pró-mercado enquanto passam algumas horas e se digere o assunto dos 30%. Porque o mercado já sabe que Trump costuma fazer declarações irreflexivas. Os impostos alfandegários afetam cada vez menos e entramos numa etapa caracterizada pela progressiva diminuição sazonal da atividade, por um lado, e pelos resultados empresariais 2T, pelo outro.


Em relação aos resultados empresariais 2T, saem a partir de amanhã. Não serão especialmente bons, mas não absolutamente maus. Irão oscilar entre +2,9% BoA e +11,8% Goldman. E para o conjunto de empresas americanas espera-se +5,8%... que, estimamos, terminará a ser, em números reais, entre +11% e +13%, como aproximação. Porque as empresas americanas costumam bater expetativas. No 1T 2025 expandiram lucros +13,6% vs. +6,7% esperado e +7,5% no 4T 2024. Aumentos duas vezes superiores aos previstos, em grandes números. Por isso, consideramos provável que o eixo principal sobre o qual o mercado passará a girar seja os resultados 2T e não os impostos alfandegários. E isso será bastante bom, embora seja apenas porque serão resultados objetivos e não declarações mutáveis.


A referência macro desta semana será a inflação americana de amanhã, terça-feira, porque se espera que volte a aumentar (até +2,6% desde +2,4%), como em maio (+2,4% desde +2,3%). Será o segundo mês consecutivo de agravamento, situando-se já mais próxima de +3% do que de +2% de objetivo, principalmente a Taxa Subjacente, e isso arrefecerá as expetativas de cortes de taxas de juros por parte da Fed (estimamos apenas mais um corte este ano, em setembro).


CONCLUSÃO: Embora a semana arranque fraca devido ao imposto alfandegário de 30% anunciado por Trump, é provável que se reconduza para positivo em breve… embora sem demasiada força, porque já se nota a decadência de “lucros” típica do verão. A tecnologia acresce o empurrão dominante, particularmente semis, enquanto os impostos alfandegários ficarão em segundo plano. Esta semana e na próxima, as bolsas tenderão a subir, mais apoiadas nos resultados empresariais. O interessante chegará a partir dos últimos dias de julho e primeiras 2 semanas de agosto com a diminuição da atividade: com os riscos a moverem-se em baixa, consideraríamos qualquer corte relevante mais como uma oportunidade para comprar a preços melhores. Principalmente tecnologia – particularmente semicondutores – e Índia como ideia singular.


S&P500 -0,3% Nq-100 -0,2% SOX -0,2% ES50 -1% IBEX -0,9% VIX 16,4% Bund 2,69% T-Note 4,42% Spread 2A-10A USA=+53pb B10A: ESP 3,32% PT 3,16% FRA 3,42% ITA 3,60% Euribor 12m 2,089% (fut.2,153%) USD 1,167 JPY 172,0 Ouro 3.357$ Brent 70,5$ WTI 68,6$ Bitcoin +3,4% (122.140$) Ether +0,4% (3.024$). 


FIM

Dan Kawa

 *Dan Kawa: Tarifas Voltam a Pauta*


O tema das tarifas voltaram definitivamente a pauta de curto-prazo dos mercados, com Trump ameaçando regiões comercialmente e economicamente importantes, como o México e, no final de semana, a União Europeia.


Neste momento, a reação dos ativos de risco tem sido tímida, fora do Brasil, as ameaças de Trump de novas tarifas após 1 de agosto.


Tudo indica que teremos um mês de julho de volatilidade e baixa visibilidade, com uma "corrida de bastidores" para evitar que as tarifas entrem em vigor no dia primeiro de agosto.


Além das tarifas, a semana marca o início da temporada de resultados corporativos nos EUA, com o setor financeiro sendo o destaque deste início de temporada.


Um outro tema que merece atenção nos próximos meses é a dinâmica das taxas longas de juros no mundo desenvolvido, com o debate em relação a situação fiscal de alguns desses países se intensificando.


Em um momento que o Bitcoin atinge novo pico histórico (agora pela manhã acima de $123mil), o ETF $IBIT ultrapassou a marca de US$ 80 bilhões ontem à noite, tornando-se o ETF que atingiu esse valor mais rapidamente na história: em apenas 374 dias


— cerca de 5 vezes mais rápido que o recorde anterior, do $VOO, que levou 1.814 dias. Com US$ 83 bilhões, o $IBIT já é o 21º maior ETF do mundo (via @JackiWang17):


Na bolsa dos EUA, será que as Mag7 estão "caras"?


Continuamos a ver um forte fluxo de entrada de recursos para fundos dedicados a ações emergentes, o que tende a dar suporte a classe:


Sempre vale lembrar, segundo dados do passado: É mais seguro investir quando o S&P 500 está em sua máxima histórica.


https://x.com/DanKawa2/status/1944680067529158964

BDM Matinal Riscala

 _Caros amigos, bom dia!_

_Iniciamos as transmissões do BDM Online com o BDM Morning Call, que traz as expectativas da pré-abertura._


*BDM Morning Call: Trump taxa México e União Europeia em 30%*


[14/07/25] Divulgada hoje, a balança da China trouxe recuperação das importações em junho, após forte queda em maio. Nos Estados Unidos, novas cartas de Trump definiram tarifa de 30% para o México e a União Europeia, no sábado, desvalorizando o euro e os futuros das bolsas americanas. A agenda da semana é cheia de indicadores da economia americana, enquanto grandes bancos abrem a temporada de balanços do segundo trimestre em Wall Street. Aqui, o único destaque é o IBC-Br, nesta segunda-feira, que deverá vir negativo em maio. Na política, o Congresso faz esforço concentrado antes do recesso, o Judiciário realiza a audiência de conciliação sobre o IOF e o Planalto regulamenta a Lei de Reciprocidade. *(Rosa Riscala)*


_Leia o BDM Morning Call na íntegra acessando o link_

www.bomdiamercado.com.br

Paulo Cursino

  Não, eu não gostaria de ver a América de Trump tirando o presidente da Venezuela do poder. Eu gostaria de ver o Brasil fazendo isso. O paí...