sábado, 26 de setembro de 2026

Micro x Macro

A discussão sobre a questão da baixa produtividade dos fatores de produção, na economia brasileira, nos remete ao fato de que parte do meio acadêmico gosta de trabalhar com a macro keynesiana pelo lado da demanda.

São todos “educados” sob a égide da heterodoxia keynesiana e suas vertentes. Nesta, o debate gira em torno de grandes temas, como os desafios do desenvolvimento, o hiato do produto, as flutuações de demanda “efetiva”, o multiplicador, a demanda por moeda, as formas de atuação do Bacen, etc.

Falar de eficiência alocativa, na produtividade de fatores, são mais uma abordagem ortodoxa. Como tornar os setores produtivos (ou não) mais eficientes? São abordagens neoclássicas, mais micro. A macro keynesiana gosta mais de aborda a economia pelo lado da demanda, enquanto que o neo-clássicos focam mais no setor produtivo, na oferta de fatores, bens e serviços.

Os “policymakers”, em maioria, macro keynesianos, não alcançam. Perdem com isso. Não a toa, as pesquisas da Universidade de Chicago são muito mais focadas na micro, na racionalidade dos agentes, portanto, um celeiro de Prêmios Nobel.

Paramos no tempo no debate econômico, e poucos se convencem disso. Um amigo bem define, “paramos no tempo e andamos em círculo… essas escolas heterodoxas Campinas, por exemplo, insistem no “Keynesianismo bastardo”… aplicando receitas de curto prazo à problemas estruturais e de longo prazo… insistem no erro na esperança de um dia, quem sabe, dar certo…”

Certa feita, o brilhante Gustavo Franco, seguindo Pedro Malan, Bacha, todos economistas da PUC RJ, argumentaram que, pouco a pouco, estaríamos superando os temas macro, como o problema inflacionario, o gerenciamento da demanda agregada, ingressando mais em temas do “dia a dia”, de eficiência aplicativa, ou alocativa, como a questão do crédito, nas suas variadas possibilidades, os setores da economia, etc.

O "empacamento", o impasse, q representa o debate fiscal no país, por culpa do PT, é um ponto a ser salientado. A definição de regras, a disciplina e responsabilidade fiscal, já deveriam ter sido definidos como consensos consolidados. Mas o PT cisma em não considerar estes pontos relevantes. Mas são!

Piora fiscal contribui, nas expectativas, para a deterioração das condições de financiamento, na rolagem da dívida pública. O aumento dos custos financeiros no “carrego” destes títulos públicos é puro sintoma desta piora. Mas vai convencer um petista, apoiado na MMT, de que isso é uma realidade, um fato concreto…

Todos os países, que optaram pela disciplina fiscal, estão melhores que o Brasil.

Se nós formos ver o q a MIT, Princeton, Chicago, Berkeley, etc, produzem de pesquisa aplicada, veremos que são pouquíssimas as pesquisas macros.

Sabem por que? Pq a “fronteira da ciência”, do conhecimento, o “estado da arte”, está no produzir "modelos quantitativos" bem calibrados, e estes só possíveis em situações mais isoladas, no velho "céteris paribus", vendo os efeitos causais entre poucos agentes, mto complicado na macro dinâmica.

São aplicaveis mais na microeconomia. Na macro, ainda tenhamos os modelos DGSE.

No mundo acadêmico, no exterior, quem não adere aos modelos macrométricos, aos poucos, vai ficando para trás.

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