terça-feira, 3 de novembro de 2026

Call Matinal 0311

 Call Matinal

03/11/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (3010)

Na sexta-feira (30), o Ibovespa entregou os 168 mil pontos e caiu 0,75%, a 167.921,80 pontos, com giro de R$ 31,4 bilhões. Foi a pior semana desde o início da pandemia, em março de 2020, com a bolsa afundando 18,12% com o inesperado desfecho das eleições e as incertezas sobre a questão fiscal no governo Lula 4. Completou cinco pregões consecutivos no vermelho. Só na semana passada, perdeu um trilhão de reais em valor de mercado, passando de R$ 5,7 trilhões para R$ 4,6 trilhões, com os bancos no target da febre vendedora.

 

MERCADOS

PRINCIPAIS MERCADOS

Mercados operando cautelosos nesta terça-feira, no Brasil, depois das intervenções de André Lara Resende para alterar a condução da política de juros, no exterior, eleições legislativas de meio de mandato nos EUA colocando em teste a composição de forças políticas no Congresso. Wall Street também acompanha a rentabilidade dos investimentos bilionários em inteligência artificial, enquanto o petróleo permanece sensível às negociações relacionadas ao conflito com o Irã.

 

 

MERCADOS 5h30

 

EUA

Índices

Comentários

 

Dow Jones Futuro                 −0,50%

S&P 500 Futuro   −0,17%

Nasdaq Futuro     +0,03%

 

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE           −0,82%

Nikkei     Fechado — feriado

Hang Seng              +0,57%

Nifty 50 +1,24%

ASX 200 +0,34%

 

Europa

 

 

 

STOXX 600             −0,73%

DAX         −0,89%

FTSE 100                  −0,40%

CAC 40  −0,54%

FTSE MIB                 −0,98%

 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI         US$ 97,97                    +1,57%

Petróleo Brent     US$ 106,58                    +1,73%

Minério de ferro Dalian      671,00 yuans (US$ 100,93)              −0,74%

Bitcoin (BTC)         US$ 76.480,60                    −0,40%

 

 

Dia 0311

Iniciamos uma semana, mais curta pelo feriado de Finados, sobressaltados pelas intervenções do economista André Lara Resende, um dos mentores do Real, no debate nacional, defendendo um corte mais vertical da Selic. Acha ele que um dos problemas fiscais mais prementes é a Selic elevada (hoje, a 13,75%) e uma solução deve passar pelo sua redução gradual em 12 meses, a 7,5%. Uma ideia cercada de polêmicas, pois esta Selic ELEVADA também é sintoma de um paciente com as duas “pernas quebradas”, pelos excessos de crédito e inadimplência no setor privado e uma dívida pública a mais de 80% do PIB. Ademais, se torna custoso para o Tesouro rolar seus títulos, dada a exigência de prêmio mais elevados pelos demandantes. Em poucas palavras, a ideia seria a redução gradual da Selic ao longo de aproximadamente 12 meses, até 7,5%, a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, responsável por estabelecer metas para um horizonte de quatro a cinco anos, e a utilização de parte das reservas cambiais, superiores a US$ 350 bilhões, para conter pressões sobre o real. Isso porque uma fuga de recursos acabaria inevitável, dada mais uma mágica heterodoxa. Além disso, um economista amigo, Sergio Goldestein, prognostica que a economia imediata com os juros poderia ser anulada pelo aumento dos custos de financiamento da dívida pública. Argumenta ele que a perda de credibilidade elevaria os prêmios de risco e os juros de longo prazo, dificultando a emissão de títulos prefixados. Também poderia reduzir a demanda por LFTs, papéis atrelados à Selic, forçando o Tesouro a oferecer deságios maiores, enquanto os títulos indexados à inflação continuariam sujeitos à pressão sobre as taxas reais. Não há mágica. Apenas um ajuste fidscal forte, e crível, podem abrir espaço para a redução da Selic num ritmo maior. As decisões estão com o governo Lula 4.0. Aguardemos amanhã a reunião do Copom e seu comunicado. Temos também a Focus hoje, devendo mostrar uma piora das expectativas, e o aguardo no exterior por um acordo entre EUA e Irã. Estejamos também atentos à semana nos EUA de indicadores de mercado de trabalho, hoje com Jolts, até sexta com o payroll. As eleições legislativas por lá também agitam os mercados.

 

 

Agenda, 0311

04h00     Turquia — CPI (outubro)

08h00     FGV — IPC-S (outubro)

08h25     BC — Relatório Focus

12h00     Relatório JOLTS (setembro)

12h00     Encomendas à indústria (setembro)

22h45     PMI composto/S&P Global (outubro)

 

Retornando das férias. Boa semana a todos !

Brazil Journal - Juros por decreto. Lágrimas a prazo

Passada a eleição, o mercado cobra ajuste fiscal, a imprensa descreve um presidente pouco disposto a fazê-lo, e nesse vácuo grassa a ideia mais sedutora de todas: a de sair do buraco sem cortar nada.


A versão mais recente desse tipo de id (...)


Leia mais em https://braziljournal.com/opiniao-juros-por-decreto-lagrimas-a-prazo

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 

NY -0,5% US tech -1,4% US Semis -3,4% UEM +0,7% España +1,6% VIX 21,2% Bund 3,30%. T-Note 4,91%. Spread 2A/10A USA=+32pb B10A: ESP 3,86% PT 3,73% ITA 4,43% FRA 4,90% Euribor 12m 3,306% (futuro 3,549%) USD 1,119 JPY 176,7/€ 157,8/$. Ouro 3.924$. Brent 105,8$. WTI 97,4$. Bitcoin -4,2% (76.650$). Ether -2,7% (2.250$). 


:: SESSÃO. Vem fraca. São as eleições de meio mandato nos EUA, Austrália subiu taxas de juros (4,85%, +25 p.b.) e Apple publicou resultados e guias regulares para o que o mercado esperava, caindo quase -3% no mercado fora de horas. O risco de outra ação militar sobre o Irão é elevado, o sell-off das obrigações de governos continua ativo pela má gestão das finanças públicas (França e Japão, principalmente), as divisas emergentes depreciam-se e prolonga-se o ceticismo sobre os investimentos em “IA pura”, inclusive apesar da saída à bolsa de Anthropic, em meados de novembro, poder ser digerida pelo mercado. Mas não será fácil. Tudo isto impede que o mercado relaxe. O único bom é que o petróleo está um pouco menos caro, mas isso pode ser passageiro. Além disso, não tem muito sentido, porque os EUA realizaram ataques aéreos preventivos na ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz.


Esta semana tem demasiada carga, demasiada pressão. Por isso, o melhor desenvolvimento possível será o bloqueio. E o mais provável, mais retrocessos até completar o reajuste onde estamos. Não terminou. E menos esta semana, que vem carregada de marcos cujos desenvolvimentos devem ser conhecidos antes de se decidir dar tal reajuste por completo.


Os excelentes resultados empresariais já não são suficientes para o mercado e para contrastar as incertezas abertas: inflação, taxas de juros superiores, elevação das yields das obrigações (França…), petróleo em zona de dor intensa (>100 $/b.), crescente risco por geoestratégia (Irão, Ucrânia), riscos políticos-eleitorais (Israel, Brasil, Estados Unidos… França), instabilidade social (vandalismo nas cidades europeias) e ceticismo perante a dívida e as gigantes avaliações da IA pura (Anthropic). Acumulam uma carga demasiado pesada para o mercado evoluir com normalidades. Precisamos de mais desenvolvimentos e menos incógnitas.


Os seguintes desenvolvimentos mais prováveis são: (i) os republicanos perdem a Câmara de Representantes, mas conservam o Senado. Isso, junto com a provável continuidade de Netanyahu como Primeiro-Ministro de Israel, torna provável uma nova e severa ação militar coordenada entre ambos os países sobre o Irão, levando o petróleo (Brent) além dos 120 $/b. (ii) As revoltas sociais terminam brevemente e deixam de acrescentar instabilidade ao mercado. (iii) Sobem taxas de juros a Suécia e o R. Unido (Austrália fê-lo esta madrugada), mas não afeta, porque o está descontado. (iv) Anthropic sai à bolsa na terceira semana de novembro e é a “grande incógnita”. Consideramos tecnicamente inviável avaliar a empresa. Acreditamos que está a provocar vendas de outros ativos (provavelmente tecnologia) para dispor liquidez para a colocação que, apesar de tudo, o mercado terminará por absorver… mas é a principal responsável pela “distorção” severa (leia-se: quedas e avaliações excessivas) que a tecnologia “boa e explicável (semis, hiperescaladoras) tem vindo a sofrer. Desconfiamos do sucesso a médio prazo das OPVs de “IA pura”.


:: CONCLUSÃO. Semana submetida a pressão e de alto risco… passageiro. Repetimos: “Please, don’t panic” porque o “dia depois” de tudo isto continuará com o fundo de mercado quase inalterado, os resultados empresariais continuam a ser magníficos, as taxas de juros deixarão de subir antes de causarem danos reais e o ciclo económico americano e europeu é mais expansivo do que parece.


FIM

BDM Riscala Matinal - SELIC EM SUSPENSE, COPOM NA BERLINDA

 *SELIC EM SUSPENSE, COPOM NA BERLINDA*


[03/11/26]


Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato


... O Copom chega à reunião de amanhã sob pressão redobrada, depois que as propostas de André Lara Resende para reduzir artificialmente os juros reacenderam a disputa sobre os rumos econômicos de Lula 4. A polêmica amplia a desconfiança fiscal e reforça as apostas de manutenção da Selic em 13,75%. No exterior, as eleições legislativas americanas testam hoje a força de Trump, enquanto Wall Street segue cautelosa com os gastos bilionários em IA. O petróleo despencou com novas perspectivas de negociação para encerrar a guerra com o Irã, pressionando os ADRs da Petrobras no feriado. Na B3, Itaú lidera a agenda de balanços, e o primeiro Focus pós-eleição pode revelar forte deterioração das expectativas.


*JUROS NA BERLINDA* – Às vésperas da decisão do Copom, uma nova controvérsia sobre os rumos da política econômica do quarto mandato de Lula amplia as incertezas que já provocaram uma forte turbulência nos mercados após a eleição. 


... No centro da discussão está o economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, que defende uma mudança profunda na condução das políticas fiscal e monetária, incluindo a redução programada da Selic para 7,5% ao ano.


... A polêmica ganhou força no domingo, depois que Lauro Jardim, de O Globo, informou que Lula se encontraria nesta semana com o economista em Brasília. A notícia provocou especulações sobre a influência de Lara Resende no novo governo.


... O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que a reunião esteja agendada e descartou a adoção de medidas como o tabelamento dos juros ou o uso das reservas internacionais para sustentar o câmbio. Mas o mercado vai ficar com a pulga atrás da orelha.


... Em artigo intitulado “Eu acuso”, publicado em setembro, André Lara Resende sustenta que os juros elevados são uma das principais causas do desequilíbrio fiscal que o Banco Central pretende combater. 


... Sua proposta prevê a redução gradual da Selic ao longo de aproximadamente 12 meses, até 7,5%, e a criação de um Conselho Fiscal e Monetário Nacional, responsável por estabelecer metas para um horizonte de quatro a cinco anos. 


... O economista também propõe utilizar parte das reservas internacionais, superiores a US$ 350 bilhões, para conter pressões sobre o real.


*PT PRESSIONA* – A discussão reacendeu a disputa interna sobre os rumos do novo governo. 


... José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e coordenador do programa de Lula, saiu em defesa de propostas heterodoxas, incluindo mecanismos de tabelamento dos juros, e questionou a necessidade de um ajuste fiscal mais rigoroso.


... Nas redes sociais, Gabrielli argumentou que o peso dos juros sobre a dívida pública torna irrealista a estratégia de buscar superávits primários mais elevados sem mudanças na política monetária. Na campanha, defendeu controles de capitais e alterações no arcabouço.


... No feriado, Gleisi Hoffmann também elogiou as ideias de Lara Resende e criticou o mercado financeiro. 


... Lindbergh Farias acusou analistas de fazer política ao reverem suas projeções para a Selic após a eleição e cobrou o presidente do BC, Gabriel Galípolo. Outros parlamentares petistas se juntaram à pressão por juros menores.


... Na tentativa de conter as especulações, o presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que apenas Durigan fala em nome do governo sobre política econômica. O ministro sustenta que Lula não pretende impor limites artificiais aos juros e adotará medidas para estabilizar a dívida pública.


*ALERTA SOBRE A DÍVIDA* – Em análise publicada no X, o economista Sérgio Goldenstein, sócio-fundador da Eytse Estratégia, alertou para os riscos de uma redução artificial da Selic em uma economia com inflação acima da meta. 


... Segundo ele, a economia imediata com os juros poderia ser anulada pelo aumento dos custos de financiamento da dívida pública. Goldenstein argumenta que a perda de credibilidade elevaria os prêmios de risco e os juros de longo prazo, dificultando a emissão de títulos prefixados.


... Também poderia reduzir a demanda por LFTs, papéis atrelados à Selic, forçando o Tesouro a oferecer deságios maiores, enquanto os títulos indexados à inflação continuariam sujeitos à pressão sobre as taxas reais.


... O economista adverte ainda que o uso recorrente das reservas internacionais para conter a desvalorização cambial poderia consumir parte importante desse colchão de proteção sem impedir a depreciação do real. 


... Na avaliação de Sérgio Goldenstein, a combinação de juros artificialmente baixos, inflação mais elevada e dificuldades de rolagem da dívida poderia transformar uma aparente solução fiscal em uma crise de financiamento.


*“SE ERRAR NO COMEÇO...”* – Em entrevista ao Estadão publicada hoje, o economista José Roberto Mendonça de Barros afirmou que a largada do quarto mandato será decisiva para a credibilidade econômica do governo. 


... Segundo ele, Lula precisa apresentar um plano fiscal capaz de alterar a trajetória da dívida pública em dois ou três anos e escolher um ministro da Fazenda com autoridade para conduzi-lo. Avalia positivamente os nomes de Geraldo Alckmin e Rafael Fonteles.


... “Um compromisso crível com o ajuste fiscal permitiria reduzir a pressão sobre os juros futuros e abrir espaço para cortes sustentáveis da Selic.”


... Mendonça de Barros alerta que a ausência de uma sinalização convincente poderá comprometer o início do governo, com riscos de inflação mais alta, juros persistentemente elevados e enfraquecimento da atividade econômica. 


... Para ele, não se trata de promover um ajuste imediato e radical, mas de demonstrar compromisso com a sustentabilidade das contas públicas.


*COPOM SOB PRESSÃO* – O embate ocorre enquanto o mercado tenta recalibrar suas expectativas após a reeleição de Lula. 


... Cresceu o número de instituições consultadas pela Broadcast que esperam a manutenção da Selic em 13,75% nesta quarta-feira. Embora a mediana das estimativas entre economistas ainda indique um corte de 0,25 ponto, o mercado já fechou apostas pela manutenção.


... O Banco Central chega à reunião sob pressão política por juros menores e diante da deterioração das expectativas fiscais e financeiras. 


... Amanhã, a decisão e, sobretudo, o comunicado do Copom serão acompanhados em busca de sinais sobre a disposição da autoridade monetária de preservar sua estratégia de combate à inflação em meio à nova turbulência.


*BDM LIVE* – Horas antes da decisão do Copom, na quarta-feira, às 12h, Rosa Riscala e Téo Takar entrevistam Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay, sobre as perspectivas para a Selic e os desafios diante da deterioração do cenário fiscal e financeiro após as eleições.


*SOB MEDIDA* – Cotado para assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato de Lula, o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), anunciou ontem a permanência de Emílio Joaquim de Oliveira Júnior na Secretaria da Fazenda estadual.


... E encerrou a mensagem nas redes sociais com um enfático “Viva o Equilíbrio Fiscal!!!”.


... Fonteles destacou que o Piauí lidera o ranking nacional de investimentos públicos em relação à receita, tem despesas de pessoal controladas e está entre os dois únicos Estados sem dívida com o governo federal. 


... A manifestação ocorre em meio à expectativa de que Lula viaje ao Piauí ainda nesta semana para convidá-lo a assumir a Fazenda.


... O principal obstáculo é sua reeleição com 70,90% dos votos válidos no primeiro turno: caso aceite o convite sem tomar posse do novo mandato, será a primeira vez em 108 anos que um governador eleito deixa de assumir o cargo.


*PEC DA SEGURANÇA* – Na política, o Senado tem votação marcada para as 16h desta terça-feira da PEC da Segurança Pública, uma das prioridades de Lula, que condiciona à aprovação da proposta a criação do Ministério da Segurança Pública. 


... O texto amplia a participação da União na coordenação das políticas de segurança para fortalecer a integração no combate ao crime organizado.


... O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, empenha-se pessoalmente para viabilizar a votação, em meio às articulações para sua reeleição ao comando da Casa, em fevereiro de 2027. 


... O esforço esbarra no impasse sobre emendas que propõem reduzir a maioridade penal, atualmente em 18 anos.


... O governo tenta transferir essa discussão para uma proposta separada, evitando alterações que obriguem a PEC a voltar à Câmara, onde foi aprovada em março. A intenção é concluir os dois turnos de votação ainda hoje, mas o desfecho depende de acordo entre os senadores.


*O ORÁCULO* – Conhecido nos bastidores políticos por sua capacidade de antecipar movimentos partidários, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, avalia que Lula “não terá dificuldades na Câmara” em seu quarto mandato. 


... Em entrevista ao Canal Livre/Band, disse que partidos já estão “batendo na porta” do governo e previu o isolamento da direita bolsonarista na Casa. Kassab, porém, vê no Senado um desafio maior para Lula. 


... Ele admitiu uma aproximação do PSD com o governo, desde que o presidente se volte ao centro político, apresente diretrizes econômicas claras e apoie reformas estruturais, especialmente a eleitoral e a do Judiciário. 


... Também criticou Flávio Bolsonaro por contestar o resultado da eleição, atitude que, em sua avaliação, prejudica o próprio campo bolsonarista.


*AGENDA DA SEMANA* – O Copom decide os juros na quarta-feira, em meio à reviravolta nas apostas para a Selic após a reeleição de Lula, enquanto nos Estados Unidos as eleições legislativas testam a força política de Donald Trump e podem alterar o equilíbrio de poder no Congresso. 


... A semana reserva ainda o payroll de outubro, decisivo para as apostas de nova alta dos juros pelo Fed em dezembro, além de indicadores de atividade e inflação, decisão monetária do BoE e, no Brasil, Caged, produção industrial e balança comercial.


... O Copom é o grande evento doméstico e já nesta terça-feira, às 8h25, o Boletim Focus será um teste importante para o mercado. 


... A primeira pesquisa após o segundo turno a incorporar as revisões da semana pós-eleitoral poderá revelar uma forte piora nas projeções de inflação, câmbio e Selic, reforçando as apostas de interrupção do ciclo de cortes da Selic (leia mais abaixo).


... Ainda hoje, a FGV divulga o IPC-S de outubro, às 8h.


... Na quarta-feira, horas antes da decisão do Copom, o Ministério do Trabalho divulga, às 14h30, o Caged de setembro. A mediana das projeções Broadcast aponta criação líquida de 163.639 empregos com carteira assinada, após abertura de 165.827 vagas em agosto. 


... Na quinta, o IBGE divulga a produção industrial de setembro, após queda de 0,6% em agosto, e, na sexta, sai a balança comercial de outubro, após superávit de US$ 7,7 bilhões em setembro, alta de 146,4% na comparação anual, com o saldo acumulado no ano de US$ 62,4 bilhões.


*B3 EM NOVO HORÁRIO* – Com o fim do horário de verão nos Estados Unidos, a bolsa brasileira passa a encerrar os negócios às 17h55 a partir de hoje. A Nyse funciona das 11h30 às 18h, enquanto as negociações do petróleo ocorrem das 11h às 16h30, sempre pelo horário de Brasília.


*MIDTERMS* – As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, nesta terça-feira, renovarão todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 35 das 100 vagas do Senado. São elevadas as chances de os democratas levarem a Câmara e, talvez, o Senado.


... Os republicanos controlam atualmente as duas Casas, mas enfrentam a baixa popularidade de Trump e o descontentamento dos eleitores americanos com o custo de vida, especialmente os preços de alimentos, aluguéis e combustíveis.


... Segundo levantamento do New York Times/Siena, no domingo, os democratas lideravam em cinco dos sete Estados-pêndulo para o Senado.


... Para os mercados, o resultado poderá ter implicações sobre a política fiscal, a regulação, o dólar e os Treasuries, além de limitar a capacidade do presidente Donald Trump de avançar com sua agenda legislativa.


... O ING observa que uma vitória democrata nas duas Casas aumentaria o risco de impasse em torno do teto da dívida. O Commerzbank também alerta para a possibilidade de um novo shutdown, já que o financiamento do governo americano está assegurado apenas até 11 de dezembro.


*INDICADORES EXTERNOS* – Na agenda dos Estados Unidos, a terça-feira traz, às 12h, o relatório Jolts de setembro, com previsão de 7,1 milhões de vagas abertas (Bloomberg), após 7,079 milhões em agosto. No mesmo horário, saem as encomendas à indústria de setembro. 


... Na quarta-feira, sai o relatório ADP de empregos privados de outubro, após a criação de 90 mil vagas em setembro. No mesmo dia, será conhecida a balança comercial americana de setembro, com previsão de déficit de US$ 107,8 bilhões, ante US$ 105,6 bilhões em agosto.


... Também amanhã saem os PMIs finais de serviços e composto dos Estados Unidos, enquanto o Tesouro americano apresenta os detalhes de seu plano trimestral de financiamento, após reduzir em US$ 10 bilhões, para US$ 618 bilhões, a previsão de captação no quarto trimestre.


... Na quinta-feira, saem os pedidos semanais de auxílio-desemprego e os custos unitários da mão de obra no terceiro trimestre.


... O grande destaque fica para sexta-feira, com o payroll de outubro. A mediana do Broadcast aponta criação de 55 mil empregos, após apenas 29 mil em setembro. A taxa de desemprego deve permanecer em 4,2%, enquanto o salário médio por hora tem previsão de alta de 0,3%.


... Um resultado mais forte, especialmente acompanhado de pressão salarial, poderá reforçar as apostas de nova alta dos juros americanos em dezembro. Na mesma sexta, a Universidade de Michigan divulga a leitura preliminar de novembro do índice de sentimento do consumidor.


*ZONA DO EURO* – A quarta-feira concentra os principais indicadores, começando pelos PMIs finais de serviços e composto de outubro, e a primeira estimativa da inflação ao consumidor, com previsão de aceleração da taxa anual de 3,8% para 3,9%.


... Os números serão importantes para calibrar as expectativas de nova alta dos juros pelo Banco Central Europeu (BCE) em dezembro, após a autoridade monetária manter suas taxas em outubro e sinalizar preocupação com os efeitos inflacionários do choque de energia.


... Na quinta-feira, a zona do euro divulga os preços ao produtor de setembro e o Banco da Inglaterra (BoE) anuncia sua decisão de política monetária. A expectativa predominante é de elevação de 0,25 ponto porcentual, levando a taxa básica de 3,75% para 4%.


... Na sexta-feira, a Alemanha informa a produção industrial de setembro e a zona do euro divulga as vendas do varejo.


*CHINA* – O PMI de serviços de outubro será divulgado hoje, às 22h45, enquanto os mercados japoneses permanecem fechados por feriado.


... Divulgado durante o feriado aqui, o PMI/S&P Global do setor industrial chinês desacelerou para 52 em outubro, contra 52,1 em setembro. Apesar da perda de ritmo, o dado ainda aponta atividade em território de expansão.


... Ainda na Ásia, o PMI do setor manufatureiro do Japão recuou de 54,1 pontos em setembro para 53,3 pontos em outubro. O resultado foi o mais baixo em sete meses; ainda assim, manteve-se confortavelmente acima da média de longo prazo de 50,6.


*GUERRA NA UCRÂNIA* – Os Estados Unidos mediarão uma nova rodada de negociações entre os governos de Kiev e Moscou na semana que vem (dias 10 e 11), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

 

... O anúncio foi feito por Steve Witkoff, enviado especial do presidente Trump, em publicação na rede social X.


*BALANÇOS* – A temporada de resultados ganha força na B3 esta semana, com destaque para o Itaú, que divulga seus números após o fechamento.


... A média das estimativas da Broadcast aponta lucro líquido de R$ 12,482 bilhões no terceiro trimestre, alta de 5,1% em um ano e de 0,6% ante o trimestre anterior. O mercado estará atento especialmente às receitas de serviços, à margem financeira e à qualidade da carteira de crédito.


... Também hoje, após o fechamento, divulgam resultados BB Seguridade, RD Saúde, Isa Energia, Marcopolo e BrasilAgro. A Gafisa prevê publicar o balanço do segundo trimestre, após sucessivos adiamentos.


... Na quarta-feira, a lista inclui Axia Energia, GPA, C&A, Dexco, Vibra Energia, Prio, Smart Fit, Tenda e Totvs, todas após o fechamento.


... Na quinta-feira, Porto Seguro divulga seus números antes da abertura, enquanto Suzano, Localiza, Lojas Renner, Allos, Assaí, Sabesp, Fleury, Eztec, Vivara e PetroReconcavo apresentam resultados após o pregão.


*EM NY* – AMD e Super Micro Computer divulgam balanços hoje, no after hours. Na quarta-feira, McDonald's apresenta seus números antes da abertura, enquanto Qualcomm e AIG divulgam após o fechamento. Na quinta-feira, saem os balanços de ConocoPhillips e Bombardier.


... Depois da reação negativa a resultados recentes das big techs, o foco dos investidores permanece na sustentabilidade dos investimentos bilionários em inteligência artificial, na geração de caixa e no retorno esperado dos gastos crescentes com infraestrutura tecnológica.


*AFTER HOURS* – Apple fechou em queda de 2,75%, apesar de superar as expectativas de lucro e receita no quarto trimestre fiscal. 


... Divulgado após o fechamento, o lucro líquido cresceu 11,8%, para US$ 30,71 bilhões, com ganho de US$ 2,10/ação, ante previsão de US$ 1,99. A receita avançou 11,7%, para US$ 114,48 bilhões, impulsionada pelas vendas recordes de iPhones e serviços. 


... A companhia encerrou o que classificou como o melhor ano fiscal de sua história.


*PALANTIR* – Também caiu 2,98% no pós-mercado, após mais que dobrar o lucro líquido no terceiro trimestre, para US$ 1,13 bilhão. O ganho ajustado de US$ 0,44 por ação superou a previsão de US$ 0,41. A receita disparou 96%, para US$ 2,31 bilhões, puxada pela demanda por IA.


... A companhia elevou sua projeção de faturamento para 2026, de até US$ 8,158 bilhões para até US$ 8,534 bilhões.


*ADRS NO FERIADO* – O tombo do petróleo durante o Dia de Finados repercutiu nos ADRs da Petrobras, que afundaram 3,55%, a US$ 18,73, antecipando um ajuste negativo das ações da estatal na abertura do pregão hoje.

 

... O contrato do Brent para janeiro começou a semana derretendo 7,63% e fechou negociado a US$ 104,77 o barril, em meio às negociações entre autoridades iranianas e do Catar para pôr fim à guerra dos EUA e de Israel.

 

... O Irã informou ter um plano para reabrir rapidamente o Estreito de Ormuz e retomar as negociações nucleares com os americanos, caso o governo de Washington atenda à sua lista de exigências, que continua sobre a mesa.

 

... De seu lado, às vésperas das eleições de meio de mandato, Trump admitiu que um entendimento ainda é possível, porque Teerã "quer muito" fechar um acordo. No pano de fundo, também a decisão da Opep+ aliviou os preços.


... Em reunião online no domingo, o cartel e seus aliados mantiveram inalteradas as metas de produção para dezembro, confirmando as expectativas de que novos ajustes nas políticas do grupo não ocorrerão até 2027.


... A Opep+ continua enfrentando dificuldades com as interrupções nas exportações causadas pelo conflito com o Irã e deve se reunir novamente no final deste mês (dia 29) para definir as cotas de produção para o ano que vem.

 

... Apesar de a esperança na diplomacia ter afundado o petróleo, o Goldman Sachs está cético e não descarta que o Brent salte a US$ 140 no ano que vem, ⁠se a produção do Golfo seguir 3,5 milhões de bpd abaixo da média de 2025.

 

... A derrocada do petróleo nesta segunda-feira não poupou o EWZ, principal fundo de índice (ETF) brasileiro negociado em Nova York, que registrou queda de 0,92% e terminou o pregão negociado a US$ 32,16.

 

... Ainda no feriado, o ADR da Vale fechou em baixa moderada de 0,40%, a US$ 11,34, apesar do minério estável.

 

... Já os bancos subiram, com destaque para o Santander, que emplacou alta firme de 2,49%, a US$ 4,52. Bradesco subiu 0,78%, para US$ 2,57, e Itaú registrou valorização de 0,42%, a US$ 7,16. Embraer ganhou 2,57%, a US$ 75,30.

 

*IA É 8 OU 80* – Vivendo entre altos e baixos, entre dias de frenesi e liquidação, a percepção do mercado sobre a Inteligência Artificial varia conforme o humor do momento, que nas últimas semanas não tem estado dos melhores.

 

... O receio de que as empresas estejam apostando muito alto na IA voltou a rondar os negócios ontem e provocou liquidação entre algumas gigantes de tecnologia. O Nasdaq sentiu o baque e recuou 1,07%, para 25.164,32 pontos.

 

... O S&P 500 caiu 0,51%, a 7.541,40 pontos. Só o Dow Jones subiu (+0,41%), a 51.983,98 pontos. Oracle desabou 8,8%, após detalhar planos para captar US$ 20 bi com emissão de ações e dívida para financiar a sua expansão em IA.

 

... Anthropic reforçou o medo com custos da expansão da tecnologia. Apesar do salto extraordinário de 1.127% na receita do terceiro trimestre, revelou altos compromissos de gastos em computação, de quase US$ 900 bilhões.

 

... Segundo o WSJ, diante da cautela com os temores de exposição excessiva à IA e dúvidas sobre a rentabilidade dos investimentos no setor, grandes investidores pressionam a Anthropic a buscar uma avaliação menor em IPO.

 

... A recomendação, segundo fontes do mercado financeiro, é de um volume entre US$ 1,5 trilhão e US$ 1,6 trilhão na oferta pública inicial de ações, prevista para este mês, abaixo dos US$ 2 trilhões cogitados anteriormente.


... A empresa pretende iniciar apresentações a investidores na próxima semana, com estreia na bolsa prevista para antes do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos, que cai no dia 26 de novembro.

 

... Ampliando o debate sobre as necessidades de financiamento das gigantes de tecnologia, a Meta informou nesta segunda-feira que avalia captar ao menos US$ 20 bilhões por meio de possível emissão de títulos de dívida.

 

*NA DEFENSIVA* – O desconforto com o setor de tecnologia ofuscou o alívio do petróleo e não conseguiu empolgar as bolsas norte-americanas e nem provocar qualquer reflexo mais consistente sobre os rendimentos dos Treasuries.

 

... A proximidade das eleições legislativas nos Estados Unidos e a expectativa com o payroll limitaram os movimentos. A taxa da Note de dois anos caiu a 4,585% (contra 4,586% no pregão anterior) e de dez anos, a 4,900% (de 4,922%).

 

... O investidor também operou cauteloso, à espera do plano trimestral de financiamento do Tesouro, amanhã.

 

... O foco dos investidores no anúncio estará no programa de recompras, depois de o secretário Scott Bessent ter dobrado em agosto o limite das operações de recompra de títulos públicos de longo prazo, para US$ 4 bilhões.

 

... O Danske Bank acredita que, se o Tesouro reforçar a recompra destes papéis, o dólar pode se enfraquecer.

 

... Já a FxPro aponta que o principal risco para a moeda americana esta semana pode vir das midterms: um eventual controle democrata pode trazer regras mais rígidas para a IA, prejudicando o dólar e as ações de tecnologia.

 

... O índice DXY fechou em leve queda de 0,13%, a 101,745 pontos. O iene caiu para 157,88 por dólar. O euro subiu a US$ 1,1197, apesar de a Fitch ter revisado em baixa a perspectiva para o rating da França, diante da fragilidade fiscal.

 

... A libra esterlina avançou a US$ 1,3413, perto da máxima de sete semanas, às vésperas da reunião do BC inglês.


*QUEM DÁ MAIS?* – Na onda de revisões conservadoras para o Copom desta semana, pelo menos cinco casas (Itaú, Barclays, BNP Paribas, C6 e Pine) anunciaram na sexta-feira mudança nas apostas para a Selic, de queda para pausa.

 

... Diretamente relacionado às incertezas sobre uma âncora fiscal no governo Lula 4, o movimento se reproduz na precificação dos traders na curva dos juros futuros: 80% de manutenção do juro amanhã x 20% de chance de corte.

 

... Embora a ponta curta do DI tenha se mantido presa à estabilidade, os demais vencimentos incorporaram prêmio de risco, porque o mercado continua muito inseguro sobre a composição da equipe econômica do novo governo.

 

... Além disso, o ceticismo sobre a vocação fiscal mantém o nível de estresse elevado nos negócios domésticos.

 

... No prazo de um mês, desde o início de setembro até o final do segundo turno, o contrato do DI para janeiro de 2029 disparou em torno de 120 pontos-base e o de 2031, 130 pontos, diante do choque com o resultado eleitoral.

 

... No último pregão, o DI Jan/29 saltou a 14,935% (de 14,805% na véspera) e Jan/31 foi a 15,210% (de 15,155%). Jan/33 subiu a 15,270% (de 15,261%); Jan/28, a 14,485% (de 14,368%); e Jan/27 marcou 13,637% (de 13,640%).

 

... O Itaú elevou a previsão do IPCA de 2027 de 4,6% para 6,1%, citando a retirada gradual das subvenções aos combustíveis, os efeitos da reforma tributária e do fim da escala 6x1 e um câmbio mais depreciado.


... O banco cortou a menos da metade a estimativa de crescimento do PIB no ano que vem, de 1,2% para 0,5%, incorporando uma taxa de juros mais elevada e uma dinâmica de atividade mais frágil ao longo do ano.

 

... De acordo com a instituição financeira, a necessidade de manter as condições monetárias restritivas por mais tempo tende a intensificar os efeitos do aperto sobre o consumo, os investimentos e o crédito.

 

... Com base nos indicadores mensais de atividade no terceiro trimestre, os economistas do BNP Paribas apontaram em relatório divulgado na sexta-feira que o BC poderia reduzir sua projeção para a expansão do PIB de 2026.

 

... Para 2027, uma contração do PIB não está no cenário-base, mas o banco vê risco de crescimento menor.

 

... Mesmo diante da perspectiva de que o Copom conserve a Selic em nível elevado por mais tempo, o câmbio voltou a exibir estresse no último pregão, porque ainda não conseguiu absorver o eventual impacto fiscal da vitória de Lula.

 

... Além disso, o clima no exterior, com a inflação persistente deixando os Fed boys em alerta e a sensação de que os gastos com Inteligência Artificial estão indo longe demais, também contribuíram para a pressão do dólar por aqui.

 

... A moeda subiu 1,05%, a R$ 5,4443, e acumulou rali de 9% na semana de forte turbulência eleitoral. Foi o maior salto semanal em 18 anos, desde a crise do subprime americano, quando a bolha do boom imobiliário estourou.

 

*QUEM DÁ MENOS?* – De seu lado, o Ibovespa teve a pior semana desde o início da pandemia, em março de 2020, e afundou 18,12% com o inesperado desfecho das eleições e as incertezas sobre a questão fiscal no governo Lula 4.

 

... No intervalo de apenas duas semanas, a bolsa foi da euforia ao pânico, deflagrado pelo “circuit breaker”.

 

... Entre o recorde histórico de fechamento (209.066,90 pontos) atingido no day after do primeiro turno e o pregão da última sexta-feira, o Ibovespa queimou 41 mil pontos, para dar a medida da onda pessimista em curso.

 

... Na sexta-feira, entregou os 168 mil pontos e caiu 0,75%, a 167.921,80 pontos, com giro de R$ 31,4 bilhões.

 

... Completou cinco pregões consecutivos no vermelho. Só na semana passada, perdeu um trilhão de reais em valor de mercado, passando de R$ 5,7 trilhões para R$ 4,6 trilhões, com os bancos no target da febre vendedora.

 

... Antes de sair para o feriado, BTG unit despencou 4,66% (R$ 51,52); Santander unit, -2,84% (R$ 23,94); Itaú PN, -2,15% (mínima de R$ 38,69); e Bradesco PN, -2,12% (R$ 13,86). BB foi exceção e ficou estável (+0,06%; R$ 16,47).


... A notícia de que o governo Lula avalia trocar o comando do BB protegeu o papel de um novo surto de vendas.

 

... Segundo a Broadcast, três atuais vice-presidentes são cotados para suceder Tarciana Medeiros: Francisco Lassalvia, Gilson Bittencourt e Geovanne Tobias, em meio ao aumento da inadimplência e à queda dos lucros.

 

... Os riscos associados ao crédito, principalmente no agronegócio, têm causado desconforto no mercado.

 

... Já a Vale, que também tem atravessado um período difícil, conseguiu testar uma recuperação na sexta-feira, impulsionada pelo balanço trimestral dentro das expectativas e os dados de produção do terceiro trimestre.

 

... A ação saltou 3,28% (R$ 62,02) e a mineradora recobrou quase R$ 10 bi em valor de mercado, para R$ 275,3 bi.


... Petrobras também subiu (ON, +1,61%, R$ 60,01; e PN, +0,98%, R$ 52,71), de carona na alta do petróleo na sexta.

 

*CIAS ABERTAS NO AFTER* – PETROBRAS reajustou em 7,2% o preço do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras, alta de R$ 0,45 por litro, refletindo a cotação internacional. Novo valor está valendo desde domingo...

 

... A Broadcast apurou que o abastecimento de diesel no País em novembro está garantido, com a previsão de importação de quase 1 bilhão de litros, sendo cerca de metade trazida pela Petrobras.

 

PETRORECONCAVO suspendeu por 25 dias parte da produção de gás do Ativo Bahia para manutenção da UTG Catu. Impacto estimado é de 2,4 mil barris de óleo equivalente por dia, sem afetar a produção de petróleo.

 

RAÍZEN. Com a aprovação pelos acionistas das medidas para implementar a recuperação extrajudicial, credores esperam concluir a conversão de dívida em ações até 17 de dezembro, segundo fontes do Valor...

 

... O objetivo é aproveitar ainda neste exercício os benefícios fiscais associados à operação...

 

... A Raízen aprovou a segregação dos negócios de combustíveis e bioenergia e aumento de capital de até R$ 39,8 bilhões. Credores e Shell terão maioria nos novos conselhos...


... Proposta de capitalização prevê aporte de até R$ 3,5 bilhões pela Shell e de até R$ 500 milhões pela Aguassanta, caso participe da operação...

 

... Além da conversão de créditos, demais acionistas podem participar por meio do exercício do direito de preferência...

 

... Rubens Ometto, controlador da Cosan, ainda não definiu se participará do aporte de R$ 500 milhões por meio da Aguassanta, segundo fontes próximas às discussões. Decisão determinará se ele terá uma cadeira no conselho.

 

BRASKEM informou transações de compra de gás natural entre sua controlada Voqen e a Petrobras, que somam R$ 51,3 milhões, classificadas como operações entre partes relacionadas.

 

BANCO DO BRASIL. Citi manteve recomendação de venda após renegociação de apenas R$ 17,5 bilhões em crédito rural, abaixo do potencial de R$ 100 bilhões. Banco vê menor contribuição da medida para os lucros de 2027.

 

BRADESPAR propôs distribuição de R$ 321 milhões em proventos, sendo R$ 76 milhões em dividendos e R$ 245 milhões em JCP. Ações ficarão ex-direitos no próximo dia 12, com pagamento previsto para 23 de novembro.

 

AXIA ENERGIA. Banco Clássico atingiu participação de 5,07% das ações ordinárias após conversão de papéis PNC.

 

EQUATORIAL. Subsidiária Equatorial Goiás fará emissão de R$ 600 milhões em notas comerciais, com vencimento em abril de 2027 e remuneração de DI mais 0,75% ao ano.

 

ENERGISA. Regulador do Espírito Santo definiu novas tarifas da ES Gás a partir de novembro, com preço de venda de R$ 3,0842 por metro cúbico, sem impostos.

 

BANDEIRA VERDE. Aneel manteve as contas de luz sem cobrança adicional em novembro, diante da melhora das condições de geração. Apesar da perspectiva mais favorável, a atuação do El Niño mantém um cenário de atenção.

 

EMBRAER fechou acordo para fornecer três aviões KC-390 à Grécia, com opção de mais três e primeira entrega em 2027. Empresa aprovou incorporação da subsidiária GPX para simplificar estrutura e reduzir custos.

 

GERDAU. Citi elevou preço-alvo das ações PN de R$ 29 para R$ 31, mantendo recomendação de compra.


TIM aprovou proposta de incorporação da subsidiária I-Systems, avaliada em R$ 1,56 bilhão, para simplificar a estrutura e integrar operações de fibra óptica. Assembleia será no próximo dia 30.

 

SLC AGRÍCOLA concluiu aquisição de 11,1 mil hectares em Mato Grosso por R$ 669 milhões. Citi manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 20, avaliando impacto neutro da operação.

 

VAMOS. BB Investimentos elevou recomendação de neutra para compra e preço-alvo de R$ 4,10 para R$ 5,90.

 

ONCOCLÍNICAS fará pedido de homologação de plano de recuperação extrajudicial, após ter obtido adesão de 61,6% dos credores, superando quórum legal de 50%.


*AOS ASSINANTES DO BDM, BOM DIA E BONS NEGÓCIOS!*


*AVISO* – O Bom Dia Mercado é exclusivo para assinantes e não pode ser redistribuído.

domingo, 1 de novembro de 2026

Reflexões pós eleição

Passados alguns dias da eleição majoritária, vitória de Lula da Silva em segundo turno, uma reflexão se faz necessária.

1) Concordo que os dois candidatos à presidência, em segundo turno, eram lamentáveis. Nunca seriam a minha primeira opção. Por isso, eu anulei. Estava na Holanda para ver o meu filho se formar. Coisa muito melhor para se fazer. 

2) Só acho que a "bandidagem" do PT extrapola qualquer lógica, leitura razoável...

3) A postura do casal presidencial, por exemplo, em viagens, "queimando" milhões (são cafonas, delumbrados, zero de simplicidade, austeridade...é assim q um estadista se comporta, com discrição! Nada disso! Um escroque, cínico, dissimulado). O Lula é uma mentira! 

4) Os vários esquemas em que o PT esteve diretamente envolvido, os conluios com a praga do STF, o tal Lulinha...fugindo para Madrid, mesada de R$ 300 mil do Vorcaro, e o careca deixando rolar...o rombo do INSS, mais um esquema...e o Lula "teflon" sem nada a ver? 

5) E muitos, neste papo de chamar o Flávio de miliciano como tantos da esquerda? Uma narrativa frágil. O Lula é o que então? Ligado a PCC, CV, Farcs, Hammas, o PT sempre na contramão da história...sempre com diagnósticos equivocados...eu tenho a leitura de que se bobear, nem completa este segundo mandato seguido. 

6) Alcolumbre em articulação para ser reeleito? Um cara horroroso, malcomunado. Objetivo é blindar os ministros do STF! Eu acho esta primeira semana um desastre...totalmente desconexa. Insegurança jurídica absurda.

7) O mercado financeiro está sem um norte...dizem existir um sistema, um intenso processo de compra de apoios. 

8) Não acredito neste governo, nunca acreditei no PT, o Brasil, passados 20 anos, não melhorou. Continua um país extremamente injusto, cheio de castas do serviço público. Vivi mtos anos, entre Portugal, agora Holanda...país onde existe sim social democracia. 

9) Aqui? Só estão bem os servidores públicos...estes vivem uma social democracia, o resto??? Encher a boca para falar de SUS? O sistema não é usado pela classe media. Todos nós somos extorquidos por planos de saúde carissimos! Cadê a social democracia? 

10) E a educação superior totalmente aparelhada??? O q se menos faz é estudar!! na minha área,  economia, só militância! Estes heterodoxos lunáticos inventando baboseira de MMT, desenvolvimentismo....pouca seriedade.

12) Eu, em Delft, na Holanda, vendo meu filho se formando em Engenharia Aeroespacial, a molecada só falando da carreira, das oportunidades, nada desta bobajada de militância política...um campus enorme, organizado...estudante está lá para estudar. Zero de ficar de proselitismo politico.

13) O Brasil, totalmente "cindido" ao meio....a imprensa não pode vir com ironías contra um cara que obteve 60 milhões de votos. Tem que respirar e refletir...são 60 milhões de votos...creio q grande parte, votos contra o PT...é isso q chama atenção. A família Bolsonaro é apenas o efeito colateral deste sentimento anti PT.

14) Eu não tenho nada de Bolsonaro, não sou cristão...nem evangélico. Nada destas bobagens de discutir gênero...as pessoas vencem pelos seus méritos, predicados...não pela raça, etc.

15) Só acho que o sentimento contra o PT na sociedade brasileira não pode ser ignorado. É gente trabalhadora, preparada, como são os esquerdistas...

16) Saiu em alguns veículos que o Lula obteve 8,6 milhões de votos sem confirmação de biometria. Logo, a probabilidade de fraude nas urnas foi considerável. A tal "virada" ocorreu porque o sistema operou a favor de Lula. Será que se o Flávio Bolsonaro tivesse recebido esta quantidade de votos sem confirmação de biometria, como o PT iria reagir?

17) Eu me coloco sempre como observador da cena....zero paixão. Vocês acham q tudo correu dentro da normalidade neste segundo turno? 

18) Se conversarmos com um estatístico laureado e sério, um cientista político, eles perceberão q era impossível esta virada de 10 milhões de votos em 20 dias, até pq o PT não tinha nada a mais para mostrar, nenhuma "bala de prata". Era mais do mesmo. 

E de boa...xingar o cara de "miliciano" beira o absurdo qdo se sabe das várias conexões do PT com traficantes, CV, PCC, Farc...sem esquecer as tiranias por este mundão.

Vamos todos morrer na praia

 VAMOS TODOS MORRER NA PRAIA

Por Eduardo Brandão


Vou parar de falar de política. Talvez estas sejam minhas últimas palavras sobre o assunto. Não por falta de convicções, tampouco por resignação intelectual, mas por uma razão muito mais amarga: o esgotamento da esperança.


A política brasileira deixou de ser o território do debate de ideias para se transformar, aos meus olhos, num exercício permanente de indignação, impotência e desalento. E há um momento na vida em que até a indignação cobra seu preço. A alma também envelhece.


Lula foi eleito, a meu juízo, graças a uma sucessão de manobras jurídicas e políticas que considero uma afronta à consciência democrática. Mas isso já não importa. Assumirá mais um mandato e, temo, governará como governou anteriormente: sustentado por um sistema de alianças, conveniências, fisiologismo e promiscuidade entre o poder político e as instituições que deveriam fiscalizá-lo.


Os Alcolumbres e os Alexandres continuarão, provavelmente, onde sempre estiveram: próximos ao poder, protegidos pelas engrenagens de um sistema que parece ter desenvolvido extraordinária capacidade de preservar seus protagonistas, enquanto consome a esperança daqueles que deveria servir. Os personagens permanecem incólumes; as instituições se desgastam; a sociedade paga a conta.


Mas o que verdadeiramente me atormenta já não é Lula. É o tempo.


Quando outro presidente assumir depois dele, estarei com 67 anos. Sessenta e sete anos! Uma idade em que o futuro deixa de parecer uma promessa inesgotável e passa a ser medido pela urgência dos dias que ainda nos restam.


E não estou sozinho nesse sentimento.


Vejo meus amigos, companheiros de geração, igualmente cansados. Homens que atravessaram décadas acreditando que o Brasil poderia, enfim, encontrar seu destino. Hoje, carregamos a sensação devastadora de termos envelhecido à espera de um país que nunca chegou.


Não foram apenas anos perdidos. Foram anos que deixamos de viver plenamente, consumidos pela expectativa de uma mudança que parecia sempre próxima e que, a cada novo amanhecer, se afastava um pouco mais.


Passamos praticamente todo o século XXI combatendo aquilo que consideramos a degradação política e moral do Brasil. Vimos o Partido dos Trabalhadores consolidar uma estrutura de poder que, em nossa percepção, ultrapassou a disputa eleitoral e alcançou a própria consciência de parte da sociedade.


Lutamos, denunciamos, discutimos, escrevemos, votamos, protestamos. Acreditamos que a verdade prevaleceria sobre a conveniência, que as instituições resistiriam às tentações do poder e que a democracia seria capaz de corrigir seus próprios desvios.


Talvez tenhamos cometido o mais humano dos equívocos: acreditar que a história caminharia necessariamente em direção ao progresso.


Mas a história não tem compromisso com nossas esperanças.


O tempo, esse juiz silencioso e implacável, não devolve os anos sacrificados em nome de causas que não triunfaram. E há uma crueldade particular em perceber que podemos ter dedicado a melhor parte da existência a uma batalha cujo desfecho talvez não tenhamos sequer o privilégio de testemunhar.


Envelhecemos lutando. E, enquanto lutávamos, a vida passou.


Não teremos mais a juventude necessária para recomeçar. Talvez nem a disposição para continuar. A reconstrução de uma nação exige décadas; a existência humana, entretanto, não admite prorrogações.


É essa a dimensão mais dolorosa da nossa derrota: não apenas a possibilidade de perdermos o país que sonhamos construir, mas a certeza de que estamos perdendo o tempo que nos permitiria vê-lo reconstruído.


Ao fim desse quarto mandato de Lula, temo que o Brasil se assemelhe a uma embarcação que atravessou sucessivas tempestades sem jamais encontrar um porto seguro. Uma nau exaurida, com o casco ferido, as velas rasgadas e a tripulação dividida entre os que ainda acreditam na travessia e os que já não distinguem o horizonte.


E nós, que durante tantos anos remamos contra a correnteza, talvez já não tenhamos forças para alcançar a margem.


Há uma tragédia silenciosa em chegar ao entardecer da vida e descobrir que a pátria pela qual se lutou continua sendo uma promessa adiada.


Não é apenas uma derrota política. É uma espécie de exílio dentro da própria terra.


E, se existe algo mais doloroso do que perder a esperança no presente, é olhar para os filhos e netos e perceber que talvez lhes estejamos deixando como herança exatamente aquilo que passamos a vida tentando combater.


Sinto muito por eles. Profundamente.


Porque nós ainda tivemos o direito de sonhar com outro Brasil. Receio que eles herdem um país onde até o sonho tenha se tornado um luxo.


Ao fim e ao cabo, talvez seja esse o destino da nossa geração: assistir, impotente, ao naufrágio das próprias esperanças, enquanto o tempo recolhe, uma a uma, as forças que nos restam.


E, quando a última onda finalmente alcançar a areia, talvez não haja vencedores entre nós. Apenas os destroços da nau chamada Brasil e os corpos de uma geração que passou a vida inteira tentando salvá-la.


Vamos todos morrer na praia.

Marcos Mendes

 Um excelente artigo do economista Marcos Mendes, pesquisador associado do Insper, é  organizador do livro 'Para não esquecer: políticas públicas que empobrecem o Brasil'


Não será fácil salvar a democracia

Pacto social da redemocratização parece esgotado

Desigualdade parou de cair, e ainda estamos entre os mais desiguais do mundo


Em 2012, o Brasil acumulava uma década de crescimento médio anual do PIB de quase 4%, tendo passado ileso pela recessão mundial de 2008-2009. A desigualdade e a pobreza caíam. Havia um clima de "agora vai".

No mesmo ano, contrariando o otimismo reinante, comecei a escrever o livro "Por que o Brasil Cresce Pouco?", publicado em 2014, que apontava para estagnação econômica, com ameaça de ruptura da democracia.

O argumento é que transitamos para a democracia, em 1985, com uma sociedade muito desigual. A elite econômica, que gozava de privilégios no governo militar (subsídios, cargos em estatais, proteção comercial, etc.), conseguiu mantê-los e ampliá-los na nova ordem constitucional.


Em paralelo, o eleitor mediano, que é pobre, passou a demandar políticas sociais que o governo militar não provia. Elas cresceram fortemente, melhoraram os indicadores sociais, mas muitas são de baixa qualidade e favorecem a classe média.


Criou-se um Estado que atende a todos, dos ricos aos pobres. O custo fiscal se multiplicou, financiado inicialmente por inflação, depois por aumento da carga tributária e aumento da dívida.

Por um lado, esse modelo ajudou a consolidar a democracia. O Estado provedor amplo mitigava o conflito distributivo, todos se sentiam atendidos.

Por outro, o modelo inibe o crescimento: carga tributária crescente, corte de investimento em infraestrutura, economia fechada, má alocação de capital pela distribuição política de subsídios, pressão inflacionária e juros altos.

Funcionou por um tempo. Principalmente enquanto a expansão da China puxou nossas exportações e o custo tributário e da dívida ainda eram baixos.


Porém, com pouco crescimento e ônus fiscal crescente, o Estado deixou de ser capaz de atender a todas as demandas. O baixo crescimento cria ressentimento em quem não consegue ascender socialmente ou acha que está pagando mais do que recebe. Aumenta a tensão política, e o pacto que sustenta a democracia se fragiliza.


Havia uma possibilidade de dar certo. Se o gasto social tivesse criado uma nova classe média instruída, segura de que não voltaria à pobreza, capaz de concorrer no mercado de trabalho com os filhos da elite, teríamos aumentado a produtividade do trabalho e o estoque de talento criativo. Diminuiria a dependência de assistência social, e gradativamente surgiria um novo consenso em favor de mais crescimento. A classe média majoritária pressionaria contra a proteção e subsídio aos ricos. A produtividade aumentaria e a desigualdade continuaria a cair.


Porém, as políticas sociais foram aumentando de custo e perdendo eficácia. Os privilégios e os subsídios cresceram. O aumento do gasto em educação não se traduziu em melhoria do ensino. Um eleitorado dependente de assistência social passou a ser conveniente, assim como os financiamentos de campanha em troca de benesses a empresas.


A desigualdade parou de cair, e ainda estamos entre os mais desiguais do mundo. A despeito da multiplicação de verbas sociais, ainda temos quase 10 milhões de pessoas na pobreza extrema. O modelo emperrou antes de criar nova dinâmica social e econômica.


Novos fatos agravaram o conflito social: polarização política internacional catalisada pelas redes sociais, crescimento do crime organizado, a Covid com seus custos e traumas.


As redes de influência levaram à corrupção generalizada, contaminando até o principal garantidor da estabilidade democrática —o STF—, que agora opera sob a lógica da proteção de grupos e de forma partidária.


Não será fácil "salvar a democracia".

Marcelo Battisti

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