Julio Hegedus Netto, economista
MERCADOS EM GERAL
FECHAMENTO (0411)
Na quarta-feira (04), o Ibovespa fechou em alta, pela primeira vez em seis pregões, com ganho de 1,23%, aos 167.563,47 pontos, e giro financeiro de R$ 32,9 bilhões, após ter despencado 19,5% desde o resultado-surpresa da eleição. Sobre o fluxo cambial total, fechou outubro positivo em US$ 18,151 bi, o financeiro, positivo em US$ 8,812 bi, o comercial, +US$ 9,339 bi. No acumulado de 2026, o fluxo cambial continua positivo em US$ 28,743 bi.
MERCADOS
Os índices futuros de NY operam em mistos nesta quinta-feira (05), após os ganhos da sessão anterior, impulsionados por uma forte queda no preço do petróleo e pela vitória democrata nas eleições de meio de mandato. Enquanto o alívio geopolítico e a perspectiva de menor pressão inflacionária favorecem parte do mercado, preocupações com possíveis restrições à expansão de data centers pressionam ações de tecnologia.
PRINCIPAIS MERCADOS
MERCADOS 5h30
EUA
Índices
Comentários
Dow Jones Futuro: +0,46%
S&P 500 Futuro: -0,03%
Nasdaq Futuro: -0,69%
Ásia-Pacífico
Shanghai SE (China), +0,10%
Nikkei (Japão): -1,79%
Hang Seng Index (Hong Kong): +3,67%
Nifty 50 (Índia): +2,51%
ASX 200 (Austrália): +2,61%
Europa
STOXX 600: +0,60%
DAX (Alemanha): +0,48%
FTSE 100 (Reino Unido): +0,82%
CAC 40 (França): +1,27%
FTSE MIB (Itália): +0,41%
Commodities
Petróleo WTI, -0,11%, a US$ 88,02 o barril
Petróleo Brent, +0,53%, a US$ 95,12 o barril
Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +1,77%, a 691,00 iuanes (US$ 103,60)
Bitcoin, +0,54%, a US$ 80.513,04
Dia 0511
Veio sem supresas a decisão do Copom nesta quarta-feira (4). Manteve a taxa Selic em 13,75%, de olho nesta transição de ciclo de governo, preocupado sobre o que deve ser anunciado no front fiscal. Fez questão de deixar em aberto os próximos passos, não sinalizando que iria manter a Selic neste patamar por período prolongado, se teríamos um aperto maior ou um relaxamento adiante. Os boatos sobre o “tabelamento da Selic”, ruídos sobre uma proposta de André Lara Resende, serviram para turvar o horizonte. E é justamente isso que define os passos do BCB, a ancoragem, ou não, das expectativas. Em verdade, o BCB resolver dar um tempo, diante da instabilidade atual. As coisas se acalmando, um ajuste fiscal crível anunciado, pode ser que o ciclo de cortes seja retomado. Com esta preoucpação, o presidente Lula fará um pronunciamento neste fim de semana para acalmar o mercado financeiro, prometendo responsabilidade fiscal, o cumprimento de promessas de campanha e o anúncio de ajustes fiscais. Nos EUA, uma “onda azul” varreu o país de costa a costa, com a vitória dos democratas nas duas casas do Congresso, Câmara e Senado, além dos governos estaduais (eleições midterm). Uma boa notícia? Tudo dependerá dos próximos passos de Trump, num contexto já de atoleiro na guerra do Irã. Mesmo sem grandes perdas pelo lado americano, o impasse sobre o estreito de Ormuz, e a preservação de poder dos aiatolás continuam a reverberar. Continuamos vivendo de estocadas, aqui, acolá, e os fanáticos fundamentalistas nem pensam em passar o bastão. Uma pergunta que não quer calar, como achar que, não se metendo no Irã, nas barbaridades das facções terroristas, Hammas e Hezbolah, as coisas tendem a se normalizar? Não é isso que a história nos mostra. Basta lembrar 7 de outubro.
Agenda, 0511
03h30 – França: PIB (prévia do 3º tri)
05h00 – Alemanha: PIB (prévia do 3º tri)
05h00 – Espanha: PIB (prévia do 3º tri)
06h00 – Itália: PIB (prévia do 3º tri)
07h00 – Zona do euro: PIB (prévia do 3º tri)
08h00 – Portugal: PIB (3º tri)
09h00 – Brasil: IBGE – Pnad Contínua (set)
09h30 – EUA: Índice de Custo do Emprego (3º tri)
10h00 – Alemanha: CPI (prévia de out)
10h45 – EUA: ISM Chicago – PMI (out)
14h00 – EUA: Baker Hughes – Poços e plataformas em operação
17h00 – Brasil: Aneel – Bandeira tarifária de energia elétrica
22h30 – China: NBS – PMI composto (out)
Boa semana a todos !
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