terça-feira, 22 de setembro de 2026

Bankinter Portugal Matinal

Análise Bankinter Portugal


NY +1,4% US tech +2,8% US Semis +4,3% UE +1,3% Espanha +1,1% VIX 14,9% Bund 3,46%. T-Note 4,95%. Spread 2ª-10ª USA=+20pb B10A: ESP 3,91% PT 3,81% ITA 4,34% FRA 4,46% Euribor 12m 3,35% USD 1,147 JPY 180,4/€ 157,4/$. Ouro 4.343$. Brent 100,3$. WTI 95,8$. Bitcoin +7,3% (86.980$). Ether +5,8% (2.784$).



:: SESSÃO:

Após cinco sessões consecutivas de quedas, o preço do petróleo regista avanços hoje, embora de forma moderada (Brent: 101,9 $/barril; +1,5%). Parte desse aumento é explicado por uma interrupção do abastecimento na Líbia, após o ataque de um grupo armado, um incidente que poderá ter reduzido a produção em cerca de 200.000 barris diários sobre uma oferta global próxima dos 100 milhões de barris/dia.


Em qualquer caso, um aumento pontual é razoável após 5 dias de quedas e num contexto de tensa espera. Hoje começa a Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque (de 22 a 28 de setembro). O mercado quer confirmar se será realizada uma reunião entre Trump e o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, com a esperança de que se suavize a tensão no M. Oriente. Ontem, Trump afirmou estar “provavelmente” aberto a reunir-se com ele.


Esta Assembleia será fundamental também porque (i) Donald Trump, a Primeira-Ministra dinamarquesa e o Primeiro-Ministro da Gronelândia assinarão hoje o novo acordo de seguração sobre a ilha, às 15:30 h, na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. Este acordo dá aos EUA o controlo permanente sobre a segurança da Gronelândia, impedindo a presença de outros países sem a aprovação de Washington, mas Dinamarca mantém a soberania sobre a ilha. Os EUA teriam a intenção de abrir duas novas bases militares na ilha, adicionais à que já têm em operação no nordeste. A notícia alivia as tensões transatlânticas e aumenta o controlo dos EUA sobre o Ártico, cenário-chave para controlar as rotas marítimas do futuro, além de lhes dar acesso a enormes reservas de recursos naturais. (ii) Na quinta-feira, reunião de Trump e Xi Jinping onde debaterão relações comerciais (minerais) ou IA.


Portanto, a geopolítica é fundamental e as restantes referências ficarão para segundo plano. O mais importante será a Confiança do Consumidor de setembro (15 h), que poderá moderar-se ligeiramente num contexto de maior tensão geopolítica.


Com isso, se não ocorrerem surpresas na geoestratégia, o razoável é que as bolsas optem, como ontem, pelas subidas. Impulsionadas principalmente por todo o setor de tecnologia e melhoria do sentimento da IA. Meta subia ontem +11% após se conhecer os bons dados de transferências do seu novo agente de IA (lançado a 8 de setembro).

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