*Rosa Riscala: STF rouba a cena na véspera do Fed e Copom*
Investidores preparados para acompanhar em tempo real a sessão que pode autorizar uma investigação contra Alexandre de Moraes e produzir novos impactos sobre uma eleição cada vez mais apertada
… A Superterça no STF toma a frente dos mercados, com investidores preparados para acompanhar em tempo real a sessão que pode autorizar uma investigação contra Alexandre de Moraes e produzir novos impactos sobre uma eleição cada vez mais apertada, depois de a Quaest mostrar Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula e revelar forte aumento da desconfiança no Supremo. Tudo isso na véspera da Superquarta de juros, quando o Fed deve elevar sua taxa e o Copom, na direção contrária, cortar a Selic, estreitando o diferencial entre Brasil e Estados Unidos. No exterior, o petróleo segue acima de US$ 100 e a discussão sobre os riscos da inteligência artificial adiciona pressão às bolsas.
SUPERTERÇA NO STF – O mercado vai acompanhar nos detalhes a sessão do STF, que será transmitida ao vivo a partir das 10h, e tem lado na guerra aberta entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que deixou o País em estado de perplexidade.
… A duas semanas da disputa presidencial, com Lula e Flávio Bolsonaro empatados nas pesquisas, a mais grave crise já registrada na história do Judiciário está completamente politizada. E o mercado parece convencido de que isso é o que decidirá a eleição.
… Qualquer highlight desfavorável a Moraes, associado ao presidente, tende a repercutir em tempo real e impulsionar os preços dos ativos.
… A expectativa pela sessão, que pode decidir pela abertura de uma investigação contra “o inimigo nº 1 do bolsonarismo”, prevalece sobre todos os demais fatores. Fed, Copom, riscos da IA, petróleo a três dígitos, tudo fica momentaneamente em segundo plano.
… Hoje é dia de banco Master, Daniel Vorcaro, contratos milionários, Dark Horse e Alexandre de Moraes.
… A sessão começa com a leitura do relatório por Edson Fachin, que também fará a delimitação do objeto do julgamento. Depois de eventual manifestação da PGR e sustentações orais, Fachin apresenta seu voto e Flávio Dino será o primeiro dos demais ministros a votar.
… Ainda há dúvidas sobre a participação de todos os ministros, especialmente Dias Toffoli, que já se declarou suspeito em outros procedimentos relacionados ao Master. E não está descartado um pedido de vista, que pode interromper o julgamento.
… A possibilidade de adiamento é um dos pontos de maior tensão em torno da sessão.
… Uma solução rápida para a crise virou um consenso e quase um clamor em diferentes setores da sociedade, com pressão para que o STF dê respostas antes da eleição e evite qualquer movimento que possa arrastar a crise.
… Em entrevista ao Estadão, Horácio Lafer Piva, acionista e conselheiro da Klabin, afirmou que eventuais manobras protelatórias privariam o eleitorado de esclarecimentos cruciais para o voto e que entrar no próximo governo com uma “mácula” como essa seria “destrutivo”.
… Em outra frente, 39 juristas, professores da USP e representantes da sociedade civil pediram a quebra integral dos sigilos do caso Master e respostas colegiadas aos questionamentos sobre a atuação de integrantes do Supremo.
… A pressão continuou nas últimas horas.
… A PGR pediu a Fachin que verifique se Mendonça liberou todos os documentos das investigações do Master, depois de constatar que não havia nos autos disponibilizados registro de um pedido da PF relacionado a movimentações não declaradas de Daniel Vorcaro.
… A publicidade desses documentos havia sido determinada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, a pedido de Alexandre de Moraes, que considera os relatórios de inteligência financeira fundamentais para a sessão de hoje.
… A dimensão da sessão de hoje aparece também no convite a ex-ministros do STF, que estarão na primeira fileira.
… O caso já ganhou repercussão internacional. O Financial Times afirmou que a crise colocou o Judiciário no centro da disputa presidencial brasileira e destacou que os desdobramentos do Master ampliaram a pressão sobre o Supremo.
MAIS PESQUISAS – A Quaest trouxe nesta segunda-feira mais evidências de que a crise no STF já transbordou para a eleição.
… Flávio Bolsonaro apareceu numericamente à frente de Lula pela primeira vez na campanha em uma simulação de segundo turno, com 42% a 40%, ainda em empate técnico. No primeiro turno, Lula manteve 36%, enquanto Flávio avançou de 29% para 31%.
… Outro resultado ajuda a explicar por que o mercado está tão atento à sessão do Supremo: a parcela dos eleitores que não confia no STF saltou de 46% para 56% em apenas um mês. Entre os independentes, avançou de 50% para 65%.
… No confronto entre os ministros, 37% consideram que André Mendonça age corretamente, contra 16% que dizem o mesmo de Moraes.
… A disputa eleitoral terá novo teste hoje, com a divulgação da pesquisa Indexa/Broadcast (9h), que também mediu a confiança nas instituições e a avaliação de Moraes e Mendonça, além de perguntar quem é o principal responsável pela crise no Supremo.
… Também às 9h, sai nova pesquisa eleitoral, da CNT/MDA.
… O Datafolha começa hoje uma nova rodada, que será divulgada na quinta-feira e perguntará diretamente aos eleitores qual será a influência da crise do STF e do caso Master na definição do voto para presidente. No último Datafolha, Lula tinha 46% e Flávio, 44% no segundo turno.
PETRÓLEO ESCALA – O Brent fechou em alta de 1,02%, a US$ 105,68, depois de chegar a US$ 109,80, com o mercado avaliando o impacto da paralisação do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, atingido por ataques na semana passada.
… A instalação, que pode transportar até 7 milhões de barris por dia e permite aos sauditas escoar petróleo pelo Mar Vermelho sem passar por Ormuz, deverá ficar em grande parte fora de operação por três a cinco semanas, embora possa funcionar parcialmente durante os reparos.
… O risco aumentou com a expansão do conflito para o Iêmen. Os Houthis ameaçaram diretamente a Arábia Saudita, afirmando que o país “não estará a salvo” enquanto continuar atacando o território iemenita.
… Durante a tarde, relatos de que os Estados Unidos avaliam negociar um acordo “em etapas” com o Irã ajudaram o petróleo a se afastar das máximas, mas Teerã voltou a negar à noite que esteja negociando com Washington.
… O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que seu país não pode negociar com os americanos, mas revelou que chanceleres árabes deverão se reunir em Omã para discutir uma proposta de reabertura do Estreito de Ormuz.
… Também após o fechamento, Irã e Estados Unidos apresentaram versões diferentes sobre um petroleiro em Ormuz.
… A Guarda Revolucionária afirmou que a embarcação explodiu após atingir minas, enquanto o Centcom disse que o navio havia sido atingido por um míssil e, mais recentemente, por um drone iraniano.
… Apesar da tensão, o governo americano afirma que o fluxo por Ormuz está aumentando.
… Segundo o secretário de Energia, Chris Wright, mais de 12 milhões de barris de petróleo e derivados atravessaram o estreito na noite passada, acima da média atual de cerca de 10 milhões de barris por dia.
… Trump disse ainda que Ucrânia e Rússia concordaram em suspender ataques contra instalações de energia, numa tentativa de aliviar a escassez global de diesel. A Ucrânia, porém, afirmou não estar convencida de que Moscou cumprirá um eventual acordo.
… Com a expansão do conflito, o banco Berenberg prevê petróleo em torno ou acima de US$ 100 até o fim de 2026.
IA PÕE TECHS SOB PRESSÃO – Em outra frente no exterior, o debate sobre os riscos da inteligência artificial ganhou força e derrubou ações de tecnologia em Nova York, nesta segunda-feira (leia mais abaixo).
… Investidores temem que uma desaceleração no desenvolvimento da IA possa atingir os investimentos em data centers, chips e equipamentos.
… Trump reagiu duramente aos alertas do CEO da Anthropic, Dario Amodei, apoiados por Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, e afirmou que frear o desenvolvimento da tecnologia beneficiaria a China. “Não matem a galinha dos ovos de ouro”, escreveu em sua rede social.
… Mais tarde, telefonou para o CEO da Nvidia, Jensen Huang, e garantiu que “os robôs não vão dominar o mundo”.
… A discussão chegou ao Congresso. O presidente da Câmara, Mike Johnson, disse que a Casa Branca poderá reunir executivos das grandes empresas de IA ainda nesta semana ou no início da próxima, enquanto cresce a pressão por novas regras de segurança.
… Analistas do Charles Schwab dizem que o receio é de que a discussão reduza gastos que têm impulsionado o mercado e a economia americana.
… A China também entrou no debate e acusou os CEOs americanos de “espalhar medo” e estimular uma competição desleal, após Trump afirmar que uma desaceleração da inteligência artificial beneficiaria Pequim.
FED TEM APOSTA QUASE UNÂNIME – A disparada do petróleo aumentou ainda mais as apostas em alta dos juros pelo Fed na Superquarta e levou o rendimento dos Treasuries de 10 anos a superar 5% durante a sessão, pela primeira vez desde 2023.
… A probabilidade de uma elevação de 25 pontos-base chegou a 90,3%, ante 85,6% na sexta-feira, enquanto a chance de manutenção dos juros caiu para 9,7%. O cenário de maior aversão ao risco e a perspectiva de juros mais altos também fortaleceram o dólar.
… O movimento reforça a expectativa de uma semana de aperto monetário global. O BCE já elevou os juros na semana passada, o Banco do Japão deverá fazer o mesmo na sexta-feira e o Banco da Inglaterra decide na quinta, embora a expectativa seja de manutenção.
… Na Europa, dirigentes do BCE continuam alertando para os efeitos do choque de energia.
… Peter Kazimír alertou para o risco de contaminar expectativas de inflação, salários e preços, afirmando que o BCE não hesitará em voltar a elevar os juros se os dados exigirem. Isabel Schnabel também manifestou preocupação com a persistência da alta da energia.
COPOM NA CONTRAMÃO – No Brasil, o Copom deve ir na direção oposta à dos principais bancos centrais, com mais um corte de 0,25 ponto porcentual da Selic nesta Superquarta, para 13,75% ao ano, expectativa amplamente majoritária.
… Com o Fed aumentando os juros e o Copom reduzindo a Selic, o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos se estreita pelas duas pontas, tornando o carry trade menos atrativo e podendo aumentar a pressão sobre o real.
… Nesta segunda-feira, o dólar já bateu R$ 5,18.
… Ao Broadcast, Guilherme Casagrande, da Manchester Investimentos, comentou que o diferencial de juros ainda é alto e ajuda a sustentar o real, que também vem sendo beneficiado pelo “otimismo eleitoral”.
… Ele avaliou, no entanto, que, quando a poeira política baixar, o diferencial voltará a ser um dos principais fatores na formação do câmbio.
… Apesar disso, Bank of America e HSBC revisaram as suas projeções para a Selic no fim do ano, apostando na continuidade do ciclo de “calibração” nos próximos meses (leia mais abaixo).
AGENDA – As vendas no varejo de julho são o principal indicador do dia no Brasil. O IBGE divulga os números às 9h, com a mediana de queda de 0,3% no varejo restrito, em intervalo de -0,8% a +0,3%, e alta de 0,9% no ampliado, com estimativas de -0,1% a +2,4% (Broadcast).
… Lá fora, a Alemanha divulga o índice ZEW de setembro (6h) e os Estados Unidos, o Empire State de atividade industrial de setembro (9h30).
CHINA HOJE – A produção industrial subiu 5,2% em agosto, na comparação com igual período do ano passado. O resultado representou aceleração em relação a julho, quando a expansão foi de 4,5%, e superou a aposta de 4,9%.
… As vendas no varejo chinês tiveram alta de 0,4%, abaixo de julho (0,6%) e do consenso de 0,7%.
BDM LIVE – A economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória, conversa hoje, ao meio-dia, com os jornalistas Rosa Riscala e Téo Takar sobre as expectativas para a decisão da Selic amanhã. Assista em https://tinyurl.com/2pjkuf2r.
QUEM DÁ MENOS? – Na contagem regressiva para o Copom, dois grandes bancos (BofA e HSBC) cortaram ontem a projeção da Selic no fim do ano, de 13,75% para 13,25%. Ou seja, não esperam que o ajuste de amanhã seja o último.
… Tanto uma como a outra instituição financeira citou a percepção de que a economia está esfriando mais rápido do que o esperado, agora que a eficácia da política monetária finalmente se percebe de forma mais explícita.
… Para o HSBC, as dinâmicas de demanda doméstica mais fracas, particularmente via mercados de crédito, devem pesar cada vez mais sobre o crescimento e dar espaço para o BC relaxar também em novembro e dezembro.
… Na visão do BofA, inflação em queda e crédito mais fraco apontam para uma desaceleração mais acentuada à frente e abrem caminho para a extensão do afrouxamento monetário, mesmo com riscos fiscais e externos.
… Por outro lado, segundo relatório do banco, os principais riscos para as estimativas são a combinação das políticas do próximo governo e um real mais fraco, caso os BCs de mercados desenvolvidos fiquem mais restritivos.
… O BofA reduziu a estimativa para o PIB deste ano de 2,3% para 1,8%, e de 2027, de 1,3% para 0,9%.
… A economista-chefe da 4Intelligence, Thaís Zara, avalia que a conjuntura econômica mantém o espaço para o Copom progredir na calibração da taxa de juros e repetir a comunicação de deixar os próximos passos em aberto.
… Apesar da liberdade de ação, ela não tem segurança sobre novos cortes, diante do ambiente “bastante incerto e volátil”, mencionando especificamente o petróleo, o movimentos dos grandes BCs e o cenário eleitoral doméstico.
… Disputada voto a voto, a eleição será de 51% a 49%, “só não sabemos para quem”, afirmou ontem o chairman e sócio-fundador do BTG Pactual, André Esteves, durante participação em evento, dando a medida da alta incerteza.
… Entre os traders, a curva a termo mostra que é praticamente certo um corte da Selic amanhã, mas novembro ainda revela uma divisão, com 60% das apostas para manutenção e 40% para um relaxamento monetário adicional.
… Os juros futuros, como o dólar, começaram mal o dia nesta segunda-feira, com o petróleo explodindo e a taxa da Note de dez anos rompendo 5%, mas dissiparam parte da pressão à tarde, coincidindo com a melhora externa.
… O mercado está cansado de embarcar na ilusão do fim da guerra, mas os relatos de progresso na diplomacia para acabar com o conflito entre os Estados Unidos e o Irã foram usados como pretexto para reduzir o nível de estresse.
… As taxas da curva do DI fecharam longe das máximas e o dólar desacelerou o fôlego de alta, seguindo à risca a perda de parte do impulso pelo petróleo, apesar de o Irã ter desmentido que esteja com pressa de fechar um acordo.
SESSÃO PIPOCA – Apesar de os negócios domésticos terem parado de piorar à tarde, qualquer recuperação maior foi sabotada pelo suspense com a incerteza política e institucional, antes da sessão do STF, que será exibida ao vivo.
… Com o Supremo no radar, o trade eleitoral ficou em segundo plano ontem. O contrato de juro para Jan/28 subiu a 13,665% (de 13,624%); Jan/29, a 13,915% (de 13,843%); Jan/31, 14,140% (14,051%); e Jan/33, 14,275% (14,166%).
… Só a ponta curta fechou estável, com a deflação mostrada pelo IPCA de agosto na última sexta-feira e a expectativa de corte de 0,25 pp da Selic amanhã. O DI para Jan/27 marcou 13,585% (de 13,583% no ajuste anterior).
… No câmbio, o dólar superou R$ 5,18 na máxima intraday, mas devolveu a cautela parcialmente e fechou abaixo de R$ 5,15. Desacelerou a alta para 0,44%, a R$ 5,1479, aproveitando que o petróleo reduziu a intensidade do rali.
… Quanto ao carry trade, que ainda segue vantajoso, os ventos devem começar a mudar mais expressivamente a partir de amanhã, com o aperto do Fed e o corte do Copom. É um driver extra que entra para a conta do real.
… O desfecho provável de alta do juro americano elevou o DXY (+0,27%), a 99,391 pontos, com o dólar derrubando o euro (-0,46%; US$ 1,1545), a libra (-0,16%; US$ 1,3497) e até o iene (-0,57%; 154,40/US$), apesar do BoJ que vem aí.
… Em relação ao BC inglês, é amplamente esperado que o BoE mantenha os juros na quinta-feira, mas o choque energético já leva o mercado financeiro a elevar as apostas em uma postura mais agressiva nos meses seguintes.
… Em relação ao BCE, que subiu o juro semana passada, não se descartam até duas altas adicionais.
… Segundo a Reuters, a dirigente do BC Europeu Isabel Schnabel manifestou preocupação com os recentes movimentos dos preços de energia provocados pelo conflito no Oriente Médio, mais persistentes que o esperado.
… O presidente do BC eslovaco, Peter Kazimír, afirmou que o BCE não hesitará em subir o juro de novo se preciso.
… Assustada com o salto do petróleo ontem para quase US$ 110, a taxa da Note de dez anos cruzou, pela primeira vez em três anos, a barreira dos 5% no pico de nervosismo. Chegou até 5,012%, mas fechou a 4,987% (de 4,974%).
… O juro do título do Tesouro de dois anos subiu para 4,655% (contra 4,627%), porque o Fed está com o dedo no gatilho para assumir uma abordagem conservadora amanhã, com este petróleo que dá arsenal à política hawkish.
… No contexto fiscal, Trump reafirmou nesta segunda-feira a sua promessa de pagar US$ 5 mil para quem votar nos republicanos nas eleições de meio de mandato e fez uma postagem com críticas ao controle da Inteligência Artificial.
… “Onde já se viu clamar por regulamentação que, se implementada com rigor, levará o setor à falência?”, indagou.
ROBÔ SELVAGEM – Trump também desqualificou os alertas da cúpula da IA (Anthropic, OpenAI, Microsoft e Tesla) sobre a urgência de colocar um freio no desenvolvimento da tecnologia para aperfeiçoar mecanismos de segurança.
… Na semana passada, a Anthropic informou que um de seus modelos de inteligência artificial foi utilizado indevidamente pelo Irã para selecionar navios de guerra norte-americanos como alvos de ataques.
… Ontem, as empresas de chips afundaram (Marvell, -7,32%; Micron, -5,25%; Intel, -5,59%; e Nvidia, -3,36%) e ajudaram o Nasdaq a cair 0,56%, a 26.186,41 pontos. O dia não foi pior, porque o petróleo se afastou das máximas.
… O Dow Jones limitou a queda a 0,29%, aos 52.421,17 pontos, e o S&P 500 perdeu 0,48%, aos 7.619,92 pontos.
… O Ibovespa foi mal e recuou 0,91%, aos 185.500,88 pontos, com giro de apenas R$ 17,1 bilhões, porque os desdobramentos da crise no STF podem ter reflexos na corrida ao Planalto e arriscam melar o trade eleitoral.
… Nem a Petrobras conseguiu faturar a alta do petróleo. ON caiu 0,48%, a R$ 54,26, e PN, -0,16%, a R$ 48,92. Mas o risk off ficou concentrado na Vale, que levou um tombo de 3,48%, a R$ 75,48, mais que o dobro do minério (-1,60%).
… Os bancos também caíram feio: BB ON puxou as baixas, com -1,65% (R$ 22,12). Bradesco PN recuou 1,40% (R$ 18,33); Itaú PN registrou perda de 0,89% (R$ 42,35); Santander unit, -0,82% (R$ 30,37); e BTG unit, -0,56% (R$ 60,48).
CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS assinou contrato com a Sempra para comprar 0,8 milhão de toneladas anuais de GNL por 20 anos, com fornecimento a partir de terminal no Texas…
… Petrobras pagará nesta terça-feira R$ 81,3 milhões em juros da 1ª e 2ª séries da 7ª emissão de debêntures.
VALE. MPF acionou a mineradora por extravasamento na mina de Viga (MG) e pediu bloqueio de R$ 200 milhões, auditoria independente e suspensão da transferência de direitos minerários.
TELEFÔNICA BRASIL pagará R$ 412,5 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,129083 por ação. Papéis ficam “ex” após 25/9 e pagamento será feito até abril de 2027.
MULTIPLAN pagará R$ 120 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,235598 por ação, em 21/9. Provento considera posição acionária de 26/9/2025.
DIRECIONAL fará emissão de R$ 500 milhões em debêntures, em até três séries. Recursos serão destinados à aquisição de terrenos e construção de empreendimentos.
AVIBRAS. Superintendência-Geral do Cade recomendou aprovação sem restrições da compra da maior indústria de defesa do Brasil pela Globe, veículo de investimentos dos irmãos Joesley e Wesley Batista.
KEPLER WEBER. Citi manteve venda e preço-alvo de R$ 5,60 e cortou em 12% a estimativa de lucro para 2027, para R$ 85 milhões, diante de perspectiva ainda frágil para receitas e margens.
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
terça-feira, 15 de setembro de 2026
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