segunda-feira, 3 de agosto de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Semana do Copom começa com forte queda do petróleo*


… O petróleo caía quase 5% na abertura dos negócios nesta segunda-feira, reagindo ao anúncio de que as negociações entre os Estados Unidos e o Irã serão retomadas hoje, reduzindo, ao menos por ora, o risco de uma nova escalada militar, enquanto a Opep+ confirmou o aumento da oferta para setembro. Ainda no fim de semana, Trump e o Japão admitiram intervenção conjunta para socorrer o iene. Com o alívio na geopolítica, o investidor se ocupa da agenda intensa dos mercados, que inclui o Copom, quarta-feira, e dados do emprego nos Estados Unidos, que culminam com o payroll na sexta. Na B3, a temporada de balanços acelera com Itaú, Bradesco e Petrobras entre os destaques.


DE VOLTA À MESA – Estados Unidos e Irã recomeçam as negociações nesta segunda-feira à tarde, informou no domingo Donald Trump, que afirma ter suspendido um novo ataque após pedidos de Teerã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar.


… A expectativa do presidente americano é avançar para um acordo envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz e a desnuclearização iraniana.


… A notícia ajuda a explicar a mudança de tom observada no fim de semana.


… Na sexta-feira, Trump havia endurecido o discurso, afirmando que o Irã “não terá mais nenhuma capacidade militar”, dizendo ter perdido a confiança em um acordo com Teerã e chegando a ameaçar novos ataques. No sábado, porém, anunciou que daria mais tempo à diplomacia.


… O Irã respondeu que continua preparado para reagir a qualquer nova ofensiva dos Estados Unidos ou de Israel, enquanto o governo de Benjamin Netanyahu reiterou que voltará a atacar se considerar necessário.


… Ao mesmo tempo, Teerã informou que as conversas com Omã para um protocolo de navegação no Estreito de Ormuz estão em fase final.


… Enquanto isso, seguiram os ataques pontuais, incluindo novos incidentes envolvendo embarcações em Ormuz e ofensivas iranianas contra instalações americanas no Kuwait. Na prática, o conflito voltou a entrar em compasso de espera.


… A retórica permanece dura, mas a retomada das negociações reduz, ao menos por enquanto, o risco de uma escalada imediata.


OPEP+ ENTRA EM CENA – O cartel confirmou no domingo um aumento de 188 mil barris por dia na produção a partir de setembro, concluindo a reversão dos cortes voluntários iniciada em 2023. A decisão já era amplamente esperada pelo mercado.


… Mas o grupo evitou sinalizar os próximos passos para o 4TRI, mantendo em aberto a possibilidade de uma pausa na elevação da oferta.


… Ao mesmo tempo, a Opep expressou preocupação com os ataques à infraestrutura de energia e às rotas marítimas no Oriente Médio, alertando que danos às instalações e interrupções no transporte continuam aumentando a volatilidade e ameaçando o abastecimento global.


… A manifestação ocorre depois de uma disparada de mais de 20% do petróleo em julho com a retomada da guerra entre Estados Unidos e Irã.


… Na sexta-feira, o contrato futuro do Brent fechou em alta de 1,21%, a US$ 87,93 por barril, acumulando valorização de 23,5% no mês, enquanto o WTI avançou 1,29%, para US$ 84,67, com ganho mensal de 21,8%.


CHEGOU O COPOM –O principal destaque da agenda dos mercados nesta semana será a decisão de política monetária do BC, na quarta-feira.


… O mercado chega ao encontro convicto de um corte de 0,25 ponto porcentual da Selic, para 14% ao ano, com a curva de juros precificando 100% de probabilidade para esse movimento. A grande dúvida é em relação à sinalização para os próximos passos.


… Entre os economistas, boa parte espera que a decisão seja seguida por uma pausa. Já no mercado, as apostas permanecem divididas para setembro, entre a continuidade do ciclo com um novo corte de 0,25 ponto e a manutenção da taxa básica.


… A expectativa de mais cortes foi reforçada pelos sinais de desaceleração da inflação, com o IPCA-15 quase zerado e dados benignos do núcleo, além do esfriamento da atividade e da acomodação do mercado de trabalho.


… Apesar disso, o ambiente continua cercado de incertezas, principalmente por causa do quadro fiscal e do ambiente eleitoral – fatores que ainda sustentam dúvidas sobre o espaço para novos cortes – e da instabilidade do cenário externo com a guerra no Oriente Médio.


MAIS AGENDA – Antes do Copom, o mercado terá para monitorar a produção industrial amanhã, terça-feira (4), que deve recuar 0,6% em junho, mais do que recuou em maio (0,2%), segundo a mediana das projeções apuradas pelo Broadcast.


… Hoje, sai o IPC-S de julho (8h), que deve cair 0,02%, e a pesquisa Focus (8h25), com a atualização das projeções macroeconômicas do mercado.


… A semana traz ainda a balança comercial de julho, na quinta-feira, e o IGP-DI de julho, na sexta-feira.


PAYROLL – Nos Estados Unidos, a semana será repleta de dados do mercado de trabalho, com o relatório JOLTS sobre vagas abertas em junho amanhã; a pesquisa ADP, com os empregos criados no setor privado em julho na quarta-feira; e o relatório de empregos de julho na sexta.


… Ainda na quarta, serão divulgados os índices americanos PMI e ISM de serviços, que ajudam a medir o desempenho do principal segmento da economia americana, e os estoques semanais de petróleo pelo Departamento de Energia (DoE).


… No mesmo dia, a diretora do Fed Lisa Cook participa de um evento, com investidores atentos a qualquer sinalização sobre política monetária. Na quinta-feira, fala Alberto Musalem (Fed/St. Louis) e, na sexta-feira, Tom Barkin (Fed/Richmond).


… Fora dos Estados Unidos, a Europa divulga hoje e na quarta-feira as leituras finais dos PMIs industrial, de serviços e composto. Na quinta, saem as vendas no varejo da zona do euro e, na sexta, as encomendas à indústria e a produção industrial da Alemanha.


… Na Ásia, o Banco do Japão publicará amanhã a ata de sua última reunião de política monetária. Ontem, saiu o PMI/S&P Global industrial japonês, que caiu de 54,8 em junho para 54,5 em julho, abaixo do dado preliminar (54,7).


… A China divulga quarta o PMI de serviços. No sábado, serão conhecidos os índices de inflação (CPI e PPI) chineses.


… Na noite de ontem, o PMI/S&P Global industrial chinês caiu de 51,7 em junho para 50,9 em julho, abaixo da previsão de analistas consultados pela FactSet, de queda para 51,5.


… Também estão na agenda da semana as decisões de juros do Banco da Reserva da Índia, na quarta-feira, e do Banco do México, na quinta.


SEM SHUTDOWN – Líderes do Senado dos Estados Unidos fecharam um acordo para manter o governo federal financiado até 11 de dezembro, reduzindo o risco de um novo shutdown durante a campanha para as eleições de meio de mandato.


… A expectativa é que a proposta seja votada ainda nesta semana, antes do recesso parlamentar de agosto. A antecipação das negociações é incomum e busca evitar uma nova paralisação da máquina pública às vésperas do fim do ano fiscal, em 30 de setembro.


BALANÇOS – A temporada continua movimentando os mercados globais nesta semana, embora em ritmo menos intenso em Nova York, onde são destaques Caterpillar, McDonald’s, AMD e SpaceX – que divulga seu primeiro balanço desde a abertura de capital, todos amanhã.


… Na quarta, ainda tem Walt Disney e, na quinta-feira, ConocoPhillips.


… Na Europa, chamam atenção os resultados de HSBC, BP e Lufthansa, na terça, Glencore e Heineken, na quarta, e Commerzbank, na quinta.


… Depois dos números das big techs, os investidores agora buscam sinais sobre a atividade global, o consumo e o setor de commodities, além de acompanhar se o forte ciclo de investimentos em IA continua beneficiando empresas ligadas à infraestrutura e semicondutores.


NA B3, A TEMPORADA GANHA RITMO – No mercado brasileiro, os balanços aceleram, com concentração de resultados de grandes companhias entre amanhã, terça-feira, e quinta-feira. Já hoje, saem BB Seguridade, Isa Energia e Marcopolo, após o fechamento.


… Amanhã, os destaques ficam para Itaú Unibanco, Gerdau, Prio, RD Saúde, GPA, Iguatemi e C&A. A quarta-feira vem com os números de Bradesco, Klabin, Copel, Engie, Brava Energia, Totvs, Banco Inter, Smart Fit e Vivara.


… Na quinta, o foco se volta para Petrobras, principal balanço da semana no Brasil, além de Localiza, Lojas Renner, Magazine Luiza, Assaí, Hypera, Fleury, Energisa, PetroReconcavo e Minerva Foods. A temporada termina na sexta-feira com os resultados da Porto.


DÍVIDA PÚBLICA NAS MANCHETES – O avanço da dívida pública voltou ao centro das atenções no fim de semana, depois que o Estadão destacou a combinação de endividamento crescente e custo cada vez mais elevado para o Tesouro Nacional.


… A dívida bruta do setor público atingiu 81,9% do PIB em junho, o maior nível em mais de cinco anos, enquanto o custo médio da Dívida Pública Federal subiu para 12,68% ao ano, o maior desde setembro de 2016.


… A combinação de juros elevados, incertezas fiscais e aumento do prêmio de risco tem encarecido o financiamento do governo e levado o Tesouro a ampliar a emissão de títulos atrelados à Selic, evitando validar taxas ainda mais elevadas nos papéis de longo prazo.


… A avaliação de especialistas ouvidos pelo jornal é que, sem uma melhora consistente do quadro fiscal, o custo da dívida continuará pressionando as contas públicas e limitando o espaço para a queda estrutural dos juros.


CURTAS DA POLÍTICA – O PT oficializou neste domingo a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição.


… Em discurso, o presidente afirmou que um eventual quarto mandato dará prioridade ao fortalecimento da indústria de defesa, à exploração de terras raras e minerais críticos e à transição energética.


… Lula também prometeu enfrentar a discussão sobre emendas parlamentares e disse que não pretende ser o “Lulinha paz e amor”, mas o “Lulinha porreta”. O plano de governo será apresentado no próximo dia 16.


CENTRÃO TÁ FORA. Depois de o PP rejeitar indicar Tereza Cristina para a vice de Flávio Bolsonaro, alegando neutralidade na disputa presidencial, o Republicanos também deve confirmar a posição de neutralidade do partido.


… No sábado, o Republicanos oficializou a candidatura de Tarcísio de Freitas à reeleição ao governo de São Paulo, enquanto o Partido Missão lançou a candidatura de Renan Santos à Presidência.


ENTREVISTAS. A GloboNews e o G1 iniciam nesta semana uma série de entrevistas com os candidatos à Presidência.


… Lula será o primeiro entrevistado, amanhã, terça-feira, seguido por Renan Santos, na quarta, Romeu Zema, na quinta, e Ronaldo Caiado, na sexta. Flávio Bolsonaro participa na segunda-feira da próxima semana.


CONGRESSO. A Câmara retoma os trabalhos nesta segunda-feira após o recesso de julho.


… Entre os projetos que devem dominar a pauta estão a ampliação do teto de faturamento do MEI, a regulamentação da concorrência entre empresas de tecnologia, a redução de tributos sobre combustíveis em 2026 e a criminalização da misoginia.


BUSCANDO MERCADOS. Em meio às novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, o ministro Márcio Elias Rosa (MDIC) inicia nesta segunda-feira uma missão oficial à Índia, com o objetivo de ampliar o acesso de empresas brasileiras ao mercado do país.


HABITANDO MUNDOS DIFERENTES – Na semana do Copom, economistas reforçam os alertas sobre um possível excesso de otimismo do BC quanto às expectativas de inflação, consideradas menos realistas por parte do mercado.


… Para efeito de comparação sobre este descolamento, a projeção da autoridade monetária para o IPCA deste ano está em 5,20% (contra 5,12% na mediana do Focus), a de 2027 está em 3,7% (de 4,22%) e 2028, em 3,1% (de 3,8%).


… Profissionais advertem sobre a imprudência de cortar demais a Selic, nem só por causa da desancoragem das previsões de inflação à meta, mas especialmente porque a questão fiscal parece um desafio pouco endereçado.


… Um corte do juro depois de amanhã está mais do que garantido, até porque o IPCA-15 de julho veio perto de zero, o câmbio está estabilizado e a percepção é de que a atividade e o emprego vêm perdendo fôlego gradualmente.


… A eficácia da política monetária restritiva demorou, mas chegou à economia. O debate que se faz agora, porém, é sobre o que o Copom fará depois, em setembro, quando os ruídos fiscais vão pegar mais forte no contexto eleitoral.


… Como disse o economista Marco Caruso (Santander), as expectativas de inflação já não ocupam posição tão privilegiada e o “ônus da prova” mudou para quem defende que o Copom pare o ciclo de queda mês que vem.


… Apesar de todas estas questões em destaque, apesar da escalada das taxas dos Treasuries e apesar ainda do petróleo perto dos US$ 90 (na sexta-feira), os contratos futuros dos juros fecharam o último pregão perto da estabilidade.


… No fechamento, o DI para Janeiro de 2027 marcava 13,810% (de 13,818% no ajuste anterior); Jan/28, 13,885% (contra 13,889%); Jan/29, 14,130% (de 14,123%); Jan/31, 14,390% (de 14,410%); e Jan/33, 14,565% (de 14,599%).


… No final da tarde de sexta, a Aneel cumpriu os prognósticos do setor elétrico e manteve a validade da bandeira tarifária amarela em agosto, o que representará um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.


… A decisão já estava incorporada nas apostas de inflação do mercado. Neste segundo semestre, porém, o El Niño, com aumento nas temperaturas e menos chuvas no Norte e Nordeste, reforça a perspectiva de bandeiras mais caras.


O MERCADO FALA – Apesar da apatia por aqui na curva do DI, lá fora, o juro do T-Bond de 30 anos voltou a renovar as máximas em 19 anos, no pico de estresse que vem sendo associado à postura de Warsh, lida como mais dovish.


… Descontando os riscos despertados pelo impacto da guerra no cenário inflacionário, o novo presidente do Fed surpreendeu ao passar semana passada uma mensagem bem menos agressiva do que parte do mercado esperava.


… Gerou ruídos, pôs em xeque uma alta do juro em setembro e levantou a lebre sobre um Fed atrás da curva.


… Na sexta, Alberto Musalem lançou um alerta, mesmo não tendo sido um dissidente na última reunião do Fomc:


… “O Sr. Mercado falou esta semana, e eu recebi [um] sinal disso. A venda de títulos do Tesouro americano [com alta nos yields] é uma evidência de que o banco central precisa conquistar sua credibilidade no combate à inflação.”


… Os três dirigentes que racharam o placar do Fed (9 x 3) defenderam os seus votos em comunicado na sexta-feira. Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan recomendaram acelerar o retorno da inflação para a meta de 2%.


… Logan disse que uma ação moderada pelo Fed no curto prazo, com a opção por uma alta de 25 pontos-base na taxa dos juros, reduziria a probabilidade de serem necessárias medidas mais drásticas posteriormente.


… Hammack conclamou o Fed a agir, afirmou que não considera a política monetária suficientemente restritiva para conter as pressões inflacionárias e que não tem confiança de que os preços retornarão à meta por conta própria.


… De seu lado, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari defendeu que seria melhor uma “série de pequenas medidas” do que esperar e eventualmente concluir que ações ainda mais ousadas seriam necessárias.


… Para embolar o meio de campo, ainda na sexta-feira, deu no NYT que Warsh teria cogitado no último encontro de política monetária a hipótese de reduzir o número de reuniões do Fed ao longo do ano, que atualmente é de oito.


… Segundo as fontes do jornal, Kevin Warsh deixou a impressão de que um novo calendário do Fomc poderia ser decidido antes da próxima reunião, em setembro, embora as mudanças só devam ser implementadas depois.


… Nos picos desde 2007, o T-bond de 30 anos pagou taxa de 5,249%, contra 5,213% no pregão anterior. O rendimento da Note de 10 anos avançou para 4,707% (de 4,672%) e o de 2 anos, a 4,267% (de 4,240%).


CHAMOU A CAVALARIA AMERICANA – Outro destaque na cena externa foi o novo salto do iene, diante dos esforços coordenados entre os governos do Japão e a Casa Branca para estancar as mínimas em 40 anos da moeda japonesa.


… Na sexta-feira, à medida que o efeito da valorização inicial do iene (após a intervenção de US$ 50 bilhões dos japoneses) começou a se esgotar, a Casa Branca entrou com uma segunda atuação no câmbio em menos de 24h.


… Foi a primeira intervenção dupla desde 2011. O Tesouro vendeu euro para comprar iene e não descartou ações futuras, após o secretário Scott Bessent considerar o iene barato e dizer que a volatilidade não era saudável.


… Ganhou repercussão na mídia a foto de Bessent com uma lista de tarefas na mão, durante uma reunião do gabinete de Trump em Camp David, em que estava escrita a ordem de “comprar iene (JPY) US$ 5-10 bilhões”.


… A moeda japonesa se fortaleceu (+0,66%) para 158,58 por dólar. Entre as divisas europeias, o euro ficou estável em US$ 1,1524 e a libra registrou alta marginal de 0,09%, a US$ 1,3474, com o DYX a 99,914 pontos (+0,05%).


… No domingo, o presidente Donald Trump confirmou a intervenção conjunta dos Estados Unidos e do Japão no mercado cambial para sustentar o iene, afirmando que a operação traz “benefício financeiro” e é positiva para a economia mundial.


… Segundo o republicano, a ajuda foi um “gesto de amizade” ao Japão. De seu lado, a ministra Satsuki Katayama disse que mantém comunicação estreita com o Tesouro americano e não hesitará em intervir junto novamente.


… Para Mohamed El-Erian, ex-Pimco, a principal dúvida agora é se a intervenção terá efeito duradouro ou será apenas um alívio temporário.


… O mercado se envolve nos questionamentos sobre a chance de o BC japonês antecipar um aperto do juro, na discussão que pode bater aqui no carry trade e influenciar também o apelo global pelos ativos de IA.


… O real, que pode sair perdendo com o interesse renovado pelo iene, terminou julho com alta acumulada de 1,8%, favorecido pelo rali superior a 20% do petróleo no mês, após o colapso das negociações para um cessar-fogo.


DEU TILT – Problemas técnicos na B3 atrasaram em mais de duas horas e meia a abertura do pregão do Ibovespa na sexta-feira e contribuíram para manter o volume de negócios nas médias recentes muito fracas, em R$ 18 bilhões.


… A B3 negou que tenha havido ataque hacker ou qualquer interferência externa nos sistemas e atribuiu a pane a “uma intercorrência operacional em um dos componentes tecnológicos do ambiente de pós-negociação”.


… Estrelas do dia, as units do Santander saltaram 13,35% e lideraram com folga os ganhos do dia, mas ainda não romperam os R$ 30, negociadas a R$ 28,62, após o anúncio da OPA de permuta por BDRs da matriz espanhola.


… A disparada zerou o tombo de mais de 8% nos dois pregões anteriores provocado pelo balanço trimestral.


… O foco do mercado se volta agora para os resultados do Bradesco (a ação PN subiu 0,22% e fechou na mínima de R$ 18,43) e do Itaú, que registrou alta de 0,35% e também fechou na menor cotação do dia, em R$ 42,89.


… No day after da divulgação de seus números, Vale desafiou a queda de 1,31% do minério e subiu 0,25% (R$ 76,28). Os papéis da Petrobras seguiram o avanço do petróleo: PN, +1,35%, a R$ 43,42; e ON, +1,01%, a R$ 49,04.


… A um triz dos 178 mil pontos, o Ibovespa fechou em alta de 0,47%, aos 177.999,00 pontos. O índice à vista quebrou uma sequência de quatro meses de queda e terminou julho com valorização acumulada de 3,47%.


… Em Wall Street, apesar do tombo de 9,65% da Apple, depois que a empresa alertou que está sofrendo com a falta de componentes, as bolsas americanas operaram embaladas pelo balanço da Amazon, com salto de 15,15% do papel.


… O Dow Jones subiu 0,53%, para 52.485,03 pontos, e o S&P 500 ganhou 0,70%, aos 7.489,72 pontos. O Nasdaq avançou 1,00%, para 25.373,85 pontos, mas terminou julho em queda de 1,98%, em meio às dúvidas sobre a IA.


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS aumentou no sábado em 1,9%, ou R$ 0,09 por litro, o preço do querosene de aviação. Em julho, o preço do combustível aéreo havia sido reduzido em 14,4% e, em junho, em 14,2%.


ITAÚ concluiu a transferência da operação de varejo para pessoas físicas de sua subsidiária na Colômbia ao Banco de Bogotá. A operação envolveu R$ 9,7 bilhões em carteira de crédito e R$ 7,2 bilhões em depósitos.


SANTANDER BRASIL. Conselho exonerou Maria Elena Lanciego Perez do cargo de diretora vice-presidente executiva.


CSN. Fitch rebaixou o rating da companhia de B para CCC+, mantendo a nota em observação negativa, diante da piora da flexibilidade financeira, da elevada alavancagem e dos riscos de refinanciamento.


AXIA e a Isa Energia informaram a conclusão do descruzamento de participações societárias na Interligação Elétrica do Madeira e na Interligação Elétrica Garanhuns.


ENGIE BRASIL. Acionistas aprovaram a incorporação da controlada Ceja, de capital fechado.


LIGHT. O fundo de investimentos Santander PB 1 Ações reduziu participação de 10,60% para 7,16% das ações ordinárias, em razão da diluição provocada pelo aumento de capital.


TELEFÔNICA BRASIL aprovou a incorporação da Fibrasil, com efeitos a partir de 1º de agosto. A subsidiária será extinta, sem aumento de capital ou emissão de novas ações.


NATURA recebeu pedido de acionistas que reúnem 38,82% do capital para convocar AGEs destinadas a deliberar sobre a dispensa de OPA e mudanças no conselho de administração…


… O pedido está relacionado à entrada da Advent, por meio do fundo Lotus, com participação mínima de 8%.


JHSF aprovou a 19ª emissão de debêntures, em até três séries, no valor de até R$ 1 bilhão.


RANDONCORP anunciou OPA facultativa para permuta de ações ordinárias da companhia por ações ordinárias da Frasle Mobility, na proporção de 2,7 ações da Randon por uma da Frasle…


… A Previ aderirá integralmente à oferta, trocando sua participação de 9.486.100 ações ordinárias da Randon por 3.513.370 ações da Frasle.


TUPY elegeu Augusto Ribeiro Junior, ex-Vibra, como novo diretor financeiro e de Relações com Investidores.


PARANAPANEMA adiou para 14/08 a transferência de valores aos credores e para 30/09 a liberação de saldo judicial e o pagamento de R$ 100 milhões.


ASTRAZENECA e Bristol Myers Squibb discutem fusão que pode criar companhia avaliada em cerca de US$ 400 bilhões, segundo o Financial Times.

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