03/08/2026 – AJAX ASSET
_Resumo: Na Europa, EuroStoxx sobe 1,0%; enquanto, nos EUA, S&P 500 avança 0,6% e Nasdaq ganha 0,3%. Na Ásia, Nikkei encerrou a sessão em baixa de 1,0%; e Shanghai caiu 0,6%. Nas moedas, DXY recua 0,1%, aos 99,8 pontos, e MXN deprecia 0,1%. Já nas commodities, brent recua 5,1%, aos USD 83,4/barril; e as taxas das treasuries fecham até 07 bps ao longo da curva_
CENÁRIO EXTERNO
• Geopolítica: Ontem, Trump disse que os EUA adiarão um novo ataque ao Irã, desde que um acordo seja alcançado rapidamente para interromper as ambições nucleares iranianas e reabrir o Estreito de Ormuz. Essa desescalada pressionou o petróleo para baixo, que recua mais de 5%, e dá suporte aos ativos de risco.
• Macro: (1) Alemanha – PMI de Manufatura atingiu 52,2 pontos, em linha com estimado; (2) Zona do Euro – PMI de Manufatura ficou em 51,9 pontos (vs consenso de 52,0 pontos); e (3) Reino Unido – PMI de Manufatura atingiu 51,9 pontos (vs consenso de 52,8 pontos).
• Agenda – EUA: (i) 10h45 tem PMI de manufatura de julho; e (ii) 11h tem ISM de manufatura de julho.
BRASIL
• Mercados: Lá fora, Petróleo tem forte queda, após os EUA adiarem um novo ataque ao Irã, dando fôlego aos ativos de risco, com as bolsas em alta e os juros em queda. Por aqui, mercados devem refletir bem humor internacional, com queda nos DIs e dólar, e alta na bolsa (exceção de Petrobras).
• Política: Neste domingo, Lula formalizou sua candidatura à reeleição, em convenção nacional do PT. Destaques: (i) pretende deixar um legado para além do Bolsa Família; e (ii) indicou que o “Lulinha paz e amor” dará lugar ao “Lulinha porreta”, com relação aos embates envolvendo Congresso e controle das emendas parlamentares – necessário que o Planalto tenha mais controle sobre o orçamento e a destinação de verbas. Por fim, (iii) evitou apresentar promessas mais concretas que ampliem os gastos do governo, assim como evitou falar sobre mudanças na área econômica e medidas de ajuste fiscal a partir de 2027. Faltam 62 dias para o 1º turno das eleições.
• Sobre as eleições: Segundo a pesquisa Nexus, no cenário de 1º turno, Lula tem 41% das intenções de voto (vs 42% na sondagem anterior), enquanto Flávio Bolsonaro tem 37% (vs 33% na pesquisa anterior) e Ronaldo Caiado marca 5%. Já em cenário de 2º turno, Lula passou de 47% para 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 43% para 45%. Ou seja, vantagem de Lula recuou de 4 p.p. para 1 p.p. na última semana.
• Aneel: Na última 6ª feira (31), a Aneel manteve a bandeira tarifária amarela para agosto de 2026, preservando o adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. A decisão reflete a continuidade das condições menos favoráveis de geração de energia durante o período seco, com redução dos níveis dos reservatórios e maior necessidade de acionamento de usinas termelétricas. A decisão veio em linha com as expectativas. Essa manutenção da bandeira amarela pelo 4º mês consecutivo prolonga o custo adicional já incorporado às tarifas de energia elétrica, sem gerar impacto adicional sobre as projeções para o IPCA.
• Setor Público Consolidado (jun/26): déficit primário de R$55,3 bilhões atingindo R$ 157,2 bilhões em 12 meses (1,2% do PIB). A surpresa negativa ficou concentrada principalmente nos governos regionais (déficit de R$6,6 bilhões), destoando do padrão de junho até mesmo nos últimos anos eleitorais. O déficit das estatais (R$1,5 bilhão) também pesou, mas com magnitude semelhante ao observado em jun/25. Na dívida, a DBGG avançou para 81,9% do PIB, reflexo principalmente pelos juros nominais apropriados e pelas emissões líquidas de dívida, parcialmente compensadas pelo crescimento do PIB nominal. Em suma, a leitura é de deterioração fiscal mais disseminada, com pressão adicional de juros e nova alta da dívida bruta. Essa combinação de primário fraco, juros elevados e DBGG em 81,9% do PIB mantém o fiscal como principal fator de risco para os ativos domésticos.
• Agenda: (i) 8h25 tem Boletim Focus; e (ii) 15h tem balança comercial semanal.
EQUITIES
• Setor de Papel & Celulose: dados da última semana, segundo a Foex. Destaques: (1) China - preços da celulose de fibra curta caiu USD 2/ton, para USD 567/ton, e os preços de celulose de fibra longa recuaram em USD6/ton, para USD 646/ton. Os movimentos são reflexo da demanda ainda fraca, queda nos contratos futuros e maior volume de celulose de baixo custo para revenda, que continuaram a pressionar as importações. Vale notar: diferença de preços entre as celuloses caiu para USD 74/ton (vs média de 5 anos de USD 143/ton). Mais: os preços de revenda de fibra curta ficaram em USD 545/ton; e os preços de fibra longa recuaram USD 8/ton, para USD 587/ton. Na (2) Europa, os preços da celulose de fibra longa ficaram em USD 1.650/ton; enquanto os preços da fibra curta recuaram para USD 1.410/ton. Conforme temos abordado, se observa demanda à vista mais fraca e estoques mais elevados na Ásia, o que pode trazer novas preocupações no curto prazo.
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