Desde minha incursão pela esquerda, quando jovem, pude conhecer mais de perto suas práticas, contradições e a realidade de suas entranhas, tornei-me liberal e de direita por convicção. Essa mudança não ocorreu por acaso, mas pela observação de suas práticas e ideais ao longo da história, bem como pelas experiências em diferentes países.
A direita também tem suas contradições, mas considero seus princípios e propostas mais realistas e próximos dos desafios concretos da sociedade.
Para esta eleição, meu candidato era Tarcísio. Não foi possível.
Resta-me, agora, a esperança de uma alternância de poder que traga mudanças efetivas, especialmente naquilo que, a meu ver, nunca recebeu da esquerda a atenção e a prioridade necessárias, no Brasil e em outras partes do mundo.
Refiro-me a questões fundamentais:
- Educação e universidades que realmente façam a diferença na formação das pessoas e no desenvolvimento do país.
- Fortalecimento das instituições, com respeito às leis, à democracia e à responsabilidade pública.
- Investimento em ciência, tecnologia e produtividade, tanto no setor público quanto no empresarial.
- Segurança pública, para que o cidadão possa exercer o direito elementar de andar livremente pelas ruas, sem medo.
- Combate efetivo ao narcotráfico e ao avanço do crime organizado.
- Aprimoramento do SUS, reconhecendo suas virtudes, mas enfrentando suas deficiências.
- Presidente e ministros que saibam o que está acontecendo e compreendam os problemas do país, e assumam a responsabilidade por elas.
- Valorização do mérito no serviço público, com competência e qualificação como critérios fundamentais de seleção e ascensão profissional.
Não há transformações instantâneas. Mas estou convencido de que, se conseguirmos melhorar apenas 10% em cada uma dessas áreas, o Brasil será o melhor país do mundo.
Mais um aspecto que considero fundamental: causa-me estranheza e até constrangimento observar colegas professores que convivem diariamente com os graves problemas de suas universidades, comportando-se como se eles simplesmente não existissem.
Jamais consegui aceitar essa postura de indiferença, muito menos a conivência com o descaso institucional e o acobertamento sistemático de problemas que deveriam ser reconhecidos, discutidos e enfrentados com responsabilidade.
A universidade não pode exigir espírito crítico da sociedade enquanto se recusa a exercê-lo sobre si mesma.
Tornar a crítica mais contundente reduz as repetições e ganha fluidez e competencias.
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