terça-feira, 15 de setembro de 2026

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,5% US tech -0,8% US Semis -5,9% UE -1,0% Espanha -1,3% VIX 17,1% Bund 3,52%. T-Note 4,99%. Spread 2A-10A USA=+34pb B10A: ESP 3,98% PT 3,88% ITA 4,38% FRA 4,48% Euribor 12m 3,31% USD 1,155 JPY 178,3/€ 154,7/$. Ouro 4.300$. Brent 105,7$. WTI 101,4$. Bitcoin +2,3% (79.085$). Ether +1,6% (2.570$).

 

:: SESSÃO. Sem grandes catalisadores capazes de mudar o sentimento do mercado. A tensão no M. Oriente, o aumento das rentabilidades das obrigações e as dúvidas sobre a IA mantêm a pressão sobre as bolsas, que poderão continuar a enfraquecer à espera da reunião da Fed, amanhã.


Ontem vivemos uma sessão em baixa para as bolsas, com subidas gerais das rentabilidades das obrigações (T-Note 5%, pela primeira vez nos últimos 20 anos) e um novo aumento do petróleo. O tom em baixa esteve marcado por: (i) um aumento de tensão na frente geoestratégica, após os ataques huthies a infraestruturas sauditas, o que obrigou a encerrar o oleoduto Yanbu. (ii) As declarações dos CEO de OpenAI e Anthropic, que pediram o abrandamento do desenvolvimento dos seus modelos de IA por motivos de segurança, mostrando preocupação pelo risco de sair do controlo humano e implicar um atraso nas saídas à bolsa destas empresas, previstas inicialmente para este ano. Isto prejudicou os semis perante a possível travagem de procura, enquanto beneficiou o software e a cibersegurança, dois setores que se viram ameaçados pela disrupção da IA. Na frente corporativa, Puig anunciou a aquisição de 50% de Isdin, ficando com a totalidade da propriedade da marca.


A combinação de tensão das rentabilidades das obrigações com um petróleo em alta, e o consequente impacto na inflação e taxas de juros, e a recente preocupação sobre a IA não é favorável para as bolsas. Isto poderá provocar uma desaceleração no investimento, principalmente em semicondutores, semeando a dúvida sobre as expetativas de EPSs para os próximos anos. Na frente convencional, teremos escassas referências na sessão. À primeira hora, ficamos a conhecer as Vendas a Retalho na China, que desaceleraram abaixo do esperado (+0,4% a/a vs. +0,8% esperado e +0,6% anterior) e os Preços Grossistas na Alemanha, que aumentaram significativamente (+6,3% a/a vs. +5,3% ant.), impulsionados pelo aumento dos preços energéticos. Durante a sessão, conheceremos o inquérito ZEW de Sentimento Económico da Alemanha, que poderá melhorar ligeiramente em setembro (40,0 esperado e 34,2 anterior).

 

:: CONCLUSÃO. Amanhecemos novamente com preços do petróleo a aumentar (+2% até 107,6 $/barril de Brent), aumento da yield nas obrigações e bolsas asiáticas com ligeiras quedas. Com tudo isto, o mais provável é que as bolsas continuem a enfraquecer hoje, embora de forma moderada, à espera da reunião da Fed (amanhã).

 

 

FIM

BDM Matinal Riscala

*Rosa Riscala: STF rouba a cena na véspera do Fed e Copom*


Investidores preparados para acompanhar em tempo real a sessão que pode autorizar uma investigação contra Alexandre de Moraes e produzir novos impactos sobre uma eleição cada vez mais apertada


… A Superterça no STF toma a frente dos mercados, com investidores preparados para acompanhar em tempo real a sessão que pode autorizar uma investigação contra Alexandre de Moraes e produzir novos impactos sobre uma eleição cada vez mais apertada, depois de a Quaest mostrar Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula e revelar forte aumento da desconfiança no Supremo. Tudo isso na véspera da Superquarta de juros, quando o Fed deve elevar sua taxa e o Copom, na direção contrária, cortar a Selic, estreitando o diferencial entre Brasil e Estados Unidos. No exterior, o petróleo segue acima de US$ 100 e a discussão sobre os riscos da inteligência artificial adiciona pressão às bolsas.


SUPERTERÇA NO STF – O mercado vai acompanhar nos detalhes a sessão do STF, que será transmitida ao vivo a partir das 10h, e tem lado na guerra aberta entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, que deixou o País em estado de perplexidade.

… A duas semanas da disputa presidencial, com Lula e Flávio Bolsonaro empatados nas pesquisas, a mais grave crise já registrada na história do Judiciário está completamente politizada. E o mercado parece convencido de que isso é o que decidirá a eleição.




… Qualquer highlight desfavorável a Moraes, associado ao presidente, tende a repercutir em tempo real e impulsionar os preços dos ativos.




… A expectativa pela sessão, que pode decidir pela abertura de uma investigação contra “o inimigo nº 1 do bolsonarismo”, prevalece sobre todos os demais fatores. Fed, Copom, riscos da IA, petróleo a três dígitos, tudo fica momentaneamente em segundo plano.




… Hoje é dia de banco Master, Daniel Vorcaro, contratos milionários, Dark Horse e Alexandre de Moraes.




… A sessão começa com a leitura do relatório por Edson Fachin, que também fará a delimitação do objeto do julgamento. Depois de eventual manifestação da PGR e sustentações orais, Fachin apresenta seu voto e Flávio Dino será o primeiro dos demais ministros a votar.




… Ainda há dúvidas sobre a participação de todos os ministros, especialmente Dias Toffoli, que já se declarou suspeito em outros procedimentos relacionados ao Master. E não está descartado um pedido de vista, que pode interromper o julgamento.




… A possibilidade de adiamento é um dos pontos de maior tensão em torno da sessão.




… Uma solução rápida para a crise virou um consenso e quase um clamor em diferentes setores da sociedade, com pressão para que o STF dê respostas antes da eleição e evite qualquer movimento que possa arrastar a crise.




… Em entrevista ao Estadão, Horácio Lafer Piva, acionista e conselheiro da Klabin, afirmou que eventuais manobras protelatórias privariam o eleitorado de esclarecimentos cruciais para o voto e que entrar no próximo governo com uma “mácula” como essa seria “destrutivo”.




… Em outra frente, 39 juristas, professores da USP e representantes da sociedade civil pediram a quebra integral dos sigilos do caso Master e respostas colegiadas aos questionamentos sobre a atuação de integrantes do Supremo.




… A pressão continuou nas últimas horas.




… A PGR pediu a Fachin que verifique se Mendonça liberou todos os documentos das investigações do Master, depois de constatar que não havia nos autos disponibilizados registro de um pedido da PF relacionado a movimentações não declaradas de Daniel Vorcaro.




… A publicidade desses documentos havia sido determinada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, a pedido de Alexandre de Moraes, que considera os relatórios de inteligência financeira fundamentais para a sessão de hoje.




… A dimensão da sessão de hoje aparece também no convite a ex-ministros do STF, que estarão na primeira fileira.




… O caso já ganhou repercussão internacional. O Financial Times afirmou que a crise colocou o Judiciário no centro da disputa presidencial brasileira e destacou que os desdobramentos do Master ampliaram a pressão sobre o Supremo.




MAIS PESQUISAS – A Quaest trouxe nesta segunda-feira mais evidências de que a crise no STF já transbordou para a eleição.




… Flávio Bolsonaro apareceu numericamente à frente de Lula pela primeira vez na campanha em uma simulação de segundo turno, com 42% a 40%, ainda em empate técnico. No primeiro turno, Lula manteve 36%, enquanto Flávio avançou de 29% para 31%.




… Outro resultado ajuda a explicar por que o mercado está tão atento à sessão do Supremo: a parcela dos eleitores que não confia no STF saltou de 46% para 56% em apenas um mês. Entre os independentes, avançou de 50% para 65%.




… No confronto entre os ministros, 37% consideram que André Mendonça age corretamente, contra 16% que dizem o mesmo de Moraes.




… A disputa eleitoral terá novo teste hoje, com a divulgação da pesquisa Indexa/Broadcast (9h), que também mediu a confiança nas instituições e a avaliação de Moraes e Mendonça, além de perguntar quem é o principal responsável pela crise no Supremo.




… Também às 9h, sai nova pesquisa eleitoral, da CNT/MDA.




… O Datafolha começa hoje uma nova rodada, que será divulgada na quinta-feira e perguntará diretamente aos eleitores qual será a influência da crise do STF e do caso Master na definição do voto para presidente. No último Datafolha, Lula tinha 46% e Flávio, 44% no segundo turno.




PETRÓLEO ESCALA – O Brent fechou em alta de 1,02%, a US$ 105,68, depois de chegar a US$ 109,80, com o mercado avaliando o impacto da paralisação do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, atingido por ataques na semana passada.




… A instalação, que pode transportar até 7 milhões de barris por dia e permite aos sauditas escoar petróleo pelo Mar Vermelho sem passar por Ormuz, deverá ficar em grande parte fora de operação por três a cinco semanas, embora possa funcionar parcialmente durante os reparos.




… O risco aumentou com a expansão do conflito para o Iêmen. Os Houthis ameaçaram diretamente a Arábia Saudita, afirmando que o país “não estará a salvo” enquanto continuar atacando o território iemenita.




… Durante a tarde, relatos de que os Estados Unidos avaliam negociar um acordo “em etapas” com o Irã ajudaram o petróleo a se afastar das máximas, mas Teerã voltou a negar à noite que esteja negociando com Washington.




… O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse que seu país não pode negociar com os americanos, mas revelou que chanceleres árabes deverão se reunir em Omã para discutir uma proposta de reabertura do Estreito de Ormuz.




… Também após o fechamento, Irã e Estados Unidos apresentaram versões diferentes sobre um petroleiro em Ormuz.




… A Guarda Revolucionária afirmou que a embarcação explodiu após atingir minas, enquanto o Centcom disse que o navio havia sido atingido por um míssil e, mais recentemente, por um drone iraniano.




… Apesar da tensão, o governo americano afirma que o fluxo por Ormuz está aumentando.




… Segundo o secretário de Energia, Chris Wright, mais de 12 milhões de barris de petróleo e derivados atravessaram o estreito na noite passada, acima da média atual de cerca de 10 milhões de barris por dia.




… Trump disse ainda que Ucrânia e Rússia concordaram em suspender ataques contra instalações de energia, numa tentativa de aliviar a escassez global de diesel. A Ucrânia, porém, afirmou não estar convencida de que Moscou cumprirá um eventual acordo.




… Com a expansão do conflito, o banco Berenberg prevê petróleo em torno ou acima de US$ 100 até o fim de 2026.




IA PÕE TECHS SOB PRESSÃO – Em outra frente no exterior, o debate sobre os riscos da inteligência artificial ganhou força e derrubou ações de tecnologia em Nova York, nesta segunda-feira (leia mais abaixo).




… Investidores temem que uma desaceleração no desenvolvimento da IA possa atingir os investimentos em data centers, chips e equipamentos.




… Trump reagiu duramente aos alertas do CEO da Anthropic, Dario Amodei, apoiados por Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, e afirmou que frear o desenvolvimento da tecnologia beneficiaria a China. “Não matem a galinha dos ovos de ouro”, escreveu em sua rede social.




… Mais tarde, telefonou para o CEO da Nvidia, Jensen Huang, e garantiu que “os robôs não vão dominar o mundo”.




… A discussão chegou ao Congresso. O presidente da Câmara, Mike Johnson, disse que a Casa Branca poderá reunir executivos das grandes empresas de IA ainda nesta semana ou no início da próxima, enquanto cresce a pressão por novas regras de segurança.




… Analistas do Charles Schwab dizem que o receio é de que a discussão reduza gastos que têm impulsionado o mercado e a economia americana.




… A China também entrou no debate e acusou os CEOs americanos de “espalhar medo” e estimular uma competição desleal, após Trump afirmar que uma desaceleração da inteligência artificial beneficiaria Pequim.




FED TEM APOSTA QUASE UNÂNIME – A disparada do petróleo aumentou ainda mais as apostas em alta dos juros pelo Fed na Superquarta e levou o rendimento dos Treasuries de 10 anos a superar 5% durante a sessão, pela primeira vez desde 2023.




… A probabilidade de uma elevação de 25 pontos-base chegou a 90,3%, ante 85,6% na sexta-feira, enquanto a chance de manutenção dos juros caiu para 9,7%. O cenário de maior aversão ao risco e a perspectiva de juros mais altos também fortaleceram o dólar.




… O movimento reforça a expectativa de uma semana de aperto monetário global. O BCE já elevou os juros na semana passada, o Banco do Japão deverá fazer o mesmo na sexta-feira e o Banco da Inglaterra decide na quinta, embora a expectativa seja de manutenção.




… Na Europa, dirigentes do BCE continuam alertando para os efeitos do choque de energia.




… Peter Kazimír alertou para o risco de contaminar expectativas de inflação, salários e preços, afirmando que o BCE não hesitará em voltar a elevar os juros se os dados exigirem. Isabel Schnabel também manifestou preocupação com a persistência da alta da energia.




COPOM NA CONTRAMÃO – No Brasil, o Copom deve ir na direção oposta à dos principais bancos centrais, com mais um corte de 0,25 ponto porcentual da Selic nesta Superquarta, para 13,75% ao ano, expectativa amplamente majoritária.




… Com o Fed aumentando os juros e o Copom reduzindo a Selic, o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos se estreita pelas duas pontas, tornando o carry trade menos atrativo e podendo aumentar a pressão sobre o real.




… Nesta segunda-feira, o dólar já bateu R$ 5,18.




… Ao Broadcast, Guilherme Casagrande, da Manchester Investimentos, comentou que o diferencial de juros ainda é alto e ajuda a sustentar o real, que também vem sendo beneficiado pelo “otimismo eleitoral”.




… Ele avaliou, no entanto, que, quando a poeira política baixar, o diferencial voltará a ser um dos principais fatores na formação do câmbio.




… Apesar disso, Bank of America e HSBC revisaram as suas projeções para a Selic no fim do ano, apostando na continuidade do ciclo de “calibração” nos próximos meses (leia mais abaixo).




AGENDA – As vendas no varejo de julho são o principal indicador do dia no Brasil. O IBGE divulga os números às 9h, com a mediana de queda de 0,3% no varejo restrito, em intervalo de -0,8% a +0,3%, e alta de 0,9% no ampliado, com estimativas de -0,1% a +2,4% (Broadcast).




… Lá fora, a Alemanha divulga o índice ZEW de setembro (6h) e os Estados Unidos, o Empire State de atividade industrial de setembro (9h30).




CHINA HOJE – A produção industrial subiu 5,2% em agosto, na comparação com igual período do ano passado. O resultado representou aceleração em relação a julho, quando a expansão foi de 4,5%, e superou a aposta de 4,9%.




… As vendas no varejo chinês tiveram alta de 0,4%, abaixo de julho (0,6%) e do consenso de 0,7%.




BDM LIVE – A economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória, conversa hoje, ao meio-dia, com os jornalistas Rosa Riscala e Téo Takar sobre as expectativas para a decisão da Selic amanhã. Assista em https://tinyurl.com/2pjkuf2r.




QUEM DÁ MENOS? – Na contagem regressiva para o Copom, dois grandes bancos (BofA e HSBC) cortaram ontem a projeção da Selic no fim do ano, de 13,75% para 13,25%. Ou seja, não esperam que o ajuste de amanhã seja o último.




… Tanto uma como a outra instituição financeira citou a percepção de que a economia está esfriando mais rápido do que o esperado, agora que a eficácia da política monetária finalmente se percebe de forma mais explícita.




… Para o HSBC, as dinâmicas de demanda doméstica mais fracas, particularmente via mercados de crédito, devem pesar cada vez mais sobre o crescimento e dar espaço para o BC relaxar também em novembro e dezembro.




… Na visão do BofA, inflação em queda e crédito mais fraco apontam para uma desaceleração mais acentuada à frente e abrem caminho para a extensão do afrouxamento monetário, mesmo com riscos fiscais e externos.




… Por outro lado, segundo relatório do banco, os principais riscos para as estimativas são a combinação das políticas do próximo governo e um real mais fraco, caso os BCs de mercados desenvolvidos fiquem mais restritivos.




… O BofA reduziu a estimativa para o PIB deste ano de 2,3% para 1,8%, e de 2027, de 1,3% para 0,9%.




… A economista-chefe da 4Intelligence, Thaís Zara, avalia que a conjuntura econômica mantém o espaço para o Copom progredir na calibração da taxa de juros e repetir a comunicação de deixar os próximos passos em aberto.




… Apesar da liberdade de ação, ela não tem segurança sobre novos cortes, diante do ambiente “bastante incerto e volátil”, mencionando especificamente o petróleo, o movimentos dos grandes BCs e o cenário eleitoral doméstico.




… Disputada voto a voto, a eleição será de 51% a 49%, “só não sabemos para quem”, afirmou ontem o chairman e sócio-fundador do BTG Pactual, André Esteves, durante participação em evento, dando a medida da alta incerteza.




… Entre os traders, a curva a termo mostra que é praticamente certo um corte da Selic amanhã, mas novembro ainda revela uma divisão, com 60% das apostas para manutenção e 40% para um relaxamento monetário adicional.




… Os juros futuros, como o dólar, começaram mal o dia nesta segunda-feira, com o petróleo explodindo e a taxa da Note de dez anos rompendo 5%, mas dissiparam parte da pressão à tarde, coincidindo com a melhora externa.




… O mercado está cansado de embarcar na ilusão do fim da guerra, mas os relatos de progresso na diplomacia para acabar com o conflito entre os Estados Unidos e o Irã foram usados como pretexto para reduzir o nível de estresse.




… As taxas da curva do DI fecharam longe das máximas e o dólar desacelerou o fôlego de alta, seguindo à risca a perda de parte do impulso pelo petróleo, apesar de o Irã ter desmentido que esteja com pressa de fechar um acordo.




SESSÃO PIPOCA – Apesar de os negócios domésticos terem parado de piorar à tarde, qualquer recuperação maior foi sabotada pelo suspense com a incerteza política e institucional, antes da sessão do STF, que será exibida ao vivo.




… Com o Supremo no radar, o trade eleitoral ficou em segundo plano ontem. O contrato de juro para Jan/28 subiu a 13,665% (de 13,624%); Jan/29, a 13,915% (de 13,843%); Jan/31, 14,140% (14,051%); e Jan/33, 14,275% (14,166%).




… Só a ponta curta fechou estável, com a deflação mostrada pelo IPCA de agosto na última sexta-feira e a expectativa de corte de 0,25 pp da Selic amanhã. O DI para Jan/27 marcou 13,585% (de 13,583% no ajuste anterior).




… No câmbio, o dólar superou R$ 5,18 na máxima intraday, mas devolveu a cautela parcialmente e fechou abaixo de R$ 5,15. Desacelerou a alta para 0,44%, a R$ 5,1479, aproveitando que o petróleo reduziu a intensidade do rali.




… Quanto ao carry trade, que ainda segue vantajoso, os ventos devem começar a mudar mais expressivamente a partir de amanhã, com o aperto do Fed e o corte do Copom. É um driver extra que entra para a conta do real.




… O desfecho provável de alta do juro americano elevou o DXY (+0,27%), a 99,391 pontos, com o dólar derrubando o euro (-0,46%; US$ 1,1545), a libra (-0,16%; US$ 1,3497) e até o iene (-0,57%; 154,40/US$), apesar do BoJ que vem aí.




… Em relação ao BC inglês, é amplamente esperado que o BoE mantenha os juros na quinta-feira, mas o choque energético já leva o mercado financeiro a elevar as apostas em uma postura mais agressiva nos meses seguintes.




… Em relação ao BCE, que subiu o juro semana passada, não se descartam até duas altas adicionais.




… Segundo a Reuters, a dirigente do BC Europeu Isabel Schnabel manifestou preocupação com os recentes movimentos dos preços de energia provocados pelo conflito no Oriente Médio, mais persistentes que o esperado.




… O presidente do BC eslovaco, Peter Kazimír, afirmou que o BCE não hesitará em subir o juro de novo se preciso.




… Assustada com o salto do petróleo ontem para quase US$ 110, a taxa da Note de dez anos cruzou, pela primeira vez em três anos, a barreira dos 5% no pico de nervosismo. Chegou até 5,012%, mas fechou a 4,987% (de 4,974%).




… O juro do título do Tesouro de dois anos subiu para 4,655% (contra 4,627%), porque o Fed está com o dedo no gatilho para assumir uma abordagem conservadora amanhã, com este petróleo que dá arsenal à política hawkish.




… No contexto fiscal, Trump reafirmou nesta segunda-feira a sua promessa de pagar US$ 5 mil para quem votar nos republicanos nas eleições de meio de mandato e fez uma postagem com críticas ao controle da Inteligência Artificial.




… “Onde já se viu clamar por regulamentação que, se implementada com rigor, levará o setor à falência?”, indagou.




ROBÔ SELVAGEM – Trump também desqualificou os alertas da cúpula da IA (Anthropic, OpenAI, Microsoft e Tesla) sobre a urgência de colocar um freio no desenvolvimento da tecnologia para aperfeiçoar mecanismos de segurança.




… Na semana passada, a Anthropic informou que um de seus modelos de inteligência artificial foi utilizado indevidamente pelo Irã para selecionar navios de guerra norte-americanos como alvos de ataques.




… Ontem, as empresas de chips afundaram (Marvell, -7,32%; Micron, -5,25%; Intel, -5,59%; e Nvidia, -3,36%) e ajudaram o Nasdaq a cair 0,56%, a 26.186,41 pontos. O dia não foi pior, porque o petróleo se afastou das máximas.




… O Dow Jones limitou a queda a 0,29%, aos 52.421,17 pontos, e o S&P 500 perdeu 0,48%, aos 7.619,92 pontos.




… O Ibovespa foi mal e recuou 0,91%, aos 185.500,88 pontos, com giro de apenas R$ 17,1 bilhões, porque os desdobramentos da crise no STF podem ter reflexos na corrida ao Planalto e arriscam melar o trade eleitoral.




… Nem a Petrobras conseguiu faturar a alta do petróleo. ON caiu 0,48%, a R$ 54,26, e PN, -0,16%, a R$ 48,92. Mas o risk off ficou concentrado na Vale, que levou um tombo de 3,48%, a R$ 75,48, mais que o dobro do minério (-1,60%).




… Os bancos também caíram feio: BB ON puxou as baixas, com -1,65% (R$ 22,12). Bradesco PN recuou 1,40% (R$ 18,33); Itaú PN registrou perda de 0,89% (R$ 42,35); Santander unit, -0,82% (R$ 30,37); e BTG unit, -0,56% (R$ 60,48).




CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS assinou contrato com a Sempra para comprar 0,8 milhão de toneladas anuais de GNL por 20 anos, com fornecimento a partir de terminal no Texas…




… Petrobras pagará nesta terça-feira R$ 81,3 milhões em juros da 1ª e 2ª séries da 7ª emissão de debêntures.




VALE. MPF acionou a mineradora por extravasamento na mina de Viga (MG) e pediu bloqueio de R$ 200 milhões, auditoria independente e suspensão da transferência de direitos minerários.




TELEFÔNICA BRASIL pagará R$ 412,5 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,129083 por ação. Papéis ficam “ex” após 25/9 e pagamento será feito até abril de 2027.




MULTIPLAN pagará R$ 120 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,235598 por ação, em 21/9. Provento considera posição acionária de 26/9/2025.




DIRECIONAL fará emissão de R$ 500 milhões em debêntures, em até três séries. Recursos serão destinados à aquisição de terrenos e construção de empreendimentos.




AVIBRAS. Superintendência-Geral do Cade recomendou aprovação sem restrições da compra da maior indústria de defesa do Brasil pela Globe, veículo de investimentos dos irmãos Joesley e Wesley Batista.




KEPLER WEBER. Citi manteve venda e preço-alvo de R$ 5,60 e cortou em 12% a estimativa de lucro para 2027, para R$ 85 milhões, diante de perspectiva ainda frágil para receitas e margens.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Mario Mesquita

 O governo quer trocar o teto cumulativo de emissões externas (US$100 bi, já quase esgotado) por um limite anual automático de US$35 bilhões — quase 8x a média histórica de emissões desde 2002 (US$4,3 bi/ano) e quase 3x o recorde anual (US$12,5 bi, em 2005) – esse limite foi estabelecido pelo Senado, ao qual cabe disciplinar a matéria. Considero a alteração do limite uma ideia perigosa, pois arrisca reverter uma das maiores conquistas da política econômica brasileira das últimas décadas: a posição líquida credora em dólares do Estado, que tem permitido a implementação de medidas anticíclicas por ocasião das crises globais, como em 2009 e 2020. Avalio que, em vez de aceitar a proposta, o Senado deveria endurecer os critérios de aprovação (por exemplo, requerendo quórum qualificado), e que a verdadeira solução para o desafio do financiamento do governo estaria na adoção de uma combinação mais racional de políticas fiscal e monetária.

Roberto Teixeira da Costa

 


CVM: 50 ANOS E UM RETRATO DA FALÊNCIA INSTITUCIONAL


Roberto Teixeira da Costa, primeiro presidente da CVM, resumiu com precisão o caso Banco Master: Daniel Vorcaro fez um “strip-tease da realidade brasileira”. Expôs como o dinheiro pode comprar influência, contornar controles e explorar a lentidão das instituições.

Um processo sobre fraude em fundo imobiliário, iniciado em 2020, levou aproximadamente seis anos para ser julgado pela CVM. Quando a punição chega depois de o dinheiro desaparecer e os investidores acumularem prejuízos, o regulador deixa de prevenir e passa apenas a emitir o atestado de óbito.

O Brasil já havia assistido ao ensaio-geral com Eike Batista, símbolo do capitalismo de compadrio da ClePTocracia 2.0. A CVM o condenou por uso de informação privilegiada e manipulação de preços, com multas superiores a R$ 500 milhões e inabilitação temporária. Mas multa administrativa não significa ressarcimento dos minoritários. O infrator discute recursos; o investidor permanece com o prejuízo.

Com o Banco Master, chegamos à ClePTocracia 3.0: ativos sobreavaliados, liquidez artificial, créditos sem lastro, investidores induzidos ao erro, recursos de banco estatal colocados em risco e impacto superior a R$ 50 bilhões sobre o Fundo Garantidor de Créditos. Quando as instituições reagiram, o prejuízo já estava socializado.

Existe ainda uma dimensão política que não pode ficar fora da história. Em 2023, Ricardo Lewandowski suspendeu monocraticamente restrições da Lei das Estatais às indicações políticas. O plenário posteriormente restabeleceu as regras, mas preservou as nomeações feitas durante a liminar. Após deixar o STF, o escritório ligado a Lewandowski prestou consultoria jurídica ao Banco Master e recebeu aproximadamente R$ 5 milhões. Sua assessoria afirma que os serviços foram regulares e que ele se afastou dos casos ao assumir o Ministério da Justiça. Isso não prova ilegalidade, mas exige transparência e apuração independente.

Enquanto isso, parte da imprensa apresenta cada revelação como episódio isolado. Não conecta decisões judiciais, indicações políticas, contratos privados, falhas regulatórias e prejuízos públicos. Funciona como mídia-papagaio: repete a versão oficial mais conveniente ao governo Lula, mas raramente reconstrói a história completa.

Minha conclusão é direta: a CVM tornou-se um caso de falência institucional. Um regulador que demora anos para decidir, não impede a repetição dos golpes e não assegura reparação às vítimas não protege o mercado — apenas documenta seus fracassos.

A festa somente acabará quando houver fiscalização preventiva, punição rápida, recuperação dos ativos e responsabilização de todos os integrantes das redes de influência — independentemente do sobrenome, do cargo ou da proximidade com o poder.

Sem isso, o próximo Vorcaro já está montando sua mesa.

Call Matinal

1) Na sexta passada (11), o Ibovespa fechou em queda de 0,56%, aos 187.206 pontos (+1,11% na semana). Já o dólar fechou a R$ 5,12 (+0,51%), o PTAX de venda, a R$ 5,0918, e o Euro, a R$ 5,94 (+0,29%).


2) Os índices futuros dos EUA operam em baixa nesta segunda-feira (14), pressionados pela nova disparada do petróleo e por uma sequência de alertas sobre os riscos relacionados ao avanço da inteligência artificial.      


3) Abrimos esta semana de olho na “superquarta”,que concentra duas decisões para a política de juros. 


Nos EUA, a taxa Fed Funds deve ser mantida, mas a atenção se volta ao comunicado do Fed sobre os próximos passos. 


No Brasil, o mercado projeta o primeiro corte da Selic nesta rodada, a 13,75% ao ano, movimento que costuma afetar o custo do crédito, o retorno da renda fixa e o câmbio. 


4) Na agenda da semana, devemos acompanhar também o IBC-Br e o varejo de julho, que mostram como a atividade chegou ao segundo semestre. 


5) O petróleo volta a comandar os mercados nesta segunda-feira, com o Brent acima de US$ 108, após o adiamento das negociações sobre Ormuz e novos ataques no fim de semana, aumentando a pressão sobre os juros às vésperas da “superquarta” decisiva. No Japão, ainda temos a reunião do BoJ, que também pode apertar a política monetária. 


6) Ainda no Brasil, a crise no STF entra de vez no radar eleitoral, depois de interromper o trade pró-Flávio na sexta-feira, e, nos EUA, ganha força o debate sobre desacelerar o avanço da inteligência artificial. 


7) O petróleo voltou a disparar na abertura dos negócios neste domingo, depois que foi adiada, sem nova data, a reunião entre Irã e países do Golfo que tentaria avançar numa solução para a navegação no Estreito de Ormuz. O Brent/novembro subia mais de 3%, acima dos US$ 108, e o WTI avançava para US$ 103, devolvendo boa parte da queda de sexta-feira.

BDM Matinal Riscala


*Rosa Riscala: Semana tem superquarta de juros e superterça no STF*


… O petróleo volta a comandar os mercados nesta segunda-feira, com o Brent acima de US$ 108 após o adiamento das negociações sobre Ormuz e novos ataques no fim de semana, aumentando a pressão sobre os juros às vésperas de uma Superquarta decisiva. O Fed deve elevar a taxa americana, enquanto o Copom deve cortar a Selic para 13,75%, num ambiente em que o diferencial de juros com o exterior diminui e o BoJ também pode apertar a política monetária. Ainda no Brasil, a crise no STF entra de vez no radar eleitoral, depois de interromper o trade pró-Flávio na sexta-feira, e, nos Estados Unidos, ganha força o debate sobre desacelerar o avanço da inteligência artificial.


ORMUZ SEM ACORDO – O petróleo voltou a disparar na abertura dos negócios neste domingo, depois que foi adiada, sem nova data, a reunião entre Irã e países do Golfo que tentaria avançar numa solução para a navegação no Estreito de Ormuz.


… O Brent/novembro subia mais de 3%, acima dos US$ 108, e o WTI avançava para US$ 103, devolvendo boa parte da queda de sexta-feira.


… O encontro estava marcado para amanhã, em Omã, e era uma das principais apostas diplomáticas para reduzir as restrições ao tráfego em Ormuz. O governo omanita afirmou que o adiamento ocorreu “no interesse do consenso”.




… A frustração veio depois de um fim de semana de novos ataques.




… Neste domingo, uma embarcação foi atingida por um projétil em Ormuz, enquanto a mídia iraniana informou que um navio comercial do país foi atacado perto da ilha de Qeshm. Ao mesmo tempo, aumentou a pressão sobre as rotas alternativas.




… A Arábia Saudita fechou preventivamente o oleoduto Leste-Oeste depois de ataques de drones lançados do território iraquiano. O duto vinha sendo fundamental para escoar petróleo saudita pelo Mar Vermelho e contornar as restrições em Ormuz.




… Mas também essa saída ficou mais vulnerável. Os houthis avançaram pela costa do Iêmen e tomaram a ilha de Mayun, no Estreito de Bab el-Mandeb, por onde passa cerca de 12% do comércio mundial. O grupo voltou a atacar a Arábia Saudita com mísseis e drones.




… Apesar da escalada, seguem abertas algumas frentes de negociação. Trump disse que o Irã está “ávido por um acordo”, enquanto Teerã afirma que permanece disposto à diplomacia, mas mantém suas condições para qualquer entendimento.




… A pressão do petróleo já contaminava outros mercados na abertura, com queda dos futuros do Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, às vésperas de uma semana decisiva para os juros globais – com a reunião do Fed no centro das expectativas.




IA PEDE FREIO – O debate sobre os riscos da inteligência artificial ganhou força no fim de semana, com os próprios líderes da indústria defendendo mais controles e até uma desaceleração no desenvolvimento dos modelos mais avançados.




… O CEO da Anthropic, Dario Amodei, alertou que, no ritmo atual, a IA poderá atingir em seis a 12 meses capacidades muito mais difíceis de controlar e defendeu ganhar um ou dois anos para que as medidas de segurança acompanhem a evolução da tecnologia.




… Sam Altman endossou parte das propostas e anunciou que a OpenAI permitirá acesso contínuo de avaliadores externos às suas práticas de segurança. Elon Musk foi ainda mais direto e afirmou que “Dario está certo”.




… Já o presidente Trump reconheceu neste domingo que algumas barreiras de proteção podem ser necessárias, mas rejeitou uma desaceleração que coloque em risco a liderança americana na corrida tecnológica com Pequim. “Quem vencer em IA, vence em tudo.”




… O alerta ganhou dimensão ainda maior com a guerra. A Anthropic revelou que identificou e bloqueou um agente ligado ao Irã que utilizava o Claude para reunir informações públicas e desenvolver recomendações de alvos contra forças navais americanas no Oriente Médio.




… A empresa também detectou o uso de seus modelos em projetos envolvendo enxames de drones, sistemas de navegação de mísseis e pesquisas relacionadas a possíveis armas biológicas, ampliando a pressão por mecanismos de segurança capazes de acompanhar a evolução da IA.




… À noite, o futuro do Nasdaq ampliava a queda após os crescentes apelos para desacelerar o ritmo de desenvolvimento da inteligência artificial.




FED NA BERLINDA – A expectativa de que o Fed volte a elevar os juros nesta quarta-feira se consolidou depois do CPI e já alcança quase 90% no mercado futuro, com a maioria das apostas concentrada numa alta de 25 pontos-base, para 3,75% a 4,00%.




… O núcleo dos preços ao consumidor veio ligeiramente acima do esperado em agosto e reforçou a percepção de que o processo de desinflação perdeu força. A nova disparada do petróleo neste domingo, com o Brent acima de US$ 108, acrescenta pressão ao cenário.




… A reação já apareceu nos Treasuries, na sexta-feira, com o rendimento da T-note de 10 anos ainda mais perto dos 5% (leia abaixo).




… Com a decisão desta semana praticamente precificada, a dúvida agora é o que Kevin Warsh sinalizará para os próximos meses.




… A Pantheon acredita que a alta de setembro será isolada, enquanto a Capital Economics projeta 75 pontos-base de aperto até o fim do ano, avaliando que será necessária uma mensagem muito hawkish do Fed para provocar nova alta relevante dos juros ou do dólar.




… Muitos analistas consideram que os mercados já se ajustaram à perspectiva de juros mais altos.




… Na ponta contrária, o Rabobank mantém a alta de setembro como cenário principal, mas vê possibilidade de adiamento para outubro, já que uma parte da surpresa do núcleo do CPI veio do forte reajuste dos serviços de telefonia.




… A decisão do Fed também ocorre sob pressão da Casa Branca.




… Trump voltou a dizer neste domingo que os Estados Unidos deveriam ter os menores juros do mundo, enquanto Kevin Hassett afirmou que o governo apoiará “100%” qualquer decisão do Fed, embora não veja razões técnicas para uma alta.




BOJ APERTA – Outra decisão importante da semana vem do Banco do Japão, que também pode elevar os juros no primeiro minuto da sexta-feira, num momento especialmente delicado para o iene e para o carry trade global.




… A expectativa é de uma alta de 25 pontos-base, para 1,25%, depois da forte volatilidade do iene que levou Japão e Estados Unidos a uma megaintervenção conjunta no câmbio e aumentou a pressão americana para que o BoJ acelere o aperto monetário.




… Para o IIF, a combinação entre juros mais altos nos Estados Unidos e no Japão pode colocar novamente o carry trade à prova.




… A alta do Fed reduz o diferencial que sustentou fluxos para emergentes, enquanto a valorização do iene e o aperto do BoJ encarecem o financiamento dessas operações. Os fluxos de portfólio para emergentes já perderam força, embora continuem positivos.




… As entradas líquidas caíram de US$ 24,9 bilhões em julho para US$ 11,3 bilhões em agosto. E o Brasil também é atingido.




SUPERQUARTA – No Brasil, o efeito mais imediato das decisões dos BCs será a redução do diferencial de juros com o exterior. Enquanto o Fed deve elevar os juros, o Copom deve cortar a Selic em 25 pontos-base, para 13,75%, diminuindo a atratividade do carry trade.




… O corte está praticamente fechado. Das 78 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, 75 esperam redução de 0,25 ponto e apenas três projetam manutenção da Selic em 14%. A mediana mantém a Selic em 13,75% também em novembro e no encerramento de 2026.




… Embora a expectativa majoritária aponte este como o último corte do ano, aumentou o grupo de analistas que já admite novas reduções, diante de sinais mais disseminados de perda de força da economia e melhora da inflação subjacente.




… Depois da surpresa com o IPCA de agosto, com deflação acima do esperado, a discussão passou a ser se ainda haverá espaço para novos cortes até o fim do ano, mas não sem uma boa dose de cautela, que vem dos riscos à frente.




… O petróleo voltou a superar US$ 108 neste domingo, o super El Niño pode pressionar os alimentos nos próximos meses e o cenário externo ficou mais desafiador com os juros globais mais elevados. E há ainda as dúvidas sobre a eleição presidencial.




… As incertezas sobre a política econômica do próximo governo tendem a pesar cada vez mais nas decisões do BC, e por isso a comunicação do Copom será a principal expectativa dessa reunião. O comunicado será lido com lupa pelos economistas.




… Talvez o BC não seja explícito sobre uma pausa, mas se deixar aberta a porta para continuar reduzindo a Selic, deve mudar as apostas.




STF ENTRA NA ELEIÇÃO – A crise no Supremo já começou a cobrar preço dos ativos brasileiros na sexta-feira, quando o levantamento dos sigilos das investigações do caso Master interrompeu o trade eleitoral, diante do risco de que novas revelações atinjam Flávio Bolsonaro.




… O Ibovespa caiu 0,56%, o dólar voltou para R$ 5,12 e os juros futuros devolveram parte da queda provocada pela deflação do IPCA, depois de Fachin determinar maior transparência sobre os processos relacionados a Vorcaro (leia abaixo).




… O risco ganhou força no fim de semana. Flávio Dino retirou o sigilo de cerca de 5 mil páginas da investigação sobre o financiamento do filme Dark Horse, inspirado na vida de Jair Bolsonaro, e autorizou novos relatórios financeiros do Coaf.




… A apuração investiga suspeitas de desvio de recursos públicos e o uso de dinheiro do Banco Master no financiamento do longa. Dino afirmou que se fortaleceu a hipótese de conexão envolvendo emendas parlamentares e recursos da Prefeitura de São Paulo.




… Mas o principal teste para os mercados será na terça-feira, quando o STF realiza sessão extraordinária para decidir se abre ou se arquiva a investigação sobre as mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.




… Fachin resistiu às pressões para adiar o julgamento ou julgar Moraes e Mendonça em conjunto, e decidiu restringir a sessão ao caso Moraes-Vorcaro, deixando para o dia 23 a análise das acusações envolvendo André Mendonça.




… A sessão de amanhã está marcada para as 10h, aberta à imprensa e com transmissão ao vivo pela TV Justiça e o canal do Supremo no YouTube, o que aumenta a possibilidade de repercussão no mercado durante o próprio pregão.




… A disputa agora envolve também o conteúdo do celular de Vorcaro. No domingo, Zanin determinou a entrega pela PF de uma cópia dos dados a seu gabinete, após Mendonça ter se posicionado contra o acesso ao conteúdo integral, alegando risco às investigações.




… Moraes também pediu no final do domingo o levantamento do sigilo de mais um processo do Master sob relatoria de Mendonça, que, segundo ele, contém elementos essenciais para o julgamento. Nesta segunda-feira, os ministros devem receber de Fachin o rito da sessão.




… Na guerra aberta no STF, existe a possibilidade de os ministros próximos a Moraes articularem um pedido de vista logo no início.




… O mercado acompanhará de perto qualquer nova informação que possa alterar o cenário eleitoral, depois que a expectativa de uma disputa mais apertada entre Lula e Flávio sustentou nas últimas semanas a forte valorização dos ativos brasileiros.




DATAFOLHA – Divulgada após o fechamento de sexta-feira, a nova pesquisa mostrou Flávio Bolsonaro avançando de 33% para 35% no primeiro turno e encostando em Lula, que passou de 38% para 39%. Os dois estão em empate técnico no limite da margem de erro.




… No segundo turno, o cenário ficou estável, com Lula em 46% e Flávio em 44%, também em empate técnico.




… No final da tarde de domingo, o presidente Lula fez uma live com a militância do PT e levou a crise para a campanha, ao citar o caso Vorcaro e as investigações que envolvem seu filho, Fábio Luís Lula da Silva.




… O presidente fez acusações contra Flávio e disse que, se o filho estiver envolvido no esquema do INSS, “vai pagar um preço muito alto”.




AGENDA DA SEMANA – A Superquarta concentra as atenções dos mercados, com decisões de juros do Fed e do Copom, enquanto o Banco do Japão decide na virada de quinta para sexta-feira. A semana traz ainda a reunião do BoE inglês na quinta-feira.




… Na quarta-feira, antes do Fed, os Estados Unidos divulgam as vendas no varejo de agosto e, no Reino Unido, sai o CPI de agosto.




… Ainda nos Estados Unidos, a semana termina com a produção industrial de agosto, na sexta-feira.




… Já nesta segunda-feira, o mercado acompanha a promessa do secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, de anunciar sanções contra um “grande banco”, não identificado, por relações com o Irã.




… Às 23h, a China divulga produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos.




… No Brasil, destaque para as vendas do varejo de julho amanhã e, na quarta-feira, para o IBC-Br de julho. Hoje, o Relatório Focus sai às 8h25.




LIVE PRÉ-COPOM – O BDM realizará amanhã, às 12h, entrevista com a economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória, com transmissão ao vivo pelo seu canal no YouTube, abordando a superquarta com o Fed, o petróleo acima de US$ 100 e os riscos da eleição presidencial.




CAVALO DE PAU? – Bateu na sexta-feira a cautela de que a queda total do sigilo das investigações sobre o Master traga à tona revelações sobre o financiamento do filme Dark Horse e prejudique a ascensão da candidatura de Flávio.




… Depois de quase duas semanas surfando no trade eleitoral, o mercado doméstico acendeu a luz amarela, acentuou as perdas do Ibovespa, pressionou o dólar e virou a curva dos juros futuros, ofuscando a deflação do IPCA.




… De olho no incêndio da crise do STF, os contratos médios e longos do DI zeraram a queda, embora tenha subido pouco. Jan/29 foi a 13,835% (de 13,831% na véspera); Jan/31, a 14,040% (de 14,029%); e Jan/33, 14,155% (14,151%).




… Só a ponta mais curta exibiu viés de queda (Jan/27 marcou 13,585%, contra 13,586% no ajuste anterior; e Jan/28, 13,620%, de 13,632%), porque o alívio da inflação em agosto endossou a aposta de corte da Selic essa semana.




… Em agosto, o índice oficial de inflação registrou a maior deflação para o mês em quatro anos, de 0,32%, contra a mediana de -0,29%. O resultado acumulado em 12 meses, de alta de 4,22%, veio abaixo do consenso de 4,26%.




… A principal influência para a queda do IPCA em agosto foi a retração de 7,63% do preço da energia elétrica provocada pelo efeito do bônus de Itaipu. O alívio, no entanto, é temporário e deve ser devolvido em setembro.




… A energia elétrica respondeu, sozinha, por um impacto de -0,33 ponto porcentual no IPCA de agosto. Não fosse a conta de luz, a inflação teria ficado praticamente estável (+0,01% no mês), segundo cálculos de técnico do IBGE.




… Também os preços mais baratos no segmento de alimentação e bebidas (-0,34%) jogaram a favor.




… O IPCA de agosto apresentou composição melhor que a esperada nos núcleos (a média desacelerou de 0,26% para 0,23% em agosto), mas as medidas subjacentes ainda continuam resistentes (0,4%, em linha com as apostas).




… Encorajado pelas leituras de núcleo de inflação relativamente benignas no curto prazo e PIB mais fracos do que o esperado no segundo trimestre, o Barclays não descarta rever para baixo a sua previsão de 13,75% da Selic do ano.




… A Bradesco Asset reduziu a projeção de 13,75% para 13,25%, diante da atividade fraca. Mas manteve a aposta para o ano que vem em 11,75%, citando que a política fiscal e parafiscal serão relevantes para definir o ciclo.




… Em carta mensal publicada na sexta-feira, a Ativa Investimento cortou a estimativa para a Selic de 2027 de 12,25% para 10,5%, entusiasmada pela mudança do ambiente político, com esperança de vitória de Flávio Bolsonaro.




EFEITO REBOTE – O Bradesco alerta que, apesar da moderação dos núcleos, a alimentação em domicílio deve acelerar até o final do ano, incorporando os efeitos do El Niño e a retomada das exportações de carne.




… O banco mantém a projeção de que o IPCA termine 2026 em 5%, estourando o teto da meta de 4,5%. Pelo menos outros dois grandes bancos estimam inflação ao redor de 5%: Itaú Unibanco (5,1%) e Santander (4,9%).




… As instituições concordam que o choque climático do El Niño eleva as pressões e os desafios para 2027.




… O Goldman Sachs não questiona a aposta de queda da Selic na Super Quarta, mas duvida que o Copom assuma compromisso explícito com novo corte em novembro, porque o espaço para relaxar é limitado por alguns fatores.




… A inflação de serviços, observa o Goldman, segue alta e disseminada, enquanto as expectativas de inflação para 2027 continuam distantes da meta. Em paralelo, houve elevação tanto do petróleo quanto dos juros dos Treasuries.




… O Goldman Sachs também cita que o mercado de trabalho ainda não se transformou em força desinflacionária, que o hiato do produto segue positivo e que o El Niño forte pode pressionar os preços na reta final do ano.




… Para Andrés Abadia (da Pantheon Macroeconomics) o IPCA de agosto reforçou os argumentos para um novo corte de 0,25 ponto porcentual da Selic, mas não para um ritmo mais acelerado do ciclo de flexibilização monetária.




… Em sua avaliação, a inflação geral caiu ainda mais e algumas pressões subjacentes diminuíram, mas grande parte da fraqueza mensal veio de quedas temporárias nos preços da eletricidade e dos alimentos frescos.




QUEBROU O CLIMA – A alta temperatura no STF, combinada ao suspense pelo Datafolha, deixaram em segundo plano para a bolsa a boa notícia da deflação do IPCA e abriram caminho para nova correção da euforia recente.




… O Ibovespa fechou em baixa de 0,56%, aos 187.206,89 pontos, com giro fraco, de apenas R$ 17,3 bilhões.




… Atingido pela cena eleitoral, BB caiu 1,36% (R$ 22,49) e destoou do setor. Itaú PN subiu 0,9% (R$ 42,73), Bradesco PN, +0,60% (máxima de R$ 18,59), BTG unit, +0,61% (R$ 60,82) e Santander unit, +2,34%, (máxima de R$ 30,62)




… As blue chips das commodities caíram pouco se comparadas à queda firme do petróleo (-2,81%) e do minério (-1,78%). Petrobras PN recuou 0,24%, a R$ 49,00, e ON, -0,22%, a R$ 54,52. Vale fechou de lado (-0,04%; R$ 78,20).




… A maior percepção de risco para o cenário eleitoral com os novos desdobramentos da crise no Supremo levou o dólar à vista a subir para a faixa de R$ 5,12, em alta de 0,44%, cotado a R$ 5,1254 no fechamento dos negócios.




CONTRA A PAREDE – Se lá em Jackson Hole, no fim de agosto, Warsh já tinha avisado que os juros só poderiam permanecer inalterados caso a desinflação continuasse, a aceleração do CPI na sexta pressionou o Fed a ser hawkish.




… O índice de preços ao consumidor subiu de 0,1% em julho para 0,4% em agosto. O núcleo, que exclui alimentos e bebidas, avançou 0,3% na margem e superou o consenso de 0,2% dos analistas do mercado financeiro.




… A composição do indicador manteve o choque de energia no centro das preocupações. O preço da gasolina subiu 3,9% no mês e respondeu por mais de um terço do índice cheio, enquanto o grupo energia avançou 2,1%.




… A sensação de demora da inflação para retornar à meta de 2% coincidiu com uma semana de rali do petróleo e despertou uma onda de revisões por casas importantes no call do Fed para um aperto monetário esta semana.




… Citi, Goldman Sachs, JPMorgan, HSBC, RBC Capital Markets, Nomura, MUFG e Wells Fargo mudaram as suas apostas, unindo-se ao Bank of America, Barclays, Deutsche Bank e Société Générale, que já estavam conservadores.




… Com a inflação rodando acima do target, a taxa da Note de dois anos, mais sensível às decisões de política monetária, subiu a 4,627%, contra 4,565% na véspera. A de dez anos flerta com os 5%, a 4,974% (de 4,950%).




… Não tem tido sucesso a estratégia de Bessent de tentar estancar o estresse na curva dos títulos do Tesouro.




… No câmbio, a perspectiva de um BoJ mais agressivo a partir desta semana sustentou o iene a 153,73 por dólar. A libra subiu 0,14%, a US$ 1,3528, e o euro caiu 0,12%, a US$ 1,1598, com o DXY estável (+0,07%), a 99,122 pontos.




… O dirigente do BCE Gabriel Makhlouf disse que a guerra pressiona a inflação, mas que juros elevados ameaçam o crescimento e que prefere evitar compromisso prévio com uma trajetória específica para a política monetária.




… Apesar do CPI, o alívio do petróleo falou mais alto na sexta-feira para as bolsas em Nova York. O Dow Jones subiu 0,98%, a 52.573,29 pontos; S&P 500 ganhou 0,86%, a 7.656,98 pontos; e Nasdaq avançou 0,96%, a 26.333,04 pontos.




CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS recebeu mais R$ 2,6 bilhões em subvenções à comercialização de diesel. Repasses acumulados dos programas para combustíveis chegam a R$ 9,5 bilhões.




RAÍZEN aprovou mudanças no estatuto para avançar na conversão do registro na CVM para Categoria A, incluindo autorização para emitir até 2 bilhões de novas ações ON.




HAPVIDA. BB Investimentos manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 12 para a companhia, citando resultados pressionados e maior alavancagem, apesar do foco em recuperar rentabilidade.




LOJAS RENNER. Inter recomendou compra, destacando melhora dos fundamentos e expansão de margens, embora veja sensibilidade aos juros e à renda das famílias.




MARISA teve prazo da B3 para adequação do free float prorrogado até dezembro de 2027.




TOKY elegeu João Pedro Maya interinamente como conselheiro independente, em meio a questionamentos de minoritários sobre a composição e atuação do conselho.




CEMIG elegeu Marco Aurélio Martins da Costa Vasconcelos como presidente da companhia. Alexandre Ramos Peixoto assumiu a presidência do conselho.




RENOVA ENERGIA teve prazo da B3 para adequação do free float prorrogado até dezembro de 2027.




SLC AGRÍCOLA aprovou emissão de R$ 515,5 milhões em CPR-F, com prazo de sete anos e swap para dólar. Recursos serão destinados às atividades do agronegócio.




DESKTOP. Superintendência-geral do Cade aprovou sem restrições a compra de 73% da companhia pela Claro, operação de R$ 4 bilhões que já havia recebido anuência da Anatel.




CAIXA. Bancários rejeitaram proposta final para renovação do acordo coletivo e mantiveram greve nacional por tempo indeterminado, iniciada na quinta-feira.




ANTHROPIC espera registrar lucro operacional ajustado pelo segundo trimestre consecutivo antes de seu planejado IPO, segundo o Financial Times. Margens brutas estão acima de 80%.

Bankinter Matinal Portugal

Análise Bankinter Portuga


NY +0,9% US tech +0,9% US Semis +1,8% UE +0,9% Espanha +0,9% VIX 15,8% Bund 3,51%. T-Note 4,96%. Spread 2A-10A USA=+35pb B10A: ESP 3,96% PT 3,86% ITA 4,35% FRA 4,45% Euribor 12m 3,160% (futuro 12m 3,795%) USD 1,156 JPY 178,1/€ 154,1/$. Ouro 4.331$. Brent 106,9$. WTI 102,3$. Bitcoin +0,8% (77.816$). Ether +2,4% (2.523$).



:: SESSÃO. Aspeto muito fraco, embora não de quedas fortes (-0,5% bolsas e -1%/-2% tecnologia?). Dúvidas sobre o ritmo de desenvolvimento da IA e OpenAI adia a sua saída à bolsa. Petróleo claramente acima dos 100 $ perante novas tensões no Irão. Na Ucrânia, também pior após a Rússia bombardear um comboio que liga a Polónia e a Rússia, numa via onde minutos antes tinha passado outro comboio com vários dirigentes europeus. Incerteza e tensão prévias às reuniões da Fed (quarta-feira), BoE (quinta-feira) e BoJ (sexta-feira).


OpenAI adia a sua saída à bolsa para 2027 e surge indefinição em relação aos limites éticos do ritmo de desenvolvimento da IA (Altman, Amodei e Musk pedem cautela e supervisão no seu desenvolvimento… mas Trump afirma que não se pode abrandar ou a China passará para primeiro lugar), portanto, também o ritmo dos investimentos em IA será revisto e torna-se uma incógnita. Isto afetará negativamente hoje a tecnologia/semis.


Aumenta o risco geoestratégico, tanto no Irão como na Ucrânia. O petróleo claramente acima dos 100 $/barril, portanto, entre num intervalo de preços que cria dificuldades para as bolsas e aumenta o risco de inflação, colocando os bancos centrais mais nervosos. Ataques dos huthies (Iémen) contra a Arábia Saudita (encerramento de um importante oleoduto alternativo para Ormuz para as suas exportações, por onde passavam 4M b/d), que também assumiram posições estratégicas para controlar o Estreito de Bab Bab el-Mandeb, que é o acesso ao Mar Vermelho. Um navio (provavelmente de carga, não petroleiro) foi seriamente danificado por um ataque em Ormuz, provavelmente pelos EUA. Foi cancelada uma reunião em Omã entre os estados do Golfo para, hipoteticamente, chegar a algum acordo sobre Ormuz.


As yields das obrigações a longo prazo continuaram a elevar-se, de modo que estão já praticamente nos níveis-fronteira que temos vindo a estimar que alcançariam e onde consideramos provável que se detenham, não sem antes os ultrapassarem um pouco de forma temporária: EUA O30A 5,359% (estimamos que chegará a 5,50%); T-Note 4,962% (ídem 5,00%); Bund 3,508% (estimávamos 3,50%, portanto, já o alcançou); ESP O10A 3,963% (estimamos que chegará a 4,00%, com a sua equivalente portuguesa um pouco abaixo desse nível).


Os 3 bancos centrais que se reúnem esta semana não ajudarão o tom da sessão: quarta-feira, Fed, que poderá subir +25 p.b. até 3,75/4,00, mas não é certo; quinta-feira, BoE, que repetirá em 3,75%, exceto surpresas; sexta-feira, BoJ, que subirá +25 p.b. até 1,25%.


VÁRIOS: Bolsas asiáticas muito fracas esta madrugada, com Coreia -3,3% ao estar extremamente exposta a tech. Suécia: vitória preliminar (resultados definitivos na quarta-feira) de centro-esquerda com 176 deputados sobre 349 vs. 173 atual coligação governante.


:: CONCLUSÃO. Temos petróleo caro, entrando em níveis prejudiciais para as bolsas, tecnologia submetida a incerteza, yields superiores das obrigações a longo prazo e 3 bancos centrais esta semana, dos quais o Japão certamente irá subir as taxas de juros e os EUA veremos, porque não é impossível. Com isso, as bolsas deverão bloquear-se e ficar tensamente pendentes das yields das obrigações e de qualquer declaração de qualquer banco central (BCE, especialmente) em relação ao risco de inflação. Nada disso é bom. Provavelmente retrocessos de aprox. -0,5% e -1%/-2% tech.


FIM

OESP

Magnífico editorial do Estadão: " *Espetáculo degradante no Supremo* Por meio de chicanas e ofensas, Moraes e seus aliados tumultuam a ...