Quarta-feira 16 de Setembro de 2026
*FED E COPOM EM DIREÇÕES CONTRÁRIAS*
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
… A Superquarta chega com Fed e BC caminhando em direções opostas, mas pressionados pelo mesmo risco: o petróleo perto de US$ 110. Tanto nos Estados Unidos como no Brasil, as decisões são amplamente esperadas: uma alta de 25pbs lá e um corte de 25pbs aqui. As atenções estarão concentradas na comunicação de Kevin Warsh e do Copom sobre os próximos passos, em um cenário de juros longos americanos nas máximas em quase duas décadas. O mercado acompanha ainda os desdobramentos da crise no STF, depois de o pedido de vista de Flávio Dino adiar a decisão sobre a investigação de Alexandre de Moraes e prolongar seus possíveis efeitos sobre a disputa eleitoral.
PETRÓLEO PERTO DE US$ 110 – Na véspera da Superquarta, com as decisões do Fed e do Copom, a guerra ampliou a ameaça à oferta global de petróleo e levou o Brent a fechar em US$ 108,75, alta de 2,9%, enquanto o WTI avançou 4,38%, a US$ 105,83.
… Além das contínuas restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, entrou em xeque uma das principais rotas alternativas: a Arábia Saudita suspendeu os carregamentos no porto de Yanbu, no Mar Vermelho, após fechar o oleoduto Leste-Oeste, atingido por ataques.
… Riad já avisou clientes europeus de que algumas cargas previstas para o fim de setembro serão canceladas. O governo americano afirmou ontem à noite, porém, que espera que o oleoduto volte a funcionar “muito em breve”.
… A pressão dos houthis abriu ainda uma nova frente de cooperação regional. Segundo a Axios, comandantes militares dos Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita e outros países árabes se reuniram secretamente na Alemanha na semana passada para discutir a escalada das tensões.
… A Kan News informou que os sauditas pediram ajuda aos Estados Unidos contra os houthis e que Washington repassou a solicitação a Israel, que já começou a fornecer informações de inteligência a Riad para proteger a navegação pelo Estreito de Bab al-Mandab e Mar Vermelho.
ORMUZ – A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter derrubado mais um drone militar americano sobre o Estreito de Ormuz, o terceiro, segundo Teerã, enquanto o vice-presidente JD Vance disse que o tráfego por Ormuz já voltou para bem mais de 50% do normal.
DESGASTE AMERICANO – Relatório oficial divulgado ontem revelou que a guerra provocou insuficiência nos estoques de armamentos avançados dos Estados Unidos, contrariando declarações de Trump de que o país dispõe de grandes quantidades desses equipamentos.
… O documento relata ainda danos ou destruição de dezenas de aeronaves e drones americanos e de centenas de estruturas em bases no Oriente Médio. Especialistas estimam que a recomposição de alguns estoques de mísseis e interceptadores poderá levar cerca de três anos.
… Já o CBO calculou que a guerra custou US$ 38 bilhões aos Estados Unidos nos primeiros cinco meses e deve acrescentar US$ 3 bilhões por mês às despesas. O órgão do Congresso estima ainda que o conflito elevará a inflação americana em 0,5% nos primeiros três meses de 2027.
RÚSSIA E UCRÂNIA – A pressão sobre o mercado de energia vem também da Europa. Rússia e Ucrânia voltaram a atacar instalações energéticas ontem, apesar de o presidente Trump ter anunciado na véspera um acordo para poupar esses alvos.
… Zelensky afirmou que Kiev atingiu uma refinaria russa em Syzran, enquanto Moscou voltou a atacar a infraestrutura energética ucraniana.
FED SOB PRESSÃO
O mercado chega à decisão do Fed convencido de uma alta de 25 pontos-base, com 95% de probabilidade precificada, mas a escolha pode dividir o Fomc e a sinalização de Kevin Warsh para os próximos passos será tão importante quanto a decisão.
… Para o UBS, a reunião oferece a Warsh a oportunidade de transformar em ação a retórica mais hawkish adotada desde que assumiu o comando do Fed, em junho. E, principalmente, em seu discurso em Jackson Hole. Sua coletiva será às 15h30.
… A decisão do Fomc, esperada para as 15h, não deve ser unânime. UBS e ASA esperam votos pela manutenção, enquanto o comunicado deve evitar guidance claro sobre os próximos movimentos e reforçar a necessidade de novos avanços na desinflação.
… O Fed enfrenta uma combinação desconfortável de petróleo perto de US$ 110 e juros longos nas máximas em quase duas décadas. A T-note de 10 anos chegou ontem a 5,041%, maior nível desde 2007, antes de devolver parte da alta.
… Nem toda a alta dos rendimentos dos títulos, no entanto, é atribuída à elevação dos juros.
… Pesquisa da Bloomberg mostra que 40% dos investidores em títulos/renda fixa apontam a aceleração dos preços como maior ameaça aos Treasuries nos próximos seis meses, seguida pelas preocupações fiscais, com 38%. Apenas 7% citam novas altas do Fed.
… O secretário do Tesouro, Scott Bessent, reconheceu ontem que a necessidade de conter o déficit pressiona os juros longos americanos.
COPOM CORTA, MAS E DEPOIS?
– No sentido contrário ao Fed, o Copom deve reduzir a Selic em 25 pontos-base, para 13,75%, às 18h30. A curva precifica 96% de probabilidade desse movimento e 75 das 78 instituições consultadas pelo Broadcast também esperam o corte.
… A dúvida está no que acontece depois. Para novembro, os DIs já indicam praticamente um empate, com 52% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base e 48% de manutenção. Para dezembro, a aposta em manutenção sobe para 84%.
… Desde a reunião de agosto, o cenário doméstico ficou mais confortável para o BC. A desaceleração da atividade se espalhou por mais setores, enquanto a inflação corrente e a média dos núcleos perderam força, embora os serviços continuem pressionados.
… O PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre, mas a demanda doméstica foi mais fraca do que o número cheio sugere. O consumo das famílias caiu 0,4%, a indústria de transformação recuou e os serviços avançaram pouco.
… Os indicadores posteriores reforçaram nesta terça-feira a perda de fôlego, com o varejo recuando 0,8% somente em julho.
… Os juros elevados também começam a aparecer com mais clareza no crédito. As concessões livres às empresas recuaram, a inadimplência aumentou e a taxa média cobrada das empresas chegou a 25,4% em julho, maior nível desde 2017.
… Do outro lado, permanecem a inflação de serviços, as expectativas acima da meta e as incertezas fiscal e eleitoral. E o cenário externo, que piorou bastante com o petróleo perto de US$ 110 e a alta dos juros longos americanos.
… O choque do petróleo, porém, não exige necessariamente uma resposta direta do BC. O que importa para a política monetária é uma eventual contaminação do câmbio, das expectativas e da inflação subjacente. Até agora, o real tem mostrado resistência à piora desse cenário.
COMUNICAÇÃO SERÁ FUNDAMENTAL – O mercado não espera guidance para novembro, e acredita que o BC deixará os próximos movimentos dependentes da atividade, da inflação, do câmbio e das expectativas. Ou seja, deve manter em aberto todas as possibilidades.
… A mediana do Projeções Broadcast mantém a Selic em 13,75% até o fim do ano, o que faria do corte de amanhã o último de 2026.
… Mas há divergências importantes no mercado sobre esse cenário.
… A Eytse Estratégia espera que o Copom continue reduzindo a Selic em passos de 25 pontos-base até o fim do ano.
… Para a consultoria, a desaceleração mais disseminada da atividade e o aumento da restrição no crédito permitem prolongar o ciclo, desde que não haja depreciação relevante do real ou nova deterioração das expectativas.
… Sérgio Goldenstein acredita que mesmo um leve ajuste na projeção do IPCA do BC para o horizonte relevante (1TR/28), de 3,2% em agosto para 3,3%, manteria a inflação ao redor da meta e seria compatível com novo corte de 25 pontos-base.
STF ADIA DESFECHO
– O pedido de vista de Flávio Dino deixou em suspenso a decisão do STF sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por suas relações com Daniel Vorcaro ou pelas relações do escritório de advocacia de sua mulher com o banqueiro.
… A sessão terminou sem discutir o mérito e Dino terá 90 dias para devolver o processo, o que pode empurrar o desfecho para após as eleições. Se usar todo o prazo, o ministro só devolverá o processo em 13 de dezembro. Não há, porém, impedimento para que antecipe a devolução.
… Antes da suspensão, o STF formou placar de 4 a 3 contra uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, que pretendia reunir o caso de Alexandre de Moraes ao processo sobre André Mendonça e redistribuir a relatoria.
… Votaram com o relator Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia para manter os julgamentos separados. Gilmar foi acompanhado por Cristiano Zanin e Moraes. Dino também havia se manifestado a favor, mas seu voto não foi contabilizado depois do pedido de vista.
… A sessão foi marcada por fortes atritos entre os ministros. Gilmar acusou Mendonça de ter motivações políticas na condução do caso, e Mendonça respondeu que o decano estava sendo “leviano”. Também houve embates entre Dino e Fachin e entre Moraes e Mendonça.
… Dias Toffoli e Nunes Marques se declararam impedidos de participar do julgamento.
… Com o julgamento de Moraes suspenso antes de uma decisão sobre a proposta de análise conjunta dos dois casos, permanece marcada para a semana que vem, dia 23 de setembro, a sessão sobre a abertura de processo contra André Mendonça. Fachin é o relator.
IMPACTO NA ELEIÇÃO
– A tensão no STF foi acompanhada de perto pelos investidores e acrescentou prêmio aos juros futuros intermediários e longos, embora o petróleo perto de US$ 110 e a pressão dos Treasuries também tenham pesado sobre a curva.
… Para gestores ouvidos pelo Broadcast, o principal canal de transmissão da crise do Supremo para os ativos continua sendo a eleição. A avaliação é de que o mercado tende a reagir menos ao resultado jurídico do que aos efeitos sobre a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
… O pedido de vista acrescenta uma variável a essa conta ao permitir que o caso permaneça sem solução durante a campanha.
… Um gestor avaliou que, quanto mais tempo o STF permanecer no noticiário, maior será o espaço para a oposição explorar o desgaste da Corte e tentar associá-lo a Lula. A própria campanha de Lula faz uma avaliação semelhante.
… Segundo apurou a Coluna do Estadão com petistas não há um desfecho capaz de produzir ganho eleitoral claro para o presidente. A abertura de investigação contra Moraes seria o cenário “menos pior”, porque permitiria a Lula tentar se descolar do ministro.
… E o presidente tem trabalhado nisso em sua campanha. Em entrevista à Record, ontem à noite, defendeu que todos os ministros envolvidos no caso Master sejam investigados, “sem distinção”, e afirmou que o STF enfrenta uma crise de credibilidade.
… Já Flávio Bolsonaro continua sabendo explorar a crise a seu favor. Ao comentar o pedido de vista que adiou o julgamento, acusou Dino de proteger Moraes e voltou a associar os dois ministros ao presidente Lula, em comício ontem em Fortaleza.
MAIS PESQUISAS
– Ainda nesta terça-feira, a Indexa/Broadcast apontou empate técnico, com Lula em 43% e Flávio em 42%. A vantagem do presidente caiu de cinco pontos percentuais em agosto para apenas um ponto em setembro.
… Já a CNT/MDA mostrou Lula à frente de Flávio Bolsonaro no segundo turno, acima da margem de erro, por 47,3% a 40%.
MAIS AGENDA
– Antes da Superquarta, o IBC-Br de julho, às 9h, será mais um teste para a desaceleração da atividade. A mediana do Projeções Broadcast aponta queda de 0,10% na margem, após recuo de 0,64% em junho, com estimativas de -0,40% a +0,40%.
… Na comparação anual, a projeção é de alta de 1,10%, com intervalo de 0,80% a 2,10%, desacelerando dos 2,35% registrados em junho.
… Mais cedo, às 8h, a FGV divulga o IGP-10 de setembro, que deve voltar ao terreno positivo após três meses de deflação. A mediana é de alta de 1,15%, ante queda de 0,51% em agosto, com estimativas entre +0,25% e +1,50%.
… Nos Estados Unidos, as vendas no varejo de agosto, às 9h30, são o principal indicador, com previsão de +0,7%, após queda de 0,6% em julho.
… Às 11h30, o DoE divulga os estoques semanais de petróleo, gasolina e destilados, em um momento de forte pressão sobre os preços da energia.
… No Reino Unido, o CPI de agosto sai às 3h, com previsão de aceleração para 3,1% em 12 meses, de 2,9% em julho. O núcleo deve passar de 2,6% para 2,7%. Às 6h, a zona do euro divulga a produção industrial de julho, com previsão de alta de 0,1%, após estabilidade no mês anterior.
… Ainda na Europa, a presidente do BCE, Christine Lagarde, participa de evento em Frankfurt às 14h.
BDM LIVE – A economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória, conversa hoje, às 10h, com os jornalistas Rosa Riscala e Téo Takar sobre as expectativas para a decisão da Selic nesta Superquarta. Assista no canal do BDM no YouTube.
RISCA O FÓSFORO
– Simultaneamente, o investidor se vê desafiado a lidar com dois focos de incêndio no ambiente de negócios (petróleo em quase US$ 110 e crise de credibilidade do STF), que elevam a guarda.
… Está difícil de manter o sangue-frio com o estresse institucional no Supremo e com as taxas dos Treasuries rodando nas máximas em quase 20 anos, sem qualquer previsão factível para o fim da guerra no Oriente Médio.
… Ontem, o miolo e a ponta longa da curva do DI não conseguiram esconder a pressão dupla, doméstica e externa.
… No fechamento, o contrato para Jan/28 subiu a 13,670% (contra 13,628% na véspera); Jan/29 avançou para 13,940% (de 13,867%); Jan/31 saltou para 14,230% (de 14,108%); e Jan/33, para 14,370% (contra 14,255%).
… Em véspera de Copom, só os juros futuros curtos conseguiram se defender perto da estabilidade, porque o corte da Selic hoje é dado como certo e porque as vendas no varejo em julho do IBGE vieram no piso esperado (-0,8%).
… O contrato de DI para Janeiro de 2027 marcou 13,580%, praticamente igual aos 13,585% no ajuste anterior.
… O economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato, acredita que o Copom tem espaço para cortes adicionais das taxas se economia doméstica continuar enfraquecendo, mas adverte que Selic de um dígito só em 2028.
… “Será necessário um ajuste fiscal”, disse, durante painel no B3 Week a investidores estrangeiros. “Dependendo do ajuste fiscal, o País terá condições de alcançar um nível de crescimento do PIB semelhante ao global, de 2,5% a 3%.”
LENHA NA FOGUEIRA
– Lá fora, com o petróleo explodindo e o Fed preso nas cordas da inflação para elevar o juro hoje, as taxas dos Treasuries continuam operando sob pressão e reforçando o fracasso de Bessent em apagar o fogo.
… Nesta terça-feira, os rendimentos dos títulos do Tesouro americano de dez anos atingiram picos não vistos desde 2007. Cravaram 5,041% durante a madrugada e fecharam o pregão regular em 5,001%, de 4,987% um dia antes.
… A última vez em que a taxa do bônus de dez anos fechou acima de 5% foi há quase três anos, em outubro de 2023, e permaneceu nesse nível por apenas um dia, o que transfere toda a atenção para o fechamento de hoje.
… Durante a audiência ontem em comitê da Câmara americana, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, atribuiu a alta nos rendimentos dos Treasuries a “questões globais”, mas reconheceu a necessidade de enfrentar o déficit.
… Apesar de os yields dos Treasuries terem continuado escalando nos últimos dias, mesmo após o Tesouro ter realizado semana passada a maior recompra de títulos, Bessent disse nesta terça que a operação foi um sucesso.
… O secretário também defendeu a intervenção conjunta do Tesouro com o Japão para sustentar a moeda japonesa e impedir que o governo de Tóquio vendesse Treasuries em massa para bancar operações para apreciar o iene.
… Apesar da perspectiva de que o BoJ eleve a taxa básica de juros em 25 pontos-base, para 1,25%, esta semana, o iene caiu 0,52%, para 155,11 por dólar, porque a moeda americana aproveitou para ganhar força antes do Fed.
… O BofA calcula que o BC japonês promoverá quatro ajustes em alta na política monetária: um agora em setembro, outro em dezembro e mais dois, em março e julho do ano que vem, elevando a taxa básica ao nível terminal de 2%.
… Em véspera de Fed, o euro caiu 0,12%, para US$ 1,1545, e a libra esterlina perdeu 0,21%, a US$ 1,3479.
… Por aqui, o dólar subiu pouco, só 0,14%, cotado a R$ 5,1543, porque o petróleo caro traz compensações ao real.
NA CAUDA DO COMETA
– De carona no rali do petróleo, Petrobras alcançou ontem o maior valor de mercado da história, de R$ 693,14 bilhões, ultrapassando a marca dos R$ 680,1 bilhões que havia sido atingida em abril.
… O papel PN segue à risca o comportamento do barril e acumula alta de 73% no ano, exatamente igual ao Brent. Ontem, a ação saltou 3,09%, a R$ 50,43, e Petrobras ON (+3,63%), a R$ 56,23, liderou o ranking de altas do Ibovespa.
… O índice à vista da bolsa doméstica fechou com ganho de 0,54%, aos 186.502,64 pontos, mas o giro reduzido, de apenas R$ 15,8 bilhões, comprova que o investidor se manteve na defensiva, com o petróleo e o STF no foco.
… Neste ambiente, Vale caiu 1,17%, à mínima intraday de R$ 74,60, e foi pior do que o minério (-0,56%).
… Os principais bancos também recuaram, em sua maioria: Bradesco PN, -0,71% (R$ 18,20); BB, -0,36% (R$ 22,04); Santander unit, -0,99% (R$ 30,07); e BTG unit, -0,46% (R$ 60,20). A exceção foi Itaú, que subiu 0,76% (R$ 42,67).
… As bolsas em Nova York não pararam em pé, diante da pressão persistente do petróleo, da alta de juro contratada para o Fed e do medo sobre a segurança na Inteligência Artificial. O Nasdaq recuou 0,78%, aos 25.981,57 pontos.
… O Dow Jones caiu 0,63%, aos 52.092,11 pontos; e o S&P 500 perdeu 0,45%, aos 7.585,73 pontos.
CIAS ABERTAS NO AFTER
– Governo avalia usar títulos soberanos de Angola como garantia para financiamento de cerca de R$ 2 bilhões para venda de três C-390 da EMBRAER ao país africano, segundo o Valor.
AVIBRAS. Cade aprovou sem restrições a compra da maior indústria de defesa do Brasil pela Globe Investimentos, dos irmãos Joesley e Wesley Batista.
JBS e VIVA assinaram acordo para unir os negócios de couro na JBS VIVA, com participação de 50% para cada grupo. Operação ainda depende de condições para conclusão.
MINERVA aprovou aumento de capital de R$ 2,7 mil, com emissão de 544 ações ON decorrente do exercício de bônus de subscrição.
CVC. Fitch reafirmou rating BBB(bra) e revisou perspectiva de positiva para estável, diante de geração de caixa mais fraca e pressões sobre o setor de turismo.
ALLOS pagará R$ 438 milhões em dividendos, ou R$ 0,291919 por ação, em três parcelas entre outubro e dezembro.
WEG pagará quase R$ 450 milhões em JCP, equivalentes ao valor líquido de R$ 0,08845 por ação. Papéis ficam ex a partir de 21/9.
AXIA converterá 69,9 milhões de ações PNC em ON e resgatará outros 41,6 milhões de papéis, com liquidação financeira de R$ 2,31 bilhões.
COPASA informou ao Ministério Público suspeita de sabotagem após quatro rompimentos de adutoras em Minas Gerais. Órgão avaliará abertura de investigação criminal.
JALLES MACHADO. S&P reafirmou ratings BB e brAAA, com perspectiva estável, citando resiliência de indicadores de crédito, flexibilidade financeira e disciplina na alocação de capital.
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