sábado, 5 de setembro de 2026

Reflexões de um economista cansado 1

 O cansaço advém da total impotência em "gritar" por moralidade, por descência neste país, até porque não há eco, parte da sociedade parece ter "banalizado" o ato em si.

Lutar por um pouco de ética! Dá para ser? E os cidadãos, lá em cima, sentados nas cadeiras do poder, pouco se importam, pouco estão preocupados com isso, a ponto de vermos toda a família, os filhos, envolvidos em "esquemas", ganhos paralelos as expensas do Estado Brasileiro.

É isso que dói, indigna e revolta. 

Isso acontece no Executivo em Brasília, no Legislativo, nas altas direções das Estatais. 

Lembrando que tudo piorou, na desastrada gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia, num embate inútil com parte da imprensa. 

Só de pinimba, diante da histeria de alguns veículos da imprensa, Bolso resolveu remar em direção contrária e acabou se afogando no "negacionismo" de discutir a origem da pandemia e a necessidade ou não no uso das máscaras, da vacina, vendo conspiração em tudo. Na minha opinião, acabou sendo a "pá de cal" do seu governo. Penso, inclusive, que seria este o motivo mais do que plausível dele ter ficando inelegível e ter sido preso. 

Não por causa daquela outra movimentação desastrada de articulação de um possível golpe de Estado, que acabou não se materializando por uma infinidade de razões, a maior delas, adesão praticamente inexistente. Ninguém, dos grandes batalhões, apoiou. Acabou algo brancaleônico, patético até, e a turma do submundo do STF bem se aproveitou. 

Em verdade, tudo isso para dizer que nos movimentos desastrados da pandemia, o Congresso foi em cima e por pouco, Bolsonaro não foi cassado durante o seu mandato. 

Em verdade, Bolsonaro acabou perdendo os anéis, numa negociação em que ele abriu para as emendas impositivas, um verdadeiro assalto aos cofres públicos, pois os políticos passaram a ter acesso a emendas individuais, nada mais do que recursos públicos, sem estabelecer uma prestação de contas. Estabeleceu-se então a corrupção oficial ou institucionalizada, um verdadeiro desastre. 

E tantas contestações, dado o comportamento rebelde e arrogante do ex-presidente Bolsonaro, acabou por fortalecer o outro lado. Se o objetivo era "enterrar" a quadrilha do PT, depois da LAVA JATO, o comportamento do Bolso acabou por fortalecer a oposição. Deu-se o que se esperava nas eleições atípicas de 2022. 

Importante, no entanto, que se diga, que o desgaste do PT é tão latente na sociedade brasileira, no seu "modus operanti oba oba", irresponsável, recheado de esquemas e aparelhamentos que, mesmo ganhando, a eleição foi muito disputada, na margem com uma vantagem em torno de 2 milhões de votos, pouco para um país da dimensão do Brasil. 

Lula foi eleito com a esta retórica de "defensor da democracia", ou seria dos seus "companheiros", mas logo se estabeleceu toda a variedade de pequenos a monstruosos esquemas de desvio, traficância, roubalheira...

Nos próximos textos, falemos do ciclo lulo-pestista no poder. 




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