domingo, 16 de agosto de 2026

Debates...

Eu ja "dobrei o cabo da boa esperança", o que me permite um olhar mais livre e menos preocupado com as patrulhas, em relação ao que podemos chamar de "realidade". 

No ambiente acadêmico brasileiro, por exemplo, eu so vejo uma meia dúzia de faculdades, na area de Economia, que praticam a boa e acertada cátedra de ensinar o que deve ser ensinado. 

Dentre os cursos que eu considero na fronteira do conhecimento, poderia lembrar do INSPER aqui em SP, e no Rio, sem duvida, da PUC e da EPGE, da FGV, só para eu me lembrar das principais. São escolas extremamente atualizadas, sempre se renovando para quem pensa na fronteira da ciência, sem ser escravo, como dizem, de algum economista defunto. 

Assistindo por estes dias uma mesa na UNICAMP, sobre os rumos do desenvolvimento, colocaram o Samuel Pessoa no meio de toda a turma do Beluzzo, além do Guilherme Mello e outros, que eu desconhecia. Meu Deus, os argumentos da turma são tão rasos e ultrapassados. Tão provincianos...

Tive uma breve experiencia acadêmica em Évora, uma cidadela murada no meio do Alentejo, e, em nenhum momento me confrontei com os debates de práxis aqui no Brasil. Estas inúmeras correntes acadêmicas, cada qual refém de algum economista keynesiano. Sempre achei que a Universidade deve ser o ambiente para a liberdade do pensar, do refletir, do ser iconoclasta. 

E o que me choca muito e que na maioria das universidades publicas e isso que acontece. Os caras saem doutrinando os alunos, muitos, virgens de livre arbítrio e liberdade do pensar. Acabam embarcando na canoa do professor medalhado e badalado. 

La em Évora o que predominava eram modelos macro pesados, DGSE, o que para mim se mostrou um choque, pois nao fui isso que eu estudei nas universidades brasileiras. 

Ou seja. Estudante de ECONOMIA, se queres alguma relevância, se queres ir para o exterior, se queres ser um economista mais completo, se renda aos modelos.  


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