segunda-feira, 17 de agosto de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Segunda Feira,17 de Agosto de 2.026.


RISCO BRASIL GANHA FORÇA


*Mercado entra de cabeça na volatilidade pré-eleitoral*


… Dados da Ásia abrem a semana internacional, com o PIB/2TRI do Japão e produção industrial e vendas no varejo na China. No eletrônico, o petróleo ampliava a alta com as negociações da guerra entre os Estados Unidos e o Irã estagnadas. Destaque da agenda lá fora, a ata do Fed será divulgada na quarta-feira, além dos balanços das varejistas Home Depot e Walmart. Aqui, a segunda-feira concentra os principais indicadores e eventos, com o IGP-10, mais uma pesquisa Focus, o IBC-Br de junho e uma palestra de Galípolo, às 12h, em evento do Santander, aberta à imprensa e com transmissão ao vivo, enquanto o mercado já entrou na volatilidade pré-eleitoral.


MERCADO PRECIFICA VITÓRIA DE LULA – A largada oficial da campanha neste domingo encontra os investidores aumentando a cautela com o Brasil, depois de uma semana de forte deterioração dos ativos domésticos e fuga de estrangeiros.


… O Ibovespa acumulou queda de 3% na semana passada e completou nove pregões seguidos de baixa, enquanto o dólar avançou 2,68%, cotado novamente acima de R$ 5,20. Nos juros, o prêmio aumentou no miolo da curva e na ponta longa (leia abaixo).


… O movimento foi acompanhado por uma forte saída de estrangeiros da bolsa, que já somava R$ 13,6 bilhões em agosto até o dia 12. O desempenho também se descolou dos demais emergentes: enquanto o EWZ perdeu mais de 4% na semana, o EEM avançou 1,5%.


… É nesse ambiente que o Citi retirou o real de sua cesta de carry trade diante da “provável eleição de Lula para mais um mandato” e da expectativa de aumento da volatilidade cambial à medida que outubro se aproxima.


… O banco americano cita mercados preditivos que atribuem 67% de probabilidade à vitória de Lula, ante 27% para Flávio Bolsonaro, e avalia que os ativos brasileiros devem incorporar um prêmio de risco maior até a eleição.


… O Citi trocou o real pelo rand sul-africano e recomenda ficar sem posição na moeda ou apostar em sua desvalorização ante o peso colombiano.


… A mudança de humor já havia ganhado força na semana passada, quando o JPMorgan rebaixou o Brasil de overweight para neutro e reduziu de 190 mil para 185 mil pontos sua projeção para o Ibovespa no fim do ano.


… Entre os motivos, citou a volatilidade eleitoral, além de juros reais elevados, desaceleração da economia e preocupações fiscais.


… O risco fiscal também foi o centro do alerta de Armínio Fraga em entrevista à Folha de S.Paulo. O ex-presidente do BC comparou o cenário atual ao período que antecedeu a recessão do governo Dilma e disse que o próximo governo receberá uma “herança complicada”.


… Para Armínio, a política econômica está descoordenada entre o esforço do BC para conter a inflação e o aumento dos gastos, enquanto o desemprego baixo mascara parte do problema fiscal e o estresse já aparece no crédito, com maior inadimplência e dificuldades no varejo.


FOI DADA A LARGADA – A campanha eleitoral começou com Lula e Flávio concentrando as atenções e muito à frente dos demais candidatos.  


… Na última Quaest, divulgada no início da noite de sexta-feira, eles aparecem tecnicamente empatados na simulação do segundo turno: o presidente com 43% e Flávio com 40%. No primeiro turno, Lula tem 38%; Flávio, 31%; Renan Santos e Caiado, 4%; e Zema, 2%.


… Lula escolheu São Bernardo do Campo, seu berço político, para lançar a campanha à reeleição, fez acenos às mulheres, comparou os resultados econômicos de seu governo aos da gestão Bolsonaro e disse disputar um quarto mandato para impedir a volta da direita ao poder.


… Na economia, Lula destacou a queda da inflação e do desemprego e o maior crescimento do PIB em seu governo. Também defendeu que o Brasil explore e industrialize suas terras raras e minerais críticos, sem entregar essas riquezas aos Estados Unidos, à China ou a outros países.


… Flávio abriu a campanha em Copacabana, no Rio, com críticas à política econômica e acusações de corrupção contra o governo Lula. Prometeu um “tesouraço” com cortes de impostos, burocracia, corrupção e cargos ocupados por petistas, além de duro combate ao crime organizado.


… O candidato do PL também voltou a atacar o STF e disse que, se eleito, indicará quatro ministros para a Corte. Na política externa, afirmou ser capaz de negociar com Estados Unidos, China, Índia e Israel e fechar acordos comerciais.


… Em São Paulo, Tarcísio de Freitas abriu a campanha à reeleição ao governo de São Paulo praticamente sem mencionar Flávio Bolsonaro.


… Fora da polarização ao Planalto, Ronaldo Caiado começou a campanha em Goiás tendo de administrar um ruído dentro da própria chapa.


… Seu vice, Gilberto Kassab – considerado uma espécie de oráculo no mundo político – não participou do evento, dois dias depois de afirmar que Flávio Bolsonaro tem “chance zero” de vencer a eleição e que os partidos do Centrão estão com Lula.


… Zema lançou a candidatura em Minas Gerais com críticas ao governo Lula, ao STF e à política externa, além de colocar a segurança pública no centro da campanha. Renan Santos, em SP, atacou Lula e Flávio e adotou um discurso de forte endurecimento contra as facções criminosas.


… Na disputa pelo Congresso, o PL chega à campanha com o maior número de candidatos do País, 1.624, e as maiores chapas para Câmara e Senado. O partido também recebeu a maior fatia dos quase R$ 5 bilhões do fundo eleitoral, cerca de R$ 882 milhões.


GUERRA SE ESPALHA, PETRÓLEO RESISTE – Se de um lado a eleição aumenta o prêmio de risco doméstico, de outro, o exterior mantém a pressão, com a guerra entre Estados Unidos e Irã sem qualquer sinal de solução e o conflito se espalhando pelo Oriente Médio.


… Com as negociações estagnadas, a escalada chegou ao Líbano e Mar Vermelho, enquanto Washington prepara novas sanções contra Teerã.


… Israel realizou no fim de semana os ataques mais letais no Líbano desde o cessar-fogo de junho, enquanto no Mar Vermelho os houthis também ampliaram as investidas e atingiram instalações da Saudi Aramco, abrindo uma nova fonte de risco para as exportações sauditas.


… O impasse entre Washington e Teerã parece cada vez mais distante de uma solução.


… Os Estados Unidos preparam um plano de “isolamento econômico” do Irã e Trump prometeu atingir duramente a economia do país. Teerã diz que ainda não decidiu se retomará as negociações e insiste que a abertura de Ormuz dependerá dos iranianos.


… Os dois lados afirmam que controlam o estreito. Trump afirmou que os Estados Unidos são “donos” de Ormuz e decidem quais embarcações podem passar, enquanto autoridades iranianas sustentam que a hidrovia permanece sob controle de Teerã.


… O Irã também nega que exista um cessar-fogo a ser renovado nesta segunda-feira, como afirma Washington.


… Apesar da escalada, uma operação clandestina para retirar petróleo do Golfo Pérsico está evitando um choque maior nos preços.


… Segundo a Bloomberg, produtores da região atravessam Ormuz com navios sem serem detectados e transferem as cargas para outros petroleiros no Golfo de Omã. Os volumes dessas operações superam as estimativas do mercado, de cerca de 4 milhões de barris por dia.


… O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que 9 milhões de barris por dia atravessaram Ormuz na última semana, quase metade dos cerca de 20 milhões de barris que passavam diariamente pela rota antes da guerra.


… Os fluxos clandestinos, somados ao uso de oleodutos alternativos, à liberação de estoques e à redução da demanda global, ajudam a explicar por que o Brent permanece na faixa de US$ 80 a US$ 90, muito abaixo dos cenários de até US$ 150 considerados no início da guerra.


… A alternativa, porém, está longe de ser segura, já que há mais ataques a embarcações do que os divulgados publicamente. Cerca de 150 navios estariam ancorados ao largo de Omã, ante 40 em janeiro, muitos à espera das cargas transportadas clandestinamente por Ormuz.


… O petróleo já começou a incorporar novamente parte desse risco. Na sexta-feira, o Brent para outubro subiu 1,67%, a US$ 88,52, acumulando alta de 5,95% na semana, enquanto o WTI para setembro avançou 1,42%, a US$ 82,40, com alta semanal de 5,4%.


… A combinação de impasse diplomático e novas frentes de combate reforça a perspectiva de uma guerra prolongada.


… Análise da Bloomberg avalia que Estados Unidos e Irã desenvolveram estratégias capazes de evitar a derrota, mas não de produzir uma vitória decisiva, abrindo espaço para períodos de relativa calma interrompidos por novas escaladas e fechamentos recorrentes de Ormuz.


… Nesse cenário, os fluxos alternativos podem impedir por enquanto uma disparada do petróleo, mas não eliminam o prêmio geopolítico.


… Com Ormuz operando precariamente e a guerra avançando para outras rotas de energia, o mercado continua sujeito a novos choques de oferta e fortes oscilações dos preços. Na abertura do pregão eletrônico nesta segunda-feira, o Brent ampliava a alta para US$ 88,86.


AS PROJEÇÕES PARA HOJE – O IGP-10 de agosto, divulgado às 8h pela FGV, deve voltar ao terreno positivo, com alta de 0,12%, após queda de 1,13% em julho, segundo a mediana do Projeções Broadcast. As estimativas vão de -0,43% a +0,32%.


… Às 8h25, a Focus atualiza as expectativas do mercado, com atenção às projeções para o IPCA no horizonte relevante da política monetária. Na semana anterior, a estimativa para 2026 estava em 5,02%, enquanto 2027 e 2028 ficaram em 4,22% e 3,80%, respectivamente.


… Às 9h, o BC divulga o IBC-Br de junho, que deve reforçar os sinais de desaceleração da atividade. A mediana apurada em pesquisa Broadcast prevê queda de 0,50% na margem, após alta de 0,07% em maio, com projeções entre -1,20% e +0,40%.


… A expectativa reflete principalmente a queda de 1,8% da produção industrial e de 1,0% do varejo ampliado.


ARRECADAÇÃO – Ainda sem data definida, a Receita deve divulgar nesta semana os números de julho, com expectativa de mais um resultado forte. A mediana aponta arrecadação de R$ 284,6 bilhões, ante R$ 264,4 bilhões em junho.


… Se confirmada, a projeção representa crescimento real de cerca de 7,3% sobre julho de 2025. O resultado deve ser sustentado pelos tributos ligados ao comércio exterior e por receitas do petróleo, além do impulso do IOF, favorecido por uma base de comparação mais fraca.


AGENDA LÁ FORA – A ata da última reunião do Fed, na quarta-feira, é o principal destaque da agenda internacional desta semana e ganha uma importância especial depois de os dados de inflação dos Estados Unidos terem adiado para dezembro as apostas de uma alta dos juros.


… Hoje, às 9h30, sai o índice Empire State de atividade industrial de agosto, com previsão de queda a 9,0, de 15,6 em julho. Às 11h, sai a confiança das construtoras (NAHB), que deverá recuar de 34 para 32.


… Amanhã, os Estados Unidos divulgam as construções de moradias iniciadas e a produção industrial de julho, com expectativa de alta de 0,4%.


… Na quarta-feira, antes da ata do Fed, saem os estoques semanais de petróleo do DoE. Na quinta, os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos devem cair de 209 mil para 205 mil.


… A sexta-feira concentra as prévias dos PMIs de agosto na zona do euro e nos Estados Unidos, onde o PMI composto deve recuar para 54,3.


ÁSIA HOJE – A leitura preliminar do PIB/2TRI do Japão registrou crescimento de 0,3% contra o trimestre anterior, abaixo da expectativa de analistas dos analistas de mercado, que projetavam uma expansão de 0,5%.


… Na China, a divulgação da produção industrial e das vendas no varejo em julho estava programada para a madrugada e deve repercutir nesta manhã.  


… Ainda na China, o PBoC divulgará na noite de quarta-feira as taxas das LPRs de um e cinco anos.


BALANÇOS – Os resultados das varejistas americanas Home Depot e Walmart serão divulgados na terça e quinta-feira, respectivamente, ambos antes da abertura do mercado em Nova York. Hoje tem BHP, após o fechamento.


… Aqui, a temporada do segundo trimestre está encerrada. Realizam teleconferência hoje Marisa Lojas (9h), Vibra Energia (10h), Cosan, Boa Safra (14h) e Jalles Machado (15h).


… Confira abaixo no Cias Abertas os últimos balanços divulgados na sexta-feira à noite!


VALE – O STF incluiu na pauta do dia 21, sexta-feira, o julgamento sobre a tributação de lucros da Vale no exterior.


PETROBRAS – Ganhou destaque no início da noite de sexta-feira a notícia de que, após dez meses de trabalho, a companhia atingiu o reservatório do poço Morpho, na Margem Equatorial brasileira, e identificou a presença de óleo.


… A empresa não divulgou dados suficientes para dimensionar o tamanho da descoberta, o volume recuperável ou a viabilidade econômica da produção, o que pode ter contribuído para a reação morna dos ADRs no after market.


… “Não temos nenhum número da Petrobras, portanto não dá para falar se é uma descoberta relevante ou não”, afirmou o diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie), Adriano Pires, ouvido pelo Broadcast.


… Mas ele reconheceu que a notícia mostra a importância de o Ibama agilizar as licenças ambientais.  


… Já o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e ex-diretor-geral da ANP, David Zylbersztajn, comentaram que a descoberta de petróleo na Margem Equatorial pode reposicionar o Brasil dentro da geopolítica global.


… De seu lado, Alcolumbre afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que é um “sonho que se torna realidade”.


… No mercado, o sócio da Fatorial Investimentos, Fábio Lemos, disse que, se os próximos poços confirmarem escala e qualidade, o Brasil pode estar diante de uma fronteira capaz de ter importância estratégica para a próxima década.


… O gestor de portfólio Hugo Queiroz (Soho Capital) observou que, apesar da relevância da descoberta, os efeitos na produção da Petrobras ainda devem levar anos para aparecer. “No mínimo seis anos para sair a primeira gota.”


… Segundo ele, o desenvolvimento da Margem Equatorial pode levar a Petrobras a iniciar um novo ciclo de desinvestimentos, com venda de ativos em águas rasas para direcionar recursos à exploração da região.


INFERNO ASTRAL – A decisão do governo Lula de “comprar briga” com Trump, ao anunciar a aplicação da Lei da Reciprocidade, adicionou na sexta-feira nova camada de incerteza aos negócios domésticos, numa semana já difícil.


… O risco de piora na relação diplomática com os Estados Unidos se somou ao ambiente cauteloso em que o Brasil foi rebaixado pelo JPMorgan, agora que o trade eleitoral e fiscal entrou definitivamente em cena nos mercados.


… A fuga de capital externo da B3 dá a dimensão do quanto o investidor estrangeiro está virando a chave em relação ao Brasil. Em meio ao fluxo de saída, o dólar rompe R$ 5,20 e o Ibovespa cai há nove pregões ininterruptos.


… Fontes consultadas pelo Valor afirmaram que parte desta pressão vendedora de capital não residente no País tem sido encabeçada pela GQG Partners, gestora global com forte atuação em mercados emergentes.


… Embora o que se comente é que a Lei de Reciprocidade tenha mais caráter de sinalização diplomática do que de retaliação imediata, sem contramedida na mesa, o fato é que adicionou novo foco de pressão e incerteza na sexta.


… No pior momento, o Ibovespa chegou a cair quase 1,5%, com o estrangeiro de novo à frente deste movimento.


… A bolsa só conseguiu testar uma reação na reta final, quando quase zerou toda a perda, mas ainda não foi desta vez que fechou no azul. Terminou em leve baixa de 0,10%, aos 166.934,20 pontos, com giro de R$ 22,4 bilhões.


… Os papéis dos bancos foram os protagonistas da melhora de humor: Itaú PN subiu 1,80% (R$ 39,00), BB ON, +0,93% (máxima de R$ 18,38); e Santander unit, +0,34% (R$ 29,93). Bradesco PN foi exceção e caiu 0,72% (R$ 16,54).


… Entre as blue chips das commodities, Petrobras teve alta moderada (PN +0,45%, a R$ 42,09; e ON +0,21%, a R$ 46,83), com o petróleo subindo 1,5%. Vale recuou 0,83%, a R$ 71,30, contrariando o minério de ferro (+0,42%).


… Braskem PNA liderou as perdas do Ibovespa, com tombo de 7,68% (R$ 4,93), após o balanço trimestral, em meio a negociação com credores. Yduqs, que também anunciou seus números trimestrais, caiu feio: -5,18%, para R$ 7,32.


PULANDO FORA – A liquidação dos ativos domésticos se repetiu no câmbio, com o real no piso em quatro meses.


… A moeda brasileira teve a segunda pior semana do ano, com desvalorização de 2,67%, só perdendo para os 3,54% de maio, durante o Flávio Day 2.0, com a divulgação do áudio ligando o senador ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.


… De olho nas eleições presidenciais e no aumento da instabilidade que começou a se materializar nos últimos dias, os investidores começam a demonstrar claramente que não querem ficar vendidos em dólar (ou comprados em real).


… Mesmo quem não descarta uma alternância de poder, vê com preocupação o endereçamento da questão fiscal.


… Descolada do enfraquecimento do dólar no exterior (com a rodada recente de alívio com os indicadores de inflação), por aqui, a moeda americana fechou em alta de 0,52%, beirando a faixa de R$ 5,22, cotada a R$ 5,2199.


… À medida que a bolsa tentava virar para o positivo na sexta-feira, os juros futuros se afastaram das máximas, mas ainda fecharam em alta, na sessão marcada pelo clima de aversão ao risco, com os estrangeiros batendo em retirada.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 marcava 13,765% (de 13,746% no ajuste anterior); Jan/28, 13,985% (contra 13,935%); Jan/29, 14,330% (de 14,253%); Jan/31, 14,590% (de 14,515%); e Jan/33, 14,685% (de 14,623%).


… No noticiário do dia, o Santander reduziu de 5,0% para 4,9% a previsão para a inflação medida IPCA este ano citando “surpresas favoráveis” nos preços de alimentos, combustíveis e serviços nos indicadores mais recentes.


… Além disso, aludiu ao enfraquecimento do repasse dos choques observados no primeiro trimestre deste ano.


… Para 2027, a previsão do IPCA foi mantida em 4%, com balanço de riscos “levemente baixista”, segundo o banco.


… Não teve influência nos negócios na sexta o resultado da Pnad contínua, que mostrou um mercado de trabalho aquecido, com queda na taxa de desemprego para 5,4% no segundo trimestre, de 6,1% no trimestre anterior.


O FALCÃO INTERIOR – O Fed boy Austan Goolsbee não esteve entre os três dissidentes da última reunião de política monetária, tendo preferido votar pela manutenção dos juros em julho, ao invés de apoiar um aperto das taxas.


… Apesar de ver a inflação desacelerando neste momento, ele disse que deseja mais evidências sobre a continuidade da tendência de alívio, depois do CPI e do PPI comportados, para confirmar a ancoragem dos preços à meta de 2%.


… “Se tivermos três ou quatro meses seguidos como vimos em junho, ficarei muito mais confiante de que estamos no caminho certo”, avaliou em entrevista à Bloomberg News. “Mas devo dizer que estou otimista”, reconheceu.


… O entusiasmo com a rodada recente de indicadores de inflação jogou para o fim do ano as apostas de alta do juro pelo Fed e explicou o enfraquecimento do índice DXY do dólar, que recuou 0,32% na sexta-feira, a 99,965 pontos.


… Em má fase, o iene caiu a 159,39 por dólar, apesar da notícia da Reuters de que o BoJ pode apressar um aperto monetário para setembro e se tornar mais agressivo no ciclo de aumento a partir do quarto trimestre.


… O euro subiu 0,35%, a US$ 1,1569, e libra esterlina registrou alta de 0,36%, cotada a US$ 1,3536.


… Após terem caído durante a semana com os sinais de que o Fed pode demorar mais para subir os juros, as taxas dos Treasuries entraram em correção na sexta-feira, com o avanço do petróleo facilitando um ajuste em alta.


… O retorno da Note de 2 anos subiu para 4,171% (de 4,143%) e o rendimento de 10 anos foi a 4,690% (de 4,643%).


… Em pregão sem estresse, as bolsas em Nova York caíram de leve antes do final de semana: o Dow Jones recuou 0,20%, aos 53.732,41 pontos; S&P 500 perdeu 0,17%, a 7.785,76 pontos; e Nasdaq, -0,28%, aos 26.729,16 pontos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – CASAS BAHIA teve prejuízo líquido ajustado de R$ 978 milhões no segundo trimestre, alta de 76,2%, e prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões…


… Companhia fechou 298 lojas e admite avaliar nova recuperação extrajudicial ou judicial.


MARISA teve prejuízo de R$ 68,4 milhões no segundo trimestre, ante lucro de R$ 2,1 milhões. Receita caiu 2,1%, para R$ 386,2 milhões, e Ebitda pré-IFRS 16 avançou 89,9%, para R$ 36,1 milhões…


… Auditoria considera que o prejuízo está subavaliado em R$ 34,9 milhões e apontou incerteza relevante sobre a continuidade operacional.


MARABRAZ pediu recuperação judicial com dívidas de cerca de R$ 140 milhões, em meio aos juros elevados e a disputas societárias e familiares.


PORTO SUDESTE. Consórcio formado por Vale, Gerdau e BlackRock apresentou oferta pelo porto, avaliado entre US$ 3 bilhões e US$ 3,5 bilhões. A I Squared também fez proposta, segundo a Bloomberg.


PETROBRAS recebeu R$ 536,7 milhões em subsídios para gasolina e GLP, elevando o total para R$ 6,9 bilhões.


NUBANK teve lucro de US$ 1,06 bilhão no segundo trimestre, equivalente a cerca de R$ 5,5 bilhões, superando o Banco do Brasil (R$ 3,9 bilhões) e praticamente igualando o resultado do varejo do Itaú.


SANTANDER elevou para R$ 31,21 por unit o valor implícito da OPA para minoritários do Santander Brasil, prêmio de 23,6% sobre a cotação na data do anúncio.


VIBRA ENERGIA teve lucro líquido de R$ 2,352 bilhões no segundo trimestre, salto de 705%. Receita cresceu 26%, para R$ 57,428 bilhões, e Ebitda ajustado avançou 206%, para R$ 4,499 bilhões…


… Companhia aprovou R$ 499,4 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,4174 por ação, com papéis ex em 22/9.


SABESP aprovou a 39ª emissão de debêntures, no valor de R$ 178 milhões, com vencimento em dezembro de 2034 e remuneração prefixada de 3,50% ao ano. Recursos serão destinados a investimentos e financiamento de projeto.


AEGEA. André Pires de Oliveira Dias renunciou às diretorias Financeira e de RI. Yaroslav Memrava Neto, atual vice-presidente de Novos Negócios, assumirá os dois cargos interinamente.


COSAN teve lucro líquido consolidado de R$ 187 milhões no segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 568 milhões. Receita cresceu 3%, para R$ 10,776 bilhões, e Ebitda avançou 24%, para R$ 3,521 bilhões…


… Companhia anunciou saída da Nyse, convocou AGE para cisão da Radar II e nomeou José Cezário como novo diretor Financeiro e de RI.


ENERGISA registrou consumo de 3.599 GWh em julho, alta de 7,5% ante um ano antes. No acumulado de 2026, o consumo cresceu 4,4%.


… Opportunity elevou participação e passou a deter 10,01% das ações preferenciais da companhia.


TELEFÔNICA BRASIL pagará R$ 350 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,1095 por ação. Papéis ficam ex-JCP em 27/8 e o pagamento será realizado até 30/4/2027.


HAPVIDA trabalha em plano de transformação para recuperar margens, ampliar geração de caixa e reduzir alavancagem. Entre as medidas, prevê reduzir mais de 30 unidades e renegociar contratos e custos.


ONCOCLÍNICAS teve prejuízo líquido de R$ 475,7 milhões no segundo trimestre, ante perda de R$ 142,3 milhões um ano antes. Receita caiu 28,5%, para R$ 1,047 bilhão, e Ebitda ficou negativo em R$ 314,4 milhões.


ALLIED. Família fundadora acertou a compra de 11,58% do capital, sem que nenhum acionista passe a deter isoladamente o controle da companhia.


SMART FIT. SPX passou a deter 5,11% do capital social, equivalente a 31,5 milhões de ações.


ECORODOVIAS fará emissão de R$ 1,030 bilhão em debêntures, com vencimento em 2032, para gestão de passivos.


BOA SAFRA teve lucro líquido de R$ 2,7 milhões no segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 2,7 milhões um ano antes. Receita cresceu 23%, para R$ 124,7 milhões, e Ebitda ajustado saltou 504%, para R$ 27,7 milhões.


JALLES MACHADO teve prejuízo de R$ 74 milhões no primeiro trimestre da safra 2026/27. Receita caiu 32,6%, para R$ 340,4 milhões, e Ebitda ajustado recuou 2,8%, para R$ 269,4 milhões.


TECNISA poderá propor AGE para deliberar sobre grupamento de ações caso os papéis não voltem a ser negociados acima de R$ 1 até 31 de agosto.


AMBIPAR adiou novamente a divulgação do balanço do segundo trimestre em razão da recuperação judicial. Nova data não foi informada.


BERKSHIRE HATHAWAY elevou em cerca de 80% sua participação na Alphabet, que se tornou seu terceiro maior investimento em ações, atrás de Apple e American Express.

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