*Rosa Riscala: Tesouro compra tempo nos juros longos*
Intervenção não elimina as dúvidas sobre a trajetória das taxas americanas
… A reação do Tesouro à disparada dos juros longos roubou a cena nesta quarta-feira e deu alívio aos mercados globais, mas não elimina as dúvidas sobre a trajetória das taxas. A ata do Fed mostrou um Comitê mais inclinado ao aperto em julho, mas chegou parcialmente vencida por dados mais fracos divulgados depois e não mudou as apostas de manutenção em setembro. No Oriente Médio, Trump elevou a pressão sobre o Irã ao anunciar uma “guerra econômica” contra o país, enquanto o Brent segue acima de US$ 91. No Brasil, o leilão de prefixados do Tesouro ganha atenção em um dia fraco de indicadores. Nos Estados Unidos, saem os pedidos de auxílio-desemprego e o balanço do Walmart.
TESOURO REAGE AOS JUROS LONGOS – A dívida pública americana ultrapassou a marca de US$ 40 trilhões, mais que o dobro do que era há uma década, justamente no dia em que o Tesouro mostrou que a pressão dos juros longos já incomoda o suficiente para provocar uma reação.
… Depois de o rendimento do T-Bond de 30 anos superar 5,30% e atingir o maior nível desde 2007, o Tesouro anunciou que vai ao menos dobrar, de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões por operação, as recompras de Treasuries de 10 a 30 anos para dar suporte à liquidez.
… A resposta foi imediata: as taxas longas despencaram, o dólar perdeu força e o alívio se espalhou pelos mercados globais.
… Oficialmente, o Tesouro diz que pretende dar maior suporte à liquidez nos vencimentos longos, mas o anúncio inesperado foi interpretado como um sinal de desconforto com a escalada recente das taxas, que vinha desafiando o Fed.
… Se a intenção fosse apenas melhorar a liquidez, observou o ING, a mudança teria sido anunciada há duas semanas, junto com o comunicado trimestral de refinanciamento. Na prática, o recado ao mercado foi de que a pressão sobre os juros longos já estava passando dos limites.
… Mas a leitura predominante é de que a intervenção pode aliviar o estresse, como aliviou, mas não muda a tendência estrutural.
… Além do quadro fiscal, com déficit nominal de cerca de 6% e uma dívida que acaba de romper os US$ 40 trilhões, a resiliência da economia e os pesados investimentos em inteligência artificial continuam sustentando as taxas.
… As techs também vêm emitindo volumes elevados de dívida, aumentando a disputa por capital justamente nos vencimentos mais longos.
… A recompra anunciada pelo Tesouro, a partir de 9 de setembro até 4 de novembro, representa uma parcela pequena diante do tamanho do mercado de Treasuries e não reduz os déficits nem a necessidade de financiamento do governo dos Estados Unidos.
… Daí o consenso de que a medida dificilmente deve alterar de forma duradoura a trajetória dos juros longos.
… Há ainda dúvidas sobre o efeito inflacionário da intervenção.
… Alguns analistas temem que o aumento das recompras acabe alimentando a liquidez e as pressões sobre os preços, leitura que ajudou a impulsionar o ouro em quase 3% ontem. Outros ressaltam que a operação não equivale a uma flexibilização quantitativa do Fed.
ATA VENCIDA – A ata do Fed, divulgada nesta quarta-feira, revelou um Comitê bem mais inclinado ao aperto monetário em julho do que os três votos pela alta dos juros sugeriam, mas chegou ao mercado parcialmente vencida pelos dados divulgados desde aquela reunião.
… “Diversos” dirigentes defenderam uma elevação de 25pb e “vários” avaliavam que um aperto adicional poderia ser necessário se a inflação não cedesse. A Capital Economics registra que pelo menos outros dois Fed boys, sem direito a voto em julho, também apoiavam uma alta.
… Entre os mais preocupados, havia a avaliação de que seria melhor agir logo do que correr o risco de precisar de um aperto mais intenso e custoso adiante. O desconforto com a inflação, portanto, ia bem além dos três dissidentes formais.
… Mas essa fotografia foi tirada antes dos dados mais fracos de emprego, atividade e inflação divulgados desde então.
… O payroll de julho e as vendas no varejo decepcionaram e os últimos indicadores de preços foram mais benignos, reforçando o argumento da ala favorável à manutenção. Tanto que a ata praticamente não mexeu nas apostas para setembro no CME Group.
… Ao contrário, a probabilidade de manutenção dos Fed funds subiu ligeiramente, de 63,9% para 65,4%. Para outubro, o mercado está mais dividido: 52,4% ainda esperam estabilidade e 40,7% projetam uma alta de 25 pontos-base.
… Parte do mercado considera que seria necessário um mercado de trabalho mais forte e inflação mais elevada para justificar uma alta este ano. Quem ainda espera por um aumento dos juros, como a Capital Economics, adiou a projeção para dezembro.
… A inflação, portanto, continua com a palavra. E há pelo menos duas fontes de risco que ainda devem ser monitoradas: o boom de IA, que já encarece chips, eletricidade e outros custos dos data centers, e a guerra no Oriente Médio, que eleva as expectativas inflacionárias.
GUERRA ECONÔMICA – Donald Trump elevou mais um degrau a pressão sobre o Irã e anunciou à noite uma “guerra econômica” contra Teerã, com sanções extraterritoriais contra países e empresas que ajudarem o regime a contornar o isolamento imposto pelos Estados Unidos.
… O pacote mira justamente os canais usados para manter o petróleo iraniano em circulação, como contrabando, registros de navios, empresas de fachada, linhas de swap, casas de câmbio e transferências financeiras.
… O presidente prometeu “enormes consequências econômicas” também para governos, instituições financeiras e empresas que fornecerem apoio ao Irã. A nova ofensiva veio depois que afastou, durante o dia, qualquer perspectiva imediata de retomada das negociações.
… Trump disse que poderá voltar a conversar com Teerã “em algum momento”, mas que não pretende fazer isso agora, porque a situação dos Estados Unidos na guerra está “muito boa”. Ele voltou a afirmar que Washington controla o Estreito de Ormuz.
… E minimizou o impacto do conflito sobre a oferta de petróleo, citando o aumento da produção americana. Segundo ele, o estreito “em breve” deixará de ter a importância que teve no passado e os preços do petróleo cairão fortemente quando a guerra terminar.
… O mercado não comprou esse discurso. Sem avanço diplomático, o Brent subiu 0,66%, a US$ 91,62, e o WTI avançou 0,39%, a US$ 84,39. Nem mesmo o aumento inesperado dos estoques e da produção nos Estados Unidos foi suficiente para derrubar as cotações.
… Do lado iraniano, o sinal também é de endurecimento.
… Fontes próximas ao regime disseram ao Financial Times que Teerã já considera uma retomada da guerra uma questão de “quando”, e não de “se”, e avalia atacar instalações militares americanas no sudeste da Europa caso Washington amplie a ofensiva.
… Entre os possíveis alvos estariam bases na Bulgária e no Chipre, além dos cabos submarinos de fibra óptica que atravessam Ormuz.
… A tensão começa ainda a redesenhar as relações na região. Os Emirados Árabes Unidos suspenderam o comércio e as transações financeiras com o Irã, enquanto Catar, Arábia Saudita e Egito tentam abrir canais diplomáticos para conter a escalada.
… A escalada também se espalha pela Síria, que assinou um acordo com a Turquia para cooperação em energia e mineração, enquanto Israel voltou a atacar alvos militares sírios e advertiu que não aceitará um “entrincheiramento” turco no país.
… A preocupação com a oferta atingiu ainda a Rússia, que começou a importar combustíveis após ter suspendido as exportações de derivados.
ELEIÇÃO – A equipe de Flávio Bolsonaro começa a modular uma das principais propostas econômicas da campanha e já não fala mais em suspender a reforma tributária, mas em rever as regras aprovadas e abreviar o período de transição, hoje previsto até 2033.
… A mudança de discurso ocorre depois de o candidato ter defendido várias vezes a suspensão da reforma por pelo menos um ano.
… Agora, a equipe estuda acelerar a redução de benefícios fiscais e rever os setores que terão tratamento favorecido, numa tentativa de diminuir o custo das exceções e dos fundos de compensação.
… O coordenador político da campanha, Rogério Marinho, afirmou que a intenção não é paralisar nem acabar com a reforma, mas corrigir suas “distorções”. Um grupo foi criado para elaborar propostas que seriam apresentadas no início de 2027, em caso de vitória de Flávio.
… A campanha também detalha os planos para infraestrutura. Flávio promete R$ 900 bilhões em investimentos em quatro anos, com forte participação privada por meio de concessões e PPPs e mecanismos para dar maior estabilidade às regras dos contratos.
… Lula, por sua vez, aposta na continuidade do Novo PAC e das concessões.
… O governo espera encerrar 2026 com cerca de R$ 300 bilhões em investimentos em infraestrutura, após R$ 280 bilhões em 2025, e promete ampliar projetos em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos regionais.
… Em visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, em São Paulo, Lula defendeu também mais recursos para a Defesa e afirmou que voltará a Brasília para buscar verbas para concluir o submarino nuclear.
… Segundo o presidente, a soberania não pode ficar apenas no “discurso” e o País precisa estar preparado para “dizer não”.
… Entre os demais candidatos, Ronaldo Caiado voltou a atacar a política econômica do governo e classificou como “blefe” e “factoide” a abertura do processo da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos.
… Para ele, a medida busca criar uma briga com Washington para desviar o foco da economia.
… Já Renan Santos apresentou uma proposta mais agressiva de ajuste fiscal, que prevê economia de R$ 1 trilhão em cinco anos. O plano desindexa Previdência e BPC do salário mínimo, corrige pisos de saúde e educação apenas pela inflação e corta 10% dos benefícios tributários.
CURTAS – Bancários de todo o País farão uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira. A categoria reivindica reposição da inflação, aumento real de 5% nos salários e demais verbas, além de reajustes no piso, vale-refeição, vale-alimentação e PLR.
… A adesão dependerá da mobilização em cada região e a greve não implica necessariamente o fechamento das agências.
CCEE. A bandeira amarela deve permanecer na conta de luz até novembro, com adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh.
TARIFAS. As tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros desde 2025 provocaram uma perda líquida de US$ 4,2 bilhões para o País, segundo cálculo do Bradesco. A perda bruta chegou a US$ 6,9 bilhões.
… Desse total, US$ 2,7 bilhões foram compensados pelo redirecionamento das exportações para outros mercados.
AGENDA FRACA – O leilão de títulos prefixados do Tesouro, às 11h45, é o principal destaque doméstico nesta quinta-feira, em meio à atenção redobrada do mercado aos juros longos. Serão ofertadas LTNs com vencimentos entre 2027 e 2030 e NTN-Fs entre 2031 e 2037.
… Antes, às 11h30, o BC oferece até 50 mil contratos de swap cambial para a rolagem de setembro. Às 14h30, sai a Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito e, das 15h às 17h, Gabriel Galípolo participa da reunião do CMN.
… Nos Estados Unidos, os pedidos semanais de auxílio-desemprego saem às 9h30, com expectativa de 211 mil, ante 209 mil na semana anterior.
… Antes da abertura, o Walmart divulga balanço, com previsão de lucro de US$ 0,74 por ação.
… À noite, às 21h30, saem as prévias dos PMIs de agosto do Japão.
CHINA HOJE – O PBoC manteve as principais taxas de juros inalteradas. A taxa de referência para empréstimos (LPR) de 1 ano foi mantida em 3% e a de 5 anos seguiu em 3,5%. Ambas permanecem no mesmo nível desde maio de 2025.
O COBERTOR É CURTO – Em meio ao anúncio-surpresa do Tesouro americano de, no mínimo, dobrar o tamanho das recompras de dívida, especialistas em orçamento conclamam o governo Trump a endereçar o fiscal insustentável.
… Não tem fórmula mágica, a não ser gastar menos do que se arrecada ou arrecadar mais do que se gasta.
… A intervenção desta quarta-feira atestou concretamente o desconforto que o Tesouro já vinha expressando nos últimos dias com os custos de captação, pressionado pela onda vendedora de estrangeiros, especialmente japoneses.
… Além disso, como se viu, o impulso das taxas vem do boom de investimento na IA e da economia americana forte.
… O secretário do Tesouro, Scott Bessent, transmitiu a mensagem de que não vai observar sem defender. “Tem goleiro”, segundo a metáfora adotada pela CEO e economista-chefe da Buysidebrazil, Andrea Damico.
… Na BBG, a equipe do Citi acredita que a atuação do Tesouro, combinada com o arrefecimento da inflação exibido pelas últimas leituras do CPI e PPI, prepara o terreno para uma forte valorização dos Treasuries nos próximos meses.
… Outros analistas, porém, questionam a eficácia a longo prazo das medidas isoladas e apontam para pressões persistentes no mercado, sob risco até mesmo de a decisão do Tesouro disparar a inflação americana.
… “O Tesouro comprará Treasuries que o investidor privado não quer mais segurar. O dinheiro que pagará por isso será criado pelo Fed, o que levará a inflação para as alturas”, escreveu o economista Peter Schiff (EPAM).
… Depois de ter batido esta semana o pico em quase duas décadas, acima de 5,30%, a taxa do T-Bond de 30 anos derreteu ontem para a faixa de 5,18% com a atuação do Tesouro e fechou a 5,182%, contra 5,291% na véspera.
… O anúncio inesperado nos Estados Unidos reverberou por aqui, queimou prêmio nos juros futuros, especialmente nos mais longos, derrubou o dólar abaixo de R$ 5,20 e deu o start para a bolsa quebrar a longa sequência negativa.
… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 caiu para 13,720% (de 13,749% no ajuste anterior); Jan/28, a 13,880% (contra 13,971%); Jan/29, a 14,195% (de 14,336%); Jan/31, a 14,500% (de 14,643%); e Jan/33, 14,625% (de 14,774%).
CAI PARA SUBIR? – A liquidez que o Tesouro americano pretende injetar aliviou o dólar em escala global e, por aqui, a moeda americana voltou para R$ 5,17. Só não existe garantia de que o caminho está livre para queda sustentada.
… Na avaliação do JPMorgan, o câmbio doméstico está sensível e vulnerável a um cenário eleitoral desfavorável, justamente pelo fato de ainda vir atravessando com resiliência os ruídos em comparação com ciclos anteriores.
… Exceto por breves episódios de estresse, o carry trade tem sido fundamental para essa dinâmica mais resistente.
… Segundo o banco, há praticamente nenhum prêmio de risco eleitoral incorporado aos preços e, em um quadro adverso para a consolidação fiscal, a volatilidade precificada seria compatível com o dólar na região de R$ 5,50.
… Ontem, caiu 0,87% e fechou cotado a R$ 5,1761, alinhado à tendência externa. Lá fora, o índice DXY terminou o pregão em queda consistente de 0,83%, a 98,833 pontos, num dia em que até mesmo o iene conseguiu se fortalecer.
… Com o suporte das recompras de títulos pelo Tesouro americano derrubando o dólar, a moeda japonesa encontrou espaço para subir até 158,28/US$. O euro ganhou 0,88% (US$ 1,1677) e a libra subiu 0,56%, a US$ 1,3608.
… Demorou, mas o Ibovespa finalmente conseguiu parar de cair depois de onze pregões, com a ajuda da novidade da intervenção nos Treasuries, que teoricamente poderia significar maior interesse do fluxo pelos países emergentes.
… Na prática, porém, o ambiente eleitoral e fiscal continua sendo um obstáculo relevante para uma reversão da tendência de fuga do capital externo da B3, sugerindo que a janela de respiro na bolsa pode se provar temporária.
… No pico da euforia, ontem, o Ibovespa rompeu os 170 mil pontos (170.341), com alta superior a 2%. Mas ao longo do pregão moderou o ritmo, para fechar em alta de 0,90%, para 167.830,27 pontos, com giro de R$ 19,6 bilhões.
… Entre as blue chips, os papéis da Petrobras andaram de braços dados com o petróleo (ON, +1,28%, a R$ 48,14; PN, +1,20%, a R$ 43,11). As ações da Vale (ON, +0,81%, a R$ 72,13) colaram nos ganhos do minério de ferro (+0,78%).
… Já os bancos fecharam mistos: Itaú PN (+0,47%, a R$ 38,37), BB ON (+1,57%; a R$ 18,08); e BTG unit (+0,58%, a R$ 50,51) subiram, enquanto Bradesco PN (-0,62%, a R$ 16,02) e Santander unit (-1,88%, a R$ 28,70) recuaram.
… Como o Ibovespa andava muito descontado, a empolgação aqui foi bem maior do que em Nova York, onde as bolsas fecharam em leve alta. Moderna saltou 176% com o anúncio de vacina experimental contra o câncer de pele.
… O Dow Jones subiu 0,22%, a 53.463,05 pontos; S&P 500 avançou 0,21%, para 7.707,98 pontos; e o Nasdaq ganhou +0,16%, aos 26.331,09 pontos. O avanço dos preços do petróleo conteve os ganhos no mercado de ação.
CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE estuda participar da disputa pelo Porto Sudeste sem desembolso direto, via contrato “take-or-pay”, segundo o Valor. GIP/BlackRock e Gerdau também integram a proposta.
GERDAU. BlackRock reduziu participação para 9,991% das ações PN e manteve derivativos referenciados equivalentes a 0,846% dos papéis da mesma classe.
BANCO DO BRASIL pagará R$ 196,9 milhões em JCP, ou R$ 0,0345 por ação, em 11/9. Papéis ficam “ex-JCP” em 2/9.
SANTANDER BRASIL emitiu R$ 600,3 milhões em letras financeiras subordinadas, com prazo de dez anos. Recursos serão usados para reforçar o Nível II do Patrimônio de Referência.
BRB. Tribunal de Contas pediu ao governo do DF esclarecimentos sobre eventual ordem para adiar a divulgação do balanço, segundo o Metrópoles.
PETRORECONCAVO renovou até 2037 contrato com a Petrobras para processamento de gás na unidade de tratamento Catu, localizada em Pojuca (Bahia), e suspendeu investimento de R$ 60 milhões na UPGN de Miranga.
BRASKEM. Justiça dos EUA marcou para 24/9 audiência sobre o plano de recuperação da Braskem Idesa, que prevê reduzir em US$ 920 milhões dívida de US$ 2,4 bilhões.
SABESP aprovou emissão de R$ 156,6 milhões em debêntures para investimentos e financiamento de projeto com novas infraestruturas e modernização de estruturas existentes.
TIM aprovou recompra de até 55,2 milhões de ações ON, ou 2,31% da classe, com desembolso máximo de R$ 1 bilhão e prazo até fevereiro de 2028.
OI. Tribunal de Justiça do RJ manteve bloqueio de créditos da Pimco em disputa com a companhia. Gestora recorreu e o mérito ainda será julgado, segundo o Painel S.A./Folha.
CASAS BAHIA obteve proteção contra vencimento antecipado de contratos por causa do pedido de recuperação judicial. Justiça fará perícia antes de decidir sobre o processamento da recuperação, segundo o Valor.
MARCOPOLO pagará R$ 0,13 por ação em dividendos, com papéis “ex” em 26/8 e pagamento a partir de 9/9. A companhia também aprovou recompra de até 49 milhões de ações PN.
CYRELA lançará loteamento de alto padrão em Porto Feliz (SP), com VGV potencial de até R$ 4 bilhões e complexo de lazer com piscina de 35 mil m², segundo o Valor.
ÂNIMA. Compostella elevou participação para 5,578% das ações, ante 0,876% anteriormente.
SMARTFIT fará em 2/9 o resgate antecipado total das notas comerciais da segunda emissão, com pagamento do saldo, remuneração e prêmio equivalente a 0,25% ao ano.
KEPLER WEBER. Trígono Capital passou a deter 14,94% das ações ON. Gestora afirmou que a participação não tem objetivo de alterar o controle ou a administração da companhia.
AMBIPAR. Oliveira Trust e Sumitomo pediram à Justiça adiamento da assembleia de credores de 25/8, citando prazo insuficiente e falta de balanços atualizados, segundo o Valor.
T4F prorrogou até 18/9 o prazo para acionistas remanescentes venderem ações na OPA. Preço permanece em R$ 6,02 por papel, corrigido pela Selic até o pagamento.
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