Análise Bankinter Portugal
NY -0,2% US tech -0,7% US Semis -2,1% UEM -1,1% España -0,3% VIX 16,3% Bund 3,36%. T-Note 4,80%. Spread 2A-10A USA=+40pb B10A: ESP 3,79% PT 3,72% ITA 4,20% FRA 4,23% Euribor 12m 3,00%. USD 1,158 JPY 185,1/€. Ouro 4.320$. Brent 95,4$. WTI 90,6$. Bitcoin +0,2% (77.4888$). Ether +0,1% (2.421$).
:: SESSÃO.
Hoje teremos uma sessão de possíveis novos enfraquecimentos, após as subidas do petróleo ontem (Brent +4,6% até 94,7 $) e com os investidores pendentes do aumento da tensão geopolítica e o seu impacto nas obrigações. O mercado continua marcado pelo aumento das yields que penalizam as bolsas (T-Note: +4,8 p.b. até 4,80% e Bund +2 p.b. até 3,34%).
No plano macro, hoje não há demasiadas referências. Conheceremos o inquérito de emprego ADP nos EUA, que não deverá fazer muito ruído num mercado laboral que não é fonte de preocupação (com uma Taxa de Desemprego que, na sexta-feira, se espera que repita em 4,1%). Ontem foi publicado o IPC da UE, que aumenta 4 décimas em agosto até +3,3%, como esperado, pressionado pelos preços da Energia (a taxa Subjacente baixou uma décima até +2,4%) e reafirmando a convicção de que o BCE aplicará uma nova subida de taxas de juros de +25 p.b. até 2,50%/2,65%, a 10 de setembro.
Na frente empresarial, Palo Alto cai -1,1% após o fecho (-5,2% na sessão) apesar de bater em resultados e guias, penalizado, como todo o setor tecnológico, por umas yields elevadas. Hoje, após o fecho, é a vez de Broadcom, que se espera que praticamente duplique os seus resultados e, quiçá, ajude a recordar a prosperidade dos semis… embora agora os fundamentos pesem menos do que o aumento das taxas de juros a longo prazo. Mas isso já afetará na sessão de amanhã.
:: CONCLUSÃO.
Historicamente, setembro é um mau mês para as bolsas. De média, o índice americano baixou -0,8% no mês nas últimas três décadas, e Europa -1,2% desde o ano 2000. Este ano parece difícil que vejamos um desenvolvimento diferente, cm yields de obrigações tensionadas, reuniões de bancos centrais que se mostrarão hawkish e tendo em conta as atrativas reavaliações acumuladas desde o início do ano.
De momento, hoje enfrentamos uma sessão sem incentivos, à espera dos dados de emprego americano de sexta-feira, muito atentos aos acontecimentos no M. Oriente e o seu impacto nas obrigações. Novos enfraquecimentos seria o normal.
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