terça-feira, 18 de agosto de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Petróleo complica alívio dos juros*


… O petróleo voltou aos US$ 90 e recolocou a inflação no caminho dos juros, justamente quando a atividade brasileira começa a dar sinais mais claros de desaceleração. O IBC-Br mais fraco que o esperado reforçou as apostas em novo corte da Selic em setembro, mas a escalada das tensões no Oriente Médio devolveu pressão às curvas e mostrou que os próximos passos do BC serão mais difíceis. Além do petróleo, câmbio, fiscal e eleição entram nessa corrida de obstáculos, enquanto a campanha presidencial chega à Faria Lima e Lula usa a Margem Equatorial para antagonizar com Trump. Na temporada de balanços, a XP encerrou os resultados com lucro recorde, mas a reação foi morna no after hours.

ORMUZ ELEVA A TEMPERATURA – O petróleo voltou aos US$ 90 por barril e recolocou o risco inflacionário no radar dos mercados, diante dos sinais de uma nova escalada da guerra no Oriente Médio. O Brent fechou em alta de 2,65%, a US$ 90,87, e o WTI subiu 2,55%, a US$ 84,50.

… O prazo de 60 dias do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã terminou sem um acordo definitivo para encerrar o conflito.

… Embora o entendimento tenha sido violado pelos dois lados durante sua vigência, Teerã afirmou que ele ainda pode ser retomado, desde que Washington mude de atitude. Ao mesmo tempo, disse estar pronto para agir contra eventuais ataques dos Estados Unidos ou de Israel.

… Segundo a Reuters, o Irã decidiu passar de uma postura defensiva para “totalmente ofensiva” e estaria preparado para intensificar as tensões em Ormuz caso a diplomacia fracasse. Do lado americano, Donald Trump também elevou o tom.

… Além de dizer que não acredita que o Irã aceite os parâmetros necessários para um acordo, o presidente ameaçou bombardear Omã caso o país “se intrometa” nos planos dos Estados Unidos para Ormuz e afirmou que Mascate “não tem se comportado bem”.

… Trump voltou a defender que os Estados Unidos assumam o controle do estreito. Questionado sobre a possibilidade de transformar Ormuz em território americano, hipótese cogitada por ele há alguns dias, respondeu: “gosto da ideia”.


… A ameaça a Omã ocorre justamente quando o país avança com o Irã numa tentativa de destravar a navegação pela região, sem a participação dos Estados Unidos. Teerã anunciou ontem um entendimento com Mascate sobre o mapa de uma rota para o trânsito de navios.


… Os dois países estariam trabalhando nos detalhes de uma declaração conjunta.


… A situação no estreito, por onde passava cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo antes da guerra, continua crítica. Segundo a Marine Traffic, o tráfego marítimo caiu quase 20% nos últimos dias, de 118 para 95 embarcações.


… Apenas três navios passaram pela rota no domingo, enquanto centenas aguardam ao sul de Ormuz autorização iraniana para fazer a travessia.


… Um petroleiro de uma empresa dos Emirados Árabes Unidos também foi parado ontem próximo da ilha de Qeshm. O Irã vem exigindo que as embarcações sigam a rota estabelecida por Teerã e obtenham autorização para atravessar o estreito.


… Washington tenta minimizar os riscos para a oferta. O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que o aumento da produção americana compensa o fluxo reduzido por Ormuz e insistiu que o país controla o que acontece na região.


… O mercado, porém, voltou a cobrar um prêmio maior pelo risco geopolítico.


… Para o MUFG, as incertezas envolvendo as principais rotas de navegação continuam sustentando um prêmio relevante nos preços do petróleo, enquanto os Estados Unidos permanecem fora das negociações entre Irã e Omã e preparam novas medidas econômicas contra Teerã.


… Também não houve avanço em outra frente importante para as negociações.


… Após reunião com Jared Kushner, Netanyahu disse que Israel não deixará Gaza até que o Hamas esteja completamente desarmado. A retirada israelense e o fim dos ataques a Gaza e ao Líbano estão entre as condições impostas pelo Irã para um acordo com os Estados Unidos.


CORRIDA DE OBSTÁCULOS – A atividade finalmente dá sinais mais claros de que os juros altos estão fazendo efeito, mas o espaço para o BC continuar reduzindo a Selic esbarra em obstáculos, entre eles, o risco de um choque do petróleo.


… Divulgado nesta segunda-feira, o IBC-Br mais fraco que o esperado reforçou as apostas em um corte de 0,25 ponto porcentual em setembro, mas a disparada do Brent acima de US$ 90 tratou de devolver parte do alívio dos juros futuros.


… O IBC-Br caiu 0,64% em junho, ante expectativa de recuo de 0,50%, confirmando a trajetória de desaceleração da economia. Após o resultado, a mediana das projeções para o PIB/2TRI caiu de 0,5% para 0,4%, bem abaixo da expansão de 1,1% nos primeiros três meses do ano.


… Para o PicPay, a diferença evidencia o caráter “artificial” do impulso observado no início do ano. Já o ASA vê uma economia ainda resiliente, mas em moderação, com riscos adicionais vindos da deterioração do crédito e do avanço da inadimplência.


… A Way Investimentos foi além e reduziu sua projeção para o PIB do segundo trimestre de 0,4% para 0,2%. Segundo a casa, a política monetária restritiva passou a atingir de forma mais direta as decisões de consumo e investimento.


… Foi essa leitura que chegou a derrubar cerca de 10 pontos-base das taxas dos DIs em vários vencimentos. Mas as opções do Copom ainda indicam probabilidade de 77% de um corte de 0,25 ponto em setembro contra apenas 22% de chance de manutenção da Selic.


… O alívio, porém, durou pouco, só até Trump ameaçar um ataque a Omã, pressionando os preços do Brent (leia abaixo).


… O próprio Gabriel Galípolo reforçou ontem, no evento do Santander, que o Banco Central continua “pilotando” a política de juros em terreno contracionista, diante de uma economia que ainda opera em pleno emprego e com crescimento da demanda acima da oferta.


… Se o corte de setembro parece cada vez mais encaminhado, o debate sobre os passos seguintes tende a ficar mais complicado.


… Para o Santander, o câmbio pode se transformar no fator central para definir se haverá espaço para novas reduções da Selic no 4TRI.


… O economista Marco Antonio Caruso estima que, retirado o efeito da fraqueza global do dólar, a cotação estaria próxima de R$ 6,10. Para ele, o colchão do dólar fraco é “emprestado” e pode desaparecer se o cenário externo mudar ou se aumentar o prêmio de risco brasileiro.


… O Santander prevê um último corte de 0,25 ponto em setembro, seguido de pausa. Pelas contas do banco, uma estabilização do dólar acima de R$ 5,40 já seria suficiente para manter a inflação acima da meta mesmo com a Selic em 13,75%.


… E é justamente aí que eleição e fiscal voltam à equação.


… Em reunião com o BC, economistas avaliaram que há espaço para mais um corte da Selic, mas que o cenário de 2027 é altamente dependente do resultado das urnas e, principalmente, da disposição do próximo governo para conter a trajetória de déficits e da dívida pública.


… A desaceleração da atividade, portanto, pode ter aberto a porta para setembro. Para atravessá-la e continuar cortando os juros depois disso, o Copom terá de passar por uma corrida de obstáculos que agora inclui petróleo, câmbio, eleição e fiscal.


CAMPANHA CHEGA À FARIA LIMA – Um dia depois da largada oficial nas ruas, a corrida presidencial chegou à Faria Lima. O Santander colocou ontem candidatos diante de investidores e empresários, e quem roubou a cena foi Renan Santos (Missão).


… O candidato “revelação” esgotou a lotação do auditório, deixou gente em pé e atraiu mais público que Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), nomes bem mais conhecidos nesse ambiente.


… Os três disputam espaço na corrida presidencial, ainda distantes dos líderes Lula e Flávio Bolsonaro, mas aproveitaram a primeira agenda oficial da campanha com o setor financeiro para apresentar propostas econômicas e atacar o governo.


… Em comum, fiscal, juros, inadimplência, recuperação judicial de empresas e ambiente de negócios apareceram no discurso dos candidatos. A crise das Casas Bahia, que pediu recuperação judicial, virou uma espécie de retrato dos efeitos dos juros elevados sobre as empresas.


… Zema prometeu levar a Selic a 6%, nível que chamou de “civilizado”, e afirmou que pretende promover um corte de gastos maior que o realizado durante o governo Michel Temer. Também defendeu privatizações, uma nova reforma da Previdência e revisão dos programas sociais.


… Caiado usou a situação do varejo para atacar a política econômica do governo. Disse haver uma distância entre o discurso do ministro da Fazenda e a “vida como ela é”. Citou a recuperação judicial das Casas Bahia e afirmou que o setor está “quebrado”.


… Renan defendeu uma nova reforma trabalhista, com possibilidade de contratação por hora, além de redução de despesas como condição para baixar os juros e recuperar os investimentos.


… Geraldo Alckmin, que representou Lula no evento, também defendeu maior rigor fiscal e juros menores. Flávio Bolsonaro não compareceu. Daniella Marques, coordenadora de seu plano econômico, participa hoje da conferência.


… Para o Eurasia Group, a eleição ainda não está definida, apesar da vantagem de Lula.


… Christopher Garman estima em 60% a probabilidade de reeleição do presidente, mas considera factível o avanço de uma terceira via e aponta Caiado e Renan como os nomes mais fortes nesse campo. Segundo ele, o primeiro grande teste será no início de setembro.


… O fiscal de 2027, de qualquer forma, já entrou definitivamente na campanha. O Eurasia espera algum tipo de ajuste independentemente de quem vencer a eleição, embora avalie que uma eventual vitória de Flávio abriria espaço para uma reforma mais robusta.


ENQUANTO ISSO… – O presidente Lula fazia campanha antagonizando com Donald Trump durante uma visita a um navio-sonda na costa do Amapá, onde está sendo feita a prospecção de petróleo na Margem Equatorial.


… “Se Trump quiser ficar fazendo guerra com o Irã e fechar o Estreito de Ormuz, nós vamos abrir para o mundo inteiro a Margem Equatorial”, disse ele, afirmando que a descoberta é um “passaporte para o futuro do Brasil”.


… Lula também criticou as privatizações feitas por Bolsonaro, dizendo que ainda “sonha” em recomprar as refinarias vendidas pela Petrobras.


… A defesa da exploração na Margem Equatorial ocorre depois de uma longa disputa dentro do próprio governo, diante da resistência ambiental à abertura da nova fronteira petrolífera. Lula disse que “valeu a pena” enfrentar as divergências.


… Segundo ele, um país com petróleo da qualidade encontrada na região “não pode permitir que outros países metam o dedo”.


PETROBRAS – A descoberta de petróleo em Morpho aumentou o otimismo da Petrobras com a Margem Equatorial, mas ainda será preciso medir o tamanho e a viabilidade comercial do reservatório.


… “Tudo indica que vai ser bom. Tem petróleo, tem descoberta. Ainda não sabemos quanto”, afirmou a presidente, Magda Chambriard.


… A região é considerada estratégica para a reposição de reservas a partir da próxima década, quando a produção do pré-sal deve atingir o pico, por volta de 2034/2035, e começar a declinar. Sem novas descobertas, Magda alerta que o Brasil corre o risco de voltar a importar petróleo.


… Se confirmado o potencial da Bacia da Foz do Amazonas, os reservatórios da região poderão garantir pelo menos mais 40 anos de produção, segundo Wagner Victer, gerente executivo de Projetos Estruturantes da Petrobras.


… A estimativa, porém, ainda depende da comprovação do volume e da viabilidade comercial das descobertas.


… A perfuração de Morpho ainda não terminou. A sonda deve chegar ao fundo do poço em aproximadamente 15 dias. Depois disso, a Petrobras terá de delimitar a descoberta e calcular quanto petróleo pode efetivamente ser recuperado.


… A produção, caso se confirme a viabilidade comercial, pode levar de seis a sete anos.


… A primeira avaliação da qualidade do óleo também é positiva. Segundo a diretora de Exploração e Produção, Sylvia Anjos, ele apresenta “características interessantes e parece muito bom”, mas as amostras ainda serão analisadas pelo centro de pesquisas da Petrobras, o Cenpes.


… A aposta já custou cerca de US$ 300 milhões. Segundo Magda, a perfuração de Morpho consome US$ 1 milhão por dia.


… Os dados obtidos no poço já permitem à companhia definir onde pretende perfurar os próximos três, mas a continuidade da campanha depende de novas licenças do Ibama. A Petrobras ainda prevê outros cinco poços e possui 32 blocos na Margem Equatorial.


… No plano de negócios 2026-2030, estão previstos US$ 2,5 bilhões em investimentos na região e 15 novos poços. Magda afirmou esperar “muitos reservatórios pela frente”, enquanto Sylvia definiu Morpho como apenas o início da exploração dessa nova fronteira.


… A descoberta é positiva, mas ainda insuficiente para mudar a avaliação das ações da Petrobras, segundo a Ativa Investimentos. Para que Morpho comece a “fazer preço”, será necessário comprovar escala comercial, produtividade e competitividade econômica.


LUCRO RECORDE, RECEITA NO RADAR – A XP encerrou a temporada de balanços do setor financeiro com um lucro líquido ajustado recorde de R$ 1,38 bilhão no segundo trimestre, alta de 5% em um ano, e lucro antes dos impostos também recorde, de R$ 1,56 bilhão.


… A receita bruta cresceu 8%, para R$ 5,06 bilhões, enquanto a captação líquida total chegou a R$ 28 bilhões, o dobro do primeiro trimestre e três vezes o volume de um ano antes. Apesar dos recordes, a receita ficou no centro das atenções na teleconferência.


… Falando no final da tarde a investidores e analistas, o CEO Thiago Maffra reiterou a expectativa de crescimento de dois dígitos, mas reconheceu que o ambiente de juros elevados vem alterando o comportamento dos clientes e reduzindo as comissões.


… Cerca de 70% dos produtos vendidos atualmente têm liquidez diária, ante 30% há pouco mais de três trimestres, reflexo da migração dos investidores para aplicações mais conservadoras.


… No banco de investimento, a fraqueza do mercado de capitais também pesou: segundo Maffra, a XP fez menos transações no mercado primário durante todo o trimestre do que normalmente realiza em um único mês.


… O ROE ajustado caiu de 24,4% para 22,5% em um ano, movimento atribuído pela XP à decisão de manter excesso de capital diante de um cenário considerado desafiador. Excluído esse colchão, Maffra afirmou que o retorno estaria acima de 26%.


… O executivo disse que a XP está preparada para qualquer cenário eleitoral ou macroeconômico, mas admitiu que um ambiente mais benigno, com ajuste fiscal e juros mais baixos, permitiria uma aceleração maior do crescimento.


… Para o terceiro trimestre, espera recuperação do mercado primário, ainda distante, porém, dos volumes registrados no ano passado.


… A primeira reação ao balanço foi morna. As ações da XP caíram 0,98% no after hours em Nova York.


BRASKEM – Ainda no after em Nova York, os ADRs da Braskem subiram 1,8%, com investidores atentos à possibilidade de a Petrobras dar apoio comercial à petroquímica para ajudar a destravar um pedido de recuperação extrajudicial nos próximos dias.


… Segundo a Broadcast, a alternativa na mesa é um limite de crédito de até quatro meses para a compra de nafta, sem desembolso imediato.


AGENDA DO MERCADO – A terça-feira traz poucos indicadores domésticos, com destaque para o IPC-Fipe da segunda quadrissemana de agosto.


… No Exterior, o índice ZEW de expectativas econômicas será divulgado às 6h e, nos Estados Unidos, saem as construções de moradias iniciadas em julho (9h30), a produção industrial (10h15) e as vendas pendentes de imóveis (11h).


HOME DEPOT – A varejista americana divulga balanço antes da abertura do mercado em Nova York. Na quinta, tem Walmart.


IBGE – Servidores do IBGE iniciaram greve contra medidas da gestão de Marcio Pochmann, com adesão em unidades da Bahia e do Rio de Janeiro. Até o momento, não há indicação de impacto no calendário de divulgação das pesquisas. O IBGE segue funcionando normalmente.


A CASA CAIU – O pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, na sequência do prejuízo bilionário, abriu uma onda vendedora nos papéis da empresa, que tiveram as negociações suspensas na bolsa por sucessivas vezes e viraram pó.


… As ações despencaram 33,33% e fecharam na mínima histórica de R$ 0,44, contaminando o setor financeiro, que desperta preocupações com a deterioração da situação financeira de diversas empresas nos últimos meses.


… Atualmente, entre os casos de maior destaque no cenário doméstico, outras quatro companhias (Americanas, Oi e Light), além de Casas Bahia, estão em recuperação judicial, desencadeada por juros altos e endividamento.


… De acordo com fontes do Broadcast, a Casas Bahia negocia um empréstimo DIP, modalidade específica para empresas em recuperação judicial, de R$ 1 bilhão junto a bancos e gestoras. As tratativas já teriam começado.


… O pedido de recuperação judicial aponta que a dívida declarada do grupo chega a R$ 17,322 bilhões. Deste total, são R$ 2,622 bilhões devidos ao banco Digio, R$ 2,392 bilhões ao Banco do Brasil e R$ 1,504 bilhão ao Bradesco.


… Sob o impacto da crise, os papéis dos bancos se tornaram alvos de vendas pesadas nesta segunda-feira: Itaú PN, -1,59%, a R$ 38,38; Bradesco PN, -1,93%, a 16,22; BB ON, -2,34%, a R$ 17,95; e Santander Unit, -1,10%, a R$ 29,60.


… A Casas Bahia informou oficialmente 3 mil demissões com a atual reestruturação, quase 10% da base total.


… Enquanto as ações da empresa mergulhavam ontem, Magazine Luiza faturava a notícia sobre a recuperação judicial da concorrente e deslanchava: fechou com um salto de 8,18%, a R$ 4,23, entre as maiores altas do Ibovespa.


… Em relatório, o BTG Pactual destacou que mais de 90% das lojas da Casas Bahia fechadas têm uma unidade próxima a uma unidade do Magazine Luiza, abrindo potencial “share gain” para a companhia da família Trajano.


… O analista e sócio da AAX Investimentos, Rodrigo Brolo, discorda da avaliação. “O Magazine Luiza não vai ganhar dinheiro pegando share, já que os concorrentes online oferecem preços mais baixos e condições melhores.”


… O Ibovespa recuou praticamente nada ontem, apenas 0,09%, aos 166.783,57 pontos, indicando que pode estar cansado de cair. Mas ainda não foi desta vez que conseguiu interromper a sequência negativa de dez pregões.


… Vale desafiou a queda de 0,70% do minério, mas começou a semana subindo muito pouco (ON, +0,15%, a R$ 71,41). Já Petrobras foi melhor, de carona no petróleo e repercutindo a descoberta de óleo na Margem Equatorial.


… O papel ON registrou valorização de 1,35%, para R$ 47,46, e PN avançou 0,90% e fechou valendo R$ 42,47.


… Cosan reagiu em queda de 2,72%, a R$ 3,22, ao balanço divulgado na noite da última sexta-feira. Analistas apontaram um trimestre fraco e mantêm o foco no plano de venda de ativos e de redução de custos e da estrutura.


INDO PELO RALO – Os informes da B3 sobre o fluxo estrangeiro continuam na rotina negativa. No pregão da última quinta-feira, os investidores externos retiraram mais R$ 2 bilhões, elevando a fuga do mês para R$ 15,6 bilhões.


… Mesmo que o volume gigante de dinheiro que está deixando o País impressione, os ativos domésticos quiseram testar alguma recuperação ontem, para baixar o estresse da semana passada com a dobradinha eleitoral-fiscal.


… Além de a bolsa ter fechado no zero a zero, o dólar parou de subir depois de cinco pregões seguidos e voltou à faixa de R$ 5,20, enquanto os juros futuros só não caíram mais, porque o petróleo deu o bote de novo para US$ 90.


… A confirmação pelo IBC-Br de que o ritmo da atividade econômica está desaquecendo deve abrir espaço para o BC dar continuidade ao ciclo de calibração no juro básico em setembro. Depois disso, já são outros quinhentos.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 caiu a 13,760% (de 13,777% no ajuste anterior); Jan/28, a 13,975% (contra 14,035%); Jan/29, a 14,310% (de 14,389%); Jan/31, a 14,570% (de 14,655%); e Jan/33, 14,700% (de 14,755%).


… O repique do petróleo limitou o espaço de queda na curva, mas, por outro lado, serviu de suporte para o real. O dólar à vista fechou em queda de 0,36%, cotado a R$ 5,2012, mesmo com os desafios do fluxo e do ambiente fiscal.


… Mas segue bem acima da faixa de R$ 5,08 observada antes do estouro das últimas turbulências por aqui.


… Lá fora, o câmbio teve um dia apático, à espera da ata do Fed, amanhã, que pode ajudar a calibrar as expectativas para a política monetária, agora que o jogo esquentou, com os dados fracos de inflação trazendo emoção à disputa.


… O índice DXY fechou praticamente estável (-0,03%), a 99,637 pontos, com oscilações marginais do euro (+0,09%, a US$ 1,1578) e da libra esterlina (+0,06%, para US$ 1,3542), enquanto o iene caiu de novo, para 159,45 por dólar.


… A moeda japonesa não conseguiu faturar a perspectiva de que o BoJ possa ser mais agressivo daqui em diante.


… Já no mercado de títulos do Japão, a taxa do JGB de dez anos disparou à máxima em três décadas e, a reboque, puxou o rendimento do T-Bond de 30 anos para o patamar mais elevado em quase vinte anos, a 5,309% (de 5,256%).


… O yield encostou em 5,31% pela primeira vez desde 2007, frustrando os planos de Bessent de impedir o governo japonês de vender Treasuries para intervir no iene, justamente para evitar alta desenfreada dos juros americanos.


… O retorno da Note-2 anos subiu a 4,179% (de 4,171% no pregão anterior) e o de 10 anos, a 4,722% (de 4,690%).


… Em Nova York, as tensões no Oriente Médio derrubaram as bolsas. O Dow Jones caiu 0,51%, aos 53.459,78 pontos, o S&P 500 perdeu 0,52%, aos 7.745,06 pontos, e o Nasdaq registrou perda de 0,32%, aos 26.644,91 pontos.


… A bolsa eletrônica informou que iniciou conversas com reguladores e agentes do mercado para viabilizar a negociação 24 horas por dia, cinco dias por semana. O começo da operação pode acontecer ainda este ano.


… A Nasdaq citou o forte aumento da participação de estrangeiros em ações americanas para justificar a mudança.


CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS assinou contrato com a Halliburton para projeto piloto CCS São Tomé, de captura e armazenamento de carbono em reservatório salino a partir de fontes industriais, em Quissamã (RJ).


ITAÚ recebeu autorização preliminar do regulador americano OCC para criar o Itaú Bank nos EUA, ampliando sua capacidade de atendimento no país.


BB. Presidente, Tarciana Medeiros, e vice-presidente de RI, Marco Geovanne Tobias, são alvos de processo da CVM por suposta violação de artigo que exige divulgação de informação sem induzir investidor a erro…


… O caso envolve uma fala de Tarciana na divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2025, quando afirmou que “quem tem ação do BB, mantenha; quem não tem, compre”. BB diz que atua com base na transparência.


SANTANDER BRASIL. O Citi manteve recomendação neutra e destacou que o valor implícito da OPA subiu para R$ 31,21 por unit com a valorização das ações da controladora.


BRB remanejou Hugo Andreolly para a diretoria de Varejo e elegeu Marianna Marques Garnier, atual chefe de gabinete da presidência do BRB, para comandar Negócios Digitais, condicionada aos trâmites de governança e do BC.


CSN MINERAÇÃO informou que reconduziu Carlos Rodrigues como diretor Superintendente e Pedro Oliva como diretor Financeiro e de RI por mais dois anos.


KLABIN. Citi manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 23, mas reduziu projeções de Ebitda para o segundo semestre, diante de preços menores da celulose.


ENEVA notificou a ANP sobre indícios de gás natural no bloco AM-T-85, no Amazonas, onde já opera produção de gás destinada à geração termelétrica.


AXIA concluiu nova etapa da reorganização acionária, com conversão e resgate de 10,259 milhões de ações PNC em ON. Nova etapa ocorrerá em 24/8, com resgate e cancelamento de 37,174 milhões de PNC.


TAESA recebeu liberação do ONS para nova energização da concessão Tangará, elevando a RAP habilitada para R$ 109,8 milhões, equivalente a 96,8% da RAP total do projeto.


BRAVA concluiu operação que transferiu controle para a Ecopetrol, que passou a deter 51% do capital social.


AMIL. Advent e Bain devem se reunir com acionistas para nova rodada de negociações sobre a venda da companhia, avaliada em mais de R$ 10 bilhões, segundo fontes do Broadcast.


POSITIVO informou ter R$ 19 milhões a receber da Casas Bahia, equivalentes a 2,7% de suas contas a receber, mas afirmou que a exposição está integralmente coberta por seguro.


BHP teve lucro líquido anual de US$ 9,3 bilhões, alta de 9%, e receita cresceu 15%, para US$ 58,8 bilhões. Cobre respondeu por 54% do Ebitda subjacente.


FITNESS BRASIL EXPO, maior feira do setor das Américas, estima alta de 33% na geração de negócios, chegando a R$ 1 bilhão este ano. O evento terá 175 expositores, deve receber 45 mil pessoas e será realizado de 27 a 29/8 em SP.

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