quarta-feira, 9 de setembro de 2026

BDM Matinal Riscala

Quarta-feira, 09 de Setembro de 2026.
*TRADE ELEITORAL DESCOLA BRASIL DA PRESSÃO EXTERNA*
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*

*A campanha ganha combustível adicional com a crise no STF, que se agravou com o afastamento da cúpula da PF por André Mendonça*

… A guerra entre Estados Unidos e Irã voltou a escalar ontem à noite, com a destruição de cinco petroleiros iranianos por forças americanas e novos ataques de Teerã a uma base dos EUA na Jordânia. O Brent encostava nos US$ 100 no pregão asiático, ampliando os temores com a inflação, enquanto o mercado mantém elevadas as apostas em alta dos juros pelo Fed. No Brasil, porém, o trade eleitoral continua desafiando o ambiente externo, embalado pelas pesquisas que mostram empate entre Lula e Flávio Bolsonaro. A campanha ganha combustível adicional com a crise no STF, que se agravou com o afastamento da cúpula da PF por André Mendonça. A agenda da quarta-feira é praticamente vazia.

ESCALADA NO GOLFO – A guerra entre Estados Unidos e Irã voltou a escalar ontem à noite, com a destruição de cinco petroleiros iranianos por forças americanas perto da Ilha de Kharg e novo ataque do Irã a uma base dos Estados Unidos na Jordânia.

… Segundo o Centcom, os ataques aos petroleiros foram uma resposta a duas tentativas da Guarda Revolucionária de atingir um navio de guerra americano com mísseis balísticos nos últimos dois dias. A embarcação não foi atingida e não houve vítimas.

… Os ataques aos petroleiros ocorreram perto da Ilha de Kharg, por onde passa cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irã.

… Antes da confirmação da ofensiva contra os petroleiros, a agência Fars havia relatado duas explosões na ilha, sem sinais de fogo ou fumaça, além de explosões no condado de Jask. Não havia indicação de que a infraestrutura petrolífera de Kharg tenha sido atingida.

… Em resposta, a Guarda Revolucionária afirmou ter lançado mísseis contra forças americanas na base de Al Azraq, na Jordânia. O governo jordaniano informou que interceptou 18 dos 20 mísseis balísticos disparados pelo Irã e que os outros dois caíram em áreas isoladas.

… A Marinha da Guarda Revolucionária também determinou a evacuação imediata das tripulações de petroleiros em águas do Kuwait e do Bahrein, afirmando que as embarcações serão alvo de ataques.

… A nova frente amplia os riscos para o transporte de petróleo no Golfo Pérsico. A Arábia Saudita, que segundo a Al Mayadeen realizou mais de 100 ataques contra o Iêmen nos últimos três dias, ativou sirenes no sul do país, diante do risco de novas ofensivas.

… Outra frente da guerra também se intensificou, com ataques dos Houthis a instalações de energia da Arábia Saudita, que provocaram incêndios e interrupções nas operações e deixaram mais de 70 feridos. Entre os alvos esteve uma refinaria da Saudi Aramco em Jizan.

… A escalada levou o Brent a superar US$ 99 durante o pregão, antes de fechar a US$ 97,92 (+0,95%). O WTI avançou 1,69%, a US$ 93,03. O petróleo perto dos US$ 100 reacendeu os temores de inflação, pressionou os Treasuries e pesou sobre as bolsas de Nova York (abaixo).

 A nova troca de ataques e a ameaça iraniana contra petroleiros no Kuwait e no Bahrein, após o fechamento, ampliavam os ganhos do petróleo no eletrônico. O Brent avançava 1,43%, a US$ 99,32, enquanto o WTI subia 1,60%, a US$ 94,52, no início do pregão asiático.




… O BofA estima que o Brent poderá oscilar entre US$ 95 e US$ 120 se os conflitos persistirem até o fim do ano. O Goldman Sachs também admite preços de até US$ 120 caso a produção dos países do Golfo Pérsico permaneça 4 milhões de barris por dia abaixo dos níveis normais.




… Em Washington, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, minimizou o impacto inflacionário da energia e disse esperar oferta abundante de petróleo quando terminarem as guerras no Irã e na Ucrânia. Segundo ele, o pico dos preços de energia deve ser temporário.




… O presidente Donald Trump conversou ontem por uma hora com Vladimir Putin e, segundo o Kremlin, defendeu o fim rápido da guerra na Ucrânia como caminho para uma ampla retomada das relações entre os Estados Unidos e a Rússia.




… Paralelamente à ofensiva militar, Washington ampliou a pressão econômica sobre Teerã, impondo sanções a 36 empresas, companhias aéreas e prestadores de serviços ligados ao setor de aviação iraniano.




JUROS SOB PRESSÃO – O petróleo novamente perto dos US$ 100 aumenta a preocupação dos bancos centrais com a inflação.




… Nos Estados Unidos, o payroll mais forte do que o esperado elevou as apostas em uma alta dos juros pelo Fed já neste mês (dia 16). Para o Charles Schwab, a resistência do mercado de trabalho pode dar ao banco central maior espaço para apertar a política monetária.




… O próximo teste será a inflação, com o PPI amanhã e o CPI na sexta-feira.




… O mercado em Nova York também acompanha os leilões do Tesouro e aguarda hoje o anúncio do volume da recompra de Treasuries desta semana, depois de o Tesouro informar que dobraria, a partir de 9 de setembro, as recompras de títulos de prazos mais longos.




… Apesar do aumento das apostas em alta dos juros pelo Fed, o dólar perdeu força ontem. Para o Rabobank, as discussões sobre as recompras de títulos contribuíram para abalar a confiança na moeda, enquanto a valorização do iene ganhou força.




… No Japão, as expectativas de aperto pelo BoJ na semana que vem levaram o iene ao maior nível em seis meses diante do dólar, enquanto, na Europa, uma alta de 25 pontos-base é amplamente esperada na reunião do BCE de amanhã.




BRASIL DESCOLA – Aqui, nem o petróleo perto dos US$ 100 nem a perspectiva de um Fed mais hawk foram suficientes para interromper a festa do trade eleitoral, que ganhou força com as últimas pesquisas mostrando um cenário de empate entre Lula e Flávio Bolsonaro.


… O movimento tem características claramente domésticas. Desde o início de setembro, o EWZ, principal ETF de ações brasileiras negociado em Nova York, acumula alta de quase 9%, enquanto o EEM, ligado aos mercados emergentes, avança 2,3%.




… A Quaest mostrou Lula e Flávio empatados em 41% no 2º turno, enquanto a BTG/Nexus apontou 46% para o senador e 45% para o presidente.




… Nas pesquisas estaduais da Quaest divulgadas ontem à noite, Flávio lidera numericamente no segundo turno nos três maiores colégios eleitorais do País: em São Paulo, em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.




… Em São Paulo, a vantagem de Flávio é de oito pontos (41% a 33%); no Rio, ele está seis pontos na frente (43% a 37%); em Minas, a diferença é de três pontos para o senador (40% a 37%). Pernambuco é a exceção, com Lula à frente por 57% a 26%.




… O mercado interpreta o avanço da oposição como aumento da probabilidade de uma política fiscal mais austera a partir de 2027. A reação foi especialmente forte nos juros longos, que caíram mais de 20 pontos-base, com os principais vencimentos abaixo de 14%.




… O comportamento da curva mostra que o mercado está reduzindo os prêmios para 2027 em diante. Enquanto o DI para janeiro de 2027 ficou praticamente estável, em 13,570%, o janeiro de 2031 caiu quase 20 pontos-base, para 13,905%.




… Já o dólar furou R$ 5,10 logo pela manhã, enquanto o Ibovespa chegou a flertar com os 190 mil pontos (leia mais abaixo).




MAIS PESQUISA – O trade eleitoral continuará sendo testado nos próximos dias. A AtlasIntel divulga amanhã uma nova pesquisa nacional, além de levantamentos estaduais, enquanto Datafolha e Veritá apresentam novas rodadas na sexta-feira.




CRISE VIRA CAMPANHA – A crise no STF virou combustível para a disputa presidencial, com Flávio colocando o confronto na Corte no centro de sua ofensiva contra Lula e Moraes, apesar de ele próprio continuar exposto pelas revelações sobre o financiamento de Dark Horse.




… O escândalo ganhou força depois que André Mendonça retirou o sigilo das mensagens encontradas pela PF no celular de Daniel Vorcaro, com diálogos que indicaram uma relação próxima entre o ex-banqueiro e Alexandre de Moraes.




… A crise voltou a escalar quando Moraes retirou o sigilo de seis relatórios de inteligência produzidos pela PF, que faziam apontamentos sobre a atuação de Mendonça nos casos Master e INSS e sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias.




… Moraes usou o material para pedir a Fachin uma investigação sobre Mendonça e sua inclusão no inquérito das fake news.




… Ontem, Mendonça reagiu afastando preventivamente o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, afirmando que a PF fez uma “arapongagem institucional”, com monitoramento sistemático e coleta dirigida sobre ele e Jorge Messias.




… A decisão foi levada à Segunda Turma, onde Mendonça, Nunes Marques – também indicado por Jair Bolsonaro – e Luiz Fux formaram maioria pela manutenção dos afastamentos. Gilmar Mendes pediu vista e suspendeu a conclusão do julgamento, mas a liminar está valendo.




… Na PF, os 11 diretores do primeiro escalão divulgaram nota em apoio a Andrei e Almada e colocaram os cargos à disposição do substituto. O diretor-executivo William Murad, número 2 da corporação, assumiu interinamente o comando e saiu em defesa dos afastados.




… O governo reagiu por meio da AGU, que pediu a Fachin a suspensão da liminar, argumentando que Mendonça interferiu na prerrogativa do presidente da República e se antecipou a um procedimento já aberto pelo presidente do STF para apurar a divulgação dos relatórios.




NAS MÃOS DE FACHIN – Na última decisão da noite, Fachin deu 72 horas para Mendonça se manifestar sobre o recurso da AGU. Depois da resposta, o processo voltará à Presidência do STF para análise. Fachin tenta assumir o controle da mais grave crise do Judiciário.




… Segundo o Estadão, ele cogita assumir a relatoria dos inquéritos do Master e do INSS, hoje com Mendonça, e encerrar o inquérito das fake news, conduzido por Alexandre de Moraes há sete anos, numa tentativa de conter os dois polos do confronto.




… Interlocutores do presidente do STF avaliam que já não há espaço para um acordo e que as condutas de Mendonça e Moraes precisam ser investigadas. Uma das alternativas é levar as acusações ao plenário da Corte, em sessão pública.




… A pressão por uma resposta do Supremo aumentou também fora de Brasília.




… Mais de 2,5 mil entidades empresariais aderiram ao manifesto encampado pela Fiesp pedindo que o plenário examine publicamente os fatos. CNI, Anfavea e Associação Comercial de São Paulo estão entre as signatárias.




… Em outra iniciativa, OAB-SP e mais 25 entidades defenderam uma apuração transparente e propuseram uma reforma do Judiciário, com código de conduta, ampliação das hipóteses de impedimento e suspeição, mandato para ministros do STF e limites às decisões monocráticas.




… O impacto eleitoral já entrou no cálculo da própria Corte.




… No mesmo Estadão, pessoas próximas a Fachin avaliam que a crise fortaleceu o campo da direita nas manifestações de Sete de Setembro, que tiveram Moraes como principal alvo. Flávio, Cury, Renan, Caiado e Zema apoiaram ontem a decisão de Mendonça. Lula não comentou.




AGENDA VAZIA – Um discurso da presidente do BCE, Christine Lagarde, em jantar do Bundesbank, na Alemanha (14h), é o único destaque lá fora, enquanto no Brasil a FGV divulga (8h) o primeiro IPC-S Capitais de setembro e o BC, o IC-Br de agosto e o fluxo cambial semanal (14h30).




… Entre os destaques corporativos, a Apple realiza às 14h (de Brasília) em Nova York seu evento anual de lançamento de produtos, com novos iPhones no centro das atenções e expectativa sobre um possível modelo dobrável.




CHINA HOJE – A inflação ao consumidor (CPI) subiu 0,8% em agosto contra igual mês do ano anterior, em linha com a expectativa. Já o índice de preços ao produtor (PPI) teve alta anual de 3,8%, acima da projeção de 3,2%.




NA COLA – A crise no STF pega fogo, rende dividendos políticos à candidatura de Flávio nas pesquisas eleitorais e o mercado surfa na esperança de vitória da chapa à direita, associada a uma maior disciplina fiscal e controle de gastos.




… O dólar furou R$ 5,10 ontem e chegou a rodar na faixa de R$ 5,07 no piso intraday, os juros futuros longos afundaram mais de 20 pontos e operaram abaixo de 14%, e o Ibovespa rompeu os 189 mil pontos na máxima.




… O índice à vista chegou até os 189.488 pontos no auge do otimismo, pela manhã, com todo o jeito de que quer buscar os 190 mil pontos, agora que ninguém está mais conseguindo segurar a euforia com o trade eleitoral.




… Segundo reportagem do Valor, a aposta em um rali depois das eleições leva as posições em opções de EWZ, principal ETF de ações brasileiras negociado em NY, ao maior nível desde 2007: chegou a 5,2 milhões na sexta-feira.




… Em outra pista da animação do momento com o Brasil, o BofA elevou ontem a recomendação para as ações brasileiras de marketweight (exposição na média do mercado, equivalente a neutra) para overweight (compra).




… A decisão ocorre na esteira da desaceleração da atividade econômica e da inflação menor, que permitiriam um ciclo de afrouxamento monetário mais profundo. O banco reduziu a projeção da Selic de 2027 de 12,75% a 11,25%.




… O ajuste radical promovido na estimativa é bem inferior à mediana das apostas no boletim Focus, de 12%.




… Na volta do feriado, além de a bolsa ter operado embalada pela chance de derrota de Lula, contou com o estímulo extra da alta do petróleo, que puxou a Petrobras: ON ganhou 2,36%, a R$ 53,24, e PN subiu 2,08%, para R$ 48,09.




… No fechamento, o Ibovespa marcou 187.366,84 pontos, com alta de 1,20% e giro de R$ 21,2 bilhões.




… A Vale também avançou (+0,51%, a R$ 79,02), embora em menor intensidade frente ao minério de ferro (+1,36%).




… Os bancos terminaram majoritariamente no azul: Bradesco PN, +1,79% (R$ 18,22); Itaú PN, +1,22% (R$ 42,43); BB, +0,36% (R$ 22,60); e BTG unit, +2,18% (R$ 60,53). A exceção foi Santander unit, com leve perda de 0,13% (R$ 30,39).




BEM NA FITA – Assim como a bolsa, o real operou turbinado pela nova rodada de pesquisas eleitorais e pelo petróleo. A moeda brasileira ostentou a segunda melhor colocação entre as 33 divisas mais líquidas do mundo.




… Perdeu só para o peso chileno, que foi impulsionado pelo recorde histórico do cobre, a US$ 6,8235 a libra-peso na Comex, em alta de 2,11%, diante da oferta global mais apertada, estoques reduzidos e temores com o tarifaço.




… Abaixo de R$ 5,10, o dólar à vista fechou em baixa de 0,88%, a R$ 5,0858, após tocar R$ 5,0712 na mínima.




… Depois do fechamento, o BC anunciou o chamado “casadão” para quinta-feira, com a venda de dólares no mercado à vista conjugada com a compra de dólares no mercado futuro por meio da realização de swap reverso.




… A operação pode aceitar oferta de até US$ 1 bilhão. Ao longo desta terça-feira, o Valor apontou que operadores chamaram atenção para a piora no dólar casado, a diferença em pontos entre a cotação do dólar futuro e do à vista.




… O spread é uma espécie de termômetro da liquidez e rodou acima de 1,5%, considerado indício de estresse. Um gestor comentou que setembro encerra trimestre e é comum maior pressão por conta de fluxos sazonais de saída.




… Driblando a aversão a risco externa, os juros futuros voltaram a desarmar prêmio de risco com a chance de vitória da oposição. O contrato de DI para Jan/31 veio abaixo de 14% e mergulhou para 13,905% (de 14,096% na quinta).




… Jan/29 despencou para 13,715% (de 13,855% no pregão anterior) e Jan/33, para 14,015% (contra 14,221%). O contrato para janeiro de 2027 marcou 13,575% (de 13,571% no ajuste anterior) e Jan/28, 13,520% (contra 13,582%).




… No boletim Focus, os economistas aumentaram a previsão do PIB deste ano pela primeira vez em mais de dois meses, de 1,92% para 1,93%, e reduziram a da inflação pela segunda semana consecutiva, de 5,01% para 5%.




… Mas o resultado continua estourando o teto da meta fixada pelo BC, de 4,5%.




O TIMING HAWKISH – Primeiro foi Kevin Warsh falando duro contra a inflação em Jackson Hole, depois foi o payroll forte e agora é o petróleo perto dos US$ 100 que redobra a expectativa pelo resultado do CPI na sexta-feira.




… Na defensiva, as taxas dos Treasuries sobem, enquanto a aposta principal para o Fed deste mês volta a ser de alta do juro. O yield da Note de dois anos avançou a 4,393% (de 4,372%) e o de dez anos, a 4,792% (de 4,781%).




… Segundo o holandês Rabobank, o anúncio de intervenção de Bessent nos Treasuries parece ter minado a confiança no dólar e tem desencadeado debate sobre a desvalorização da moeda. Ontem, o DXY caiu 0,39%, a 98,787 pontos.




… O movimento de queda aconteceu, apesar de a chance de um Fed mais conservador estar no radar.




… Um segundo fator (além da atuação do Tesouro nos Treasuries) que, segundo o banco, afeta o sentimento no câmbio diz respeito à especulação do mercado sobre se houve, finalmente, uma mudança estrutural no iene.




… “Isso tem implicações para as visões de longa data sobre o carry trade e também sobre a possibilidade de investidores japoneses se sentirem menos incentivados a manter ativos estrangeiros, incluindo Treasuries.”




… A perspectiva de um ciclo de aperto mais rápido pelo BoJ levou o iene a renovar ontem seu maior nível em seis meses, a 153,94 por dólar, alta de 0,26%. O euro (US$ 1,1629) e a libra esterlina (US$ 1,3544) operaram estáveis.




… Apesar das pressões atuais, o presidente do BC inglês, Andrew Bailey, contesta a tese de que uma alta dos juros seria inevitável. “Quero dissipar a ideia de que sabemos para onde vamos e de que isso é incondicional”, disse.




… Seja como for, o mercado sabe que a nova escalada dos preços de energia causa desconforto aos BCs.




… O novo choque do petróleo resgata os receios inflacionários e assusta as bolsas em Nova York. O Dow Jones caiu 1,18%, a 52.786,07 pontos; S&P 500 recuou 0,58%, a 7.673,52 pontos; e Nasdaq perdeu 0,32%, a 26.421,41 pontos.




CIAS ABERTAS NO AFTER – EMBRAER alertou que a regulamentação do Imposto Seletivo pode elevar em cerca de 6,5% o custo de aquisição de aeronaves no Brasil, caso não sejam preservados os atuais benefícios tributários.




ANAC autorizou conclusão de voos em Congonhas após as 23h em situações excepcionais, sem permitir novos voos regulares fora do horário.




HYPERA fará emissão de R$ 1,35 bilhão em debêntures, com prazo de cinco anos e remuneração de DI + 0,72%. Recursos serão usados para recompra ou pré-pagamento de dívidas.




COPASA passou a integrar pela primeira vez o IBrX 50, índice que reúne 50 dos ativos de maior negociabilidade da B3. Companhia já havia entrado no Ibovespa em janeiro.




BANRISUL pagará R$ 90 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,22006263 por ação. Pagamento será em 28/9, com papéis negociados “ex” a partir de 14/9.




AXIA. BlackRock passou a deter 4,93% das ações ON e 4,06% das PNC da companhia.




ANEEL aprovou antecipação de R$ 308,4 milhões da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) para formação de estoques de combustível no Amazonas, diante do risco de estiagem com o El Niño.




PETRORECONCAVO produziu média de 23,8 mil barris de óleo equivalente por dia em agosto, estável ante julho. Ativo Potiguar caiu 1,5%, enquanto Bahia avançou 2,1%.




AZZAS 2154 confirmou contatos com potenciais interessados nos ativos da Farm Rio, mas disse não ter recebido proposta vinculante nem tomado decisão sobre eventual operação.




GRUPO MATEUS encerrou programa de recompra após adquirir 5 milhões de ações ON. Papéis serão destinados a programas de remuneração de longo prazo.




MARABRAZ pediu à Justiça proteção de 180 dias contra cobranças de credores e liberação de recursos bloqueados enquanto aguarda análise do pedido de recuperação judicial.




VULCABRAS. Real Investor e Guepardo elevaram participações para 5,14% e 5,11% do capital, respectivamente, ultrapassando individualmente a fatia de 5%.




IOCHPE-MAXION. Charles River reduziu participação de 10,02% para 9,95% do capital, equivalente a cerca de 15,3 milhões de ações ON.




TENDA oficializou Marcos Cruz como CEO após três meses de transição, substituindo Rodrigo Osmo, que seguirá à frente da Alea até o primeiro semestre de 2027.




ENJOEI. Acionistas aprovaram grupamento das ações na proporção de 10 para 1, reduzindo o total de papéis de 205 milhões para cerca de 20,5 milhões.

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