Análise Bankinter Portugal
NY -0,4% US tech -0,1% US Semis +0,6% UE +0,5% Espanha +0,4% VIX 17,7% Bund 3,51%. T-Note 5,02%. Spread 2A-10A USA=+28pb B10A: ESP 3,97% PT 3,86% ITA 4,36% FRA 4,51% Euribor 12m 3,37% USD 1,147 JPY 179,2/€. Ouro 4.264$. Brent 105,8$. WTI 102,4$. Bitcoin +0,3% (76.103$). Ether +0,1% (2.409$).
SESSÃO: Ontem a Fed subiu taxas de juros até 3,75%/4,00%, numa decisão tomada por unanimidade (12-0). O tom foi claramente hawkish/duro: o diagrama de pontos aponta para mais uma subida de +25 p.b. em 2026 e, diferente do que contemplava anteriormente, já não prevê cortes em 2027. Com este movimento, a Fed confirma o seu compromisso de controlar a inflação que, segundo Warsh, “é demasiado alta e tem sido durante demasiado tempo”. De facto, o quadro macro reflete que não espera alcançar o objetivo de inflação +2% até 2029. Tudo isso num contexto em que a atividade economia é “robusta” e o seu mercado laboral forte.
A nossa previsão é que a Fed irá subir mais uma vez em 2026, até 4,00%/4,25%. O calendário é incerto, mas a direção parece clara. A Fed poderia optar por esperar na reunião de 27/28 de outubro, para não interferir nas eleições de 3 de novembro, e manter-se à espera da evolução na frente geopolítica até à reunião de 8/9 de dezembro. Historicamente, a Fed não fez subidas isoladas de um só movimento de taxas de juros. Não obstante, desta vez não descartamos um ciclo agressivo de subidas de perante um choque de oferta que não se combate com taxas de juros mais elevadas e, de momento, sem indícios de efeitos de segunda ronda.
Por outro lado, ontem, o Banco Central do Brasil baixou taxas de juros em -25 p.b. até 13,75%, e o mais provável é que continue com a série de redução nas próximas reuniões. O Banco de Inglaterra (BoE) anunciará hoje a sua decisão de política monetária e é provável que mantenha taxas de juros em 3,75%, embora após a subida da Fed possa adotar um tom mais duro para apoiar a estabilidade da libra, aumentando as probabilidades de subidas no futuro. A última será a reunião do Banco do Japão, prevista para amanhã, na qual provavelmente teremos uma subida de +25 p.b. até 1,25%.
Com tudo isto, estimamos que o mercado irá reagir positivamente, como adiantam os futuros, porque a Fed aumentou a sua credibilidade, reduz uma incerteza e deixa claro que pode subir taxas de juros num contexto de força da economia. Além disso, embora o petróleo avalia acima da barreira psicológica dos 100 $, moderou-se após se saber que a Arábia Saudita estava a aumentar as suas exportações de petróleo através de Omã. Se a geopolítica o permitir, este alívio também deverá ajudar a sessão.
Sou Economista com dois mestrados, cursos de especialização e em Doutoramento. Meu objetivo é analisar a economia, no Brasil e no Mundo, tentar opinar sobre os principais debates da atualidade e manter sempre, na minha opinião essencial, a independência. Não pretendo me esconder em nenhum grupo teórico específico. Meu objetivo é discorrer sobre varios temas, buscando sempre ser realista.
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