🇧🇷 *Cenário econômico Bradesco | Ago26*
*A dissipação dos choques inflacionários tem sido mais rápida do que projetávamos, levando-nos a revisar o IPCA de 2026 de 5,3% para 5,0%.* Para 2027, mantivemos a projeção em 4,1%. A surpresa baixista de junho foi disseminada, qualitativamente favorável e sem sinais de contaminação para outros setores. O principal risco à projeção segue sendo o El Niño, cujo efeito sobre a inflação de alimentos ainda é incerto.
*Os dados do segundo trimestre confirmam a moderação do crescimento. Com isso, ajustamos o PIB de 2026 para 1,9% e, o de 2027, de 1,5% para 1,3%.* Os estímulos de crédito começam a mostrar fadiga, em um ambiente de elevado comprometimento de renda das famílias.
*Mantivemos a projeção para o câmbio em R$/US$ 5,00 ao final de 2026 e R$/US$ 5,20 em 2027*, com fundamentos externos sólidos. O déficit em conta corrente converge para próximo de 2,0% do PIB e o investimento direto no país foi revisado para US$ 90 bilhões em 2026 e US$ 95 bilhões em 2027. No âmbito fiscal, mantemos a expectativa de cumprimento do arcabouço em 2026 e 2027, mas o debate começa a se deslocar para a sustentação das regras adiante — esse segue sendo o maior risco do cenário.
*Com a inflação cedendo e a atividade acomodando é provável que a Selic encerre o ano abaixo da nossa atual projeção, em 13,75%.* Para 2027, mantivemos a previsão em 11,00%, patamar no qual o juro real ainda permanecerá acima do que estimamos como neutro.
*Fernando Honorato*
Economista-Chefe Bradesco
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