Análise Bankinter Portugal
NY +0,4% US tech +0,8% US Semis +2,9% UEM +0,3% España 0% VIX +14,9%. Bund 3,13%. T-Note 4,65%. Spread 2A-10A USA=+45pb B10A: ESP 3,56%; PT 3,46%; ITA 3,90%; FRA 3,92%. Euribor 12m 2,90% (fut.12m 3,06%). USD 1,155. JPY 183,0. Ouro 4.349,11$. Brent 83,75$. WTI 78,21$. Bitcoin +0,10% (65.171$). Ether +0,01% (1.924$).
SESSÃO: Entramos nas semanas centrais do verão, o que costuma ser sinónimo de menos liquidez que por vezes gera mais volatilidade. As bolsas estão em zona de máximos, o objetivo é consolidar níveis. A geoestratégia continuará a marcar o tom, com vaivéns aos quais nos tem habituado. Declarações do Irão durante o fim de semana apontavam para a possibilidade de estar “muito perto” de um acordo com Omã para reestabelecer o tráfego pelo Estreito de Ormuz, embora descartassem negociações diretas com os EUA. Desde que o preço do petróleo bruto não se aproxime dos 100 $/barril, o mercado permanecerá tranquilo.
Iniciamos a semana sem grandes referências macro nem empresariais:
Pelo lado macro, hoje destaca-se apenas o Indicador de Confiança Sentix na UE (09:30 h), que pode mostrar uma ligeira melhoria (-0,5 desde -3,1) em agosto. O mais relevante da semana serão os dados de preços nos EUA (quarta-feira, IPC de julho), que se espera que retrocedam uma décima (até 3,4% a/a Geral e até 2,5% Subjacente). Após a debilidade do mercado laboral nos EUA, na passada sexta-feira (-23k empregos em julho), será o principal foco de atenção para a Fed e, caso se confirme, seria positivo para as bolsas.
No lado empresarial, o grosso da temporada de resultados terminou. O crescimento de lucros tem sido um dos principais catalisadores dos mercados nas últimas semanas. Em termos gerais, foi superior ao esperado (com 87,2% do mercado americano publicado, o EPS cresce 51,8% a/a acima de 14,4% esperado no início da temporada, enquanto na Europa com mais de 75% publicado, o EPS é 27,3% a/a superando também as expetativas no início da temporada).
Em suma, sessão sem referências relevantes, com apoio na boa evolução empresarial recente. Consolidamos ligeiras realizações de lucros perto dos níveis de máximos históricos.
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