sexta-feira, 24 de julho de 2026

BANKINTER Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


Nova Iorque -1,1% US tech -1,9% US Semis -0,3% UEM -1,7% Espanha -1,6% VIX 18,7% Bund 3,20%. T-Note 4,69%. Spread 2A-10A USA=+35pb B10A: ESP 3,67% PT 3,57% ITA 4,05% FRA 4,02% Euribor 12m 2,95% USD 1,138 JPY 186,4/€. Ouro 4.049$. Brent 100,7$. WTI 92,2$. Bitcoin -1,2% (65.098$). Ether -2,2% (1.865$).


SESSÃO: O tom da primeira hora é de cautela. O petróleo mantém-se acima dos 100$/brr (+7% ontem) e as bolsas na Ásia vêm em negativo (Coreia -4%, Japão -3%, China -1%). O aumento do petróleo reavive o receio de pressões inflacionistas e voltam a surgir dúvidas sobre a rentabilidade dos investimentos em IA. Sem referências importantes na sessão e na ausência de novidades na frente geopolítica, o mais provável é que as bolsas mantenham a cautela durante a sessão.


Na frente geopolítica, a atenção está no M. Oriente, onde os ataques dos huthis contra os petroleiros no Mar Vermelho abre uma nova frente do conflito. O mercado passa de se preocupar com o Estreito de Ormuz para descontar risco simultâneo num segundo ponto crítico (Bab el-Mandeb / Mar Vermelho), e o petróleo supera os 100$/brr.


No plano macro, o foco estará no inquérito de inflação do BCE e nos PMIs Industriais. Nos PMIs veremos uma ligeira melhoria na Europa (51,5 vs. 51,4 ant.) e um avanço mais sólido nos EUA (54,4 vs. 53,9 ant.). O inquérito de expetativas de inflação mostrará moderação em 1 ano (3,2% vs. 3,5% ant.) e estabilidade a três anos (repetir em 3,2%). Mas são dados de junho, que não refletem o recente aumento do petróleo bruto, e não terão impacto importante no mercado.


A nível micro, os resultados empresariais perdem protagonismo na sessão entre os mais importantes, publicam hoje American Express e NextEra nos EUA, e na Europa teremos Volkswagen, Mapfre e Acerinox. A boa evolução dos resultados empresariais (+24% est. para o 2T nos EUA) está a permitir um comportamento mais benigno das bolsas, num contexto de forte aumento do petróleo e das rentabilidades das obrigações. Na semana, o petróleo sobe +14%, a yield do Bund aumenta +8 p.b. (até 3,20%) e a do T-Note +15 p.b. (até 4,69%). Enquanto isso, a bolsa na Europa retrocede -0,3% e -0,7% nos EUA, na semana.  


CONCLUSÃO: Os investidores enfrentam a perspetiva de uma inflação mais persistente na sequência do forte aumento do petróleo e as dúvidas sobre a rentabilidade da despesa em IA. As referências macro da sessão têm pouca capacidade de influência. Os bons resultados que conhecemos ontem após o fecho em Nova Iorque (Intel e SAP) e os que publicarão hoje (AMEX, NextEra) ficarão para segundo plano. A próxima semana é intensa em bancos centrais (Fed, BoE e BoJ), com macro relevante (IPC na Europa, PIB do 2T nos EUA) e bastantes resultados empresariais (entre eles, 4 das 7 Magníficas: Microsoft, Meta, Apple e Amazon). Uma nova frente geopolítica aberta e muita informação para processar na próxima semana não convidam a fazer movimentos no fim de semana. Sessão de cautela e alguma estabilização em modo de esperar e ver.

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