quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Call Matinal

 

26/08/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (2508)

Ontem, o Ibovespa subiu 1,55%, aos 174.576,80 pontos, com volume financeiro de R$ 20,4 bilhões. O apetite por risco despertado pelo tombo do petróleo afundou os juros futuros e garantiu uma onda otimista para os bancos. Surpresa foi o dólar ter caído tão pouco, só 0,25%, a R$ 5,1404, com a possibilidade de reabertura do Estreito de Ormuz, o ânimo do investidor com a retomada do fluxo estrangeiro para o Brasil e a fraqueza do índice DXY.

 

MERCADOS

PRINCIPAIS MERCADOS       

 

 

 

MERCADOS 5h30

 

EUA

Índices

Comentários

 

Dow Jones Futuro: +0,06%

S&P 500 Futuro: -0,11%

Nasdaq Futuro: -0,28%

Os índices futuros dos EUA operam perto da estabilidade nesta quarta-feira (26), em uma sessão marcada pela expectativa pela divulgação de dados de inflação PCE (índice de preços de gastos com consumo) nos EUA e pelo balanço da Nvidia.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +0,59%

Nikkei (Japão): +0,62%

Hang Seng Index (Hong Kong): +0,56%

Nifty 50 (Índia): -0,30%

ASX 200 (Austrália): -0,40%

 

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,08%

DAX (Alemanha): -0,03%

FTSE 100 (Reino Unido): -0,03%

CAC 40 (França): +0,46%

FTSE MIB (Itália): +0,17%

 

Commodities

 

 

 

Petróleo WTI, -2,29%, a US$ 80,46 o barril

Petróleo Brent, -2,14%, a US$ 86,88 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,49%, a 720 iuanes (US$ 107,14)

Bitcoin, +0,05%, a US$ 78.954,15

O petróleo Brent cai pelo terceiro dia consecutivo e recua mais de US$ 2, para cerca de US$ 86,22 por barril. A queda ocorre em meio à expectativa de retomada dos fluxos pelo Estreito de Ormuz, após o Irã anunciar novas negociações com Omã para administrar a passagem estratégica.

 

Dia 2608

 Num ambiente de maior alivio, na expectativa de retomada dos fluxos no estreito de Ormuz, os mercados de ativos operam em boa alta, e o barril de petroleo derretendo. Mesmo assim, neste complicado tabuleiro, alguma cautela é sempre necessária: o FMI alerta que o choque energético não acabou e ainda há dúvidas sobre a normalização dos fluxos pelo Golfo. Neste clima de distensão, a inflação é destaque da agenda nesta quarta-feira. No Brasil, o IPCA-15 a registrar a primeira deflação do ano, embora os núcleos ainda inspirem atenção. Nos EUA, o PCE de julho será o principal teste para os juros do Fed. Após o fechamento de Wall Street, o balanço da Nvidia mede novamente a confiança pela inteligência artificial.



E o Goldman Sachs também mantém um cenário de risco elevado para a energia: se as exportações do Golfo se normalizarem apenas gradualmente, o banco estima que o gás europeu poderá superar 100 euros/MWh no fim do ano, mais que o dobro de sua projeção anterior. Por outro lado, o Morgan Stanley já traçou três cenários para os ativos domésticos. No pior deles, marcado por ruído fiscal, o banco vê o Ibovespa a 130 mil pontos e dólar a R$ 6. No intermediário, a bolsa iria a 215 mil pontos no fim de 2027, com câmbio a R$ 5,25. Já no quadro mais otimista, com disciplina fiscal e volta do investment grade, o dólar cairia a R$ 4,50 e o Ibov saltaria a 250 mil pontos. Qual destes, os senhores acham mais plausivel. Estou muito atentando a focar no viés mais pessimista.

 

Agenda 2608

Inflação e balanços concentram as atenções nesta quarta-feira, com o IPCA-15 de agosto no Brasil e o PCE de julho nos Estados Unidos, enquanto a Nvidia divulga seus resultados após o fechamento de Wall Street.

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