*CPI DECIDE FED COM BRENT A US$ 107 E JUROS A 5%*
Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*
*O IPCA deve mostrar deflação, enquanto investidores esperam uma nova pesquisa Datafolha após o fechamento*
… O petróleo acima dos US$ 100 volta a elevar a temperatura dos mercados nesta sexta-feira, com o Brent já em US$ 107 e os juros americanos de 10 anos perto dos 5%. Nesse ambiente, o CPI de agosto será o grande teste para as apostas de alta dos juros pelo Fed na próxima semana e para a pressão sobre os ativos globais. No Brasil, porém, o trade eleitoral vem conseguindo manter os mercados descolados da aversão ao risco no exterior. O IPCA deve mostrar deflação, enquanto investidores esperam uma nova pesquisa Datafolha após o fechamento. A agenda tem ainda relatório da AIE, em meio às crescentes dificuldades para a oferta de petróleo.
GUERRA LONGA – A escalada da guerra no Oriente Médio e o risco crescente para a oferta levaram o petróleo a um novo patamar nesta quinta-feira, com o Brent disparando 6,34%, a US$ 107,63, e o WTI subindo 6,7%, a US$ 102,48, nas máximas em três meses.
… Depois do fechamento, dois navios foram atingidos por projéteis desconhecidos perto da costa de Omã, segundo a UKMTO.
… A tensão aumentou também no Estreito de Ormuz, onde a Guarda Revolucionária afirma ter destruído uma embarcação americana não tripulada e voltou a advertir que qualquer presença considerada hostil será atacada.
… Do outro lado da Península Arábica, os Houthis tomaram a cidade portuária de Mokha, no Iêmen, ampliando o controle nas proximidades de Bab al-Mandeb, rota estratégica para as exportações de energia pelo Mar Vermelho.
… O grupo lançou ainda um novo ataque com mísseis contra o sul da Arábia Saudita, que recebe apoio de inteligência dos Estados Unidos e mais de 100 conselheiros militares americanos na campanha contra os Houthis.
… Enquanto crescem as dúvidas sobre a duração da guerra, as dificuldades nas rotas de exportação já atingem a oferta. A Arábia Saudita informou à Opep que sua produção caiu 1,9 milhão de barris por dia em agosto, para o menor nível desde 1990.
… Repercutiu a informação do Wall Street Journal de que o Irã retomou a produção de mísseis balísticos em instalações subterrâneas e que assessores alertaram Trump de que o conflito pode se estender até o fim do seu mandato, em 2029.
… O cenário contrasta com a previsão feita pelo próprio presidente de que a guerra terminaria depois das eleições legislativas de novembro. À noite, Trump manteve sua previsão, acrescentando que não se arrepende de ter iniciado o confronto em fevereiro.
… A pressão sobre o Irã também aumentou no campo econômico.
… O Tesouro americano ampliou as sanções contra redes ligadas a Teerã, ao Hezbollah e ao Kataib Hezbollah, e Scott Bessent antecipou que os Estados Unidos sancionarão um “grande banco” na próxima segunda-feira.
PERTO DOS 5% – O CPI de agosto, às 9h30, será o teste decisivo para as apostas de alta dos juros pelo Fed na próxima quarta-feira, depois que a disparada do petróleo voltou a aumentar a preocupação com a inflação, apesar da leitura sem grandes surpresas do PPI.
… O índice de preços ao produtor veio praticamente em linha com as expectativas, nesta quinta-feira, mas a alta de tarifas aéreas e serviços de saúde preocupou. O PPI subiu 0,4% no mês e 5,4% em 12 meses. O núcleo avançou 0,2% e 4,6%, respectivamente.
… Para a inflação ao consumidor, o CPI, a mediana do Projeções Broadcast prevê alta de 0,4% no mês, acima dos 0,2% de julho, e manutenção da taxa anual em 3,4%. O núcleo deve subir 0,2%, com desaceleração de 2,5% para 2,4% em 12 meses.
… O ING acredita que o avanço dos preços da energia em agosto, somado à nova arrancada do petróleo, aumenta o risco de repasse para o núcleo da inflação por meio dos fretes e tarifas aéreas e deve ser suficiente para levar o Fed a uma alta “preventiva” dos juros.
… O BofA também espera um CPI firme o bastante para justificar o aperto monetário, enquanto investidores reforçaram as apostas em alta do juro em setembro. A ferramenta do CME Group já indica quase 70% de chance de mais 25 pontos-base, ante 60% na véspera.
… O aumento da preocupação com a inflação levou o rendimento da T-note de 10 anos para perto dos 5%, ampliando a pressão sobre os ativos de risco. O ING avalia que a taxa caminha para romper esse patamar e que, nesse caso, uma discussão sobre 6% pode entrar no radar.
… A Capital Economics observa que parte do mercado vê os 5% como uma linha divisória a partir da qual os ativos financeiros podem sofrer uma correção mais forte, embora a própria consultoria não considere esse patamar um “número mágico”.
… Depois do BCE, que elevou os juros ontem em meio às pressões inflacionárias agravadas pelo petróleo, os investidores globais esperam agora por uma possível alta do BoJ na semana que vem, logo depois da decisão do Fed, no primeiro minuto de sexta-feira.
DÍVIDA EXPLOSIVA – A ex-secretária do Tesouro Nacional Ana Paula Vescovi voltou a alertar para a trajetória fiscal brasileira e afirmou que o aumento do juro neutro global torna o problema ainda mais difícil – em debate promovido pela Meridiana, em São Paulo.
… Vescovi disse que o País convive com uma “dívida explosiva” e um Estado tomado por despesas obrigatórias que “crescem sozinhas”, sem espaço para atuar de forma estratégica. Para ela, o ajuste exige acordos para que os gastos cresçam pelo menos no ritmo da economia.
… Afirmou ainda que a baixa poupança doméstica, o baixo crescimento e a baixa produtividade ajudam a explicar o juro neutro elevado e o prêmio de risco do Brasil e impedem comparar a nossa dívida com a de economias avançadas, mesmo quando elas têm endividamento maior.
… No mesmo evento, a ex-diretora de Desestatização do BNDES Elena Landau afirmou que o Orçamento e a LDO deixaram de funcionar como instrumentos efetivos de planejamento e definição de prioridades e defendeu que a reforma da Previdência volte ao centro da agenda.
MUNDO À PARTE – No Brasil, o IPCA de agosto (9h) vem com deflação, enquanto os mercados seguem conduzidos pelo trade eleitoral e descolados do forte aumento da aversão ao risco no exterior.
… A mediana do Projeções Broadcast prevê queda de 0,29% do IPCA, após alta de 0,07% em julho, com desaceleração de 4,44% para 4,26% em 12 meses. Todas as estimativas captadas pela pesquisa apontam deflação, entre 0,37% e 0,20%.
… O recuo será puxado principalmente pelo bônus de Itaipu nas tarifas de energia elétrica e deve ser parcialmente devolvido em setembro. A média dos núcleos deve repetir a alta de 0,26%, enquanto os serviços subjacentes seguem pressionados, com avanço estimado de 0,41%.
… A inflação mais baixa pode contribuir na margem para o debate sobre a taxa Selic, mas dificilmente deve tirar o mercado do eixo que vem comandando os ativos brasileiros nas últimas sessões: a eleição presidencial.
… Ontem, nem a disparada do petróleo e a forte alta dos rendimentos dos Treasuries impediram o recuo dos juros intermediários e longos, enquanto o Ibovespa recuperou os 188 mil pontos e dólar voltou para a faixa de R$ 5,10 (leia abaixo).
CRESCEM AS APOSTAS – O mercado descolou ainda pela manhã, com as casas de apostas no exterior mostrando avanço de Flávio Bolsonaro e rumores de que a AtlasIntel traria números favoráveis ao candidato. Não trouxe uma virada, mas confirmou o empate com Lula.
… Divulgada no início da tarde, a pesquisa mostrou Flávio crescendo 3,8 pontos porcentuais e empatado com Lula: 46,4% a 46,2%.
… O mercado vem associando o fortalecimento da oposição à possibilidade de mudança na política fiscal em 2027.
AS CHANCES DE LULA – A Eurasia Group reduziu de 60% para 55% a probabilidade de vitória de Lula, e considera a eleição especialmente difícil de prever porque seus modelos apontam, desta vez, em direções opostas.
… Enquanto a vantagem histórica dos presidentes que disputam a reeleição com aprovação semelhante favorece Lula, preocupações dos eleitores com segurança, corrupção, desordem e pessimismo em relação ao futuro beneficiam a oposição.
… Para a Eurasia, o movimento mais recente favoreceu Flávio, mas o candidato ainda não enfrentou o teste dos ataques da campanha.
… Durante o Agro Summit, promovido pelo Bradesco BBI, Christopher Garman resumiu como “abandono” o atual clima eleitoral no Brasil e disse ver um pessimismo com o futuro que não observava há muito tempo nas pesquisas.
… Segundo ele, esse desalento atinge os dois principais campos políticos, mas hoje favorece mais a oposição.
LULA ENTRA NO JOGO – Pressionado pelo avanço da oposição nas pesquisas e pela crise do STF, Lula entrou ontem diretamente nos temas que vêm pesando sobre sua campanha: as investigações do Banco Master e a crise no Supremo.
… Em entrevista ao SBT News, o presidente afirmou que Alexandre de Moraes e André Mendonça devem ser punidos caso sejam considerados culpados nas investigações do Master e elogiou Edson Fachin pela tentativa de “colocar ordem na casa”.
… O presidente também procurou afastar do governo o desgaste provocado por sua reunião com Daniel Vorcaro em 2024. Disse que avisou ao banqueiro que o Master seria investigado “como qualquer banco” e lembrou que Vorcaro foi preso e a instituição fechada no seu governo.
… Lula criticou ainda os vazamentos seletivos das investigações em período eleitoral e disse que a crise no Supremo não deveria interferir na escolha do próximo presidente. Ele vinha evitando comentar sobre a crise por ter sua imagem mais associada a Moraes.
… O presidente também falou do fiscal – a grande crítica do mercado financeiro. Rebateu as dúvidas sobre as contas públicas, afirmando que em seu governo “não tem essa de ficar discutindo ajuste fiscal” e que faz o ajuste “na prática”.
… Reivindicou seus 12 anos de governo como demonstração de responsabilidade fiscal e atacou a Faria Lima, dizendo que a elite financeira “só chora” ao discutir o aumento da dívida pública. Na sabatina do Jornal Nacional, Lula disse que a dívida não o preocupava.
FACHIN ABRE O MASTER – Ainda ontem à noite, Edson Fachin determinou a André Mendonça o levantamento do sigilo do caso Master e o envio aos demais ministros do STF de todos os procedimentos relacionados à investigação.
… A decisão foi tomada porque o processo das mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro deriva do caso Master. Mendonça atendeu à solicitação de Fachin e retirou o sigilo do caso Master.
… O relatório da Polícia Federal será julgado pelo plenário do Supremo na próxima terça-feira, 15, com grande expectativa.
MAIS AGENDA – Além do IPCA (9h) e do CPI nos Estados Unidos (9h30), a Universidade de Michigan divulga às 11h a preliminar de setembro da confiança do consumidor, com previsão de alta de 51,7 para 52,5 pontos, além das expectativas de inflação de um e cinco anos.
… Mais cedo, às 6h, a AIE publica seu relatório mensal sobre o mercado de petróleo, que ganha importância adicional com a escalada dos preços e as dificuldades de oferta provocadas pela guerra no Oriente Médio.
… No Brasil, sem mais indicadores previstos, o mercado vai esperar pelo Datafolha após o fechamento dos mercados.
GALÍPOLO –Retorna de Mumbai, na Índia, onde participou da reunião de ministros das Finanças e Presidentes dos Bancos Centrais do BRICS.
AFTER HOURS – A Oracle subiu 4,13% no pregão estendido em Nova York, depois de superar as expectativas de lucro e receita, impulsionada pelo forte crescimento dos negócios de nuvem.
… A receita de infraestrutura em nuvem mais que dobrou, com alta de 121%, enquanto a companhia informou ter fechado mais de US$ 30 bilhões em novos contratos de nuvem voltados para inteligência artificial no trimestre.
… A Oracle manteve a previsão de receita de pelo menos US$ 90 bilhões no ano fiscal e elevou de US$ 8,05 a US$ 8,10 a projeção de lucro/ação.
FORÇA NA PERUCA – Mesmo com o petróleo explodindo, os mercados domésticos operam em sua bolha particular de otimismo com o trade eleitoral e a “crise da toga no STF”, que pode prejudicar as apostas de reeleição de Lula.
… Com todas as pesquisas apontando para o mesmo lado, de disputa acirrada para o Palácio do Planalto e chances de reeleição da chapa da direita, os ativos domésticos estão claramente descolados do cenário de piora externa.
… A maior prova é o EWZ, principal ETF de ações brasileiras negociado em Nova York, que subiu 1,29%, apesar do pessimismo lá fora. Entre os próprios emergentes, o Brasil se destaca, comprovando de novo que a festa é nossa.
… Mais descontado do que os demais ativos domésticos, o Ibovespa performou melhor ontem do que o câmbio e os juros futuros e, tendo a AtlasIntel como gatilho, deu por liquidada a tímida realização ensaiada um dia antes.
… Descolado da aversão a risco global, o índice à vista saltou 1,42%, aos 188.269 pontos, com volume financeiro de R$ 22,9 bilhões. O melhor giro individual ficou com a Petrobras (R$ 2 bilhões), com JPMorgan liderando as compras.
… Segundo o Broadcast, a petrolífera está apenas R$ 6 bilhões abaixo do recorde histórico em valor de mercado de R$ 680,1 bilhões, registrado em abril. O papel ON ganhou 1,77% ontem, a R$ 54,64, e o PN subiu 1,45%, a R$ 49,12.
… No caso da Petrobras, a escalada do petróleo ajudou a turbinar os ganhos. Mas não dá para dizer que a bolsa tenha subido só por causa da Petrobras, porque das 76 ações do Ibovespa, apenas sete terminaram no vermelho.
… Uma delas foi Vale, que caiu 1,10%, a R$ 78,23, aproveitando para corrigir junto com o minério de ferro (-0,95%).
… Não faltou apetite entre os bancos: Bradesco PN disparou 3,88% (R$ 18,48); BTG unit avançou 2,35% (R$ 60,45); BB ON, +2,80% (R$ 22,80); e Itaú PN, +1,83% (R$ 42,35). A exceção foi Santander unit, que caiu 0,13% (R$ 29,92).
… Setembro nem chegou à metade e o Ibovespa acumula alta superior a 6%, na onda de euforia eleitoral, enquanto o dólar cai 1,5% este mês, blindado da pressão externa, com o Fed em córner para subir o juro por causa da inflação.
NÃO SOLTA A MÃO – Dominado pela esperança de alternância de poder, o dólar furou R$ 5,10 na mínima intraday ontem, negociado a R$ 5,0830, embora tenha desacelerado a queda no fechamento para 0,19%, a R$ 5,1027.
… A exemplo do Ibovespa, que chama a atenção contra os seus pares, também o real conquista terreno e ontem figurou na terceira melhor colocação entre as 33 moedas mais líquidas do mundo. É tudo sobre o trade eleitoral.
… Para ver como o cenário eleitoral está fazendo toda a diferença, também os juros futuros caíram ontem, ignorando o estresse das taxas dos Treasuries, que reproduziram o rali do petróleo, o PPI e o aperto do BCE.
… No fechamento, só o DI para janeiro de 2027 subiu, a 13,595% (de 13,572% no ajuste anterior). Já o Jan/28 caiu a 13,615% (contra 13,629%); Jan/29, 13,810% (de 13,860%); Jan/31, 14,010% (14,091%); e Jan/33, 14,135% (14,204%).
… Na véspera da deflação esperada para o IPCA, a pesquisa de serviços do IBGE reforçou a perspectiva de corte da Selic. O dado veio estável em julho, na margem, abaixo da previsão de 0,2%, antecipando PIB trimestral mais fraco.
SOBE O SARRAFO – Perigosamente, a taxa da Note de 10 anos se aproxima de 5% e a do T-Bond de 30 anos já rompeu 5,30%, no movimento que não é considerado trivial, especialmente quando o Fed parece mais hawkish.
… O normal seria estar observando a pressão concentrada no trecho mais curto da curva dos Treasuries, que é mais sensível às decisões de política monetária. A anomalia, segundo Valor, é sinal de provocação do mercado a Bessent.
… Frustrado pela recompra ontem pelo Tesouro de US$ 5,19 bilhões em títulos, abaixo do teto de US$ 6 bilhões anunciado e já bem inferior aos US$ 10 bilhões especulados, o investidor testa os limites do secretário de Trump.
… O mercado se aproveitou ontem do salto do petróleo, do PPI forte e BCE conservador para botar para quebrar e medir forças com Bessent, que vê seus instrumentos de controle da curva se esgotarem com alguma facilidade.
… O rendimento da Note de dez anos avançou para 4,950% (contra 4,838% no pregão da véspera), o do T-Bond de 30 anos tomou impulso para 5,363% (de 5,288% no dia anterior) e o de dois anos foi para 4,565% (de 4,425%).
… Para piorar, a promessa de Trump de pagar US$ 5 mil para quem votar nos republicanos acendeu um ruído fiscal.
… No dia de PPI, o choque de energia reforçou os temores de inflação e levou o índice DXY do dólar a cruzar a linha dos 99,000 pontos e marcar alta de 0,23%, aos 99,048 pontos. O iene realizou lucro e caiu para 154,32 por dólar.
… A força da moeda americana com a pressão inflacionária enfraqueceu o euro, apesar de o BCE ter elevado o juro em 25 pontos, para 2,50%. Um novo aumento pode ser debatido já em outubro, segundo fontes do Financial Juice.
… O euro caiu 0,23%, para US$ 1,1609, e a libra esterlina perdeu 0,29%, negociada a US$ 1,3509.
… Faltando menos de uma semana para a decisão do Fed, a leitura elevada da inflação do PPI e a disparada do petróleo e dos yields dos Treasuries provocaram o quarto pregão negativo para as bolsas em Wall Street.
… O Dow Jones registrou desvalorização de 0,60%, aos 52.064,10 pontos, o S&P 500 recuou 0,58%, para 7.591,70 pontos, e o Nasdaq fechou em baixa de 0,65%, aos 26.081,72 pontos, com o papel da Nvidia recuando mais de 2%.
CIAS ABERTAS NO AFTER – PETROBRAS firmou acordo com a PPSA para atuar como comercializadora do gás natural da União no pré-sal. Acordo de três anos viabiliza primeiro leilão, previsto para outubro.
ITAÚ emitiu R$ 5 bilhões em letras financeiras subordinadas, com vencimentos em 2036 e 2037. Operação terá impacto estimado de 0,3 ponto porcentual no índice de capital nível 2.
CAIXA e BANCO DO BRASIL enfrentam paralisações de bancários por impasse nas negociações trabalhistas. Greve na Caixa é nacional e por tempo indeterminado; no BB, adesão é parcial.
GERDAU. BofA reduziu participação de 5,04% para 4,12% das ações PN.
AXIA fará emissão de R$ 1,5 bilhão em debêntures, podendo chegar a R$ 2 bilhões. Recursos serão usados para refinanciar dívida.
ÂMBAR ENERGIA investirá R$ 5,5 bilhões na distribuição de energia no Amazonas até 2031, sendo R$ 3,9 bilhões de capital próprio e o restante de recursos federais.
REDE D´OR. Itaú BBA elevou preço-alvo de R$ 50 para R$ 53 e manteve compra, destacando rentabilidade resiliente dos hospitais e perspectivas para a SulAmérica.
BRADSAÚDE. Citi reiterou compra e preço-alvo de R$ 19, com potencial de alta de 22,5% em relação ao fechamento desta quinta-feira, apoiado por crescimento lucrativo e perspectiva de dividend yield de 8%.
HYPERA. Citi reiterou compra e preço-alvo de R$ 28, destacando potencial do Semavy e melhora esperada da geração de caixa.
COPASA pagará R$ 96,9 milhões em JCP, equivalentes a R$ 0,255646 por ação. Papéis ficam “ex” em 22/9.
3TENTOS. S&P rebaixou rating de brAA para brA+, com perspectiva negativa, citando piora da rentabilidade e da liquidez e risco de novo corte.
ALPARGATAS fará emissão de R$ 300 milhões em debêntures, com prazo de seis anos. Recursos serão destinados principalmente ao refinanciamento de dívida.
GPA. Helene Bitton renunciou ao conselho e será substituída por Yann Fourmy. Companhia também elegeu Fabiana Zotini como diretora jurídica.