quarta-feira, 15 de julho de 2026

CIência e IA

 

https://braziljournal.com/manifesto-de-economistas-pede-acao-contra-impacto-social-da-ai/


Entre "Segundas Intenções" e "obviedades" da tal carta sobre os riscos da IA, como filósofo, escritor e profissional de tecnologia, preciso expressar aqui minha análise crítica deste documento assinado por líderes da tecnologia e premiados com o Nobel:


1. A carta é notavelmente curta, apenas três afirmações: (a) que a IA pode se tornar mais poderosa em 10 anos, (b) que isso poderia gerar uma transformação econômica maior que a Revolução Industrial, em prazo menor, causando desemprego em massa, (c) e que economistas, formuladores de políticas e líderes tecnológicos devem agir agora. Isto seguido por uma longa lista de assinaturas. Essa desproporção (três frases e cerca de 250 nomes) deve ser considerada, pois o gênero discursivo aqui não é o 𝐚𝐫𝐠𝐮𝐦𝐞𝐧𝐭𝐨, é o 𝗺𝗮𝗻𝗶𝗳𝗲𝘀𝘁𝗼 𝗽𝗼𝗿 𝗮𝘂𝘁𝗼𝗿𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲. O texto em si 𝗻ã𝗼 𝗱𝗲𝗺𝗼𝗻𝘀𝘁𝗿𝗮 𝗻𝗮𝗱𝗮; ele apenas 𝗮𝘁𝗲𝘀𝘁𝗮. A força retórica se dá pelas láureas dos signatários, não por lógica robusta e incontestável.

2. Praticamente todo o conteúdo empírico da carta está no condicional, e isso é feito com cuidado gramatical. Observe os verbos das expressões "pode se tornar", "isso poderia impulsionar", "poderia trazer". Nenhuma das duas primeiras teses da carta é uma afirmação factual, são 𝗰𝗲𝗻á𝗿𝗶𝗼𝘀. A própria comparação com a Revolução Industrial é uma analogia histórica, não uma previsão testável. E falar em prazo "menor" é pura extrapolação, já que não há precedente que a fundamente.

3. O truque retórico central da carta reside na única frase no modo imperativo, que refere a exigência de ação. Ou seja, a carta constrói uma certeza (o dever de agir agora) sobre premissas explicitamente incertas O próprio título converte a especulação em urgência moral. Ou seja, a hipótese vira mandato sem passar pela demonstração.

4. É preciso notar ainda que a carta não especifica o modo de agir. Agir como? Com quais políticas? Falar em incentivos, salvaguardas e instituições é linguagem deliberadamente vazia. Cada leitor e cada signatário pode projetar seu conteúdo preferido. É por isso que Daron Acemoglu e Vinod Khosla podem assinar o mesmo documento, pois 𝗲𝗹𝗲 𝗻ã𝗼 𝗰𝗼𝗺𝗽𝗿𝗼𝗺𝗲𝘁𝗲 𝗻𝗶𝗻𝗴𝘂é𝗺 𝗰𝗼𝗺 𝗻𝗮𝗱𝗮.

5. Os temas da ansiedade sobre desemprego, a comparação com a Revolução Industrial e este gênero de uma "carta aberta assinada por notáveis" se traduz como mais uma série de considerações que já foram exaustivamente enunciadas. Ou seja: nem o diagnóstico, nem a analogia, nem o formato são novos. O que é novo é a composição da coalizão. E ATENÇÃO: é aí que mora o 𝘀𝘂𝗯𝘁𝗲𝘅𝘁𝗼 𝗱𝗮 𝗰𝗮𝗿𝘁𝗮. Trata-se de 𝗽𝘂𝗯𝗹𝗶𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗰𝗮𝗽𝗮𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗶𝘀𝗳𝗮𝗿ç𝗮𝗱𝗮 𝗱𝗲 𝗮𝗹𝗲𝗿𝘁𝗮 e de 𝗿𝗲𝗶𝘃𝗶𝗻𝗱𝗶𝗰𝗮çã𝗼 𝗱𝗲 𝗷𝘂𝗿𝗶𝘀𝗱𝗶çã𝗼.

O que a carta faz e quer é converter incerteza em urgência, e urgência em autoridade para um grupo específico. E isso é ainda mais perigoso do que os riscos da #IA.

Longevidade

 


A idade muda. Os sonhos também. Mas o que realmente importa é continuar fazendo escolhas que preservem autonomia, propósito e qualidade de vida.


Estamos vivendo uma das maiores transformações demográficas da história.

No Brasil, a expectativa de vida ao nascer é de 76,4 anos (IBGE). No mundo, a população com 60 anos ou mais deverá ultrapassar 2 bilhões de pessoas até 2050, representando cerca de 25% da população mundial (ONU).

Esse cenário muda a forma como famílias, empresas e governos precisam pensar o futuro.

Envelhecer bem não depende apenas de saúde. Depende de planejamento.

Cada etapa da vida traz novas prioridades. Aos 60+, muitos desejam liberdade para aproveitar o tempo. Aos 70+, propósito e participação continuam fazendo diferença. Aos 80+ e 90+, segurança, autonomia, vínculos familiares e cuidados adequados tornam-se ainda mais importantes.

Essa realidade também movimenta a economia. Segundo estudos da Data8, o consumo da população acima de 60 anos movimenta mais de R$ 2 trilhões por ano no Brasil. Além disso, pesquisas indicam que uma parcela significativa das pessoas nessa faixa etária continua trabalhando, empreendendo e contribuindo para a geração de riqueza.

Por isso, falar sobre longevidade não é falar apenas sobre viver mais anos.

É falar sobre educação financeira, planejamento patrimonial, prevenção em saúde, moradia adequada, sucessão, relacionamentos e qualidade de vida.

No fim, a idade é apenas um número. O que realmente faz diferença são as escolhas feitas ao longo da vida.

Planejar hoje significa construir liberdade para decidir como viver amanhã — e oferecer mais tranquilidade para toda a família.

Lendas do mercado

 CORRETORA SCHAIN CURY A 34, RESENHAS DE MERCADO, LENDAS DA BOLSA.


Antes vamos relembrar,a origem do numero 34. Começou como Floriano Octavio de Godoy, cujo pomposo escritorio situava se na Rua Anchieta, na galeria que da passagem para a Praça da Sé,bem proxima ao pregão do Pateo do Colegio, onde o Gaspar auxiliar de pregão levava as ordens de compra e venda a pé para entregar ao Zé Gordo e ao Waltinho Rosna.


Era uma verdadeira escola de operadores, com Genaro, Waltinho,(no céu) Zé Gordo(no ceu), Neizinho da moto, Samuca, Boris , Gaspar(no ceu) dizem que até o Rominho (no céu) trabalhou por lá tambem. A maior parte deles depois iriam migrar para a Plena Corretora .


Com o fim da Godoy, surge uma das maiores Corretoras da historia da Bolsa, a lendaria Schain Cury.


Tinha seus escritorios em predio proprio, na Rua Vergueiro na Vila Mariana em SP e na 7 de Setembro no RJ.


Seu proprietario Salim, tinha em Robert Van Dick seu braço direito.O Robert estava a frente de seu tempo, era inteligentissimo e foi o criador dos financiamento com opções na Bovespa.

Robert elaborava tudo em suas HP(s) 12C e 41 CV e transmitia ao Rubinho no pregão que com sua pequena calculadora Sharp Elal 70 fazia miseria na roda. O Rubinho com aquela cara de pirado onde muitos achavam meio bobo, foi o cara mais esperto de todos os tempos do viva voz, ele fechava negocios com todo mundo, não anotava nada e no final do dia te encontrava e falava: Voce me deve uma boleta de 1.000 OSH31 (opções de Sharp) e não errava nunca, se ele falasse voce poderia fazer a boleta kkk


Outras grandes feras estavam na mesa como o Jose Guilherman, Fernando Suzuki, Rubens Taufic,Teruo e tantos outros.


Depois de falarmos dos nobres, temos que falar do coração da Corretora que eram os operadores , já que sem eles esse coração não pulsava.

Que me perdoe todos que usaram o crachá da Schain, mas tenho que necessariamente começar pelo Barão, mesmo sabendo que o Giló ficará bravo. Barão, Giló. Luciano ,Serginho, Helinho,Luizinho,Geleia, e tantos outros .


Barão era uma figura impar. otimo operador, corretissimo, muito interessado em aprender,veio de familia simples e chegou a se formar em graduação de Adm, de Empresas. Tenho uma passagem com o Barão que me faz encharcar os olhos: Fiz por muitos anos juntamente com mais alguns colegas, palestras em Faculdades , Associações Comerciais, Condominios, bem antes de Raimundinho Magliano começar com o Bovespa vai a Voce . Uma ocasião estou falando para uma plateia de estudantes, quando o local é invadido por uns 100 alunos e alunas que entram me aplaudindo, era a Faculdade do Barão com ele à frente, totalmente empolgado gritando: Esse cara é meu amigo, esse cara é meu amigo. Confesso que foi dificil terminar a apresentação. tamanha era minha emoção.


O Barão para completar seu orçamento vendia Kinder Ovo no pregão por 1,00 ,mesmo sabendo que com o volume de ordens que carregava, poderia sim ter a tendencia do mercado a seu favor,mas nunca a usou. É até hoje o melhor amigo do grande investidor Luiz Barsi Filho e dizem as más linguas que  é o Barão quem paga a cafe para o Barsi quando se encontram. Coisas da vida. 


" Essa é uma homenagem a todos que deixaram marcas materiais e imateriais no corpo e na alma de toda uma classe"

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Petróleo mantém mercado sob pressão*


… A melhora inesperada da inflação americana devolveu algum apetite por risco aos mercados, mas não foi suficiente para tirar a guerra do radar, que segue em alta tensão no Oriente Médio. Enquanto o petróleo continua pressionado – ampliou os ganhos no eletrônico – e dirigentes do Fed tentam conter o entusiasmo provocado pelo CPI, investidores acompanham hoje novos testes para os juros, com o PPI, o Livro Bege e mais um depoimento de Kevin Warsh. No Brasil, o foco se divide entre a desaceleração da atividade, com a pesquisa de Serviços, a expectativa pelo novo tarifaço americano e a preocupação fiscal após a aprovação de pauta-bomba no Senado.


PETRÓLEO AINDA SOB PRESSÃO –O presidente Donald Trump surpreendeu o mercado ao abandonar, apenas um dia depois, a proposta de cobrar uma taxa de 20% sobre as cargas transportadas pelo Estreito de Ormuz.


… Convencido por aliados do Golfo, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar, ele substituiu a medida pela promessa de acordos comerciais e investimentos nos Estados Unidos, reconhecendo, na prática, o elevado custo econômico e político da iniciativa.


… O recuo eliminou um novo fator de risco para o comércio marítimo internacional e levou o petróleo a devolver parte da forte alta registrada no início do dia. A mudança, porém, não representou alívio sobre o Irã. Ao contrário.


… Enquanto recuava na frente comercial, Washington endurecia a ofensiva militar, retomando o bloqueio à navegação iraniana, ampliando as sanções contra a rede de exportação de petróleo do país e lançando uma nova onda de ataques contra alvos ligados ao regime.


… Teerã respondeu com novos ataques a bases americanas no Bahrein e no Kuwait e voltou a afirmar que o Estreito de Ormuz permanecerá sob seu controle, enquanto Donald Trump voltava a fazer ameaças ao Irã em entrevista à noite na Fox News.


… O Brent, que havia fechado o pregão regular em US$ 84,73 (+1,72%), ampliava os ganhos no eletrônico, subindo para perto de US$ 86, com a promessa do presidente americano de atingir usinas de energia e pontes na próxima semana, a menos que Teerã volte a negociar.


… Também à noite, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, declarou que a retomada dos ataques dos Estados Unidos ao Irã “fecha a porta” para futuras negociações. “A infraestrutura civil está sendo danificada no Irã e nos países do Conselho do Golfo.”


… Com renovadas incertezas sobre a evolução da guerra, os mercados tendem a permanecer voláteis, após um dia de respiro com o CPI fraco.


CPI MUDA O JOGO – A inflação americana de junho surpreendeu positivamente e devolveu ao mercado a percepção de que o Federal Reserve pode esperar um pouco mais antes de voltar a elevar os juros.


… O índice cheio caiu 0,4%, contra expectativa de recuo de 0,1%, enquanto o núcleo ficou estável, contrariando as projeções de alta de 0,2%.


… A reação do investidor foi imediata: a probabilidade de alta dos juros em setembro caiu de 73% para 59,7%, segundo o CME, derrubando os rendimentos dos Treasuries, enfraquecendo o dólar e estimulando o apetite por risco (leia mais abaixo).


… Já hoje, no entanto, o mercado pode voltar a atenção aos alertas do Fed, que parece não ter se impressionado da mesma forma. Apesar da melhora das expectativas de curto prazo, ninguém abandonou o cenário de aperto monetário mais à frente.


… Para a Capital Economics, o CPI não altera o diagnóstico de que a inflação continuará pressionada pelos investimentos em inteligência artificial e pela recuperação da demanda. A consultoria mantém a avaliação de que a questão não é se, mas quando o Fed voltará a elevar os juros.


WARSH SOA HAWK – Enquanto Donald Trump comemorava o CPI e afirmava que a inflação continuará caindo mesmo com a guerra, o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, procurou conter o entusiasmo do mercado.


… Em depoimento na Câmara, ele reafirmou que a prioridade número um do banco central continua sendo a estabilidade de preços e deixou claro que o CPI abaixo do esperado está longe de representar “missão cumprida”.


… Warsh disse estar “redobrando” o compromisso com a meta de inflação de 2% e ressaltou que “um único dado não encerra a discussão”.


… Acrescentou, ainda, que o Fed não tolerará uma inflação persistentemente elevada, que o mercado de trabalho continua resiliente, o que dá espaço para a autoridade monetária continuar concentrada no combate aos preços.


… Segundo ele, o banco central continuará tomando decisões com base nos dados, sem se deixar influenciar por pressões políticas.


… O presidente do Fed também sinalizou que pretende revisar a forma como a instituição comunica suas decisões e avalia a inflação, mas garantiu que eventuais mudanças não têm o objetivo de reduzir a transparência nem alterar a condução da política monetária.


… A cautela também predominou entre outros dirigentes do Fed.


… Austan Goolsbee afirmou que o CPI foi “surpreendentemente benigno”, mas ressaltou que o banco central precisará de uma sequência de indicadores favoráveis antes de concluir que a inflação voltou de forma sustentada para a meta.


… Já Michael Barr lembrou que a disseminação da inteligência artificial ainda traz incertezas importantes para a economia e o mercado de trabalho, reforçando a necessidade de decisões baseadas nos dados, e não em um único indicador.


NOVO TARIFAÇO – Aqui, o mercado entra nesta quarta-feira à espera da decisão final dos Estados Unidos sobre a investigação comercial contra o Brasil, que deve resultar na imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros.


… A previsão é de conclusão da investigação até esta quarta-feira (15), após as consultas públicas ocorridas na última semana.


… A expectativa, tanto do setor privado quanto do governo, é de recomendação do USTR de tarifa de 25% sobre os produtos importados brasileiros. Para alguns setores, pode haver modulação da sobretaxa para 20%, segundo apurou o Estadão.


… A tendência é de manutenção da lista de exceções, abrangendo produtos agropecuários, aeronaves e insumos industriais, conforme sugerido pelo USTR no relatório preliminar, com possibilidade de ampliação a produtos que podem afetar a inflação americana.


… De acordo com fontes, não houve novas reuniões bilaterais entre o USTR e o governo brasileiro ao longo desta semana. Autoridades americanas também não aceitaram receber representantes do setor privado nacional nos últimos dias.


… A nova tarifa, se aplicada sobre o Brasil, ocorre no âmbito da investigação comercial sob a Seção 301 da Lei de Comércio americana.


… Os Estados Unidos acusam o Brasil de adotar práticas ilegais em comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, como o PIX, tarifas preferenciais, proteção de propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e questões ambientais, como o desmatamento ilegal.


PAUTA-BOMBA – O Senado aprovou no início da noite em dois turnos a PEC que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, que amplia despesas obrigatórias sem indicar fonte de financiamento. O texto segue para promulgação.


… Segundo estimativas do Ministério da Previdência, a medida terá impacto de R$ 27,9 bilhões em dez anos, podendo superar R$ 54 bilhões no horizonte de 80 anos. Além da aposentadoria especial, a proposta prevê a efetivação de agentes contratados após processo seletivo público.


… Derrotado no Congresso, o governo já sinalizou que poderá recorrer ao Supremo Tribunal Federal.


… Para o economista-chefe da Warren, Felipe Salto, a aprovação da PEC evidencia o avanço de uma agenda eleitoral com elevado custo, que evidencia o descaso com a responsabilidade fiscal. Para ele, não há qualquer espaço para acomodar mais essa despesa.


MP DO FRETE – Mais cedo, o Senado aprovou a medida provisória que reforça a fiscalização do piso mínimo do frete e amplia o controle sobre as operações de transporte rodoviário de cargas, em uma tentativa de encerrar a mobilização dos caminhoneiros iniciada nesta semana.


… Após a votação, o presidente da Abrava, Wallace Landim, o Chorão, pediu a desmobilização dos protestos e orientou a categoria a concentrar esforços na regulamentação das novas regras junto à ANTT. A expectativa é de normalização gradual das operações.


… Apesar do acordo, os reflexos da paralisação já chegaram ao Porto de Santos, onde seis navios tiveram as operações interrompidas e outro registrou atraso, enquanto a redução do fluxo de caminhões levou ao reforço das medidas de segurança no terminal.


… O Senado retirou do texto o dispositivo que fixava um piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros, e governistas afirmaram que Lula deverá vetar o trecho aprovado pela Câmara que anistia multas aplicadas pelos bloqueios de rodovias em 2022.


CURTAS DA POLÍTICA – Genial/Quaest divulga (7h) nova pesquisa de avaliação do governo Lula e de intenção de voto para a eleição presidencial.


DÍVIDAS RURAIS. Hugo Motta volta a se reunir com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para tentar fechar uma MP de renegociação das dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos e pela guerra no Oriente Médio.


MCMV. O governo avalia ampliar a faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda de até R$ 21 mil e reduzir os juros do programa, em proposta apresentada pelas construtoras e ainda em análise pelo Ministério das Cidades.


TCU. O Tribunal de Contas da União analisa hoje auditoria sobre a política de conteúdo local no setor de petróleo e gás, além de acompanhar a carteira de investimentos da Petrobras e outros processos.


ETANOL. A alta do petróleo acabou favorecendo uma medida que meses atrás preocupava o governo pelo risco de pressionar a inflação.


… O MME estima que a elevação temporária da mistura obrigatória de etanol na gasolina para 32% reduzirá o preço do combustível em cerca de R$ 0,03 por litro e evitará a importação de aproximadamente 900 milhões de litros de gasolina por ano.


AGENDA – Depois de o CPI surpreender positivamente, o mercado volta suas atenções hoje para o PPI de junho nos Estados Unidos, às 9h30, em busca de novos sinais sobre a trajetória da inflação.


… Na sequência, às 11h, o presidente do Fed, Kevin Warsh, depõe no Comitê Bancário do Senado, e, às 15h, sai o Livro Bege do Fed.


… Ao longo do dia, investidores ainda acompanham discursos de dirigentes do banco central americano, como John Williams (9h45), Lisa Cook (14h) e Alberto Musalem (19h), além dos estoques semanais de petróleo do Departamento de Energia (DoE), às 11h30.


… No Brasil, o destaque é a Pesquisa Mensal de Serviços de maio, às 9h, com a mediana das estimativas apontando estabilidade (0,0%), após alta de 1,2% em abril – o que reforça a expectativa de desaceleração gradual da atividade.


… Estão ainda previstos o Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica, às 14h, e o fluxo cambial semanal do BC, às 14h30.


CHINA HOJE – O PIB cresceu 4,3% no segundo trimestre de 2026, na comparação com igual período do ano passado. O resultado veio levemente abaixo da previsão de 4,6% e desacelerou contra os 5% do trimestre anterior.


… A produção industrial teve alta anualizada de 5,3% em junho, acima de maio (4,5%) e da expectativa de 4,7%. As vendas no varejo avançaram 1%, contrariaram a aposta de queda de 0,2% e superaram desempenho de maio (-0,6%).


BALANÇOS – A temporada de resultados prossegue com os números da BlackRock e do Morgan Stanley, antes da abertura dos mercados em Nova York. Na Europa, o destaque é a ASML, referência global na fabricação de equipamentos para a indústria de semicondutores.


UM É POUCO – Está certo o novo presidente do Fed, Kevin Warsh, quando não diz que não se engana que a deflação do CPI de junho por si só signifique que a missão do BC americano contra as pressões inflacionárias está cumprida.


… Muita gente, dentro e fora do Fed, concorda com ele que ainda há muito o que fazer para que “tudo esteja bem”.


… Já na segunda-feira, Christopher Waller também havia dito que um resultado positivo do CPI seria relativizado pelo  novo choque do petróleo, que já saltou em torno de 20% desde a queda abaixo de US$ 70 no início deste mês.


… O mercado não está ignorando todas estas advertências do Fed sobre embarcar num otimismo precipitado. Ainda assim, o investir quis curtir o CPI e, como especular é do jogo, reduziu as apostas em alta do juro no curto prazo.


… A chance de um aperto monetário em setembro ainda é majoritária, mas caiu de 73% para cerca de 60%, com as estimativas na ferramenta do CME migrando para a manutenção da taxa básica (40%, contra 27% anteriormente).


… Ainda tem muita água para rolar debaixo da ponte até o encontro do Fed em setembro, mas uma boa parte dos investidores esteve disposta ontem a incorporar a expectativa dovish, ainda que ela possa a vir se provar passageira.


… A taxa da Note-2 anos, mais sensível às decisões de política monetária, recuou a 4,185%, de 4,269% na véspera.


… Depois do CPI, o Goldman Sachs revisou em baixa a previsão para o núcleo do índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE), para 0,18% em junho, contra a expectativa de 0,24% antes da divulgação do indicador.


… Aqui, os juros futuros foram no embalo do apetite por risco e queimaram prêmio com o CPI.


… Fecharam nas mínimas do dia os contratos para Jan/27, a 13,895%, de 13,947% na véspera ; Jan/28, a 13,855% (de 14,011%); e Jan/29, a 14,020% (de 14,195%). Jan/31 caiu a 14,215% (de 14,363%); e Jan/33, a 14,285% (14,402%).


… A surpresa do CPI enfraqueceu o dólar e devolveu o DXY (-0,31%) aos 100,919 pontos, enquanto as moedas rivais se fortaleceram: euro, +0,30%, a US$ 1,1426; libra esterlina, +0,30%, a US$ 1,3392, e iene cotado a 162,16 por dólar.


… Mas de todas as 33 divisas mais líquidas acompanhadas pelo Valor, o real teve a melhor performance, derrubando o dólar abaixo de R$ 5,10. Em primeiro plano, foi a inflação americana que ditou o ritmo do câmbio doméstico.


… Mas não foi só isso. O petróleo em torno de US$ 85 melhora nossos termos de troca, já que o Brasil é exportador da commodity. Outro fator favorável ao real é a perspectiva de fluxo para a bolsa com um corte da Selic no radar.   


… Na sexta-feira do IPCA, os investidores estrangeiros colocaram R$ 1,5 bilhão na B3.


SAIU DA MODA, MAS NÃO SAIU DE CENA – Três meses atrás, o Ibovespa namorava a marca inédita dos 200 mil pontos e faltou muito pouco à época para chegar neste pico. De lá para cá, a euforia com a bolsa brasileira baixou.


… Dificilmente, diz o Citi, o índice à vista vai alcançar os 200 mil este ano, diante da reversão de tendência do capital estrangeiro, agora mais de olho nos Estados Unidos e nos emergentes expostos à IA, como Taiwan e Coreia do Sul.


… Mas o banco reconhece que a bolsa está barata e observa que, ao mesmo tempo em que o mundo vive o frenesi da IA, convive simultaneamente com o temor de que a bolha de tecnologia estoure, e é aí que o Brasil pode faturar.


… Segundo o Citi, a bolsa brasileira pode funcionar para os estrangeiros como uma espécie de hedge de IA. “Se os investidores querem reverter o trade de IA e investir na velha economia, o Brasil fica na moda novamente.”


… De seu lado, o ASA acredita que é o trade eleitoral que pode fazer a diferença e projetar o Ibov aos 300 mil pontos em um prazo entre 12 e 18 meses após as eleições, caso um governo fiscalmente responsável assuma o poder.


… Ontem, na esteira do clima externo mais positivo, o Ibovespa fechou em alta de 0,51%, aos 176.641,10 pontos, com giro de R$ 21,9 bilhões. Vale subiu forte (+1,59%; R$ 74,01), acompanhando o minério de ferro (+1,81%).


… Os papéis da Petrobras testaram uma acomodação, mesmo com o petróleo em alta. PN ficou estável em R$ 40,66, e ON teve leve baixa de 0,50% (R$ 45,48). Entre os bancos, Itaú PN subiu 0,25% (R$ 43,63) e BB, +1,73% (R$ 20,59).


… Já na ponta oposta, Bradesco PN recuou 0,75% (R$ 18,63) e Santander unit perdeu 0,11% (R$ 27,34).


… Em Wall Street, o alívio do CPI garantiu entusiasmo ao Nasdaq, que avançou 0,90%, para 26.107,01 pontos.


… Já a frustração com a prévia operacional da IBM afundou a ação em quase 25%, limitou os ganhos do S&P 500 (+0,38%, a 7.543,59 pontos) e zerou a recuperação do Dow Jones (+0,02%), que fechou o dia aos 52.508,27 pontos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE elegeu Wilfred Theodoor Bruijn como presidente interino do conselho de administração. Ele permanecerá no cargo até a eleição do novo presidente, em assembleia marcada para 22/07.


PETROBRAS. GQG Partners passou a deter participação equivalente a 4,99% das ações ordinárias da companhia, por meio de ADRs, após alienação no mercado secundário.


ENERGISA SUL-SUDESTE teve reajuste tarifário médio de 9,63% aprovado pela Aneel.


TAESA ratificou, em AGE, a aquisição de cinco transmissoras da Energisa por R$ 1,545 bilhão, ainda sujeita às aprovações da Aneel e do Cade.


CEMIG. UBS reduziu de 10,17% para 0,03% a posição em derivativos referenciados em ações preferenciais.


ÂNIMA acertou compra da FMU por R$ 410 milhões. Pagamento será de R$ 240 milhões no fechamento da operação e até R$ 170 milhões, corrigidos pelo CDI, até dez/29, com parcela variável atrelada a desempenho da instituição.


EVEN lançou dois projetos no segundo trimestre, com VGV potencial de R$ 280,5 milhões, queda de 59,5% na comparação anual, enquanto as vendas líquidas recuaram 64,7%, para R$ 156 milhões.


MELNICK registrou queda de 67,6% no VGV de lançamentos e de 66,7% nas vendas líquidas no segundo trimestre.


HELBOR. Caixa Asset passou a deter 5,26% das ações da companhia.


OI informou que divulgará as demonstrações financeiras apenas após a conclusão da auditoria independente conduzida pela PwC.


AMBIPAR pediu suspensão da recuperação judicial nos Estados Unidos em favor de avançar com o “Chapter 15”, modalidade legal que poderá estender aos EUA os efeitos do plano de recuperação reconhecido no Brasil…


… Segundo fontes do Broadcast, o Opportunity contestou o pedido.


NEOGRID teve aprovado pela CVM o cancelamento do registro de companhia aberta. A empresa convocará AGE para deliberar sobre o resgate compulsório das ações remanescentes.


CAMIL registrou lucro de R$ 28 milhões no primeiro trimestre fiscal de 2026, queda de 57,6% na comparação anual, enquanto a receita líquida recuou 0,7%, para R$ 2,6 bilhões.


ROMI lucrou R$ 13,9 milhões no segundo trimestre, queda de 15% na comparação anual, apesar de a receita líquida ter crescido 5,9%, para R$ 334,8 milhões.


HYUNDAI. Funcionários iniciaram greve rotativa de três dias por reajuste salarial e preocupações com o avanço da automação e o uso de robôs humanoides nas fábricas, segundo o Jornal do Carro/Estadão.

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


Nova Iorque +0,4% EUA tech +0,9% EUA Semis +2,5% UE +0,1% Espanha +0,1% VIX 16,5% Bund 3,07%. T-Note 4,59%. Spread 2A-10A USA=+37pb B10A: ESP 3,57% PT 3,47% ITA 3,88% FRA 3,88% Euribor 12m 2,825% USD 1,144 JPY 185,5/€ 162,2/$. Ouro 4.038$. Brent 85,2$. WTI 79,61$. Bitcoin +3,1% (64.723$). Ether +5,2% (1.874$).

 

:: SESSÃO. Warsh e mais resultados empresariais.                                    

Sessão de continuidade de ontem. Nova intervenção de K. Warsh perante o Senado, mais bancos americanos, embora também maior variedade de empresas, entre elas ASML e Richemont que bateram expetativas.


Ontem vivemos uma sessão onde tanto as bolsas como as obrigações recuperaram. O mercado avaliou (i) a moderação do IPC americano até +3,5% desde +4,2%. A taxa subjacente também se moderou até +2,6% desde +2,9%. A queda do petróleo bruto (WTI -17% no mês) após o MoU assinado entre os EUA e o Irão relaxou as secções de Energia e Transporte. O dado revela que a inflação teria alcançado o pico nos meses anteriores e isso retira pressão à Fed. As yields dos Treasuries relaxaram (T-Note -3,4 p.b. até 4,59%, 2A -9 p.b. até 4,195%) e o $ depreciou-se (1,143 €/$, +0,5%). (ii) Resultados da banca americana que bateram expetativas (Goldman: 9%, BoA +1,9%, JP Morgan +2,5%, Wells Fargo -2,7%, Citi -5,2%) e impulsionaram o setor financeiro (+0,2%). Também melhorou o tom da tecnologia, que recuperava perante uma diminuição das expetativas de subidas de taxas de juros, algo que afeta os setores de alto crescimento. (iii) Comparência de K. Warsh perante o Congresso, onde cumpriu o guião, mantendo um tom firme. A intervenção focou-se na independência da Fed, onde reiterou o compromisso de conseguir estabilidade de preços, mas sem antecipar futuros movimentos de taxas de juros.


Para a sessão de hoje, não esperamos surpresas relevantes por parte de Warsh, os bancos continuarão a mostrar-se bem, especialmente os com grande peso da banca de investimento (EPS MS +38%, BNY Mellon +15%, Blackrock +5%). À primeira hora, ASML apresentou resultados melhores do que o esperado e reviu as guias para 2026 em alta (+2,8% em pré-abertura) e Richemont bateu amplamente as expetativas (Vendas 1T (abril-junho) +20% a preço constante), o que animará a tecnologia e o luxo.


Na frente convencional, o PIB da China 2T cresce menos do que o esperado e também se situa abaixo do objetivo do governo (+4,5%/+5,0%). O resto da sessão vem carregada de referências, mas com pouca capacidade de influência: Preços Industriais da UE, Preços Industriais americanos, reunião do BoC (Canadá), onde se espera que mantenha taxas de juros estáveis em 2,25% pela sexta reunião consecutiva perante uma inflação elevada (+3,2% em maio vs. +1,8% pré-Irão), mas uma atividade económica débil (PIB +0,4% a/a no 1T 2026). Será publicado o Livro Bege da Fed (19 h). Destaca a moderação esperada dos Preços Industriais nos EUA (13:30 h), mas conhecido já o IPC de junho, não deverá ter muito impacto numas yields que ontem começaram a relaxar-se após umas semanas a aumentarem perante o tom mais hawkish da Fed e a subida do petróleo bruto. Os resultados empresariais voltam a ter o protagonismo (resultados 2T e guias). Embora provavelmente convivam com alguma volatilidade de Ormuz, num contexto de menores volumes durante os meses de verão, os crescimentos esperados (+24,3% nos EUA, tecnologia +65%, +13,6% na Europa) oferecem um apoio sólido.

 

:: CONCLUSÃO. Hoje a sessão deverá manter a inércia em alta de ontem.

 

FIM

terça-feira, 14 de julho de 2026

Riscos, riscos, riscos...

 




A gestão de riscos evoluiu de uma visão focada em eventos isolados para uma abordagem integrada, capaz de compreender como diferentes riscos se conectam e podem comprometer simultaneamente a estratégia, os resultados financeiros, a continuidade das operações e a reputação de uma empresa.


Para lhe ajudar nisto este infográfico foi desenvolvido justamente para oferecer essa visão sistêmica, reunindo os 12 principais tipos de riscos corporativos, que atualmente fazem parte da agenda dos conselhos de administração, comitês de riscos, auditoria interna, compliance e alta administração.

Cada linha da tabela apresenta quatro dimensões fundamentais para uma gestão de riscos eficaz, em que a primeira identifica o tipo de risco, permitindo estruturar um inventário abrangente de exposições.

Em seguida são apresentados os principais fatores geradores, ou seja as causas que normalmente aumentam a probabilidade de materialização daquele risco.

A terceira coluna reúne os sinais precoces, que funcionam como indicadores de alerta antecipado, permitindo que a empresa atue antes que o problema se transforme em perdas financeiras, interrupções operacionais, sanções regulatórias ou danos reputacionais.

Depois demonstra quais objetivos devem orientar as ações de mitigação, fortalecendo a capacidade de prevenção, adaptação e resiliência.

Mais do que uma simples classificação, este material pode servir como um guia para inúmeras aplicações práticas, que poderá ser útil na elaboração e revisão do Mapa de Riscos Corporativos, na construção do Risk Appetite Statement (RAS), na definição de Indicadores-Chave de Risco (KRIs), em workshops de identificação de riscos, avaliações de materialidade, planejamento estratégico, programas de compliance, auditorias baseadas em riscos, testes de continuidade de negócios, avaliações de fornecedores, governança de inteligência artificial, cibersegurança, riscos climáticos, riscos geopolíticos e processos de due diligence.

Também representa uma excelente ferramenta para treinamentos, nivelamento de conhecimento entre executivos, apoio às discussões em conselhos e comitês e desenvolvimento da cultura de riscos em todos níveis da empresa.

Pois ao visualizar em uma única estrutura, os fatores de risco, seus sinais antecipados e as respostas esperadas, torna-se mais fácil transformar riscos em informações gerenciais capazes de apoiar decisões mais rápidas, melhor alocação de recursos, maior resiliência operacional e geração sustentável de valor.

Em um ambiente caracterizado por elevada incerteza, transformação digital acelerada, mudanças regulatórias, riscos cibernéticos, inteligência artificial, mudanças climáticas e crescente interdependência entre mercados, compreender a natureza desses riscos deixou de ser uma atividade exclusivamente técnica.

Se você busca uma palestra oy treinamento de gestão de riscos para sua empresa, não deixe de me procurar em private para alinharmos algo customizado.

BDM Matinal Riscala

 Terça-feira, 14 de julho de 2026


SUPERTERÇA VEM COM CPI, WARSH, BALANÇOS E GUERRA

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


... Enquanto a guerra se limitava às ameaças, o mercado apostava que a diplomacia acabaria prevalecendo. A sucessão de ações militares concretas desta segunda-feira, porém, mudou essa percepção, recolocou um prêmio relevante de risco sobre o petróleo e devolveu a inflação ao centro das atenções. Com o Brent novamente acima de

US$ 80, investidores chegam hoje ao CPI americano e ao primeiro depoimento de Kevin Warsh ao Congresso tentando medir até que ponto o novo choque de energia pode alterar as expectativas para os juros do Fed.

Antes da abertura de Wall Street, JPMorgan, BofA, Goldman Sachs, Citigroup e Wells Fargo dão início à temporada de balanços.

A DISPUTA POR ORMUZ - Mais do que uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã, o mercado passou a enxergar uma disputa aberta pelo controle da principal rota marítima de exportação de petróleo do mundo, responsável por cerca de um quinto da oferta global da commodity.

... A mudança começou logo pela manhã, quando Donald Trump afirmou que os Estados Unidos assumiriam o controle da segurança de Ormuz e seriam remunerados por isso, com a cobrança de uma taxa de 20% sobre as cargas transportadas pela hidrovia.

... A resposta iraniana foi imediata. Teerã rejeitou qualquer interferência americana, afirmou que sempre foi o "guardião" do estreito e avisou que responderá militarmente a qualquer tentativa de impedir sua atuação na região.

... Ao longo do dia, o embate deixou de se limitar às declarações.

... Washington oficializou um bloqueio naval aos portos iranianos, com início previsto para esta terça-feira, enquanto ataques envolvendo Iêmen, Arábia Saudita e novas explosões em Bandar Abbas reforçaram a percepção de que o conflito entrou em uma fase mais delicada.

... Até então, investidores trabalhavam com a avaliação de que, apesar do tom agressivo das declarações, a diplomacia acabaria prevalecendo e impediria uma interrupção

relevante da oferta de petróleo.

... A oficialização do bloqueio

americano e a ampliação das operações militares

mudaram essa percepção.

... Sem saber como Teerã responderá à nova ofensiva e até onde a disputa poderá avançar, o mercado voltou a incorporar um prêmio relevante de risco geopolítico aos preços da energia. O resultado foi uma forte reprecificação

dos ativos globais.

... O Brent disparou quase 10%, voltou a superar

os US$ 80 por barril e registrou a maior alta diária desde maio de 2020. Juros dos Treasuries e contratos futuros acompanharam o movimento, enquanto bolsas recuaram e o dólar voltou a ganhar força

(leia mais abaixo).

... Mais do que a alta da commodity em si, o

que passou a preocupar os investidores foi a possibilidade de um novo

choque de petróleo interromper o processo de desinflação

e alterar novamente as expectativas para a política monetária dos principais bancos centrais.

... No eletrônico, em meio à nova troca de ataques entre Estados Unidos e o Irã, o petróleo ampliava os ganhos, com o Brent acima de US$ 85, depois de ter fechado o pregão regular a US$ 83,30 na Ice, em alta de 9,59%, enquanto o WTI subiu 9,42%, a US$ 78,14 na Nymex.

DISCURSO À NAÇÃO

- Em meio à retomada dos ataques contra o Irã, à

oficialização do bloqueio naval americano e à disparada

do petróleo, o presidente Donald Trump anunciou que fará um pronunciamento amanhã, quinta-feira, às 22h (de Brasília).

... Embora a Casa Branca não tenha informado

o tema, a expectativa é por qualquer sinal sobre os próximos passos no Oriente Médio.

CPI NO RETROVISOR? - A

divulgação do CPI de junho dos Estados Unidos, hoje, às

9h30 (de Brasília), ganhou um contexto completamente diferente depois da disparada do petróleo provocada pela piora das tensões no Oriente Médio.

... A expectativa é de queda de 0,1% no índice cheio, refletindo principalmente o recuo dos combustíveis

ao longo do mês passado, quando Teerã e Washington chegaram ao acordo provisório. Para o núcleo, a projeção é de que repetirá a alta de 0,2%.

... Em circunstâncias normais, o resultado

reforçaria a percepção de que a inflação

americana continua desacelerando, mas as coisas mudaram.

... O mercado tentará medir até

que ponto um dado construído em um ambiente de energia mais barata

ainda é suficiente para orientar as expectativas sobre a política

monetária, diante de um Brent novamente acima dos US$ 80 por

barril.

... Mais do que o número que será

conhecido hoje, investidores tentarão avaliar se a nova escalada

do petróleo poderá interromper o processo de desinflação

nos próximos meses e obrigar o Federal Reserve a manter uma postura

mais cautelosa.

... O movimento começou a aparecer ainda

ontem. Segundo o CME Group, aumentaram as apostas de alta dos juros

tanto para julho quanto para setembro, refletindo a preocupação

de que um choque mais persistente nos preços da energia complique

o trabalho do Fed.

E AINDA TEM WARSH - É

nesse contexto que o presidente do Fed, Kevin Warsh, faz seu primeiro

depoimento sobre política monetária à Comissão

de Serviços Financeiros da Câmara, hoje, a partir das 11h

(de Brasília), e amanhã, no Senado.

... A agenda ganha importância adicional

com a nova tensão na guerra, embora ninguém esteja esperando

uma sinalização explícita sobre o que o Fed pretende

fazer, conforme reforçou Christopher Waller, em comentário

nesta segunda-feira.

... O diretor afirmou que "não é

o momento de recorrer ao forward guidance", como Warsh insistiu

na coletiva do último Fomc, defendendo uma nova modalidade de

comunicação do Federal Reserve. As decisões devem

continuar sendo guiadas pelos dados.

... Mas Waller acabou ajudando a pressionar os

rendimentos dos Treasuries, ao alertar que um núcleo de inflação

acima do esperado hoje poderá exigir uma nova alta dos juros.

Por outro lado, um resultado positivo do CPI tenderá a ser relativizado

pelo ambiente geopolítico.

NO BRASIL - A nova disparada

do petróleo ainda não foi suficiente para mudar a estratégia

do governo para os combustíveis.

... Apesar da escalada das tensões no

Oriente Médio e do Brent novamente acima dos US$ 80 por barril,

a equipe econômica avalia que os efeitos permanecem administráveis

e, por enquanto, não vê necessidade de retomar a subvenção

de R$ 0,35 por litro ao diesel.

... Segundo fontes ouvidas pela Broadcast,

a avaliação é que a subvenção de

R$ 1,12 por litro ainda em vigor oferece proteção suficiente

para absorver parte da pressão sobre os preços.

... A possível retirada dos subsídios

da gasolina, porém, deve continuar adiada enquanto persistir

a elevada volatilidade provocada pela guerra.

... O governo também descartou, por ora,

ressuscitar o projeto que previa compensar uma eventual redução

de impostos sobre combustíveis com a arrecadação

extra proporcionada pela alta do petróleo.

... Nos cálculos da equipe econômica,

um novo sinal de alerta só seria acionado se o Brent pular para

a casa dos US$ 90. Até lá, a avaliação é

de que os instrumentos atualmente disponíveis são suficientes

para administrar os impactos da guerra sobre os preços domésticos.

TARIFAÇO - A dois

dias da conclusão da investigação comercial do

USTR, o governo continua tentando uma última rodada de negociações

com a Casa Branca, mas já admite, nos bastidores, que a reversão

completa da tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros é

improvável.

... A estratégia passou a ser ampliar

a lista de exceções, preservando setores considerados

estratégicos para os próprios Estados Unidos.

... Empresários que participaram da audiência

do USTR também classificam a aplicação da tarifa

como praticamente inevitável, mas ainda veem espaço para

ampliar a relação de produtos isentos, como ocorreu na

recomendação preliminar divulgada em junho.

... Na visão dos interlocutores do setor

privado, a decisão final será essencialmente política

e dependerá do presidente Donald Trump.

... Apesar desse cenário, Lula afirmou

ontem que "não vai ter tarifaço", em declaração

que contrasta com a avaliação reservada de integrantes

do próprio governo, que trabalham com a expectativa de uma sobretaxa,

concentrando esforços em reduzir seus impactos com exceções.

... O presidente também criticou a decisão

de Trump de cobrar uma taxa de 20% sobre a passagem pelo Estreito de

Ormuz, classificando a medida como "pirataria" e alertou

que a alta do petróleo já começa a pressionar os

preços dos alimentos no Brasil.

... O relatório final do USTR será

divulgado amanhã, quarta-feira (15).

CURTAS DA POLÍTICA -

O governo trabalha para evitar uma paralisação de caminhoneiros

às vésperas do vencimento da MP do Frete, prevista para

quinta-feira, enquanto a AGU busca alternativas para impedir uma greve

nacional.

... O líder do governo no Congresso, Randolfe

Rodrigues, afirmou que há um acordo avançado com a oposição

para votar a proposta já hoje no Senado, o que, segundo ele,

retiraria a justificativa para uma mobilização da categoria.

DÍVIDAS RURAIS. O líder do governo

na Câmara, Paulo Pimenta, afirmou que a MP para renegociação

das dívidas de produtores rurais deve ser publicada até

amanhã. A Frente Parlamentar da Agropecuária ainda pressiona

por juros menores e ampliação dos limites dos prazos.

CONCORRÊNCIA DIGITAL. O governo pretende

intensificar as articulações para tentar aprovar ainda

nesta semana, antes do recesso parlamentar, o projeto que cria um marco

regulatório para a concorrência nos mercados digitais.


... A equipe econômica considera o texto

"maduro" para votação na Câmara, mas

ainda enfrenta resistência das big techs.

CONFIANÇA DA INDÚSTRIA. A confiança

dos empresários da indústria caiu em julho para o menor

nível em cinco anos, segundo a CNI. O índice recuou para

44,4 pontos, completando 19 meses abaixo da linha dos 50 pontos, que

separa confiança de pessimismo.

... A entidade atribui a piora das expectativas

à guerra no Oriente Médio e à possibilidade de

novas tarifas dos Estados Unidos.

PESQUISA. A Futura/Apex divulga hoje, às

8h, nova pesquisa sobre a disputa presidencial de 2026. O levantamento

será acompanhado pelo mercado, em meio ao aumento da sensibilidade

dos ativos às perspectivas para a sucessão de Lula e à

aproximação das eleições.

MAIS AGENDA - Depois de

uma manhã dominada pelo CPI americano e pelo primeiro depoimento

de Kevin Warsh ao Congresso, o restante da agenda perde força,

mas ainda reserva alguns eventos importantes para os mercados.

... Aqui, o IBGE divulga o Levantamento Sistemático

da Produção Agrícola (LSPA) de junho (9h), o Tesouro

realiza leilão de NTN-B e LFT (11h) e o Banco Central faz leilão

de US$ 2,5 bilhões em swap cambial (11h30) para rolagem.

... Nos Estados Unidos, quatro dirigentes do

Fed têm falas previstas: Michael Barr (13h40), Austan Goolsbee

(14h), Lisa Cook (14h30) e Michelle Bowman (15h55), com atenção

para eventuais comentários sobre inflação e política

monetária após o CPI.

CHINA HOJE - As exportações

tiveram alta anualizada de 27% em junho. O resultado superou com folga

a expectativa de 17,5%. As importações avançaram

36% e também vieram melhores que o consenso de 24,7%.

... A balança acumulou superávit

comercial de US$ 125,6 bilhões, acima da projeção

de US$ 120,1 bilhões.

... No final da noite (23h), a China divulga

o PIB do segundo trimestre, além da produção industrial

e vendas no varejo de junho, indicadores que podem influenciar os mercados

na abertura de quarta-feira, especialmente minério de ferro e

commodities.

BALANÇOS - A temporada

de resultados do segundo trimestre ganha força hoje em Wall Street,

com a divulgação dos resultados de JPMorgan, Bank of America,

Goldman Sachs, Citigroup e Wells Fargo, antes da abertura dos mercados.


... Além dos números, investidores

acompanharão as projeções das instituições

para a economia americana, o crédito e a atividade, em um ambiente

marcado pela volta das preocupações com inflação

e juros.

FÔLEGO CURTO - Durou

pouco a festa despertada pelo IPCA fraco. É verdade que a nova

explosão do petróleo não elimina desde já

as chances de a Selic cair em agosto. Mas o mercado volta a reprecificar

os riscos da inflação.

... Também o tom agressivo assumido por

Christopher Waller, considerado um dos diretores mais influentes do

Fed, trouxe uma onda de pressão global ao dólar, que já

chegou aqui, onde a moeda americana voltou à faixa de R$ 5,13.


... O dólar à vista quebrou a sequência

de três quedas e encerrou o dia em alta moderada de 0,47%, a R$

5,1323.

... Em boa medida, o câmbio ainda continua

comportado. Só que a piora externa não pode ser desprezada

e será observada com atenção redobrada, em meio

à agenda forte nos Estados Unidos, com o CPI no centro das atenções.


... Como disse Waller, o Fed está com

medo de andar atrás da curva e repetir o erro cometido em 2021,

quando o BC americano demorou excessivamente para agir contra a escalada

da inflação, qualificada à época como transitória.


... A interpretação equivocada

manteve o juro por um período prolongado e gerou o pico de inflação

em décadas.

... O efeito combinado ontem do petróleo

+ Waller promoveu ajustes nas apostas da política monetária.

A chance de um aperto em setembro subiu para 72,8%, contra 57,0% há

uma semana e 28,5% um mês atrás, segundo o CME.

... Para este mês de julho, a expectativa

de juro estável ainda é a aposta principal, mas diminuiu

de 65,8% para 56,7%, enquanto a probabilidade de uma alta de 25 pontos

base avançou para 43,3%, contra 34,2% um dia antes.

... Nesta terça-feira, o CPI e o discurso

de Kevin Warsh têm potencial para continuar calibrando as expectativas.


... A percepção de juros mais altos

nos Estados Unidos puxou as taxas dos Treasuries e o dólar. O

rendimento da Note de dois anos bateu no maior patamar em quase um ano

e meio e fechou a 4,269%, de 4,205% no pregão anterior.

... No câmbio, o índice DXY avançou

0,32% com o cenário hawkish, aos 101,280 pontos. O euro caiu

0,26%, a US$ 1,1385, a libra perdeu 0,35%, a US$ 1,3354, e o iene recuou

para 162,45 por dólar, prolongando a sua fraqueza.

... O ING aponta que, para uma valorização

sustentada da moeda japonesa, os preços da energia precisam cair

e o Fed precisa não aumentar os juros. "Ambos os cenários

parecem improváveis no curto prazo", observa o banco.

COPOM AINDA TEM ESPAÇO

- Não se sabe até onde o novo choque do petróleo

pode ir, mas o sentimento predominante ainda é de que a pressão

externa não inviabiliza pelo menos mais um corte da Selic até

o final do ano.

... Foi esta a avaliação transmitida

por economistas do mercado financeiro ao diretor de Política

Econômica e de Assuntos Internacionais do BC, Paulo Picchetti,

com quem estiveram reunidos na manhã de ontem, em São

Paulo.

... Segundo relatos ao Broadcast

de participantes do encontro, a redução dos riscos inflacionários

de curto prazo chancela mais uma queda de 0,25 ponto do juro em agosto.

A maioria ainda trabalha com Selic a 14% no fim do ciclo.

... Uma parcela minoritária (e otimista)

não descarta duas reduções em 2026, levando a taxa

para 13,75%, apesar do "Super El Niño", tema que

esteve presente em praticamente todas as falas do participantes da reunião

com Picchetti.

... No boletim Focus, a mediana para o IPCA deste

ano caiu pela segunda semana seguida, de 5,30% para 5,16%.

... Já o risco de desancoragem das expectativas

de inflação nos horizontes mais longos continua no radar:

a estimativa para o IPCA de 2027 subiu de 4,18% para 4,20% no relatório

Focus e, para 2028, seguiu em 3,70%.

... Embora a convicção de corte

da Selic em agosto não tenha sido abalada, os juros futuros acumularam

prêmios em toda a curva ontem, diante do recado duro de Waller

e com o petróleo escalando com a tensão no Oriente Médio.


... No fechamento, o DI para Janeiro de 2027

marcava 13,955% (de 13,904% no ajuste anterior); Jan/28, 14,040% (contra

13,856%); Jan/29, 14,230% (de 14,009%); Jan/31, 14,380% (de 14,209%);

e Jan/33, 14,410% (de 14,267%).

AMBIENTE TÓXICO -

Nem mesmo a puxada do petróleo nas ações da Petrobras

impediu que o Ibovespa sentisse a troca de agressões entre o

Irã e os Estados Unidos e devolvesse parte do rali de quase 3%

da sexta-feira do IPCA.

... O estresse externo desencadeou perda de 1,20%

para o índice à vista, aos 175.739,08 pontos, com giro

fraco, de R$ 19,5 bilhões, refletindo a escassez do capital estrangeiro,

mais interessado na promessa de juro alto pelo Fed.

... Petrobras subiu forte: ON, +3,44%, a R$ 45,71;

e PN, +2,55%, a R$ 40,66. Mas Vale caiu 1,79% (R$ 42,85) e foi bem pior

do que o minério de ferro (-0,47%). A falta de apetite pela bolsa

também atingiu os papéis do setor financeiro.

... Itaú PN perdeu 1,76% (R$ 43,52), Bradesco

PN caiu 0,48% (R$ 18,77), BB ON recuou 1,65% (R$ 20,24) e Santander

unit, -0,91% (R$ 27,37). Auren afundou 5,45% e liderou as quedas do

Ibov, após a Fitch cortar a perspectiva do rating.

... O conservadorismo de Waller e o salto do

petróleo também motivaram vendas nas bolsas de Nova York:

Nasdaq, -1,55%, a 25.873,18 pontos; S&P 500, -0,79%, a 7.515,44

pontos; e Dow Jones, -0,26%, a 52.498,64 pontos.

CIAS ABERTAS NO AFTER -

PETROBRAS informou que GQG Partners passou a deter participação

equivalente a 4,99% das ações ordinárias da companhia,

por meio de ADRs, após alienação no mercado secundário.

USIMINAS. A Fitch reafirmou os ratings BB e AA+(bra),

com perspectiva estável, citando liderança em aços

planos, liquidez robusta e expectativa de melhora da rentabilidade.

ENGIE já tem demanda superior à

oferta para o follow-on, segundo fontes do Broadcast;

operação pode movimentar até R$ 10,4 bilhões.

RENOVA ENERGIA obteve da B3 a prorrogação,

até 30 de novembro, do prazo para reenquadramento da cotação

mínima de R$ 1 por ação.

REDE D'OR e Atlântica concluíram

operação para construção de um hospital

em São Conrado, no Rio de Janeiro, mantendo participação

de 50,01% para a Rede D'Or e 49,99% para a Atlântica.

COGNA elegeu Walfrido Silvino dos Mares Guia

Neto como vice-presidente do conselho de administração,

em substituição a Nicolau Ferreira Chacur.

CYRELA registrou lançamentos de R$ 3,8

bilhões em VGV no segundo trimestre, alta de 34% na comparação

anual, enquanto as vendas líquidas cresceram 14%, para R$ 2,56

bilhões.

EZTEC lançou três empreendimentos

no segundo trimestre, com VGV potencial de R$ 773 milhões, alta

de 57,8% na comparação anual; as vendas líquidas

cresceram 18,2%, para R$ 577,6 milhões...

PDG REALTY destituiu Mauricio Tiso dos cargos

de diretor-presidente e diretor de RI e elegeu Roberto Giarelli para

ambas as funções.

FRAS-LE distribuirá R$ 69,8 milhões

em JCP, equivalentes a R$ 0,2515 por ação, com pagamento

em 24/08 aos acionistas com posição em 16/07.

T4F. O conselho de administração

aprovou parecer favorável à aceitação da

OPA a R$ 5,59 por ação. O leilão está marcado

para 20/07.

AÉREAS. A Coluna do Broadcast

informou que o IPO na bolsa de Nova York do Grupo Abra, controlador

de Gol e Avianca, deve ficar para 2027, diante do cenário de

elevada volatilidade no setor aéreo.

Call Matinal 2407

24/07/2026 Julio Hegedus Netto, economista   MERCADOS EM GERAL   FECHAMENTO (2307) MERCADOS Na quinta-feira (23), o Ibovespa...