quarta-feira, 15 de julho de 2026

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


Nova Iorque +0,4% EUA tech +0,9% EUA Semis +2,5% UE +0,1% Espanha +0,1% VIX 16,5% Bund 3,07%. T-Note 4,59%. Spread 2A-10A USA=+37pb B10A: ESP 3,57% PT 3,47% ITA 3,88% FRA 3,88% Euribor 12m 2,825% USD 1,144 JPY 185,5/€ 162,2/$. Ouro 4.038$. Brent 85,2$. WTI 79,61$. Bitcoin +3,1% (64.723$). Ether +5,2% (1.874$).

 

:: SESSÃO. Warsh e mais resultados empresariais.                                    

Sessão de continuidade de ontem. Nova intervenção de K. Warsh perante o Senado, mais bancos americanos, embora também maior variedade de empresas, entre elas ASML e Richemont que bateram expetativas.


Ontem vivemos uma sessão onde tanto as bolsas como as obrigações recuperaram. O mercado avaliou (i) a moderação do IPC americano até +3,5% desde +4,2%. A taxa subjacente também se moderou até +2,6% desde +2,9%. A queda do petróleo bruto (WTI -17% no mês) após o MoU assinado entre os EUA e o Irão relaxou as secções de Energia e Transporte. O dado revela que a inflação teria alcançado o pico nos meses anteriores e isso retira pressão à Fed. As yields dos Treasuries relaxaram (T-Note -3,4 p.b. até 4,59%, 2A -9 p.b. até 4,195%) e o $ depreciou-se (1,143 €/$, +0,5%). (ii) Resultados da banca americana que bateram expetativas (Goldman: 9%, BoA +1,9%, JP Morgan +2,5%, Wells Fargo -2,7%, Citi -5,2%) e impulsionaram o setor financeiro (+0,2%). Também melhorou o tom da tecnologia, que recuperava perante uma diminuição das expetativas de subidas de taxas de juros, algo que afeta os setores de alto crescimento. (iii) Comparência de K. Warsh perante o Congresso, onde cumpriu o guião, mantendo um tom firme. A intervenção focou-se na independência da Fed, onde reiterou o compromisso de conseguir estabilidade de preços, mas sem antecipar futuros movimentos de taxas de juros.


Para a sessão de hoje, não esperamos surpresas relevantes por parte de Warsh, os bancos continuarão a mostrar-se bem, especialmente os com grande peso da banca de investimento (EPS MS +38%, BNY Mellon +15%, Blackrock +5%). À primeira hora, ASML apresentou resultados melhores do que o esperado e reviu as guias para 2026 em alta (+2,8% em pré-abertura) e Richemont bateu amplamente as expetativas (Vendas 1T (abril-junho) +20% a preço constante), o que animará a tecnologia e o luxo.


Na frente convencional, o PIB da China 2T cresce menos do que o esperado e também se situa abaixo do objetivo do governo (+4,5%/+5,0%). O resto da sessão vem carregada de referências, mas com pouca capacidade de influência: Preços Industriais da UE, Preços Industriais americanos, reunião do BoC (Canadá), onde se espera que mantenha taxas de juros estáveis em 2,25% pela sexta reunião consecutiva perante uma inflação elevada (+3,2% em maio vs. +1,8% pré-Irão), mas uma atividade económica débil (PIB +0,4% a/a no 1T 2026). Será publicado o Livro Bege da Fed (19 h). Destaca a moderação esperada dos Preços Industriais nos EUA (13:30 h), mas conhecido já o IPC de junho, não deverá ter muito impacto numas yields que ontem começaram a relaxar-se após umas semanas a aumentarem perante o tom mais hawkish da Fed e a subida do petróleo bruto. Os resultados empresariais voltam a ter o protagonismo (resultados 2T e guias). Embora provavelmente convivam com alguma volatilidade de Ormuz, num contexto de menores volumes durante os meses de verão, os crescimentos esperados (+24,3% nos EUA, tecnologia +65%, +13,6% na Europa) oferecem um apoio sólido.

 

:: CONCLUSÃO. Hoje a sessão deverá manter a inércia em alta de ontem.

 

FIM

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