terça-feira, 14 de julho de 2026

BDM Matinal Riscala

 Terça-feira, 14 de julho de 2026


SUPERTERÇA VEM COM CPI, WARSH, BALANÇOS E GUERRA

Por Rosa Riscala e Mariana Ciscato*


... Enquanto a guerra se limitava às ameaças, o mercado apostava que a diplomacia acabaria prevalecendo. A sucessão de ações militares concretas desta segunda-feira, porém, mudou essa percepção, recolocou um prêmio relevante de risco sobre o petróleo e devolveu a inflação ao centro das atenções. Com o Brent novamente acima de

US$ 80, investidores chegam hoje ao CPI americano e ao primeiro depoimento de Kevin Warsh ao Congresso tentando medir até que ponto o novo choque de energia pode alterar as expectativas para os juros do Fed.

Antes da abertura de Wall Street, JPMorgan, BofA, Goldman Sachs, Citigroup e Wells Fargo dão início à temporada de balanços.

A DISPUTA POR ORMUZ - Mais do que uma nova troca de ataques entre Estados Unidos e Irã, o mercado passou a enxergar uma disputa aberta pelo controle da principal rota marítima de exportação de petróleo do mundo, responsável por cerca de um quinto da oferta global da commodity.

... A mudança começou logo pela manhã, quando Donald Trump afirmou que os Estados Unidos assumiriam o controle da segurança de Ormuz e seriam remunerados por isso, com a cobrança de uma taxa de 20% sobre as cargas transportadas pela hidrovia.

... A resposta iraniana foi imediata. Teerã rejeitou qualquer interferência americana, afirmou que sempre foi o "guardião" do estreito e avisou que responderá militarmente a qualquer tentativa de impedir sua atuação na região.

... Ao longo do dia, o embate deixou de se limitar às declarações.

... Washington oficializou um bloqueio naval aos portos iranianos, com início previsto para esta terça-feira, enquanto ataques envolvendo Iêmen, Arábia Saudita e novas explosões em Bandar Abbas reforçaram a percepção de que o conflito entrou em uma fase mais delicada.

... Até então, investidores trabalhavam com a avaliação de que, apesar do tom agressivo das declarações, a diplomacia acabaria prevalecendo e impediria uma interrupção

relevante da oferta de petróleo.

... A oficialização do bloqueio

americano e a ampliação das operações militares

mudaram essa percepção.

... Sem saber como Teerã responderá à nova ofensiva e até onde a disputa poderá avançar, o mercado voltou a incorporar um prêmio relevante de risco geopolítico aos preços da energia. O resultado foi uma forte reprecificação

dos ativos globais.

... O Brent disparou quase 10%, voltou a superar

os US$ 80 por barril e registrou a maior alta diária desde maio de 2020. Juros dos Treasuries e contratos futuros acompanharam o movimento, enquanto bolsas recuaram e o dólar voltou a ganhar força

(leia mais abaixo).

... Mais do que a alta da commodity em si, o

que passou a preocupar os investidores foi a possibilidade de um novo

choque de petróleo interromper o processo de desinflação

e alterar novamente as expectativas para a política monetária dos principais bancos centrais.

... No eletrônico, em meio à nova troca de ataques entre Estados Unidos e o Irã, o petróleo ampliava os ganhos, com o Brent acima de US$ 85, depois de ter fechado o pregão regular a US$ 83,30 na Ice, em alta de 9,59%, enquanto o WTI subiu 9,42%, a US$ 78,14 na Nymex.

DISCURSO À NAÇÃO

- Em meio à retomada dos ataques contra o Irã, à

oficialização do bloqueio naval americano e à disparada

do petróleo, o presidente Donald Trump anunciou que fará um pronunciamento amanhã, quinta-feira, às 22h (de Brasília).

... Embora a Casa Branca não tenha informado

o tema, a expectativa é por qualquer sinal sobre os próximos passos no Oriente Médio.

CPI NO RETROVISOR? - A

divulgação do CPI de junho dos Estados Unidos, hoje, às

9h30 (de Brasília), ganhou um contexto completamente diferente depois da disparada do petróleo provocada pela piora das tensões no Oriente Médio.

... A expectativa é de queda de 0,1% no índice cheio, refletindo principalmente o recuo dos combustíveis

ao longo do mês passado, quando Teerã e Washington chegaram ao acordo provisório. Para o núcleo, a projeção é de que repetirá a alta de 0,2%.

... Em circunstâncias normais, o resultado

reforçaria a percepção de que a inflação

americana continua desacelerando, mas as coisas mudaram.

... O mercado tentará medir até

que ponto um dado construído em um ambiente de energia mais barata

ainda é suficiente para orientar as expectativas sobre a política

monetária, diante de um Brent novamente acima dos US$ 80 por

barril.

... Mais do que o número que será

conhecido hoje, investidores tentarão avaliar se a nova escalada

do petróleo poderá interromper o processo de desinflação

nos próximos meses e obrigar o Federal Reserve a manter uma postura

mais cautelosa.

... O movimento começou a aparecer ainda

ontem. Segundo o CME Group, aumentaram as apostas de alta dos juros

tanto para julho quanto para setembro, refletindo a preocupação

de que um choque mais persistente nos preços da energia complique

o trabalho do Fed.

E AINDA TEM WARSH - É

nesse contexto que o presidente do Fed, Kevin Warsh, faz seu primeiro

depoimento sobre política monetária à Comissão

de Serviços Financeiros da Câmara, hoje, a partir das 11h

(de Brasília), e amanhã, no Senado.

... A agenda ganha importância adicional

com a nova tensão na guerra, embora ninguém esteja esperando

uma sinalização explícita sobre o que o Fed pretende

fazer, conforme reforçou Christopher Waller, em comentário

nesta segunda-feira.

... O diretor afirmou que "não é

o momento de recorrer ao forward guidance", como Warsh insistiu

na coletiva do último Fomc, defendendo uma nova modalidade de

comunicação do Federal Reserve. As decisões devem

continuar sendo guiadas pelos dados.

... Mas Waller acabou ajudando a pressionar os

rendimentos dos Treasuries, ao alertar que um núcleo de inflação

acima do esperado hoje poderá exigir uma nova alta dos juros.

Por outro lado, um resultado positivo do CPI tenderá a ser relativizado

pelo ambiente geopolítico.

NO BRASIL - A nova disparada

do petróleo ainda não foi suficiente para mudar a estratégia

do governo para os combustíveis.

... Apesar da escalada das tensões no

Oriente Médio e do Brent novamente acima dos US$ 80 por barril,

a equipe econômica avalia que os efeitos permanecem administráveis

e, por enquanto, não vê necessidade de retomar a subvenção

de R$ 0,35 por litro ao diesel.

... Segundo fontes ouvidas pela Broadcast,

a avaliação é que a subvenção de

R$ 1,12 por litro ainda em vigor oferece proteção suficiente

para absorver parte da pressão sobre os preços.

... A possível retirada dos subsídios

da gasolina, porém, deve continuar adiada enquanto persistir

a elevada volatilidade provocada pela guerra.

... O governo também descartou, por ora,

ressuscitar o projeto que previa compensar uma eventual redução

de impostos sobre combustíveis com a arrecadação

extra proporcionada pela alta do petróleo.

... Nos cálculos da equipe econômica,

um novo sinal de alerta só seria acionado se o Brent pular para

a casa dos US$ 90. Até lá, a avaliação é

de que os instrumentos atualmente disponíveis são suficientes

para administrar os impactos da guerra sobre os preços domésticos.

TARIFAÇO - A dois

dias da conclusão da investigação comercial do

USTR, o governo continua tentando uma última rodada de negociações

com a Casa Branca, mas já admite, nos bastidores, que a reversão

completa da tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros é

improvável.

... A estratégia passou a ser ampliar

a lista de exceções, preservando setores considerados

estratégicos para os próprios Estados Unidos.

... Empresários que participaram da audiência

do USTR também classificam a aplicação da tarifa

como praticamente inevitável, mas ainda veem espaço para

ampliar a relação de produtos isentos, como ocorreu na

recomendação preliminar divulgada em junho.

... Na visão dos interlocutores do setor

privado, a decisão final será essencialmente política

e dependerá do presidente Donald Trump.

... Apesar desse cenário, Lula afirmou

ontem que "não vai ter tarifaço", em declaração

que contrasta com a avaliação reservada de integrantes

do próprio governo, que trabalham com a expectativa de uma sobretaxa,

concentrando esforços em reduzir seus impactos com exceções.

... O presidente também criticou a decisão

de Trump de cobrar uma taxa de 20% sobre a passagem pelo Estreito de

Ormuz, classificando a medida como "pirataria" e alertou

que a alta do petróleo já começa a pressionar os

preços dos alimentos no Brasil.

... O relatório final do USTR será

divulgado amanhã, quarta-feira (15).

CURTAS DA POLÍTICA -

O governo trabalha para evitar uma paralisação de caminhoneiros

às vésperas do vencimento da MP do Frete, prevista para

quinta-feira, enquanto a AGU busca alternativas para impedir uma greve

nacional.

... O líder do governo no Congresso, Randolfe

Rodrigues, afirmou que há um acordo avançado com a oposição

para votar a proposta já hoje no Senado, o que, segundo ele,

retiraria a justificativa para uma mobilização da categoria.

DÍVIDAS RURAIS. O líder do governo

na Câmara, Paulo Pimenta, afirmou que a MP para renegociação

das dívidas de produtores rurais deve ser publicada até

amanhã. A Frente Parlamentar da Agropecuária ainda pressiona

por juros menores e ampliação dos limites dos prazos.

CONCORRÊNCIA DIGITAL. O governo pretende

intensificar as articulações para tentar aprovar ainda

nesta semana, antes do recesso parlamentar, o projeto que cria um marco

regulatório para a concorrência nos mercados digitais.


... A equipe econômica considera o texto

"maduro" para votação na Câmara, mas

ainda enfrenta resistência das big techs.

CONFIANÇA DA INDÚSTRIA. A confiança

dos empresários da indústria caiu em julho para o menor

nível em cinco anos, segundo a CNI. O índice recuou para

44,4 pontos, completando 19 meses abaixo da linha dos 50 pontos, que

separa confiança de pessimismo.

... A entidade atribui a piora das expectativas

à guerra no Oriente Médio e à possibilidade de

novas tarifas dos Estados Unidos.

PESQUISA. A Futura/Apex divulga hoje, às

8h, nova pesquisa sobre a disputa presidencial de 2026. O levantamento

será acompanhado pelo mercado, em meio ao aumento da sensibilidade

dos ativos às perspectivas para a sucessão de Lula e à

aproximação das eleições.

MAIS AGENDA - Depois de

uma manhã dominada pelo CPI americano e pelo primeiro depoimento

de Kevin Warsh ao Congresso, o restante da agenda perde força,

mas ainda reserva alguns eventos importantes para os mercados.

... Aqui, o IBGE divulga o Levantamento Sistemático

da Produção Agrícola (LSPA) de junho (9h), o Tesouro

realiza leilão de NTN-B e LFT (11h) e o Banco Central faz leilão

de US$ 2,5 bilhões em swap cambial (11h30) para rolagem.

... Nos Estados Unidos, quatro dirigentes do

Fed têm falas previstas: Michael Barr (13h40), Austan Goolsbee

(14h), Lisa Cook (14h30) e Michelle Bowman (15h55), com atenção

para eventuais comentários sobre inflação e política

monetária após o CPI.

CHINA HOJE - As exportações

tiveram alta anualizada de 27% em junho. O resultado superou com folga

a expectativa de 17,5%. As importações avançaram

36% e também vieram melhores que o consenso de 24,7%.

... A balança acumulou superávit

comercial de US$ 125,6 bilhões, acima da projeção

de US$ 120,1 bilhões.

... No final da noite (23h), a China divulga

o PIB do segundo trimestre, além da produção industrial

e vendas no varejo de junho, indicadores que podem influenciar os mercados

na abertura de quarta-feira, especialmente minério de ferro e

commodities.

BALANÇOS - A temporada

de resultados do segundo trimestre ganha força hoje em Wall Street,

com a divulgação dos resultados de JPMorgan, Bank of America,

Goldman Sachs, Citigroup e Wells Fargo, antes da abertura dos mercados.


... Além dos números, investidores

acompanharão as projeções das instituições

para a economia americana, o crédito e a atividade, em um ambiente

marcado pela volta das preocupações com inflação

e juros.

FÔLEGO CURTO - Durou

pouco a festa despertada pelo IPCA fraco. É verdade que a nova

explosão do petróleo não elimina desde já

as chances de a Selic cair em agosto. Mas o mercado volta a reprecificar

os riscos da inflação.

... Também o tom agressivo assumido por

Christopher Waller, considerado um dos diretores mais influentes do

Fed, trouxe uma onda de pressão global ao dólar, que já

chegou aqui, onde a moeda americana voltou à faixa de R$ 5,13.


... O dólar à vista quebrou a sequência

de três quedas e encerrou o dia em alta moderada de 0,47%, a R$

5,1323.

... Em boa medida, o câmbio ainda continua

comportado. Só que a piora externa não pode ser desprezada

e será observada com atenção redobrada, em meio

à agenda forte nos Estados Unidos, com o CPI no centro das atenções.


... Como disse Waller, o Fed está com

medo de andar atrás da curva e repetir o erro cometido em 2021,

quando o BC americano demorou excessivamente para agir contra a escalada

da inflação, qualificada à época como transitória.


... A interpretação equivocada

manteve o juro por um período prolongado e gerou o pico de inflação

em décadas.

... O efeito combinado ontem do petróleo

+ Waller promoveu ajustes nas apostas da política monetária.

A chance de um aperto em setembro subiu para 72,8%, contra 57,0% há

uma semana e 28,5% um mês atrás, segundo o CME.

... Para este mês de julho, a expectativa

de juro estável ainda é a aposta principal, mas diminuiu

de 65,8% para 56,7%, enquanto a probabilidade de uma alta de 25 pontos

base avançou para 43,3%, contra 34,2% um dia antes.

... Nesta terça-feira, o CPI e o discurso

de Kevin Warsh têm potencial para continuar calibrando as expectativas.


... A percepção de juros mais altos

nos Estados Unidos puxou as taxas dos Treasuries e o dólar. O

rendimento da Note de dois anos bateu no maior patamar em quase um ano

e meio e fechou a 4,269%, de 4,205% no pregão anterior.

... No câmbio, o índice DXY avançou

0,32% com o cenário hawkish, aos 101,280 pontos. O euro caiu

0,26%, a US$ 1,1385, a libra perdeu 0,35%, a US$ 1,3354, e o iene recuou

para 162,45 por dólar, prolongando a sua fraqueza.

... O ING aponta que, para uma valorização

sustentada da moeda japonesa, os preços da energia precisam cair

e o Fed precisa não aumentar os juros. "Ambos os cenários

parecem improváveis no curto prazo", observa o banco.

COPOM AINDA TEM ESPAÇO

- Não se sabe até onde o novo choque do petróleo

pode ir, mas o sentimento predominante ainda é de que a pressão

externa não inviabiliza pelo menos mais um corte da Selic até

o final do ano.

... Foi esta a avaliação transmitida

por economistas do mercado financeiro ao diretor de Política

Econômica e de Assuntos Internacionais do BC, Paulo Picchetti,

com quem estiveram reunidos na manhã de ontem, em São

Paulo.

... Segundo relatos ao Broadcast

de participantes do encontro, a redução dos riscos inflacionários

de curto prazo chancela mais uma queda de 0,25 ponto do juro em agosto.

A maioria ainda trabalha com Selic a 14% no fim do ciclo.

... Uma parcela minoritária (e otimista)

não descarta duas reduções em 2026, levando a taxa

para 13,75%, apesar do "Super El Niño", tema que

esteve presente em praticamente todas as falas do participantes da reunião

com Picchetti.

... No boletim Focus, a mediana para o IPCA deste

ano caiu pela segunda semana seguida, de 5,30% para 5,16%.

... Já o risco de desancoragem das expectativas

de inflação nos horizontes mais longos continua no radar:

a estimativa para o IPCA de 2027 subiu de 4,18% para 4,20% no relatório

Focus e, para 2028, seguiu em 3,70%.

... Embora a convicção de corte

da Selic em agosto não tenha sido abalada, os juros futuros acumularam

prêmios em toda a curva ontem, diante do recado duro de Waller

e com o petróleo escalando com a tensão no Oriente Médio.


... No fechamento, o DI para Janeiro de 2027

marcava 13,955% (de 13,904% no ajuste anterior); Jan/28, 14,040% (contra

13,856%); Jan/29, 14,230% (de 14,009%); Jan/31, 14,380% (de 14,209%);

e Jan/33, 14,410% (de 14,267%).

AMBIENTE TÓXICO -

Nem mesmo a puxada do petróleo nas ações da Petrobras

impediu que o Ibovespa sentisse a troca de agressões entre o

Irã e os Estados Unidos e devolvesse parte do rali de quase 3%

da sexta-feira do IPCA.

... O estresse externo desencadeou perda de 1,20%

para o índice à vista, aos 175.739,08 pontos, com giro

fraco, de R$ 19,5 bilhões, refletindo a escassez do capital estrangeiro,

mais interessado na promessa de juro alto pelo Fed.

... Petrobras subiu forte: ON, +3,44%, a R$ 45,71;

e PN, +2,55%, a R$ 40,66. Mas Vale caiu 1,79% (R$ 42,85) e foi bem pior

do que o minério de ferro (-0,47%). A falta de apetite pela bolsa

também atingiu os papéis do setor financeiro.

... Itaú PN perdeu 1,76% (R$ 43,52), Bradesco

PN caiu 0,48% (R$ 18,77), BB ON recuou 1,65% (R$ 20,24) e Santander

unit, -0,91% (R$ 27,37). Auren afundou 5,45% e liderou as quedas do

Ibov, após a Fitch cortar a perspectiva do rating.

... O conservadorismo de Waller e o salto do

petróleo também motivaram vendas nas bolsas de Nova York:

Nasdaq, -1,55%, a 25.873,18 pontos; S&P 500, -0,79%, a 7.515,44

pontos; e Dow Jones, -0,26%, a 52.498,64 pontos.

CIAS ABERTAS NO AFTER -

PETROBRAS informou que GQG Partners passou a deter participação

equivalente a 4,99% das ações ordinárias da companhia,

por meio de ADRs, após alienação no mercado secundário.

USIMINAS. A Fitch reafirmou os ratings BB e AA+(bra),

com perspectiva estável, citando liderança em aços

planos, liquidez robusta e expectativa de melhora da rentabilidade.

ENGIE já tem demanda superior à

oferta para o follow-on, segundo fontes do Broadcast;

operação pode movimentar até R$ 10,4 bilhões.

RENOVA ENERGIA obteve da B3 a prorrogação,

até 30 de novembro, do prazo para reenquadramento da cotação

mínima de R$ 1 por ação.

REDE D'OR e Atlântica concluíram

operação para construção de um hospital

em São Conrado, no Rio de Janeiro, mantendo participação

de 50,01% para a Rede D'Or e 49,99% para a Atlântica.

COGNA elegeu Walfrido Silvino dos Mares Guia

Neto como vice-presidente do conselho de administração,

em substituição a Nicolau Ferreira Chacur.

CYRELA registrou lançamentos de R$ 3,8

bilhões em VGV no segundo trimestre, alta de 34% na comparação

anual, enquanto as vendas líquidas cresceram 14%, para R$ 2,56

bilhões.

EZTEC lançou três empreendimentos

no segundo trimestre, com VGV potencial de R$ 773 milhões, alta

de 57,8% na comparação anual; as vendas líquidas

cresceram 18,2%, para R$ 577,6 milhões...

PDG REALTY destituiu Mauricio Tiso dos cargos

de diretor-presidente e diretor de RI e elegeu Roberto Giarelli para

ambas as funções.

FRAS-LE distribuirá R$ 69,8 milhões

em JCP, equivalentes a R$ 0,2515 por ação, com pagamento

em 24/08 aos acionistas com posição em 16/07.

T4F. O conselho de administração

aprovou parecer favorável à aceitação da

OPA a R$ 5,59 por ação. O leilão está marcado

para 20/07.

AÉREAS. A Coluna do Broadcast

informou que o IPO na bolsa de Nova York do Grupo Abra, controlador

de Gol e Avianca, deve ficar para 2027, diante do cenário de

elevada volatilidade no setor aéreo.

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