segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,4% US tech +0,3% US Semis -0,5% UEM +0,6% Espanha +0,8% VIX 15,1% Bund 3,26%. T-Note 4,71%. Spread 2A-10A USA=+48pb B10A: ESP 3,71% PT 3,61% ITA 4,08% FRA 4,13% Euribor 12m 3,003% (futuro 12m 3,246%) USD 1,168 JPY 185,6/€ 158,9/$. Oro 4.639$. Brent 93,3$. WTI 85,7$. Bitcoin +2,6% (77.107$). Ether +4% (2.448$).


:: SESSÃO. Arranque fraco da tecnologia devido à Shein (má entrada em bolsa em Hong Kong) e à Alibaba (colocação acelerada com forte desconto). Além disso, incerteza quanto às represálias económicas que os EUA irão adotar para estrangular o Irão e à reação deste país sobre os seus vizinhos. Enfrentamos um início de semana mais fraco do que parecia na sexta-feira, mas sem drama.


Assuntos mais importantes das últimas horas:


A Shein reduz em -70% a sua avaliação para a OPS (emissão de novas ações, com 1/10 dos direitos de voto face às já existentes) de hoje em Hong Kong, em comparação com a avaliação aceite há 4 anos, para um máximo de 27.000M$ vs 100.000M$ na altura, colocando-se agora no intervalo 47,60 HK$/49,50 HK$. Ainda assim, implica 0,7x Vendas vs 0,4x a que a Zalando negocia, embora mais barato do que a H&M (1,1x), mas esta não é comparável em termos de segmento de qualidade e preço. A Shein perdeu c. -100 M$ no 2T 2026.


A Alibaba cai esta madrugada -9,5% depois de realizar uma colocação acelerada de 10.200M$ a 112,70$/ação, equivalente a um desconto de -8,4% face ao fecho do dia anterior. Afirma que irá investir este montante no desenvolvimento de IA.


Em grandes números, os investimentos comprometidos em IA pelos principais hiperescaladores norte-americanos (Microsoft, Amazon, Meta, Oracle...) este ano até 31 de julho ascendem a 790.000M$.


A bolsa coreana c. -1,3%, arrastada pela Samsung (c. -6,3%) após anunciar uma remuneração acionista para 2026 inferior ao esperado.


Mercado tenso, aguardando alguma concretização das represálias económicas dos EUA sobre o Irão, que Trump classificou como guerra económica. O Irão ameaça atacar (mais, entende-se) os vizinhos.


Aspeto para hoje:


Mercado fraco e à espera de múltiplos fatores: EUA/Irão, profundidade do impacto sobre as tecnológicas chinesas, incerteza antes da divulgação dos resultados da Nvidia na quarta-feira após o fecho de NY e do que os banqueiros centrais possam dizer em Jackson Hole a partir de quinta-feira à tarde. Sensação de expectativa dentro da fraqueza.


:: CONCLUSÃO. É altura de esperar para ver. Sem susto, mas com alguma cautela. É provável que as bolsas convencionais recuem c. de -0,5%, enquanto a tecnologia poderá cair c -1%. Depois, estabilização até quarta-feira à noite/quinta de manhã, após os resultados da Nvidia.

Mercado de fusões e aquisições

 Neste final de semana, eu comentei sobre este dinamico mercado das "fusões e aquisições", tambem conhecido como M&A, Private Equity, etc.

Neste ano de 2026, por aqui no Brasil, este mercado registra uma dinâmica de menos transações em volume, mas com alto valor financeiro agregado.

O primeiro semestre acumulou movimentações expressivas superando R$ 166 bilhões, impulsionado por operações estratégicas robustas de consolidação, reestruturação, etc. Por que isso acontece

Consultando o Chapt, cheguei a algumas respostas.

Principais Características do Mercado Ticket Médio Mais Alto: Os investidores priorizam negócios maiores e mais complexos.

Fator Dificuldade e Reestruturação: Parte expressiva da movimentação ocorre devido à necessidade de empresas cortarem endividamento e venderem ativos periféricos para ganhar escala.

Papel da Inteligência Artificial: A IA deixou de ser um mero apêndice e passou a ditar teses de aquisição no setor de tecnologia, favorecendo empresas que possuem dados proprietários e agilidade em due diligence.

Cautela Eleitoral: O ambiente político e as eleições no segundo semestre de 2026 aumentam o rigor na análise de risco, tornando o mercado mais previsível.

Em verdade, vem ocorrendo um fenomeno das empresas buscarem recursos "alternativos", evitando os canais de financiamento, em função das extorsivas taxas de emprestimo praticas no mercado. Vai se tornando extremamente "caro" para uma empresa se endividar, melhor, se associar.

Daí a importância de uma operaçao de compra de participações de uma empresa por parte de uma gestora, na dificuldade de captar recursos livres ou mais baratos no mercado. Uma gestora, detentora desta expertise em "Private Equity" intervêm oferecendo comprar um pedaço da empresa em questão.

Esta vive uma fase de crescimento de demanda, de expansão, precisa se aparelhar, precisa de mais espaço e maquinario, TI, etc. Me PARECE uma opção entao que esta empresa contrate um intermediador para esta operaçao de compra de partipaçoes. Injeta-se dinheiro forte na empresa, que se capitaliza para esta expansao. Em outras situaçoes, no entanto, como ja dito, isso acontece para salvar uma empresa afogada em passivos trabalhistas e fiscais. Isso acontece muito, nos dias de hoje.

Mas quando a empresa precisa dar um salto, a solução pode ser buscar este fatiamento. Passa-se a conviver, portanto, com um novo "sócio".

sábado, 22 de agosto de 2026

Ray Dalio

 'STEVE JOBS DOS INVESTIMENTOS'


Em 1982, ele afirmou publicamente que a economia global caminhava para uma depressão. A previsão estava errada: em vez do colapso, começava um dos maiores ciclos de alta da história. O erro quase o levou à falência, mas também deu origem a um método criado para resistir às falsas certezas do mercado.

Ray Dalio já foi chamado de “Steve Jobs dos investimentos” e está à frente da Bridgewater Associates, gigante que administra mais de US$ 150 bilhões para clientes institucionais ao redor do mundo, entre fundos de pensão, governos e bancos centrais.

A quase falência foi descrita por Dalio como uma experiência “muito dolorosa”, mas decisiva para mudar sua forma de pensar e o levou a desenvolver um sistema de investimentos capaz de atravessar diferentes cenários econômicos, mesmo quando o excesso de confiança apontasse para a direção errada.

Confira no site do Seu Dinheiro: https://mrf.lu/2sw6p

MarabraZ em RJ



O pedido de recuperação judicial da Marabraz traz, na lista de motivos que levaram a varejista à uma dívida de R$ 140 milhões, uma extensa briga familiar. No documento apresentado à Justiça, os controladores da Marabraz afirmam que passaram a encontrar dificuldades para ter acesso a crédito após perderem acesso a uma holding criada para administrar os imóveis da família.
A briga entre duas gerações da família Nasser — do fundador da Marabraz — já rendeu um longo processo judicial. Em um dos capítulos, o anel de noivado dado por Abdul Fares a atriz Marina Ruy Barbosa foi usado como demonstração de que os netos do criador da varejista fariam “retiradas anuais milionárias” para “sustentar um padrão de vida de luxo extremo”.

Cravejada de diamantes e comprada em Dubai, a jóia é avaliada em cerca de US$ 1 milhão — aproximadamente R$ 6 milhões. O objetivo da ação judicial era retirar Abdul e outros netos do fundador da Marabraz do comando, justamente, da holding que controla os imóveis da família: a LP Administradora de Bens.

A confusão começou em meados de 2011, quando os filhos do fundador transferiram as participações que detinham nesta holding para seus descendentes. Ou seja, o controle da LP passou para os netos, entre eles, o noivo de Marina Ruy Barbosa.

Os irmãos Nasser e Jamel Fares — atuais controladores da Marabraz e filhos do fundador da varejista — afirmam, no processo judicial, que a transferência das cotas para os descendentes foi uma “operação simulada” com o objetivo de blindar o patrimônio da família de dívidas da Marabraz.

Já os herdeiros — netos do fundador da Marabraz — argumentam que a transferência de cotas foi legítima e que a ação para anular o negócio teria sido motivada por desavenças familiares.

Em setembro de 2025, decisão judicial manteve os netos no controle da LP por entender que os filhos não poderiam pedir a nulidade do negócio ao argumentarem que, na verdade, teria se tratado de uma manobra maliciosa para despistar credores.

Leia mais na coluna Dinheiro e Negócios, de Gabriella Furquim, no metropoles.com

Winston Churchill

 


"Economia Moral: Da Prostituição à Venda de Órgãos, O Que Transações Controversas Revelam Sobre Como Funcionam os Mercados" por Alvin E. Roth.



Nos tempos que vivemos em q tudo é permitido, este livro cai como uma luva. Tempos bicudos em que se naturaliza a safadeza e a corrupção. Pobre país.








Instigante e talvez polêmico: definitivamente uma boa leitura para o verão!
"Economia Moral: Da Prostituição à Venda de Órgãos, O Que Transações Controversas Revelam Sobre Como Funcionam os Mercados" por Alvin E. Roth.

"Combinando a expertise incomparável de Roth como pioneiro em design de mercado com seus relatos incisivos e espirituosos de questões complexas, Moral Economics oferece uma nova e poderosa e inovadora estrutura para resolver as controvérsias mais difíceis de hoje."

"Os mercados não precisam permitir tudo ou proibir tudo. Um design de mercado prudente pode encontrar um equilíbrio entre preservar os direitos das pessoas de perseguir seus próprios interesses e proteger os mais vulneráveis de danos."

https://amzn.to/4g9Xq83

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Call Matinal


21/08/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (20\08)

MERCADOS

Depois da sequência de onze quedas, o Ibovespa testou alguma reação na última quarta-feira, mas ontem já voltou a exibir sinais de fadiga, fechando estável (+0,06%), aos 167.927,15 pontos, com giro de R$ 20,6 bilhões.Os gringos retiraram mais R$ 1,7 bilhão da bolsa na última terça-feira. Só este mês, já saíram mais de R$ 20 bi. Na quinta-feira (20), o dólar ainda operou comportado (beneficiado pelo carry trade), mas vai mudando de faixa. Antes abaixo de R$ 5,10, agora vive perto ou acima de R$ 5,20, como ontem, quando fechou em alta de 0,32%, a R$ 5,1933.

 

PRINCIPAIS MERCADOS       

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta sexta-feira (21), em uma tentativa de recuperação após as fortes perdas da véspera, enquanto os investidores aguardam mais detalhes sobre o plano de "guerra econômica" do presidente Trump contra o Irã. Ao mesmo tempo, o aumento do programa de recompra de títulos do Tesouro dos EUA não foi suficiente para conter a pressão sobre os rendimentos.

 

 

MERCADOS 5h30

 

EUA

Índices

Comentários

 

Dow Jones Futuro: +0,23%

S&P 500 Futuro: +0,29%

Nasdaq Futuro: +0,44%

Semana foi rui,: S&P -1,9%, Nasdaq -2,5%, Dow -1,8%, depois de três semanas de alta.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +0,04%

Nikkei (Japão): -0,30%

Hang Seng Index (Hong Kong): +1,21%

Nifty 50 (Índia): +0,01%

ASX 200 (Austrália): -0,27%

 

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,29%

DAX (Alemanha): +0,35%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,26%

CAC 40 (França): +0,22%

FTSE MIB (Itália): +0,57%

 

Commodities

 

 

 

🛢️🛢️Petróleo WTI, -0,77%, a US$ 86,16 o barril

Petróleo Brent, -0,59%, a US$ 93,23 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,21%, a 707,50 iuanes (US$ 105,23)

Bitcoin, +7,02%, a US$ 77.730,00

 

 

Dia 2108

Mercado de treasuries americanos vive estressado pelas açoes de Donald Trump. Ontem, os juros longos voltaram a subir, reforçando as dúvidas sobre a capacidade das recompras de conter uma pressão alimentada pelo endividamento dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o petróleo avançou pela quinta sessão consecutiva, para perto de US$ 94, depois que Washington prometeu ampliar o cerco econômico ao Irã, mantendo acesos os riscos para a inflação e para o Fed. No Brasil, a desaceleração da atividade ainda sustenta as apostas em novo corte da Selic em setembro, apesar da piora externa. A agenda desta sexta-feira traz os PMIs na Europa e nos EUA, a sabatina de Lula no SBT e um novo Datafolha.

 

 

 

Agenda

Sexta-feira, 2108

04h30 – Alemanha: PMI/S&P Global composto (preliminar de ago)

05h00 – Zona do euro: PMI/S&P Global composto (preliminar de ago)

05h30 – Reino Unido: PMI/S&P Global composto (preliminar de ago)

10h45 – EUA: PMI/S&P Global composto (preliminar de ago)

11h00 – Zona do euro: Confiança do consumidor (preliminar de ago)

Gente implicante, por Eduardo Affonso

É questão de humanidade acudir quem teme ser preso ou ter de fugir, quiçá cometer uma loucura, como um de seus sicários 05/09/2026 00h05 Er...