sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Call Matinal


21/08/2026

Julio Hegedus Netto, economista

 

MERCADOS EM GERAL

 

FECHAMENTO (20\08)

MERCADOS

Depois da sequência de onze quedas, o Ibovespa testou alguma reação na última quarta-feira, mas ontem já voltou a exibir sinais de fadiga, fechando estável (+0,06%), aos 167.927,15 pontos, com giro de R$ 20,6 bilhões.Os gringos retiraram mais R$ 1,7 bilhão da bolsa na última terça-feira. Só este mês, já saíram mais de R$ 20 bi. Na quinta-feira (20), o dólar ainda operou comportado (beneficiado pelo carry trade), mas vai mudando de faixa. Antes abaixo de R$ 5,10, agora vive perto ou acima de R$ 5,20, como ontem, quando fechou em alta de 0,32%, a R$ 5,1933.

 

PRINCIPAIS MERCADOS       

Os índices futuros dos EUA operam em alta nesta sexta-feira (21), em uma tentativa de recuperação após as fortes perdas da véspera, enquanto os investidores aguardam mais detalhes sobre o plano de "guerra econômica" do presidente Trump contra o Irã. Ao mesmo tempo, o aumento do programa de recompra de títulos do Tesouro dos EUA não foi suficiente para conter a pressão sobre os rendimentos.

 

 

MERCADOS 5h30

 

EUA

Índices

Comentários

 

Dow Jones Futuro: +0,23%

S&P 500 Futuro: +0,29%

Nasdaq Futuro: +0,44%

Semana foi rui,: S&P -1,9%, Nasdaq -2,5%, Dow -1,8%, depois de três semanas de alta.

Ásia-Pacífico

 

 

 

Shanghai SE (China), +0,04%

Nikkei (Japão): -0,30%

Hang Seng Index (Hong Kong): +1,21%

Nifty 50 (Índia): +0,01%

ASX 200 (Austrália): -0,27%

 

Europa

 

 

 

STOXX 600: +0,29%

DAX (Alemanha): +0,35%

FTSE 100 (Reino Unido): +0,26%

CAC 40 (França): +0,22%

FTSE MIB (Itália): +0,57%

 

Commodities

 

 

 

🛢️🛢️Petróleo WTI, -0,77%, a US$ 86,16 o barril

Petróleo Brent, -0,59%, a US$ 93,23 o barril

Minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, +0,21%, a 707,50 iuanes (US$ 105,23)

Bitcoin, +7,02%, a US$ 77.730,00

 

 

Dia 2108

Mercado de treasuries americanos vive estressado pelas açoes de Donald Trump. Ontem, os juros longos voltaram a subir, reforçando as dúvidas sobre a capacidade das recompras de conter uma pressão alimentada pelo endividamento dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o petróleo avançou pela quinta sessão consecutiva, para perto de US$ 94, depois que Washington prometeu ampliar o cerco econômico ao Irã, mantendo acesos os riscos para a inflação e para o Fed. No Brasil, a desaceleração da atividade ainda sustenta as apostas em novo corte da Selic em setembro, apesar da piora externa. A agenda desta sexta-feira traz os PMIs na Europa e nos EUA, a sabatina de Lula no SBT e um novo Datafolha.

 

 

 

Agenda

Sexta-feira, 2108

04h30 – Alemanha: PMI/S&P Global composto (preliminar de ago)

05h00 – Zona do euro: PMI/S&P Global composto (preliminar de ago)

05h30 – Reino Unido: PMI/S&P Global composto (preliminar de ago)

10h45 – EUA: PMI/S&P Global composto (preliminar de ago)

11h00 – Zona do euro: Confiança do consumidor (preliminar de ago)

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Tesouro compra menos de 24 horas de alívio nos juros*


… Durou pouco o alívio provocado pela intervenção do Tesouro americano. Os juros longos voltaram a subir, reforçando as dúvidas sobre a capacidade das recompras de conter uma pressão alimentada pelo endividamento dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o petróleo avançou pela quinta sessão consecutiva, para perto de US$ 94, depois que Washington prometeu ampliar o cerco econômico ao Irã, mantendo acesos os riscos para a inflação e para o Fed. No Brasil, a desaceleração da atividade ainda sustenta as apostas em novo corte da Selic em setembro, apesar da piora externa. A agenda desta sexta-feira traz os PMIs na Europa e nos EUA, a sabatina de Lula no SBT e um novo Datafolha.


DUROU POUCO – Os juros longos voltaram a subir ontem, com a T-note de 10 anos novamente perto de 4,7% e o T-bond de 30 anos em 5,25%, reforçando a percepção de que a ampliação das recompras não é suficiente para conter a pressão do endividamento dos Estados Unidos.


… A dívida pública americana ultrapassou US$ 40 trilhões e segue no centro das preocupações com o custo de financiamento do governo.


… O efeito da recompra não durou 24 horas, como alguns analistas já desconfiavam. O aumento do limite das operações, de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões, é pequeno diante do tamanho do mercado e não altera a deterioração dos fundamentos.


… Scott Bessent foi a mercado para dizer que o Tesouro poderá ampliar as recompras nos próximos meses, negou que a estratégia tenha relação com a política monetária do Fed ou seja inflacionária e prometeu maior ênfase à consolidação fiscal.


… O secretário afirmou ainda que os atuais rendimentos dos Treasuries não refletem os fundamentos da economia. Mas não convenceu.


… A First Eagle alertou que a recompra pode “sair pela culatra” se exigir maior emissão de títulos de curto prazo, ampliando o risco em um cenário de déficit elevado. Já o Macquarie avaliou que as operações sinalizam a disposição do Tesouro para conter novas disparadas das taxas.


… A volta da pressão nos juros longos pesou sobre Wall Street, que ainda absorvia a alta do petróleo e a piora das tensões no Oriente Médio.


CERCO AO IRÃ – Scott Bessent também se manifestou sobre a outra fonte de preocupação do governo americano, prometeu impor ao Irã as “sanções mais duras da História” e disse que buscará aliados para isolar economicamente Teerã.


… Além disso, ameaçou agir contra países e empresas que comprarem petróleo iraniano e ajudarem o país a contornar as restrições.


… A ofensiva dá sequência à “guerra econômica” anunciada por Donald Trump e aumenta o temor de que a pressão americana retire mais barris do mercado. Para o Price Futures Group, a possibilidade de as sanções apertarem ainda mais a oferta ajudou a impulsionar as cotações.


… Bessent anunciou uma coletiva de imprensa para segunda-feira, quando deve fornecer detalhes das medidas.


… Nesta quinta-feira, o petróleo subiu pela quinta sessão consecutiva, com o Brent avançando 2,36%, a US$ 93,78 por barril, diante da nova escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. A falta de negociações e o impasse no Estreito de Ormuz mantêm elevado o prêmio de risco.


… O Irã não recuou diante das pressões, afirmando que utilizará todos os meios disponíveis em resposta às sanções. A Guarda Revolucionária ameaçou ainda recorrer a armas mais destrutivas caso a guerra seja retomada, mantendo vivo o risco de uma nova escalada militar.


FED EM ALERTA – A nova escalada do petróleo complica ainda mais o cenário para o Fed, ao aumentar os riscos para a inflação, justamente quando os dirigentes continuam divididos sobre a necessidade de retomar a alta dos juros.


… Alberto Musalem (St. Louis) afirmou que recomendaria uma elevação das taxas em setembro se a probabilidade de a inflação permanecer elevada continuar alta. Ele revelou que já teria votado por um aumento em julho, se tivesse direito a voto neste ano.


… Defendeu que é melhor começar a subir os juros gradualmente agora do que ser obrigado a agir de forma mais agressiva depois.


… Musalem disse que a inflação subjacente ainda está entre 2,5% e 3%, acima da meta de 2%, e avaliou que a política monetária americana se encontra entre neutra e acomodatícia. O payroll mais fraco de julho, segundo ele, não é suficiente para mudar essa avaliação.


… Mary Daly (São Francisco), porém, disse não ver sinais que justifiquem aumentos preventivos dos juros. O mercado continua majoritariamente apostando em manutenção das taxas na reunião de setembro, transferindo as chances de um aperto para dezembro.


… Musalem também atribuiu a escalada dos juros dos Treasuries à combinação de crescimento nominal próximo de 6%, forte competição por capital entre empresas e dívida pública elevada, e descartou que o movimento reflita dúvidas sobre a credibilidade do Fed.


… Na próxima semana, as atenções estarão voltadas para Kevin Warsh em Jackson Hole, em busca de pistas sobre como o presidente do Fed pretende lidar com uma inflação que permanece acima da meta.


NO BRASIL – Apesar da pressão externa e do petróleo, o mercado aqui ainda vê espaço para novo corte de 25 pontos-base da Selic em setembro, diante da desaceleração da atividade e das surpresas benignas da inflação (leia mais abaixo).


ELEIÇÃO – A corrida presidencial volta ao radar nesta sexta-feira, com nova pesquisa e sabatina. Lula participa às 18h30 de entrevista no SBT, enquanto o Datafolha deve divulgar no fim do dia novo levantamento sobre a disputa pelo Planalto.


… Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, enviará ao Congresso uma nova regulamentação da reforma tributária.


… O candidato, que votou contra a reforma no Senado, criticou a alíquota estimada do IVA, próxima de 28%, e prometeu buscar uma distribuição mais equilibrada da carga, com redução dos tributos principalmente sobre comércio e serviços.


… No Estadão, Flávio tem sinalizado a aliados que poderá abrir mão de disputar a reeleição em 2030 caso vença neste ano. O gesto busca ampliar o apoio de outras lideranças da direita à sua candidatura e abrir espaço para uma nova disputa presidencial daqui a quatro anos.


… Ronaldo Caiado prometeu adotar uma política dura contra as bets caso seja eleito. Em encontro com comerciantes em São Paulo, o candidato do PSD comparou as apostas a uma droga e afirmou que o setor terá a “mão pesada” de seu governo.


CURTAS – O governo acertou com Davi Alcolumbre adiar para depois das eleições a promulgação da PEC que cria aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias, segundo fontes ouvidas pelo Broadcast.


… A medida é considerada uma pauta-bomba pela equipe econômica e teria impacto fiscal de R$ 27,9 bilhões em dez anos.


… A estratégia daria tempo para o governo buscar no STF a suspensão dos efeitos da PEC ou a exigência de compensação, evitando também ter de questionar durante a campanha benefícios concedidos aos agentes de saúde.


FISCAL. IFI alertou que o cumprimento formal da meta fiscal de 2026 só será possível com deduções legais de até R$ 69,8 bilhões e não representa melhora estrutural das contas públicas. A instituição projeta déficit primário efetivo de R$ 52 bilhões no ano, cerca de 0,4% do PIB.


… O déficit estrutural dobrou de 0,7% do PIB, no período de quatro trimestres até junho de 2025, para 1,4% neste ano. Segundo a IFI, seria necessário superávit de 2,1% do PIB para estabilizar a dívida bruta.


CARNES. Exportadores pedem à União Europeia um período de transição para as novas exigências de controle de antimicrobianos, evitando a interrupção das vendas brasileiras ao bloco a partir de 3 de setembro.


… A UE respondeu por US$ 1,049 bilhão em exportações de carne bovina brasileira no ano passado.


… A Abiec alerta que a restrição europeia se soma à queda das vendas para a China e já leva frigoríficos a adotar férias coletivas, redução de turnos e interrupção de operações em algumas unidades.


COMBUSTÍVEIS. O governo estuda prorrogar por mais 30 dias a subvenção de R$ 0,44 por litro de gasolina, que vence na terça-feira (25), diante da permanência do petróleo em níveis elevados, segundo o Valor.


… A extensão exigiria a aprovação da MP que autoriza os subsídios, com validade até 9 de setembro, ou outra solução jurídica.


AGENDA – A atividade global entra no radar nesta sexta-feira, com a divulgação das prévias de agosto dos índices de gerentes de compras (PMIs) na Europa e nos Estados Unidos, enquanto no Brasil não há indicadores previstos para hoje.


… Às 10h45, o PMI composto dos EUA deve recuar de 54,5 em julho para 54,3, segundo a mediana das projeções. O índice de serviços é esperado em 53, ante 54,6, enquanto o industrial deve avançar de 53,9 para 54,4.


… Os PMIs da zona do euro abrem o dia, com previsão de queda do composto de 52 para 51,8 e do industrial de 51,9 para 51,6, enquanto o indicador de serviços deve permanecer em 51,7.


… Na Alemanha, o PMI de serviços deve voltar ao território de expansão, de 49,8 para 50,5, enquanto o industrial é esperado em 52, ante 52,2.


… Às 11h, a Comissão Europeia divulga a confiança do consumidor da zona do euro em agosto, com expectativa de melhora de -15,9 para -15,7.


JAPÃO HOJE – A leitura preliminar do PMI composto subiu de 52,7 pontos em julho para 53,4 pontos em agosto. O PMI industrial avançou de 54,5 para 55,1 pontos no período e PMI de serviços melhorou de 51,2 para 52,3 pontos.


… O nível acima de 50 pontos em todos os resultados indica expansão da atividade econômica japonesa.


SEM ROLAGEM – O Banco Central informou no início da noite que não realizará hoje o leilão de rolagem de swaps cambiais com vencimento em 1º de setembro, sem explicar a razão. As operações, que vinham sendo feitas diariamente, serão retomadas na segunda-feira.


CMN – Também ficou para segunda-feira a reunião ordinária do Conselho Monetário Nacional, inicialmente prevista para ontem.


VALE – O Supremo Tribunal Federal incluiu na pauta de hoje o julgamento sobre a tributação de lucros da mineradora no exterior.


RESSACA – Liquidada a euforia inicial com a intervenção no Tesouro americano nos Treasuries para baixar a febre dos juros longos, voltaram a circular desconfianças nos mercados globais de que a atuação pode ser ineficaz.


… Na avaliação do JPMorgan, o aumento das recompras de títulos nos Estados Unidos ataca os sintomas, mas não as causas. “Na ausência de uma consolidação fiscal real, tememos que se veja esta ação como carente de credibilidade.”


… Em relatório, analistas do banco disseram que a iniciativa do Tesouro esta semana foi incomum, porque não havia sinais de disfunção ou falta de liquidez no mercado que justificassem o aumento das recompras de Treasuries.


… Esgotou-se muito rápido, como se viu, o alívio das taxas dos títulos da dívida pública americana, que já voltaram a subir, diante da preocupação de que a ofensiva liderada por Scott Bessent tenha pouca eficácia no longo prazo.  


… Apesar de ele não ter descartado um aumento no tamanho das operações de recompra de Treasuries, o retorno do T-Bond de 30 anos atingiu 5,27% na máxima da sessão e a taxa da Note de 10 anos encostou novamente em 4,7%.


… O rendimento do T-Bond de 30 anos fechou ontem a 5,246%, de 5,182% na véspera, depois de ter ultrapassado momentaneamente 5,3% esta semana, na máxima em duas décadas, antes da atuação inesperada do Tesouro.


… A Note de 10 anos pagou 4,699% ontem, acima do dia anterior (4,636%), e a de 2 anos, 4,183% (de 4,162%).


… O sentimento de ceticismo também bateu por aqui na curva do DI, que embutiu ainda a pressão do petróleo. Apesar disso, os juros curtos terminaram estáveis. Nada abala a aposta em corte de 0,25 pp da Selic em setembro.


… O peso do mercado de renda fixa americano se refletiu no trecho intermediário e longo. Jan/28 marcou 13,940% (contra 13,899% na véspera); Jan/29, 14,275% (14,221%); Jan/31, 14,580% (14,529%); e Jan/33, 14,700% (14,657%).


… Só o Jan/27 ficou perto do ajuste, a 13,725% (de 13,726%), incorporando nova dose de flexibilização pelo Copom.


VAZA – Não bastasse a reversão do otimismo global com a atuação do Tesouro americano, o câmbio doméstico teve que voltar a olhar ontem para a realidade da fuga do investidor estrangeiro da B3 com o trade eleitoral/fiscal.


… Os gringos retiraram mais R$ 1,7 bilhão da bolsa na última terça-feira. Só este mês, já saíram mais de R$ 20 bi.


… O dólar ainda opera comportado (beneficiado pelo carry trade), mas mudou de faixa nas últimas semanas. Antes abaixo de R$ 5,10, agora vive perto ou acima de R$ 5,20, como ontem, quando fechou em alta de 0,32%, a R$ 5,1933.


… O real segue na lanterninha este mês, com a pior performance entre as moedas mais importantes do mundo. A piora está diretamente associada à perda de apetite do k externo pelo Brasil, agora que a eleição entrou em cena.


… Lá fora, pouco convencido sobre o sucesso a longo prazo da iniciativa de Bessent de recomprar Treasuries, o DXY zerou ontem a reação de alívio (bem passageiro) e fechou perto da estabilidade (+0,05%), aos 98,886 pontos.


… Em relatório, o Citi informou que abandonou a visão neutra e passou a projetar um dólar global mais fraco, diante da surpresa com a recente rodada de indicadores americanos (CPI, PPI e payroll), que não pregou nenhum susto.  


… Para os estrategistas do banco, a inflação americana não deve registrar altas surpreendentes e o Fed já deve ter atingido o pico do tom mais conservador. Assim, o Citi projeta o DXY a 98,34 pontos, contra 102,12 pontos antes.


… O euro operou estável ontem, a US$ 1,1678, a libra subiu 0,17%, para US$ 1,3630, e o iene caiu a 159,14/US$.


… Um dia depois de a ata do Fed ter revelado que “diversos” dirigentes defenderam elevação de 25 pontos no juro na última reunião, Alberto Musalem informou ter sido um destes que recomendou o aumento da taxa em julho.


… Mesmo sem direito a voto este ano, ele tem expressado abertamente sua preferência por uma postura mais cautelosa contra as pressões inflacionárias persistentes. “Quero que a inflação caia para 2% em 18 meses”, disse.


VOO DE GALINHA – Desencorajados pela percepção de que o ajuste fiscal continuará deixando a desejar, seja qual for o vencedor da eleição, os estrangeiros saem do Brasil em busca de melhores oportunidades e o Ibovespa patina.


… Depois da sequência de onze quedas, o índice à vista testou alguma reação na última quarta-feira, mas ontem já voltou a exibir sinais de fadiga, fechando estável (+0,06%), aos 167.927,15 pontos, com giro de R$ 20,6 bilhões.


… Em sessão predominantemente negativa para os bancos, Itaú PN registrou queda de 2,24%, a R$ 37,51; Bradesco PN perdeu 1,69%, a R$ 15,75; e BB ON recuou 0,22%, para R$ 18,04. Já Santander unit subiu 0,94%, a R$ 28,97.


… Segundo analistas, o crédito continua como um dos principais pontos de atenção para o setor financeiro.


… O sinal vermelho dos papéis dos bancos foi contrabalançado ontem pela força das blue chips das commodities.


… A alta do petróleo justificou os ganhos de Petrobras ON (+2,64%, a R$ 49,41) e PN (+2,81%, a R$ 44,32). Já Vale ON (+2,62%, a R$ 74,02) ignorou a queda do minério de ferro na China (-1,19%), porque precipitou um ajuste técnico.


… “A Vale entrou em região de suporte forte (R$ 71 e R$ 72). Com isso apareceu comprador”, explicou ao Broadcast o analista Rodrigo Brolo (da AAX Investimentos). Apesar disso, ele disse que o papel segue em tendência de baixa.


… Ainda que o Ibovespa não tenha conseguido tomar impulso no pregão desta quinta, foi importante ter operado descolado da queda das bolsas em Nova York, afetadas por três fatores: alta dos Treasuries, do petróleo e Walmart.


… A gigante varejista despencou 9,15% após o balanço do segundo trimestre frustrar as expectativas, com vendas menores, devido ao preço mais alto da gasolina. O Nasdaq registrou queda de 1,00%, aos 26.067,17 pontos.


… O Dow Jones cedeu 1,32%, aos 52.759,21 pontos, e o S&P 500 perdeu 0,87%, aos 7.641,16 pontos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE informou que 19 municípios aderiram ao acordo definitivo de reparação pelos danos do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG)…


… Com isso, 45 dos 49 municípios elegíveis já integram formalmente o acordo.


CSN/CSN MINERAÇÃO. Citi manteve recomendação neutra para ambas e elevou preço-alvo da CMIN de R$ 4,50 para R$ 6, apesar de ter cortado em 9% a projeção de Ebitda para 2027.


COSAN. Fitch retirou observação negativa e reafirmou ratings BB-/A+(bra), mas manteve perspectiva negativa…


… A agência de classificação de risco vê melhora moderada da alavancagem após desinvestimentos, mas diz que novas vendas de ativos seguem necessárias.


EMBRAER. Maurício Augusto Silveira de Medeiros renunciou ao conselho e será substituído pelo suplente Walcyr Josué de Castilho Araújo, ambos indicados pelo governo federal…


… Citi elevou preço-alvo dos ADRs da Embraer de US$ 76 para US$ 90 e manteve recomendação de compra.


LATAM confirmou vazamento de dados pessoais de uma parcela de clientes do Latam Pass.


AERIS iniciou mediação com principais credores para renegociar seu endividamento e pediu à Justiça suspensão, por até 60 dias, de execuções e cobranças relacionadas aos créditos em negociação.


CEMIG. Governador de MG e candidato à reeleição, Mateus Simões, admitiu em sabatina à CNN a possibilidade de troca na presidência da companhia, ao ser questionado sobre eventual negociação de cargos com o União Brasil.


AXIA ENERGIA transferirá 23,08 milhões de ações em tesouraria para recompor saldo ligado a processos judiciais e dará baixa em passivo de cerca de R$ 1,1 bilhão. Medida não terá impacto no resultado.


TAESA. Energização da Conversora Garabi 2 acrescentou R$ 24,2 milhões à RAP da Saíra, elevando a receita habilitada para R$ 195,9 milhões, equivalente a 97,5% da RAP total da concessão.


EDP ESPÍRITO SANTO fará emissão de R$ 800 milhões em debêntures, com vencimento em dez anos. Recursos serão destinados à expansão, renovação e melhoria da infraestrutura de distribuição de energia no Estado.


ENEL SP defendeu perícia técnica no processo de caducidade para avaliar falhas na prestação do serviço e efeitos de eventos climáticos extremos. Pedido será analisado pela Aneel na segunda-feira.


ONCOCLÍNICAS concluiu venda de 27,49% da joint venture na Arábia Saudita por US$ 6,55 milhões, cerca de R$ 33,3 milhões. Recursos serão usados na compra de medicamentos, conforme plano de recuperação extrajudicial…


… CVM julgará no dia 25 recurso contra decisão da área técnica que afastou necessidade de OPA em reorganização dos fundos Josephina envolvendo participação atribuída à Centaurus.


AMIL. Negociações para venda de 100% da companhia à Advent e Bain avançaram, mas preço ainda é impasse. Ativo é avaliado em cerca de R$ 17 bilhões, segundo fontes do Valor.


SER EDUCACIONAL pagará R$ 51,9 milhões em dividendos intermediários, em duas parcelas, nos dias 25/9 e 30/10. Terão direito ao pagamento acionistas na base de 31/8.


TOKY. Soller elevou participação para 17,58% das ações, enquanto DSK e SPX zeraram suas posições acionárias. Fundo gerido pela SPX permanece titular de 80.944 debêntures conversíveis.

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,86%, US tech -0,72% US Semis +0,53% UEM -0,37% Espanha -0,18% VIX 16% Bund 3,26%. T-Note 4,70%. Spread 2A-10A USA=+52pb B10A: ESP 3,70% PT 3,62% ITA 4,08% FRA 4,12% Euribor 12m 2,99% USD 1,169 JPY 185,8/€. Oro 4.590$. Brent 93,3$. WTI 86,3$. Bitcoin +8,3% (75.157$). Ether +4,6% (2.353$).

 

SESSÃO: As vendas regressaram ao mercado obrigacionista, depois de se ter dissipado o alívio temporário gerado na quarta-feira pela intervenção do Tesouro norte-americano. O 10 anos americano voltou a ultrapassar os 4,7% e o 30 anos os 5,25%. O mercado interpretou a medida de Bessent como um remendo temporário e não como uma solução estrutural.

 

A isto juntou-se uma nova subida do preço do petróleo (Brent 93,3$; WTI 86,3$), após as declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, de que os Estados Unidos irão impor ao Irão as sanções económicas “mais duras da história”, além de alertar para a possibilidade de sanções contra qualquer país que preste apoio ao Irão.

 

Perante este contexto, os ativos que funcionam como reserva de valor face à desvalorização das moedas fiduciárias voltaram a registar uma sessão positiva: Ouro +1,6%, para 4.590$, e Bitcoin +8,3%, para 75.157$.

 

No plano micro, ontem destacou-se a queda de 9% da Walmart, considerada um indicador do consumo norte-americano e o maior empregador privado do país, após reportar o crescimento mais baixo nos EUA dos últimos seis anos (+2,6% face a +3,7% esperado).

 

Na frente macro, no início da manhã foi divulgado que a inflação de julho no Japão acelerou para +1,9% (vs +1,9% estimados e +1,6% anteriores), sobretudo devido ao encarecimento das importações causado pela fraqueza do iene e ao aumento dos custos energéticos decorrente do conflito no Médio Oriente. Este cenário aumenta a probabilidade de novas subidas das taxas de juro no Japão. Estimamos duas subidas adicionais de +25 p.b. cada. 

 

Ao longo do dia será também divulgada uma série de PMI a nível mundial, que deverão continuar a apontar índices em zona de expansão, com melhoria da atividade económica e moderação nos preços pagos.

 

CONCLUSÃO: Sem novidades do Médio Oriente e com poucas referências relevantes no curto prazo, a atenção dos mercados estará centrada na próxima semana, (resultados da Nvidia na quarta-feira e Jackson Hole de quinta-feira a sábado). O cenário mais provável será uma sessão lateral, mantendo-se um tom de prudência nas bolsas.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Rosa Riscala: Tesouro compra tempo nos juros longos*


Intervenção não elimina as dúvidas sobre a trajetória das taxas americanas


… A reação do Tesouro à disparada dos juros longos roubou a cena nesta quarta-feira e deu alívio aos mercados globais, mas não elimina as dúvidas sobre a trajetória das taxas. A ata do Fed mostrou um Comitê mais inclinado ao aperto em julho, mas chegou parcialmente vencida por dados mais fracos divulgados depois e não mudou as apostas de manutenção em setembro. No Oriente Médio, Trump elevou a pressão sobre o Irã ao anunciar uma “guerra econômica” contra o país, enquanto o Brent segue acima de US$ 91. No Brasil, o leilão de prefixados do Tesouro ganha atenção em um dia fraco de indicadores. Nos Estados Unidos, saem os pedidos de auxílio-desemprego e o balanço do Walmart.


TESOURO REAGE AOS JUROS LONGOS – A dívida pública americana ultrapassou a marca de US$ 40 trilhões, mais que o dobro do que era há uma década, justamente no dia em que o Tesouro mostrou que a pressão dos juros longos já incomoda o suficiente para provocar uma reação.


… Depois de o rendimento do T-Bond de 30 anos superar 5,30% e atingir o maior nível desde 2007, o Tesouro anunciou que vai ao menos dobrar, de US$ 2 bilhões para US$ 4 bilhões por operação, as recompras de Treasuries de 10 a 30 anos para dar suporte à liquidez.


… A resposta foi imediata: as taxas longas despencaram, o dólar perdeu força e o alívio se espalhou pelos mercados globais.


… Oficialmente, o Tesouro diz que pretende dar maior suporte à liquidez nos vencimentos longos, mas o anúncio inesperado foi interpretado como um sinal de desconforto com a escalada recente das taxas, que vinha desafiando o Fed.


… Se a intenção fosse apenas melhorar a liquidez, observou o ING, a mudança teria sido anunciada há duas semanas, junto com o comunicado trimestral de refinanciamento. Na prática, o recado ao mercado foi de que a pressão sobre os juros longos já estava passando dos limites.


… Mas a leitura predominante é de que a intervenção pode aliviar o estresse, como aliviou, mas não muda a tendência estrutural.


… Além do quadro fiscal, com déficit nominal de cerca de 6% e uma dívida que acaba de romper os US$ 40 trilhões, a resiliência da economia e os pesados investimentos em inteligência artificial continuam sustentando as taxas.


… As techs também vêm emitindo volumes elevados de dívida, aumentando a disputa por capital justamente nos vencimentos mais longos.


… A recompra anunciada pelo Tesouro, a partir de 9 de setembro até 4 de novembro, representa uma parcela pequena diante do tamanho do mercado de Treasuries e não reduz os déficits nem a necessidade de financiamento do governo dos Estados Unidos.


… Daí o consenso de que a medida dificilmente deve alterar de forma duradoura a trajetória dos juros longos.


… Há ainda dúvidas sobre o efeito inflacionário da intervenção.


… Alguns analistas temem que o aumento das recompras acabe alimentando a liquidez e as pressões sobre os preços, leitura que ajudou a impulsionar o ouro em quase 3% ontem. Outros ressaltam que a operação não equivale a uma flexibilização quantitativa do Fed.


ATA VENCIDA – A ata do Fed, divulgada nesta quarta-feira, revelou um Comitê bem mais inclinado ao aperto monetário em julho do que os três votos pela alta dos juros sugeriam, mas chegou ao mercado parcialmente vencida pelos dados divulgados desde aquela reunião.


… “Diversos” dirigentes defenderam uma elevação de 25pb e “vários” avaliavam que um aperto adicional poderia ser necessário se a inflação não cedesse. A Capital Economics registra que pelo menos outros dois Fed boys, sem direito a voto em julho, também apoiavam uma alta.


… Entre os mais preocupados, havia a avaliação de que seria melhor agir logo do que correr o risco de precisar de um aperto mais intenso e custoso adiante. O desconforto com a inflação, portanto, ia bem além dos três dissidentes formais.


… Mas essa fotografia foi tirada antes dos dados mais fracos de emprego, atividade e inflação divulgados desde então.


… O payroll de julho e as vendas no varejo decepcionaram e os últimos indicadores de preços foram mais benignos, reforçando o argumento da ala favorável à manutenção. Tanto que a ata praticamente não mexeu nas apostas para setembro no CME Group.


… Ao contrário, a probabilidade de manutenção dos Fed funds subiu ligeiramente, de 63,9% para 65,4%. Para outubro, o mercado está mais dividido: 52,4% ainda esperam estabilidade e 40,7% projetam uma alta de 25 pontos-base.


… Parte do mercado considera que seria necessário um mercado de trabalho mais forte e inflação mais elevada para justificar uma alta este ano. Quem ainda espera por um aumento dos juros, como a Capital Economics, adiou a projeção para dezembro.


… A inflação, portanto, continua com a palavra. E há pelo menos duas fontes de risco que ainda devem ser monitoradas: o boom de IA, que já encarece chips, eletricidade e outros custos dos data centers, e a guerra no Oriente Médio, que eleva as expectativas inflacionárias.


GUERRA ECONÔMICA – Donald Trump elevou mais um degrau a pressão sobre o Irã e anunciou à noite uma “guerra econômica” contra Teerã, com sanções extraterritoriais contra países e empresas que ajudarem o regime a contornar o isolamento imposto pelos Estados Unidos.


… O pacote mira justamente os canais usados para manter o petróleo iraniano em circulação, como contrabando, registros de navios, empresas de fachada, linhas de swap, casas de câmbio e transferências financeiras.


… O presidente prometeu “enormes consequências econômicas” também para governos, instituições financeiras e empresas que fornecerem apoio ao Irã. A nova ofensiva veio depois que afastou, durante o dia, qualquer perspectiva imediata de retomada das negociações.


… Trump disse que poderá voltar a conversar com Teerã “em algum momento”, mas que não pretende fazer isso agora, porque a situação dos Estados Unidos na guerra está “muito boa”. Ele voltou a afirmar que Washington controla o Estreito de Ormuz.


… E minimizou o impacto do conflito sobre a oferta de petróleo, citando o aumento da produção americana. Segundo ele, o estreito “em breve” deixará de ter a importância que teve no passado e os preços do petróleo cairão fortemente quando a guerra terminar.


… O mercado não comprou esse discurso. Sem avanço diplomático, o Brent subiu 0,66%, a US$ 91,62, e o WTI avançou 0,39%, a US$ 84,39. Nem mesmo o aumento inesperado dos estoques e da produção nos Estados Unidos foi suficiente para derrubar as cotações.


… Do lado iraniano, o sinal também é de endurecimento.


… Fontes próximas ao regime disseram ao Financial Times que Teerã já considera uma retomada da guerra uma questão de “quando”, e não de “se”, e avalia atacar instalações militares americanas no sudeste da Europa caso Washington amplie a ofensiva.


… Entre os possíveis alvos estariam bases na Bulgária e no Chipre, além dos cabos submarinos de fibra óptica que atravessam Ormuz.


… A tensão começa ainda a redesenhar as relações na região. Os Emirados Árabes Unidos suspenderam o comércio e as transações financeiras com o Irã, enquanto Catar, Arábia Saudita e Egito tentam abrir canais diplomáticos para conter a escalada.


… A escalada também se espalha pela Síria, que assinou um acordo com a Turquia para cooperação em energia e mineração, enquanto Israel voltou a atacar alvos militares sírios e advertiu que não aceitará um “entrincheiramento” turco no país.


… A preocupação com a oferta atingiu ainda a Rússia, que começou a importar combustíveis após ter suspendido as exportações de derivados.


ELEIÇÃO – A equipe de Flávio Bolsonaro começa a modular uma das principais propostas econômicas da campanha e já não fala mais em suspender a reforma tributária, mas em rever as regras aprovadas e abreviar o período de transição, hoje previsto até 2033.


… A mudança de discurso ocorre depois de o candidato ter defendido várias vezes a suspensão da reforma por pelo menos um ano.


… Agora, a equipe estuda acelerar a redução de benefícios fiscais e rever os setores que terão tratamento favorecido, numa tentativa de diminuir o custo das exceções e dos fundos de compensação.


… O coordenador político da campanha, Rogério Marinho, afirmou que a intenção não é paralisar nem acabar com a reforma, mas corrigir suas “distorções”. Um grupo foi criado para elaborar propostas que seriam apresentadas no início de 2027, em caso de vitória de Flávio.


… A campanha também detalha os planos para infraestrutura. Flávio promete R$ 900 bilhões em investimentos em quatro anos, com forte participação privada por meio de concessões e PPPs e mecanismos para dar maior estabilidade às regras dos contratos.


… Lula, por sua vez, aposta na continuidade do Novo PAC e das concessões.


… O governo espera encerrar 2026 com cerca de R$ 300 bilhões em investimentos em infraestrutura, após R$ 280 bilhões em 2025, e promete ampliar projetos em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos regionais.


… Em visita ao Centro Industrial Nuclear de Aramar, em São Paulo, Lula defendeu também mais recursos para a Defesa e afirmou que voltará a Brasília para buscar verbas para concluir o submarino nuclear.


… Segundo o presidente, a soberania não pode ficar apenas no “discurso” e o País precisa estar preparado para “dizer não”.


… Entre os demais candidatos, Ronaldo Caiado voltou a atacar a política econômica do governo e classificou como “blefe” e “factoide” a abertura do processo da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos.


… Para ele, a medida busca criar uma briga com Washington para desviar o foco da economia.


… Já Renan Santos apresentou uma proposta mais agressiva de ajuste fiscal, que prevê economia de R$ 1 trilhão em cinco anos. O plano desindexa Previdência e BPC do salário mínimo, corrige pisos de saúde e educação apenas pela inflação e corta 10% dos benefícios tributários.


CURTAS – Bancários de todo o País farão uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira. A categoria reivindica reposição da inflação, aumento real de 5% nos salários e demais verbas, além de reajustes no piso, vale-refeição, vale-alimentação e PLR.


… A adesão dependerá da mobilização em cada região e a greve não implica necessariamente o fechamento das agências.


CCEE. A bandeira amarela deve permanecer na conta de luz até novembro, com adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh.


TARIFAS. As tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros desde 2025 provocaram uma perda líquida de US$ 4,2 bilhões para o País, segundo cálculo do Bradesco. A perda bruta chegou a US$ 6,9 bilhões.


… Desse total, US$ 2,7 bilhões foram compensados pelo redirecionamento das exportações para outros mercados.


AGENDA FRACA – O leilão de títulos prefixados do Tesouro, às 11h45, é o principal destaque doméstico nesta quinta-feira, em meio à atenção redobrada do mercado aos juros longos. Serão ofertadas LTNs com vencimentos entre 2027 e 2030 e NTN-Fs entre 2031 e 2037.


… Antes, às 11h30, o BC oferece até 50 mil contratos de swap cambial para a rolagem de setembro. Às 14h30, sai a Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito e, das 15h às 17h, Gabriel Galípolo participa da reunião do CMN.


… Nos Estados Unidos, os pedidos semanais de auxílio-desemprego saem às 9h30, com expectativa de 211 mil, ante 209 mil na semana anterior.


… Antes da abertura, o Walmart divulga balanço, com previsão de lucro de US$ 0,74 por ação.


… À noite, às 21h30, saem as prévias dos PMIs de agosto do Japão.


CHINA HOJE – O PBoC manteve as principais taxas de juros inalteradas. A taxa de referência para empréstimos (LPR) de 1 ano foi mantida em 3% e a de 5 anos seguiu em 3,5%. Ambas permanecem no mesmo nível desde maio de 2025.


O COBERTOR É CURTO – Em meio ao anúncio-surpresa do Tesouro americano de, no mínimo, dobrar o tamanho das recompras de dívida, especialistas em orçamento conclamam o governo Trump a endereçar o fiscal insustentável.


… Não tem fórmula mágica, a não ser gastar menos do que se arrecada ou arrecadar mais do que se gasta.


… A intervenção desta quarta-feira atestou concretamente o desconforto que o Tesouro já vinha expressando nos últimos dias com os custos de captação, pressionado pela onda vendedora de estrangeiros, especialmente japoneses.


… Além disso, como se viu, o impulso das taxas vem do boom de investimento na IA e da economia americana forte.  


… O secretário do Tesouro, Scott Bessent, transmitiu a mensagem de que não vai observar sem defender. “Tem goleiro”, segundo a metáfora adotada pela CEO e economista-chefe da Buysidebrazil, Andrea Damico.


… Na BBG, a equipe do Citi acredita que a atuação do Tesouro, combinada com o arrefecimento da inflação exibido pelas últimas leituras do CPI e PPI, prepara o terreno para uma forte valorização dos Treasuries nos próximos meses.


… Outros analistas, porém, questionam a eficácia a longo prazo das medidas isoladas e apontam para pressões persistentes no mercado, sob risco até mesmo de a decisão do Tesouro disparar a inflação americana.


… “O Tesouro comprará Treasuries que o investidor privado não quer mais segurar. O dinheiro que pagará por isso será criado pelo Fed, o que levará a inflação para as alturas”, escreveu o economista Peter Schiff (EPAM).


… Depois de ter batido esta semana o pico em quase duas décadas, acima de 5,30%, a taxa do T-Bond de 30 anos derreteu ontem para a faixa de 5,18% com a atuação do Tesouro e fechou a 5,182%, contra 5,291% na véspera.


… O anúncio inesperado nos Estados Unidos reverberou por aqui, queimou prêmio nos juros futuros, especialmente nos mais longos, derrubou o dólar abaixo de R$ 5,20 e deu o start para a bolsa quebrar a longa sequência negativa.


… No fechamento, o DI para janeiro de 2027 caiu para 13,720% (de 13,749% no ajuste anterior); Jan/28, a 13,880% (contra 13,971%); Jan/29, a 14,195% (de 14,336%); Jan/31, a 14,500% (de 14,643%); e Jan/33, 14,625% (de 14,774%).


CAI PARA SUBIR? – A liquidez que o Tesouro americano pretende injetar aliviou o dólar em escala global e, por aqui, a moeda americana voltou para R$ 5,17. Só não existe garantia de que o caminho está livre para queda sustentada.


… Na avaliação do JPMorgan, o câmbio doméstico está sensível e vulnerável a um cenário eleitoral desfavorável, justamente pelo fato de ainda vir atravessando com resiliência os ruídos em comparação com ciclos anteriores.


… Exceto por breves episódios de estresse, o carry trade tem sido fundamental para essa dinâmica mais resistente.


… Segundo o banco, há praticamente nenhum prêmio de risco eleitoral incorporado aos preços e, em um quadro adverso para a consolidação fiscal, a volatilidade precificada seria compatível com o dólar na região de R$ 5,50.


… Ontem, caiu 0,87% e fechou cotado a R$ 5,1761, alinhado à tendência externa. Lá fora, o índice DXY terminou o pregão em queda consistente de 0,83%, a 98,833 pontos, num dia em que até mesmo o iene conseguiu se fortalecer.


… Com o suporte das recompras de títulos pelo Tesouro americano derrubando o dólar, a moeda japonesa encontrou espaço para subir até 158,28/US$. O euro ganhou 0,88% (US$ 1,1677) e a libra subiu 0,56%, a US$ 1,3608.


… Demorou, mas o Ibovespa finalmente conseguiu parar de cair depois de onze pregões, com a ajuda da novidade da intervenção nos Treasuries, que teoricamente poderia significar maior interesse do fluxo pelos países emergentes.


… Na prática, porém, o ambiente eleitoral e fiscal continua sendo um obstáculo relevante para uma reversão da tendência de fuga do capital externo da B3, sugerindo que a janela de respiro na bolsa pode se provar temporária.


… No pico da euforia, ontem, o Ibovespa rompeu os 170 mil pontos (170.341), com alta superior a 2%. Mas ao longo do pregão moderou o ritmo, para fechar em alta de 0,90%, para 167.830,27 pontos, com giro de R$ 19,6 bilhões.


… Entre as blue chips, os papéis da Petrobras andaram de braços dados com o petróleo (ON, +1,28%, a R$ 48,14; PN, +1,20%, a R$ 43,11). As ações da Vale (ON, +0,81%, a R$ 72,13) colaram nos ganhos do minério de ferro (+0,78%).


… Já os bancos fecharam mistos: Itaú PN (+0,47%, a R$ 38,37), BB ON (+1,57%; a R$ 18,08); e BTG unit (+0,58%, a R$ 50,51) subiram, enquanto Bradesco PN (-0,62%, a R$ 16,02) e Santander unit (-1,88%, a R$ 28,70) recuaram.


… Como o Ibovespa andava muito descontado, a empolgação aqui foi bem maior do que em Nova York, onde as bolsas fecharam em leve alta. Moderna saltou 176% com o anúncio de vacina experimental contra o câncer de pele.


… O Dow Jones subiu 0,22%, a 53.463,05 pontos; S&P 500 avançou 0,21%, para 7.707,98 pontos; e o Nasdaq ganhou +0,16%, aos 26.331,09 pontos. O avanço dos preços do petróleo conteve os ganhos no mercado de ação.


CIAS ABERTAS NO AFTER – VALE estuda participar da disputa pelo Porto Sudeste sem desembolso direto, via contrato “take-or-pay”, segundo o Valor. GIP/BlackRock e Gerdau também integram a proposta.


GERDAU. BlackRock reduziu participação para 9,991% das ações PN e manteve derivativos referenciados equivalentes a 0,846% dos papéis da mesma classe.


BANCO DO BRASIL pagará R$ 196,9 milhões em JCP, ou R$ 0,0345 por ação, em 11/9. Papéis ficam “ex-JCP” em 2/9.


SANTANDER BRASIL emitiu R$ 600,3 milhões em letras financeiras subordinadas, com prazo de dez anos. Recursos serão usados para reforçar o Nível II do Patrimônio de Referência.


BRB. Tribunal de Contas pediu ao governo do DF esclarecimentos sobre eventual ordem para adiar a divulgação do balanço, segundo o Metrópoles.


PETRORECONCAVO renovou até 2037 contrato com a Petrobras para processamento de gás na unidade de tratamento Catu, localizada em Pojuca (Bahia), e suspendeu investimento de R$ 60 milhões na UPGN de Miranga.


BRASKEM. Justiça dos EUA marcou para 24/9 audiência sobre o plano de recuperação da Braskem Idesa, que prevê reduzir em US$ 920 milhões dívida de US$ 2,4 bilhões.


SABESP aprovou emissão de R$ 156,6 milhões em debêntures para investimentos e financiamento de projeto com novas infraestruturas e modernização de estruturas existentes.


TIM aprovou recompra de até 55,2 milhões de ações ON, ou 2,31% da classe, com desembolso máximo de R$ 1 bilhão e prazo até fevereiro de 2028.


OI. Tribunal de Justiça do RJ manteve bloqueio de créditos da Pimco em disputa com a companhia. Gestora recorreu e o mérito ainda será julgado, segundo o Painel S.A./Folha.


CASAS BAHIA obteve proteção contra vencimento antecipado de contratos por causa do pedido de recuperação judicial. Justiça fará perícia antes de decidir sobre o processamento da recuperação, segundo o Valor.


MARCOPOLO pagará R$ 0,13 por ação em dividendos, com papéis “ex” em 26/8 e pagamento a partir de 9/9. A companhia também aprovou recompra de até 49 milhões de ações PN.


CYRELA lançará loteamento de alto padrão em Porto Feliz (SP), com VGV potencial de até R$ 4 bilhões e complexo de lazer com piscina de 35 mil m², segundo o Valor.


ÂNIMA. Compostella elevou participação para 5,578% das ações, ante 0,876% anteriormente.


SMARTFIT fará em 2/9 o resgate antecipado total das notas comerciais da segunda emissão, com pagamento do saldo, remuneração e prêmio equivalente a 0,25% ao ano.


KEPLER WEBER. Trígono Capital passou a deter 14,94% das ações ON. Gestora afirmou que a participação não tem objetivo de alterar o controle ou a administração da companhia.


AMBIPAR. Oliveira Trust e Sumitomo pediram à Justiça adiamento da assembleia de credores de 25/8, citando prazo insuficiente e falta de balanços atualizados, segundo o Valor.


T4F prorrogou até 18/9 o prazo para acionistas remanescentes venderem ações na OPA. Preço permanece em R$ 6,02 por papel, corrigido pela Selic até o pagamento.

Bankinter Matinal Portugal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +0,2%, US tech -0,2% US Semis -2,1% UEM -0,3% Espanha -0,4% VIX 14,9% Bund 3,26%. T-Note 4,65%. Spread 2A-10A USA=+48pb B10A: ESP 3,70% PT 3,60% ITA 4,06% FRA 4,11% Euribor 12m 2,98% USD 1,168 JPY 184,7/€. Oro 4.516$. Brent 91,6$. WTI 85,8$. Bitcoin +7,0% (69.041$). Ether +16% (2.218$).



SESSÃO: O tom da manhã é construtivo. A estabilidade do petróleo e nos títulos, o bom comportamento das bolsas asiáticas e futuros positivos apoiam um cenário favorável para os mercados, com altas probabilidades de que a repercussão nas bolsas se prolongue durante a sessão.



Trump anuncia medidas para aumentar a pressão económica sobre o Irão, mas a reação do petróleo é contida. Qualquer país que permita que instituições financeiras, empresas ou entidades governamentais proporcionem apoio económico ao Irão poderão ter de lidar com severas consequências económicas da parte dos EUA. Deste modo, intensifica a sua estratégia de asfixia económica ao Irão com o objetivo de a debilitar e ganhar capacidade de pressão com vista a uma futura retoma das negociações. O petróleo não sobe significativamente com estas ameaças. Brent 91,75$/brr (+0,14%).



Os títulos a longo prazo apresentam maior estabilização, após o anúncio, ontem, por parte do Tesouro norte-americano, de um aumento das operações de recompra, que passarão de 2.000M$ para pelo menos 4.00M$. O mercado interpretou esta medida como um sinal de que o Governo está disposto a atuar para conter a subida das rendibilidades e melhorar a liquidez do mercado.

 

Do lado macro, logo de manhã conhecemos praticamente todos os indicadores mais relevantes do dia. As taxas de juro na China mantiveram-se inalteradas, como esperado (3,0% a 1 ano e 3,5% a 5 anos), apesar de os dados recentes apontarem para um enfraquecimento generalizado da economia. Os preços industriais na Alemanha aceleraram em julho, após quatro meses de alívio, para +2,5% face a +1,8%, impulsionados pelo aumento dos preços da energia (Brent +23,6% no mês) e pelo fim dos subsídios aos combustíveis. Às 13h30 será divulgado o Índice Industrial da Fed de Filadélfia, sendo que o foco estará na componente de Preços Pagos, como indicador das pressões inflacionistas.

 

No plano empresarial, a atenção estará centrada na divulgação dos resultados da Walmart (12h00), considerada um indicador relevante do consumo nos Estados Unidos e o maior empregador privado do país. Os resultados divulgados ontem pela concorrência (Target) constituem um precedente favorável.

 

CONCLUSÃO: Durante a sessão, o mercado poderá manter uma ligeira tendência positiva. Sem novas subidas do preço do petróleo, na ausência de referências macroeconómicas relevantes, com os mercados obrigacionistas a dar sinais de estabilização e com uma expectativa de boa receção dos resultados da Walmart, o cenário mais provável é o de uma ligeira recuperação das bolsas.

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Jairo Jose da Silva

 Quando eu cheguei a Berkeley em setembro de 1980, dias antes do início do trimestre de outono, quando começa o ano letivo, para fazer meu doutorado em matemática, eu chegava a um mundo completamente diferente do atual. Não havia computadores pessoais, internet, telefone celular, impressoras a laser, e-mail, CD’s, redes sociais. Escrevíamos cartas com papel e caneta e as colocávamos no correio em envelopes selados - levava dias até elas chegarem a seus destinos. Usávamos máquinas de escrever com tipos que às vezes acavalavam e travavam, com fita de tinta que manchava os dedos. Fazíamos cópias em máquinas xerox a álcool. Para ler trabalhos científicos precisávamos consultar revistas impressas em bibliotecas e se elas não tinham o artigo que queríamos, tínhamos que solicita-lo a outras bibliotecas que nos enviavam cópias xerox por correio. Levava dias, semanas, meses.


Um dia, em Berkeley, meu colega Ruy Exel e eu estávamos comentando como os discos em vinil, que reproduzem música de modo analógico, eram primitivos. Mas era o que tínhamos. Dias, literalmente dias depois, apareceram no mercado os primeiros CD’s, que utilizavam tecnologia digital. Meu primeiro foi uma gravação do Réquiem alemão de Brahms, comprado em Berkeley mesmo. Hoje, tenho uma cd-teca com mais de 2.000 discos, sentados em minha biblioteca como fósseis pré-históricos, pois em 40 e poucos anos a tecnologia se tornou obsoleta. Assim como bibliotecas. Hoje, não possuímos mais nada, livros ou discos, tudo está disponível sob aluguel em “nuvens” digitais públicas. O que antes tomava dias ou semanas de espera pode ser obtido hoje em milissegundos. Pode-se consultar qualquer revista científica on-line, pode-se baixar legal ou ilegalmente qualquer livro já publicado. O acesso ao conhecimento foi completamente democratizado. Pode-se visitar qualquer museu ou cidade no mundo digitalmente. Pode-se ouvir um concerto do outro lado do mundo em tempo real.


Antes, se um amigo se mudava e o novo endereço nos era desconhecido, esse amigo estava perdido. Hoje, localizamos em segundos o paradeiro de praticamente qualquer ser humano. Hoje, todos nós deixamos inúmeros traços digitais nos campos quânticos que nos envolvem. No meu tempo de estudante, se queríamos encontrar parceiros(as) sexuais, tínhamos que busca-los(las) no mundo real. Hoje, basta uma busca rápida em supermercados de carne conhecidos por aplicativos de paquera. Toda essa mudança, de vida, de valores, de hábitos, levou pouco mais de uma ou duas décadas.

E tudo por causa de uma única invenção: a comunicação digital.


Pois estamos no começo de uma revolução ainda mais formidável, o advento da inteligência artificial. Em muito menos tempo, esse mundo que conhecemos ruirá, espetacularmente, e um “admirável mundo novo” emergirá. E assim como não tínhamos em 1980 a menor ideia de como seria o mundo em 2026, não conseguimos imaginar como ele será em 2040.

Os que, por medo, buscam limitar o uso ou o desenvolvimento da I.A. são tolos românticos. Ela será desenvolvida e utilizada em toda a sua capacidade.

Mudará o mundo do trabalho, radicalmente. Mudará o modo de fazer ciência, espetacularmente. Mudarão a sociedade e as relações humanas. Mudarão a política e a moral. E não há nada que podemos fazer para impedir essas mudanças. São inevitáveis. Precisamos, contrariamente, estar preparados para elas.

Mas como?


Precisamos, por exemplo, e urgentemente, mudar o modo como ensinamos e as escolas onde ensinamos. Infelizmente, não é o que se vê. As universidades, onde esse debate já deveria ter começado, estão com as cabeças enterradas na areia como avestruzes. Cursos serão inevitavelmente extintos, toda a estrutura acadêmica e seus recursos serão alterados e redimensionados. Perspectivas laborais terão que ser reavaliadas. Não há escapatória e é melhor prever que remediar.


Ouvi ontem um debate no IMPA (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) sobre o futuro da matemática com a I.A., que hoje já opera como matemático profissional, resolvendo problemas abertos importantes. Alguns são otimistas e acham que a disciplina irá se adaptar, desde que matemáticos humanos busquem atuar de modo mais criativo, deixando para as máquinas a parte mais computacional e meramente prospectiva da atividade matemática (por isso quero dizer a atividade de busca de padrões e relações formais que podem levar a soluções de problemas, atividade em que a I.A. é muito boa principalmente devido à velocidade em que opera). A I.A. ainda não inventa teorias novas. Ainda. Mas até quando? E quando ela estiver à vontade também nessa área, o que restará aos humanos na matemática?


Como irá a medicina se adaptar à capacidade da I.A. ler e interpretar exames e propor tratamentos? Como poderá um médico com sua limitada experiência pessoal e limitado conhecimento competir com uma máquina capaz de acessar em segundos a história médica de toda a humanidade e toda a literatura médica já publicada?

Eu já faço exercícios na academia orientado por I.A. a partir das informações que lhe forneço. Eu não vou a médico antes de consultar a I.A. contando-lhe meus sintomas e minha história médica. Ela me oferece possíveis diagnósticos e me diz o que perguntar a ele(a).

Eu peço orientações de leitura  e bibliografias à I.A. Eu até já pedi que ela me comparasse em termos de produtividade e relevância acadêmicas a meus colegas. Em milissegundos ele fuçou minha vida acadêmica e descobriu coisas sobre mim que até eu não sabia, citações em todas as bases de dados disponíveis, resenhas dos meus livros, exemplares já vendidos deles, até a originalidade relativa do meu trabalho - (Jairo José da Silva has a strong, internationally established scholarly profile in philosophy of mathematics and phenomenology, with a citation record that is unusually substantial for a Brazilian philosopher working in this specialized intersection - informo que, comparativamente, meus colegas brasileiros não ficaram tão bem na foto rsrs.


Tudo isso é só o começo. Estamos entrando em uma nova era e passou da hora da discussão começar sobre o que fazer.

Ray Dalio

  'STEVE JOBS DOS INVESTIMENTOS' Em 1982, ele afirmou publicamente que a economia global caminhava para uma depressão. A previsão es...