sexta-feira, 10 de julho de 2026

Resumo AJAX

 09/07/2026 – AJAX ASSET

Resumo: Na Europa, EuroStoxx sobe 0,6%; enquanto, nos EUA, S&P 500 avança 0,1% e Nasdaq ganha 0,5%. Na Ásia, Nikkei encerrou a sessão em alta de 1,6%; e Shanghai subiu 1,7%. Nas moedas, DXY estável, aos 101,0 pontos, e MXN aprecia 0,1%. Já nas commodities, brent sobe 0,8%, aos USD 78,9/barril; e as taxas das treasuries sobem até 02 bps ao longo da curva_


CENÁRIO EXTERNO


• EUA – Ata do Fomc: O Comitê continua vendo riscos altistas para a inflação. Embora parte da pressão recente seja do choque de energia com o conflito no Oriente Médio, o acordo provisório entre EUA e Irã contribuiu para reduzir a curva futura do petróleo e as medidas de inflação implícita de curto prazo. Ainda assim, esse alívio não altera o balanço de riscos para a inflação, que segue desfavorável. Enquanto isso, o forte ciclo de investimentos em IA continua sustentando um crescimento acima do potencial e pressionando preços de tecnologia, eletricidade e outros insumos, enquanto os ganhos de produtividade devem aparecer apenas de forma gradual. Sobre a política monetária, alguns dirigentes já enxergam justificativa para novas altas de juros, enquanto grande parte avalia que o nível atual da taxa não é suficientemente restritivo e, em cenários de inflação mais persistente, algum aperto adicional poderá ser necessário. Em suma, a ata mostra que o Comitê permanece mais preocupado com a persistência da inflação do que com os riscos para a atividade e o mercado de trabalho. 


• Macro: (1) China - CPI e núcleos subiram 1,0% em junho (vs consenso de 1,1%), enquanto o PPI avançou 4,1%, em linha com consenso.


• Agenda – EUA: (i) 9h30 tem pedidos semanais de seguro-desemprego; e (ii) 11h tem vendas de casas usadas em junho.


BRASIL


• Mercados: Lá fora, as bolsas se recuperam após escalada das tensões no Oriente Médio. O petróleo e dólar se mantém “de lado”, enquanto as taxas das treasuries tem leve alta. Por aqui, ativos locais deverão acompanhar melhora de humor aos mercados emergentes, recuperando parte das perdas recentes. 


• Política: Ontem, o Senado aprovou a Medida Provisória que libera crédito de R$ 15 bilhões para o Plano Brasil Soberano, como parte dos esforços do governo para auxiliar empresas e exportadores afetados pelas tarifas implementadas pelos EUA e pela guerra no Oriente Médio. A MP, que segue para sanção presidencial, estabelece que o Fundo Garantidor de Crédito ao Comércio Exterior (FGCE), de natureza privada, seja o responsável por cobrir possíveis perdas dos exportadores. Caso os recursos sejam insuficientes, seria acionado o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), administrado pela União. Vale ainda notar: a nova escalada dos conflitos no Oriente Médio também pode provocar a prorrogação da vigência do imposto de exportação do petróleo e adiar a revisão parcial da subvenção aos combustíveis. Vamos acompanhar. 


• Sobre as Tarifas: Márcio Elias Rosa, ministro do MDIC, deve ter até a próxima 2ª (13) uma reunião direta com Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA. Espera-se, ao menos, um aumento do número de exceções na lista dos produtos que ficariam de fora da nova sobretaxa. Já a CNN comenta que Lula descarta atuar diretamente junto a Trump antes da confirmação do tarifaço sobre produtos brasileiros. A ordem seria esgotar todos os canais, tanto técnicos como diplomáticos. 


• Fluxo Cambial Contratado (jun/26): saldo positivo de USD 3,9 bilhões, reflexo de um fluxo positivo de USD 9,7 bilhões no segmento comercial, parcialmente compensado por um fluxo negativo de USD 5,8 bilhões no segmento financeiro. Sobre o fluxo financeiro, que seguiu negativo ao longo do mês, fruto das saídas líquidas de recursos. Ainda assim, o déficit foi menor vs meses recente. No fluxo comercial, o superávit seguiu robusto, sustentado pelo bom desempenho das exportações líquidas, compensando a fraqueza observada na conta financeira. Com esse resultado, o fluxo cambial no ano seguiu positivo em USD 18,1 bilhões.


• Agenda: (i) 11h30 tem leilão de pré-fixados.


EQUITIES


• POMO4: dados mensais da Fabus de jun/26. Destaques: (i) produção total de 2.634 unidades (2.371 excluindo a Volare), sendo +6% M/M e +23% A/A. Vale notar: produção por dia útil foi de 125 unidades (+1% M/M e +18% A/A). E, no 2º tri, produção foi de 7.634 unidades (6.859 excluindo a Volare), sendo +5% A/A. Sobre a Marcopolo, (ii) produção mensal de 1.266 unidades (+5% M/M e +26% A/A), sendo a produção por dia útil de 60 unidades (+0% M/M e +20% A/A). No 2º tri, a produção totalizou 3.687 unidades (+37% T/T e +13% A/A). Em suma, Marcopolo foi beneficiada pelo aumento nas entregas para o Ministério da Saúde e CDE, o que compensou o desempenho mais fraco nos demais segmentos. No 2º tri, os volumes foram impulsionados por micro-ônibus (+120% A/A), compensando desempenho mais fraco de ônibus rodoviários (-30,5% A/A), ônibus urbanos (-34% A/A) e exportações (-29,5% A/A). Mais: houve uma piora no mix de produtos, o que deverá pressionar margens nesse balanço do 2T26, com exportações tendo margens de 10% (vs 16% no 2T25), ônibus rodoviários (21% vs 34% no 2T25), ônibus urbanos (11% vs 19% no 2T25). 


Ajax Asset Management

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