*08-07 | XP Furla News*
Bom dia,
🔴 Futuros às 6h13 de Brasília: S&P 500 -0,93% (7.480,75) | Nasdaq 100 -1,28% (29.016,75) | Dow Jones -689 pts (-1,30%) | FTSE 100 -1,57% | Stoxx 600 -1,85%
⛽️ *Petróleo: Brent US$ 78,78 (+6,23%) | WTI US$ 74,95 (+6,40%)*
🤝 *Resumo do Furla: o cessar-fogo acabou. Trump declarou na cúpula da OTAN em Ancara que o acordo com o Irã está "encerrado". O petróleo dispara mais de 6%. Bolsas caem globalmente. Os EUA restabeleceram as sanções às vendas de petróleo iraniano e retomaram os ataques. O Irã revidou com bombardeios no Bahrein e no Kuwait. É a maior escalada desde o início do conflito.*
✔️ *Trump na OTAN: "Para mim, o cessar-fogo está encerrado. Não quero mais negociar com o Irã"*
✔️ *Petróleo Brent +6,23% a US$ 78,78 | WTI +6,40% a US$ 74,95 — maior alta em semanas*
✔️ EUA retomam ataques: mais de 80 alvos atingidos no sul do Irã, incluindo defesa aérea e bases de drones
✔️ EUA restabelecem sanções às vendas de petróleo iraniano — licença revogada
✔️ Ata do Fed sai hoje (15h BRT) — mercado busca pistas sobre juros com inflação voltando a subir
⚔️ *O cessar-fogo acabou — e o petróleo explodiu:*
➖ *Na cúpula da OTAN em Ancara (Turquia), Trump foi perguntado se o cessar-fogo com o Irã havia acabado. Resposta: "Para mim, acho que sim. Não quero mais lidar com eles. Para mim, está encerrado"*
➖ Os ataques começaram na noite de terça: os EUA realizaram uma "série de bombardeios poderosos" contra o Irã em retaliação a ataques iranianos contra três embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, uma violação direta do acordo de paz assinado no mês passado
➖ *Mais de 80 alvos foram atingidos: sistemas de defesa aérea, radares costeiros, mísseis terra-ar, mísseis antinavio e bases de lançamento de drones*
➖ O Irã revidou com ataques a instalações no Bahrein e no Kuwait
➖ Os EUA revogaram a licença que permitia ao Irã vender petróleo — sanções restabelecidas imediatamente
➖ O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, defendeu os ataques americanos: "Quando há um cessar-fogo e o Irã o viola atacando navios, é totalmente crucial que os EUA reajam com força"
👉 *O mercado havia precificado paz. Agora, precifica guerra de volta, e o petróleo acima de US$ 78 é só o começo se Ormuz for fechado novamente*
💡 *O que isso significa para você:*
➖ *Petróleo mais caro = combustível mais caro = inflação sobe no Brasil e no mundo*
➖ O Fed, que já havia sinalizado possível alta de juros, terá ainda mais pressão para agir — a ata de hoje (15h BRT) vai ser lida com muito mais atenção do que o previsto
➖ Bolsas globais caem: Stoxx 600 -1,85%, Kospi -5,35% (entrou em território de mercado de baixa), Nikkei -2,11%
➖ O dólar tende a se fortalecer com a aversão a risco — o real pode ser pressionado
➖ Vital Knowledge: *"A ata do Fed tende a ser dura em tom — e com o petróleo voltando a subir, pode conter surpresas"*
👉 *O conflito no Oriente Médio volta a ser o principal driver de mercado — monitorar Ormuz é monitorar a inflação global*
🇧🇷 *Brasil: tarifaço avança e petróleo volta a pressionar:*
➖ No segundo dia de audiências no USTR, os americanos descobriram um problema: em muitos setores, substituir os produtos brasileiros significaria aumentar a dependência da China — o oposto do que Trump quer
➖ Governo brasileiro quer novas reuniões com Greer (representante comercial dos EUA) ainda esta semana; etanol e açúcar seguem fora da negociação
➖ A participação dos EUA no comércio exterior brasileiro bateu mínima histórica no 1º semestre: apenas 9,4% das exportações
📋 *Agenda do dia:*
➖ EUA: ata do Fed (15h BRT) — primeira reunião com Warsh; leitura vai ser crítica com petróleo em alta
➖ Brasil: reunião esperada entre Mauro Vieira, Márcio Elias Rosa e o representante comercial dos EUA
*Guerra EUA-Israel x Irã*
→ Reuters - Estados Unidos retomam ataques ao Irã após ofensivas no Estreito de Ormuz
→ UOL - Mais de 80 alvos foram atingidos: sistemas de defesa aérea, vigilância costeira, mísseis e bases de drones
→ CNN - Irã ataca instalações no Bahrein e Kuwait após onda de bombardeios dos EUA
→ Reuters - EUA restabelecem sanções às vendas de petróleo do Irã após ataques a navios-tanque
*O Globo - Audiência do USTR indica que substituir produtos brasileiros pode aumentar dependência americana da China*
No segundo dia de audiências, os americanos questionaram sobre o impacto da tarifação e a possibilidade de substituir os produtos brasileiros. Em muitos casos, a principal alternativa seria a importação da China.
*Folha - Redução da tarifa sobre etanol americano não está em negociação, diz ministro*
"O presidente Lula defende que o tema do etanol não seja tratado nessa negociação, e mais, não seja tratado sem que nós tratemos do açúcar, que é sobretaxado nos EUA", disse Márcio Elias Rosa.
*Valor - Brasil quer novas reuniões com EUA antes de tarifa*
Há expectativa de reunião entre o ministro Márcio Elias Rosa, o chanceler Mauro Vieira e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, ainda nesta semana.
*CNN - Amcham: participação dos EUA no comércio exterior brasileiro atinge mínima histórica*
No primeiro semestre, os EUA responderam por 9,4% das exportações brasileiras. As vendas de produtos sobretaxados pelos EUA caíram 16,6%.
*Valor - Em meio à dificuldade com dívida pública, Tesouro quer rediscutir títulos incentivados*
O secretário Daniel Leal afirma que as distorções provocadas pela expansão da oferta de títulos incentivados devem ser enfrentadas pelo próximo governo.
*Folha - Governo propõe ao agro limitar renegociação de dívidas a produtores com perdas climáticas*
Reunião entre Durigan e lideranças do setor termina sem acordo. A Bancada do agro insiste em projeto que acessa recursos do Fundo Social do pré-sal.
*G1 - Brasil pode voltar a vender mais de 3 milhões de veículos em 2026 após 12 anos, diz Anfavea*
Entidade revisou para cima a projeção de vendas, mas afirma que o avanço das importações e a queda das exportações limitam o crescimento da produção nacional.
*O Globo - Mercado livre de energia: governo prepara regras para que consumidores possam escolher fornecedor de luz*
Pequenos comércios e indústrias poderão acessar o mercado livre a partir de novembro de 2027; residências, em novembro de 2028.
Nenhum comentário:
Postar um comentário