sexta-feira, 8 de maio de 2026

BDM Matinal Riscala

 *Bom Dia Mercado*


Sexta Feira,08 de Maio de 2.026.


*Payroll sai sob nova tensão no Oriente Médio*


Escalada entre Estados Unidos e Irã desmonta leitura de que um acordo para encerrar o conflito estaria próximo


… O mercado inicia a sexta-feira novamente sob tensão geopolítica, após a escalada entre Estados Unidos e Irã desmontar a leitura de que um acordo para encerrar o conflito estaria próximo. O petróleo volta a pressionar os ativos globais e, no pregão asiático, o Brent já atingia US$ 101, levando a AIE a dizer que pode liberar mais reservas estratégicas para conter a alta dos preços, diante do risco inflacionário ligado ao choque de energia. Em paralelo, o payroll ganha ainda mais peso para o mercado nesta manhã, em busca de sinais sobre atividade e política monetária, num ambiente em que o Fed já admite que os efeitos da guerra passaram a influenciar diretamente a trajetória dos juros americanos.


HEADLINE-DRIVEN – O mercado amanhece novamente diante de uma escalada no Oriente Médio, após os confrontos entre forças americanas e iranianas voltarem ao centro do noticiário, desmontando de vez a leitura de que um acordo estaria próximo.


… O petróleo voltou a disparar e o Estreito de Ormuz segue como principal foco de tensão global.


… As tensões aumentaram depois que o Comando Central dos Estados Unidos informou que destróieres americanos foram alvo de ataques iranianos com mísseis, drones e pequenas embarcações enquanto transitavam pelo Estreito de Ormuz.


… Apesar de afirmar que não busca uma escalada militar, Washington respondeu com ataques classificados como “de autodefesa”, atingindo instalações militares iranianas ligadas ao lançamento de mísseis e drones, além de centros de comando e inteligência.


… À noite, Trump afirmou que os ataques ocorreram enquanto três destróieres americanos atravessavam Ormuz sob fogo iraniano. Segundo ele, os navios não sofreram danos e as forças iranianas foram “completamente destruídas” na resposta dos EUA.


… O presidente também voltou a ameaçar Teerã, afirmando nas redes sociais que os Estados Unidos “derrotarão o Irã com mais força e violência” caso o acordo que foi proposto por Washington não seja aceito “RAPIDAMENTE”.


… Em entrevista à ABC, Trump descreveu a ação militar como um “toque de carinho”, mas insistiu que o cessar-fogo continua “em vigor”, evidenciando a contradição atual, na qual ataques militares convivem com negociações diplomáticas ainda abertas.


… O mercado também monitora relatos conflitantes sobre ataques a embarcações no Golfo.


… A mídia iraniana afirmou que navios americanos foram atingidos após um ataque dos Estados Unidos contra um petroleiro iraniano em Ormuz, enquanto emissoras da região relataram explosões na ilha iraniana de Qeshm e ofensivas contra instalações portuárias em Bandar Abbas.


… Ao mesmo tempo, cresce a percepção de que o conflito pode durar mais do que o mercado imaginava no início da semana.


… Uma análise confidencial da CIA, revelada pela imprensa americana, concluiu que o Irã conseguiria suportar um bloqueio naval por três a quatro meses sem enfrentar colapso e ainda mantém 75% de sua capacidade de lançadores de mísseis balísticos e 70% dos estoques.


… Outro ponto central é a retomada do “Projeto Liberdade”, iniciativa dos Estados Unidos para escoltar embarcações comerciais no Estreito.


… O plano ganhou força após Arábia Saudita e Kuwait suspenderem restrições ao uso de bases militares e espaço aéreo pelos americanos, movimento que foi interpretado como aumento do apoio regional a Washington.


… Do lado iraniano, Teerã passou a endurecer o controle sobre o tráfego marítimo em Ormuz, criando novas exigências para embarcações que cruzam a região. O governo também resiste às exigências americanas sobre enriquecimento de urânio e programa nuclear.


… Horas depois, o Irã classificou como falsas as declarações de Trump de que os Estados Unidos receberiam urânio enriquecido iraniano como parte de um acordo para encerrar a guerra.


… Um deputado ligado à Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano também descartou a hipótese de enriquecimento em território estrangeiro, enquanto o chanceler Abbas Araghchi criticou a proposta americana, classificando-a como “unilateral e provocativa”.


AIE – Após confirmar a liberação de 20% do total das reservas de petróleo, o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol, afirmou que a instituição está pronta para intervir com volumes adicionais caso persistam as interrupções de oferta provocadas pelo conflito no Oriente Médio.


… Birol alertou que os mercados globais de energia entram em “águas turbulentas”, à medida que a guerra com o Irã continua a retirar milhões de barris por dia da oferta mundial. A iniciativa da Agência visa conter a escalada dos preços.


TARIFAS – No mesmo dia em que a guerra voltou a pressionar os mercados, Donald Trump retomou o tom agressivo na frente comercial e afirmou que a União Europeia tem até 4 de julho para cumprir os termos do acordo firmado no ano passado com os Estados Unidos.


… Caso contrário, ameaçou elevar tarifas sobre produtos europeus para “níveis muito mais altos”.


… Após conversa com Ursula von der Leyen, Trump disse que aceitou dar mais prazo para que o bloco reduza tarifas sobre bens industriais e produtos agrícolas americanos, como previa o acordo negociado em Turnberry, na Escócia.


… A presidente da Comissão Europeia confirmou que as negociações seguem avançando para reduzir tarifas até o início de julho.


… A nova ameaça ocorre poucos dias depois de Trump anunciar sobretaxas de 25% sobre carros e caminhões produzidos na Europa, reforçando a percepção de que a Casa Branca voltou a usar tarifas como instrumento central de pressão econômica e diplomática.


… No mesmo dia, porém, a política tarifária de Trump sofreu um revés importante no Judiciário.


… O Tribunal Internacional do Comércio dos Estados Unidos decidiu que é ilegal a tarifa global de 10% imposta pela Casa Branca com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, acolhendo ações movidas por pequenas empresas e governos estaduais.


LULA & TRUMP – Os dois presidentes tentaram reposicionar a relação entre Brasil e Estados Unidos em uma reunião de três horas na Casa Branca, que ocorreu sem incidentes e foi marcada por discussões sobre tarifas, minerais críticos e comércio bilateral.


… Lula pediu que a imprensa não participasse da conversa no Salão Oval e foi atendido. Após o encontro, Trump chamou Lula de um presidente “super dinâmico” e afirmou que a conversa foi “muito boa”, destacando que os dois lados voltarão a se reunir nos próximos meses.


… O principal resultado concreto foi um acordo para prorrogar por 30 dias as negociações comerciais, com vistas a zerar tarifas que ainda restam contra produtos brasileiros. Lula propôs o prazo para que as equipes técnicas apresentem soluções para uma decisão definitiva.


… As discussões envolvem temas sensíveis da investigação da Seção 301, aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil, incluindo também etanol, desmatamento, regulação de big techs e Pix – que, segundo Lula, não entrou na conversa entre eles.


… Outro tema central foram os minerais críticos e terras raras, num momento em que Washington busca reduzir sua dependência da China, às vésperas do encontro entre Trump e Xi Jinping, marcado para a próxima semana em Pequim.


… Em entrevista na Embaixada do Brasil, após o encontro, o presidente Lula afirmou que o País está aberto a parcerias internacionais nessa questão, mas reforçou que não quer ser apenas exportador de minerais sem agregação de valor.


… No plano político, a reunião acabou ajudando Lula a recuperar a imagem de fragilidade após a rejeição de Jorge Messias ao STF, quando a oposição se apressou em dar o seu governo como acabado, assim como as suas chances de reeleição.


… A avaliação é que o encontro com Trump deu a Lula uma demonstração de relevância internacional num momento delicado.


CIRO NO ALVO –Enquanto Lula tentava reconstruir capital político em Washington no encontro com Donald Trump, Brasília acompanhava a nova ofensiva da PF contra o senador Ciro Nogueira, reacendendo a pressão por uma CPI para investigar o banco Master.


… O episódio representa uma frente de desgaste para o entorno bolsonarista.


… A nova fase da Operação Compliance Zero investiga suposta atuação parlamentar de Ciro em benefício do banqueiro Daniel Vorcaro, que teria realizado pagamentos mensais de até R$ 500 mil ao senador em troca de propostas legislativas de seu interesse.


… Essas propostas incluiriam uma emenda para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).


… Ampliando a pressão sobre o Centrão, integrantes do governo e parlamentares petistas passaram a associar o caso ao bolsonarismo, usando a expressão “BolsoMaster” para ligar Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro ao escândalo.


… Em uma mudança de estratégia política, Flávio divulgou um vídeo nas redes sociais na noite de ontem para defender a instalação da “CPI do Master já” no Congresso para investigar as denúncias “muito graves”.


PAYROLL – Principal destaque da agenda desta sexta-feira, o relatório de emprego dos Estados Unidos será divulgado às 9h30 e deve mostrar desaceleração brusca na criação de empregos em abril, em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio sobre atividade, inflação e juros.


… A mediana das estimativas do Projeções Broadcast aponta para abertura de 63 mil vagas no mês passado, bem abaixo das 178 mil de março, com as projeções variando de fechamento de 15 mil postos à criação de 135 mil vagas.


… O payroll deve refletir a elevada volatilidade recente dos dados do mercado de trabalho americano.


… A expectativa é de manutenção da taxa de desemprego em 4,3%, enquanto o salário médio por hora deve subir 0,3% na comparação mensal e acelerar para 3,8% na base anual, reforçando a atenção do Fed sobre a dinâmica inflacionária.


… Às vésperas do payroll, os indicadores antecedentes vieram mistos nesta semana.


… O relatório ADP mostrou criação de empregos acima do esperado no setor privado, enquanto a pesquisa Jolts apontou queda na abertura de vagas e o relatório da Challenger revelou forte aumento nos cortes anunciados pelas empresas.


… A avaliação predominante é que um payroll mais fraco ainda não seria suficiente para alterar a cautela do banco central americano.


MAIS AGENDA – Além do payroll, o mercado acompanha a preliminar de maio do sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, às 11h, importante termômetro sobre confiança, inflação e consumo nos Estados Unidos, em meio ao choque do petróleo.


… A expectativa é de leve piora do indicador em maio, que deve recuar de 49,8 em abril para 49,5 pontos.


… Também na agenda internacional, dirigentes do Federal Reserve participam da conferência do Hoover Institution, à noite, incluindo Austan Goolsbee, Michelle Bowman, Christopher Waller e Mary Daly.


… No Japão hoje, o PMI composto caiu de 53 pontos em março para 52,2 pontos em abril, segundo pesquisa final da S&P Global. Já o PMI de serviços recuou de 53,4 para 51 pontos. Ambos ainda seguem acima do nível neutro de 50.


… No Brasil, o destaque da manhã é o IGP-DI de abril, divulgado às 8h pela FGV. A mediana das projeções do Broadcast aponta aceleração para 2,39%, após 1,14% em março, refletindo principalmente o impacto da alta dos derivados de petróleo sobre os preços industriais.


… Às 11h, saem os dados da produção de veículos da Anfavea, enquanto o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participa do “I Fórum Econômico do Banco da Espanha para a América Latina”, durante a madrugada brasileira.


BALANÇOS – A temporada de resultados segue movimentando os mercados nesta sexta-feira, com destaque para os números da Embraer antes da abertura no Brasil. Após o fechamento, saem os balanços de Copasa e Fertilizantes Heringer.


… No exterior, os destaques antes da abertura ficam para os resultados do Commerzbank, na Alemanha, e do Intesa Sanpaolo, na Itália.


SPX – O mercado também repercute notícia do Brazil Journal de que a SPX Capital prepara uma ampla reorganização em seus fundos multimercado, numa tentativa de reduzir custos e recuperar performance após anos fracos dos principais produtos da casa.


… Segundo a publicação, a gestora encerrará até o fim do ano a operação de Londres voltada aos multimercados e reduzirá a equipe em Nova York, preservando a estrutura em Cingapura, após perdas relevantes nos fundos Raptor e Nimitz, desde 2023.


… Bruno Pandolfi assumirá o comando centralizado da área multimercado, enquanto Rogério Xavier passará a tocar um book próprio. Marcelo Castro, sócio importante da casa desde 2020, deixou a gestora no fim de abril, junto com a desmontagem da equipe de Londres.


PAVIO CURTO – Seguindo o padrão de cautela da guerra, que mal garante 24 horas de otimismo, o petróleo ainda caiu, mas se distanciou das mínimas e voltou para a faixa de US$ 100, sinalizando que continua em modo defesa.


… Sem resposta sobre o acordo de paz e com os relatos sobre o controle do Estreito de Ormuz pelo Irã e sobre a possível retomada da escolta dos navios pelos americanos, o Brent desacelerou a queda para 1,19%, a US$ 100,06.


… A sensação de que as negociações caminham sobre teto de vidro, com risco de ruptura a qualquer momento, viraram os juros dos Treasuries para alta à tarde, com o petróleo instável reprecificando as pressões inflacionárias.


… No alerta hawkish, a dirigente do Fed Beth Hammack considerou “enganoso” sinalizar que o próximo passo da política monetária será necessariamente um corte de juros, em meio aos riscos inflacionários persistentes.


… Defendendo a postura neutra, ela disse que o seu cenário-base é de juro estável por um “longo período”.


… Na mesma linha, Susan Collins afirmou que o comunicado do Fed deveria ficar menos alinhado “à presunção de que o próximo movimento será um corte”. Neel Kashkari declarou que a pressão inflacionária segue “muito elevada”.


… Com a guarda elevada, diante do risco de a inflação de curto prazo adiar ainda mais a expectativa de flexibilização monetária, a taxa da Note-2 anos subiu a 3,909% (de 3,871% na véspera) e a de 10 anos, a 4,387% (contra 4,353%).


… A virada de chave à tarde, quando os mercados caíram na real de que a diplomacia da guerra continua um desafio, levou os juros futuros a interromperem por aqui dois pregões consecutivos de forte queima de prêmios de risco.


… No fechamento, o DI para Jan/27 subia para 14,115% (de 14,045% no ajuste anterior); Jan/28 avançava a 13,710% (contra 13,597%); Jan/29, a 13,635% (de 13,499%); Jan/31, a 13,725% (de 13,584%); e Jan/33, a 13,820% (13,694%).


… O Broadcast apurou que, durante a reunião ontem do diretor do BC Paulo Picchetti com economistas, a ofensiva militar foi apontada como vilã principal para a piora das expectativas de inflação para este ano e também para 2027.


… Mas a leitura é de que a deterioração das apostas do IPCA no horizonte mais longo (2028), em 3,64% no Focus, acima do centro da meta de 3,0%, está mais associada a como o ajuste fiscal será endereçado pelo próximo governo.


GUERRA ANDA NO SEU TEMPO – No câmbio, o índice DXY chegou a furar a linha dos 98 pontos pela manhã, quando o investidor estava confiante no entendimento rápido com o Irã. Mas velocidade não tem sido o forte das tratativas.


… Com o petróleo reduzindo o fôlego de baixa, o DXY zerou a queda e fechou estável (+0,04%), aos 98,067 pontos. O euro caiu 0,05%, a US$ 1,1746, a libra esterlina perdeu 0,14%, a US$ 1,3576, e o iene recuou para 156,78 por dólar.


… Integrante do BCE, Isabel Schnabel disse que, se o choque nos preços da energia se espalhar, a política monetária precisará se tornar mais restritiva. Segundo ela, nas últimas semanas, aumentou o risco de impacto mais persistente.


… Atualmente, os mercados precificam pelo menos duas altas de 25 pontos-base nos juros pelo BCE este ano.


… Em meio à indefinição sobre a proposta de paz, por aqui, o dólar também fechou estável (+0,05%), a R$ 4,9234.


… Na agenda doméstica, a balança comercial registrou superávit de US$ 10,537 bilhões em abril, recorde para o mês. As exportações somaram US$ 34,148 bilhões, recorde para todos os meses da série histórica.


… Sem ter para onde fugir, com o petróleo em queda e a repercussão negativa ao balanço do Bradesco, o Ibovespa perdeu os 184 mil pontos. Fechou em queda firme de 2,38%, aos 183.218,26 pontos, com giro de R$ 32,1 bilhões.


… O pessimismo com o Bradesco (PN, -3,89%, a R$ 18,52) desencadeou vendas em bloco em todo o setor financeiro: Santander, -3,10% (R$ 28,42); BTG unit, -3,08% (R$ 57,20); Itaú PN, -2,37% (R$ 40,79); e BB ON, -1,72% (R$ 21,69).


… A Vale foi na contramão do minério de ferro (+0,62%) e terminou com perda de 1,43% (R$ 80,07), ao passo que as ações da Petrobras recuaram (PN, -2,22%, a R$ 46,22; e ON, -1,88%; R$ 50,55) em linha com o barril do petróleo.


… Em Wall Street, primeiro o S&P 500 e o Nasdaq renovaram recordes históricos intraday, para depois chamarem uma correção, em meio ao clima de incerteza sobre o sucesso da proposta apresentada ao Irã para encerrar a guerra.


… O Nasdaq chegou ao nível inédito de 26 mil pontos no pico do dia (26.036,38 pontos), mas fechou em queda de 0,13%, aos 25.806,20 pontos. O S&P 500 recuou 0,38%, a 7.337,11 pontos, após atingir máxima de 7.385,02 pontos.


… O Dow Jones registrou desvalorização de 0,63%, aos 49.596,97 pontos, adiando a retomada dos 50 mil pontos.


CIAS ABERTAS NO AFTER – B3 teve lucro líquido recorrente de R$ 1,5 bilhão no 1TRI26, alta de 33% contra um ano antes. Receita total subiu 20%, para R$ 3,2 bilhões, enquanto o Ebitda recorrente avançou 23,9%, a R$ 2,1 bilhões.


COMPASS levantou R$ 3,2 bilhões em IPO, o primeiro da B3 em quase cinco anos. A ação foi precificada a R$ 28, no piso da faixa indicativa. (Broadcast)


SABESP reportou lucro líquido ajustado de R$ 1,5 bilhão no 1TRI26, alta de 32,2% contra um ano antes. O Ebitda ajustado cresceu 26%, para R$ 3,8 bilhões, e a receita líquida ajustada avançou 10,9%, para R$ 6,021 bilhões…


… EMAE informou que recebeu da Sabesp o edital da OPA para aquisição de até a totalidade de suas ações ordinárias, ao preço de R$ 61,83 por ação. O prazo de adesão vai até 27 de maio.


COPASA concluiu mesa de conciliação no TCE-MG sobre ampliação de contratos de saneamento em 273 municípios.


PETRORECONCAVO teve lucro líquido de R$ 123,8 milhões no 1TRI26, queda de 46% contra um ano antes. A receita líquida recuou 20%, para R$ 684,5 milhões, enquanto o Ebitda caiu 27%, para R$ 310,3 milhões…


… A companhia aprovou pagamento de R$ 100 milhões em JCP, equivalente a R$ 0,341252 por ação ordinária. As ações passam a ser negociadas “ex” em 19 de maio.


RENNER. O lucro líquido de R$ 257,3 milhões no 1TRI26 ficou 38,9% acima das estimativas dos analistas no Broadcast. O Ebitda ajustado de R$ 610,5 milhões superou em 22% as projeções…


… A receita líquida de varejo, de R$ 2,875 bilhões, veio em linha com o esperado.


MAGAZINE LUIZA teve prejuízo líquido de R$ 55,2 milhões no 1TRI26, revertendo lucro de R$ 12,8 milhões um ano antes. O prejuízo líquido ajustado ficou em R$ 33,9 milhões…


… O Ebitda ajustado caiu 5,4%, para R$ 717,6 milhões, enquanto a receita líquida recuou 2%, para R$ 9,205 bilhões.


MARISA LOJAS aprovou a 28ª emissão de notas comerciais escriturais em série única no valor de R$ 20 milhões. Os recursos serão destinados ao reforço de capital de giro.


ALPARGATAS teve lucro líquido de R$ 162,8 milhões no 1TRI26, alta de 44,8% contra um ano antes. A receita líquida cresceu 12,5%, para R$ 1,229 bilhão, enquanto o Ebitda ajustado avançou 45,4%, para R$ 299,5 milhões.


GRENDENE teve lucro líquido de R$ 102,1 milhões no 1TRI26, queda de 9,9% contra um ano antes. A receita líquida recuou 5,3%, para R$ 533,8 milhões, enquanto o Ebitda caiu 10%, para R$ 66,2 milhões.


AZZAS 2154 teve lucro líquido de R$ 63,9 milhões no 1TRI26, queda de 45,7% contra um ano antes. A receita líquida recuou 8%, para R$ 2,479 bilhões, enquanto o Ebitda recorrente caiu 23,2%, para R$ 328,5 milhões.


ALLOS teve lucro líquido de R$ 239,1 milhões no 1TRI26, queda de 2,5% contra um ano antes. A receita líquida cresceu 10,9%, para R$ 683,2 milhões, e o Ebitda ajustado avançou 11,2%, para R$ 493,1 milhões.


MULTIPLAN revisou metodologia de apropriação de créditos de PIS/Cofins e reconheceu R$ 253 milhões em créditos a apropriar, com efeitos a partir do 2TRI26.


VIVARA teve lucro líquido de R$ 88,2 milhões no 1TRI26, queda de 27,9% contra um ano antes. A receita operacional líquida cresceu 10,9%, para R$ 595,5 milhões, enquanto o Ebitda ajustado recuou 4,3%, para R$ 96,7 milhões.


YDUQS teve lucro líquido ajustado de R$ 153,7 milhões no 1TRI26, queda de 2,1% contra um ano antes. A receita líquida cresceu 1%, para R$ 1,509 bilhão, enquanto o Ebitda ajustado recuou 2%, para R$ 514,5 milhões.


PETZ teve lucro líquido de R$ 7,9 milhões no 1TRI26, alta de 942% contra um ano antes. A receita líquida cresceu 10,1%, para R$ 924,1 milhões, enquanto o Ebitda ajustado avançou 63,3%, para R$ 91,4 milhões…


… Os resultados consideram exclusivamente a operação da Petz, sem incluir efeitos da fusão com a Cobasi.


LOCALIZA. O lucro líquido de R$ 1,2 bilhão no 1TRI26 superou em 23% as estimativas dos analistas no Broadcast. Excluindo efeito não recorrente de R$ 177 milhões ligado a desinvestimentos, o lucro teria somado R$ 1,045 bilhão…


… O Ebitda de R$ 4,1 bilhões ficou 8% acima do esperado, enquanto a receita líquida de R$ 12,3 bilhões veio em linha com as projeções.


RUMO teve lucro líquido ajustado de R$ 266 milhões no 1TRI26, alta de 41,1% contra um ano antes. O Ebitda ajustado somou R$ 1,745 bilhão, avanço de 6,7%, enquanto a receita operacional líquida cresceu 10,6%, a R$ 3,2 bi.


ECORODOVIAS teve prejuízo líquido de R$ 22,1 milhões no 1TRI26, após lucro de R$ 136,7 milhões um ano antes. A receita líquida cresceu 5,5%, para R$ 2,558 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado avançou 12%, para R$ 1,405 bilhão.


RANDONCORP teve prejuízo líquido de R$ 47,6 milhões no 1TRI26, 520,6% pior do que a perda registrada um ano antes. A receita líquida caiu 3,4%, para R$ 3,083 bilhões, e o Ebitda ajustado recuou 12,9%, a R$ 370,4 milhões.


FLEURY teve lucro líquido de R$ 201,2 milhões no 1TRI26, alta de 12,2% contra um ano antes. A receita líquida cresceu 10,3%, para R$ 2,2 bilhões, enquanto o Ebitda avançou 10,7%, para R$ 606 milhões.


BLAU teve lucro líquido de R$ 39,7 milhões no 1TRI26, queda de 56% contra um ano antes. A receita líquida cresceu 17%, para R$ 435 milhões.


KORA SAÚDE. Os maiores credores no plano de recuperação extrajudicial são os debenturistas da segunda emissão, com cerca de R$ 900 milhões a receber após garantias fiduciárias.


EZTEC teve lucro líquido de R$ 119,7 milhões no 1TRI26, alta de 27,2% contra um ano antes. A receita líquida cresceu 3,6%, para R$ 322,5 milhões…


… A companhia aprovou distribuição de R$ 28,4 milhões em dividendos intermediários, equivalente a R$ 0,1024 por ação, com pagamento no dia 29 e ações “ex” em 15 de maio.


PLANO&PLANO teve lucro líquido de R$ 40,8 milhões no 1TRI26, queda de 39% contra um ano antes. A receita líquida cresceu 21,4%, para R$ 738,3 milhões, enquanto o Ebitda ajustado recuou 16%, para R$ 91,6 milhões.


TENDA anunciou troca na presidência. Marcos Cruz assumirá o comando executivo da companhia no lugar de Rodrigo Osmo, após período de 12 meses de copresidência.


CEMIG teve lucro líquido de R$ 978,9 milhões no 1TRI26, queda de 5,75% contra um ano antes. O Ebitda somou R$ 1,788 bilhão, recuo de 2,11%, enquanto a receita líquida cresceu 6,28%, para R$ 10,462 bilhões…


… A companhia elegeu Alexandre Ramos Peixoto como novo diretor-presidente no lugar de Reynaldo Passanezi.


ALUPAR teve lucro líquido regulatório de R$ 148,9 milhões no 1TRI26, alta de 6,3% contra um ano antes. O Ebitda regulatório consolidado cresceu 15,9%, para R$ 794,7 mi, e a receita líquida regulatória subiu 16,3%, a R$ 886,8 mi…


… A companhia aprovou distribuição de R$ 69,2 milhões em dividendos intercalares, equivalente a R$ 0,07 por ação ON e PN e R$ 0,21 por Unit.


ENGIE teve lucro líquido de R$ 792 milhões no 1TRI26, queda de 4,1% contra um ano antes. O Ebitda somou R$ 2,248 bilhões, alta de 10%, enquanto a receita operacional líquida cresceu 13,1%, para R$ 3,409 bilhões.


NEOENERGIA. A CVM aprovou a conversão do registro da companhia da categoria A para B, após a Iberdrola elevar participação para 98% do capital social.


LWSA teve lucro líquido de R$ 21,5 milhões no 1TRI26, alta de 45,3% contra um ano antes. O Ebitda ajustado consolidado cresceu 28,4%, para R$ 91 milhões, e a receita líquida consolidada avançou 10%, para R$ 362,8 milhões.


M.DIAS BRANCO teve lucro líquido de R$ 106,3 milhões no 1TRI26, alta de 53,2% contra um ano antes. O Ebitda cresceu 21,8%, para R$ 195,9 milhões, enquanto a receita líquida avançou 0,4%, para R$ 2,217 bilhões.


CBA pagará R$ 28,7 milhões em dividendos no próximo dia 13, equivalente a R$ 0,044153 por ação.


ASSAÍ. Alaska Investimentos reduziu participação acionária para 4,99% do capital.


CAMIL ALIMENTOS teve prejuízo de R$ 40,3 milhões no 4TRI25, aumento de 63,7% contra um ano antes. O Ebitda recuou 0,5%, para R$ 192,8 milhões, enquanto a receita líquida caiu 16,5%, para R$ 2,5 bilhões.


BRASILAGRO teve prejuízo de R$ 14,3 milhões no 3TRI25/26, ante perda de R$ 1,1 milhão um ano antes. A receita líquida total caiu 26%, para R$ 167 milhões, enquanto o Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 28,6 milhões.


OUROFINO teve lucro líquido ajustado de R$ 20,8 milhões no 1TRI26, salto de 902% contra um ano antes. O Ebitda ajustado cresceu 139%, para R$ 44,6 milhões, enquanto a receita líquida avançou 32,1%, para R$ 250,5 milhões.


SIMPAR teve prejuízo líquido de R$ 179,6 milhões no 1TRI26, mais de três vezes superior à perda registrada um ano antes. A receita líquida cresceu 6,1%, para R$ 11,07 bilhões, enquanto o Ebitda avançou 7,8%, para R$ 3,04 bilhões.


NEOGRID avançou no processo de fechamento de capital após aprovação da CVM para a OPA. O leilão foi marcado para 27 de maio, com preço de R$ 30,89 por ação, corrigido pela Selic.


CAIXA SEGURIDADE. O lucro líquido de R$ 1,143 bilhão no 1TRI26 veio em linha com as estimativas dos analistas no Broadcast.

Realidade da guerra

 "No dia 30 de abril, em Kyiv, durante o Civil Society and Expert Day, foram apresentados os testemunhos de crianças e jovens ucranianos que sobreviveram à ocupação, à deportação ou ao deslocamento forçado.


Entre eles, estavam jovens que conseguiram retornar à Ucrânia.


🔹 Nastia:

“Todos falam sobre o retorno das crianças. Mas, para nós, isso não significa apenas voltar para casa. Significa poder voltar a dizer a verdade e não ter medo de ser quem somos.”


A reflexão de Nastia é apenas uma entre milhares de histórias e testemunhos de crianças ucranianas sobre a vida sob controle permanente do Estado russo, marcada pelo medo e pela pressão.


Sobre a proibição da língua ucraniana, inspeções, ameaças e propaganda. Sobre tentativas de destruir a identidade dessas crianças.


Até maio de 2026, o Ministério da Justiça da Ucrânia confirmou oficialmente 20.570 casos de deportação e transferência forçada de crianças ucranianas.


A Rússia esconde sistematicamente esses crimes, altera dados pessoais das crianças e bloqueia o acesso às informações.


Centenas de milhares de crianças ucranianas seguem privadas da liberdade de viver sua vida sob à ocupação, à russificação forçada e à separação de suas famílias."


#BringKidsBack


https://www.facebook.com/share/p/191D173vZz/

Gestora Persevera

 📊 *Otimista, Persevera já se posiciona para ‘segunda pernada’ de rali da bolsa*


A gestora, que atingiu R$ 5 bilhões sob gestão em abril, atribui o bom desempenho a uma leitura mais construtiva com o país, percepção que adota há algum tempo. 


Na visão da casa, os avanços em torno do teto de gastos, mesmo substituído pelo arcabouço fiscal, além das reformas trabalhista e da previdência, foram eficientes para conter despesas e deixar o país com o menor déficit fiscal entre os emergentes.


A Persevera Asset avalia que a recente redução no apetite por ações brasileiras é apenas um movimento circunstancial de realocação global para tecnologia nos Estados Unidos e Ásia.


Guilherme Abbud, sócio-fundador da gestora, destaca que o Brasil melhorou sua posição fiscal em relação a outros países emergentes nos últimos 15 anos, tornando-se uma opção atrativa para o capital externo.


A gestora conseguiu capturar o rali do Ibovespa no início do ano através de empresas de grande capitalização e exposição ao fundo de índice de ações brasileiras em Nova Iorque.


Após neutralizar riscos devido a eventos geopolíticos no Oriente Médio, a Persevera mantém visão estrutural positiva e aguarda o momento oportuno para ampliar novamente a alocação em bolsa local.


O gestor Fernando Fontoura acredita que o ciclo de dólar global mais fraco deve continuar nos próximos anos, favorecendo o fluxo de investimentos para o Brasil.


O investidor estrangeiro reconhece que o Brasil apresenta fundamentos melhores que seus pares emergentes, com entradas de 55,6 bilhões de dólares em ações brasileiras ao longo de 2026.


A Persevera estima que o fortalecimento do real possa levar o câmbio a 4,50 reais até a metade de 2027, o que auxiliaria o Banco Central na continuidade da queda dos juros.


A estratégia de crescimento da casa também foi impulsionada por parcerias em carteiras administradas, setor que apresentou alta de 33% em doze meses.


*Texto com IA*


Materia completa: https://valor.globo.com/financas/intraday/post/2026/05/otimista-persevera-ja-se-posiciona-para-segunda-pernada-de-rali-da-bolsa.ghtml?giftId=ce2e62f08cef226&utm_source=Whatsapp&utm_medium=Social&utm_campaign=compartilharmateria

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY -0,4% US tech -0,1% US Semis -2,7% UEM -0,9% España -0,3% VIX 17,1% Bund 3,00%. T-Note 4,39%. Spread 2A-10A USA=+48pb B10A: ESP 3,43% PT 3,36% ITA 3,74% FRA 3,63% Euribor 12m 2,80%, fut Euribor12m 2,87%, USD 1,173 JPY 184,0/€ 1 Ouro 4.686$. Brent 100,1$. WTI 94,8$. Bitcoin -1,9% (79.867$). Ether -2,6% (2.289$).


SESSÃO: Hoje petróleo +1% e perto dos 100 $/barril. Tom nas bolsas bastante negativo. Principalmente na Ásia e Europa. Geoestratégia, impostos alfandegários e emprego americano são as chaves da sessão… ontem já assistimos a uma lógica e sã realização de lucros após o rally das últimas sessões. Tudo isso como consequência da expetativa de atraso de acordo entre o Irão e os EUA.


Hoje arrancamos com o mesmo tom depois do Irão ter atacado alguns dos contratorpedeiros da frota americana que transitavam pelo Estreito de Ormuz. 


Na frente comercial, o Tribunal do Comércio americano volta a travar os impostos alfandegários de 10% da administração Trump.


No plano mais convencional, a referência da sessão serão os dados de emprego nos EUA: Criação de Emprego Não Agrícola/Payrolls (abril) a moderarem-se (65K esp. vs. 178K em março) e Taxa de Desemprego, a priori, estável perto de 4,3%. Isto é, abrandamento do mercado laboral, embora em níveis pouco preocupantes.


Menção especial às eleições no Reino Unido, onde com 20% da contagem dos votos, os Reformistas (pró-Brexit e políticas fiscais mais laxas…) colocar-se-iam como primeira força política. São eleições locais, embora com possíveis implicações para o governo central. Questionando, assim, seriamente os apoios dos Trabalhistas e colocando Starmer numa posição delicada. Em suma, maior risco político que deverão avaliar as obrigações do R. Unido de forma negativa hoje. 


Com esta mistura, o tom é bastante negativo e deverá estender-se até ao resto da sessão. Realização de lucros que interpretamos como sãs e lógicas depois do rally das últimas sessões. O fundo do mercado melhorou substancialmente: (i) menor tensão na frente geopolítica e (ii) os resultados empresariais francamente bons (EPS nos EUA situa-se ca. +30% vs. +14% esperado), embora seja prudente que o mercado modere o ritmo...

quinta-feira, 7 de maio de 2026

As mudanças na SPX - Leia mais em https://braziljournal.com/as-mudancas-na-spx/

A SPX Capital está fazendo uma ampla reorganização em seus fundos multimercado, incluindo o fechamento de sua operação em Londres e a saída de um sócio relevante – uma tentativa da gestora de R$ 54 bilhões de voltar a performar depois de a (...)


Leia mais em https://braziljournal.com/as-mudancas-na-spx/

Irã derretendo

 O Irã perdeu meio trilhão de dólares e todo o seu poderio militar. Eis os fatos, que a mídia não vai te contar:


Victor Davis Hanson fez o que ninguém na grande mídia fará. Ele analisou a guerra do Irã de forma contundente.

O veredito não é questionável.

O Irã — 93 milhões de pessoas, a maior potência militar do Oriente Médio sob qualquer critério, temido tanto pelas monarquias do Golfo quanto pelos europeus — acaba de sofrer uma das derrotas assimétricas mais desproporcionais da história moderna.

Hanson:

"É muito incomum que um lado tenha sido tão vitorioso em uma guerra assimétrica, especialmente contra a potência mais forte do Oriente Médio."

O placar:

O Irã perdeu possivelmente meio trilhão de dólares em meio século de investimentos em mísseis, drones, submarinos e grandes navios. Tudo perdido.

Seu comando e controle está “reduzido ao segundo e terceiro escalões”. Ninguém — nem a teocracia, nem o IRGC, nem a classe política, nem o exército — sabe quem está realmente no comando. Eles têm medo uns dos outros. Têm medo de parecer fracos. E têm medo de que fazer um acordo signifique:

"todos nós vamos morrer pelo que fizemos."

Enquanto isso, a esquerda americana e global passou um dia chamando Trump de belicista e de “figura hitlerista”. No dia seguinte, após ele anunciar negociações, passaram a chamá-lo de “taco” — um Neville Chamberlain, um Jimmy Carter.

Hanson acertou no diagnóstico. Ele não analisou a guerra de forma empírica, mas política. Nas palavras dele, Thomas Friedman e Bill Kristol

"quase parecem achar que qualquer coisa negativa que aconteça ao Irã pode ser positiva, porque prejudicaria Donald Trump."

100.000 soldados americanos estão nesse teatro neste momento. Arriscando suas vidas para garantir que o Irã nunca coloque um míssil com ogiva nuclear sobre Tel Aviv, Londres ou eventualmente Chicago. E metade da classe política do mundo está torcendo contra a missão por causa de quem ocupa a Casa Branca.

Leia isso novamente.

E os derrotados não se limitam a Teerã.

RÚSSIA: sem Venezuela, sem América Latina, sem Oriente Médio. Assad caiu. A parceria de drones com o Irã foi interrompida. Atolada na Ucrânia, sangrando com mais de um milhão e meio de baixas.

CHINA: comprava 80% de todo o petróleo iraniano. Agora esse fluxo depende dos Estados Unidos. E Pequim acabou de ver os EUA anunciarem ao mundo que vão produzir em massa entre meio milhão e um milhão de drones. Qualquer plano de atravessar 110 milhas náuticas para tomar Taiwan ficou muito mais caro.

EUROPA, nas palavras de Hanson, é “uma grande perdedora.” Os EUA pediram apenas bases e espaço aéreo. A Espanha fechou sua embaixada em Israel — “na prática, a Espanha é beligerante.”

A França não permitiu uso de sua força aérea nem ação no Líbano. A Itália não autorizou bombardeiros a pousarem na Sicília. O Reino Unido — que construiu a Royal Navy — “não consegue sequer enviar um destróier” para proteger sua própria base no Chipre.

A Turquia, membro da OTAN, apoia abertamente o Irã e ameaça um parceiro da aliança, Israel.

Veredito de Hanson: “você pode ver o problema da OTAN — existe apenas no nome.”

Daqui para frente, os EUA escolherão quais membros realmente valem a aliança. Os demais são “neutros ou hostis.”

E o Estreito de Ormuz? A esquerda passou duas semanas dizendo que seu fechamento destruiria o mundo. Realidade: ele transporta 20% do petróleo mundial, não 80%.

A Arábia Saudita e os Emirados estão expandindo rotas alternativas. Há projetos de dutos até Haifa. Em poucos anos, o Golfo pode servir apenas ao Irã — transformando sua vantagem em fraqueza.

Se a guerra terminar em duas ou três semanas, Hanson estima sete meses para recuperação econômica. Depois vem a constatação: O Irã não ameaça mais o Oriente Médio. Não tem mais ameaça balística relevante. Não tem caminho imediato para arma nuclear.

Não tem força militar funcional.

Seu comando está destruído.

Sua população está sob pressão.

"Isso pode ser como a queda do Muro de Berlim."

Não no dia seguinte. Nem no mês seguinte. Mas em meses — ou em até dois anos, como a União Soviética — mudança de regime.

Essa guerra foi travada nos termos ocidentais.

Sem combates urbanos como Fallujah.

Sem guerras de vila em vila como no Afeganistão.

A assimetria foi total — e deliberada.

O ciclo de notícias vai continuar gritando. A mídia continuará girando narrativas políticas pálidas.

Mas o mapa já foi redesenhado:

A Rússia está contida.

A China está contida.

A Europa está exposta.

O Irã está esvaziado.

Os adultos retomam o controle do país.

Os resultados falam por si.

Gazeta do Povo

 STF Anula Imunidade Parlamentar e Decide Quem Pode Falar

Editorial Gazeta do Povo


"As últimas semanas têm sido pródigas em novos ataques à liberdade de expressão promovidos pelo Supremo Tribunal Federal, todos seguindo um padrão muito semelhante: a tentativa de calar críticas ao governo Lula, aos que lhe dão sustentação e ao próprio STF. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro se tornou alvo de um inquérito por críticas ao presidente Lula. Outro pré-candidato ao Planalto, Romeu Zema, pode ser incluído no inquérito das fake news a pedido de Gilmar Mendes, por causa de um vídeo satírico com fantoches representando ministros do Supremo. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro está prestes a ser condenado por críticas a uma colega de parlamento, Tábata Amaral, feitas enquanto ele era deputado. O pastor Silas Malafaia foi tornado réu por suposta injúria a generais. E ministros do Supremo ameaçaram senadores com a perda do cargo ou a inelegibilidade por terem sido favoráveis a relatório de CPI (que nem sequer foi aprovado) que pedia a abertura de investigações contra os ministros – em suma, por estarem exercendo uma de suas funções mais elementares como parlamentares: propor investigações.


Cada uma dessas atitudes e decisões é profundamente equivocada; algumas delas já foram analisadas neste espaço. Neste momento, interessa-nos ressaltar o assustador padrão que, além da liberdade de expressão, atinge também a imunidade parlamentar, em uma intervenção indevida, arbitrária e sem precedentes do Judiciário na política. Ao atacar a proteção especial dada pelo constituinte de 1988 aos parlamentares, os ministros do STF estreitam o espaço de crítica política e chegam ao ponto de pretender definir quem pode e quem não pode concorrer nas próximas eleições.


O modelo de imunidade parlamentar não é uma construção recente; ele remonta à tradição constitucional inglesa, tendo sua formulação clássica na Bill of Rights de 1689: “a liberdade de expressão, debates e procedimentos no Parlamento não deve ser impugnada nem questionada em qualquer tribunal ou lugar fora do Parlamento”. A lógica é simples, e decisiva: para que o Parlamento possa cumprir sua função na busca do bem comum, é necessário assegurar aos seus membros a mais ampla liberdade de palavra. Não uma liberdade protocolar, contida, mas uma liberdade real, compatível com a natureza inevitavelmente conflituosa da política.


Essa liberdade, no entanto, nunca significou ausência de responsabilidade; a diferença, no caso dos parlamentares, está no fato de a responsabilização ocorrer interna corporis, dentro do próprio Poder Legislativo. Se um parlamentar excede os limites, há instrumentos próprios, como regras de decoro, conselhos de ética e processos que podem terminar com a aplicação de sanções políticas pela própria casa legislativa – incluindo a perda do cargo.


Três séculos depois da Bill of Rights inglesa, a Constituição brasileira adotou uma formulação bastante explícita, bastante forte e contundente: deputados e senadores são “invioláveis por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”, conforme o caput do artigo 53. Não há ambiguidade aqui: trata-se de uma proteção ampla, material, concebida exatamente para impedir a intervenção judicial no conteúdo do debate político. Uma proteção nascida da experiência passada: o AI-5, uma das maiores arbitrariedades de nossa história recente, surgira justamente porque os governantes da época não gostaram das palavras de um parlamentar. Em 1968, o deputado Márcio Moreira Alves sugeriu que as moças brasilienses não dançassem com os jovens cadetes nos bailes de 7 de Setembro que se aproximavam. Os generais se irritaram e o STF pediu permissão ao Congresso para processar Moreira Alves. O parlamento resistiu, inclusive com muitos votos da Arena, o partido do governo. O resto é história, que o constituinte de 1988 não queria ver repetida.


A tradição constitucional sempre caminhou no sentido de reforçar a proteção ao discurso dos parlamentares. Eram pouquíssimos os juristas que abriam qualquer exceção na interpretação do artigo 53; faziam-no apenas em casos extremos, e procurando manter a lógica de proteção integral do debate parlamentar. Também o STF – até ser tomado pela fúria autocrata – decidia sistematicamente no sentido de ampliar o alcance da imunidade parlamentar. Se nunca houve dúvida sobre a proteção integral conferida pela Constituição a declarações feitas no recinto do Congresso, o Judiciário decidiu também que mesmo manifestações em palestras, entrevistas ou nas redes sociais também estavam protegidas se guardassem relação com a atividade parlamentar. O que se observa agora, no entanto, é o movimento inverso, com uma relativização praticamente completa da imunidade parlamentar.


O ponto de inflexão ocorreu em 2021, com o caso do então deputado Daniel Silveira, que gravou e divulgou nas suas redes sociais um vídeo virulento contra ministros do STF. Ainda que seu conteúdo fosse indiscutivelmente grosseiro, ele estava protegido pela Constituição. O Supremo, no entanto, deixou de aceitar as implicações das decisões do constituinte e mudou sua interpretação de forma casuísta e injustificável. A corte contou, ainda, com a omissão de um Congresso sem fibra e acovardado, que endossou o arbítrio e deixou que o Supremo rompesse o dique da imunidade parlamentar “por quaisquer opiniões, palavras e votos” – destaquemos o “quaisquer”. Se os parlamentares estavam chocados com as palavras de Daniel Silveira e julgavam que elas mereciam punição, deveriam ter aberto um processo por quebra de decoro e cassar seu mandato. Mas fizeram o que jamais deveriam ter feito: permitiram que o STF se encarregasse de reprimir seu discurso, prendendo-o e processando-o.


Fragilizada a imunidade nesse caso de uma manifestação claramente inadequada, mas protegida, a quebra da garantia estava feita. Era questão de tempo que outros parlamentares fossem perseguidos, processados e intimidados, mesmo por discursos lícitos em si mesmos. É o que tem acontecido, e não apenas nos casos que listamos no início deste texto. Uma situação extrema é a do deputado Marcel van Hattem, indiciado pela Polícia Federal em novembro de 2024 e denunciado pela Procuradoria-Geral da República em abril deste ano, por afirmar que um delegado abusou de sua autoridade, em um discurso feito na tribuna da Câmara – uma repetição funesta dos acontecimentos de 1968.


A espúria interpretação atual do Supremo, ao relativizar a imunidade parlamentar e admitir a judicialização de manifestações políticas típicas – inclusive com condenações e até risco de inelegibilidade –, promove uma intervenção sem precedentes na dinâmica interna da política. Se nem mesmo o espaço por excelência do debate democrático, o parlamento, está protegido, o efeito é evidente: o Judiciário passa a atuar como instância revisora do discurso político, com poder para definir a posteriori o que pode ou não ser dito, e, no fundo, quem pode ou não atuar na política.


Este problema é agravado pela seletividade com que o Supremo tem agido, voltando-se contra apenas um lado do espectro político-ideológico. Figuras como o presidente Lula protagonizaram, ao longo de sua vida pública, discursos duros e muitas vezes ofensivos contra adversários, sem que isso tenha gerado qualquer reação institucional comparável. Quando o STF decide que pode interferir no discurso político, e ainda por cima aplica critérios diferentes dependendo de quem fala, o problema deixa de ser apenas jurídico para tornar-se político, no pior sentido da palavra, com danos muito mais profundos à democracia.


O resultado é uma situação surrealmente absurda, de um Congresso apequenado, com deputados e senadores temerosos do que vão dizer. Parlamentares passam a medir suas palavras não pelo julgamento de seus eleitores, mas pelo risco de processos. A crítica contundente, essencial à fiscalização democrática, cede lugar a um discurso domesticado. Enquanto isso, os ministros do STF atribuem-se a mesma imunidade que negam aos parlamentares, dizendo o que bem entendem e insultando desafetos em entrevistas e outras manifestações públicas. Quando críticas institucionais ou iniciativas parlamentares são tratadas como abusos, o que se desenha é um quadro de progressiva autoblindagem.


Este desequilíbrio – que não ocorre na forma de casos isolados, mas de um padrão consistente – não é compatível com o Estado de Direito. No entanto, com figuras minúsculas como Hugo Motta e Davi Alcolumbre na presidência das casas do Congresso, a perspectiva de que o Legislativo reaja ao Supremo e defenda suas prerrogativas constitucionais é pequena. A imunidade parlamentar não é privilégio, mas proteção fundamental para a democracia. Quando o Brasil for capaz de restaurar o equilíbrio entre os poderes e a normalidade institucional, é imperativo que também este princípio seja integralmente recuperado."

Ray Dalio

  'STEVE JOBS DOS INVESTIMENTOS' Em 1982, ele afirmou publicamente que a economia global caminhava para uma depressão. A previsão es...