O Irã perdeu meio trilhão de dólares e todo o seu poderio militar. Eis os fatos, que a mídia não vai te contar:
Victor Davis Hanson fez o que ninguém na grande mídia fará. Ele analisou a guerra do Irã de forma contundente.
O veredito não é questionável.
O Irã — 93 milhões de pessoas, a maior potência militar do Oriente Médio sob qualquer critério, temido tanto pelas monarquias do Golfo quanto pelos europeus — acaba de sofrer uma das derrotas assimétricas mais desproporcionais da história moderna.
Hanson:
"É muito incomum que um lado tenha sido tão vitorioso em uma guerra assimétrica, especialmente contra a potência mais forte do Oriente Médio."
O placar:
O Irã perdeu possivelmente meio trilhão de dólares em meio século de investimentos em mísseis, drones, submarinos e grandes navios. Tudo perdido.
Seu comando e controle está “reduzido ao segundo e terceiro escalões”. Ninguém — nem a teocracia, nem o IRGC, nem a classe política, nem o exército — sabe quem está realmente no comando. Eles têm medo uns dos outros. Têm medo de parecer fracos. E têm medo de que fazer um acordo signifique:
"todos nós vamos morrer pelo que fizemos."
Enquanto isso, a esquerda americana e global passou um dia chamando Trump de belicista e de “figura hitlerista”. No dia seguinte, após ele anunciar negociações, passaram a chamá-lo de “taco” — um Neville Chamberlain, um Jimmy Carter.
Hanson acertou no diagnóstico. Ele não analisou a guerra de forma empírica, mas política. Nas palavras dele, Thomas Friedman e Bill Kristol
"quase parecem achar que qualquer coisa negativa que aconteça ao Irã pode ser positiva, porque prejudicaria Donald Trump."
100.000 soldados americanos estão nesse teatro neste momento. Arriscando suas vidas para garantir que o Irã nunca coloque um míssil com ogiva nuclear sobre Tel Aviv, Londres ou eventualmente Chicago. E metade da classe política do mundo está torcendo contra a missão por causa de quem ocupa a Casa Branca.
Leia isso novamente.
E os derrotados não se limitam a Teerã.
RÚSSIA: sem Venezuela, sem América Latina, sem Oriente Médio. Assad caiu. A parceria de drones com o Irã foi interrompida. Atolada na Ucrânia, sangrando com mais de um milhão e meio de baixas.
CHINA: comprava 80% de todo o petróleo iraniano. Agora esse fluxo depende dos Estados Unidos. E Pequim acabou de ver os EUA anunciarem ao mundo que vão produzir em massa entre meio milhão e um milhão de drones. Qualquer plano de atravessar 110 milhas náuticas para tomar Taiwan ficou muito mais caro.
EUROPA, nas palavras de Hanson, é “uma grande perdedora.” Os EUA pediram apenas bases e espaço aéreo. A Espanha fechou sua embaixada em Israel — “na prática, a Espanha é beligerante.”
A França não permitiu uso de sua força aérea nem ação no Líbano. A Itália não autorizou bombardeiros a pousarem na Sicília. O Reino Unido — que construiu a Royal Navy — “não consegue sequer enviar um destróier” para proteger sua própria base no Chipre.
A Turquia, membro da OTAN, apoia abertamente o Irã e ameaça um parceiro da aliança, Israel.
Veredito de Hanson: “você pode ver o problema da OTAN — existe apenas no nome.”
Daqui para frente, os EUA escolherão quais membros realmente valem a aliança. Os demais são “neutros ou hostis.”
E o Estreito de Ormuz? A esquerda passou duas semanas dizendo que seu fechamento destruiria o mundo. Realidade: ele transporta 20% do petróleo mundial, não 80%.
A Arábia Saudita e os Emirados estão expandindo rotas alternativas. Há projetos de dutos até Haifa. Em poucos anos, o Golfo pode servir apenas ao Irã — transformando sua vantagem em fraqueza.
Se a guerra terminar em duas ou três semanas, Hanson estima sete meses para recuperação econômica. Depois vem a constatação: O Irã não ameaça mais o Oriente Médio. Não tem mais ameaça balística relevante. Não tem caminho imediato para arma nuclear.
Não tem força militar funcional.
Seu comando está destruído.
Sua população está sob pressão.
"Isso pode ser como a queda do Muro de Berlim."
Não no dia seguinte. Nem no mês seguinte. Mas em meses — ou em até dois anos, como a União Soviética — mudança de regime.
Essa guerra foi travada nos termos ocidentais.
Sem combates urbanos como Fallujah.
Sem guerras de vila em vila como no Afeganistão.
A assimetria foi total — e deliberada.
O ciclo de notícias vai continuar gritando. A mídia continuará girando narrativas políticas pálidas.
Mas o mapa já foi redesenhado:
A Rússia está contida.
A China está contida.
A Europa está exposta.
O Irã está esvaziado.
Os adultos retomam o controle do país.
Os resultados falam por si.
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