terça-feira, 16 de junho de 2026

Bankinter Portugal Matinal

 Análise Bankinter Portugal 


NY +1,6% US tech +3,0% US Semis +5,5% UEM +0,7% España +1,4% VIX 16,2% Bund 2,95%. T-Note 4,48%. Spread 2A-10A USA=+42pb B10A: ESP 3,38% PT 3,31% ITA 3,67% FRA 3,70% Euribor 12m 2,80% (fut.12m 2,91%) USD 1,159 JPY 185,8/€ 160,3/$. Ouro 4.312$. Brent 83,2$. WTI 80,8$. Bitcoin +4,8% (66.493$). Ether +9,1% (1.816$).

 

:: SESSÃO. O mercado poderá descansar após as fortes subidas de sexta e segunda-feira, à espera da reunião da Fed (amanhã, 19 h).


Ontem vivemos uma sessão de risk on, em alta para bolsas e queda geral das yields das obrigações, onde o mercado avaliou a formalização do acordo de paz, esta sexta-feira, na Suíça. Além disso, a probabilidade deste cenário aumentava à medida que Trump anunciava que vários navios tinham começado a atravessar o Estreito de Ormuz. Isto derivou numa queda do petróleo bruto (Brent: -4,8%; até 83,2$/barril).


Na frente micro, SpaceX (+19,6%) contagiou a tecnologia com subidas, servindo, de momento, como catalisador para o setor. Os bancos colocadores exerceram o greenshoe, a opção que lhes permitiu vender 15% adicional de ações ao preço de colocação (135 $/ação), elevando as receitas totais da operação até 86.250 M$.


Na frente macro, o mais relevante foi a Produção Industrial, que tanto na Europa como nos EUA melhorou em relação ao mês anterior (Europa: +0,4% a/a vs. -2,8% ant. e EUA: +1,7% a/a vs. +1,4% ant.), o que também animou as bolsas.


À primeira hora, o banco central do Japão (BoJ) subiu taxas de juros (+25 p.b.) até 1,00%, em linha com o esperado, anunciando uma normalização gradual nos próximos meses. Enquanto o banco central da Alemanha (RBA) manteve as taxas de juros em 4,35%, num contexto em que a inflação se moderou (+4,2% a/a abril vs. +4,6% março). Ao longo da sessão, conheceremos o sentimento económico dos investidores (ZEW) que poderá melhorar (-5,8 esp. vs. -10,2 ant.), apesar de mostrar uma certa derioração nos últimos 3 meses, derivado do conflito no Médio Oriente.


A sessão de hoje poderá estar marcada por uma consolidação de níveis após as fortes subidas acumuladas nos últimos dias, com os futuros a apontarem para ligeiras descidas, tanto na Europa como nos EUA. O mercado está à espera que o prato forte da semana chegue, que será a reunião da Fed, a primeira presidida por Kevin Warsh, amanhã (19 h). Além disso, estaremos pendentes dos detalhes finais do acordo entre os EUA e o Irão e da evolução do petróleo (hoje abre a cair -0,5%), pelo seu efeito direto na inflação esperada e, portanto, nas decisões dos bancos centrais.


:: CONCLUSÃO. Em suma, sessão de consolidação de níveis após as fortes subidas acumuladas nos últimos dias, à espera da reunião da Fed.

 

FIM

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