terça-feira, 16 de junho de 2026

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 Enquanto o Brasil debate EAD versus presencial...

A China acaba de revisar mais de 30% de todos os seus cursos universitários.

Entre 2021 e 2025, universidades chinesas encerraram ou suspenderam 12.200 programas de graduação e criaram outros 10.200 novos, alinhados às prioridades tecnológicas e econômicas do país.

Não estou dizendo que devemos copiar a China.

Estou observando algo mais importante. Eles estão discutindo quais capacidades precisarão desenvolver na próxima década.

Nós ainda estamos discutindo o formato pelo qual vamos ensinar.

Enquanto isso, a IA avança.

O mercado muda.

Profissões desaparecem.

Novas funções surgem.

E milhões de estudantes continuam sendo preparados para um mundo que já não existe.

O debate brasileiro sobre a formação de professores é um bom exemplo.

Cursos de Pedagogia EAD estão sendo restringidos.

Mas a pergunta central permanece sem resposta: Como vamos formar mais professores qualificados para regiões que já enfrentam escassez crônica de profissionais?

Não basta remover ou restringir uma modalidade.

É preciso desenhar uma alternativa.

Porque educação não se transforma por decreto.

Ela se transforma quando existe uma visão clara do futuro que queremos construir.

Talvez essa seja a diferença mais importante. Alguns países organizam sua educação em torno de uma estratégia nacional de longo prazo.

Nós ainda alternamos prioridades a cada ciclo eleitoral.

E isso nos leva a uma pergunta desconfortável: Estamos discutindo os meios... ou estamos discutindo os resultados que desejamos produzir?

Porque a verdadeira disputa não é entre presencial e EAD.

É entre formar pessoas para o passado ou para o futuro.

E essa escolha já está sendo feita todos os dias.

Mesmo quando fingimos que não.

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