Análise Bankinter Portugal
NY +0,0% US tech -0,1% US semis -1,4% UEM +0,1% España +0,5% VIX 16,3% Bund 2,98% T-Note 4,51% Spread 2A-10A USA=+45pb B10A: ESP 3,40% PT 3,35% FRA 3,60% ITA 3,70% Euribor 12m 2,72% (fut.2,87%) USD 1,159 JPY 185,1 Ouro 4.391$ Brent 97,3$ WTI 91,7$ Bitcoin -3,0% (72.891$) Ether -4,3% (1.977$)
:: SESSÃO: Amanhecemos com um ataque aéreo dos EUA a uma base militar iraniana onde decolavam drones com destino a Ormuz, Kuwait ativa as suas defesas contra mísseis e drones lançados supostamente do Irão, e o Tesouro americano anuncia novas sanções para impedir Teerão de monetizar a passagem de navios pelo Estreito. Tudo isso depois de Trump desmentir estar tão perto de alcançar um acordo como algumas fontes estimavam. A reação no mercado é imediata e lógica. O petróleo sobe (Brent +3,7% até 97,7 $), o dólar aprecia-se (+0,3% até 1,159) e as bolsas asiáticas caem (-1,3% Japão, -1,1% China, -2,0% Coreia...).
Contribui para o movimento o receio de um aumento maior do que o estimado do Deflator do Consumo americano (hoje, 13:30 h). Em princípio, poderá avançar até +3,8% em abril desde +3,5% com a subjacente a aumentar até +3,3% desde +3,2%. Nas últimas horas, vários membros da Fed lançaram mensagens um pouco contraditórias, que evidenciam as divergências no seio do banco central. Jefferson aponta para uma suavização dos preços mais para o final do ano graças a um menor impacto dos impostos alfandegários e moderação dos preços do petróleo, mas Cook afirma que a inflação se move em alta e aponta para subidas de taxas de juros se essa tendência continuar. O resto da macro, apesar de ser relevante, passará para segundo plano. Destaca a primeira revisão do Pib do 1T, que será continuista (+2,0% t/t anualizado, em linha com o dado preliminar e vs. +0,5% anterior), e os Pedidos de Bens Duráveis (+4,0% estimado desde +0,8%, mas excluindo transporte +0,5% desde +0,9%).
Como se não bastasse, a guia de Receitas para o próximo trimestre de Salesforça dececiona e o valor cai -1,2% no mercado fora de hora…
CONCLUSÃO: Impõe-se a cautela e o lógico é esperar uma sessão de realização de lucros nas bolsas. Especialmente após os avanços resistentes. Convém recordar que os índices americanos encadeiam 8 semanas consecutivas de subidas e avaliam perto de máximos históricos. Uma consolidação de níveis, e até uma correção, continua a parecer-nos um cenário prudente que daria oportunidade de assumir posições a melhores preços.
FIM
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