🇧🇷 *Ata do Copom: Banco Central mantém tom cauteloso* - _por JP Morgan_
A ata da reunião do Copom da semana passada continuou indicando um processo de calibração gradual da taxa de juros. A comunicação segue consistente com mais um corte de 25 pontos-base na reunião de junho, com a intensidade e o ritmo do ciclo dependentes dos dados econômicos e financeiros, especialmente diante do conflito no Oriente Médio.
A atenção à decisão da semana passada e à ata divulgada agora se concentrou na avaliação do balanço de riscos para a inflação. Em ambos os casos, o Banco Central evitou apontar assimetrias de forma explícita, mas o tom foi mais duro do que em comunicações anteriores, refletindo maior preocupação com os efeitos secundários do choque do petróleo. A autoridade monetária reconheceu que a duração do conflito já materializou alguns riscos, com destaque para a alta das expectativas de inflação de médio prazo, com impactos visíveis em dados recentes de preços ao consumidor e no atacado. Na visão do Banco Central, um atraso na resolução do conflito eleva a probabilidade de efeitos mais duradouros sobre cadeias de produção e distribuição, com impacto ambíguo para o cenário de inflação no horizonte da política monetária.
Ainda assim, a avaliação do Banco Central é de que, em um contexto de política monetária restritiva sendo transmitida para a atividade econômica, os eventos recentes não impedem a continuidade do ciclo de calibração. Embora o Comitê tenha reforçado que os dados do primeiro trimestre indicam recuperação da atividade, a autoridade monetária avalia que os efeitos contracionistas sobre componentes cíclicos do PIB, observados no fim de 2025, devem se estender para 2026 por meio da desaceleração do crédito. Nesse cenário, o Banco Central mantém a leitura de que a economia segue em trajetória de moderação, em linha com o cenário-base.
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