terça-feira, 5 de maio de 2026

Cenário macro BTG 04/26

 🌎 Brasil — Cenário Macro: Abril de 2026 | BTG 


Cenário global 

O pano de fundo segue condicionado pelo conflito no Oriente Médio, que já dura mais de um mês e paralisou completamente o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo global. O choque energético levou o barril ao maior nível desde 2022 e deve pressionar a inflação ao longo do ano. Para os EUA, o BTG vê poucos fundamentos para cortes de juros em 2026 — o Fed já estava sem espaço antes do choque, e o núcleo de serviços segue resiliente. Na Europa, o risco é mais agudo dado a dependência de importações energéticas, e o BCE não descarta alta de juros. Na China, os dados do início do ano vieram mais fortes, mas com influência sazonal do Ano Novo Lunar; a demanda doméstica permanece fraca e dependente do setor público.


Setor externo 

O Brasil está relativamente bem posicionado por ser exportador líquido de petróleo. O BTG elevou a projeção de superávit comercial (MDIC) de US$ 75 bi para US$ 90 bi em 2026, com o superávit de petróleo e derivados atingindo recorde de US$ 48 bi, suportado por produção de ~4,1 mb/d e preços elevados. O déficit em transações correntes foi revisado de 2,8% para 2,3% do PIB. A projeção de câmbio permanece em R$ 5,20/US$ ao fim de 2026 — a melhora dos termos de troca compensa o ambiente externo mais adverso.


Política fiscal 

O impacto líquido do petróleo sobre as contas públicas segue positivo. O déficit primário do setor público foi revisado de R$ 57 bi para R$ 49 bi (0,4% do PIB) em 2026. Pelo critério ajustado, o BTG projeta superávit de R$ 25 bi, próximo ao centro da meta. Foram incorporadas R$ 25,7 bi em medidas de suavização de combustíveis — subvenção ao diesel, zeragem de PIS/Cofins e subsídios à importação. A dívida bruta foi revisada de 81,7% para 81,4% do PIB em 2026.


Atividade econômica 

Os dados do início do ano reforçam o cenário de reaceleração no 1S26, com crescimento disseminado — destaque para comércio e indústria de transformação. O mercado de trabalho segue aquecido, com nova mínima do desemprego e aceleração da massa salarial real. O BTG mantém projeção de PIB de 1,7% em 2026, com impulso fiscal positivo mais do que compensando a política monetária ainda contracionista.


Inflação 

O processo de desinflação dá sinais de estabilização. As surpresas recentes vieram de itens voláteis — passagem aérea, alimentos in natura e proteínas —, além da forte alta dos combustíveis na bomba sem reajuste formal da Petrobras. Serviços subjacentes permanecem acima do nível compatível com a meta. O BTG revisou o IPCA de 4,1% para 4,7% em 2026 e de 3,8% para 4,1% em 2027, com risco assimétrico para cima.


Política monetária 

O Copom iniciou o ciclo de cortes em março com 25 pb. O BTG vê continuidade gradual — cortes de 25 pb nas próximas reuniões —, mas revisou a Selic terminal de 12,0% para 13,0% ao fim de 2026. O choque de petróleo é tratado como oferta exógena: o BC pode acomodar os efeitos de primeira ordem, mas não pode permitir a propagação via núcleos, salários e expectativas desancoradas. O risco de um ciclo menor é relevante caso o conflito se prolongue.


✅ Visão BTG O Brasil apresenta posicionamento relativo favorável entre emergentes — exportador líquido de energia, fiscal em melhora e câmbio estável. O principal risco doméstico é a persistência inflacionária via serviços e combustíveis, que limita o ritmo de afrouxamento monetário. Selic terminal revisada para 13,0% ao fim de 2026.


Confira o relatório completo: https://l.btgpactual.com/4dr9WOQ



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