quarta-feira, 25 de março de 2026

Anderson Nunes

 *BOLSONARO EM DOMICILIAR E CAUTELA DO COPOM - MC 25/03/26*

*Por Anderson Nunes - Analista Político*


*MORAES CONCEDE PRISÃO DOMICILIAR A BOLSONARO E COPOM PREGA CAUTELA*


O cenário político e econômico entra em nova fase com a transferência de Jair Bolsonaro para o regime domiciliar e a sinalização de que o Banco Central não terá vida fácil para cortar juros em meio a conflitos globais.


*LIBERDADE RESTRITA PARA BOLSONARO*


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou a prisão domiciliar do ex-presidente Bolsonaro por 90 dias após quadro de broncopneumonia, impondo restrições severas como o uso de tornozeleira eletrônica e o bloqueio total de suas redes sociais. A decisão visa garantir a recuperação médica do político enquanto mantém o monitoramento rigoroso de suas comunicações externas para evitar interferências em investigações em curso por meio de terceiros.


*JUROS EM SUSPENSO PELO CONFLITO NO IRÃ*


A ata do Copom revelou que a incerteza gerada pela guerra no Oriente Médio travou a sinalização de novos cortes na Selic, forçando o Banco Central a adotar uma postura de vigilância absoluta sobre os próximos passos da política monetária. Esse movimento ocorre em um momento de pressão direta do governo Lula para reduzir o custo do rotativo do cartão de crédito, visto que o endividamento recorde das famílias compromete a popularidade presidencial em ano eleitoral.


*O MALABARISMO FISCAL DO DIESEL*


O governo Lula apresentou uma proposta de subvenção direta de R$ 1,20 por litro de diesel para evitar o desabastecimento sem zerar o ICMS estadual, dividindo o custo com os governadores. A medida tenta conter a insatisfação popular com os preços dos combustíveis, mas pressiona ainda mais as contas públicas em um momento de revisão drástica nas metas de superávit.


*ARRECADAÇÃO RECORDE E BLOQUEIO NO ORÇAMENTO*


Apesar de a Receita Federal registrar o melhor fevereiro da história com uma arrecadação de duzentos e vinte e dois bilhões de reais, o governo precisou efetuar um bloqueio preventivo de um R$ 1,6 bilhão para cumprir o limite de gastos. A medida demonstra a fragilidade das contas públicas diante da disparada das despesas obrigatórias, sendo que apenas a alta nos preços do petróleo evitou um contingenciamento ainda mais profundo neste primeiro bimestre.


*INELEGIBILIDADE E QUEDA NO RIO*


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) selou o destino do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, ao condená-lo por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, tornando-o inelegível pelos próximos oito anos. A tentativa de renunciar na véspera do julgamento não evitou a punição que coloca o agora ex-governador na lista de todos os chefes do executivo fluminense eleitos nos últimos 30 anos que sofreram sanções judiciais ou políticas.


*A OFERTA DE WASHINGTON*


Os Estados Unidos propuseram um plano de quinze pontos que exige o desmantelamento do programa nuclear iraniano e o fim do apoio a milícias em troca da suspensão de sanções econômicas, considerando que a reabertura do Estreito de Ormuz é o gatilho necessário para estabilizar a inflação mundial e reduzir a volatilidade extrema que trava as decisões dos bancos centrais.


*RADAR CORPORATIVO*


1. O leilão de repactuação do aeroporto do Galeão atrai gigantes internacionais como RIOGaleão, Aena e Zurich em uma disputa acirrada pela gestão do terminal carioca até o ano de 2039.

2. O governo de Goiás cancelou o projeto de parceria público privada de saneamento após o único consórcio interessado ser desabilitado por falhas na entrega da garantia da proposta.

3. Mercado Livre: Anunciou investimento recorde de R$ 57 bilhões no Brasil para 2026, focando na abertura de catorze novos centros de distribuição para consolidar sua liderança logística.

4. Shell: O Cade aprovou a venda de 20% de campos na Bacia de Santos para a estatal do Kuait, movimento que permite à petroleira reciclar capital em ativos estratégicos.

5. Localiza: A companhia aprovou o pagamento de R$ 571,7 milhões em juros sobre capital próprio, garantindo retorno direto ao acionista no final de março.


O Canal Auxiliando usa as seguintes fontes de notícias: 'Monitor do Mercado, BDM, Broadcast, Valor Econômico, Folha de São Paulo, Estadão, O Globo, BM&C, B3, Revista Oeste, Poder 360, Money Times, Agência CMA, Agência Brasil, Bloomberg, Infomoney, CNN, The Washington Post, The Wall Street Journal, Fox Business, Reuters, Oil Price, Investing e Yahoo Finance'.

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